Renato Maurício Prado comenta Fluminense 2 x 1 Palmeiras pela Copa do Brasil 2015

Marcos Junior gol - Fluminense x Palmeiras (Foto: André Durão / GloboEsporte.com)

 

O Fluminense fez um excelente primeiro tempo, abriu 2 a 0, no placar (Marcos Júnior e Gum), mas foi para o vestiário preocupado. Num dos últimos lances, antes do intervalo, Fred sofreu uma contusão aparentemente séria e teve que sair de maca do gramado, com torções no tornozelo e no joelho esquerdos. Desfalque preocupante que poderia acabar influenciando no desenrolar da partida. Como, de fato, influenciou.

O Palmeiras voltou melhor (Marcelo Oliveira deslocou Zé Roberto para o meio-campo e colocou Egídio na lateral), passou a dominar as ações e o seu gol acabou saindo, num pênalti infantil de Gum no jogador mais veterano em campo. O próprio Zé Roberto bateu e diminuiu a diferença para 2 a 1. Daí até o final, a pressão maior foi sempre dos paulistas, mas o placar não se modificou (os dois times tiveram gols anulados por impedimento). Com o resultado, o Flu se classificará para a final da Copa do Brasil com um empate no Allianz Parque, na próxima quarta-feira. Mas basta ao Palmeiras uma vitória por 1 a 0, para ficar com a vaga.

A provável ausência de Fred complica ainda mais a situação tricolor. É verdade que os jovens Marcos Júnior, Gustavo Scarpa e Vinícius têm jogado muito bem a Copa do Brasil e podem garantir ao tricolor um ataque insinuante em São Paulo. Mas Fred é sempre a principal referência e aquele que decide na hora H – vide o gol na Arena do Grêmio, na etapa anterior, e a cabeçada mortal, no lance do primeiro gol, diante do Palmeiras, feito por Marcos Júnior, no rebote.

Eduardo Baptista terá que quebrar a cabeça para arrumar uma forma de armar o time sem o seu principal craque. O veteraníssimo Magno Alves, que o substituiu esta noite, nem de longe parece capaz de cumprir com êxito tal tarefa. A missão do Flu continua a ser difícil. Mas não é impossível.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 24 de outubro de 2015

Copa do Brasil 2015 – Fluminense 2 x 1 Palmeiras

Fluminense vence, mas gol fora de casa mantém Palmeiras confiante

Tricolor abre dois gols de vantagem no primeiro tempo, e Verdão desconta com pênalti polêmico. Cariocas jogam por empate; paulistas precisam de vitória mínima

Com o regulamento nas mãos, o Palmeiras perdeu, mas deixou o Maracanã esperançoso em chegar à final da Copa do Brasil. Com Fred em campo, o Fluminense abriu dois gols de vantagem no primeiro tempo, nesta quarta-feira, e parecia encaminhar a classificação. Sem o centroavante, substituído pouco antes do intervalo com torções no joelho e tornozelo esquerdos, o Verdão cresceu na etapa final, descontou para 2 a 1 com um pênalti duvidoso e deixou a disputa aberta. Os paulistas ainda reclamaram de um gol de Amaral anulado por impedimento.

Marcos Junior gol - Fluminense x Palmeiras (Foto: André Durão / GloboEsporte.com)
Marcos Junior comemora primeiro gol do Fluminense na vitória sobre Palmeiras
(Foto: André Durão / GloboEsporte.com)

Com diferença mínima, o Fluminense joga por um empate, na próxima quarta, em São Paulo, para ficar com a vaga. O Palmeiras avança com uma vitória simples por 1 a 0. Se placar se repetir, agora a favor dos paulistas, a decisão será nos pênaltis. São Paulo e Santos disputam a outra semifinal.

Fred deixou o campo nos acréscimos do primeiro tempo preocupando o departamento médico. Antes, abriu caminho para o Fluminense vencer. Foi dele a cabeçada que Fernando Prass fez um milagre e deu rebote para Marcos Junior abrir o placar. Em seguida, com um corta-luz, permitiu que a bola passasse por entre suas pernas após sutil desvio de Gum e entrasse no canto esquerdo. Se tivesse continuado…

O Palmeiras poderia ter obtido um placar mais favorável. Antes de sofrer os dois gols, o Verdão chegou com muito perigo ao gol de Diego Cavalieri. Vitor Hugo e Gabriel Jesus tiveram duas chances claras logo no início da partida e não aproveitaram. A defesa, tão criticada, voltou a falhar em lances de bolas paradas e atrapalhou os planos. O time só reagiu no segundo tempo, quando Zé Roberto converteu um pênalti polêmico sofrido por ele mesmo em disputa com Gum. Amaral chegou a empatar, mas o árbitro Leandro Pedro Vuaden marcou impedimento, também bastante duvidoso. No fim, a derrota por 2 a 1 não foi considerada ruim.

O JOGO

O Palmeiras vai lamentar por dias as chances que desperdiçou no início de jogo no Maracanã. Oportunidades que, provavelmente, encaminhariam a classificação da equipe para a final. Os primeiros minutos foram amarrados, de muita marcação, sequências de faltas e pouco futebol. A partida começou mesmo após os oito minutos, quando os jogadores do Palmeiras pediram para trocar a camisa prateada pela branca e evitar confusões com o uniforme tricolor do Fluminense.

Fluminense x Palmeiras, Maracanã. (Foto: andré durão)
Gabriel Jesus cabeceia e perde grande chance de abrir o placar no primeiro tempo da partida
(Foto: André Durão)

Os paulistas despertaram primeiro e quase marcaram duas vezes em sequência. Vitor Hugo, com uma linda virada, quase uma bicicleta, por muito pouco não acertou o canto direito de Diego Cavalieri. Logo depois, Gabriel Jesus apareceu na área sem marcação e com tempo para escolher onde colocar a bola com a cabeça. Optou pela esquerda do goleiro e errou o alvo.

O Fluminense cresceu aos poucos, sem sufocar ou criar grandes chances. Na primeira vez, ficou em vantagem, aos 28, aproveitando uma velha falha palmeirense em bolas aéreas. Desta vez, um exagero de erro. Fred, o principal jogador tricolor, ficou livre na área para cabecear uma cobrança de escanteio. Fernando Prass fez um milagre, mas a bola sobrou para Marcos Junior apenas completar para o gol.

No embalo da torcida, em ótimo número no Maracanã, o Fluminense continuou melhor. E, para ajudar, sem ser incomodado pelo sonolento ataque palmeirense. O segundo gol, aos 41, saiu em uma jogada ensaiada. Gustavo Scarpa chutou quase de tornozelo, Gum desviou, e Fred fez o pivô com as pernas abertas. A bola passou por todo mundo e morreu no canto esquerdo de Prass.

Fluminense x Palmeiras, Maracanã. (Foto: andré durão)
Zé Roberto marca de pênalti e mantém Palmeiras vivo na briga por vaga na final
(Foto: André Durão)

Marcelo Oliveira optou por mudar o Palmeiras na volta do intervalo. Victor Ramos, já punido com cartão amarelo, deu lugar a Jackson na zaga. O treinador também trocou Andrei Girotto por Egídio, passando Zé Roberto para o meio de campo. O Flu perdeu poder ofensivo sem Fred. Magno Alves deu mais mobilidade ao ataque para explorar os contra-ataques, mas o time perdeu sua referência entre os zagueiros.

O Palmeiras reapareceu melhor. O time conseguiu descontar, aos 15, em um lance bastante polêmico. Barrios tocou de calcanhar para Zé Roberto na área. O meia recebeu a bola, trombou com Gum, e Vuaden marcou pênalti. O mesmo Zé bateu e diminuiu. Aos 22, foi a vez dos paulistas reclamarem em outra jogada muito duvidosa. Amaral marcou de cabeça, mas a arbitragem marcou impedimento.

A velocidade do ataque do Fluminense colocou a defesa palmeirense em apuros. Marcos Junior chegou a marcar, mas estava em claro impedimento. O atacante ainda perdeu uma grande chance ao receber a bola nas costas da defesa. Fernando Prass fez grande defesa. Já no fim, Lucas evitou o terceiro em finalização de Magno Alves. O Tricolor, vencendo, terminou o jogo tentando pressionar. O Verdão, perdendo, administrou o 2 a 1 para decidir em São Paulo.

 

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Renato Maurício Prado comenta Figueirense 3 x 0 Flamengo e Fluminense 2 x 0 São Paulo

Clayton gol Figueirense x Flamengo (Foto: CRISTIANO ANDUJAR - Agência Estado)

Enquanto o Fluminense, jogando bem, derrotava o São Paulo por 2 a 0, no Maracanã, afastando-se mais da zona do rebaixamento e ganhando tranquilidade para disputar as semifinais da Copa do Brasil, competição que pode salvar sua temporada, garantindo vaga na Libertadores, do ano que vem; o Flamengo fazia um papelão em Santa Catarina, levando de 3 a 0 do Figueirense, time até então do Z-4, desperdiçando fenomenal oportunidade de voltar ao G-4 – todos os outros resultados da quarta-feira lhe foram favoráveis.

Se os tricolores encontraram mais motivos para sonhar com um final de temporada à altura de suas tradições, os rubro-negros foram dormir de cabeça inchada, com uma pergunta que não quer calar: o que Oswaldo de Oliveira e sua comissão técnica fizeram nos 10 dias de folga que as eliminatórias lhes proporcionaram, paralisando o Campeonato Brasileiro?

O Flamengo, que poderia ter dormido no G-4, se tivesse vencido um rival fraco e desesperado, conseguiiu a proeza de chegar a ter 70% de posse de bola, durante a partida, e mal ameaçar o gol defendido por Alex Muralha. Em compensação, seus volantes inúteis (ninguém merece Márcio Araújo e Canteros – ainda mais juntos!) e sua zaga estabanada (como são ruins Pará e César Martins!) foram capazes de levar três gols do Figueirense!

O Mais Querido ainda tem possibilidades de obter uma vaga na principal competição do continente, em 2015, porque Palmeiras, São Paulo e Internacional, rivais diretos nesta briga, também perderam. E o Santos, que ainda jogará nesta quinta-feira (contra o Grêmio, no Sul) igualmente pode acabar a rodada sem somar pontos.

Só que diante da inaceitável passividade com que seus jogadores atuaram e aceitaram uma derrota vergonhosa e acachapante fica muito difícil crer nesse milagre. A menos que Paolo Guerrero volte a vestir a capa de super-herói que chegou a ser nos seus primeiros quatro jogos com a camisa do Fla. Seu substituto, Kaike, desta vez chegou a dar pena, no Orlando Scarpelli. Na única boa oportunidade que teve cabeceou ridiculamente para o chão e para fora a bola que recebeu, cara a cara com Muralha…

Voltando ao Fluminense, Marcos Júnior fez mais um golaço, o segundo do tricolor carioca. O primeiro foi de Fred, voltando ao time. Vinícius, que substituiu Gerson, também entrou muito bem na partida e Gustavo Scarpa, como de hábito, também foi desataque. Jogando assim, o Flu tem chances reais de ganhar a Copa do Brasil, onde enfrentará o irregular Palmeiras, na semi, e talvez até o mesmo São Paulo (ou o Santos), na final.

Impossível ter a dupla Fla-Flu junta na Libertadores não é. Mas do jeito que o Fla está jogando, as chances maiores parecem ser mesmo do Flu.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 16/10/2015

Coritiba 1 x 1 Fluminense

Ruim para os dois: Coxa e Flu fazem jogo disputado e empatam em Curitiba

Coritiba sai na frente com Henrique Almeida, Tricolor consegue igualar com belo gol
de Marcos Junior e pressiona, mas equipes não saem do 1 a 1 no Couto Pereira

Foi uma partida bem disputada no Couto Pereira. O Coritiba tinha a consciência de que uma vitória o afastaria da zona de rebaixamento, e o Fluminense necessitava de um resultado positivo depois de uma sequência de oito derrotas em dez rodadas. Nem um, nem outro. O empate foi o que serviu. Henrique Almeida confirmou a boa fase ao marcar pela sexta vez no Campeonato Brasileiro, e Marcos Junior mostrou categoria ao deixar tudo igual no segundo tempo. Com a presença predominante dos jovens no setor ofensivo – além do autor do gol, Douglas, Scarpa, Gerson e Michael atuaram -, o Tricolor até teve mais volume de jogo após o gol, mas o placar terminou assim: 1 a 1.

Com o resultado, o Coritiba permanece na 16ª colocação, com 27 pontos. Na próxima rodada, o Coxa recebe o Internacional no Couto Pereira, em partida que será realizada sábado, às 18h30 (de Brasília). Já o Tricolor fica em nono lugar, com 34, e enfrenta o Sport, na Arena Pernambuco, domingo, também às 18h30.

O Fluminense começou melhor. Tentou ir para cima e desperdiçou boas chances com Gustavo Scarpa e Michael. O meia perdeu uma ótima oportunidade ao chutar para fora após passe infiltrado perfeito do jovem Douglas. O Coritiba, que levou perigo com uma cobrança de falta de Rui na trave, foi fatal em lance que Gum se atrapalhou: o zagueiro tricolor se enrolou na disputa, acabou colocando para a lateral e, na sequência, Thiago Galhardo rolou para Henrique, livre na pequena área, abrir o placar.

No segundo tempo, a necessidade de o Fluminense correr atrás do prejuízo cresceu, e assim o time o fez. Depois de algumas investidas, a bola sobrou para Marcos Junior no meio da área. Com categoria, o atacante deixou Alan Santos no chão e chutou co canto esquerdo de Wilson. O Tricolor se animou e permaneceu no campo de ataque. Aos poucos, os jogadores foram sentindo desgaste. O Coxa aproveitou o cansaço dos visitantes para pressionar no fim, mas o placar não saiu do empate.

 

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Paysandu 1 x 2 Fluminense – Copa do Brasil 2015

Flu vence o Papão novamente e garante vaga nas quartas de final

No Mangueirão, Tricolor repete o triunfo por 2 a 1 conseguido no Maracanã, supera os dez desfalques e avança. Cícero, Marcos Junior e Yago Pikachu fizeram os gols.

O Fluminense suportou bem a pressão em Belém, que começou antes mesmo de o time chegar no estádio, e venceu o Paysandu por 2 a 1, nesta quarta-feira, no Paysandu. O Tricolor já havia vencido por este placar no Maracanã e assegurou sua classificação para as quartas de final da Copa do Brasil, apesar dos dez desfalques que tinha para esta partida. Cícero e Marcos Junior fizeram os gols do Flu, e Yago Pikachu descontou.

Nas quartas de final, haverá mais um sorteio, na próxima segunda-feira, para definir os confrontos, assim como foi feito nas oitavas. Pelo Campeonato Brasileiro, o Fluminense volta a campo neste domingo, no Maracanã, para enfrentar o Atlético-MG. Já o Papão, no sábado, recebe o Bragantino em Belém pela Série B.

Apesar da empolgação inicial do Papão, foi o Fluminense quem colocou a bola no chão e passou a ser mais perigoso, principalmente em jogadas pelas pontas. Foi assim que a equipe carioca abriu o placar, aos 15 minutos, em um bom cruzamento de Victor Oliveira que encontrou a cabeçada certeira de Cícero. O goleiro Emerson nada pôde fazer. Em desvantagem, o Paysandu passou a pressionar e conseguiu igualar o placar aos 40 minutos. Victor Oliveira derrubou Aylon dentro da área o árbitro marcou o pênalti. O artilheiro Yago Pikachu cobrou rasteiro no canto esquerdo e marcou.

Na segunda etapa, a partida teve o panorama parecido. O Flu começou melhor e chegou ao gol, desta vez aos oito minutos. Após receber passe de Gustavo Scarpa, Magno Alves tocou de primeira para Marcos Junior, que desviou e a bola foi para a rede: 2 a 1. Os donos da casa tentaram correr atrás do prejuízo e pressionar, mas o Flu controlou o jogo e administrou até o apito final. Na reta final, a expulsão de Betinho deixou a missão tricolor facilitada.

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Fluminense 1 x 0 Grêmio

Na estreia de Ronaldinho, Fluminense bate o Grêmio e dorme no G-4

R10 joga 90 minutos e inicia jogada do gol de Marcos Júnior, o único da vitória do Flu sobre os gaúchos. Cariocas pulam para 3º, mas podem ser ultrapassados no domingo

Na estreia de Ronaldinho Gaúcho, o Fluminense bateu o Grêmio por 1 a 0, na noite deste sábado, no Maracanã. Com o resultado, o Tricolor carioca ultrapassou o gaúcho e pulou para o terceiro lugar com 30 pontos, mas ainda pode sair do G-4 neste domingo, no complemento da rodada, caso Palmeiras e Sport vençam seus jogos (contra Atlético-PR e Cruzeiro, respectivamente). Já o Grêmio, há três partidas sem vencer, caiu para sétimo e ainda pode perder uma posição neste domingo, caso o Furacão vença o Verdão em São Paulo.

O jogo teve dois tempos distintos. No primeiro, muito equilibrado, o Grêmio chegou a ter mais posse de bola (57% contra 43%). No segundo, com a expulsão de Walace logo aos quatro minutos, por falta em Marcos Júnior, foi ataque contra defesa, com o Fluminense pressionando muito atrás do gol – que saiu com o próprio Marcos Júnior, aos 31. O Tricolor gaúcho ainda perdeu um gol incrível aos 43, com Pedro Rocha, numa jogada em que os gremistas reclamaram um pênalti não marcado de Wellington Paulista em Edinho.

Ronaldinho ficou em campo os 90 minutos. Na maior parte do jogo, sua atuação foi discreta. Na primeira etapa, como jogador mais adiantado do Flu, ficou preso entre os zagueiros e nada produziu. Na segunda, com a superioridade numérica e a presença de Wellington Paulista, Marcos Júnior e Magno Alves juntos, voltou ao meio-campo para tentar armar o time. Errou bastante – foram dez passes errados, mais do que qualquer outro jogador em campo. O estrante da noite ainda levou cartão amarelo por uma entrada em Pedro Geromel. Mas acabou se mostrando decisivo, ao iniciar a jogada do gol da vitória do Flu – foi de Ronaldinho o lançamento para Wellington Paulista, de cabeça, deixar Marcos Júnior em condições de marcar.

– Foi importante demais estrear com vitória, ficar perto da zona dos quatro primeiros. Estou muito feliz, queria suportar os 90 minutos, não sabia se iria conseguir, mas consegui. Estou muito feliz, queria muito estrear com vitória – disse Ronaldinho Gaúcho.

O público foi de 27.842 pagantes (33.288 presentes), com renda de R$: 1.257.250,00.

fluminense, grêmio, maracanã (Foto: Marcelo De Jesus)
Ronaldinho cai após disputa com Walace e Schuster, com Geromel na sobra
(Foto: Marcelo De Jesus)

Na próxima rodada, o Fluminense, sem Jean (que levou o terceiro amarelo), encara o Avaí na Ressacada, sábado, às 18h30. Já o Grêmio faz o clássico gaúcho contra o Internacional, domingo, em casa, também às 18h30 (Walace, suspenso pela expulsão, é desfalque certo).

O jogo

O Grêmio foi quem tomou a iniciativa do jogo. Com dez minutos, somava 69% da posse de bola. Sem Giuliano, porém, Douglas parecia sobrecarregado na armação. E, aos poucos, o Fluminense foi se afirmando em campo. Em seu melhor momento, aos 22 minutos, o time carioca teve duas chances para marcar no mesmo lance – primeiro com Gerson e depois com Marcos Júnior. O Grêmio respondeu três minutos depois, em escanteio: Erazo cabeceou livre, Cavalieri fez excelente defesa e a bola ainda bateu no travessão.

Ronaldinho Gaúcho não parecia nem sombra do jogador que já foi. Sem nenhuma mobilidade, foi mero figurante durante os 45 minutos iniciais. Posicionado como o homem mais avançado do Flu, aceitou a marcação dos zagueiros e pouco produziu. Nas raras vezes em que tentou algo, errou – foram seis passes errados (só Breno Lopes, com sete, teve mais erros nesse período). O único bom momento de R10 foi numa cobrança de falta quase da intermediária, em que mandou direto para o gol e quase surpreendeu Tiago – num lance que lembrou o gol contra a Inglaterra, na Copa do Mundo de 2002, em cima do goleiro David Seaman. O primeiro tempo acabou com seis finalizações para cada lado, mas com mais posse de bola do Grêmio (57% contra 43%).

Na volta do segundo tempo, Ronaldinho tentou ajudar mais no meio-campo. E melhorou consideravelmente. A tarefa foi facilitada após a expulsão de Walace – o volante gremista tomou o segundo amarelo numa dividida com Marcos Júnior, aos 4 minutos. O técnico Roger, suspenso, orientou do camarote seu auxiliar James Freitas a colocar Edinho no lugar de Schuster, para repovoar o setor de marcação à frente da zaga. Na sequência, Enderson Moreira colocou o centroavante Wellington Paulista no lugar do lateral Breno Lopes. Virou jogo de ataque contra defesa.

Demorou ainda 27 minutos para o Flu, com um homem a mais, abrir o placar. Ronaldinho lançou Wellington Paulista, que acertou a “triscadinha” de cabeça deixando Marcos Júnior em condições de receber com tranquilidade, driblar o goleiro Tiago e mandar para a rede, aos 31. O R10 ainda deu um bom passe para Magno Alves marcar o segundo, mas o Magnata acabou perdendo a chance.

O Grêmio, por sua vez, teve uma oportunidade incrível de empatar a partida no fim. Aos 43, em bola alçada na área, Pedro Rocha ficou cara a cara com Diego Cavalieri, mas mandou por cima. No lance, os gremistas reclamaram um pênalti não marcado de Wellington Paulista em Edinho.

 

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Fluminense 1 x 2 Vasco

Vasco estraga festa do Flu por Ronaldinho Gaúcho: 2 a 1 no Maraca

Com gols de Andrezinho e Jhon Cley, Cruz-Maltino volta a vencer depois de três derrotas consecutivas, porém, ainda está no Z-4. Tricolor perde chance de ser líder

Vitória graças a uma arrancada precisa, com chute forte e colocado, que acertou o ângulo sem chance ao goleiro adversário. O lance digno de Ronaldinho Gaúcho foi protagonizado por Jhon Cley, o herói do 2 a 1 do Vasco sobre o Fluminense, neste domingo, no Maracanã, pelo Brasileirão.

Ao estragar a festa da apresentação do astro pelo Tricolor, o Cruz-Maltino aliviou a crise: voltou a ganhar após três derrotas consecutivas, mas ainda está na zona de rebaixamento. O Flu, invicto nos últimos seis duelos, perdeu a chance de ser líder, entretanto, se mantém no grupo da Libertadores.

O Vasco deu continuidade à freguesia do Fluminense. Não perde há três anos ou dez jogos no Brasileiro – computando todas as competições, são sete anos ou 11 duelos no Maraca. E, claro, deu resposta dentro de campo à perda de R10 e à polêmica do lado da torcida. É, agora, o 18ª, com 12 pontos. O Flu, o terceiro, com 27. Os dois times voltam a disputar o Brasileiro no domingo. Às 11h (de Brasília), na Arena Condá, o Flu desafia o Fluminense. O Vasco, às 18h30, em São Januário, recebe o Palmeiras. Antes, porém, quarta-feira, na Arena das Dunas, diante do América-RN, joga a classificação às oitavas de final da Copa do Brasil: ganhou a primeira partida por 3 a 1.

Jhon Cley comemora gol Fluminense x Vasco (Foto: Marcelo de Jesus / GloboEsporte.com)
Jhon Cley (7) comemora gol da vitória do Vasco sobre o Fluminense
 (Foto: Marcelo de Jesus / GloboEsporte.com)

O gol de Andrezinho, aos 39 minutos, resumiu o primeiro tempo: precisão do Vasco, pressão do Flu. Melhor, o Tricolor teve mais posse de bola (52% a 48%), maior número de finalizações (10 a 1) e quase não correu riscos, à exceção da bola na rede. Jhon Cley fez boa jogada pela direita, cruzou e o meia cabeceou para o gol. Até então, o Cruz-Maltino se defendia bem, e o Flu, apesar de chutes de longe de Marcos Junior e Giovanni e cabeçada de Gum, não transformou a superioridade em vantagem. Logo após o intervalo, Giovanni machucou. Enderson arriscou: colocou o atacante Osvaldo. Ao ampliar a velocidade, o Tricolor empatou. Gerson cruzou, Marcos Junior dominou no peito e, sem deixar cair, fuzilou. Golaço. Mas o Vasco voltou à frente com uma pintura: Jhon Cley bateu firme de fora da área e decretou o 2 a 1. Ainda deu tempo para Jordi fazer grande defesa em cabeçada de Fred.

Em maior parte, a torcida do Fluminense fez um bom espetáculo nas arquibancadas. Foram 41.764 presentes (37.687 pagantes, com renda de R$ 1.816.345,00.

 

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Renato Maurício Prado comenta qual é o melhor time carioca atualmente…

O melhorzinho

O caso do Fluminense é diferente, por motivos óbvios. Ainda conta com um punhado de jogadores acima da média (Fred, Cavalieri, Jean, Gérson, Vinícius e Wágner) que, juntos, permitem que o tricolor sonhe mais alto. Não creio que tenha possibilidades de título — o considero inferior ao Atlético Mineiro, ao Inter e ao São Paulo, pelo menos. Mas, se estiver bem armado e com os salários em dia, dá pra brigar por uma vaga na Libertadores.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 06/06/2015

Fluminense 2 x 0 Coritiba

O JOGO

RESULTADO PARA CONTRASTES

Passaram-se quase 12 anos. Mas, enfim, o Fluminense voltou a vencer o Coritiba dentro do Maracanã – o Tricolor não ganhava do Coxa no seu estádio desde novembro de 2003. Providencial, o resultado positivo deixou o Flu grudado no G-4 do Brasileirão. O Coxa, por sua vez, somou mais uma derrota e ingressou, pela primeira vez, no Z-4. Vinícius e Marcos Junior garantiram os gols do 2 a 0 tricolor pela 5ª rodada do Brasileirão.

RENDA E PÚBLICO

O Maracanã teve 28.041 torcedores presentes na tarde desta quinta-feira, sendo 23.004 os pagantes. A renda foi de R$ 695.970,00.

OS 90 MINUTOS

O Flu foi quem teve o maior domínio de jogo durante toda a partida. Teve maior posse de bola, apesar de não ter conseguido finalizar muito no primeiro tempo. Bem fechado, o Coritiba segurou o ímpeto tricolor, mas errou feio no gol marcado por Vinícius. No segundo, o Coxa precisou se abrir um pouco mais, deixando a partida fluir mais. Vieram mais chances, para ambos os lados (número final de finalizações foi de 13 a 9). Melhor, foi o Flu quem ampliou, com Marcos Junior, em cruzamento perfeito de Breno. 2 a 0, placar final.

FATOR MARACANÃ

O Fluminense está aproveitando o fator Maracanã neste começo de Campeonato Brasileiro. Nas cinco rodadas até agora, o Tricolor atuou quatro vezes no estádio. E está invicto. São três vitórias (Joinville, Flamengo – apesar do mando ter sido do Rubro-Negro -, e Coritiba) e um empate (Corinthians). Enderson também tem seu retrospecto positivo. Desde que estreou, contra o Timão, tem um empate e duas vitórias, ou 77% de aproveitamento.

NÃO FOI BEM

Hélder foi o grande vilão do Coritiba na tarde desta quinta. O volante errou a saída de bola e deu um presentaço para Fred na entrada da área. O centroavante soube agradecer, dominou a bola e tocou para Vinícius, que marcou o primeiro gol do jogo, na vitória do Fluminense. Ele ainda recebeu cartão amarelo no segundo tempo e acabou substituído, por precaução, 10 minutos depois.