Jornalista diz que conselho da CBF é “piada” e Lazaroni defende grupo

Sérgio Xavier diz que entidade “olha para trás” ao chamar ex-treinadores para debate. Ex-treinador diz que grupo olha para frente, mas defende a preservação da história

O Conselho de Desenvolvimento Estratégico do Futebol Brasileiro, que reúne ex-treinadores da seleção para discutir os rumos do esporte no país, foi tema de debate no “Redação SporTV”desta terça-feira. Convidado do programa, o jornalista Sérgio Xavier, colunista da revista “Placar”, criticou a medida da CBF e tratou a criação do conselho como uma “piada”, especialmente pela demora nas ações. Ex-treinador e membro do grupo, Sebastião Lazaroni também participou do programa e defendeu a iniciativa .

 – Acho uma grande piada. Toda vez que a gente precisa olhar para frente, vira a cabeça e tenta olhar para trás. Quando o mundo está pensando em carro elétrico, a gente volta para a charrete. É mais ou menos essa a ideia ao pegar gente que estava inclusive fora do mercado. Muitos deles (do conselho) estão completamente desatualizados. Vi a imagem do Zagallo ali e temos que prestar mil homenagens pelo que ele fez, mas não vamos pedir para o Zagallo olhar para frente porque ele não está olhando para frente, ele olha para trás. Se a gente continuar olhando para trás, vai seguir recuado. Passou um ano e o que aconteceu? A gente recuou. É uma piada – insistiu.

Ao participar do programa e dar sua opinião sobre o conselho, um dia após ter participado do primeiro encontro, Lazaroni partiu em defesa da medida e da contribuição que os ex-técnicos podem dar para a seleção brasileiro.

Nenhum de nós está olhando para trás. A ideia é olhar para a frente, mas muito passa por preservar uma história
Sebastião Lazaroni, ex-técnico
da Seleção

– Acho que o Sérgio Xavier está um pouco equivocado. Nenhum de nós está olhando para trás, pelo contrário, a ideia é sempre olhar para frente, mas muito passa por preservar uma história e lutar por ela. Muitas dos profissionais que estão ali tem muito a ver com o sucesso brasileiro em todos os momentos. O Zagallo tem que ser ouvido sempre, Carlos Alberto Silva, Falcão, Candinho, Carlos Alberto Parreira, Evaristo e muitos outros. Desculpe, mas tenho muito respeito pela história de muitos que passaram por ali – afirmou.

Sérgio Xavier destacou que a crítica foi direcionada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e não aos ex-técnicos, convidados pela entidade para participar do debate. Além disso, ele criticou a demora na ação, considerando que o primeiro encontro aconteceu quase um ano depois da frustrante eliminação na Copa do Mundo, para a Alemanha, com uma goleada por 7 a 1.

– A minha crítica não foi a quem foi chamado na reunião, pelo contrário. Minha crítica é à CBF, que um ano depois chama vocês para conversar. Por que esperou perder o Paraguai na Copa América, dar mais um vexame, para repensar o futebol brasileiro? (…) Faz um ano (nesta quarta) que a gente perdeu por 7 a 1 e agora, um ano depois, a CBF chama ex-treinadores que tiveram papel importante lá para trás. Acho que não seriam as pessoas certas para dar essa contribuição agora. A gente tem que olhar os exemplos que estão funcionando lá fora e parar um pouco com essa ideia de que tudo de bom no futebol sai do Brasil. Se nos outros esportes a gente busca informação, conhecimento, treinadores, porque no futebol não pode fazer isso? Falta um pouco de humildade – justificou Sergio Xavier.

O ex-treinador lembrou de outras etapas que incluem a nova medida da CBF, incluindo a participação de técnicos estrangeiros e jornalistas, e voltou a defender o valor da opinião de quem integrou a seleção brasileira no passado – Lazaroni comandou o Brasil na Copa América de 1989 e no Mundial de 1990.

– Acho que temos que estar abertos a tudo. Você fazer consulta àqueles que fizeram história não quer dizer que você não vá fazer também reunião em que todos os segmentos. Profissionais que estão atuando, brasileiros e estrangeiros, vão ter oportunidade de dar suas sugestões e sua visão.

Na segunda-feira, participaram do encontro Carlos Alberto Parreira, Mário Jorge Lobo Zagallo, Paulo Roberto Falcão, Carlos Alberto Silva, Sebastião Lazaroni, Candinho e Ernesto Paulo, além do coordenador de seleções da CBF, Gilmar Rinaldi, e do técnico atual, Dunga. Cinco convidados não compareceram: Mano Menezes, Luiz Felipe Scolari, Vanderlei Luxemburgo, Émerson Leão e Edu.

 

SPORTV.COM

Vanderlei Luxemburgo e Mano Menezes fazem retrospectiva do Facebook e só aparecem gols do Galo

Mano fazendo a dança da eliminação. (FOTO: Gil)

Mano fazendo a dança da eliminação.
(FOTO: Gil)

O Facebook liberou o seu recurso de retrospectiva para os usuários. A ferramenta mostra os momentos mais marcantes da pessoa em 2014 por meio de fotos e status publicados na linha do tempo.

No caso de Mano Menezes e Luxemburgo, os fatos marcantes foram marcados pelo Galo. Nas retrospectivas realizadas pelos dois treinadores, apareceram apenas gols do Atlético marcados na Copa do Brasil. O fato decepcionou os comandantes, que reclamaram.

“Algum hacker invadiu o Facebook e colocou apenas gols do Atlético na minha retrospectiva. Já acionei as autoridades para resolver o problema”, escreveu Luxemburgo em seu blog.

O Facebook se pronunciou e explicou que “nenhum hacker invadiu o site e que a retrospectiva retrata a realidade do que se passa, enquanto você lia, mais um gol do Galão da Massa”.

 

Alexandre Kalil provoca Mano Menezes: “Agora dançou de verdade”

Mano fazendo a dança da eliminação. (FOTO: Gil)

Mano fazendo a dança da eliminação.
(FOTO: Gil)

Um milagre aconteceu no Mineirão e o Atlético-MG, em um jogo emocionante, conseguiu fazer 4 gols no Corinthi4ns e recuperou a vantagem que o time alvinegro paulista havia conquistado no jogo da Arena Figueirão, partida em que Mano Menezes presenteou o mundo com uma dança bizarra. Como não poderia deixar de ser, após a vitória, o elenco do Galo dançou em campo provocando o técnico do Corinthi4ns, que também foi cornetado pelo presidente do Galo:

“Ele tinha dançado em São Paulo, mas aqui em Belo Horizonte ele dançou de verdade. O Atlético mostrou que valeu a pena trazer o Tardelli e conseguiu a vitória. Agora a moda é Caiu no Mineirão, eliminou o Timão!” disse Alexandre Kalil.

A torcida corintiana, insatisfeita há tempos com o trabalho feito por Mano Menezes, já promete um protesto ao recepcionar o retorno do time da capital mineira. O Olé do Brasil conseguiu um depoimento exclusivo de Jaime Liante, líder de torcida organizada, que revelou as frases que estarão estampadas nos cartazes de protesto:

  • “Mano agora sim você vai participar da dança… das cadeiras”
  • “Desconfie de um time que toma gol do Edcarlos”
  • “Acobo a pas e a copa do Brasil”
  • ‘Volta Tite! Pelo menos conseguia o empate!”

Próximo do fim de seu contrato, Mano Menezes já é cotado para participar da Dança dos Famosos.

 

Jayme de Almeida contesta Mano sobre crença no título do Fla e fala em reconstrução

Técnico afirma que seu antecessor não teria condições de fazer tal afirmativa sobre a campanha na Copa do Brasil depois de sua saída .

Flamengo treino Jayme de Almeida (Foto: Thales Soares)

Jayme diz que quando assumiu o Fla, não era possível ter nenhuma certeza (Thales Soares)

No dia 23 de março, no programa “Bem, Amigos“, do SporTV, Mano Menezes afirmou que tinha certeza da conquista da Copa do Brasil pelo Flamengo, quando deixou o clube em setembro doano passado. Ele pediu demissão logo depois da derrota por 4 a 2 para o Atlético-PR, de virada, no Maracanã. Na época, o time brigava contra o rebaixamento e vinha da classificação para as quartas de final da Copa do Brasil.

Auxiliar na época, Jayme de Almeida assumiu o lugar de Mano e não concordou com a declaração do atual técnico do Corinthians, adversário doFlamengo neste domingo, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro. Para ele, não havia como ter essa certeza diante da situação vivida pelo grupo naquele momento.

– Trabalho como auxiliar desde 2010 aqui e tenho muito respeito pelo Mano Menezes. Depois do Vanderlei, que conheço desde os 15 anos e não conta, foi o técnico que me deu mais liberdade aqui para conversar. Tenho um carinho grande por ele e sei que é recíproco. Mas afirmar que sabia que seria campeão é um pouco difícil. A gente tinha segurança de muito pouca coisa, ainda mais bater campeão de algo. Ninguém achava isso. Nem tinha certeza de que escaparia do rebaixamento. Depois do confronto com o Botafogo na Copa do Brasil é que acendeu uma luz no fim do túnel – disse Jayme.

A lembrança do momento em que assumiu o time ainda está viva. O atual treinador do Flamengo revelou também ter sentido um baque quando Mano Menezes anunciou sua saída logo depois daquele fatídico jogo. Desde então, não se falaram novamente. O reencontro será domingo.

– Os jogadores sentiram, eu também. Eles tinham confiança em um técnico consagrado. Foi difícil no início. Teve o jogo com o Náutico, no qual o time não foi bem e depois a Copa do Brasil contra o Botafogo. Nada melhor do que um dia após o outro. Conseguimos construir uma nova história. Renascemos com aquele empate em 1 a 1. Ninguém acreditava e eles perceberam que podiam, que não eram nenhuma maravilha, mas se juntassem os cacos fariam um bom final de Brasileiro e teriam uma esperança pequena na Copa do Brasil – comentou o treinador.

Ao deixar o Flamengo, Mano disse que os jogadores não haviam entendido o que pensava sobre o futebol. Essa frase despertou dúvidas sobre a qualidade do grupo na época. Jayme não acredita que ela tenha sido responsável por qualquer motivação extra, mas sim a situação em que o clube se apresentava com três técnicos tendo saído em um ano (os outros dois foram Jorginho e Dorival Júnior).

– O ato dele sair deixou a gente muito mal. Os  jogadores resolveram se juntar para inverter aquilo. Técnicos famosos passaram. O jogador pensa: “Todo mundo vem aqui e a gente não melhora”. Eles perceberam que precisavam fazer algo a mais. Deixaram as divergências de lado e pensaram em algo mais coletivo. Fizeram isso de maneira fantástica – afirmou Jayme.

GLOBO ESPORTE .COM

Renato Maurício Prado comenta que Mano Menezes não sabe treinar times

Mano menezes Mario Gobbi corinthians treino (Foto: Mauro Horita / Agência Estado)

Mano Menezes conversa com o presidente Mário Gobbi nesta sexta (Foto: Mauro Horita / Agência Estado)

 

Após passagens ruins pela seleção brasileira e pelo Flamengo, Mano Menezes voltou ao Corinthians e já coleciona derrotas, a última delas acachapante, diante do Santos. O que está havendo? É mais um grupo para o qual o técnico não consegue passar os seus conceitos de futebol (como disse, ao deixar o Fla, após sofrer uma goleada, diante do Atlético Paranaense)? Sempre admirei o trabalho de Mano mas, confesso, diante dos últimos acontecimentos, sou forçado a relembrar uma das máximas que meu pai mais gostava de repetir: “Não existem maus soldados, mas péssimos generais”.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 31 de janeiro de 2014

Renato Maurício Prado comenta o fracasso de grandes treinadores

Em 2013, trabalharam nos quatro grandes clubes do Rio alguns dos treinadores mais badalados do futebol brasileiro: Paulo Autuori, no Vasco; Mano Menezes, no Flamengo; Abel Braga e Vanderlei Luxemburgo, no Fluminense, e Oswaldo de Oliveira, no Botafogo. Exceção feita ao último, que conquistou o Estadual e uma vaga na Libertadores, todos os demais fracassaram rotundamente. Foi uma temporada que deixou evidente quanto é, no mínimo, duvidoso o caríssimo investimento nos chamados técnicos de ponta.

E o fenômeno não se restringiu aos cariocas. Tite e Muricy Ramalho também não corresponderam às expectativas no ano que passou. O primeiro acabou deixando o Corinthians (onde conquistara tudo nas duas temporadas anteriores) e o segundo, após ser demitido no Santos (onde fora campeão da Libertadores, em 2011), até se recuperou um pouco no São Paulo (seu eterno lar), mas ainda assim ficou devendo, ao deixar escapar a Sul-Americana, numa eliminação dolorosa diante da fraca Ponte Preta.

Os grandes vitoriosos foram mesmo Marcelo Oliveira, com o Cruzeiro, e Cuca, com o Atlético Mineiro. Dois ótimos profissionais, mas que nem de longe eram considerados do “primeiro time” — aquele que cobra entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão de salários por mês e ainda carrega uma numerosa comissão técnica a tiracolo. Diante disso é extremamente saudável ver o Campeonato Carioca começar com o quarteto dos grandes sendo dirigido por gente de carne e osso, não pelos catedráticos que se julgam acima do bem e do mal e se consideram as maiores estrelas do espetáculo.

Jayme de Almeida, no Flamengo; Eduardo Húngaro, no Botafogo; Adílson Batista, no Vasco, e até mesmo Renato Gaúcho (que já é mais rodado), no Fluminense, são profissionais menos badalados e, por isso, mais afeitos a ideias novas — algo que o futebol brasileiro está precisando muito.

Hora da verdade

Dos “supertécnicos” supracitados, dois precisam urgentemente de bons resultados pra não perder o resto do prestígio que ainda têm: Autuori, que apesar das passagens desastrosas por Vasco e São Paulo, foi contratado para substituir Cuca, no Atlético Mineiro, e Mano Menezes, que após ser demitido da seleção brasileira, protagonizou um fiasco de proporções tsunâmicas no Flamengo e acabou retornando ao Corinthians. Detalhe: depois que ele saiu do scratch e do rubro-negro, ambos decolaram, o que depõe muito contra seu trabalho…

Limbo

Quem parece relegado ao ostracismo é Vanderlei Luxemburgo, que em 2013 conseguiu ser demitido duas vezes: no Grêmio e no Fluminense. Tal como Tite, que ao contrário dele, saiu em alta, está mais do que na hora de dar um tempo e se reciclar. Porque daquele treinador vitorioso, que conquistou cinco Brasileiros, pouco parece ter sobrado…

Albari Rosa / Gazeta do Povo / Felipão quer que os torcedores valorizem Neymar durante a Copa das Confederações

Imune

Quem conseguiu uma recuperação espetacular foi Scolari, o último dos dinossauros de pé. Após rebaixar o Palmeiras, Felipão parecia condenado. A volta por cima na seleção recuperou todo o seu prestígio, reforçando a impressão de que seu forte é mesmo competição de tiro curto e mata-mata. A Copa desse ano, entretanto, será seu teste final. Se vencê-la, entrará definitivamente no panteão dos maiores, por alcançar um bicampeonato mundial inédito entre os treinadores de seleção, na era do profissionalismo (antes dele, apenas o italiano Vittorio Pozzo conseguiu o bi, ganhando os Mundiais de 34 e 38, com a Itália). Mas se Scolari perder em casa…

 

Renato Maurício Prado

Renato Maurício Prado comenta que treinadores caros só dão prejuízo

 

A temporada de 2013 no Brasil abalou profundamente o mito dos “supertécnicos”, aqueles “professores” que exigem autênticas fortunas para treinar qualquer clube, sob a justificativa de que são infinitamente superiores à média e, portanto, sabem tudo e podem tudo no futebol. Nenhum deles valeu o altíssimo investimento — muito pelo contrário…

Vanderlei Luxemburgo, que ainda há quem considere o melhor técnico do Brasil, apesar dos seguidos fracassos nos últimos oito anos, deu-se ao luxo de ser demitido duas vezes: do Grêmio (eliminado precocemente na Libertadores) e do Flu (que deixou à beira do rebaixamento).

 

Mano Menezes saiu de apenas um clube (o Flamengo), mas o destino o brindou com requintes de crueldade: ato contínuo ao seu inesperado pedido de demissão, em pleno vestiário, após sofrer uma goleada e sem falar com um dirigente sequer, o time rubro-negro se uniu em torno de seu substituto (o humilde auxiliar técnico Jayme de Almeida) e o resultado foi o que se viu: reação imediata no Brasileiro e título da Copa do Brasil. Que contraste!
Paulo Autuori foi outro que amargou dois fracassos num mesmo ano. No Vasco, onde chegou anunciando que estava ganhando bem menos do que normalmente cobrava e saiu, por vontade própria, após uma série de maus resultados, e no São Paulo, onde, com certeza, teve um de seus piores momentos da carreira. Um desastre completo.

 

Já Abel Braga, após o título brasileiro do ano passado, perdeu a mão no Flu e acabou eliminado cedo da Libertadores, derrotado, sem direito de ir às finais, no Estadual, e demitido no Brasileirão, depois de cinco derrotas consecutivas.

 

Nem o campeão do mundo, Tite, escapou à sanha do insucesso galopante dos chamados treinadores de ponta no Brasil, em 2013. Após três temporadas espetaculares, não foi capaz de manter o rendimento de seu time, apesar do elenco milionário e estelar que passou a ter em mãos — perdeu Paulinho, é fato, mas ganhou Pato e Renato Augusto e nenhum dos dois vingou sob o seu comando.

 

Na verdade, nem Muricy Ramalho escapa dessa lista de fracassos. Depois de ser demitido do Santos, conseguiu uma sequência de bons resultados que livraram o São Paulo do rebaixamento, mas na hora de coroar sua volta ao Morumbi com o caneco da Sul-Americana, que levaria o tricolor à Libertadores e salvaria o ano, acabou eliminado pela Ponte Preta, que está caindo para a segunda divisão…

 

Entre os medalhões, a rigor, salvou-se apenas Luiz Felipe Scolari, com a seleção brasileira. Mas, não custa lembrar que, no ano passado, ele foi um dos responsáveis pelo rebaixamento do Palmeiras.

 

O resumo da ópera é o seguinte: no Brasil é razoável pagar salários entre R$ 400 mil e R$ 1milhão a qualquer treinador? Decididamente, não. Compreende-se até que aqueles que conquistem grandes títulos ou metas ousadas sejam recompensados adequadamente. Mas daí a garantir fortunas mensais, independentemente dos resultados, como acontece hoje, vai uma distância colossal.

 

Obrou bem o Palmeiras ao acertar um contrato de produtividade com Gilson Kleina. O mesmo fará o Flamengo, se seguir tal receita com Jayme de Almeida. E que todos os outros clubes brasileiros reflitam bem sobre o assunto.

 

Tem cabimento gastar rios de dinheiro com quem não entra em campo, não faz, nem impede gols e, ganhando ou perdendo, embolsa uma belíssima grana? Isso sem falar nas estratosféricas multas rescisórias que normalmente exigem, quando são demitidos por não realizarem as “mágicas” esperadas quando de suas contratações…

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO-02/12/2013

Renato Maurício Prado comenta erros de Mano Menezes e acertos de Jayme de Almeida

Elias - Flamengo vs Atletico PR, Copa do Brasil final, 11272013

 

Onde Mano errou e Jayme acertou? Após a final, o goleiro Felipe falou da principal mudança (mais importante até do que a entrada do Amaral, a definição de um time base, André Santos na lateral etc).

— Quando Mano saiu, conversamos bastante com o Jayme e com a diretoria, e ficou claro que precisávamos de uma mudança radical de atitude. Foi esse compromisso que todos nós assumimos e que levou a equipe a se unir e crescer de produção.

Em outras palavras, os jogadores, irmanados, correram por Jayme o que nunca correram por Mano. Até porque passaram, também, a ter posturas mais profissionais, evitando (ou, pelo menos, diminuindo) festinhas como a da casa de Carlos Eduardo, antes do fatídico jogo contra o Atlético Paranaense — aquela que culminou com o acidente de André Santos com seu Porsche, já de manhã cedinho…

Em suma, o grupo tomou vergonha na cara. Por isso, se merece aplausos agora (e merece!) não tem direito de reclamar das críticas anteriores — feitas a atitudes e posturas que eles próprios reconheceram erradas, tanto que trataram de modificá-las.

 

Renato MAURÍCIO Prado