Augusto Nunes ironiza defesa de Lula nas pedaladas fiscais

O palanque ambulante estacionou em São Bernardo nesta terça-feira para estrelar uma reunião do Movimento dos Pequenos Agricultores. Pronta para aplaudir mentiras e saudar piadas grosseiras com gargalhadas ensaiadas, a plateia amestrada foi premiada com o primeiro falatório público do animador de auditório sobre as pedaladas fiscais punidas pelo Tribunal de Contas da União com a rejeição do balanço fraudulento de 2014.

“Eu agora estou vendo a Dilma ser atacada por culpa de umas pedaladas”, começou Lula. “Eu não conheço o processo, não”, ressalvou desnecessariamente o único presidente da República que nunca leu um livro e escreve como aluno do Jardim da Infância. Depois de voltar-se para Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Agrário, o pregador de missa lembrou que, como estabelece o artigo 1° do Código da Canalhice, os fins justificam os meios.

“Uma coisa, Patrus, que vocês têm que dizer é que talvez a Dilma, em algum momento, tenha deixado de repassar dinheiro do Orçamento para a Caixa ou não sei pra quem, por conta de algumas coisas que ela tinha que pagar e não tinha dinheiro”, prosseguiu o torturador da verdade. “E quais eram as coisas que a Dilma tinha que pagar? Ela fez as pedaladas para pagar o Bolsa Família. Ela fez as pedaladas para pagar o Minha Casa, Minha Vida”.

Haja safadeza. Quer dizer que Dilma estuprou a lei porque só pensa nos pobres? Quer dizer que o crime deixa de existir se uma fatia do produto do roubo é reservada aos desvalidos? Se é assim, Lulinha está dispensado de caçar álibis para safar-se da história dos R$2 milhões desviados da Petrobras que foram parar em seu bolso por gentileza do parceiro Fernando Baiano.

Pelo que disse o pai sobre as pedaladas, o primogênito não deve negar que recebeu a bolada. Precisa apenas jurar que nem tudo saiu pelo ralo das despesas pessoais. Pode garantir, por exemplo, que boa parte do dinheiro financiou a importação de meia dúzia de refugiados pelo Instituto Lula, ou ajudou a reduzir o índice de miséria numa comunidade no interior de Benin.

Não são poucos os que ainda se perguntam em que momento o ex-presidente perdeu a vergonha. Ele nunca soube o que é isso. E só se perde o que se tem.

 

 

Augusto Nunes – VEJA.COM

Botafogo 1 x 0 Náutico

O JOGO

SORTE DE UM, AZAR DO OUTRO

Era jogo para virar a página da eliminação na Copa do Brasil. De assumir a liderança da Série B. E só uma ação inusitada significou a sorte do Botafogo e o azar do Náutico, na tarde deste sábado, no Nilton Santos, no Rio. Lulinha substituiu o machucado Rodrigo Pimão, até então o melhor alvinegro em campo, e, no primeiro lance, fez o gol do 1 a 0: a bola bateu na perna direita dele e entrou, após rebote do goleiro Julio Cesar, de grande atuação. O suficiente para a manutenção do primeiro lugar por mais uma rodada ao carioca e a saída do pernambucano do G-4.

DESTAQUE

PANORAMA

A vitória fez o Botafogo chegar aos 27 pontos. É líder pela oitava rodada da Série B, a primeira sem René Simões – o interino Jair Ventura comandou o time nesta tarde. Com a derrota, o Náutico caiu ao quinto lugar, com os mesmos 24 pontos, fora da zona de acesso à Série A. Os dois times voltam a campo no sábado às 16h30 (de Brasília). Em Salvador, na Fonte Nova, o Botafogo desafia o Bahia. O Náutico, na Arena Pernambuco, em Recife, recebe o Vitória.

DESTAQUE

PÚBLICO E RENDA

Não foi desta vez que o Nilton Santos teve grande público. O estádio recebeu 9.049 pessoas (7.731 pagantes) para uma renda de R$ 180.340,00.

DESTAQUE

OS 90 MINUTOS

A velocidade de Rodrigo Pimpão, em arrancadas pela esquerda, e as finalizações de Gegê e Luis Henrique, em chute cruzados, foram os únicos lances que se destacaram em um sonolento primeiro tempo. Nem parecia que as duas equipes tinham chance de assumir a liderança. O medo de perder tirou a vontade de ganhar. Resultado: um 0 a 0 sem graça. No segundo tempo, o Bota melhorou. Pressionou por momentos, e o Náutico quase não passou ao campo de ataque. A rede não balançou apenas por causa de Julio Cesar. Fez ótimas defesas, em chutes de Gegê e Carleto. Pimpão, então, sentiu dores musculares e deu lugar a Lulinha. No primeiro lance, o gol: aproveitou rebote de Julio Cesar. Ainda deu tempo de um susto. Renato, em lindo chute por cobertura, acertou o travessão.

DESTAQUE

RODRIGO PIMPÃO

Foi o jogador que tentou o diferente. Correu, deu passe finalizou. Merecia gol para coroar a atuação. O destino, porém, não o permitiu. Ficou o consolo de, ao sair com dores musculares, dar lugar a Lulinha, o homem que decidiu a partida.

DESTAQUE

JULIO CESAR

Julio Cesar não merecia sofrer gol. Teve ótima atuação. Fez duas ótimas defesas, em chutes de Pimpão e Carleto. Mas… ao dar rebote, um finalização cruzada de Gegê, a bola bateu em Lulinha e entrou. Um pecado ao goleiro do Náutico.

 

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Botafogo 3 x 0 Mogi Mirim

O JOGO

RESULTADO LÓGICO

Nem sempre a lógica impera no futebol, porém, é mais fácil obter resultado ao elaborar, manter e executar o planejamento. Com uma equipe formada por René Simões desde o começo do ano, o Botafogo não teve dificuldades de superar o Mogi Mirim, cujo novo treinador, Ailton Silva, sequer teve tempo de treinar o time: são dois jogos em cinco dias. Venceu por 3 a 0, gols de Rodrigo Pimpão, Bill e Lulinha, na noite desta sexta-feira, no estádio Nilton Santos, pela sexta rodada da Série B. E evidenciou o extremo de ambos: enquanto o carioca lidera, o paulista é o lanterna da competição.

PANORAMAAo manter a primeira posição, pela segunda rodada consecutiva, agora com 16 pontos, o Botafogo consolida a campanha na Série B – foi líder em três das seis rodadas. Desafia, na próxima terça-feira, às 21h50 (de Brasília), no José Liberatti, o Oeste. O Mogi Mirim recebe, sábado, às 16h30 (de Brasília), no Romildo Ferreira, o Vitória. Mais uma chance de abandonar a lanterna, afinal, tem apenas dois pontos.

PÚBLICO E RENDA

A torcida do Botafogo não manteve a média de 9 mil pagantes na Série B. Nesta quarta, 8.779 pessoas (7.838 pagantes) foram ao jogo. A renda chegou a R$ 138.390,00.

 

OS 90 MINUTOS

Não fosse o gol de Pimpão, aos 42 minutos, e o primeiro tempo teria sido digno de esquecimento. Muito pelo excesso de passes errados: 25 a 22 a favor do Botafogo. Até a abertura do placar, então, praticamente nada de bom ocorreu. O Alvinegro foi burocrático – à exceção do começo em alta velocidade, no qual, antes do primeiro minuto, tinha tido duas finalizações – e o Mogi Mirim, apenas se defendeu. Panorama que mudou após o intervalo. Rápido, objetivo e preciso, o Bota resolveu a partida ao natural. Aos nove minutos, com gols de Bill e Lulinha, fez 3 a 0. O Sapo, então, precisou arriscar, mas faltou qualidade. Embora as dez finalizações, todas de longe, não teve nenhuma chance clara de gol.

 

RODRIGO PIMPÃO

Ele havia garantido a vitória na rodada anterior diante do Paraná. Nesta quarta, mais uma vez, foi decisivo. Abriu o placar, após linda e rápida jogada de Lulinha – recebeu de Daniel Carvalho na linha de fundo, venceu a marcação e cruzou. Pois este foi o terceiro gol de Rodrigo Pimpão. Ainda participou do gol de Bill: chutou a bola espalmada pelo goleiro Daniel, que sobrou ao centroavante.

Botafogo 4 x 1 CRB

Nilton Santos aprovaria: Bota goleia CRB em dia de homenagem ao ídolo

Alvinegro mantém invencibilidade no estádio que leva o nome do lateral-esquerdo, que completaria 90 anos se estivesse vivo. Cariocas têm 100% na Série B

A homenagem a Nilton Santos foi completa e serviu de inspiração para o Botafogo chegar ao seu segundo triunfo na Série B. No dia em que um dos maiores ídolos alvinegros completaria 90 anos, o Alvinegro fez bonito antes e durante a partida deste sábado, goleando o CRB por 4 a 1 no estádio que agora leva o nome do ex-lateral. No palco, por sinal, os cariocas têm 100% de aproveitamento no ano, com 10 vitórias em 10 partidas oficiais. O público pagante foi de 10.600 torcedores, com 12.535 pessoas presentes. A renda foi de 319.850,00.

Botafogo x CRB Bill (Foto: Agência Estado)
Bill festeja o primeiro gol do Botafogo no jogo (Foto: Agência Estado)

O triunfo leva ao Botafogo aos seis pontos, na vice-liderança da série B. O time tem o mesmo número de vitórias, saldo de gols e número de gols marcados do líder Sampaio Corrêa, que leva a melhor por ter menos cartões recebidos.

O Alvinegro volta a campo somente daqui a uma semana pela Segunda Divisão, quando vai até Brasília, no próximo sábado, enfrentar o Atlético-GO, no Mané Garrincha, às 16h30 (de Brasília). Antes, na quarta, encara o Figueirense pela terceira fase da Copa do Brasil na quarta-feira, às 19h30, em Florianópolis. No Rei Pelé, em Maceió, às 21h (de Brasília), o CRB recebe o Bahia. A equipe alagoana mantém os três pontos na Série B, na zona intermediária da classificação.

Com Sassá e Diego Carvalho nas meias, o Botafogo iniciou o duelo pressionando o CRB e usando bastante os lados do campo. Aos 16min, Bill não perdoou e completou com eficiência a bela jogada de Sassá pela esquerda, abrindo o placar. Depois, o Alvinegro diminuiu o ritmo e viu o CRB ameaçar apenas em cobranças de falta do lateral Paulo Sérgio.

A segunda etapa começou e Sassá, com dores, saiu aos 3 para a entrada de Lulinha. Aos 8, o estreante recebeu um presentão do goleiro adversário Julio Cesar e bateu no canto para ampliar. O CRB sentiu o golpe e não ofereceu mais resistência. Arão, aos 16, completou jogada de Pimpão, e Elvis, aos 21, fez de cabeça, com outra colaboração de  Julio Cesar. Pimpão, por reclamação, foi expulso infantilmente aos 25. Fernando descontou aos 31 e ainda teve outra boa chance, mas mandou para fora.

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Vila Nova 1 x 5 Ceará

1 x 5

27ª RODADA
CEARÁ SE IMPÕE, GOLEIA O VILA NOVA E GANHA FORÇA NA PERSEGUIÇÃO AO G-4
Setor ofensivo desencanta, Vozão se dá bem no Serra Dourada e aplica 5 a 1. Com inúmeras trapalhadas, Tigre perde a sexta consecutiva em casa
De jogo acirrado no primeiro tempo a massacre na etapa final. Após 45 minutos nivelados, o Ceará, em noite inspirada, se impôs na segunda metade da partida e não deu chances ao Vila Nova, aplicando goleada impiedosa de 5 a 1 em pleno Serra Dourada, em Goiânia, nesta terça-feira. Com gols de Bill, Helder Santos, Magno Alves, duas vezes, e Lulinha, o Vozão segue forte na luta pelo grupo dos quatro melhores da Série B do Campeonato Brasileiro. O Tigre só assistiu ao segundo tempo e sofreu a sexta derrota consecutiva em casa.

Com a vitória, o Ceará vai a 46 pontos na 27ª rodada e fica em quinto, colado ao G-4. O Vila permanece com 20 e cai para o 19º lugar, sendo ultrapassado pela Portuguesa. Ambos voltam a campo na próxima terça-feira (7), às 19h30. Os cearenses recebem o Sampaio Corrêa no Castelão. Os goianos viajam e pegam o Bragantino no Nabi Abi Chedid.

Acirrado por 45 minutos

No primeiro tempo, a diferença que separa Vila e Ceará na tabela não se refletiu tanto em campo. O jogo foi parelho, com as duas equipes se estudando e ousando pouco. Mais cauteloso e postado no esquema com três zagueiros, o Vila Nova tinha dificuldade para chegar ao ataque, mesmo dando liberdade aos laterais e com a vantagem de jogar diante de sua torcida.

O Ceará , por sua vez, encontrava espaço para agredir com um pouco mais de volume, mas sem chances claras de gol. O Vozão tentou explorar a experiência de seu setor ofensivo, mas esbarrou em uma linha de defesa bem constituída. O veterano Souza foi válvula de escape com chutes de longe, assim como Ricardinho, mas sem levar perigo real. Só que aí apareceu Magno Alves. Aos 45 minutos, o Magnata tentou da entrada da área. A defesa era fácil, mas André Luís falhou, deu rebote, e Bill não perdoou: 1 a 0 para os alvinegros.

vila nova x ceará - bill (Foto: Agência Estado)
Bill comemora gol que abre caminho para a goleada do Ceará no Serra Dourada (Foto: Agência Estado)

Massacre alvinegro

Na etapa final, tudo mudou, e o Ceará não demorou a dar um importante passo para a vitória. Logo no primeiro minuto, Samuel Xavier cruzou da direita e encontrou Helder Santos. O lateral, que entrara na vaga do lesionado Vicente, aproveitou a zaga do Vila somente olhando, tirou do goleiro André Luís e ampliou para os visitantes: 2 a 0.

O Vila tentava se manter vivo no jogo e respondeu pouco depois. Aos cinco minutos, Leonardo recebeu passe de Ítallo na área, bateu no canto e descontou. Só que não passou de alarme falso. O Ceará continuou superior, conseguiu segurar o ímpeto colorado pela reação e ainda fez mais três. Magno Alves, duas vezes (aos 14 e 42), e Lulinha (aos 37) não tiveram dó e sacramentaram a impiedosa goleada de 5 a 1 sobre o Tigre, frágil em seus domínios.

 

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Tom Barros comenta novo ânimo no Ceará após goleada sobre o Vila Nova por 5 a 1

O primeiro gol do Vozão foi marcado pelo atacante Bill, ainda no primeiro tempo da partida

O primeiro gol do Vozão foi marcado pelo atacante Bill, ainda no primeiro tempo da partida
(Foto: Agência Estado)

 

Reflexos

O ambiente no Ceará agora é de otimismo e ânimo novo. Vitória tem esse poder mágico de devolver a paz e colocar os nervos nos devidos lugares. Faz voltar a confiança, antes abalada. E projeta um futuro melhor. Mas é bom não esquecer o número de jogos dos concorrentes: Avaí, Joinville e Vasco da Gama têm um jogo a menos (26).

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 02/10/2014