Equipe do Fox Sports grava entrevista especial com Felipão em Lisboa

Liu Dawei/Xinhua

O treinador Luiz Felipe Scolari grava nesta sexta-feira (20) em Portugal uma entrevista exclusiva para o Fox Sports.

Especialmente para esse trabalho, o canal enviou a Lisboa o repórter Leandro Quesada, a produtora Helô Campanholo e o cinegrafista Alexandre Lima.

Parte da entrevista de Felipão será exibida neste domingo no “A Última Palavra” e, na íntegra, em data a definir, no “Visão Fox”.

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Jornalista diz que conselho da CBF é “piada” e Lazaroni defende grupo

Sérgio Xavier diz que entidade “olha para trás” ao chamar ex-treinadores para debate. Ex-treinador diz que grupo olha para frente, mas defende a preservação da história

O Conselho de Desenvolvimento Estratégico do Futebol Brasileiro, que reúne ex-treinadores da seleção para discutir os rumos do esporte no país, foi tema de debate no “Redação SporTV”desta terça-feira. Convidado do programa, o jornalista Sérgio Xavier, colunista da revista “Placar”, criticou a medida da CBF e tratou a criação do conselho como uma “piada”, especialmente pela demora nas ações. Ex-treinador e membro do grupo, Sebastião Lazaroni também participou do programa e defendeu a iniciativa .

 – Acho uma grande piada. Toda vez que a gente precisa olhar para frente, vira a cabeça e tenta olhar para trás. Quando o mundo está pensando em carro elétrico, a gente volta para a charrete. É mais ou menos essa a ideia ao pegar gente que estava inclusive fora do mercado. Muitos deles (do conselho) estão completamente desatualizados. Vi a imagem do Zagallo ali e temos que prestar mil homenagens pelo que ele fez, mas não vamos pedir para o Zagallo olhar para frente porque ele não está olhando para frente, ele olha para trás. Se a gente continuar olhando para trás, vai seguir recuado. Passou um ano e o que aconteceu? A gente recuou. É uma piada – insistiu.

Ao participar do programa e dar sua opinião sobre o conselho, um dia após ter participado do primeiro encontro, Lazaroni partiu em defesa da medida e da contribuição que os ex-técnicos podem dar para a seleção brasileiro.

Nenhum de nós está olhando para trás. A ideia é olhar para a frente, mas muito passa por preservar uma história
Sebastião Lazaroni, ex-técnico
da Seleção

– Acho que o Sérgio Xavier está um pouco equivocado. Nenhum de nós está olhando para trás, pelo contrário, a ideia é sempre olhar para frente, mas muito passa por preservar uma história e lutar por ela. Muitas dos profissionais que estão ali tem muito a ver com o sucesso brasileiro em todos os momentos. O Zagallo tem que ser ouvido sempre, Carlos Alberto Silva, Falcão, Candinho, Carlos Alberto Parreira, Evaristo e muitos outros. Desculpe, mas tenho muito respeito pela história de muitos que passaram por ali – afirmou.

Sérgio Xavier destacou que a crítica foi direcionada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e não aos ex-técnicos, convidados pela entidade para participar do debate. Além disso, ele criticou a demora na ação, considerando que o primeiro encontro aconteceu quase um ano depois da frustrante eliminação na Copa do Mundo, para a Alemanha, com uma goleada por 7 a 1.

– A minha crítica não foi a quem foi chamado na reunião, pelo contrário. Minha crítica é à CBF, que um ano depois chama vocês para conversar. Por que esperou perder o Paraguai na Copa América, dar mais um vexame, para repensar o futebol brasileiro? (…) Faz um ano (nesta quarta) que a gente perdeu por 7 a 1 e agora, um ano depois, a CBF chama ex-treinadores que tiveram papel importante lá para trás. Acho que não seriam as pessoas certas para dar essa contribuição agora. A gente tem que olhar os exemplos que estão funcionando lá fora e parar um pouco com essa ideia de que tudo de bom no futebol sai do Brasil. Se nos outros esportes a gente busca informação, conhecimento, treinadores, porque no futebol não pode fazer isso? Falta um pouco de humildade – justificou Sergio Xavier.

O ex-treinador lembrou de outras etapas que incluem a nova medida da CBF, incluindo a participação de técnicos estrangeiros e jornalistas, e voltou a defender o valor da opinião de quem integrou a seleção brasileira no passado – Lazaroni comandou o Brasil na Copa América de 1989 e no Mundial de 1990.

– Acho que temos que estar abertos a tudo. Você fazer consulta àqueles que fizeram história não quer dizer que você não vá fazer também reunião em que todos os segmentos. Profissionais que estão atuando, brasileiros e estrangeiros, vão ter oportunidade de dar suas sugestões e sua visão.

Na segunda-feira, participaram do encontro Carlos Alberto Parreira, Mário Jorge Lobo Zagallo, Paulo Roberto Falcão, Carlos Alberto Silva, Sebastião Lazaroni, Candinho e Ernesto Paulo, além do coordenador de seleções da CBF, Gilmar Rinaldi, e do técnico atual, Dunga. Cinco convidados não compareceram: Mano Menezes, Luiz Felipe Scolari, Vanderlei Luxemburgo, Émerson Leão e Edu.

 

SPORTV.COM

Renato Maurício Prado comenta a crise de Luís Felipe Scolari e a qualidade do Campeonato Carioca 2015

Carioquinha

No momento em que o técnico Luiz Felipe Scolari começa a ser questionado e até ironizado no Grêmio (clube no qual se consagrou como treinador e onde sempre foi uma espécie de semideus), talvez seja a hora de repensar seriamente o futuro, optando pela aposentadoria (dinheiro já ganhou de sobra) ou, no mínimo, um necessário período sabático para reciclagem.

Por aqui, no torneio que se tornou pré-temporada, as dificuldades que o novo líder, o Flamengo, encontrou nos 45 minutos inicias de seu jogo com o lanterna, o Boavista, demonstram como ainda há um longo caminho a percorrer para os quatro grandes cariocas — todos com dificuldades e carências.

Se no Mais Querido Marcelo Cirino vai confirmando as expectativas e Arthur Maia ainda oscila entre uma ótima atuação e outra apagada, no Glorioso a surpreendente dupla Bill e Jobson vem fazendo a alegria de Renê Simões. Já o Tricolor, apesar do tropeço diante do Volta Redonda (o melhor dos pequenos), continua a ter, em minha opinião, um leve favoritismo. Já o Vasco… Ainda não sei o que esperar desse time do Gigante da Colina. Tomara que consiga ficar entre os quatro para que tenhamos, ao menos no quadrangular final, alguns jogos que valham a pena ser vistos e estádios cheios.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 22/02/2015

Renato Maurício Prado comenta crise que Luiz Felipe Scolari enfrenta

No momento em que Luiz Felipe Scolari começa a ser questionado e até ironizado no Grêmio (clube no qual se consagrou como treinador e onde era considerado uma espécie de semideus), talvez seja a hora de repensar o futuro, optando pela aposentadoria ou, no mínimo, um período sabático de reciclagem.

Aconteceu recentemente com Tite, que esperava ser o técnico da seleção, após a saída de Mano, mas acabou preterido exatamente por Felipão. A partir de sua volta, no Corinthians, tem sido possível perceber uma notável evolução no trabalho e nos seus conceitos sobre o futebol.

Fenômeno semelhante parece ter ocorrido com Vanderlei, que amargou uma série seguida de fracassos e, por conta deles, passou também um tempo desempregado. O Luxemburgo que se vê, atualmente, no Flamengo, é outro — muito mais parecido com aquele que ganhou cinco títulos brasileiros.

Voltando a Scolari a última novidade foi abandonar o campo antes do final do jogo, numa atitude insólita, em uma derrota. Por conta disso, não faltou quem comentasse, ironicamente:

— Por que ele não agiu assim ao tomar de 7 a 1, na Copa? — disparou um cartola do clube.

As desastrosas e sucessivas passagens de Felipão pelos lugares onde mais teve sucesso (Palmeiras, Seleção e Grêmio) indicam um declínio e uma estagnação assustadores no pensamento e na maneira de trabalhar. O que ele precisa fazer, com urgência, é o que deveria ter feito após protagonizar o maior vexame do futebol brasileiro em todos os tempos. Dar um tempo e refletir se vale a pena continuar. Se esta for a opção, que pelo menos se atualize, pois só museu vive do passado.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 22/02/2015

 

Neto responsabiliza Felipão se alguma coisa acontecer com ele

Neto, ex-jogador e comentarista da Band

Está uma troca de tiros intensa entre a imprensa esportiva e Luiz Felipe Scolari, a ponto do Neto afirmar, em seu programa, na segunda-feira, que se alguma coisa acontecer com ele, será por culpa do treinador. O trecho do programa em que o Neto afirma isso pode ser visto a partir dos 29minaqui.

O relacionamento do Felipão com a imprensa sempre foi meio assim. Hoje, curiosamente, ele levanta suspeitas sobre a CBF, onde até outro dia era funcionário. Mas naquilo que diz respeito ao Neto, a bronca vem desde os preparativos da seleção para a Copa do Mundo, quando por determinação da Bandeirantes o comentarista se viu obrigado a calar suas críticas. Só nessas condições, o treinador voltaria a dar entrevistas e não se azedaria tanto ou ainda mais a convivência com a casa do futebol.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Flávio Ricco repudia perseguição do “Pânico” ao treinador Luiz Felipe Scolari

Todo exagero é condenável. Passou do ponto a brincadeira do “Pânico” com o treinador Luiz Felipe Scolari…
… Não há graça nenhuma na insistência em perseguir e incomodar um cidadão, o Felipão ou qualquer outro, o tempo todo…
… O tempo que se perde com isso poderia ser utilizado para pensar em coisas que pudessem agregar resultados melhores ao programa…
… É o que está faltando.
Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Grêmio anuncia volta de Luiz Felipe Scolari após 18 anos

Grêmio anuncia volta de Luiz Felipe Scolari após 18 anos

© Getty Images

Menos de um mês depois de sua participação na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, Luiz Felipe Scolari já está de volta ao futebol. Nesta terça-feira, o Grêmio anunciou o retorno do treinador, que teve uma passagem vitoriosa pelo clube gaúcho na década de 90. Ele vai assumir o time na décima colocação do Campeonato Brasileiro.

“Estou muito contente e retornar ao clube que sempre tive carinho. Quero realizar novamente um grande trabalho”, afirmou em comunicado o treinador, que terá a companhia de Flávio Murtosa e Ivo Wortmann na comissão técnica, ao  lado de André Jardine. Fábio Mahseredjian segue à frente da preparação física do Tricolor.

O presidente do Grêmio, Fábio Koff, viajou na manhã desta terça a São Paulo, para se encontrar com Felipão. Os dois conversaram durante a tarde, e o acerto foi feito rapidamente. Também participou do encontro o diretor jurídico do Grêmio, Gabriel Vieira.

Em princípio, o ex-técnico da Seleção Brasileira indicou que se afastaria dos gramados por um período, priorizando o convívio familiar, querendo descansar após terminar a Copa do Mundo em quarto lugar. No entanto, segundo informações da Rádio Bandeirantes, até mesmo a família já apoiaria a ideia de um retorno ao Tricolor gaúcho. A amizade de longa data com o presidente Fábio Koff também pesou na decisão.

Foi na gestão de Koff, entre 1993 e 1996, que Luiz Felipe Scolari conquistou uma Copa Libertadores, um Brasileirão, uma Copa do Brasil, uma Recopa Sul-Americana e dois estaduais. O técnico ainda teve outra passagem pelo Tricolor, em 1987, quando foi campeão gaúcho e obteve o maior período de invencibilidade da história do clube, com 32 jogos sem derrota naquele ano.

Felipão hegará a Porto Alegre e será apresentado oficialmente pelo time que tinha Enderson Moreira no comando tático até o fim de semana – a equipe foi derrotada pelo Coritiba, de virada, por 3 a 2. O próximo compromisso será contra o Vitória, no sábado, em Salvador.

 

FIFA.COM

Após vexame na reta final da Copa, Felipão não é mais técnico da Seleção

Pressionado pelas goleadas sofridas contra Alemanha e Holanda, treinador deixa o comando do Brasil após um ano e meio no cargo e o quarto lugar no Mundial do país

Luiz Felipe Scolari não é mais técnico da seleção brasileira. A derrota vexatória para a Alemanha, por 7 a 1, nas semifinais da Copa do Mundo, e o outro revés em seguida, na disputa pelo terceiro lugar, por 3 a 0, para a Holanda, decretaram a queda do comandante. Felipão assumiu no final de 2012, meses antes da Copa das Confederações, em 2013, onde o Brasil conquistou o título em cima da Espanha, vencendo por 3 a 0 no Maracanã. Foram 29 jogos no comando da Seleção, com 19 vitórias, seis empates e quatro derrotas. Na Copa do Mundo deste ano, foram sete jogos, com duas derrotas, três vitórias e dois empates.

Luiz Felipe Scolari Felipão jogo Brasil x Colômbia (Foto: Getty Images)
Luiz Felipe Scolari não é mais técnico da seleção brasileira (Foto: Getty Images)

 

Após a derrota para a Holanda no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, na coletiva de imprensa, Felipão entregou o cargo para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), como, segundo o próprio, já havia ficado acertado com a entidade. A CBF aceitou o pedido de Felipão e confirmou a demissão de Luiz Felipe Scolari, Carlos Alberto Parreira e de toda a comissão técnica que trabalhou na Copa do Mundo.

A CBF ainda não oficializa a queda do treinador, o que irá acontecer nesta segunda-feira. Assim, o Brasil parte em busca de um novo técnico para assumir o projeto que terá como ponto alto a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, passando pela Copa América do Chile, em 2015, e das Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial, que o país volta a disputar após ser sede do evento.

Substituto de Mano Menezes

Felipão substituiu Mano Menezes, aposta da CBF para começar o processo de reformulação da seleção brasileira. A derrota para o México na decisão da medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres 2012, porém, começou a minar o treinador, que acabou sucumbindo em novembro de 2012. Chamado por José Maria Marin, presidente da CBF, Luiz Felipe Scolari, campeão do mundocom o Brasil em 2002, aceitou, e no primeiro ano como treinador do país conquistou a Copa das Confederações, com campanha que colocou a Seleção novamente como uma das favoritas ao título mundial em casa.

A Copa do Mundo, porém, começou com um susto. Marcelo marcou contra na estreia, diante da Croácia, mas a Seleção virou para 3 a 1. Em seguida, o país empatou com o México em 0 a 0, com grande atuação do goleiro rival Ochoa. Fechando a primeira fase, o Brasil venceu Camarões por 4 a 1 e se classificou com o primeiro lugar do Grupo A. Nas oitavas de final, no Mineirão, o Brasil sofreu para bater o Chile, nos pênaltis, depois de levar pressão na prorrogação. Nas quartas de final, em atuação melhor, o time venceu a Colômbia por 2 a 1, mas perdeu Neymar com uma lesão na terceira vértebra lombar. Foi aí que Felipão recebeu seu mais duro golpe. A Seleção, novamente no Mineirão, foi goleada por 7 a 1 pela Alemanha, no que o técnico classificou como uma pane inexplicável. Em seguida, na disputa pelo terceiro lugar, no sábado, foi novamente derrotada, agora pela Holanda, por 3 a 0.

 

GLOBO ESPORTE.COM

Felipão deve escalar holograma de Neymar contra a Alemanha: “Melhor que Fred e Jô”

Holograma do Neymar e Bruna Marquezine. (FOTO: Laerte)

Holograma do Neymar e Bruna Marquezine. (FOTO: Laerte)

Para muitos brasileiros, após a lesão de Neymar, a Copa do Mundo termina no dia 08/07, no confronto da semifinal contra a Alemanha. A joelhada sanguinária aplicada pelo lutador de muay thai Zuñiga acabou com a esperança de muitos na conquista do hexa. Mas uma reunião da comissão técnica com o Departamento de Tecnologia da Globo conseguiu trazer uma solução inusitada para a partida decisiva:

“Vamos usar um holograma do Neymar, igual aqueles usados na Central da Copa. Vai ser perfeito, terá até o Galvão pendurado nos bagos do guri para deixar tudo mais real”, explicou o comandante da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari.

A tecnologia foi escolhida após a comissão técnica analisar as opções que poderiam substituir Neymar a altura para o embate contra a seleção germânica: “Se estava ruim com Neymar e Fred, imagina como seria com Fred e Jô? Não dá pra enfrentar os alemães com 2 a menos. É pedir para o povo brasileiro se matar em frente a TV”, disse o auxiliar técnico e fã do palmeirense Betinho, Murtosa.

Como não houve investimento em hospitais para a Copa, Neymar, que está sendo tratado no estádio do Maracanã, aprovou a medida: “Se funcionar, vou usar isso no Barça para continuar pegando a Bruna Marquezine por aqui”.

Respeito é bom e fortalece

Respeito é bom e fortalece

Em sua primeira entrevista depois do sorteio dos grupos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, Luiz Felipe Scolari disse à TV Globo que o adversário que ele preferiria evitar nas oitavas de final, vindo do Grupo B, era o Chile. Sim, o Chile – em vez de Espanha ou Holanda, as finalistas de 2010.

“Prefiro qualquer outro. É um time chato de jogar, organizado, e o sistema deles não encaixa com o nosso. São inteligentes e têm um elenco bom”, disse. Na época, muitos assimilaram as palavras do técnico como um despiste. Agora, meses depois, com os dois times sul-americanos frente a frente, o contexto já é bem diferente. “Falava deles há tempos e era ridicularizado. Hoje, todo mundo endeusa.”

Que sinal de respeito pode ser maior que esse? São as palavras do técnico anfitrião da Copa, que já foi campeão mundial. Que tal? Pois é este o status que a Roja carrega para o confronto. Poucos vão apontá-la como favorita, mas ninguém vai questionar que o time chega com uma reverência incomum, graças ao seu futebol vistoso e agressivo, apresentado aos poucos que já não o conheciam nos últimos dias. Um estilo que veio para ficar, não importa quem venha pela frente.

Mesmo que quem venha seja o país que eliminou os chilenos justamente em suas melhores campanhas nos Mundiais? Sempre que passou de fase, o Chile caiu perante o Brasil (semifinais em casa em 1962 e oitavas em 1998 e 2010). “O que posso garantir é que definitivamente vamos jogar de um jeito acelerado contra quem quer que seja. Cada jogo é diferente, mas nossa atitude e nossos métodos não mudam”, afirma o técnico Jorge Sampaoli. “Nossa estratégia, tática e forma física vão ditar o ritmo do jogo, conforme tentamos atacar.”

Outra história
No desfecho do Grupo B, depois de já ter eliminado a Espanha na segunda rodada, o Chilese viu numa situação, digamos, estranha. Do outro lado estava a Holanda, atual vice-campeã mundial, igualmente classificada. O que se viu durante todo o jogo? O time europeu jogando recuado, com até nove homens atrás da linha da bola, nas contas deSampaoli. Sinal dos tempos?

“Eles ficaram com uma linha de defensores que tornou as coisas muito difíceis para nós”, afirma à FIFA o centroavante Mauricio Pinilla. “No passado, a Holanda nunca iria jogar de forma defensiva contra o Chile, se preparando para o contra-ataque.”

 

 

Naquela partida em São Paulo, o time sul-americano terminou com 64% de posse de bola, mas o índice se aproximou dos 70% ao final do primeiro tempo. As propostas de jogo não poderiam ser mais opostas. “Fomos aqueles que buscaram a vitória. Tivemos intensidade, mas não conseguimos encontrar um meio de derrotar uma equipe que simplesmente se defendia e só usava chutões”, afirma Sampaoli.

Afirmação
De qualquer maneira, foi a Holanda quem saiu comemorando uma vitória por 2 a 0. O primeiro gol saiu em bola aérea e o segundo, em contra-ataque armado por um Arjen Robben em forma impecável.  Dessa vez a movimentação constante dos homens de frente, o toque de bola e o talento individual que prevaleceram contra a Espanha não surtiram efeito. Como assimilar isso?

“Nós sabemos muito bem o que fazer em campo, e os adversários acabam ficando atentos a isso”, diz à FIFA o jovem meia Felipe Gutiérrez. “Sabem que somos uma equipe perigosa. Não foi fácil perder desta maneira, mas foi um jogo importante para nós nesse sentido.”

Aprender, no entanto, não quer dizer mudar o estilo. “À medida que vamos melhorando, ganhamos o respeito, coisa que já acontece. Estamos vencendo com méritos. Então, agora é hora de aprender a reagir em momentos difíceis. Aprender também a como quebrar uma defesa fechada, quando o rival tem um excesso de precaução”, explica à FIFA o experiente e polivalente Jean Beausejour.

Agora, ninguém vai imaginar o Brasil jogando, em casa, com retranca. Aí talvez seja demais. “Eles são os favoritos para todo mundo”, concede Sampaoli.  Mas é certo que os chilenos têm ao menos o respeito do adversário conquistado. E que vão entrar em campo com a audácia que lhes é característica. “É desse Chile que tenho orgulho. Com intensidade, coragem e a cabeça erguida, preparado para o que venha.”

 

FIFA.COM