Flávio Ricco revela destinos dos participantes do CQC

 

Alguns repórteres e apresentadores do “falecido CQC” já tomaram outro rumo na vida…
… Marco Luque não teve contrato renovado na Band e Dan Stulbach vai fazer programa na casa sobre a História do Brasil…
… Juliano Dip migrou para o Jornalismo e Lucas Salles fechou com o “Pânico”…
… Restam ser definidos os destinos de Rafael Cortez, Maurício Meirelles e Erick Krominski.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

“Pânico” contrata Lucas Salles, ex-repórter do “CQC”

O humorista Lucas Salles

 

O “Pânico”, da Bandeirantes, que recentemente perdeu o palhaço Tiririca, continua reforçando o seu elenco para esta temporada.

Depois de anunciar a volta de Fábio Rabin, o programa acaba de fechar a contratação de Lucas Salles, ex-repórter do “CQC”.

Lucas já era fã do Pânico e conhecido dos outros integrantes e, ao receber o convite, logo após o fim do “CQC”, se sentiu muito surpreso. “Foi uma das maiores surpresas da minha vida. Eu nunca, jamais, pensei que isso fosse acontecer. Sou fã de carteirinha de todos os integrantes e assisto ao programa desde moleque, sabe? É como se eu fosse chamado para fazer parte da ‘Liga da Justiça’!”, conta Lucas.

No Pânico ele fará parte dos quadros que envolvem dramaturgia, junto com Diego Becker, Eros Prado, Carlinhos, Eduardo Sterblitch, Gui Santana e Carioca, mas, a direção do programa não descarta a participação dele em outras situações, como na cobertura de eventos, por exemplo. “Tem muitas novidades e minha expectativa é apenas me divertir fazendo um bom trabalho (tomara que Deus permita)! Me divertir muito, é isso. E é óbvio que vai ser fácil porque não tem como não se divertir no ‘Pânico’.”

Sobre a transição de programas, Lucas se sente realizado em poder trabalhar em duas atrações que ele cresceu assistindo e que seguem a linha de humor. “É o começo de uma realização de um sonho de criança. Assim como o ‘CQC’, cresci assistindo ao ‘Pânico’. Do ponto de vista profissional, ir para um programa que está há treze anos no ar, que fez e ainda faz história na TV brasileira, é sem sombras de dúvida um presente divino. Poder continuar no humor é um presente que o ‘Pânico’ me deu e eu espero (e vou) honrá-lo”.

O “CQC”, conforme anunciado pela Band, terá um ano sabático neste 2016, mas existe a promessa de voltar ao ar no ano que vem, com outros integrantes.

Fábio Rabin e Salles já vão mostrar serviço no primeiro “ao vivo” do Pânico nesta temporada, no próximo domingo.

Isso mostra, ainda, a preocupação da atração liderada por Emílio Surita em renovar sua equipe. Outras novidades estão previstas para ainda este ano.

A partir do dia 31, o “Pânico” também apresentará novos cenários:

“Além do conteúdo criativo, marca registrada do programa, na temporada 2016, a partir do dia 31, o Pânico volta com identidade visual totalmente reformulada e em novo cenário: ‘Mudamos a arquitetura do estúdio para ganhar mais espaço interno. Painéis de led circundam todo cenário dando um aspecto moderno e facilitando a mudança de ambientação no programa’, diz Diego Guebel, diretor-geral de conteúdo da Band. As novidades também incluem novo logo, nova trilha sonora e uma abertura diferente com animações construídas em cima de imagens reais’, diz o comunicado.

 

Flávio Ricco coim colaboração de José Carlos Nery

Leitor vê incoerência no “CQC Haters”; repórter do programa se explica

cqchaterslucas1Áreas de comentários em sites, blogs ou nas redes sociais se tornaram o espaço para disseminação de preconceitos, ofensas, mentiras e muito ódio. Anônimos ou com a cara exposta, os chamados “haters” não têm medo ou vergonha de expor, com violência verbal, o que pensam a respeito de pessoas que nem conhecem ou de situações que não entendem.

É com o objetivo de confrontar esses comentaristas que o “CQC”, da Band, tem apresentado um quadro bastante peculiar, chamado “Haters”. O programa busca identificar autores de comentários odiosos e o repórter Lucas Salles tenta entrevistá-los.

Nesta terça-feira (28), recebi um e-mail sobre o quadro. O estudante Lucas Lima me escreveu fazendo uma crítica que julguei muito pertinente à atração. Deixando muito claro que é contra os comentários odiosos, ele escreveu o seguinte:

“À primeira vista achei simpático o quadro ‘CQC Haters’, porém essa impressão durou pouco. Passei a enxergar o quadro como pouco afeito à liberdade de expressão. Sim, devo admitir que a intenção de surpreender os ‘haters’ em seu pretenso anonimato é interessante, mas há aí um problema que uma fala do repórter Lucas Salles nesta edição explicitou. Ele disse: ‘Você não pode sair por aí dizendo tudo que você pensa, porque o que você pensa pode ser uma merda’.

Ora, a liberdade de expressão abrange tudo que não fira a Constituição e as leis. No caso brasileiro, não se pode incorrer em calúnia, injúria e difamação, bem como fazer apologia ao crime, à violência e ao consumo de drogas ilícitas. Não se enquadrando em nenhuma das práticas citadas, todos têm direito de digitar a merda que quiserem. Um programa com pretensões humorísticas e jornalísticas com certeza não deve ser o lugar de julgar opiniões alheias, correndo o risco de assim equiparar-se aos intolerantes haters.”

Procurei o repórter Lucas Salles e mostrei a ele o e-mail de seu xará.

Agora, a resposta de Salles:

cqchaterslucas3“Em primeiro lugar, muito obrigado pelo seu ponto de vista! Sua opinião é muito importante para o programa e, principalmente, para mim. De verdade. Irei me explicar agora.

Em segundo lugar, confirmo a frase citada por você. Sim, eu a disse e, nesse momento, afirmo que foi um erro. Ela pode ser muito mau interpretada (e foi!). O erro foi meu. Mais de ninguém. Por isso, agora, peço desculpas ‘pessoalmente’ por ela. Gostaria de levantar alguns pontos!

Com certeza, eu fui infeliz nesta frase. Mas, o que eu queria dizer, é que antes de falarmos alguma coisa, devemos pensar sobre. Não façam o mesmo que eu fiz ao ‘falar essa frase’. Dei o exemplo da pior forma possível! Porém, a minha frase, na maneira em que foi colocada, não dizia a respeito sobre ninguém, nem sobre nenhum caso e nem refletia nenhum pensamento/sentimento meu (preconceito, ódio, raiva). Minha frase foi colocada como uma ‘dica’. É claro que é um pensamento meu, mas sem nenhum pré conceito. Usei as palavras erradas? Usei. Isso é um erro? É. Por isso, peço desculpas por ela.

cqchatersfraseO quadro ‘Haters’, do qual eu me orgulho muito em fazer parte, vai atrás de pessoas que disseminam o seu ódio através de comentários maldosos, preconceituosos e mal intencionados. Muitos, inclusive, vêem isso como uma ‘profissão’. Ficam horas atrás de um computador, mandando mensagem de ódio para outras pessoas e, às vezes, hackeam a vítima afim de descobrir seu telefone, sua residência, entre outras coisas.

Tem que haver um limite para isso, sim, Lucas. Isso, sem sombra de dúvidas, é uma merda. E olha que eu pensei antes de falar! Mas não acho nenhuma outra palavra melhor que possa resumir a situação chata que é causada pelos haters! E é por isso que criamos este quadro. Primeiro, para entender o que se passa na cabeça de uma pessoa que faz esse tipo de comentário. Segundo, para conversar com o ‘hater’ e saber qual finalidade ele queria atingir com o seu comentário. E terceiro, porque achamos importante criamos uma ‘consciência’ para o nosso público. Onde as pessoas possam ver que, um ‘simples comentário’, faz uma filha chorar, uma mãe sofrer, um amigo ficar irritado…

Queremos mostrar a lei mais simples do universo: toda ação gera reação. E não é por que você está na internet que você está protegido. Estamos atrás deles, custe o que custar.

Mais uma vez, peço desculpas pela má interpretação da frase. Viva a liberdade de expressão! P.S.: Mas viva também o respeito pelo próximo, né? P.S.2: Não queremos “cagar regra”, tá? É mais para mostrar ao público e criarmos essa consciência!”

Os meus parabéns aos dois Lucas. É assim, educada e civilizadamente, que se discute.

 

Maurício Stycer