Estudante é detido durante visita oficial do governador Beto Richa

Rapaz participava de um protesto dos professores em Londrina.
Governador estava em uma cerimônia na PUC-PR, nesta sexta-feira (1°).

Bandeira do estado do Paraná

Um manifestante foi detido por provocação de tumulto durante a realização de um protesto contra o governador Beto Richa (PSDB) em uma visita oficial a Londrina, no norte do estado, na manhã desta sexta-feira (1°). Richa participava de uma cerimônia de entrega de um terreno doado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) para a construção de um hospital na Zona Oeste da cidade.

O estudante participava de um protesto contra aviolência sofrida pelos professores no dia 29 de abril de 2015  quando o rapaz foi imobilizado pelos seguranças do governador, algemado pela Polícia Militar e levado para o cartório da polícia. Ele assinou um termo circunstanciado e foi liberado.

Uma aluna que gravava a situação, entrou voluntariamente no carro da PM e foi levada junto ao cartório. Ela também assinou o termo circunstanciado por provocação de tumulto e foi liberada.

Em nota, a PUC-PR em Londrina lamentou o ocorrido e disse que vai abrir processo administrativo para apurar o caso. A nota ressalta ainda que a universidade valoriza os direitos democráticos da liberdade de expressão e manifestação, desde que exercidos os limites da ordem e da legalidade.

O Sindicato dos Professores também fez um protesto em frente à universidade. O ato foi contra um projeto do governo de congelar aumentos e progressões nas carreiras dos professores. “As promoções e progressões são diretos adquiridos pelos educadores do Paraná. A reposição inflacionária prevista em janeiro também é direito nosso, porque foi uma lei assinada no acordo feito para o encerramento da greve em 2015. O acordo foi feito inclusive na presença de um juiz”, explicou

O governador Beto Richa (PSDB) lembrou que os professores já receberam um reajuste de pouco mais de 10% e afirma que o estado não tem mais dinheiro em caixa para completar reajuste e bancar as progressões.

“O estado infelizmente não tem Casa da Moeda. Nós não temos maquininha para fabricar dinheiro. A crise, por consequência da redução da atividade econômica, tem derrubado de forma brutal as arrecadações de municípios e estados”, detalhou o governador.

Sobre a crise com o governo, o Sindicato dos Professores já aprovou estado de greve para a categoria, mas informou que mantém em aberto as negociações com o estado.

Construção de novo hospital
O novo hospital será construído ao lado da PUC-PR. O terreno com seis lotes tem 88 mil metros quadrados. O investimento será de R$ 25 milhões e as obras devem começar em 2017.

“As obras começarão no primeiro semestre de 2017 e a previsão de conclusão das obras é 2018”, assegurou o diretor da Secretaria Estadual de Saúde, Sezifredo Paz.

O hospital será administrado pelo estado, mas grande parte do corpo clínico será da universidade particular. Na solenidade, o governador Beto Richa (PSDB) disse que os recursos para a construção da unidade hospitalar já estão garantidos no orçamento.

“Alguns hospitais estão com muita demanda, há longas filas e, por isso, entendemos por bem construir um novo hospital na cidade para atender quase um milhão de habitantes nesta região”, detalha o governador.

O novo hospital da Zona Oeste deve ter 150 leitos e atendimento especializado para idosos.”Vivemos a realidade de um envelhecimento populacional. Mais de 12% da população de Londrina tem mais de 60 anos”, diz o secretario municipal de Saúde, Gilberto Martin.

 

G1.COM.BR

Policial mata suspeito de assalto em posto de combustíveis de Londrina

PM estava em loja de conveniência quando ouviu a voz de assalto e reagiu.
Além do suspeito morto, outro foi ferido na mão, preso e levado à delegacia.

Bandeira do estado do Paraná

Um homem de 20 anos foi morto por um policial militar durante uma tentativa de assalto a um posto de combustíveis em Londrina, no norte do Paraná, na noite de sexta-feira (17).

Segundo a Polícia Militar (PM), o policial estava na loja de conveniência quando ouviu um suspeito dar voz de assalto e tentou intervir. Um outro homem entrou na loja e disparou contra o policial, ainda conforme a PM.

O policial, então, entrou em luta com o homem e fez disparos. Na troca de tiros, um dos suspeitos foi morto; o outro foi baleado na mão, preso e encaminhado à delegacia londrinense. O policial teve apenas escoriações.

A Polícia Civil afirma que investiga o que o policial estava fazendo no posto – se abastecendo, de serviço ou trabalhando como segurança.

 

G1.COM.BR

Médica de Londrina é demitida por faltar a 92 plantões durante dois anos

Corregedoria-Geral diz que ela pedia para não entrar na escala de plantões.
Médica alegou que avisava que não iria, mas prefeitura considerou faltas.

Bandeira do estado do Paraná

Uma médica plantonista foi demitida por “abandono de cargo” em Londrina, no norte do Paraná, conforme edital publicado na segunda-feira (30) pela Corregedoria-Geral do Município. A prefeitura não deu mais informações sobre quem é a profissional.

De acordo com a Corregedoria, ela faltou a 92 plantões, em período de dois anos, sem justificativa.

O corregedor-geral do município, Alexandre Trannin, afirma que ela tinha emprego em outro município e, por isso, não conseguia conciliar as duas funções.

“Ela pedia para não entrar na escala de plantões e não ia trabalhar. Para ela, não era falta, por causa do aviso, mas nós entendíamos que era. Em vez de cumprir a jornada inteira, ela cumpria bem menos, por causa das ausências”, explica o corregedor.

A médica atuava em pronto-atendimentos de vários hospitais de Londrina. Ela alegou, em defesa, segundo Trannin, que avisava previamente que não poderia ir aos plantões. No entanto, o nome dela era incluído na escala, para cumprir a carga horária necessária, e a falta era registrada.

“Ela justificou que sempre avisou, mas nós precisávamos dela no plantão. Infelizmente, as faltas eram consideradas. É importante deixar claro que não houve fraude ou qualquer outra maldade por parte dela. Nesse ponto, ela foi bem honesta. O problema é que ela não conseguia estar em dois lugares ao mesmo tempo”, justifica o corregedor-geral.

A profissional já não trabalhou nesta terça-feira (31). A decisão, tomada por meio de Processo Administrativo Disciplicar (PAD), é em última instância – portanto, não cabe mais recurso.

 

G1.COM.BR