Atlético Mineiro 3 x 0 Chapecoense

Na saideira do Brasileiro, Galo vence a Chape, termina com vice e bolso cheio

No último jogo das duas equipes na temporada, donos da casa vencem visitantes
por 3 a 0 e garantem premiação de R$ 6,3 milhões. Time de SC fica com o 14º lugar

Futebol para Atlético-MG e Chapecoense, só em 2016. Na despedida dos times do Campeonato Brasileiro, o Galo venceu por 3 a 0, no Mineirão, e fechou a temporada com bolso cheio. O time mineiro garantiu a segunda posição e uma premiação de R$ 2 milhões a mais do que se terminasse em terceiro. A Chapecoense terminou na 14ª posição. Em tarde de festa da torcida, que marcou boa presença no estádio, Thiago Ribeiro abriu o placar no primeiro tempo, Leonardo Silva e Patric, fizeram os outros gols no segundo tempo.

Ataque contra defesa

O jogo de despedida da temporada valia mais para o Atlético-MG, que precisava da vitória para terminar o Brasileirão em segundo, do que para a Chapecoense, já livre do rebaixamento. A briga do Galo pelo vice era com o Grêmio. Os gaúchos abriram o placar logo aos cinco minutos do jogo com o Joinville, o que fez com que os donos da casa partissem para cima do time de Santa Catarina com mais dedicação ainda.

Mesmo com vários desfalques, a Chape se defendia bem e forçava o erro no último passe do Atlético-MG. Quando conseguiu encaixar, Rafael Carioca deixou Marcos Rocha livre. O lateral cruzou para Thiago Ribeiro, mas o atacante perdeu sem goleiro. No entanto, a redenção veio seis minutos depois, aos 38, quando, depois de muito insistir, o camisa 22 venceu Nivaldo e, com chute forte, fez 1 a 0.

Atlético-MG; Lucas Cândido; Luan (Foto: Bruno Cantini/CAM)

Atlético-MG venceu a Chapecoense por 3 a 0 neste domingo, no Mineirão (Foto: Bruno Cantini/CAM)

Se no primeiro tempo foi complicado, no segundo bastaram cinco minutos para o Galo balançar as redes. Giovanni Augusto cobrou escanteio, Leonardo Silva ganhou no alto e não deu chances para o goleiro da Chapecoense.

Apesar de o placar de 2 a 0 já garantir ao time a segunda posição, independentemente de qualquer outro resultado da rodada, o Atlético-MG seguia melhor. Pratto perdeu duas chances claras, uma delas sem goleiro. Coube a Patric, que fez uma boa partida improvisado na lateral-esquerda, marcar o terceiro, completando grande lance de Marcos Rocha. À Chape, restou os parabéns de ter feito uma bela homenagem aos sobreviventes da tragédia em Mariana, cidade do interior mineiro que teve distritos arrasados com o rompimento de uma barragem – os jogadores entraram com um escrito #forçamariana nas costas do uniforme. Belo gesto!

 

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Atlético Mineiro 2 x 0 Avaí

Atlético-MG domina, marca dois gols
no primeiro tempo e afunda o Avaí

Com gols de Luan e Leonardo Silva, Galo derrota adversário catarinense e se aproxima do líder Corinthians; Leão permanece no Z-4 do Campeonato Brasileiro

O Atlético-MG precisou de apenas 45 minutos para fazer o placar necessário e vencer o Avaí por 2 a 0, na noite dessa quarta-feira, no Independência, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com os gols de Luan e Leonardo Silva foram na primeira etapa, o time alvinegro pode diminuir o ritmo no segundo tempo e se poupar para a próxima partida, contra o Cruzeiro, no Mineirão.

A vitória deixou o Galo com 48 pontos, dois a menos que o líder Corinthians. O Avaí parou nos 23 e segue na zona de rebaixamento, três atrás do Coritiba, o primeiro time fora do Z-4 do Brasileirão.

Os dois times voltam a campo no próximo domingo. O Atlético-MG joga de novo em Belo Horizonte, mas como visitante. É o clássico contra o maior rival, às 16h (de Brasília), no Mineirão. No mesmo dia, o Avaí recebe o Goiás, às 18h30, na Ressacada.

Domínio do início ao fim

O Atlético-MG começou o jogo trocando passes e buscando espaço, enquanto a equipe visitante se fechava para conter o ímpeto inicial alvinegro. A retranca do Avaí resistiu apenas 11 minutos. Foi justamente após trabalhar muito a bola que Giovanni Augusto cruzou rasteiro da direita, e Luan tocou de letra para levantar a torcida do Galo pela primeira vez no Independência.

O gol não fez o Avaí sair em busca do empate, muito porque o Atlético-MG não permitiu. O Galo continuou pressionando na saída de bola e virando muito bem o jogo, ora de Rocha para Patric, ora o contrário. Nesse embalo não demorou muito para o time alvinegro marcar o segundo. Aos 29, Dátolo cobrou escanteio na cabeça de Leonardo Silva, que anotou o 23º gol com a camisa atleticana, se tornando o zagueiro que mais balançou as redes pelo Galo.

Leonardo Silva comemora o gol marcado contra o Avaí (Foto: Rafael Araújo)

Pressionado pela sequência ruim, Gilson Kleina colocou Juninho na vaga de Everton Silva e deixou o time mais ofensivo. O efeito disso veio com a primeira boa defesa de Victor, que parou chute de Léo Gamalho, logo aos quatro minutos. Depois disso, o Atlético-MG se acertou a passou a administrar a vantagem construída na primeira etapa.

Mais preocupado com o clássico do próximo domingo, já que tinha sete jogadores pendurados, sendo quatro em campo, o Atlético-MG nitidamente tirou o pé. E nem assim a equipe catarinense conseguiu aproveitar para tentar ao menos diminuir a vantagem. Foram pouquíssimas chances criadas, nenhuma clara. Nem a entrada do experiente André Lima deu alento ao ataque do Avaí, que viu o Galo sair com os três pontos e seguir na caçada ao Corinthians.

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Atlético Mineiro 1 x 1 Figueirense – Copa do Brasil 2015

Galo marca no fim, impede vitória do Figueira, que leva vantagem para SC

Leonardo Silva marca gol aos 47 do segundo tempo e evita derrota atleticana. Time catarinense joga bem e precisa de empate sem gols, no 2º jogo, para se classificar

Atlético-MG; Giovanni Augusto (Foto: Bruno Cantini/CAM)

Galo pressionou até o fim e conseguiu o empate aos 48 do 2º tempo (Foto: Bruno Cantini/CAM)

Foi mais uma vez dos pés dele, ou melhor, da cabeça dele que o Atlético-MG foi salvo. Não foi uma vitória, sequer um título, mas o zagueiro Leonardo Silva proporcionou, mais uma vez, um sentimento de alívio e alegria na torcida atleticana. Com um gol marcado aos 47 do segundo tempo, o defensor garantiu o empate do Galo por 1 a 1 com o Figueirense, no Independência, nesta quarta-feira, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O resultado ainda foi bom para os catarinenses, que jogam por um empate sem gols, na volta, para se garantirem na próxima fase da competição. O público foi de 16.123, com renda de R$ 389.000,00.

O segundo jogo será na próxima quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no estádio Orlando Scarpelli. Na centésima partida como mandante dentro do caldeirão do Horto, o time de Levir teve mais a bola, pressionou em busca do gol, mas acabou esbarrando nas defesas de Alex, que fez jus ao sobrenome Muralha. Apenas no fim, o Galo conseguiu o gol. Valente, o time de Santa Catarina abriu o placar com um gol de Clayton, aos 48 do primeiro tempo, mas sucumbiu à pressão atleticana no fim.

O Galo amargou o quarto jogo seguido sem vitória, com duas derrotas e dois empates, contando também o Brasileirão. O Figueirense, por sua vez, mostrou não intimidar-se pelas adversidades impostas pelo rival, pelos desfalques e pela falta de um treinador efetivo no banco de reservas, já que Renê Simões, contratado para a vaga de Argel Fucks, ficou apenas num camarote do estádio.

Antes de se enfrentarem pela segunda vez, as atenções dos times retornam ao Brasileirão. No sábado, às 21h (de Brasília), o Figueira recebe o Sport em seu estádio. No domingo, às 18h30, vai ser a vez do Galo jogar novamente em seus domínios, no Horto, contra o Palmeiras.

Castigo no fim

A escrita do Atlético-MG dentro do Horto foi um pouco diferente daquela que o torcedor se habituou a ver. O time fez pressão, claro, mas não aquela alucinante e com muita velocidade da maioria dos jogos dentro do Independência. Um pouco mais lentos, os jogadores da casa controlaram o primeiro tempo, mas tiveram dificuldades para chegar até a meta catarinense. Quando chegaram, duas com Giovanni Augusto, Alex fez jus ao apelido de Muralha e evitou a abertura do marcador.

Atlético-MG; Luan (Foto: Bruno Cantini/CAM)
Luan disputa bola com jogador do Figueirense, em partida disputada no Independência
(Foto: Bruno Cantini/CAM)

Repleto de desfalques e se defendendo bem, o Figueirense se dava por satisfeito com o empate sem gols, mas conseguiu algo melhor, ainda mais em se tratando de Copa do Brasil, em que o gol fora de casa vale muito. Nos acréscimos, aos 48 minutos, Clayton conseguiu escapar nas costas de Marcos Rocha, invadiu a área e bateu cruzado, na saída de Victor, 1 a 0. Depois do gol sofrido, Leonardo Silva ainda parou em Muralha mais uma vez antes do encerramento da primeira etapa.

Muralha do Figueira

Com o peso da desvantagem em casa, o Atlético-MG voltou pressionando, assim como na etapa inicial. Guilherme entrou no time na vaga de Donizete, e a equipe passou a ter um volante. Mas isso não significou organização, já que a equipe abusou do jogo aéreo e viu os defensores Saimon e Bruno Alves ganharem a maioria das jogadas. João Vitor ainda quase ampliou numa falta que contou com desvio na barreira, mas o goleiro do Galo conseguiu se recuperar. No fim, alívio atleticano. Leonardo Silva subiu mais alto, assim como fez na final da Libertadores de 2013, e garantiu o empate e novo ânimo ao time atleticano.

 

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Atlético Mineiro 1 x 0 Joinville

28/06/2015 – 12h59 – Atualizado em 28/06/2015 16h46

Em manhã de quebra de recorde, Galo faz para o gasto e bate o Joinville

Léo Silva marca o único gol da vitória alvinegra para 55.987 mil torcedores presentes. Time chega à vice-liderança, mas pode cair. Catarinenses seguem em penúltimo

As manhãs de futebol no Brasileirão parecem ter caído no gosto da torcida e chegaram para ficar. Com direito a quebra de recorde de público presente na competição, já que 55.987 mil torcedores estiveram no Mineirão e acompanharam uma magra vitória do Atlético-MG sobre o Joinville, por 1 a 0. Leonardo Silva fez o único gol da partida em cabeçada ainda no primeiro tempo.

Os três pontos, no entanto, valeram como os de qualquer vitória mais elástica e colocaram o time na vice-liderança da competição, com 17, os mesmos de São Paulo e Grêmio. A posição, no entanto, pode ser alterada com o encerramento da rodada. O Joinville, por sua vez, permanece com quatro pontos, em penúltimo, e pode vir até a ser lanterna. Os comandados de Adilson Batista foram valentes e até tiveram chances para empatar, mas esbarram no problema crônico que vem sendo visto neste Brasileirão: a falta de pontaria. Foram apenas quatro bolas na rede em nove jogos até aqui.

Os dois times voltam a campo na quarta-feira. Novamente em Belo Horizonte, mas no Independência, o Galo recebe o Coritiba, às 21h (de Brasília). Uma hora depois, na Arena Joinville, a equipe catarinense recebe o Flamengo.

Leonardo Silva Atlético-MG (Foto: Bruno Cantini/CAM)
Leonardo Silva comemora seu 21º gol pelo Atlético-MG (Foto: Bruno Cantini/CAM)

Contra retranca, bola parada

Desde os minutos iniciais ficou claro qual seria o panorama do jogo. O Atlético-MG jogando adiantado, trocando passes e pressionando o Joinville em seu campo de defesa. Por sua vez, os comandados de Adilson Batista buscavam fechar todos os espaços para tentar encaixar um bom contragolpe. A estratégia catarinense vinha dando certo, pelo menos defensivamente, Apesar de ficar sem a bola, o goleiro Agenor não era exigido.

Mas para quebrar uma defesa sólida, nada como uma jogada de bola parada, uma das fortes armas alvinegras. E foi exatamente assim que saiu o gol. Giovanni Augusto cobrou escanteio, Leonardo Silva subiu muito e mandou sem chances de defesa, aos 33 minutos.

Em desvantagem, o Joinville se viu obrigado a avançar suas peças, e em pelo menos dois contragolpes quase marcou. Porém, o máximo que conseguiu antes do apito final foi carimbar o travessão em cabeçada de Naldo. Lucas Crispim ainda levou perigo ao gol atleticano em um chute rasteiro.

Com a derrota parcial, coube a Adilson Batista adiantar suas linhas de marcação após o intervalo. E quase deu certo logo aos seis minutos, quando Kempes resolveu apertar Victor e o goleiro por pouco não protagonizou uma lambança daquelas. O Joinville conseguiu inibir a força ofensiva rival durante quase todo o segundo tempo e chegou a pressionar em busca do empate, mas o 1 a 0 insistiu em ficar eternizado no primeiro jogo das duas equipes numa manhã de domingo do Brasileirão.

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Atlético Mineiro 1 x 0 Botafogo

 1 x 0 

19ª RODADA
COM UM A MAIS NO SEGUNDO TEMPO, GALO BATE O BOTAFOGO NA JOGADA AÉREA
Leonardo Silva, de cabeça, em cobrança de escanteio, dá a vitória por 1 a 0 ao Atlético, agora com 30 pontos. Dankler, expulso, prejudica o Botafogo

Muitos desfalques. Foram 15 no Atlético Mineiro – destaques para Diego Tardelli, que está na Seleção, além de Maicosuel, Pierre, Josué, Réver e Dátolo, machucados. O Botafogo também tinha os seus – Jefferson na Seleção, Emerson Sheik, Daniel, Airton, Carlos Alberto e Bruno Correa no departamento médico. Ainda por cima, muita marcação no meio de campo. O jeito era recorrer à bola parada, à jogada aérea. Quem fez isso melhor na tarde deste domingo, no Independência, no duelo pela 19ª rodada do Brasileirão, foi o Galo. Desde o primeiro tempo, buscou assim o gol, conseguido aos 24 minutos do segundo tempo, quando já tinha um jogador a mais. Dankler foi expulso no primeiro minuto da segunda etapa e facilitou a vitória do time da casa por 1 a 0, gol de Leonardo Silva.

A partida cresceu em boas jogadas nos minutos finais, quando o Botafogo, valente, buscou o empate, e o Galo também teve chance de ampliar. O resultado deixou a equipe mineira com 30 pontos, em sétimo na tabela. O time carioca, com 22, ocupa a 14ª posição. Na próxima rodada, o Galo enfrenta o Corinthians fora de casa, na quinta-feira. Antes, na quarta, o Botafogo pegará o São Paulo no Mané Garrincha, em Brasília.

O placar de 0 a 0 no primeiro tempo foi a mais completa tradução do jogo truncado e com poucas opções. Com tantos desfalques, os times rezaram a velha cartilha de um campeonato longo como o Brasileiro: o da casa toma a iniciativa, o visitante fica mais fechadinho, à espera do contra-ataque mortal. Em comum, a forte marcação. A alternativa melhor eram as jogadas de bola parada e aéreas, como o centro para a cabeçada de Leonardo Silva, dando o cartão de visitas do Galo.

Atlético-mg X Botafogo (Foto: Bruno Cantini )
Luan tenta se desmarcar: Galo e Botafogo é de forte marcação e truncado (Foto: Bruno Cantini )

Um choque de cabeças entre Edcarlos e Rogério forçou Vágner Mancini a mexer no Botafogo. Rogério saiu semiconsciente para a entrada de Yúri Mamute. Foi ruim para o Alvinegro carioca. Com dificuldade de entrar no toque de bola, as equipes jogavam bola cruzada. O Galo foi melhor nisso. Teve até lateral de Marcos Rocha que quase foi direto no gol. Leonardo Silva, sempre no ataque, cruzou para Carlos cabecear fraco. Marcos Rocha ia fácil à linha de fundo, como no centro que nem Luan nem Carlos alcançaram. O lado direito do ataque atleticano era o caminho. Para piorar o lado do Botafogo, o contra-ataque não encaixava pelo mau posicionamento de Wallyson, muito aberto pela esquerda. André Bahia, herói da classificação na Copa do Brasil, teve o melhor lance, numa cabeçada que Edcarlos atrapalhou. As duas equipes até apertaram no fim da primeira etapa, mas nada de gol.

Gol de cabeça

O Galo mexeu para o segundo tempo, com Guilherme no lugar de Eduardo, que sentiu o choque no ar com Wallyson. E demorou um minuto, apenas um minuto, para Dankler dar um presente de ouro para os anfitriões: o zagueiro deslocado para a lateral direita já tinha o cartão amarelo e deu entrada mais dura em Carlos. Levou o vermelho. Mancini foi obrigado a sacar Zeballos para pôr Rodrigo Souto e deslocou Gabriel para o setor. Com um a menos, a equipe carioca ficou com mais dificuldade ainda em atacar. Luis Ramírez procurava se virar em dois, mas sem sucesso.

Com Guilherme e vantagem numérica, o Atlético ganhou mais posse de bola, e Jô passou a ser mais acionado. Mas o time perdeu Rafael Carioca, com dores na coxa esquerda. Levir Culpi lançou Felipe Souto. O time mostrou mais equilíbrio. E a insistente jogada de bola parada acabou dando certo aos 24 minutos. Na cobrança de escanteio, Leonardo Silva, novamente ele, subiu mais que a defesa adversária e testou firme, sem defesa: 1 a 0. Carlos ainda perdeu gol feito, Wallyson por pouco não empatou numa bomba de fora da área, e o Galo só não ampliou graças à boa atuação de Andrey, defendendo chute de letra de Jô na pequena área. A partida ficou mais aberta, mas prevaleceu a estratégia da bola parada do Galo num jogo na maior parte do tempo truncado.

 

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Figueirense 2 x 2 Atlético Mineiro

 2 x 2 

15ª RODADA
FIGUEIRA EMPATA NO FIM E FRUSTRA GALO, QUE PERDE CHANCE DE COLAR NO G-4
Clayton marca aos 48 do segundo tempo o gol do empate por 2 a 2, que garante a catarinenses o terceiro jogo sem derrota. Mineiros estão em sexto

Figueirense e Atlético-MG jogavam as suas esperanças no Orlando Scarpelli, em Florianópolis. A dos catarinenses, que viviam sua melhor sequência no Brasileirão, de sair da zona de rebaixamento. No lado atleticano, a de se aproximar mais dos quatro primeiros. O empate por 2 a 2, pela 15ª rodada, foi mais comemorado pelos donos da casa, que conseguiram o resultado aos 48 minutos do segundo tempo.

A frustração estava nas caras dos jogadores atleticanos após o confronto, que foi marcado pelo alto número de cartões, 10, e a indecisão da arbitragem. Faltas e impedimentos duvidosos geraram muitas reclamações dos dois lados ao trio de abritragem formado por Felipe Gomes, Bruno Boschilla e Ivan Bohn.

O Galo saiu na frente, com belo gol de Dátolo na primeira etapa. O empate do Figueira veio ainda no primeiro tempo, com gol de Leonardo Silva, contra. De pênalti, Diego Tardelli recolocou os mineiros na frente. No entanto, após muita insistência, o garoto Clayton garantiu o 2 a 2 para a equipe de Argel Fucks, que chega ao seu terceiro jogo sem derrota.

O Alvinegro mineiro não perde há quatro jogos, mas desperdiçou ótima chance de colar no G-4. Com 23 pontos, é o sexto, com três pontos a menos que o Fluminense, quarto colocado. O Figueirense chegou aos 14 pontos, mas caiu para a 18ª posição. Na próxima rodada, os catarinenses recebem o Botafogo, também no Orlando Scarpelli, nesta quarta-feira. O Galo encara o Flamengo, no Maracanã, também na quarta.

Figueirense x Atlético-MG Victor e Leonardo Silva (Foto: Getty)
Leonardo Silva fica deitado no gramado após marcar gol contra, o primeiro do Figueirense (Foto: Getty)

Equilíbrio no início

Eram dois jogos sem levar gols. A melhor sequência do Figueirense no Brasileirão até agora. Mas o Atlético-MG levou apenas sete minutos para quebrar esse número. Jô e Dátolo inverteram os papéis para abrir o placar para o Galo. O atacante saiu da área e cruzou na cabeça do meia, que encobriu Tiago Volpi com bela cabeçada: 1 a 0. Os mineiros mantinham o domínio. Com boa troca de passes e jogadas pela direita, ameaçavam mais. Tardelli perdeu chance clara aos 23.

Mas o castigo veio no minuto seguinte. Jean Carlos, o nome mais perigoso do time catarinense no jogo até então, fez jogada pela direita, cruzou, e Leonardo Silva mandou para a própria rede: 1 a 1. O gol igualou o placar e equilibrou a partida. Dátolo e Tardelli se mantinham bem atuantes, mas a pontaria não estava boa. Os donos da casa usavam a bola parada e a ligação em velocidade para Jean Carlos, mas também sem sucesso.

Figueirense x Atlético-MG Jô e thiago Heleno (Foto: Getty)
Jô deu passe para gol de Dátolo, mas foi apagado
no decorrer do jogo (Foto: Getty)

Castigo para o Galo, alívio para o Figueira

O time catarinense retornou para a segunda etapa com o jovem Clayton na vaga de Jean Carlos e começou fulminante. O garoto fez duas boas jogadas em três minutos, mas Marcão, em ambas, não conseguiu finalizar. A partida seguiu com muita marcação e vários erros de passes. O Galo tentou apostar na velocidade de Luan e Marion, que entraram durante o segundo tempo, mas foi outro substituto quem decidiu o jogo.

Alex Silva, em boa jogada pela direita, sofreu pênalti de Cereceda, aos 27 minutos. Diego Tardelli cobrou e coroou a boa partida que fez em Florianópolis. O gol desanimou os donos da casa, que ficaram sem reação e sem o técnico Argel, expulso de campo após o tento atleticano. O Galo teve paciência. Até demais. E foi punido no fim. Após cobrança de escanteio de Marco Antônio, aos 48 da segunda etapa, Clayton aproveitou sobra e fez o gol de empate, celebrado como uma vitória pelos donos da casa.

 

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Chapecoense 1 x 1 Atlético Mineiro

 1 x 1 

10ª RODADA
CHAPE SAI NA FRENTE, GALO INSISTE E CHEGA AO EMPATE COM GOL NO FIM
Em jogo atrasado pela 10ª rodada, Jaílton abre o placar no primeiro tempo, e Leonardo Silva empata aos 47 do segundo, também de cabeça

Dois gols de zagueiro em cobrança de escanteio foram responsáveis pelo empate por 1 a 1 entre Chapecoense e Atlético-MG na noite desta quarta-feira, na Arena Condá. Jaílton abriu o placar no fim do primeiro tempo para os donos da casa, e Leonardo Silva marcou já nos acréscimos do segundo para o Galo, que dominou os números da partida. Teve 60% de posse de bola e finalizou 17 vezes, contra apenas cinco do adversário.

O Atlético-MG perdeu a chance de se aproximar do G-4 – se ganhasse, iria para o quinto lugar. Com 19 pontos, subiu dois degraus e está na nona colocação. A Chapecoense soma um ponto na luta para se afastar do Z-4: está em 12º, com 15 pontos, quatro a mais do que o Coritiba, primeiro time da zona de rebaixamento. A partida foi válida pela 10ª rodada e adiada porque na ocasião os mineiros disputavam a final da Recopa Sul-Americana contra o Lanús.

O time mineiro teve o desfalque de Jô, que não se reapresentou na segunda-feira e alegou que precisava resolver problemas particulares. Segundo o diretor de futebol Eduardo Maluf, o atacante volta a Belo Horizonte nesta quinta e treina com o elenco na sexta. Contra a Chape, foi substituído por André, que teve boa atuação.

A Arena Condá registrou bom público na noite desta quarta-feira: 9.688 torcedores, com renda de R$ 119.530. As duas equipes voltam a jogar pelo Brasileiro no domingo, às 18h30: o Atlético-MG recebe o Palmeirasno Independência, e a Chape joga pela terceira vez seguida em casa, desta vez contra oFigueirense.

André Atlético-mg e Chapecoense (Foto: Jardel da Costa / Futura Press)
André, substituto de Jô, enfrenta marcação da Chapecoense (Foto: Jardel da Costa / Futura Press)

Jaílton faz 1 a 0 de cabeça, e Leonardo Silva empata na mesma moeda

O jogo começou com muitos erros de passes e poucas chegadas ao ataque. O time de Celso Rodrigues encheu o meio-campo e forçou a marcação. A primeira boa jogada surgiu do lado atleticano: Tardelli driblou dois zagueiros, mas foi bloqueado na hora do chute. O Verdão do Oeste respondeu com Fabinho Alves, que era o mais criativo do time, com dribles e velocidade, mas sem levar perigo à meta de Victor.

O Atlético-MG quase abriu o placar quando o cruzamento de Pierre desviou no volante Abuda e por pouco não enganou o goleiro Danilo. A Chape deu o troco também em levantamento para a área, mas nada de placar sendo alterado. O jogo esfriou a partir dos 21 minutos, até que os donos da casa fizeram 1 a 0 em cobrança de escanteio. Emerson Conceição cortou errado, e Jaílton escorou de cabeça para a rede.

O técnico Levir Culpi gastou suas duas últimas substituições no intervalo, já que no primeiro tempo foi obrigado a tirar Réver, machucado. Colocou em campo o meia Dátolo e o atacante Luan, assim como havia feito durante a segunda etapa da vitória sobre o Atlético-PR. Mas desta vez o sacado foi Maicosuel, e não Guilherme. Saiu junto com André. Novamente, as mudanças surtiram efeito. O Alvinegro voltou muito melhor e foi ainda mais o dono das ações. A equipe da casa se limitou a defender com um forte esquema de marcação.

Luan quase marcou aos sete minutos, mas o chute de Luan bateu na trave e rodou por cima da linha. Danilo entrou em ação nos chutes de Marcos Rocha e Tardelli. Aos poucos, a Chape conseguiu melhorar a marcação, fazendo os visitantes caírem de ritmo. Mas não conseguiu evitar que Leonardo Silva pulasse mais alto do que a marcação para empatar, aos 47, em lance que teve o goleiro Victor na área. O zagueiro nem comemorou seu gol, já que, por causa de um choque de cabeça com adversário, caiu imediatamente.

 

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Atlético Mineiro 3 x 1 Atlético Paranaense

 3 x 1 

13ª RODADA
GALO CONTA COM DOIS GOLS CONTRA PARA VENCER O ATLÉTICO-PR NO INDEPENDÊNCIA
Alvinegro volta a ganhar após três rodadas e faz 3 a 1 em jogo marcado por vaias e xingamentos de torcedores para Levir Culpi
O Atlético-MG fez valer o apelido de vingador, deu o troco no Atlético-PR, seu único algoz no Independência em 2013, e ganhou por 3 a 1 na noite deste domingo. A vitória pela 13ª rodada do Brasileirão foi construída com grande contribuição do adversário: Léo Pereira e Deivid marcaram contra a partir dos 30 do segundo tempo, quando o placar apontava 1 a 1. Leonardo Silva abriu o placar no Independência, e Marcos Guilherme empatou em falha de Victor.

Levir Culpi ouviu vaias no segundo tempo e viu uma de suas apostas – a entrada de Luan – dar resultado, na jogada do segundo gol.

O Galo, que fez sua primeira partida após a saída de Ronaldinho Gaúcho, voltou a vencer no nacional depois de três rodadas e permaneceu na 11ª colocação, com 18 pontos. Se ganhar da Chapecoense na quarta-feira, em partida adiada da 10ª rodada, dará um salto para o quinto lugar. O Atlético-PR receberá o Botafogo no domingo, às 16h (de Brasília), na Arena da Baixada, em Curitiba.

Furacão? Só se for o Galo

Foi um bombardeio. O goleiro Santos não sabe até agora como demorou 34 minutos para ser vazado. Bola em cima da linha, bola no travessão, bola tirando tinta da trave. Mas o gol só saiu mesmo em um lance improvável, que se tornou arma poderosa do time nos últimos anos: a cobrança de lateral de Marcos Rocha. Leonardo Silva, quase sem ângulo, cabeceou no lado oposto do goleiro Santos – no intervalo, o zagueiro admitiu que a intenção não era concluir a gol.  Jô, que completou 115 dias de jejum, poderia ter ampliado num lindo contragolpe puxado por Maicosuel e Guilherme, mas chutou em cima de Santos.

Gols contra nos 15 minutos finais

No segundo tempo, o Atlético-PR não demorou para chegar ao gol. Aproveitou-se de falha do goleiro Victor no chute da intermediária de Marcos Guilherme, aos 10 minutos. Com a igualdade e a pressão da torcida, Levir Culpi resolveu mudar o Galo. Tirou Guilherme e Jô para as entradas de Luan e Dátolo, respectivamente. As mudanças levaram torcedores a vaiar a equipe e a xingar o treinador. E o Atlético-PR passou a tirar proveito do nervosismo do Galo.

Quando o empate parecia o resultado mais provável, os visitantes deram uma contribuição fundamental. Levir Culpi, que lançou recentemente o livro “Burro com Sorte”, foi do inferno ao céu após a jogada de Luan. O atacante foi à linha de fundo e cruzou para a área. Léo Pereira tentou cortar e fez contra, aos 30. O jogo continuou equilibrado, mas aos 41 foi a vez de Deivid jogar contra o patrimônio para decretar o resultado final: 3 a 1.

Leonardo Silva Atlético-MG gol Atlético-PR Brasileirão (Foto: Agência Getty Images)

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Atlético Mineiro 2 x 0 Bahia

  2 x 0  

Depois de cinco jogos sem conseguir uma vitória sequer, o Atlético-MG voltou a sair de campo com os três pontos. Desde a conquista da Taça Libertadores, no dia 24 de julho, no Mineirão, o Galo não deixava a torcida satisfeita. Nesta quarta-feira, porém, a equipe alvinegra derrotou o Bahia, no Independência, por 2 a 0, em jogo válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o argentino Dátolo no time, que estreou sem sequer ter sido apresentado oficialmente, Cuca conseguiu montar uma equipe mais encorpada, embora estivesse sem Diego Tardelli, machucado, e Jô, na seleção brasileira. Leonardo Silva, no primeiro tempo, e Alecsandro, na segunda etapa, fizeram os gols alvinegros.

comemoração Atlético-MG x Bahia (Foto: Bruno Cantini / Flickr do Atlético-MG)
Jogadores do Atlético-MG comemoram gol contra o Bahia (Foto: Bruno Cantini / Flickr do Atlético-MG)

O resultado aproximou um pouco as duas equipes na tabela de classificação. O Bahia, em queda livre, acumula a terceira derrota seguida e fica com 19 pontos, em 10º. Já o Galo tem 15 pontos, em 15º, a um ponto da zona de rebaixamento. Agora, na próxima rodada, o Atlético-MG colocará à prova a recuperação. Neste domingo, às 18h30m (de Brasília), o time mineiro terá uma parada difícil, diante do Internacional, em Novo Hamburgo. O Bahia, nos mesmos dia e horário, receberá o Santos, na Fonte Nova, em Salvador.

Com Dátolo, Ronaldinho Gaúcho teve a companhia de um jogador talentoso, que dividiu com o craque a responsabilidade da armação das jogadas. Os dois tabelaram e mostraram entendimento, apesar de terem participado de apenas dois treinamentos na Cidade do Galo.

Ronaldinho Gaúcho  novo sorriso dentes cirurgia (Foto: Repodução/PremiereFC)

Ronaldinho exibe novo sorriso (Foto: PremiereFC)

R10 também estreou um novo visual. Com um novo sorriso, resultado de uma cirurgia estética na boca, o craque do Galo teve ótima atuação e participação decisiva nos dois gols do Atlético-MG. O Bahia, por sua vez, acumulou a terceira derrota seguida. O time se postou, desde o início da partida, de uma forma recuada, em busca apenas dos contra-ataques. Atrás no placar, tentou avançar a marcação, mas não conseguiu incomodar. Cristóvão Borges também promoveu uma estreia, a do colombiano Angulo, que entrou no intervalo e levou uma caneta do lateral Junior Cesar, no lance do segundo gol.

Pressão e gol pelo alto

Necessitado da vitória e com o apoio da torcida, o Atlético-MG não deu chances ao Bahia e partiu para cima logo no início. Na verdade, o Tricolor pouco passou do meio-campo e, assim, o Galo logo emplacou uma pressão.

Aos 18 minutos, depois de algumas chances, o Atlético-MG chegou ao primeiro gol. Em um escanteio da direita, Ronaldinho Gaúcho encontrou a cabeça de Leonardo Silva, que subiu muito, antecipando-se aos marcadores. A bola foi certeira, para o fundo das redes do gol defendido por Marcelo Lomba.

Aos poucos, o Bahia tentava se aventurar no ataque e, de certa forma, equilibrou um pouco as ações, embora tivesse muitas dificuldades de chegar à área de Victor. Porém, pelo menos, conseguiu diminuir o volume de jogo do Galo.

Mais um e vitória no bolso

O Bahia voltou do intervalo com duas alterações. Cristóvão Borges promoveu a entrada do lateral-direito Angulo e do atacante Wallyson. A princípio, deu certo, e o Tricolor chegou algumas vezes ao gol de Victor. Wallyson chegou a tocar para as redes, mas o auxiliar, bem posicionado, assinalou impedimento.

Porém, quando o Bahia mostrava reação, pintou o talento de Ronaldinho Gaúcho e Junior Cesar. O lateral passou por Angulo e cruzou na medida para Alecsandro, sozinho, apenas tocar para o gol: 2 a 0 para o Atlético-MG.

Nem mesmo a entrada de Obina, ex-Galo, no time do Bahia, fez com que o panorama se invertesse. O Atlético-MG levou a partida até o fim, sempre superior, e garantiu os três pontos na tabela. Os torcedores alvinegros, já saudosos de comemorar uma vitória, fizeram a festa nas arquibancadas do Independência.

Renato Maurício Prado comenta o Atlético Mineiro campeão da Libertadores

No ataque, veio a primeira taça do Galo

 

Nélson Rodrigues dizia que sem sorte um sujeito não chupa nem um chica-bon, pois é atropelado pela carrocinha de sorvete. Alex Stival, o Cuca, há algum tempo um dos melhores técnicos do país, parecia comprovar tal tese: seus times, sempre bem armados, jogavam um futebol encantador mas, na hora H, acabavam batidos por adversários menos brilhantes e mais pragmáticos.

Exatamente por isso, fui dormir muito satisfeito, anteontem à noite. O título da Libertadores conquistado pelo Atlético Mineiro teve todos os ingredientes possíveis e imaginários de emoção no futebol. E enterrou, de uma vez por todas, o cruel estigma de azarado do treinador.

Afinal, apesar dos méritos inegáveis, o que não faltou ao time do Galo nos momentos decisivos da competição foi sorte. E não somente na finalíssima, uma vez mais nos pênaltis, mas nas três últimas rodadas. A partir dos jogos com o Tijuana, passando pela virada sobre o Neweel’s Old Boys e finalizando com outra recuperação dificílima diante do Olímpia, foi um sufoco só.

Não custa lembrar, na quarta passada, os paraguaios estiveram a apenas três minutos do título! E mesmo depois de Leonardo Silva ter marcado, de cabeça, aos 42 do segundo tempo, levando o jogo para a prorrogação, o Olímpia só caiu nos pênaltis.

Que trajetória incrível a do Atlético Mineiro! Inicialmente, um show de bola, na fase de grupos e no primeiro mata-mata diante do São Paulo. Depois, um drama atrás do outro: contra os mexicanos, os argentinos e os paraguaios. Haja, coração!

Passados todos os sustos, a sensacional conquista tornou-se lendária, inesquecível. Daqui a muitos anos, os torcedores de hoje contarão a façanha para seus netos que dela talvez até duvidem:

— Não é um certo exagero do vovô? — podem perguntar, incrédulos, aos pais.

Mas se esses pais tiverem vivenciado a epopeia que começou no Horto e terminou no Mineirão, saberão explicar que não há exagero algum nos relatos épicos de uma Libertadores que premiou, com justiça o trabalho de Cuca, um grande treinador que tantas vezes viu escapar por entre os dedos outros títulos com diversos times que montou e também praticavam um futebol ofensivo e envolvente.

Ironias do destino, uma de suas maiores façanhas, até então, a inacreditável arrancada com o Fluminense, escapando do rebaixamento que parecia certo, em 2009, não valeu taça. Mas, certamente, será lembrada e reverenciada pelos tricolores eternamente.

A partir de agora, portanto, ninguém tem mais o direito de chamar Alex Stival de azarado. E é obrigado a inclui-lo, sem qualquer restrição, na lista dos melhores técnicos do país.

Parabéns, Galo e, especialmente, parabéns, Cuca. Você merecia. Muito!

Escorregão divino

Qual o momento mais dramático e decisivo da campanha do Galo? O pênalti a favor do Tijuana, no último minuto do segundo jogo das quartas de final? O apagão no Horto, que permitiu que o time se recuperasse, para fazer o segundo gol, contra o Neweel’s? As defesas de Victor nas duas séries de penalidades? Para Cuca, nenhum desses:

— Quando vi o Ferreyra driblar o Victor (já no finalzinho da partida), achei que estava tudo perdido! Mas aí, do nada, ele escorregou e caiu! Sozinho!

Quem diria, até o abominável Sobrenatural de Almeida rendeu-se ao trabalho do treinador e resolveu dar uma mãozinha…

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 26 de julho de 2013