Boa Esporte 1 x 3 Club de Regatas Brasil

Boa perde de 3 a 1 para o CRB e fica ainda mais perto do rebaixamento

Com direito a golaço de Bocão, equipe visitante saiu com os 3 pontos e se aproximou do G-4; Felipe Alves marcou para os anfitriões, mas não evitou 9ª derrota seguida

O Boa Esporte não conseguiu segurar o CRB e perdeu por 3 a1 na tarde deste sábado (3) no Estádio Municipal de Varginha (MG), o Melão. O time mineiro amargou a 9ª derrota seguida na Série B e viu o rebaixamento ainda mais próximo. Enquanto isso, os alagoanos saíram com os três pontos, chegaram a seis partidas sem derrotas e mantiveram vivo o sonho do G-4. Zé Carlos, de pênalti, Bocão, em linda jogada individual, e Leandro, após bobeira da zaga do Boa, fizeram os gols dos visitantes; Felipe Alves, de cabeça, diminuiu para os donos da casa.

Com este resultado, o Boa Esporte se manteve em 18º lugar, com 23 pontos em 29 jogos. O CRB se manteve em 11º, mas chegou a 40 pontos e ficou a apenas 8 pontos do Bahia, primeiro time no G-4.

Na próxima rodada, o Boa Esporte enfrenta o Vitória, sábado (10), às 16h30, no Barradão, em Salvador (BA). O CRB volta a jogar no Estádio Rei Pelé, em Maceió, onde enfrenta o Santa Cruz já na terça-feira (6), às 20h30.

Comemoração Boa Esporte x CRB (Foto: Assesoria CRB)
CRB bate o Boa Esporte e chega a seis jogos de invencibilidade na Segundona
(Foto: Júnior de Melo/Assesoria CRB)

O jogo

A partida começou morna, com as duas equipes se estudando bastante em busca de espaços na defesa adversária. Quem primeiro ameaçou foi o Boa Esporte, com Gabriel Dias, aos 8 minutos. O goleiro Júlio César, no entanto, fez linda defesa e evitou o gol dos anfitriões. A resposta do CRB veio rápida. Aos 13 minutos, Maxwell foi derrubado na área justamente por Gabriel Dias e o juiz assinalou o pênalti. Zé Carlos bateu no meio do gol e fez CRB 1 a 0. Mas a grande jogada da partida ainda estava por vir. Aos 26, Bocão recuperou a bola no campo de defesa, arrancou, fez fila no Boa Esporte e tirou do goleiro Douglas para marcar o segundo dos alagoanos.

Os donos da casa voltaram mais ofensivos para a etapa final. O jogo ficou aberto e, aos 15 minutos, Felipe Alves recebeu cruzamento de Moacir para diminuir a diferença. Nedo Xavier colocou mais um atacante e colocou o time todo no campo de ataque em busca do gol de empate. Apesar de criar boas chances, o time voltou a bobear, Patrick perdeu uma bola na defesa para Leandro, que disparou, já aos 47, para fazer mais um e dar números finais à partida: Boa Esporte 1 x 3 CRB.

 

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Santos 3 x 1 Internacional

Santos supera ausência de artilheiro, vira sobre o Inter e se aproxima do G-4

Valdívia abriu o placar, mas Marquinhos Gabriel, Gabigol e Leandro fizeram 3 a 1

O G-4 é logo ali. Sem o artilheiro Ricardo Oliveira, suspenso, o Santos não tomou conhecimento do desfalcado Inter e venceu por 3 a 1 na manhã deste domingo, pela 28ª rodada do Brasileirão. Comandado por Lucas Lima, o time de Dorival Júnior soube sofrer. Saiu perdendo com gol de pênalti de Valdívia, mas virou com Marquinhos Gabriel, Gabigol, este também de pênalti, e Leandro.

Com a vitória, o Peixe passou o Inter e mais dois rivais na briga pela vaga à Libertadores 2016. Chegou à quinta colocação, com 43 pontos, mas pode perder postos até a conclusão da rodada. Já o Colorado cai ao menos uma posição, com os mesmos 41.

O Santos volta a jogar na Vila Belmiro no próximo domingo, às 16h, contra o Fluminense. Já o Inter recebe o Sport no sábado, às 18h30, no Beira-Rio. Antes disso, as duas equipes têm decisões pelas quartas de final Copa do Brasil. O time de Argel enfrenta o Palmeiras na quarta-feira, às 22h, em São Paulo, enquanto os comandados de Dorival Júnior recebem o Figueirense no Pacaembu, quinta-feira, às 21h.

Marquinhos Gabriel comemora gol do Santos contra o Inter (Foto: Fred Casagrande/Estadão Conteúdo)
Marquinhos Gabriel comemora gol do Santos contra o Inter no primeiro tempo
(Foto: Fred Casagrande/Estadão Conteúdo)

 

Primeiro tempo movimentado

Orquestrado por Lucas Lima, o Santos foi para cima do Inter nos momentos iniciais da partida. O ex-jogador colorado centralizava todas as jogadas de ataque paulista, mas era caçado pelo lateral-direito William, que atuou improvisado no meio de campo. Em uma das subidas do time de Argel, Paulo Ricardo segurou Juan na área, e Heber Roberto Lopes marcou pênalti. Valdívia converteu aos 26.

Mesmo sem o artilheiro Ricardo Oliveira e em desvantagem no placar, o Santos não diminuiu o ritmo e foi premiado logo após a parada técnica devido ao calor. Aos 36, William deu passe errado, Nilson ficou com a bola e lançou Marquinhos Gabriel às costas de Léo. O meia canhoto invadiu a área e chutou cruzado para empatar.

Virada de pênalti e Leandro finaliza

A segunda etapa começou da mesma forma que a primeira. O Santos em cima, o Inter se defendendo. Argel trocou o lateral-direito Léo pelo volante Silva. Com isso, William retornou à posição de origem. Aos 13, após bom passe de Thiago Maia para Lucas Lima, o meia santista foi derrubado na área por Silva. Gabriel cobrou alto, forte, sem chances para Alisson.

Depois de virar o placar, o Peixe colocou o Colorado em seu campo e dominou as ações da partida. Não fez mais pelas boas atuações de Alisson e Paulão na defesa. Aos 43, Leandro pegou sobra da zaga e deu números finais ao jogo.

inter internacional santos valdívia brasileirão (Foto: Ricardo Duarte / Internacional / Divulgação)
Valdívia marcou de pênalti, mas não evitou derrota
(Foto: Ricardo Duarte / Internacional / Divulgação)
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Retrospectiva do Vozão 2014 – Ceará 1 x 1 Chapecoense – Copa do Brasil – 2ª Fase

Autor do gol alvinegro, ainda no primeiro tempo, meio-campista Eduardo comemora

Autor do gol alvinegro, ainda no primeiro tempo, meio-campista Eduardo comemora
(Foto: Christian Alekson/CearaSC.com)

Na noite desta quarta-feira, 23/07, o time do Vozão recebeu a equipe da Chapecoense/SC, no estádio Presidente Vargas (PV) e fez mais um jogo emocionante. Após um primeiro tempo movimentado, o Ceará jogou com o regulamento e segurou a igualdade até o fim, garantindo vaga para a próxima fase, afinal, no jogo de ida, o Vozão venceu por 2 x 1, fora de casa.

O primeiro tempo começou com a Chapecoense finalizando primeiro, no entanto, a cabeçada de Jaílton passou por cima do gol. Em seguida, aos sete minutos, Vicente cruzou na medida para Eduardo, que chutou de primeira e mandou por cima. Três minutos depois, Abuda arriscou de fora da área, mas mandou por cima.

Contando com o apoio da torcida, o Vozão seguia melhor em campo e pressionava. Ricardinho arriscou de longe, mas mandou para fora. Na sequência, foi a vez de Marcos tentar de longe, porém, a bola passou pelo lado esquerdo. O gol do Ceará só saiu aos 34 minutos, quando Magno Alves deixou para Eduardo, que chutou colocado e abriu o placar.

Depois do gol, o time alvinegro se animou e quase ampliou aos 37 minutos, quando Bill roubou a bola e chutou rasteiro, no entanto, a zaga da Chapecoense conseguiu cortar. Já nos acréscimos, Leandro recebeu na área e conseguiu marcar em chute forte, empatando o duelo no PV e decretando o 1 x 1 na etapa inicial.

Na etapa final, os visitantes começaram assustando. Logo aos dois minutos, Rodrigo Biro recebeu pela direita e chutou forte, obrigando o goleiro Jáílson a fazer grande defesa. O Alvinegro respondeu aos sete minutos, quando Ricardinho cobrou falta e viu o goleiro Danilo a afastar.

A jogada pelos lados do campo passou a ser o ponto forte da equipe cearense e aos dez minutos, Marcos chutou cruzado e quase marcou. A resposta da Chapecoense veio com Nenén, que parou na força da defesa alvinegra. Com 21 minutos, o lateral-direito Marcos recebeu bom passe e chutou, mas o goleiro Danilo salvou.

Para dar novo fôlego à defesa, o técnico Sérgio Soares colocou Anderson e Alex Lima nas vagas de Diego Ivo e Marcos, respectivamente. O empate em 1 x 1 favorecia o Vovô, com isso, os alvinegros passaram a investir nos contra-ataques e levaram perigo. Aos 34 minutos, Bill disputou com a defesa e a bola sobrou para Nikão, que tentou a jogada, mas foi travado.

Na última modificação da equipe, o treinador optou por Marcus Vinícius, que entrou na vaga de Eduardo, e deu mais proteção à defesa. A Chapecoense partiu ao ataque, mas não conseguiu furar o bloqueio armado pelo Ceará.

Nos minutos finais, os ânimos estavam exaltados e, no último lance de perigo, já aos 52 minutos, o camisa 10 da Chapecoense, Nenén, mandou na barreira qualquer chance de classificação dos catarinenses. O placar ficou em 1 x 1, garantindo o Ceará na próxima fase da Copa do Brasil, na qual, os cearenses irão encarar o Internacional/RS.

Agora, a equipe do Vovô volta seus pensamentos para a disputa do Campeonato Brasileiro Série B 2014, afinal, no próximo sábado, 26/07, o Ceará encara o Santa Cruz/PE, fora de casa.

 

Site do Ceará Sporting Club

KLB volta com um DVD

Relançamento
O conjunto KLB, Kiko, Leandro e Bruno, está voltando, com um DVD já gravado, com o título de “Um Novo tempo”. Seis músicas novas e seis do repertório. Foi todo feito no Stúdio SA, do Helio Silleman, com produção e direção dele.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Chapecoense 2 x 0 Botafogo

2 x 0

36ª RODADA
CHAPECOENSE FAZ 2 A 0, BOTAFOGO PERDE OUTRA E PÕE UM PÉ NA SÉRIE B
Alvinegro amarga quinta derrota seguida e tem chances mínimas de escapar da queda. Catarinenses jogam bem e ficam perto de continuar na elite.
A esperança ainda existe, mas diminui a cada dia. E o Botafogo não mostra forças para reagir ao iminente rebaixamento. Neste domingo, o algoz foi a Chapecoense. A derrota por 2 a 0 na Arena Condá, a quinta seguida do Alvinegro no Campeonato Brasileiro, deixou os cariocas com um pé na Série B em 2015. Será preciso mais do que um milagre – e uma improvável combinação de resultados – para salvar a equipe do técnico Vagner Mancini. Desespero de um lado, alívio do outro. Depois de duas vitórias seguidas (goleou o Fluminense na última quinta-feira no Maracanã), a equipe de Chapecó ficou muito perto de sacramentar sua permanência na elite do futebol brasileiro.

Os dois gols da partida foram marcados por Leandro no início do segundo tempo. O primeiro nasceu em boa jogada de Camilo e Bruno Silva pela esquerda. Já o segundo contou com a colaboração de Marcelo Mattos e a finalização precisa do camisa 9 no ângulo de Jefferson.

O novo resultado negativo, o 21º da equipe no torneio, deixou o Botafogo respirando por aparelhos. A derrota do Vitória para o Figueirense manteve viva a pouca esperança que lhe resta. Com 33 pontos, o clube só pode chegar a 39 e, no máximo, empatar com o Palmeiras – primeiro time fora da zona do rebaixamento – para tentar levar a melhor nos critérios de desempate. Se os paulistas conquistarem mais um ponto nas duas rodadas que faltam ou se o Vitória vencer um jogo, o Bota estará rebaixado mesmo que vença suas partidas. Já a Chapecoense precisa de mais uma vitória para não depender de qualquer outro resultado.

Murilo e Rafael Lima, Chapecoense x botafogo (Foto: Alan Pedro / Getty Images)
Murilo e Rafael Lima disputam bola no campo de defesa da Chape (Foto: Alan Pedro / Getty Images)

 

O Botafogo volta a campo no próximo domingo para enfrentar o Santos, na Vila Belmiro. Já a Chapecoense recebe o campeão Cruzeiro, no mesmo dia, na Arena Condá.

Erros do Bota; alívio da Chape

Resta ao torcedor botafoguense rezar por um milagre. Rezar por um time que até luta, mas que perde para suas próprias limitações técnicas. A atuação de Jóbson no primeiro tempo representou bem a noite do Alvinegro em Chapecó. O camisa 10 errou quase tudo o que tentou. Quando acertou, parou em Danilo. A chance perdida por ele e uma boa jogada de Gabriel antes dos 10 minutos de jogo deram a imprensão de que a noite poderia ser diferente. Mas ficou só nisso. Com mais posse de bola, a Chapecoense logo dominou o jogo e só não abriu o placar antes do intervalo porque Jefferson saiu bem nos pés de Leandro.

Só o goleiro e Gabriel se salvavam no time do Botafogo. Mas eles pouco podiam fazer. Os donos da casa, com o quarteto Bruno Silva, Camilo, Leandro e Tiago Luís tocava bem a bola. Passavam a impressão de que fariam o gol quando quisessem. E bastou apertar um pouco para alcançar o objetivo. Com menos de 20 minutos do segundo tempo já estava 2 a 0. No primeiro, o chute mascado de Leandro tirou Jefferson da jogada. No segundo, Marcelo Mattos saiu jogando errado e a bola sobrou para o camisa 9 marcar um golaço.

Desesperado com o iminente rebaixamento, o Botafogo se perdeu em campo de vez. Esteve sempre mais perto de levar o terceiro do que de diminuir o placar. Camilo teve duas boas chances de ampliar, mas falhou em ambas. Faltou organização e qualidade de um lado. Sobrou calma e eficiência do outro. Das arquibancadas veio a provocação inevitável com os gritos de “Ão, ão, ão, Segunda Divisão”. Em um jogo de contrastes, o gigante desgoranizado Botafogo agoniza. Enquanto a novata competente Chapecoense respira (quase) aliviada.

 

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Renato Maurício Prado comenta Fluminense 1 x 4 Chapecoense

Vergonha
Um time que quer disputar a Libertadores do ano que vem não pode tomar de quatro da Chapecoense em pleno Maracanã. Não tem desculpa, explicação ou justificativa. Diante disso e das já esperadas limitações financeiras previstas para 2015, o Fluminense deverá se livrar da maioria dos seus medalhões. Basta chegar nas Laranjeiras com uma boa proposta, ou esperar que os contratos vençam e não sejam renovados — vide o que está acontecendo com Diego Cavalieri e acontecerá com outros, cujos compromissos terminam no final deste ano.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 23/11/2014

Fluminense 1 x 4 Chapecoense

1 x 4

35ª RODADA
CHAPECOENSE GOLEIA O FLUMINENSE, CALA O MARACANÃ E ESCAPA DO Z-4
Fred para em Danilo, catarinenses dão show e ganham no Rio de Janeiro por 4 a 1 em jogo com polêmica. Resultado deixa Tricolor mais longe do G-4
O Maracanã ficou em silêncio na noite desta quinta-feira. Os 25.112 pagantes (29.482 presentes) pareciam incrédulos quando a Chapecoense construiu o placar de 4 a 1 e venceu o Fluminense com autoridade. Com dois gols de Bruno Silva, um de Camilo, outro de Leandro e um contra de Rafael Lima no fim. Além de grande atuação do goleiro Danilo, dono de dois milagres em finalizações de Fred. As expressões de descrença na arquibancada se justificavam por vários motivos: fato de os catarinenses estarem em crise, em meio à demissão de técnico e dispensa de jogadores; pelo fato de sequer ter balançado a rede quando jogou no estádio este ano; e pela esperança tricolor de ver o time se manter no páreo por uma vaga na Libertadores. A renda da partida, que teve um pênalti reclamado no primeiro tempo pelo Tricolor, foi de R$ 616.125,00.

Com o auxiliar Celso Rodrigues como técnico interino pela segunda vez no ano, a Chape espantou a crise e se tornou uma pedra no sapato para o Flu: embora esta tenha sido apenas a terceira partida entre eles na história, os catarinenses nunca perderam: acumulam duas vitórias e um empate. O resultado deixou os cariocas distantes do G-4, com 57 pontos, a quatro de distância restando três rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro. Já o Alviverde foi a 39 pontos, escapou do Z-4 e empurrou o Coritiba para a zona de rebaixamento.

Bruno Silva comemora gol da Chapecoense contra o Fluminense (Foto: Buda Mendes / Getty Images)
Bruno Silva marcou dois gols e foi um dos destaques no Maracanã (Foto: Buda Mendes / Getty Images)

As equipes voltam a campo já neste final de semana. No domingo, o Fluminense, ainda tentando perseguir o G-4, visita o Sport, às 17h (de Brasília) na Arena Pernambuco. Já a Chapecoense, às 19h30 do mesmo dia, recebe o Botafogo na Arena Condá, seu concorrente direto na briga contra o rebaixamento.

Gol anulado e reclamação de pênalti

Com o Fluminense em cima e a Chapecoense no contra-ataque, o jogo começou intenso. Quatro finalizações em menos de dez minutos e duas chances claras de gol para cada lado. Camilo errou a pontaria de frente para Cavalieri, e Fred parou na boa atuação de Danilo. O goleiro salvou os catarinenses e ainda contou com a sorte quando Rafael Sobis balançou a rede, aos 10. Mas Cícero estava impedido na jogada, e o lance foi anulado pela arbitragem. E quando Conca foi esperto e cobrou rápido uma falta no meio de campo, o atacante surgiu livre na área e caiu pedindo pênalti em dividida com o camisa 1. O juiz mandou seguir, e Jean, sem ângulo, não soube aproveitar o fato de o arqueiro estar fora do gol.

O ritmo alucinante aos poucos foi caindo, natural pelo desgaste físico. Mas em nenhum momento a Chapecoense deixou de atacar. Mesmo com menos posse de bola, finalizou mais que os anfitriões no primeiro tempo: seis a cinco. Incluindo mais uma grande oportunidade cara a cara com Cavalieri. Aos 33, Fabiano tabelou com Leandro na área e soltou a bomba em cima do goleiro tricolor. A torcida presente ao Maracanã demonstrou certa irritação no intervalo, e o recado dos visitantes estava dado: o Flu precisaria tomar cuidado.

Rafael Sobis, Fluminense X Chapecoense (Foto: Paulo Sergio / Photocamera)
Autor de milagres, Danilo dividiu com Sobis na área e causou polêmica (Foto: Paulo Sergio/Photocamera)

Três gols e silêncio no Maracanã

E não tomou. Logo no primeiro minuto do segundo tempo, numa bola simples de ser afastada na área, Guilherme Mattis e Edson bateram cabeça. O zagueiro chutou em cima do volante, e a bola sobrou à feição para Bruno Silva chegar batendo de primeira, um míssil no cantinho de Cavalieri, que nada pôde fazer desta vez. O gol sofrido fez a torcida do Flu incentivar ainda mais, só que Danilo voltou frustrar o público em cabeçada à queima roupa de Fred. Defesaça. A troca de Cristóvão Borges no intervalo, de Walter por Cícero, não surtia efeito, e o time aos poucos foi desanimando os torcedores. O silêncio precedeu o momento de vaias.

Dali para frente só deu Chapecoense. Aos 20, em contra-ataque, Camilo pegou de primeira na área e fez o segundo. Cinco minutos depois, foi a vez de Fabiano deixar Leandro, artilheiro do time na temporada com nove gols, na cara de Cavalieri. O goleiro chegou a tocar na bola, não suficiente para mudar o trajeto da rede. E aos 39, o golpe final: em novo contra-ataque, Bruno Silva esperou a saído do camisa 1 e tocou por cobertura, fazendo um belo gol. Perdido em campo, o Flu não conseguiu fazer mais nada. Nem o seu gol a favor, marcado contra no fim por Rafael Lima. E a resposta da torcida foi com gritos irônicos de “olé”.

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Chapecoense 1 x 1 Santos

1 x 1

31ª RODADA
MISTÃO DO SANTOS NÃO SEGURA A CHAPECOENSE E SOFRE EMPATE AOS 45
Com quatro jogadores poupados e outros cinco no departamento médico, Peixe só vê os donos da casa jogarem e deixa Chapecó com um ponto
Sem Aranha, Edu Dracena, Arouca e Robinho, poupados para a Copa do Brasil, o Santos foi à Arena Condá enfrentar a Chapecoense e voltou com um ponto. Por pouco não foram três. A equipe de Enderson Moreira vencia com um gol do zagueiro Bruno Uvini até os 45 minutos do segundo tempo, quando o artilheiro Leandro empurrou para a rede e deixou o placar em 1 a 1. Resultado que não é bom para os dois.

Com 36 pontos, a Chapecoense segue próxima da zona de rebaixamento. Já o Peixe, com 46, vê a cada rodada suas chances de conquistar uma vaga no G-4 diminuírem. Até por isso, o clube prioriza a Copa do Brasil, pela qual faz uma das semifinais com o Cruzeiro nesta quarta-feira.

Enquanto o Santos agora viaja para Minas Gerais, a Chapecoense descansa para enfrentar o Flamengo só no domingo, no Maracanã. No mesmo dia, o Peixe volta a entrar em campo pelo Campeonato Brasileiro, desta vez para receber o Internacional, na Vila Belmiro.

Leandro Damião e Abuda, Chapecoense x Santos  (Foto: Marcio Cunha / Agência Estado)
Leandro Damião e Abuda disputam a bola na Arena Condá (Foto: Marcio Cunha / Agência Estado)

O jogo

Um brigando para escapar do rebaixamento. O outro tentando manter viva a esperança por uma vaga no G-4. E o jogo entre Chapecoense e Santos começou de maneira eletrizante na Arena Condá, com ótimas chances para cada um em menos de dez minutos. Para bola parar no fundo da rede também não demorou. Aos 12, em cobrança de escanteio, Bruno Uvini subiu mais que todo mundo e testou abrindo o placar. Substituto de Edu Dracena, o zagueiro não jogava desde agosto, quando quebrou os ossos da face durante partida com o Cruzeiro.

O gol cedo fez os planos do técnico Jorginho mudarem e, ainda no primeiro tempo, ele tirou o volante Abuda para a entrada do atacante Fabinho Alves. Depois, trocou Camilo por Bruno Rangel e deixou o time bastante ofensivo. Assim, deu espaço atrás para o Peixe, que podia ter ampliado com Damião e também com Gabriel, mas não aproveitou. E quem não faz… Já nos acréscimos da partida, a Chapecoense foi premiada por sua ousadia. Após cruzamento de Fabinho Alves, o artilheiro Leandro botou na rede e deixou um placar mais justo.

Cicinho e Tiago Luis, Chapecoense x Santos  (Foto: Getty Images)
Santos não segura a Chapecoense e sofre empate aos 45 do segundo tempo (Foto: Getty Images)
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Chapecoense 5 x 0 Internacional

5 x 0

27ª RODADA
EM NOITE HISTÓRICA, CHAPECOENSE APLICA 5 A 0 NO INTER NA ARENA CONDÁ
Equipe catarinense aproveita noite de má atuação do terceiro colocado do Brasileirão e não perdoa em dia de trio Leandro, Camilo e Diones

A cidade de Chapecó viveu uma noite histórica na noite desta quinta-feira. Nem o torcedor mais otimista da Chapecoense poderia prever a goleada de 5 a 0 sobre o Inter na Arena Condá no Campeonato Brasileiro, em partida válida pela 27ª rodada. Na noite da reestreia de Nilmar pelo Colorado, os protagonistas da festa foram o atacante Leandro e o volante Diones. Cada um marcou dois gols. Camilo completou de pênalti, a noite inesquecível para os catarinenses. Inesquecível também para os colorados que viram o sonho do título brasileiro ficar mais distante.

Foram as maiores goleadas. No lado do Inter, o time havia perdido de 5 a 0 somente uma vez assim em um Campeonato Brasileiro: diante do São Caetano, fora de casa, em 2003. Estreante na Série A, a Chape aplicou sua maior goleada em edições do Brasileirão.

Com o estádio lotado, os torcedores assistiram a um jogo aberto e de muita criação. Os donos da casa precisavam da vitória para fugir da zona do rebaixamento e não se intimidaram diante de um adversário mais tradicional. O Inter havia sido derrotado pelo líder Cruzeiro na rodada anterior e buscava a recuperação. O time até teve um início superior, mas apresentou pouca criatividade. Tanto que o meia D’Alessandro nem retornou para o segundo tempo.

Com o resultado, a Chapecoense chega a 31 pontos e sobe para a 14ª posição. O Inter segue com 47 pontos e na terceira colocação da tabela. Os dois times voltam a campo neste domingo. O Verdão encara o Bahia às 16h na Arena Fonte Nova. No mesmo horário, o Colorado recebe o Fluminense no Beira-Rio.

diones chapecoense inter  (Foto: Cleberson Silva / Chapecoense)
Diones comemora o primeiro dos cinco gols da goleada história da Chape sobre o Inter
(Foto: Cleberson Silva / Chapecoense)

O Jogo
Com mais ímpeto, o Inter foi para cima e iniciou melhor a partida. A Chapecoense apenas monitorava as ações do adversário e tentava escapadas rápidas ao ataque com Camilo e Tiago Luis. O capitão D’Alessandro, que renovou por mais dois anos com o Colorado, estava em uma noite ruim. Motor do time vermelho, ele pouco criou e se irritou em algumas jogadas, como numa falta dura em cima de Ricardo Conceição.

O Verdão do Oeste foi crescendo aos poucos. Iniciou timidamente com chutes de Ricardo Conceição que paravam na defesa. Depois, Dida fez uma grande defesa em cabeceio de Leandro. Mas o goleiro colorado não conseguiu pegar a testada de Diones, aos 35 minutos. Estreante na Chape, o lateral Jussandro cruzou na medida para o volante empurrar a bola para as redes. Cinco minutos depois, Leandro recebeu a bola livre na entrada da área e ampliou para o time da casa.

Diante do placar adverso, o técnico Abel Braga promoveu duas substituições. Colocando jogadores da mesma posição. D’Ale saiu para entrada de Valdívia. E Ernando ganhou a vaga de Juan. As mudanças surtiram efeito nos primeiros minutos do segundo tempo. O Colorado voltou melhor e jogando ofensivamente, enquanto a Chape reforçava a marcação.

Mas quem balançou as redes foi o time da casa. Com 14 minutos, Camilo colocou a bola na área. Leandro dominou e tocou no canto de Dida. A partir daí o Inter ficou perturbado em campo. Saía ao setor ofensivo de forma desorganizada e deixava espaços atrás. Após cobrança de falta, o volante Diones aproveitou o rebote e fez o 4 a 0. E cabia mais um. No final da partida, Dida foi expulso após falta dentro da área. O time vermelho não podia mais fazer substituições, e o atacante Rafael Moura foi para o gol. Camilo cobrou no canto, e o He-Man nem se mexeu. “Um, dois, três, quatro, cinco”, cantavam os torcedores da Chape no final.

 

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