Flamengo 2 x 0 Ponte Preta

O JOGO

A ILHA É DO URUBU!

Nova casa do Flamengo, a Ilha do Urubu foi inaugurada com o pé direito para os rubro-negros. Depois de quatro jogos sem vencer, o clube carioca derrotou a Ponte Preta por 2 a 0, gols de Réver e Leandro Damião. Foi o zagueiro quem balançoua  as redes pela primeira vez na nova casa do clube carioca. Já o marcado pelo centroavante contou com cruzamento do garoto Vinicius Junior, que pela primeira vez teve participação direta em um gol desde que estreou nos profissionais.

 

O jogo não foi dos mais bonitos. O Flamengo sofreu com a falta de aproximação entre seus jogadores e não atacava muito no primeiro tempo. Com isso, a Ponte Preta também não aproveitava muito os contra-ataques e chamava o adversário para o campo de ataque. A vantagem no placar ao fim da etapa inicial ajudou o Flamengo a cadenciar a partida e buscar com mais tranquilidade o segundo gol, que selou o resultado.

DESTAQUE

PANORAMA

Com a vitória, o Flamengo chegou aos 10 pontos e subiu da 15ª para a 10ª colocação na classificação. Já a Ponte Preta ficou estacionada nos mesmos dez pontos e caiu de quarto para nono.

 

O próximo desafio rubro-negro é o Fla-Flu, domingo, 16h, no Maracanã. Já a Ponte Preta encara o Santos no Pacaembu, no sábado, às 21h.

DESTAQUE

PÚBLICO E RENDA

Público Pagante: 13.006

Público Presente: 13.981

Renda: R$ 788.649,20

DESTAQUE

VINICIUS JUNIOR

O garoto de 16 anos fez mais uma boa partida pelo Flamengo. Com bonitos dribles, jogadas para frente e velocidade, o camisa 20 do Rubro-Negro foi premiado, mas ainda não fez gol. O atacante recebeu de Leandro Damião na ponta direita, levantou a cabeça e cruzou para o centroavante marcar. Foi a primeira vez que Vinicius participou diretamente de um go do Flamengo. No fim, desgastado, saiu com cãibras

DESTAQUE

DARÍO CONCA

Depois de mais de dez meses sem jogar e no Flamengo desde janeiro, o argentino Darío Conca finalmente estreou. Com a camisa 19, o meia entrou aos 37 minutos do segundo tempo no lugar de Diego. Foram pouco mais de dez minutos em campo, mas deu tempo de arriscar um chute a gol, que foi defendido com tranquilidade por Aranha

DESTAQUE

ARMADURA BRANCA

Além da inauguração da Ilha do Urubu, a partida marcou também a estreia da nova segunda camisa do Flamengo, batizada de “Armadura Branca” em enquete com os torcedores. O uniforme, predominantemente branco, com duas listras verticais pretas e uma vermelha na direção do peito, recebeu muitas críticas da torcida desde que foi lançado.

DESTAQUE

PRIMEIRO TEMPO

Os 45 minutos iniciais do jogo não foram de muita emoção. Até que a partida entrasse nos acréscimos, a única chance que aumentou os batimentos cardíacos do torcedor foi quando Vinicius Junior chegou na linha de fundo, cruzou e Leandro Damião não chegou por pouco. Até que aos 47, Réver subiu mais do que o marcador e cabeceou um pouco acima de Nino Paraíba, que chegou a resvalar antes de a bola entrar.

DESTAQUE

SEGUNDO TEMPO

A etapa final também começou tímida, mas o segundo gol do Flamengo não demorou a sair. Aos 13, Damião recebeu um chutão e tocou de cabeça para Vinicius Junior. O camisa 20 levantou a cabeça, enxergou o avanço do centroavante e cruzou de volta. Damião se antecipou a Aranha e testou firme para o gol vazio.

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Avaí 1 x 1 Flamengo

O JOGO

Nem Conca, nem Vinícius Júnior, nem Marquinhos, nem Romulo. Quem se tornou o protagonista do empate entre Avaí e Flamengo em 1 a 1, em Florianópolis, foi o árbitro Paulo Vollkopf. No fim da partida, ele voltou atrás após marcar um pênalti para o time da casa e anulou o lance, o que gerou muita reclamação. A polêmica jogada ofuscou um duelo sem brilho técnico, que teve seu ápice nos gols de Romulo e Leandro Damião – este de bicicleta.

DESTAQUE

A POLÊMICA

O lance aconteceu aos 34 minutos do segundo tempo. Em contra-ataque do Avaí, Diego Tavares invadiu a área, se enroscou com Everton e caiu. Vollkopf marcou, mas os jogadores do Flamengo reclamaram muito com ele e os auxiliares. Após dois minutos e 20 segundos de paralisação, o árbitro voltou atrás. A revolta foi do lado do Avaí – Marquinhos, já substituído, foi expulsão por reclamação. Segundo o comentarista de arbitragem Paulo César de Oliveira, não houve falta na jogada.

DESTAQUE

PRIMEIRO TEMPO

Antes da polêmica, o jogo não empolgou. A entrada de Vinícius surtiu pouco efeito no Flamengo. Além de o garoto ter sentido a exigência física da partida, não teve ajuda. Apesar da proposta de manter a posse de bola, o Rubro-Negro errou passes demais e esteve confuso no ataque.

O Avaí, depois de começar mais cauteloso, percebeu as limitações do adversário e se soltou no fim do primeiro tempo, mas pouco ameaçou o gol de Thiago – Juan e Capa finalizaram de longe, mas sem direção.

DESTAQUE

SEGUNDO TEMPO

O Flamengo voltou para o segundo tempo com Mancuello no lugar de Willian Arão e até deu sinais de que melhoraria – Vinícius assustou em chute logo no primeiro minuto. Porém, a lentidão e falta de criatividade continuaram, e, mesmo com maior posse de bola, os cariocas não ameaçaram.

Atento, o Avaí aproveitou. Aos 10 minutos, em rápido contra-ataque, Willians lançou Romulo, que saiu na cara de Thiago e tocou com categoria para abrir o placar. A reação rubro-negra veio cinco minutos, quando Leandro Damião pegou sobra na área e, numa bela bicicleta, empatou. Depois disso, o jogo voltou ao normal, com muitos erros, até a polêmica do pênalti.

DESTAQUE

OS NOVATOS

O goleiro Thiago e o atacante Vinicius Junior foram as novidades do Flamengo no time titular. O arqueiro foi pouco exigido e não teve culpa no gol do Avaí, mas teve alguns problemas de comunicação com os zagueiros. Já o jovem de 16 anos esteve discreto, sentiu a diferença física e só apareceu num chute rente à trave.

DESTAQUE

TABELA

Avaí e Flamengo seguem na parte de baixo da classificação. Os cariocas estão em 14º lugar, com sete pontos. Os catarinenses abrem a zona de rebaixamento, na 17ª posição, com cinco.

Os times voltam a campo na quarta-feira. O Avaí visita o Atlético-GO, às 19h30, e o Flamengo recebe a Ponte Preta, às 21h.

 

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Atlético Goianiense 0 x 3 Flamengo

O JOGO

FÁCIL, FÁCIL

A comemoração dos três gols deu o tom do momento do Flamengo: união. Everton, Leandro Damião e Rodinei, os artilheiros do 3 a 0 sobre o Atlético-GO, na noite deste sábado, no Serra Dourado, correram até o banco de reservas e fizeram questão de compartilhar o momento com os colegas e membros da comissão técnica. O resultado e a postura desta segunda rodada do Brasileirão amenizaram a recente eliminação na Libertadores.

DESTAQUE

PANORAMA

Com o resultado, o time carioca assumiu temporariamente a liderança do campeonato nacional. Tem quatro pontos. Pode perder o posto no domingo. O Dragão, com duas derrotas, ainda não pontuou. É o lanterna. Os dois times voltam a se enfrentar na quarta-feira, igualmente em Goiânia, pela Copa do Brasil – empataram sem gols no Rio no primeiro jogo das oitavas de final.

DESTAQUE

PRIMEIRO TEMPO

Com Pará, Ederson e Leandro Damião nas respectivas vagas de Rodinei, Berrío e Guerrero, o Fla não mudou apenas a escalação na comparação com a derrota de quarta-feira. A postura foi outra – facilitada também pela diferença de nível entre Atlético-GO e San Lorenzo, claro. A equipe carioca, porém, fez a sua parte e buscou o gol. Não deu campo ao rival e teve mais volume: 62% a 38% de posse de bola. Construiu a maior parte das jogadas pela esquerda, com Trauco. Foi o lateral quem cruzou para Damião dividir com Felipe. Na sobra, Everton abriu o placar. O time da casa pouco ameaçou e viveu de chutes de fora da área de Walter.

DESTAQUE

SEGUNDO TEMPO

O panorama continuou o mesmo na etapa final. O Fla conseguiu ser mais efetivo. Logo aos cinco minutos, após lindo lançamento de Trauco, Arão deu assistência para Damião ampliar. Rodinei fez o terceiro, aos 19, após pressão do ataque, com duas ótimas defesas de Felipe. Aos 35 minutos, Vinicius Junior entrou no lugar de Ederson- Zé atendeu ao pedido da torcida. Em três minutos, finalizou pela primeira vez para defesa do goleiro adversário. Fez outra jogada de efeito com chute interceptado pela defesa. O Atlético-GO continuou lento e sem força ofensiva, um rival totalmente dominado.

DESTAQUE

JOGADAÇA DE VINICIUS JUNIOR

Vinicius Junior entrou aos 35 minutos do segundo tempo. Em pouco tempo, fez uma jogada de efeito. Avança no meio de três e deu o drible da vaca em Bruno Pacheco. O chite cruzado foi afastado pela defesa.

DESTAQUE

EDERSON E RODRIGO SILVA

No segundo jogo após dez meses de recuperação de lesão no joelho esquerdo, Ederson deu susto. Ele dividiu lance com Rodrigo Silva e os dois bateram cabeça. Ambos sofreram cortes no supercílio e precisaram levar pontos no intervalo. Voltaram para o segundo tempo normalmente.

DESTAQUE
GUERRERO

O Flamengo divulgou a escalação oficial com Guerrero entre os titulares. Eram 17h49 (de Brasília). Porém, 19 minutos depois, anunciou que o centroavante não ficaria nem no banco de reservas por conta de desgaste físico.
– Depois do jogo de quarta-feira, o Paolo apresentou dores musculares, mas se colocou pronto, trouxemos ele na expectativa de que se recuperasse. Mas no aquecimento apontou cansaço, então, a gente resolveu poupar – explicou Zé Ricardo.

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Avaí 1 x 1 Cruzeiro

Em campo encharcado, Avaí e Cruzeiro lutam, mas ficam no empate

Com 1 a 1 na Ressacada, Leão da Ilha segue sem vencer e é pressionado pela zona de rebaixamento; a Raposa aumenta invencibilidade, mas vê o G-4 ainda mais longe

Nada de tática. Analisar formas de jogo de Avaí e Cruzeiro, neste sábado, foi algo complicado em função do estado do gramado. Com uma forte chuva antes da partida, muitas poças e poucas jogadas trabalhadas. Na base da luta, um 1 a 1, com gols de Romulo e Leandro Damião, que pouco ajuda os times em seus objetivos nesta reta final de Campeonato Brasileiro.

O Avaí vai a 35 pontos e segue ameaçado pela zona de rebaixamento. Volta a campo no próximo sábado. O adversário é o Atlético-PR, às 19h30, na Arena da Baixada. A Raposa vai a 45 e se afasta do sonho de chegar ao G-4. Às 17h do próximo domingo, tem pela frente o São Paulo, no Morumbi.

Néstor Camacho Avaí (Foto: Jamira Furlani/Avaí FC)
Avaí e Cruzeiro empataram na Ressacada: 1 a 1 (Foto: Jamira Furlani/Avaí FC)

O jogo
A água no gramado da Ressacada deu ao jogo poucos passes e muita disputa. Foram apenas 20 dos 45 minutos em que a bola rolou no primeiro tempo. As equipes esperavam uma falha defensiva para criar as oportunidades e, salvo um descuido, ninguém deu chance ao rival. Finalização com perigo, apenas uma do Cruzeiro, com Willian, mas em que a poça dentro da área o atrapalhou. Assim, nada de gols na etapa inicial.

A volta do intervalo não teve alterações nas propostas de jogo, até porque o gramado não permitiu. Mas ao contrário do primeiro tempo, o Avaí arriscou mais e conseguiu marcar. Em lindo chute, Romulo acertou o ângulo de Fábio, que nem se mexeu, aos seis minutos. Atrás do placar, o Cruzeiro logo mexeu. Leandro Damião entrou para tentar ganhar dos defensores do Leão.

E foi com o atacante que a Raposa empatou. Willian foi lançado e rolou para o meio da área. Damião, de carrinho, marcou para os visitantes. O empate era muito pior para o Avaí, que tentou se lançar ao ataque. Gilson Kleina deixou o Leão mais ofensivo, mas a tática de jogar bola na área não funcionou, e os pontos foram divididos.

 

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Cruzeirenses confundem uniforme e comemoram vitória do Palmeiras

O Palmeiras é o de azul, acreditem se quiser! (FOTO: Camaleão)

O Palmeiras é o de azul, acreditem se quiser!
(FOTO: Camaleão)

Um fato inusitado ocorreu no Allianz Parque e em todo o estado de Minas Gerais. Os cruzeirenses confundiram os uniformes das duas equipes e comemoram vitória do Palmeiras.

O Palmeiras jogou com um uniforme comemorativo azul e acabou criando a confusão. Durante a partida, os cruzeirenses presentes no estádio comemoraram os gols do Palmeiras e reclamaram muito no momento do gol do time celeste.

Nas ruas de Minas Gerais, também foi possível ouvir muitos fogos de artifício, buzinas e gritos de incentivo para a Raposa.

O Palmeiras em 2015 quer tanto ser o Cruzeiro, que depois de contratar diretor, técnico e jogadores, até veste azul!

 

Palmeiras 2 x 1 Cruzeiro – Copa do Brasil 2015

Palmeiras vence o Cruzeiro por 2 a 1 e leva vantagem mínima para o Mineirão

Gols do Verdão são marcados por Cleiton Xavier e Rafael Marques; Damião desconta para a Raposa, que precisa vencer só por 1 a 0 para ir às quartas da Copa do Brasil

O Palmeiras ganhou por 2 a 1 do Cruzeiro no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Com a vitória em sua arena nesta quarta-feira, o time paulista pode empatar na volta, em Belo Horizonte, para chegar às quartas. Como fez um gol fora de casa, basta ao time mineiro vencer por 1 a 0 – se fizer 2 a 1, a decisão da vaga será disputada nos pênaltis.

Palmeiras x Cruzeiro Rafael Marques (Foto: Marcos Ribolli)
Rafael Marques comemora o segundo gol do Palmeiras na arena alviverde nesta quarta-feira
(Foto: Marcos Ribolli)

 

Na próxima quarta-feira, às 22h, a Raposa recebe o Verdão no Mineirão para o jogo de volta das oitavas da Copa do Brasil. Antes disso, no domingo, na abertura do segundo turno do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro volta a São Paulo para enfrentar o líder Corinthians; em BH, o Palmeiras visita o vice-líder Atlético-MG.

O jogo

Marcelo Oliveira surpreendeu na escalação do Palmeiras: tirou Rafael Marques – desgastado, segundo o técnico – e colocou Zé Roberto; no lugar de Alecsandro, optou por Barrios. O objetivo era congestionar o meio de campo e sair em velocidade.

Palmeiras x Cruzeiro Leandro Damião (Foto: Marcos Ribolli)
Leandro Damião festeja o importante gol do Cruzeiro na capital paulista (Foto: Marcos Ribolli)

Deu certo no início do primeiro tempo: aos 7 minutos, Cleiton Xavier abriu o placar, invadindo a área após assistência de Barrios. Mas parou por aí. Aos 25, Arouca saiu machucado, e Marcelo resolveu soltar mais sua equipe com Rafael Marques.

Depois quase só deu Cruzeiro. O time de Vanderlei Luxemburgo, centralizando a maioria das jogadas em Leandro Damião, chegou com perigo em chances com o centroavante, Alisson e Charles. O gol de empate demorou a sair, mas saiu. Aos 4 minutos do segundo tempo, Fabrício lançou na área para Damião, que não desperdiçou a oportunidade.

Após o empate, a Raposa passou a tocar mais a bola, desistindo de apostar todas as bolas em Damião. O jogo ficou mais aberto. E o Verdão, mesmo chegando menos, ficou novamente na frente após cruzamento de Dudu para cabeçada de Rafael Marques, aos 17.

Da metade da etapa final para frente, as ações ficaram mais concentradas no meio com as alterações dos treinadores . A vantagem inicial é do Verdão, embora o uniforme usado tenha sido azul, principal cor do adversário. Mas a possibilidade de passar com vitória por 1 a 0 anima a Raposa para a decisão no Mineirão.

 

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Vasco 1 x 3 Cruzeiro

Em São Januário, Cruzeiro passa fácil pelo Vasco, que segue sem vencer

Raposa alcança a terceira vitória seguida sob o comando de Luxemburgo, que mantém aproveitamento de 100%. Sob vaias, cariocas afundam na zona da degola

Ainda não foi neste sábado que o Vasco conseguiu a primeira vitória no Brasileirão. Em São Januário, o time carioca foi derrotado por 3 a 1 pelo embalado Cruzeiro e viu a crise aumentar na Colina. Por outro lado, a Raposa chegou ao terceiro triunfo seguido e segue com 100% de aproveitamento desde a chegada do técnico Vanderlei Luxemburgo. Leandro Damião, duas vezes, e Charles, em falha gritando de seu xará – goleiro do Vasco -, marcaram os gols dos mineiros. Rodrigo, em bela cobrança de falta, descontou no fim.

Com o resultado, o Cruzeiro saltou cinco posições na tabela e ocupa agora a 8ª colocação, com 10 pontos. Sem vencer no campeonato e com apenas dois gols em sete rodadas, o Vasco segue na penúltima posição, com três pontos, à frente apenas do Joinville.

Os torcedores que pagaram por ingressos bem que tentaram apoiar o time. Até o primeiro gol do Cruzeiro, as arquibancadas de São Januário apoiaram. No segundo tempo, especialmente, o que se ouviu foram muitas vaias e gritos de “vergonha”. Muita gente deixou São Januário mais cedo e não viu o gol de honra do Vasco, nos minutos finais.

Jogadores do Cruzeiro comemoram gol (Foto: Marcelo Regua / Light Press / Cruzeiro)
Leandro Damião abriu o caminho para a vitória da Raposa. Atacante marcou dois gols
(Foto: Marcelo Regua / Light Press / Cruzeiro)

O Vasco começou melhor e animou a torcida em São Januário. Ao contrário dos últimos jogos, o time apresentou boa movimentação e conseguiu levar perigo ao gol defendido por Fábio. Em chutes da entrada da área, Emanuel Biancucchi e Gilberto quase marcaram. Mas foi o Cruzeiro, até então discreto, que saiu na frente. Caucaia perdeu a bola no meio de campo, o time mineiro saiu em velocidade, e Marquinhos achou Leandro Damião na entrada da área.  O atacante ainda tirou Luan da jogada e bateu com tranquilidade: 1 a 0. O time carioca deixou o primeiro tempo sob vaias.

Doriva Vasco (Foto: Paulo Fernandes / vasco.com.br)
Vasco, de Doriva, segue sem vencer no Campeonato Brasileiro
(Foto: Paulo Fernandes / vasco.com.br)

Na volta do intervalo, o Vasco ensaiou uma reação, mas não encontrou espaços para criar, uma vez que o Cruzeiro se fechou. Novamente, quando o Cruz-Maltino estava melhor em campo, a Raposa respondeu com gol. Charles recebeu de Willian e, de fora da área, chutou fraco. Seu xará, o goleiro Charles, do Vasco, falhou e aceitou. O Vasco desabou com o segundo gol, e a Raposa logo ampliou com Leandro Damião, em chute de fora da área. Quase no fim, Rodrigo descontou em cobrança de falta e marcou o gol de honra do Cruz-Maltino.

 

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Renato Maurício Prado comenta o rebaixamento do Botafogo à Serie B do Campeonato Brasileiro

A queda do Botafogo já era mais do que esperada. A derrota para o Santos, por 2 a 0,  foi apenas a pá de cal que enterrou de vez o Glorioso, no fecho de um de seus piores anos em toda a história. Um desastre anunciado desde o início da temporada, quando o alvinegro carioca se viu sem um tostão para pagar seus jogadores e funcionários, por conta de um bloqueio de 100% de suas rendas, face à exclusão do Ato Trabalhista, por sonegação. O presidente Maurício Assumpção, que chegou a ter excelentes momentos na direção do clube (vide Seedorf, vaga na Libertadores, título estadual etc), acaba saindo como um dos piores dirigentes da história do clube. Me parece injusto, se forem contabilizados prós e contras, mas a torcida é assim mesmo e a última impressão, infelizmente, é a que fica.

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 01/12/2014

Santos 2 x 0 Botafogo

2 x 0

37ª RODADA
APAGOU: SANTOS VENCE E REBAIXA O BOTAFOGO COM DOIS GOLS DE DAMIÃO
Com futebol inofensivo, Alvinegro carioca chega à 22ª derrota ao longo de todo o Campeonato Brasileiro e vai disputar a Série B pela segunda vez
Aconteceu de novo com o Botafogo. Os resultados de sábado até ajudaram, mas com as próprias pernas o alvinegro não conseguiu se manter na elite do futebol brasileiro. No clássico que em outros tempos era símbolo da era de ouro do futebol brasileiro – dos dias mais gloriosos do alvinegro carioca -, o time de Garrincha, Nilton Santos, Jairzinho, Gérson e de tantos craques, caiu pela segunda vez para a Série B do futebol brasileiro. O time que mais perdeu no campeonato chegou à 22ª derrota em 37 jogos e, com 33 pontos, deu adeus à Primeira Divisão. O Santos, de férias, venceu a partida por 2 a 0 – gols de Leandro Damião, aos dois e aos 44 minutos do segundo tempo – na Vila Belmiro e chegou aos 50 pontos.

Foi a queda anunciada de um clube que vinha em frangalhos desde o início da temporada, no fim da gestão Maurício Assumpção, que saiu da presidência na última semana. Carlos Eduardo Pereira assume o clube na Série B e com a responsabilidade de reestruturar desde as finanças até montar um time, já que mais de 10 atletas estão em fim de contrato.

As modificações ao longo do ano foram muitas. Do time que perdeu para o Santos neste domingo, apenas Jefferson e Gabriel estavam em campo na estreia no Brasileiro. Uma equipe toda modificada – seja por negociações ou vontades presidenciais -, com garotos que fazem suas primeiras partidas pelo Botafogo e um técnico que já tentou de tudo um pouco, não foi capaz de ameaçar o Santos no alçapão da Vila.

O discurso de Jefferson, na saída para o intervalo, mostrava que a queda estava a caminho:

– Estamos muito devagar. Parece que eles estão lutando por título, Libertadores… – disse, entre o desânimo e o nervosismo, o goleiro.

Jogadores do Botafogo contra o Santos (Foto: Michel Filho / Agência o Globo)
Gabriel chora na saída de campo, na Vila: o Botafogo está rebaixado (Foto: Michel Filho / Agência o Globo)

Primeiro tempo já anunciava a queda

No jogo da vida para o Botafogo, o time de Vagner Mancini parecia quase morto desde o início. Com menos de um minuto quase sofreu gol no primeiro dos 18 passes errados do time no primeiro tempo. Robinho arriscou de longe, e a bola passou à direita do gol de Jefferson, que estava praticamente batido no lance.

O goleiro do Botafogo e da seleção brasileira ainda teria um pouco de sorte e trabalharia bem mais. Aos nove minutos, David Braz perdeu um gol fácil na cara de Jefferson. Pouco depois, após linda caneta de Robinho em Dankler, o goleiro botafoguense encaixou chute colocado do atacante santista. No fim do primeiro tempo, Andreazzi afastou mal e Gabriel cabeceou na trave. Jefferson, que não podia fazer nada, apenas olhou.

Mas Dankler não. Com o dedo em riste, ele foi para cima do jovem meia do Botafogo, que reagiu empurrando o zagueiro. A turma do deixa disso logo evitou uma briga que poderia render duas expulsões e piorar ainda mais as coisas.

Damião entra, liquida jogo e o Botafogo

Leandro Damião comemora gol do Santos contra o Botafogo (Foto: Mauro Horita / Agência estado)
Leandro Damião comemora gol do Santos contra o Botafogo: algoz (Foto: Mauro Horita / Agência estado)

O mesmo Dankler, que por pouco não brigou com o companheiro de equipe, dançou de vez quando Leandro Damião, que entrou para o segundo tempo, o driblou duas vezes dentro da área. O atacante do alvinegro praiano bateu no cantinho, sem chance para Jefferson: 1 a 0 para o Santos aos dois minutos da etapa final.

Vagner Mancini havia feito todas as substituições permitidas até os 11 minutos de segundo tempo. Entraram Murilo, Gegê e Maikon para que o Botafogo ameaçasse um pouco mais o Santos. E nada mudou. Quem continuou trabalhando mesmo foi Jefferson. Até os 30 minutos, os santistas perderam, pelo menos, três chances. Numa delas, o ex-botafoguense Renato, de cabeça, obrigou Jefferson a fazer mais uma grande defesa.

Sem força, o Botafogo era praticamente inofensivo. André Bahia e Gegê tentaram, mas sem ameaçar Aranha. No contra-ataque, o Botafogo escapava de levar gol graças a uma certa displicência santista. Mas Damião tinha vontade. O atacante, reserva durante quase todo o Brasileiro, tentou duas vezes até encher o pé e mandar de vez o Botafogo para a Segunda Divisão. Era um triste, mas previsível desfecho para o Alvinegro carioca.

 

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Santos 1 x 0 Bahia

1 x 0

27ª RODADA
DAMIÃO DÁ RESPOSTA A CARTOLA, E SANTOS DERRUBA SÉRIE INVICTA DO BAHIA
Contestado por ex-presidente, atacante garante quarto triunfo seguido do Peixe, que fica mais perto do G-4, e encerra série invicta do Tricolor

A declaração do ex-presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, de que a contratação de Leandro Damião era equivalente a  “apostar em um pangaré” no turfe, pareceu ter inflamado o camisa 9. Foi dele, de cabeça, o gol que garantiu a vitória por 1 a 0 sobre o Bahia, na Vila Belmiro, nesta quinta-feira, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado encerrou uma sequência de quatro partidas de invencibilidade do Tricolor e levou o Peixe ao quarto triunfo consecutivo, o terceiro pelo Brasileirão.

O centroavante foi o destaque do jogo. Além de balançar as redes, quase marcou um golaço de bicicleta na etapa inicial. O Bahia, apesar da boa sequência (três vitórias e um empate), não reagiu à blitz rival do primeiro tempo. A entrada de Marcos Aurélio no segundo tempo até deu mais mobilidade ao ataque, que pressionou no fim, mas não conseguiu furar a marcação santista.

Com a vitória, o Santos foi aos 42 pontos e está a quatro do grupo que vai à Libertadores, em sétimo lugar. O Peixe tem a melhor campanha do returno do Brasileirão, com 16 pontos. O Bahia, parado nos 30, perdeu duas posições – é o 16º – e continua ameaçado pelo Z-4.

As equipes voltam a campo no domingo. O Santos visita o Criciúma, no Heriberto Hülse, às 18h30. Mais cedo, às 16h, o Bahia recebe a Chapecoense, na Fonte Nova.

Santos x Bahia - Leandro Damião (Foto: Miguel Schincariol / Agência Estado)
Leandro Damião foi o destaque do Santos no confronto (Foto: Miguel Schincariol / Agência Estado)

O jogo

Com o Bahia recuado, apenas Kieza atuou à frente – William Barbio e Emanuel Biancucchi só subiam quando a equipe tinha a bola -, o Santos tomou conta do primeiro tempo. Geuvânio, na direita, comandou a blitz e infernizou Railan, criando pelo menos três chances de gol, que não foram bem aproveitadas. À esquerda, Patito era menos acionado, mas, quando a bola chegou, ele cruzou na medida para Leandro Damião, aos 10 minutos, marcar de cabeça. O atacante ainda quase ampliou de bicicleta, aos 39. Preso em seu campo, o Tricolor não conseguia respirar. Só assustou uma vez, aos 29, mas Rafael Miranda perdeu na cara de Vladimir.

No segundo tempo, Gilson Kleina, que seria expulso no fim, por reclamação, tentou corrigir a ineficácia ofensiva do Bahia com a entrada de mais um atacante, Marcos Aurélio. De seu pé direito, aos 17, saiu a melhor chance dos visitantes: uma cobrança de falta que parou na trave. Marcando forte, o Peixe tentava encurtava espaços e até levava a melhor nos desarmes: foram 29, contra 18 do Tricolor, mas sem a intensidade da primeira etapa. Geuvânio, que acertou o travessão aos 14, e Lucas Lima tentavam comandar o time, sem sucesso. Com os baianos ganhando espaço, Enderson fechou o meio colocando Leandrinho no lugar de Damião, que saiu muito aplaudido. O time da casa, menos ofensivo, tocava a bola tentando o contra-ataque. Gabriel perdeu chance incrível, que, para sorte dos santistas, não fez falta. Afinal, o Bahia pressionou muito no fim e só não empatou porque Kieza errou cabeçada após cobrança de escanteio, já nos acréscimos.

 

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