Joia Rara vai estrear na Armênia amanhã

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C´est fini
A partir de maio, o público armênio poderá acompanhar  “Joia Rara”, de Thelma Guedes e Duca Rachid, vencedora do Emmy 2014 de Melhor novela e um dos destaques da MipTV em Cannes.
Será exibida às 19h30 na Armenia Public TV, no lugar de “Amor à Vida”.

 

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Flávio Ricco comenta prêmio que a novela Joia Rara ganhou nos Estados Unidos

Aplausos

24.nov.2014 – Duca Rachid e Thelma Guedes, autoras de “Joia Rara”, concorrem na categoria Telenovela na 42ª edição do Emmy Internacional Reprodução/Twitter/iemmys

O quarto Emmy da Globo, com “Joia Rara”, veio premiar o trabalho de um conjunto, mas especialmente o talento de Thelma Guedes e Duca Rachid.

 

Autoras de grande talento, com um sucesso atrás do outro e que não por acaso já foram guindadas para o horário das 9 da noite.

 

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Vencedora do Emmy, Joia Rara sofreu com indiferença do público

Carmo Dalla Vecchia (Manfred) e Mel Maia (Pérola) em cena da novela Joia Rara, da Globo
Por RAPHAEL SCIRE, em 25/11/2014 · Atualizado às 10h29

Existe uma semelhança entre a vencedora do Emmy de 2013 na categoria melhor novela, Lado a Lado, e Joia Rara, produção que levou a estatueta ontem (24), na 42ª edição do prêmio, um dos mais importantes no mercado televisivo mundial. Além de os dois folhetins terem sido exibidos às 18h na mesma emissora, a Globo, tanto Lado a Lado quanto Joia Rara sofreram com a indiferença do público e os relativamente baixos índices de audiência, na casa dos 18 pontos na Grande São Paulo.

As duas novelas enfrentaram, ainda, o horário de verão, período em que os televisores, habitualmente, tornam-se segunda opção de lazer, principalmente na faixa em que foram exibidas. Nada disso, porém, comprometeu o trabalho final e as impediu da conquista do Emmy.

De Thelma Guedes e Duca Rachid, Joia Rara certamente não foi a melhor novela da dupla, posto este ocupado por Cordel Encantado (2011), que levou a fábula dos contos de fadas para o folhetim televisivo, misturando, ainda, com elementos nordestinos. Nem de longe, Joia Rara teve o frescor de novidade de Cordel, mas teve, sim, um acabamento estético maior e melhor, fruto do amadurecimento da direção de Amora Mautner, responsável pelos dois produtos. É preciso registrar que a fotografia soturna às seis da tarde causou estranhamento no início, mas tal problema foi suavizado ao longo da novela.

A própria Duca Rachid afirmou, na entrega do Emmy, que talvez Joia Rara tenha sido o trabalho mais difícil que realizou. Nem tanto pela reconstrução da época, mas mais pela pressão diária à qual a novela foi submetida. Joia Rara sofreu, também, de dois males: um didatismo exagerado na explicação da filosofia budista, na tentativa de se comunicar com todos os públicos, e uma barriga enorme no quarto final da trama, quando o vilão Manfred (Carmo Dalla Vecchia) parecia fazer um jogo de gato e rato com o mocinho Franz (Bruno Gagliasso), e a história não seguia adiante.

Obviamente, Joia Rara teve pontos positivos, principalmente por conta de sua ambientação nos anos 1940, o que permitiu às autoras explorarem um rico período histórico e cultural do Brasil, como a eclosão dos movimentos sindicais e o início do teatro de revista _tudo, claro, inserido em um contexto diretamente ligado à trajetória dos personagens.

O núcleo do cabaré foi um dos atrativos da história e atrizes “coadjuvantes” tiveram status de protagonistas, como foi o caso de Mariana Ximenes (Aurora) e Letícia Spiller (Lola). Aqui, mais uma vez, o rigor da produção falou mais alto: cenários luxuosos e figurinos que despertaram a cobiça das telespectadoras, fato raro para uma trama de época.

O Emmy é a consagração da novela depois das turbulências de quando foi apresentada e também da Globo como produtora de ficção televisiva no Brasil. É importante salientar, porém, que os concorrentes ao prêmio são inscritos pelas próprias emissoras e a Globo é uma das patrocinadoras do evento. De um modo geral, o Emmy vale mais para a produção impecável de Joia Rara do que pela história em si.

Joia Rara divide com Lado a Lado a pior audiência das 18h

A Globo enfrenta baixa audiência no início da noite.

Joia Rara, de Thelma Guedes e Duca Rachid, teve seu último capítulo exibido nesta sexta-feira, 04/04. A trama, segundo a aferição do Ibope na Grande São Paulo, teve uma média de 18 pontos ao longo de seus 173 capítulos. O folhetim igualou ao recorde negativo de Lado a Lado, de Claudia Lage e João Ximenes Braga. Confira as médias das últimas novelas exibidas na faixa das 18h: Vida da Gente – 22 Amor Eterno Amor – 23 Lado a Lado – 18 Flor do Caribe – 21 Joia Rara – 18 No Painel Nacional de Televisão (PNT), Joia Rara alcançou uma média de 20 pontos. A antecessora, Flor do Caribe, obteve 25 pontos no território nacional.

O Planeta TV

Enfoque NT: O grande desfecho de “Joia Rara” e o possível fiasco

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Divulgação/TV Globo

 

Quem foi telespectador de “Joia Rara”, não teve como não se emocionar com o último capítulo da trama, nesta sexta (04).

Escrita por Thelma Guedes e Duda Rachid em 173 capítulos, o que não faltou foi emoção e um exemplo de uma excelente história, além da pregação de amor ao outro. O budismo teve papel preponderante no desenvolvimento do folhetim e ajudou “Joia Rara” a se tornar mais uma bela história no horário das 18h.

O budismo

Tema pouco discutido nos folhetins e na mídia, muita gente se perguntava o que é budismo. Talvez os autores não tenham mergulhado no tema como gostariam. Mas o budismo, ao contrário do que se pensa e muita gente acha, não é uma religião. É uma filosofia que prega a paz individual e interior, além da lei do desapego e de amor ao próximo.

O foco, talvez, tenha espantado o grande público. A princípio, um monge reencarnar em uma menina anos depois pode parecer ridículo para alguns. Mas, quem usou isso como critério para determinar que não assistisse “Joia Rara”, perdeu uma grande obra.

Os desfechos

Para quem acompanhou a trama, certamente não ficou desapontado com nenhum final dos personagens. O que é bastante gratificante para quem torceu pelos atores que ali representavam.

Inclusive, ter Glória Menezes no papel de Pérola em sua fase adulta, e contar os destinos dos outros personagens, além de ter feito um discurso emocionante sobre a paz mundial em uma conferência sobre o assunto, foi formidável, criativo e surpreendente.

Aliás, seria injustiça deste espaço não reconhecer o talento ímpar dessa menina, Mel Maia, ao ter dado vida a Pérola, a jovem que foi reencarnação de Ananda Rinpoche (Nelson Xavier). Convenceu e emocionou.

Outro grande destaque da novela foi, sem dúvida, Manfred (Carmo Dalla Vecchia). Um vilão de traços e surtos psicóticos, perigoso e mau por essência, que também convenceu e despertou a ira de quem assistia.

Em “Joia Rara”, a ala de mocinhos e vilões era muito bem delineados e definidos. É o famoso 8 ou 80. E é aí que está o perigo: cair no clichê, como o folhetim caiu por diversas vezes ao longo dos capítulos. Se fosse um pouco mais curta, seria ainda melhor para não cair naquele grande imbróglio onde o telespectador fica de saco cheio com tanta enrolação, como no núcleo humorístico de Aurora (Mariana Ximenes) e Lola (Letícia Spiller).

Embora a trama tenha tido, de fato, diversas “barrigas”, não apagou seu brilho.

Sem esquecer…

… a atuação sublime de José de Abreu como Ernest Hauser. De vilão a “mocinho”, Ernest tinha com Pérola uma bela química em cena. Ernest era um homem com métodos arcaicos e cruéis para conquistar o que queria, e os momentos com a neta era onde não parecia nada disso. Derretia-se todo e no fim da vida, acabou descobrindo o amor e cumpriu sua missão, conforme Pérola fazia questão de repetir após sua morte.

Audiência

Como se sabe, “Joia Rara” não foi um suprassumo nos números do Ibope. Deu 18 pontos de média geral e 22 no último capítulo. Teve um desempenho ruim, mas é mais das produções da Globo que certamente conquistará prêmios internacionais.

A Globo não atravessa um bom momento “ibopicamente” falando. E isso afetou “Joia Rara”. A má performance de “Malhação”, a pior ainda de “Além do Horizonte”… É o efeito sanfona. Mas, repito: isso também não apaga a grande produção que foi “Joia Rara”.
Contatos do colunista: thiagoforato@natelinha.com.br – Twitter: @Forato_

Apesar dos tropeços, novela Joia Rara termina com saldo positivo

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Por RAPHAEL SCIRE, em 04/04/2014 · Atualizado às 19h44

Antes mesmo da estreia, Joia Rara era cercada de expectativas, afinal, trazia a assinatura de Thelma Guedes e Duca Rachid, dupla responsável pelo último grande sucesso das seis até então, Cordel Encantado (2011), e a direção de Amora Mautner, da hiper-elogiada Avenida Brasil (2012). O elenco também era composto de nomes que haviam trabalhado nas duas produções e, assim, esperava-se que a novela das seis que acabou hoje (4) fosse um estrondoso sucesso.

Mas no meio do caminho havia algumas pedras a atrapalhar a caminhada da trama. A primeira, sem dúvidas, foi o horário de verão, que afugentou a audiência, aquém das expectativas da emissora. Outras questões estruturais foram resolvidas com o passar do tempo, a exemplo da direção soturna, que aos poucos foi ganhando mais cor, e o texto, que deixou de ser tão didático e acompanhou a leveza dada pela direção às imagens.

Séria demais, Joia Rara padeceu também pela falta inicial de humor, mas as autoras foram sagazes ao introduzirem paulatinamente certa graça nos núcleos do cortiço e da pensão. Marcelo Médici, confortável em um terreno que domina bem, foi o destaque com seu Joel. A dobradinha com Cleontina (Luana Martau) funcionou e a delicadeza com que foi tratada a homossexualidade do personagem na reta final merece a atenção. Interessante notar que o público da faixa, diferentemente de Amor à Vida, não foi tão receptivo ao casal Joel e Aderbal (Armando Babaioff). Vale aqui a iniciativa das autoras em apostar nesse triângulo.

Mariana Ximenes foi outra que roubou a cena, algo que já era de se esperar, uma vez que usar Mariana num papel coadjuvante seria muito desperdício. Na pele da intrépida e voluntariosa Aurora, a atriz mostrou sua versatilidade e provou que não existe papel pequeno. Foi uma grata surpresa descobrir sua veia cômica.

casal de protagonistas, Franz (Bruno Gagliasso) e Amelinha (Bianca Bin), também teve química e foi amparado, ainda, pelo talento da pequena Mel Maia, que deu vida à filha deles, Pérola. A garota, sem dúvidas, monopolizou a novela, brilhando do começo ao fim. É incrível como, apesar da idade, Mel consegue transbordar emoção, vide a cena da morte do avô.

Tal qual Lado a Lado, a trama de época foi recheada com fatos históricos reais, como a eclosão dos movimentos sindicais no Brasil e o início do teatro de revistas. Ponto positivo pela abordagem e fidelidade dos fatos sem prejuízo para as histórias.

Obviamente, houve desacertos. Na tentativa de emular o sucesso de Avenida Brasil, a trama de vingança de Silvia (Nathalia Dill) não avançou e a personagem, pensada para ser vilã, acabou conquistando o público. O resultado foi sua redenção, recurso também utilizado para Ernest (José de Abreu), outro que ganhou a simpatia dos telespectadores _mais uma vez, a presença de Mel Maia contribuiu para o sucesso de outro personagem.

Como folhetim não existe sem vilão, toda a sorte de maldades acabou caindo nos ombros de Manfred (Carmo Dalla Vecchia), que soube segurar o rojão, e sua mãe, Gertrude, defendida por Ana Lucia Torre com maestria. Justamente por esse fato, cabe apontar uma pequena barriga na história, já no terço final, em que absolutamente nada ocorria e o que se via na tela era um jogo de gato e rato entre Manfred e o casal protagonista. Ficou cansativo.

O último capítulo cumpriu com sua cota de “clichês de último capítulo” com uma sequência de casamentos (cinco no total), mas foi bonito, em especial, o show que selou a paz entre Aurora e Lola (Leticia Spiller). E o epílogo da novela coube àquela personagem que foi a razão de ser de Joia Rara, Pérola, desta vez vivida por Gloria Menezes, que contou o que aconteceu aos outros personagens e fez um discurso sobre a paz e o amor, “a verdadeira joia rara da vida”.

Em suma, as qualidades técnicas de Joia Rara, como figurino capaz de despertar a cobiça de telespectadores_ fato raro para uma trama de época_, além de cenários e fotografia caprichados contribuíram para embalar uma boa novela, ainda que tenha tido uns tropeços aqui e ali.

James Akel comenta erros históricos na novela Joia Rara

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A novela Joia Rara é um exemplo de coisas que no passado não aconteceriam na TV Globo.

Um leitor desta coluna, político atento e colecionador de carros, escreveu-me o que vai a abaixo no texto.

O Partido Comunista foi extinto no Brasil em 1947 mas na novela tem deputado comunista em 1948.

E em 1948 aparece um carro de polícia do ano de 1951.

Alguém vai me dizer que o que escrevi é preciosismo e que novela é fantasia.

Mas mesmo a fantasia de novela não pode falsear a realidade.

Numa fantasia ninguém pode dizer que o Brasil fica ao lado da Europa.

Da mesma maneira não pode uma fantasia dizer que Colombo descobriu o Brasil.

E por aí vai o que não pode existir numa fantasia.
No tempo de Boni isto não aconteceria.

Escrito por jamesakel@uol.com.br às 01h44 no dia 04.04.2014

Elenco de Joia Rara vai assistir ao último episódio de Joia Rara

 

Carlos Henrique Schroder, diretor-geral da Globo, vai receber nesta quinta-feira toda a equipe de “Joia Rara” para um evento comemorativo ao final dos trabalhos da novela. Amanhã, também no Rio, o pessoal se reúne para acompanhar a exibição do último capítulo. Duca Rachid e Thelma Guedes, autoras, entram de férias, mas ficam na expectativa sobre duas sinopses já entregues, uma delas para a faixa das 21 horas .

 

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Nicette Bruno agradece apoio por morte do marido Paulo Goulart

Atriz volta à novela “Joia Rara”

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Divulgação

A atriz Nicette Bruno, que recentemente perdeu o seu companheiro e marido Paulo Goulart, que faleceu no último dia 13, falou sobre como será voltar para as gravações da novela “Joia Rara”.

Em entrevista ao jornal “Extra”, Nicette agradeceu bastante o apoio das autoras da trama, Duca Rachid e Thelma Guedes, e da direção da novela, que a ajudaram bastante para que ela pudesse aguentar a dor da perda, como ela mesmo diz: “Estou bem na medida do possível. Sei que estão fazendo o trabalho de vocês, e só tenho a agradecer ao carinho da imprensa e do público. Não posso deixar de atendê-los. Haverá uma cena da volta de Santinha ao cabaré. Ela viajou. Amora Mautner, diretora, e as autoras, Thelma Guedes e Duca Rachid, tiveram o cuidado de me afastar, para que eu tivesse esses dias para suportar essa saudade, essa dor, essa falta”.

Nicette também disse que o trabalho irá ajudá-la a ficar mais forte e aceitar mais a perda do marido, já que ela e Paulo foram casados por 60 anos: “o espetáculo continua. O trabalho me fortalece para que eu possa passar por esse sentimento. A nossa profissão nos faz superar dores que o público sequer tem o conhecimento. O trabalho de ator foi uma constante em nossa vida. Eu sei que o Paulo agiria da mesma forma se fosse o contrário. A dor vai até o momento em que todos nós nos reencontrarmos. A vida não começa no nascimento, nem termina no túmulo. A máquina do ator continua funcionando”.

“Joia Rara” chega ao fim na próxima sexta (4), quando dará lugar para “Meu Pedacinho de Chão”, que estreia na próxima segunda (7). A novela é um remake do original escrito por Benedito Ruy Barbosa, entre 1971 e 1972. Esta refilmagem terá a direção de Luiz Fernando Carvalho.

NaTelinha

 

Gravações de Joia Rara terminam nesta semana

 

Existe a expectativa que até quarta-feira, no máximo, a Globo deve dar por encerradas as gravações de “Joia Rara”.

O último capítulo será exibido na próxima sexta, com reprise no sábado.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery