Dólar sobe 48% em 2015, maior alta anual em quase 13 anos

A moeda norte-americana subiu 1,83%, a R$ 3,948 para venda.
Já a Bovespa fechou no vermelho e termina 2015 com queda anual de 13%.

dolar VALE (Foto: G1)

O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (30), numa sessão marcada por poucos indicadores econômicos, após a briga para a formação da Ptax e o volume reduzido acentuarem a valorização da moeda norte-americana na última sessão regular do ano.

Em 2015, a moeda subiu 48,49% sobre o real. Segundo a Reuters, foi o maior avanço anual em 13 anos. Em 2002, o dólar subiu pouco mais de 50% em relação ao real. Em dezembro, a alta da moeda foi de 1,58%.

A moeda norte-americana subiu 1,83%, a R$ 3,948 para venda.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, caía 0,2%, a R$ 3,8688.
Às 9h49, subia 0,4%, a R$ 3,8924.
Às 11h10, subia 0,31%, a R$ 3,8889.
Às 11h19, subia 0,77%, a R$ 3,907.
Às 12h, subia 0,67% a R$ 3,9029.
Às 13h, subia 2,41%, a R$ 3,9705.
Às 13h39, subia 2,67%, a R$ 3,9806.
Às 14h42, subia 3,15%, a R$ 3,9991.
Às 16h12. subia 2,2%, a R$ 3,9622.

A Ptax, taxa calculada pelo Banco Central que serve de referência para uma série de contratos cambiais, fechou a R$ 3,9048 para a venda.

“Acabando a Ptax, o mercado seguiu o cenário doméstico complicado”, disse à Reuters o especialista em câmbio da Icap, Ítalo Abucater. “O (lado) técnico não mudou, o cenário é ruim e o dólar para o primeiro trimestre segue a trajetória de alta”, completou.

dolar (Foto: G1)

Muitos operadores estão afastados das mesas entre os feriados do Natal e do Ano Novo. Por isso, as cotações têm ficado particularmente sensíveis a operações pequenas. “Como tem poucos ‘trades’ no mercado, fica mais fácil (para mexer as cotações)”, afirmou à Reuters o operador da uma corretora nacional, acrescentando que pelo fato de ser o último pregão do ano, muitos investidores trabalhavam para puxar os preços.

Cenário interno
Os investidores seguiam atentos à situação fiscal do país. Nesta tarde, a Secretaria do Tesouro Nacional informou que quitou todas as pedaladas fiscais neste ano.

dolar (Foto: G1)

“A gente já sabe que vai ter esse acerto… É previsível que tenha déficit grande este ano e isso precisa ser ajustado para não ter o mesmo problema no ano que vem”, disse à Reuters o gerente de câmbio da TOV Corretora, Reginaldo Siaca.

O mercado tem reagido com força às incertezas políticas e fiscais no país, temendo que a presidente Dilma Rousseff volte atrás e afrouxe o compromisso com o ajuste fiscal diante da pressão de seu impeachment no Legislativo. Essa percepção foi fortalecida recentemente pela substituição de Joaquim Levy por Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda.

O dólar em 2015
A moeda norte-americana subiu 48,49% sobre o real neste ano, considerando a cotação de fechamento de 30 de dezembro de 2014, de R$ 2,6587. Segundo a Reuters, esta foi a maior alta anual desde 2002, quando o dólar subiu mais de 50% no ano por incertezas do mercado envolvendo a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Variação anual do dólar
2008 alta de 31,9%
2009 queda de 25,5%
2010 queda de 4,1%
2011 alta de 12,6%
2012 alta de 8,9%
2013 alta de 15,3%
2014 alta de 12,78%
2015 alta de 48,49%

Este também foi o quinto ano consecutivo de avanço do dólar em relação ao real, com alta acumulada no período de cerca de 137%, ainda de acordo com a Reuters.

Em 2014, a alta anual havia sido de 12,78%. Já em 2013, a valorização anual foi de 15,3% – na ocasião a maior desde 2008.

O dólar começou 2015 abaixo dos R$ 3. Passou esse patamar na cotação de fechamento pela primeira vez em março, quando, no dia 5, terminou a sessão cotado a R$ 3,0115. Na ocasião, foi a primeira vez que o dólar fechou acima de R$ 3 desde 2004.

Em setembro, fechou acima do patamar de R$ 4 no dia 22, cotado a R$ 4,0538. Foi a primeira vez que o dólar fechou acima de R$ 4 na história. Na sessão seguinte, fechou no maior valor da história, a R$ 4,1461. Ao todo, a moeda fechou acima dos R$ 4 por seis vezes neste ano.

Expectativas para 2016
Economistas ouvidos pelo G1 esperam que em 2016 o câmbio continue volátil, mas não apontam possibilidade de o dólar voltar a patamares mais baixos.

“O câmbio vai continuar extremamente volátil para cima e para baixo. Se a gente chegar a um equilíbrio econômico, tende dar uma equilibrada num patamar um pouco abaixo do que estamos hoje. Porém, quanto mais tempo demorar para isso acontecer, menor vai ser a redução entre a taxa que estiver vigorando e a taxa que vai vigorar depois do equilíbrio – ou seja, o dólar vai cair menos”, explica o professor Tharcisio Souza Santos, das Faculdades de Economia e de Administração da FAAP.

“Eu não espero nenhum absurdo de subida a não ser que aconteça uma desgraça completa”, acrescenta Santos.

o câmbio de 2015 apenas corrigiu a inflação de 1994 até agora, a dos EUA menos a do Brasil”
Judas Tadeu Grassi Mendes, da EBS Business School

Pedro Rossi, Professor da Unicamp e diretor do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica, cita ainda como fator que tende a deixar o câmbio volátil em 2016 o cenário internacional, com o mercado de olho no ritmo do aperto monetário nos Estados Unidos após a primeira subida da taxa de juros em quase uma década.

“A situação internacional não se definiu, a política americana ainda não está claramente definida nos seus objetivos”, diz. “A incerteza com relação a esse movimento de juros internacional provavelmente vai ditar uma volatilidade grande na taxa de câmbio.”

O professor Judas Tadeu Grassi Mendes, da EBS Business School, afirma que “o dólar não subiu muito em 2015, e sim voltou ao equilíbrio”. “O câmbio de 2015 apenas corrigiu a inflação de 1994 até agora, a inflação dos Estados Unidos menos a do Brasil.”

Bovespa fechou no vermelho
A bolsa fechou no vermelho no último pregão do ano, com queda de 0,7% nesta quarta-feira, aos 43.349 pontos. No ano, a Bovespa caiu 13,31%. Foi a terceira desvalorização anual seguida. A perda anual de 2015 é bem maior que a anterior – em 2014, a Bovespa teve desvalorização de 2,91%. Já em 2013, a queda anual da bolsa foi de 15,5%, na ocasião a maior desde 2011.

 

G1.COM.BR

Gerson Camarotti comenta a saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda

 

A queda de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda já é considerada no núcleo do Palácio do Planalto como uma vitória do ex-presidente Lula.

Nos últimos meses, Lula intensificou, nos bastidores, críticas à política econômica e vinha aconselhando a presidente a substituir Levy.

Nelson Barbosa, novo titular da Fazenda, é um nome de confiança de Lula e, quando esteve fora do governo, frequentava o Instituto Lula, em São Paulo.

Nas conversas com Dilma, Lula argumentava que Levy fazia uma política econômica muito voltada ao fiscal, o que estava agravando a situação do país.

Nessas conversas, Lula alertava que a política de Levy afastava Dilma de sua base social, o que era um risco, principalmente em meio a um momento de fragilidade política do govenro em razão do processo de impeachment da presidente Dilma.

Por isso, então, o grupo de Lula pressionava por essa saída.

Como informou o Blog, havia torcida organizada dentro do Planalto pela queda de Joaquim Levy.

A saída dele foi antecipada para esta semana, segundo o Planalto, por movimentos feitos pelo próprio Levy.

 

Fonte : Coluna de Gerson Camarotti no G1

Relembre vitórias e derrotas de Joaquim Levy como ministro da Fazenda

Ex-ministro emplacou algumas medidas, mas fracassou no ajuste fiscal.
Mudança da meta fiscal foi determinante para a saída do ex-ministro.

Joaquim Levy em conversa com jornalistas nesta sexta-feira (18) (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
Joaquim Levy em conversa com jornalistas nesta sexta-feira (18)
(Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

O ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deixa o governo sem cumprir o que prometeu. Vai levar no currículo uma coleção de derrotas na batalha para conduzir o ajuste fiscal, mas também algumas vitórias. Assumiu o cargo com a fama de “mãos de tesoura”, mas saiu de mãos atadas, sem fazer jus ao apelido que recebeu por cortar “na carne” os gastos públicos.

Já escolhido para o Ministério da Fazenda, antes mesmo de assumir a pasta, Joaquim Levy apresentou, em novembro de 2014, as bases do seu plano para a economia brasileira. A estratégia previa, principalmente, medidas para colocar em ordem as contas do governo – que encerrariam aquele ano comdéficit inédito de R$ 32 bilhões.

Na ocasião, o futuro ministro declarou ter liberdade para implementar as medidas. “A autonomia está dada. O objetivo é claro. Os meios a gente conhece. (…) Quando uma equipe é escolhida, há confiança”, afirmou. Essa autonomia, no entanto, foi questionada ao longo de sua permanência no ministério.

Menos de um ano depois, a saída aconteceu após Dilma decidir reduzir a meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) de 2016 para 0,5% do PIB, contrariando o que Levy sempre defendeu: manter a meta de 0,7% do PIB como último estandarte para garantir a retomada da confiança no Brasil e o crescimento econômico.
“Estou ligeiramente ofuscado”, desabafou Joaquim Levy um dia após o governo ter decidido pela redução da meta de 2016.


VITÓRIAS

Fim das desonerações
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendeu a medida provisória que reduziu a desoneração da folha de pagamentos das empresas, que beneficiou alguns setores. O então ministro chegou a chamar as desonerações de “brincadeira” que saiu “extremamente cara”.Quem pagava alíquota de 1% de contribuição previdenciária passou agora para 2,5%. Quem pagava 2% passou a contribuir com 4,5%. A mudança começou a valer em junho.


Menos repasses ao BNDES
Antes mesmo de assumir o comando da Fazenda, Levy apontou que, para atingir a meta de superávit primário, seria necessário não fazer novos repasses a bancos públicos. A nova equipe econômica mudou essa política e cortou a transferência de recursos para o banco público neste ano.


Aumento de tributos
Para aumentar a arrecadação, Levy conseguiu emplacar o retorno da Cide, tributo que incide sobre os combustíveis nas refinarias e repassado ao consumidor nos postos, assim como oaumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre todas as operações de crédito de ,5% para 3%. Essas medidas, no entanto, não foram suficientes para impedir uma queda brusca na arrecadação federal este ano.


Benefícios da Previdência
O projeto da “minirreforma” previdenciária foi anterior à entrada de Levy, mas ele
defendeu as mudanças que dificultaram o acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários, tornando mais rigorosas as regras para receber o seguro-desemprego, a pensão por morte e o auxílio doença. Outras medidas, como as mudanças no seguro-defeso e cortes no abono salarial, não foram para a frente – mas conseguiu-se postergar os pagamentos desse último benefício. O então ministro também defendeu as mudanças propostas pelo governo para as novas regras da aposentadoria (fórmula 85/95, que substitui o fator previdenciário), que na prática aumentam o tempo exigido para obter o benefício pelo INSS.


Vetos contra a pauta-bomba
Levy batalhou, junto ao presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), para que o Congresso mantivesse os vetos da presidente à chamada pauta-bomba, projetos de lei que iam contra as medidas do ajuste fiscal.
Entre os vetos que saíram vitoriosos, estão o reajuste dos servidores do Judiciário entre 53% e 78%. Levy também defendeu o veto contra o projeto que estende para todos os aposentados e pensionistas as regras de reajuste anual do salário mínimo.


FRACASSOS

Cortes no Orçamento
Em maio, Levy não compareceu ao anúncio do bloqueio de R$ 69,9 bilhões no Orçamento de 2015, alegando estar gripado. A ausência foi interpretada como sua primeira grande derrota à frente da condução do ajuste fiscal, em meio a rumores de um desentendimento entre ele e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, quanto ao tamanho do corte.


Adiantamento do 13º salário aos aposentados
O Ministério da Fazenda havia discutido a suspensão do adiantamento de 50% do benefício por falta de recursos em caixa. O objetivo era pagar tudo somente na folha de novembro. Embora a antecipação do benefício não fosse obrigatória, ela ocorria há nove anos. A decisão de segurar o adiantamento causou polêmica e o Executivo precisou a rever sua posição. Mas a presidente Dilma Rousseff assinou o decreto que garantiu o adiantamento de parte do pagamento.


Meta fiscal de 2015
A primeira meta apresentada por Levy para o superávit primário (a economia que o governo deve fazer para pagar os juros da dívida pública) era de 1,2% do PIB em 2015, e de “pelo menos” 2% em 2016 e 2017. As derrotas nesse front foram várias. Em julho, a meta de superávit para 2015 foi reduzida para 0,15% do PIB. Em outubro, o governo jogou a toalha, e definiu para as contas públicas uma meta deficitária, com rombo de 0,8% do PIB – o que resultou na perda do grau de investimento do Brasil.


Meta fiscal de 2016
Para 2016, a meta também foi caindo. O próprio Levy já defendia, no fim do ano, uma economia de 0,7% do PIB. Mas o governo aprovou, no Congresso, uma meta ainda menor, de 0,5% – que teria sido o estopim da saída do ministro.


CPMF
Em julho, o governo propôs a volta da CPMF, com alíquota de 0,2%. O ministro era contra. Chegou a afirmar que não havia “perspectiva” para a volta do tributo, defendendo mais cortes de gastos, mas a proposta foi apresentada pelo governo no projeto do Orçamento. A previsão era arrecadar R$ 32 bilhões no próximo ano com o tributo – mas com a demora na tramitação, a estimativa agora é de R$ 10,3 bilhões.

 

G1.COM.BR

Nelson Barbosa assume o comando da Fazenda no lugar de Joaquim Levy

Atual ministro do Planejamento substituirá Joaquim Levy na pasta.
Para Barbosa, ajuste fiscal e recuperação econômica têm de andar juntas.

Joaquim Levy em conversa com jornalistas nesta sexta-feira (18) (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, substituirá Joaquim Levy no comando do Ministério da Fazenda. A troca será oficializada pelo Palácio do Planalto ainda nesta sexta-feira (18).

Com a ida de Barbosa para a Fazenda, ocorrerá uma segunda troca no primeiro escalão. O atual ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Simão, assumirá o Ministério do Planejamento. Ainda não há previsão de quando Barbosa e Simão serão empossados nos novos postos.

Homem de confiança da presidente Dilma Rousseff, Barbosa assume a chefia da área econômica do governo após discordar de Levy e se impor nos embates sobre as medidas para reestabelecer o reequilíbrio da dívida pública, sobretudo no que diz respeito ao nível da meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida).

Mais cedo, nesta sexta, a colunista do G1 Cristiana Lôbo já havia adiantado que Barbosa era onome mais cotado para substituir Levy. O colunista do G1 Gerson Camarotti também antecipou que o novo ministro da Fazenda seria o atual titular do Planejamento.

A troca de bastão no comando da economia brasileira ocorre pouco menos de um ano depois de Joaquim Levy ter assumido o posto. Ministro de perfil técnico, Levy se sentiu desprestigiado na função por ter sido vencido reiteradas vezes em disputas com o colega do Planejamento sobre definições da política econômica.

A trajetória de Nelson Barbosa
Economista de formação e com um perfil mais técnico do que político, Nelson Barbosa tem um perfil mais alinhado ao da presidente, embora seja visto pelo mercado como “desenvolvimentista”, uma vez que ao longo do ano conseguiu convencer a presidente Dilma de medidas e metas menos dolorosas do que as que eram propostas pelo colega Levy.

Com a promoção, Barbosa volta à Fazenda e assume definitivamente o posto de principal nome da equipe econômica e o cargo para o qual o seu nome vem sendo cogitado desde a época da substituição do ex-ministro Guido Mantega.

Desde o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Barbosa vem ocupando diferentes cargos do poder. Entrou no governo em 2003, no Ministério do Planejamento, permanecendo no governo até 2013, quando deixou a Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda após rusgas com Mantega e o ex-secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

Na Fazenda, Barbosa já ocupou as secretarias de Acompanhamento Econômico (2007 e 08) e de Política Econômica (2008 e 10), antes de ser levado por Mantega ao posto de secretário-executivo, sucedendo Nelson Machado, em 2011. Antes disso, também ocupou cargos no Ministério do Planejamento e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Na sua passagem anterior na Fazenda, foi responsável, além de negociar a reforma tributária, pelos estudos de medidas para aumentar o nível de atividade e os investimentos, como as desonerações tributárias implementadas pelo governo. Barbosa é apontado também como um dos mentores da chamada, representada por expansão fiscal, tentativa redução forçada de juros e maior controle do câmbio.

Barbosa é bacharel e mestre em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e PhD pela New School for Social Research. Foi remador na juventude no Rio de Janeiro, onde nasceu, e tem 1,90 metro. Barbosa trabalhou no comitê de reeleição do presidente Lula, em 2006, mas não é filiado ao PT. O novo ministro da Fazenda é casado e pai de um filho.

Embate com Levy
Os desentendimentos de Barbosa e Levy ficaram mais evidentes durante as sucessivas revisões das metas fiscais para 2015 e 2016.

O principal embate ocorreu em agosto, quando pela primeira vez na história foi apresentado pelo Planejamento um projeto de Orçamento prevendo gastos maiores que as receitas (déficit).

Após a agência de classificação de risco Standard and Poor’s (S&P) tirar o grau de investimento do Brasil, o governo acabou recuando da ideia, e manteve a proposta de Levy de perseguir um superávit de 0,7% do PIB.

Para perseguir a meta, entretanto, foi anunciado um pacote de cortes e de aumento de receitas, centrado muito mais na recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) do que no corte de despesas, o que representou mais uma vitória de Barbosa.

Ao chegar no Congresso, porém, a meta fiscal para 2016 voltou a enfrentar resistência. E, diante das ameaças de cortes em programas sociais como o Bolsa Família, o governo Dilma acabou decidindo em dezembro pela revisão da meta fiscal para 0,5% do PIB, deixando Levy mais uma vez em descrédito.

No dia seguinte, a Fitch anunciava a retirada do grau de investimento do Brasil, levando o país a perder o selo de país bom pagador em 2 das grandes agências internacionais de classificação de risco.

Em comunicado, o Planejamento minimizou o rebaixamento, afirmando ter “convicção” que a decisão da Fitch é “temporária” e que poderá ser revertida tão logo os resultados das medidas em andamento comecem a ter impacto sobre a economia, levando à recuperação do crescimento, à geração de empregos e ao reequilíbrio fiscal”.

Outras posições do novo ministro
O novo ministro já defendeu uma política de reajustes mais moderados para o msalário mínimo. Ao tomar posse no Planejamento, Barbosa chegou a dizer que iria “propor uma nova regra para 2016 a 2019”. Desautorizado por Dilma, entretanto, ele recuou e no dia seguinte disse que não haverá mudança na forma de cálculo do salário mínimo.

Ele também foi um dos defensores da redução dos repasses do Tesouro Nacional ao BNDES e da elevação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que serve de referência para os empréstimos do BNDES ao setor produtivo. A taxa vem sendo elevado desde o início de 2015 e está atualmente em 7,5% ao ano.

Barbosa vem defendendo o aumento dos investimentos em infraestrutura como motor para a retomada do crescimento e estava no comando da segunda etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL), que prevê R$ 198 bilhões nos próximos anos com concessões de aeroportos, rodovias, ferrovias e portos.

A posição defendida por Barbosa é a de que o ajuste fiscal e a recuperação do crescimento precisam andar juntas.

Ao defender na quinta-feira (17) a redução da meta de superávit primário de 2016, Barbosa disse que o objetivo de estabilizar os níveis de investimento do país.

“No momento que a economia brasileira atravessa, nós temos agora o desafio de estabilizar o nível de atividade econômica. E para estabilizar o nível de atividade econômica é crucial estabilizar o investimento”, disse.

 

G1.COM.BR

Dólar fecha em queda nesta sexta, mas termina semana no azul

Moeda caiu 0,43% frente ao real, a R$ 3,8906 na venda.
Mercado seguiu atento a desdobramentos da crise política e econômica.

O dólar fechou no vermelho nesta sexta-feira (23), em queda pelo segundo dia seguido, após altas e baixas guiadas ora pelo corte da taxa de juros na China, ora pela preocupação dos investidores com a situação fiscal e política do Brasil.

A moeda norte-americana caiu 0,43%, a R$ 3,8906 para venda, após cair mais de 1% na mínima da sessão, a R$ 3,8664. Na máxima, foi a R$ 3,9319. Veja a cotação do dólar hoje.

Moeda Compra (R$) Venda (R$) Variação (%)
Dólar Comercial 3,8889 3,8901 -0,45%

Na semana, o dólar acumulou alta de 0,44%. No mês de outubro, a moeda caiu 1,88%. Em 2015, avançou 46%.

Veja a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, subia 0,24%, a R$ 3,917.
Às 9h39, caía 0,71%, a R$ 3,8795.
Às 10h09, caía 0,5%, a R$ 3,8878.
Às 10h49, caía 0,17%, a R$ 3,9008.
Às 11h29, subia 0,51%, a R$ 3,9276.
Às 12h09, subia 0,21%, a R$ 3,9159
Às 12h39, caía 0,62%, a R$ 3,8832.
Às 13h43, caía 0,20%, a R$ 3,8995.

Às 14h09, caía 0,11%, a R$ 3,9031.
Às 14h29, caía 0,33%, a R$ 3,8944.
Às 15h05, caía 0,13% a R$ 3,902.

Às 15h29, caía 0,03%, a R$ 3,9064.
Às 15h59, caía 0,19%, a R4 3,90.
Às 16h29, caía 0,57%, a R$ 3,8854

“O mercado aproveitou preços mais baixos logo cedo e saiu comprando. A cautela com anúncio do déficit fiscal fez o mercado se defender”, disse à Reuters o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

Investidores temem que a deterioração das contas públicas possam levar o Brasil a perder seu selo de bom pagador com outras agências além da Standard & Poor’s, o que afastaria ainda mais capitais do país em um momento de intensa incerteza política.

Pela manhã, a moeda norte-americana registrou quedas firmes após o banco central da China afrouxar a política monetária para enfrentar a fraqueza na economia. O Banco do Povo da China reduziu suas principais taxas de juros e cortou a taxa de compulsório para todos os bancos, em um momento em que a fraqueza na segunda maior economia do mundo vem reduzindo a demanda por ativos de mercados emergentes.

Segundo o economista da 4Cast Pedro Tuesta, além de favorecer mercados emergentes por si só, os cortes são evidência de fraqueza na China e podem levar o Federal Reserve, banco central norte-americano, a manter os juros perto de zero por mais tempo. “O mercado vai acreditar que o Fed vai continuar ‘dovish'”.

Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos, equivalentes a venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou US$ 8,193 bilhões, ou cerca de 80% do lote total, que corresponde a US$ 10,278 bilhões.

Na véspera, a moeda norte-americana recuou 0,9%, a R$ 3,9075 na venda, após acumular alta de 3,75% em quatro sessões em meio a pressões internas e externas.

 

G1.COM

James Akel comment the laughing of Joaquim Levy in a meeting to increasing taxes

https://i0.wp.com/veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/files/2015/01/Joaquim-levy.jpg

There is social media a video in which the minister Joaquim Levy gives his laughter even than himself spoke saying that the Provisional Contribution on Financial Transactions would be for only a few years.

The audience started laughing and the minister also ended up laughing.

The audience gave disparaging laugh than he spoke.

He laughed at himself for the shit you said or find the funny can fuck with the evils package.

James Akel in 16/September/2015

James Akel comenta risada de Joaquim Levy em reunião para aumentar impostos

ECOA NAS MÍDIAS SOCIAIS VÍDEO DE MINISTRO DANDO RISADA

https://i0.wp.com/veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/files/2015/01/Joaquim-levy.jpg

Está nas mídias sociais um vídeo em que o ministro Joaquim Levy dá risada dele mesmo do que ele mesmo falou dizendo que a CPMF seria por apenas poucos anos.

A plateia começou a rir e o ministro também acabou rindo.

A plateia deu risada de descrédito do que ele falou.

Ele riu dele mesmo pela merda que disse ou por achar engraçado o pode se foder com o pacote de maldades.

 

 

Escrito por James Akel às 06h39 no dia 16/09/2015