Renato Maurício Prado comenta que o Fla-Flu de domingo promete

Promessa de jogão

O que salva esse combalido campeonato são os clássicos. Embora o de domingo passado tenha sido tecnicamente sofrível, ao menos foi muito disputado e, por causa do equilíbrio, até emocionante. Mas o que a pobre da bola apanhou dos jogadores dos dois lados não está em nenhum gibi. Houve determinados momentos em que se tinha a impressão de que estavam em campo 22 Guiñazus…

O Fla-Flu de domingo promete ser mais bem jogado. Afinal, apesar dos pesares, o Fluminense ainda é o time com maior número de jogadores capazes de fazer a diferença (Fred, Cavalieri, Jean, Wagner, o promissor garoto Gérson etc.), e o Flamengo parece ser a equipe taticamente mais bem ajustada, além de contar com um forte candidato a craque do torneio: Marcelo Cirino.

Junte-se a isso a necessidade absoluta de vitória do tricolor (que ainda disputa uma vaga no G-4, cabeça a cabeça com o Madureira), e a receita de uma grande partida parece completa — pois o Flamengo quer garantir o título da Taça Guanabara e eliminar o Fluminense das finais, o que, ao menos teoricamente, tornaria um pouco mais fácil o seu caminho até a conquista do Estadual em si.

Como diria o saudoso Nélson Rodrigues, “que os vivos saiam de suas casas, e os mortos, de suas tumbas”. Mas, por favor, não passem de 50 mil, que é, absurdamente, a capacidade máxima do Maracanã nos dias de hoje.

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 31/03/015

Renato Maurício Prado comenta Gol de Fred na vitória do Fluminense sobre o Boavista e relembra lance de Zico no Flamengo contra o Atlético Goianiense

Fred voltou a marcar no Campeonato Carioca Foto: Nelson Perez / Fluminense FC/Divulgação

Gols roubados

Na vitória do Fluminense sobre o Boavista, Fred se antecipou a Lucas Gomes, que já driblara o goleiro, e, de bico, roubou-lhe o gol certo (o segundo tricolor). Obviamente, o jovem, que abrira o placar no primeiro tempo, não falou nada e, sorridente, foi comemorar com o ídolo maior das Laranjeiras.

O lance, entretanto, me lembrou um outro, de Zico, no Flamengo. Num jogo no Serra Dourada, senão me engano contra o Atlético Goianiense, o Galo saiu fintando meio mundo e, depois de se livrar do goleiro, praticamente em cima da linha do gol, perdeu momentaneamente o controle da bola.

Quando já se preparava para dominá-la de novo, para empurrar para o fundo da rede, o centroavante Baltazar apressou-se em completar o lance, chutando por entre as pernas do maior craque da história rubro-negra.

Tentando um abraço para festejar o gol, o artilheiro de Deus viu Zico abaixar a cabeça e passar por debaixo de seus braços erguidos, sem aceitar o cumprimento. Furioso, é claro. Com inteira razão. Baltazar deve até hoje se arrepender desse lance…

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO –  13/02/2015

Renato Maurício Prado comenta a qualidade do elenco do Fluminense para 2015

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Ainda lambendo as feridas do final de seu longo e generoso patrocínio e da consequente perda de vários jogadores importantes (como Conca, Rafael Sóbis e os laterais Bruno e Carlinhos), o Fluminense vai se rearrumando e continua a ser, na minha opinião, o time tecnicamente mais forte do Rio.

A permanência de Fred foi fundamental para que uma espinha dorsal de respeito fosse mantida, com Diego Cavallieri, Jean, Wagner e o próprio Fred.

Vinícius, o substituto de Conca, tem mostrado qualidade e com as voltas de Gerson (meia-armador talentoso e promissor) e Kennedy (atacante que a torcida já conhece), da seleção sub-20, Cristóvão poderá armar uma equipe com condições de brigar pelo título carioca e não fazer feio no Brasileirão.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 06/02/2015

Unimed vai notificar jogadores e não pagará mais direitos de imagem

Ao deixar o Flu, empresa quer rescindir com atletas que recebem de 50% a 80% do salário. Presidente Celso Barros, porém, garante que honrará compromissos.

Anunciado na manhã desta quarta-feira, o fim da parceria entre Fluminense e Unimed surpreendeu muitos tricolores, mas vinha sendo costurado pelas partes há pelo menos 40 dias. Durante todo esse tempo, o presidente do clube, Peter Siemsen, e o presidente da cooperativa de médicos, Celso Barros, mantinham conversas para colocar um ponto final na relação e decidiam como fazer, o que ocorreu nesta terça-feira. Há um ponto que promete agitar o ambiente das Laranjeiras: o plano de saúde não pagará mais os direitos de imagens dos atletas que têm contrato em vigor com o clube. A empresa, porém, garante que honrará os contratos.

Fred, Treino do Fluminense nas Laranjeiras (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)
Fred é quem mais recebe da Unimed, mas empresa não deve mais pagar atletas (Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)

A nota da Unimed informa que a decisão é fruto de uma revisão da estratégia de marketing da empresa. No entanto, ela é baseada na grave crise financeira que a patrocinadora atravessa. Apesar de dar o vínculo como encerrado, Celso Barros ainda tem contratos a cumprir com vários jogadores: Fred, Conca, Henrique, Rafael Sobis, Walter, Jean, Wagner. Todos eles recebem direitos de imagem da Unimed. São valores que representam de 50% a 80% de seus vencimentos. Cícero passaria a receber a partir de janeiro de 2015.

Conca treino Fluminense (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)
Conca voltou ao Flu em 2014 com ajuda da empresa (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)

Segundo o GloboEsporte.com apurou, a Unimed quer rescindir os contratos unilateralmente e vai notificar os atletas. Ela alega que não tem como cumprir os acordos. Este foi um ponto que embasou o plano de reestruturação da empresa enviado à Agência Nacional de Saúde. Neste caso, os jogadores teriam de ir à Justiça. Celso espera que eles busquem outras equipes, o que o livraria da obrigação de cumprir com os pagamentos. O Fluminense, por sua vez, pretende adotar a postura de honrar a sua parte nos contatos com os atletas que quiserem ficar.

Duas figuras centrais representam a maior preocupação: Fred e Conca. O atacante e o meia são os maiores salários do elenco e juntos custam para a patrocinadora cerca de R$ 1,3 milhão por mês. Valor que chega a cerca de R$ 5 milhões se ampliado aos demais atletas.

Existem variações nos contratos. A rescisão de Darío Conca, por exemplo, é de R$ 12 milhões. Fred recebe R$ 650 mil de direitos de imagem da Unimed – o Fluminense paga mais R$ 300 mil (R$ 100 mil de CLT e R$ 200 mil de imagem). O documento prevê que ele receba o valor até o fim do contrato, em dezembro de 2015, mesmo em caso de ruptura entre clube e patrocinadora. Nos contratos mais recentes, não há esta cláusula.

FUTEBOL - FLUMINENSE - Peter Siemsen e Celso Barros (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)
Celso Barros (E) garante que Unimed honrará compromissos com os jogadores (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)

Em contato com o GloboEsporte.com, Celso Barros apresentou a sua versão sobre o caso. O presidente da Unimed garantiu que honrará os contratos apesar da crise financeira pela qual passa a empresa:

– Eu garanto: a Unimed vai cumprir todos os seus contratos com os jogadores do Fluminense. Os contratos serão honrados. Mesmo que a parceria tenha sido encerrada, mesmo que a marca da Unimed não esteja estampada no uniforme do clube.

Celso também explicou o motivo de encerrar o contrato com o clube do coração.

– Evidentemente que estamos nos reestruturando. Ano que vem será difícil à economia brasileira e, portanto, decidimos investir menos em marketing. A empresa se reestrutura a cada ano. É uma decisão que não é fácil, mas no mundo dos negócios é algo normal. A empresa não vai deixar de investir em esporte, mas o fará em escala menor. Bem menor. Acho que o saldo da parceria é positivo. Com exceção do ano passado, o saldo é ótimo. Começamos em 1999 na Série C. E crescemos. Tanto a empresa quanto o clube. Tivemos muitas conquistas. É extremamente positivo.

Peter Siemsen ainda não se pronunciou sobre o caso. O mandatário concederá entrevista coletiva nesta quinta-feira.

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Renato Maurício Prado comenta nomes de jogadores do Fluminense que poderão jogar no Palmeiras em 2015

O Palmeiras mira vários jogadores do Fluminense para reforçar o seu elenco no ano que vem: Diego Cavallieri, Wagner, Jean e Carlinhos são os principais alvos. Não é segredo que, na próxima temporada, o presidente Peter Siensem pretende enxugar consideravelmente a folha de pagamento tricolor (por causa da problemática renovação com a Unimed) e o mercado já se movimenta para aproveitar uma possível “queima de estoque”.

 

Renato Maurício Prado – O  GLOBO – 11/11/2014

Ponte Preta 2 x 2 Paraná

2 x 2

27ª RODADA
AINDA LÍDER, PONTE REAGE, EMPATA NO FIM E CASTIGA “CERA” DO PARANÁ CLUBE
Com dois gols de Alexandro, Macaca evita derrota após sair perdendo por 2 a 0. Tricolor perde chance de quebrar jejum de vitórias na Série B

A Ponte Preta contou com dois gols do artilheiro Alexandro, com o apoio da torcida e com a sua persistência para evitar uma decepção no Estádio Moisés Lucarelli na noite desta terça-feira. Após ir para o vestiário perdendo por 2 a 0, a Macaca reagiu no segundo tempo e buscou o empate por 2 a 2, pela 27ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Para o Paraná, o resultado foi um castigo à cera dos jogadores na etapa final. No último lance da partida, Ricardinho foi expulso ao impedir uma cobrança lateral, entrando na frente de João Paulo.

A igualdade no placar, pelas circunstâncias da partida, foi comemorada pelos 9.890 presentes no Majestoso. Depois de o Paraná abrir vantagem com gols de cabeça de Arthur e Jean, Alexandro deu a resposta para o lado alvinegro. Primeiro, de pênalti. Depois, ao completar jogada individual de Cafu aos 43 minutos da segunda etapa e chegar ao nono gol na Série B. Não fosse o goleiro Murilo Prates, com defesas incríveis ao longo de toda a partida, a Ponte alcançaria a virada.

Se não conseguiu a sexta vitória seguida, a Ponte pelo menos manteve a série invicta e se segurou na liderança, agora com 50 pontos, pelo menos até sábado, quando o Avaí, com 49, entra em campo contra o Náutico, na Ressacada, e o Joinville, com 47, pega o América-RN, em Natal. Na pior das hipóteses, o time termina a rodada na terceira colocação. Em relação à vantagem para o quinto colocado, o Ceará, caiu de seis para quatro pontos. Na parte de baixo da tabela, o Paraná completou o quinto jogo seguido sem vitória e chegou aos 32 pontos, ainda ameaçado pela zona de rebaixamento.

Ponte e Paraná voltam a campo na próxima terça-feira. Em Varginha, a Macaca enfrenta o Boa Esporte, enquanto o Paraná pega o Oeste, em casa, em duelo direto contra a degola. As duas partidas estão marcadas para as 19h30 (de Brasília).

Ponte Preta x Paraná (Foto: Rodrigo Villalba / Futura Press)
Ponte Preta segue na liderança isolada da Série B: 50 pontos (Foto: Rodrigo Villalba / Futura Press)

Paraná mostra eficiência pelo alto

O placar de 2 a 0 a favor do Paraná no primeiro tempo refletiu a eficiência tricolor e também expôs falhas da Ponte Preta que estavam adormecidas com a sequência de vitórias. Das atuações anteriores, a Macaca conseguiu repetir apenas a intensidade inicial. Com marcação forte, pressionou o Paraná, mas faltavam organização, troca de passes e eficiência ofensiva que viraram marca registrada da equipe. Ainda assim, a Macaca criou as melhores chances, mas Tiago Alves, de cabeça, Juninho e Cafu, na oportunidade mais clara, pararam em Murilo Prates.

Logo após Cafu desperdiçar lance cara a cara, o Paraná aplicou o primeiro golpe, com Arthur, de cabeça. Até então, o Tricolor concentrava os esforços na marcação e só saia na “boa”. A torcida da Ponte gritou alto, na tentativa de fazer o time não sentir o gol, mas uma nova desatenção defensiva deixou Jean livre na grande área para fazer 2 a 0, novamente de cabeça, após cobrança de falta.

Blitz da Ponte Preta dá resultado

Com Thomás no lugar de Renato Cajá, Guto Ferreira tentou dar mais velocidade ao ataque da Ponte. E conseguiu. A Macaca não deixou o Paraná respirar no segundo tempo. O pênalti convertido por Alexandro, aos 11 minutos, deu início à reação. A blitz continuou, e as chances se sucederam. Murilo Prates, em noite inspirada, evitou o empate em pelo menos três oportunidades.

Diante da pressão alvinegra, o Paraná começou a tentar ganhar tempo. Era um jogador caído a cada susto da Ponte. A cera paranista serviu de combustível para a Ponte não se entregar. Empurrada pela torcida, a Macaca acreditou até o fim e foi recompensada quando Cafu roubou a bola na intermediária, fez tudo sozinho, e Alexandro só completou de cabeça para as redes, aos 43. Nos acréscimos, os campineiros ainda buscaram a virada, mas o Paraná, ao menos, conseguiu segurar o empate.

 

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Paraná 1 x 1 Avaí

 1 x 1 

25ª RODADA
PARANÁ EMPATA COM GOL NO FIM, E AVAÍ DESPERDIÇA A CHANCE DE VOLTAR À PONTA
Tricolor marca aos 40 da etapa final e chega ao oitavo jogo sem perder na Vila Capanema. Avaí, que poderia assumir a liderança, cai para terceiro

Em duelo equilibrado e marcado por sequências invictas, Paraná Clube e Avaí ficaram no 1 a 1 na noite desta terça-feira, na Vila Capanema, pela 25ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O Tricolor, que chegou ao oitavo jogo seguido sem derrota em casa, fica no meio da tabela – 13° colocado com 31 pontos. Já o time catarinense, agora há 11 rodadas sem perder, cai para o terceiro lugar, com 46. Se tivesse vencido, a equipe da Ressacada assumiria a liderança.

O jogo teve 2.926 pagantes (3.371 ao todo e R$ 48.905 de renda), que viram um primeiro tempo equilibrado e com raras oportunidades. Depois, aos 15 do segundo tempo, o meia Marquinhos colocou o Avaí em vantagem. Os mandantes partiram para a pressão, e, aos 40, o volante Jean – que atuou improvisado na zaga – deixou tudo igual de cabeça.

O jogo desta terça-feira era marcado por reencontros. Além de Marquinhos, os técnicos Ricardinho e Geninho enfrentavam seus ex-clubes. E o atacante Giancarlo reencontrou o Tricolor. Após a negociação fracassada com o Coritiba, ele voltou a jogar pelo time – entrou no lugar de Adaílton, ainda no primeiro tempo, sob uma mistura de vaias e aplausos.

O próximo compromisso do Paraná será contra o Náutico, às 19h30 (horário de Brasília) de sexta-feira, na Arena Pernambuco. Já o Avaí recebe o Boa Esporte, às 16h10 de sábado, na Ressacada.

Parana X Avaí (Foto: Hugo arada / Agência estado)
Parana e Avaí empataram em 1 a 1 na Vila Capanema (Foto: Hugo arada / Agência estado)

 

Marquinhos e Jean garantem o empate

Ricardinho e Geninho apostavam em formações cautelosas, com marcação forte, à espera de um erro do adversário para balançar as redes. Os mandantes tentavam chegar ao gol na bola aérea e em lances de bola parada. Em uma das raras chances, o atacante Adaílton tentou de bicicleta, mas mandou para fora. Já o Avaí deixava seis jogadores atrás e o quarteto formado por Diego Felipe, Marquinhos, Anderson Lopes e Roberto livre na frente. Com movimentação intensa, eles confundiam a defesa. Dessa forma, Anderson Lopes e Marquinhos apareceram livres na área, mas pararam no goleiro Murilo, substituto do experiente Marcos.

No segundo tempo, o técnico Ricardinho – que já tinha colocado Giancarlo no lugar do machucado Adaílton – trocou Marcos Serrato por Júlio César para dar novo gás ao meio-campo. O Paraná, porém, seguiu sem criatividade. Já o Avaí, com o mesmo time e a mesma segurança na defesa, mostrou precisão no ataque. Aos 15, após jogada de Anderson Lopes pela esquerda, Marquinhos dominou na área e bateu para fazer 1 a 0. Com o resultado, o Tricolor partiu para a pressão. Giancarlo finalizou duas vezes para fora. Aos 40, o volante Jean aproveitou cobrança de escanteio e cabeceou no canto para deixar tudo igual.

 

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