Bahia 1 x 0 Macaé

Bahia sofre pressão, mas vence o Macaé com gol de Jaílton na Fonte

Zagueiro marca no início do segundo tempo e dá a vitória ao Tricolor, pela Série B do Brasileiro. Resultado devolve vaga no G-4, enquanto Leão fica em 14º

Há alguns dias, dizer que a defesa do Bahia seria responsável pela vitória da equipe sobre o Macaé poderia ser considerado uma loucura. Mas foi justamente isso que aconteceu na noite desta terça-feira, na Arena Fonte Nova, pela 24ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Com gol de Jailton e grandes defesas de Douglas Pires, o Tricolor venceu o time carioca por 1 a 0. Contudo, o triunfo não serviu muito bem para ajudar a fazer as pazes com o torcedor, que vaiou os jogadores ao final da partida.

A vitória desta terça-feira devolveu ao Bahia a vaga no G-4. O Tricolor foi a 41 pontos e subiu para a quarta posição na tabela. O Macaé, por sua vez, permanece com os 28, na 14º posição, e ainda próximo do Z-4.

Não haverá muito tempo para comemorações e lamentações. Na próxima sexta-feira, o Bahia terá mais um compromisso dentro de casa pela Série B. O Tricolor irá enfrentar o Bragantino, na Arena Fonte Nova. O Macaé também irá jogar em seus domínios, só que no sábado. A equipe irá encarar o Criciúma, no Moacyrzão.

Bahia gol contra o Macaé (Foto: Romildo de Jesus/Futura Press)
Bahia vence o Macaé na Arena Fonte Nova (Foto: Romildo de Jesus/Futura Press)

Entre vaias e aplausos

Após o final do primeiro tempo, um misto de vaias e aplausos vindos da torcida na Arena Fonte Nova. Meio satisfeito pelo time ter tomado a iniciativo do jogo, meio na bronca pelas oportunidades perdidas, o torcedor do Tricolor, maioria na Fonte, viu um Bahia com mais posse de bola, mas pouco efetivo nas finalizações. A melhor delas foi após uma boa jogada entre Ávine, Eduardo e Tiago Real. Este último recebeu livre dentro da área e chutou para a defesa de Rafael. Do outro lado, o Macaé jogou recuado,  aguardando a melhor oportunidade de contra-atacar. Embora com muita dificuldade em trocar passes, a equipe carioca também teve boas chances de abrir o placar. A melhor, logo aos quatro minutos, quando Fernando Neto recebeu cara a cara com Douglas Pires. O atacante caiu na área pedindo pênalti, mas o árbitro não marcou.

Redenção e falta de pontaria

A etapa final começou como no primeiro tempo, com o Bahia tomando a iniciativa do jogo e pressionando. Mas, dessa vez, o Esquadrão foi mais efetivo. Kieza já havia quase marcado aos cinco minutos após cruzamento, quando, aos seis, Jaílton aproveitou bate e rebate em cobrança de escanteio dentro da área do Macaé e empurrou para o gol. Atrás no placar, o time carioca se lançou ao ataque e teve grandes oportunidades de empatar a partida. Contudo, quando não encontrava Douglas Pires inspirado pela frente, a equipe barrava na falta de pontaria dos jogadores. Aos 19, Pipico conseguiu colocar por cima dentro da pequena área, sem goleiro. No final, o Macaé até diminuiu o ritmo, e o Bahia teve seguidas chances de matar o jogo. Mas a sequência de lances perdidos e a pressão do time carioca só fizeram o torcedor perder a paciência com os jogadores e vaiar o time ao final da partida.

 

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Bahia 4 x 1 Boa Esporte

Em tons de aço, Bahia vence o Boa na Fonte e dorme na ponta da Série B

Partida realizada na Arena Fonte Nova marca a estreia do terceiro uniforme tricolor, inspirado no apelido “Esquadrão de Aço”. Time mineiro segue no Z-4 da 2ª Divisão

Aço. Material composto basicamente de ferro e carbono. Pela resistência, tornou-se apelido do Super-Homem, mascote do Bahia, que também herdou a referência e virou Esquadrão de Aço. Nesta sexta-feira, o time baiano estreou o terceiro uniforme na cor da liga metálica, e mostrou que o cinza realmente lhe cai bem. Com um primeiro tempo fulminante, o Tricolor venceu o Boa Esporte por 4 a 1 na Arena Fonte Nova, em Salvador, pela 17ª rodada da Série B.

A partida teve atuação destacada do meia Eduardo, com duas assistências e um gol. Jailton, Kieza e Souza completaram o placar pelo Bahia, que desponta como um dos mandantes de melhor aproveitamento da Série B – sete triunfos e um empate em oito jogos. Tadeu descontou para o Boa Esporte.

O resultado coloca a equipe baiana na liderança provisória da Série B, com 31 pontos. O Bahia pode cair para a terceira posição no complemento da rodada. Para tanto, basta que Botafogo e Vitória vençam seus jogos, que serão realizados neste sábado. O Boa, por sua vez, permanece na 18ª posição, com 16 pontos, e pode ser ultrapassado pelo Mogi Mirim.

Na próxima rodada da Série B, o Bahia enfrenta o Náutico na Arena Fonte Nova, na terça-feira, às 19h (horário de Brasília). No mesmo dia, às 21h30, o Boa Esporte recebe o Macaé, em Varginha.

Kieza; Bahia; comemoração; Jailton; Fonte Nova (Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia)
Com uniforme novo, Bahia vence Boa Esporte com facilidade na Fonte Nova
(Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia)

Placar em tons de aço

O Bahia não precisou de muito tempo para mostrar ao Boa o motivo pelo qual é um dos melhores mandantes da Série B. A equipe mineira ainda se ajustava em campo quando, com três minutos, Eduardo cobrou escanteio da esquerda e Jailton apareceu no meio da área para abrir o placar na Arena Fonte Nova. O gol no início da partida deu a impressão de que o time baiano passearia em campo. O Boa, contudo, conseguiu equilibrar o jogo e criar boas chances. Desperdiçou todas e mostrou também a razão pela qual é um dos piores ataques da Segundona.

Enquanto o Boa perdia chances, o Bahia mostrava eficiência. Eduardo, mais uma vez, acertou linda assistência para Kieza, que passou entre os zagueiros do time mineiro e tocou na saída de Andrey.  No terceiro ataque, mais um gol. Yuri achou Vitor na grande área. O lateral cruzou rasteiro, Tiago Real deixou a bola passar e Eduardo tocou no canto da meta mineira. A partida se desenhava bastante tranquila para os baianos, até que, em lance de descuido da defesa, Tadeu completou de primeira e venceu Douglas Pires.

Pelo placar, era de se esperar um Bahia acomodado no segundo tempo. Mas o time de Sérgio Soares contrariou as expectativas e se manteve no ataque. Nem a saída de Eduardo, substituído por Rômulo, diminuiu o ímpeto tricolor, que ampliou o placar. Yuri costurou a zaga do Boa, teve o short rasgado por um adversário, e passou para Souza, na grande área, marcar o quarto gol. Com a goleada construída, o Bahia passou a cadenciar mais a partida. O Boa quase não conseguia chegar ao ataque com a bola trabalhada. Parecia não ter potência para superar uma equipe composta de aço.

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Ceará não vence o Joinville há 2 anos ! Relembre a última vitória …

Fortaleza, CE / Presidente Vargas (CE),Sábado, 15/09/2012 – 16:00

 4 x 3

25ª RODADA
COM POLÊMICA, VIRADAS E CONFUSÃO, CEARÁ DERROTA O JOINVILLE EM FORTALEZA
Alvinegro marca os primeiros com Itamar e Misael, sofre três seguidos, mas consegue a vitória com nova reação. JEC ainda teve gol anulado aos 49
Em partida com direito a duas viradas, chances desperdiçadas, bolas na trave, pênalti duvidoso, um gol contra de goleiro, outro anulado aos 49 do segundo tempo, e muita confusão, o Ceará bateu o Joinville por 4 a 3, na tarde deste sábado, no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. Depois de abrir dois de vantagem, com gols de Itamar e Misael, e ver-se atrás do marcador com três sofridos em sequência, o Vozão, guerreiro, retomou a frente no placar e conquistou os três pontos em casa. Já o JEC, também valente, chegou a reagir com gols de Lima, Jaílton, e um contra do goleiro alvinegro Fernando Henrique. Mas, em pênalti polêmico cobrado por Juca, e chute certeiro de Robert, a equipe catarinense volta para Santa Catarina com a segunda derrota no nordeste.

No último minutos da partida, aos 49 do segundo tempo o Joinville ainda teve um gol anulado pelo árbitro Alício Pena Júnior. Fato que desencadeou uma confusão generalizada. Jean Carlos e Ivan ainda foram expulsos após o apito final. O goleiro do clube catarinense saiu de campo chorando, após ter voz de prisão decretada pela polícia ainda no gramado, por desacato à autoridade.

O Ceará chega, com o resultado, à sexta partida invicta, e alcança o mesmo número de pontos, 41, do rival da partida deste sábado, válida pela 25ª rodada da Série B. Com o resultado, o Vozão reafirma a reação na competição, enquanto os catarinenses veem o sonho do acesso ficar cada vez mais longe.

O Ceará enfrenta na próxima rodada o Atlético-PR, no Gigante do Itiberê, no sábado que vem, às 15h (de Brasília). Já a equipe catarinense volta a seus domínios para receber o Paraná Clube, na sexta, às 21h, na Arena Joinville

Eusebio e Mauricio, Joinville e Ceara (Foto: Lc Moreira / Futura Press)
Eusébio e Maurício, na vitória do Ceará sobre o Joinville, por 4 a 3 (Foto: Lc Moreira / Futura Press)

Primeiro tempo de clichês e namoro com as traves

Vindo de cinco jogos invicto, o Ceará aproveitou a força do seu estádio para um início avassalador. Logo aos cinco minutos, o Alvinegro acertou a trave por duas vezes seguidas. Na primeira, com Misael, a bola explodiu no travessão, mas teimou em não entrar. Mas no rebote, Itamar não perdoou. O atacante ainda deu um drible desconcertante antes de meter o bico da chuteira no couro, que beijou a trave direita de Ivan antes de morrer no fundo das redes.

Do outro lado, o ataque não teve a mesma eficiência. Há seis partidas sem marcar, Lima teve a chance de deixar, logo em seguida, tudo igual em Fortaleza. Cara a cara com Fernando Henrique, o artilheiro tricolor perdeu a oportunidade de dar o troco. E a equipe catarinense foi castigada pela falta de competência de seu centroavante. Aos dez, em contragolpe rápido, o camisa 9 alvinegro, que já havia carimbado a trave em um passado recente, foi mais preciso na segunda chance. Fingiu o toque na passagem de Márcio Careca, mas fintou para o meio e bateu, sem chances para Ivan.

Aos 19, Marcinho protagonizou um erro bizarro: ao tentar o toque, tropeçou, caiu sentado e ainda proporcionou o contra-ataque para os mandantes. Misael, em caso com a trave, carimbou-a pela segunda vez. A bola ainda desviou em Ivan antes da sustentação do gol evitar o terceiro do Vozão em menos de 20 minutos.

E como no futebol quem não faz, toma, o clichê do esporte fez questão de aparecer para os dois lados: com direito a gol contra e frango ao mesmo tempo. Fernando Henrique deixou sua meta para afastar o perigo com um soco, mas a bola raspou em seu punho, pegou um efeito estranho e só parou quando esbarrou no fundo do gol.

Empolgados pelo erro do arqueiro rival, o Joinville chegou a igualdade. Depois de linda jogada de seus companheiros, Lima terminou com o jejum de gols e anotou o seu 11º na competição. Uma triangulação ousada pelo lado direito, seguido do cruzamento açucarado de Ricardinho, e o arremate preciso do artilheiro. De primeira, com a canhota, que não é a boa: o quarto gol da partida em apenas 30 minutos.

Gol perdido, viradas, pênalti duvidoso e gol anulado agitam o 2º tempo

Como no primeiro tempo, o Ceará chegou com tudo para marcar logo aos cinco minutos. Bruninho, porém, que havia deixado o banco para substituir Eusébio machucado, protagonizou um lance inusitado. Dentro da pequena área, praticamente dentro do gol, o meia conseguiu chutar por cima. Era só ele e as redes, sem goleiro. Fez o mais difícil e deve ser presenteado com a camisa do “Inacreditável Futebol Clube”. O camisa 15 ainda teve boa chance para redimir-se minutos depois. Pegou bem na bola, mas desta vez, havia o goleiro Ivan à sua frente para interceptar o chute.

E já havia virado regra no confronto. Não fez, tomou. Para desespero da equipe da casa, que começou abrindo dois de vantagem, a dolorosa virada chegou. William caprichou na assistência, e deixou Jailton em posição privilegiada. O meia invadiu a área, deu dois passes e, tranquilo, tocou na saída do arqueiro alvinegro.

Aos 27, porém, o apito acalmou a torcida local. Itamar conquistou um desejado e duvidoso pênalti, assinalado por Alício Pena Junior. Na cobrança, Juca bateu com categoria: bola para um lado, goleiro para o outro. E novo empate no Presidente Vargas.

Mas os gols não pararam por aí. Não contentes com o empate, os donos da casa deram o troco: fizeram o quarto, e viraram novamente o palcar a seu favor. Como o resultado não era suficiente para o Vozão, PC Gusmão lançou mão de um meia para ter mais um atacante. Robert, então, entrou. E, com apenas um minuto em campo, encheu o pé para delírio da torcida alvinegra em Fortaleza, e colocou o time cearense novamente à frente do marcador.

Gol anulado e confusão com a polícia

Como não bastasse as duas viradas, o Joinville ainda teve um gol anulado pelo árbitro no último minuto, aos 49, alegando uma falta de ataque do time catarinense. Fato que desencadeou uma confusão generalizada. Jean Carlos e Ivan ainda foram expulsos após o apito final. O goleiro tricolor saiu de campo chorando, após ter voz de prisão decretada pela polícia ainda no gramado.

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Chapecoense 1 x 1 Atlético Mineiro

 1 x 1 

10ª RODADA
CHAPE SAI NA FRENTE, GALO INSISTE E CHEGA AO EMPATE COM GOL NO FIM
Em jogo atrasado pela 10ª rodada, Jaílton abre o placar no primeiro tempo, e Leonardo Silva empata aos 47 do segundo, também de cabeça

Dois gols de zagueiro em cobrança de escanteio foram responsáveis pelo empate por 1 a 1 entre Chapecoense e Atlético-MG na noite desta quarta-feira, na Arena Condá. Jaílton abriu o placar no fim do primeiro tempo para os donos da casa, e Leonardo Silva marcou já nos acréscimos do segundo para o Galo, que dominou os números da partida. Teve 60% de posse de bola e finalizou 17 vezes, contra apenas cinco do adversário.

O Atlético-MG perdeu a chance de se aproximar do G-4 – se ganhasse, iria para o quinto lugar. Com 19 pontos, subiu dois degraus e está na nona colocação. A Chapecoense soma um ponto na luta para se afastar do Z-4: está em 12º, com 15 pontos, quatro a mais do que o Coritiba, primeiro time da zona de rebaixamento. A partida foi válida pela 10ª rodada e adiada porque na ocasião os mineiros disputavam a final da Recopa Sul-Americana contra o Lanús.

O time mineiro teve o desfalque de Jô, que não se reapresentou na segunda-feira e alegou que precisava resolver problemas particulares. Segundo o diretor de futebol Eduardo Maluf, o atacante volta a Belo Horizonte nesta quinta e treina com o elenco na sexta. Contra a Chape, foi substituído por André, que teve boa atuação.

A Arena Condá registrou bom público na noite desta quarta-feira: 9.688 torcedores, com renda de R$ 119.530. As duas equipes voltam a jogar pelo Brasileiro no domingo, às 18h30: o Atlético-MG recebe o Palmeirasno Independência, e a Chape joga pela terceira vez seguida em casa, desta vez contra oFigueirense.

André Atlético-mg e Chapecoense (Foto: Jardel da Costa / Futura Press)
André, substituto de Jô, enfrenta marcação da Chapecoense (Foto: Jardel da Costa / Futura Press)

Jaílton faz 1 a 0 de cabeça, e Leonardo Silva empata na mesma moeda

O jogo começou com muitos erros de passes e poucas chegadas ao ataque. O time de Celso Rodrigues encheu o meio-campo e forçou a marcação. A primeira boa jogada surgiu do lado atleticano: Tardelli driblou dois zagueiros, mas foi bloqueado na hora do chute. O Verdão do Oeste respondeu com Fabinho Alves, que era o mais criativo do time, com dribles e velocidade, mas sem levar perigo à meta de Victor.

O Atlético-MG quase abriu o placar quando o cruzamento de Pierre desviou no volante Abuda e por pouco não enganou o goleiro Danilo. A Chape deu o troco também em levantamento para a área, mas nada de placar sendo alterado. O jogo esfriou a partir dos 21 minutos, até que os donos da casa fizeram 1 a 0 em cobrança de escanteio. Emerson Conceição cortou errado, e Jaílton escorou de cabeça para a rede.

O técnico Levir Culpi gastou suas duas últimas substituições no intervalo, já que no primeiro tempo foi obrigado a tirar Réver, machucado. Colocou em campo o meia Dátolo e o atacante Luan, assim como havia feito durante a segunda etapa da vitória sobre o Atlético-PR. Mas desta vez o sacado foi Maicosuel, e não Guilherme. Saiu junto com André. Novamente, as mudanças surtiram efeito. O Alvinegro voltou muito melhor e foi ainda mais o dono das ações. A equipe da casa se limitou a defender com um forte esquema de marcação.

Luan quase marcou aos sete minutos, mas o chute de Luan bateu na trave e rodou por cima da linha. Danilo entrou em ação nos chutes de Marcos Rocha e Tardelli. Aos poucos, a Chape conseguiu melhorar a marcação, fazendo os visitantes caírem de ritmo. Mas não conseguiu evitar que Leonardo Silva pulasse mais alto do que a marcação para empatar, aos 47, em lance que teve o goleiro Victor na área. O zagueiro nem comemorou seu gol, já que, por causa de um choque de cabeça com adversário, caiu imediatamente.

 

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