Novela da Globo para faixa das sete vai discutir perda da fama

Filipe Miguez e Izabel de Oliveira: caminhos opostos na Globo

Filipe Miguez e Izabel de Oliveira: caminhos opostos na Globo

Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, parceiros em “Cheias de Charme” e “Geração Brasil”, agora seguem caminhos diferentes na Globo.

Em voo solo, Miguez desenvolve sinopse de uma minissérie ainda sem data de exibição. Trata-se de uma história de crime passada nos anos 1950, nos bastidores do Circuito da Gávea, corrida de “baratinhas” que havia na época.

Já Oliveira trabalha em uma novela para a faixa das 19h, para exibição em 2018, em parceria com Paula Amaral que leva o título provisório de “Anos Incríveis”. O roteiro é sobre três ex-astros mirins que têm que conviver com a perda da fama, uma garota e dois irmãos. Eles foram estrelas de um programa infantil da TV. A história começa no início da década de 1980 e depois se desloca para os anos 1990.

Em tempo, “Cheias de Charme”, grande sucesso destes autores, estreia em setembro no “Vale a Pena Ver de Novo”.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Rede Globo leva com seriedade renovação dos seus autores

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É bem recente esse trabalho da Globo em formar novos autores, algo que praticamente não existiu e foi motivo de preocupação em suas primeiras décadas, a ponto de se colocar em dúvida a própria continuidade das novelas, quando chegasse ao fim a geração de Dias Gomes, Janete, Cassiano, Ivani, Lauro, Maneco, Bráulio, Durst, Benedito e Negrão. Eram poucos para, na ocasião, quatro horários de produção.

Gilberto, Aguinaldo, Glória, Silvio, Maria Adelaide, Alcides e Walcyr, dos mais antigos, vieram um pouco depois.

Mas esta renovação, em seu início, foi muito lenta e, em determinados momentos, nem existiu.

Felizmente, de uns 10 ou 15 anos para cá, a situação se modificou gradativa e positivamente, através das oportunidades oferecidas e dos cursos promovidos pela própria Globo no Projac.

Novos e talentosos valores foram surgindo, a ponto de hoje, entre tantos nomes, haver certa dificuldade em lembrar todos, além do João Emanuel Carneiro, Duca Rachid, Thelma Guedes, Linhares, Filipe Miguez e Izabel de Oliveira.

Foi um trabalho em seu principal produto, que a Globo, ciente da sua importância, passou a realizar com muita seriedade.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Globo repetirá atores de “Cheias de Charme” em “Geração Brasil”; entenda

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Isabelle Drummond e Humberto Carrão em cena de “Cheias de Charme”: dupla voltará ao ar em “Geração Brasil” – Divulgação/Globo
Escalada para substituir “Além do Horizonte” na faixa das 19h a partir de maio, “Geração Brasil” deverá repetir vários atores de “Cheias de Charme”.
Além de Isabelle Drummond, Humberto Carrão e Chandelly Braz, que estavam em “Cheias” e que agora estarão nos papéis principais de “Geração”, também estão confirmados Tato Gabus Mendes, Miguel Roncato, Luiz Henrique Nogueira, Jonatas Faro, Claudia Abreu, Leopoldo Pacheco, Leandra Leal, Daniel Dantas, Malu Galli, Tais Araujo, Aracy Balabanian e Titina Medeiros.
Já dos atores que estão escalados mas que não haviam atuado em “Cheias de Charme” destacam-se Lázaro Ramos, Bia Arantes e Maurício Destri.
A escalação de “Geração Brasil” ainda não foi encerrada. Outros nomes devem ser apresentados no decorrer das próximas semanas.
“Geração Brasil” terá direção de núcleo de Denise Saraceni e deve estrear no mês de maio.
 NaTelinha

Globo vai gravar próxima das 7 na Califórnia

Os autores Filipe Miguez e Izabel de Oliveira
A diretora da Globo, Denise Saraceni, já tem definidas as locações de “Geração Brasil”, nova novela da dupla Filipe Miguez e Izabel de Oliveira para o horário das 19 horas.
As primeiras cenas serão gravadas no Recife e no estado americano da Califórnia.
Nos detalhes…
Filipe e Izabel, se alguém não recorda, escreveram a bem- sucedida “Cheias de Charme” e acabaram se credenciando para este novo trabalho.
A história de agora vai enveredar pelos caminhos das redes sociais.
Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Cheias de Charme vai estrear no Chile amanhã

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“Cheias de Charme”, novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, estreia segunda-feira no Chile – Canal 13, que já exibe com muito sucesso “Avenida Brasil”.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Autores de “Cheias de Charme” vão preparar nova novela para a Globo

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Filipe Miguez e Izabel de Oliveira – dupla deverá repetir parceria em novo trabalho na Globo – Divulgação/Globo
Consagrados com o grande sucesso de “Cheias de Charme”, primeira novela solo da carreira de Izabel de Oliveira e Filipe Miguez, a dupla já está pensando em retornar ao trabalho.

Segundo a coluna Zapping, do jornal “Agora S.Paulo”, Izabel e Filipe já planejam repetir a parceria firmada no folhetim das sete em um próximo projeto. “Eu e Filipe pretendemos começar a pensar numa nova história no começo do ano. Fazer uma novela é a minha prioridade, antes disso não devo pensar em outros projetos”, disse a roteirista à publicação.

Ainda não há previsão de retorno da dupla ao ar. Entretanto, durante este período, Filipe Miguez deverá emplacar um seriado na emissora. A ideia surgiu enquanto ele se dedicava à “Cheias de Charme” e houve aprovação por parte da Globo.

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“Cheias de Charme”: repercussão foi maior que a audiência

Cida, Penha, Rosário, Fabian e Chayeme (Foto: TV Globo)

Pense numa novela porreta!

Vereda Tropical
Virou lugar comum elogiar Cheias de Charme, a novela da Globo que terminou nesta sexta-feira (28/09). Marcada pelo humor, criatividade e originalidade, talvez o maior mérito da trama tenha sido trazer de volta ao horário das sete um modelo de novela que a Globo consagrou na década de 1980, mas que foi sendo alterado com o passar dos anos e há muito não se via mais no horário: a comédia que parodia os pequenos dramas humanos, através de personagens cativantes, tramas alegres intercaladas com o mais puro dramalhão. Foi um formato que começou a ser moldado com Cassiano Gabus Mendes e teve seu ápice com Silvio de Abreu e Carlos Lombardi, e a dupla de diretores Jorge Fernando e Guel Arraes (vide Elas por Elas, Guerra dos Sexos, Vereda Tropical, Ti-Ti-Ti, Cambalacho, Brega e Chique, Sassaricando, Bebê a Bordo e Que Rei Sou Eu?).

Elas por Elas
Adaptada para os dias de hoje – em que personagens ricos já não protagonizam mais novelas sozinhos -, a história de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira colocou três empregadas, cinderelas modernas, como estrelas às voltas com uma patroa fada madrinha, uma bruxa de desenho animado e sua fiel escudeira atrapalhada – respectivamente Penha (Taís Araújo), Rosário (Leandra Leal), Cida (Isabelle Drummond), Lygia (Malu Galli), Chayene (Cláudia Abreu ) e Socorro (Titina Medeiros ). Cada uma delas, dentro de seu drama ou humor, tinham trajetórias e sonhos diferentes. Esta foi a grande sacada dos autores: juntas deram margem a um leque de opções bastante abrangente afim de gerar identificação para uma gama maior de telespectadores.

Que Rei Sou Eu?
Há alguns anos, via-se a Internet como uma concorrente da TV aberta. Um fenômeno de repercussão, Cheias de Charme teve o mérito de aliar-se à sua concorrente, tirando proveito da Internet (Se não pode contra ele, junte-se a ele!). A novela foi pioneira na ação de transmedia (como o lançamento do clipe das Empreguetes primeiro na Internet, depois na novela), abusou da própria programação da casa (os personagens foram vistos no Caldeirão do Huck, Encontro, Mais Você, Domingão do Faustão e outros), na citação às outras novelas (teve até propaganda de Guerra dos Sexos no penúltimo capítulo), e no uso dos cantores da trilha, que se apresentaram com os personagens-cantores fictícios. Isso sem falar nos produtos licenciados lançados no rastro de seu sucesso – ainda que se lamente o fato da Globo não ter posto no mercado o CD com as músicas cantadas pelas Empreguetes, Chayene e Fabian, ou o DVD com os clipes e shows deles.

Brega e Chique
A indústria do entretenimento real misturou-se ao entretenimento da ficção. O colorido dos shows de technobrega inspiraram os cenógrafos, figurinistas e diretores de arte da novela. Nunca o “sou brega, mas tô na moda” esteve tanto em evidência. A identidade visual deu o tom que o roteiro exigia, encheu os olhos, e juntamente com a história – um conto de fadas moderno – criou a empatia necessária para cativar os telespectadores de todas as idades. Não por acaso, a novela conquistou o público infantil, inclusive.

Laércio, Socorro e Chayene (Foto: TV Globo)

Cambalacho
As grandes estrelas de Cheias de Charme foram Cláudia Abreu e (a revelação) Titina Medeiros, nas peles das vilãs Chayene, a cantora invejosa e sem noção, e sua fã Socorro, a personal-curica desastrada. Juntas, protagonizaram as mais divertidas cenas, em meio a confusões, chá de ferra-goela, escorregadas no português, troca de nomes (Rosalba, Roxana, Rosilda, Rosiranha), e expressões que caíram na boca do povo (como “curica” e “amadinha”).

Sassaricando
Em contrapartida, é difícil falar da novela e deixar de lado os entrechos românticos e dramáticos, muito bem amarrados pelo texto afiado dos autores. Taís Araújo e Malu Galli brilharam com suas personagens. Penha, a mais pé no chão das empreguetes, mulher do povo, batalhadora, às voltas com um marido malandro (Sandro, um dos melhores papeis de Marcos Palmeira). Lygia, do outro lado, representante das patroetes, mas igualmente uma batalhadora. Para completar, vilões bem defendidos por Tato Gabus Mendes (Sarmento) e Alexandra Richter (Sônia), e o lado romântico, com Cida (Isabelle Drummond), uma cinderela dividida entre um príncipe que era um sapo (Conrado, Jonatas Faro) e um sapo que era um príncipe (Elano, Humberto Carrão). Também Rosário de Leandra Leal – que chegou a ganhar a antipatia do público por preferir a carreira em detrimento ao amor ao lado de Inácio (Ricardo Tozzi – destaque também como o caricato Fabian).

Ti-Ti-Ti
Cheias de Charme não foi nenhum grande fenômeno no Ibope: sua média geral deve fechar em 30 pontos, o que é o esperado para o horário (a mesma média de Ti-Ti-Ti e Morde e Assopra, de 2010-2011). Mas este é um fenômeno das novelas atuais: Cheias de Charme e Avenida Brasil são a prova de que audiência e repercussão nem sempre andam juntas – apesar da enorme repercussão, os números são ótimos, mas não excelentes. Uns culpam o início do Horário Político. Talvez o caso de Cheias de Charme seja o reflexo do único ponto negativo que a novela teve: a perda de agilidade em sua narrativa após o sucesso das Empreguetes como cantoras. A novela ficou dividida em duas partes: antes da formação das Empreguetes e depois. Mal acostumado com a história ágil da novela, o público se viu de repente em meio a uma trama que se arrastou até o final e cansou alguns. Reviravoltas pontuais e o carisma de Chayene salvaram a novela de um estrago maior.

Nilson Xavier UOL