Cláudia Raia ensaia musical e aguarda novela de Maria Adelaide Amaral

Cláudia Raia faz 30 anos de carreira

A partir da próxima semana, Cláudia Raia dará início aos ensaios do musical “Raia 30 Anos”, comemorativo aos seus 30 anos de carreira.

O espetáculo tem estreia prevista para fins de julho ou começo de agosto no Theatro Net, em São Paulo.
Já em se tratando de novelas, Cláudia Raia, após “Alto Astral”, foi reservada para “Sagrada Família”, a primeira de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari para as 21h, com estreia em março de 2016.
A expectativa é que a autora possa surpreender o respeitável público com uma personagem diferente de tudo que a Cláudia já fez na televisão.
Também estão reservados para “Sagrada Família” os atores Arianne Botelho, Camila Morgado, Cláudia Abreu, Domingos Montagner, Grazi Massafera, Heloísa Périssé, Humberto Carrão, Irandhir Santos, Isabella Santoni, Luisa Arraes, Otávio Augusto, Regiane Alves, Reynaldo Gianecchini, Vera Holtz e Vladimir Brichta.
Direção de Denise Saraceni.
Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Jefferson Cardoso divulga a sinopse da novela Meu Pedacinho De Chão

Novela de Benedito Ruy Barbosa, com direção geral de Luiz Fernando Carvalho.

A novela narra a história da professora Juliana (Bruna Linzmeyer) que chega à cidadezinha para ensinar as crianças e se depara com um povo humilde, mas acuado com os desmandos do coronel Epaminondas (Osmar Prado), um homem arrogante que resolve tudo no grito e nas armas, e que dita às regras na região. A professora é cortejada por Fernando (Johnny Massaro), filho do coronel, um playboy mau caráter que voltou da capital onde torrou toda a grana que o pai lhe mandava para os estudos. Ao mesmo tempo, Juliana conhece o amor altruísta do peão Zelão (Irandhir Santos), sempre disposto a protegê-la do assédio de Fernando.

Em meio à guerra que se forma no vilarejo, as crianças Pituca, Serelepe e Tuim vivem suas aventuras num mundo à parte, longe das preocupações e interesses dos adultos. A menina Pítuca (Geytsa Garcia) é Liliane, filha mais nova do coronel Epaminondas. E os meninos Serelepe e Tuim, são agregados na fazenda, e por isso o coronel não vê com bons olhos a amizade pura entre sua filha e os dois garotos.

“Meu Pedacinho do Chão” deve ser uma das novelas mais curtas produzida às 18h. A previsão é de 120 capítulos.

Elenco:

Bruna Linzmeyer (Juliana), Johnny Massaro (Fernando); Antonio Fagundes (Giácomo); Juliana Paes (Madame Epa); Rodrigo Lombardi (Pedro Galvão); Bruno Fagundes (Renato); Irandhir Santos (Zelão); Osmar Prado (Coronel Epaminondas); Paula Barbosa (Gina); Inês Peixoto (Dona Tereza); Dani Ornellas (Amância); Tomas Sampaio (Serelepe); Emiliano Queiroz (Padre Santo); Kaue Ribeiro de Souza (Tuim); Teuda Bara (Mãe Benta); Flavio Bauraqui (Rodapé); Raul Barreto (Izidoro); Ricardo Blat (Prefeito); Evandro Melo (Secretário do Prefeito);
Cintia Dicker (Milita); Alice Coelho (Lurdes); Geytsa Garcia (Pituca); Gabriel Sater (Viramundo); Alex Brasil (Jonas); Fernando Sampaio (Marimbondo)

Estreia: 7 de abril, substituindo Joia Rara.

Jefferson Cardoso – O PLANETA TV

“Amores Roubados” não escapou do velho estereótipo do coronelismo

Ísis Valverde (Antônia) e Cauã Reymond (Leandro) (Foto: Divulgação/TV Globo)

Ísis Valverde (Antônia) e Cauã Reymond (Leandro) (Foto: Divulgação/TV Globo)

Em meu texto sobre a estreia da minissérie “Amores Roubados” (AQUI), citei uma certa falta de agilidade naquele primeiro capítulo. A estreia me pareceu mais preocupada em apresentar os personagens do que a trama em si. Impressão completamente dissipada a partir do segundo capítulo, quando a minissérie já mostrou a que veio.

E trama foi o que melhor “Amores Roubados” ofereceu – roteiro assinado por George Moura, adaptado do folhetim “A Emparedada da Rua Nova”, do pernambucano Carneiro Vilela (1846-1913). Uma história de tirar o fôlego, do tipo que deixava o gostinho de quero mais ao final de cada capítulo. A primeira sequência – a da fuga de Leandro (Cauã Reymond) ferido – sugeria o desfecho da história. Mas não, Leandro não morria ao final, mas no meio da trama, para deixar em aberto até o fim se ele estaria mesmo morto ou vivo. “Amores Roubados” não era nada previsível. E foi assim, de surpresa em surpresa, que a minissérie conquistou telespectadores, cativando uma audiência que surpreendeu a própria TV Globo: uma média final em torno dos 28 pontos no Ibope da Grande São Paulo, a maior desde 2010 – e que teria sido maior ainda não tivesse a Globo preterido os quatros últimos capítulos a favor do BBB14.

O apelo erótico de cenas calientes e a curiosidade gerada acerca do suposto romance entre os jovens atores protagonistas (Cauã Reymond e Ísis Valverde) podem ter sido poderosos chamarizes. Mas os méritos de “Amores Roubados” vão além. Afora o ótimo roteiro, tinha a direção (geral de José Luiz Villamarim), a trilha sonora, as tomadas de cena sempre criativas, valorizadas pela fotografia calculada deWalter Carvalho, ao revelar cenários deslumbrantes que representavam a fictícia Sertão e a região de vinícolas no Nordeste brasileiro.

O elenco merece um parágrafo à parte. O sotaque dos atores do horário nobre global em nada comprometeu o bom andamento. A estes, somaram-se excelentes atores regionais, aumentando assim a identificação do público com a história. Atores conhecidos em representações memoráveis (Patrícia Pillar, Murilo Benício, Osmar Prado, Dira Paes, Cassia Kis Magro, Cauã Reymond, Ísis Valverde), e os não tão conhecidos, mas não menos ótimos, Irandhir Santos (João) e Jesuíta Barbosa(Fortunato). E, ainda, o restante do elenco, cada qual uma personificação marcante, apesar de papeis menores – como César Farrario (Bigode de Arame), Germano Hauit (o pai de Isabel), Thierry Tremouroux (o francês), Cláudio Jaborandy (o inspetor) e Walter Breda (o delegado). Elenco bem escalado, direção de atores certeira e um bom roteiro resultam um trabalho de qualidade.

O telespectador mais atento e mais exigente não deixou passar pequenos furos de roteiro. Cito dois do capítulo de quinta-feira (16/01): o sinal de celular poderoso de Fortunato, que, no meio do nada, conseguiu uma ligação com Antônia, para marcar um encontro. E Antônia, ao ir a esse encontro, por uma estrada deserta, não se deu conta de que estava sendo seguida. A meu ver, pequenos detalhes que ajudam no roteiro sem comprometer a obra como um todo ou subestimar a inteligência do público.

Amores Roubados” revelou ao Brasil a riqueza do sertão nordestino, que também é moderno e industrializado. Mas, ao mesmo tempo, não escapou do velho estereótipo do coronelismo tacanho e machista, em que a honra dos poderosos se lava com sangue e em que tudo se resolve com opressão ou bala e com o auxílio de capangas e capachos.

Biscoito fino da dramaturgia da Globo, essa história de paixão, sexo, traição e vingança merece o Emmy, não?

 

Nilson Xavier – UOL