O Antagonista conta uma breve história das tensões entre Arábia Saudita e Irã

A Arábia Saudita sunita e o Irã xiita se estranham desde que os aiatolás tomaram o poder em Teerã, em 1979.

Com a ascensão de Khomeini e companhia, inimigos dos Estados Unidos, os sauditas se aproximaram ainda mais dos americanos.

O fundamentalismo xiita terminou por estimular o terrorismo entre os sunitas radicais, que acusam a Arábia Saudita de trair o Islã ao aliar-se aos Estados Unidos. Al Qaeda e, posteriormente, Estado Islâmico são as expressōes máximas do terror sunita (Osama bin Laden era saudita).

A Arábia Saudita enfrenta o radicalismo sunita (e xiita) com mão de ferro, dentro do seu território. Ontem, 47 acusados foram executados, entre os quais o clérigo xiita Nimr al-Nimr — que levou iranianos a incendiar a embaixada saudita em Teerã e o aiatolá Ali Khamenei a comparar o regime da Arábia Saudita ao Estado Islâmico.

Resultado: o corte de relaçōes diplomáticas da parte de Riad e, consequentemente, o acirramento das tensōes no Oriente Médio.

O Estado Islâmico festeja a divisão agora completa dos seus maiores inimigos.

 

Fonte : O Antagonista

O Antagonista revela a tensão entre Irã e Arábia Saudita

 

O aiatolá Ali Khamenei, líder do Irã, afirmou que a Arábia Saudita sofrerá um “castigo divino” por ter executado o xiita al-Nimr Nim.

Ali Khamenei enviará uma pintura sobre a morte de Estácio de Sá à Arábia Saudita.

O Irã é irremediável.

 

Fonte : O Antagonista

 

Imprensa asiática comenta desempenho asiático na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014

Imprensa asiática disseca desempenho de quarteto

As seleções da Ásia tiveram uma Copa do Mundo da FIFA para ser esquecida. Nada menos que os quatro representantes do continente mais populoso do planeta tomaram o avião de volta para casa ao final da fase de grupos do Brasil 2014. Para piorar, em 12 jogos disputados, nenhum deles foi capaz de conquistar uma única vitória, o que não acontecia desde a Itália 1990.

As péssimas campanhas evidentemente desagradaram os torcedores em toda a Ásia, mas os jornalistas locais preferiram se concentrar na análise das atuações e nas lições aprendidas do que em críticas pelos resultados negativos. Após ter visto a Austrália se tornar a primeira seleção da zona asiática a arrumar as malas com três derrotas consecutivas, a imprensa do país tratou de apontar rapidamente os problemas enfrentados por seus compatriotas.

Em artigo intitulado “Agora os Socceroos sabem o que é necessário”, o Sydney MorningHerald destacou o que os australianos devem fazer caso queiram competir de igual paraigual com a elite do planeta bola. “Após medir a Austrália contra os melhores do mundo, o técnico Ange Postecoglou viu o que é necessário. Um instinto assassino. Melhor concentração. Mais qualidade no banco. Um ataque mais eficaz”, dizia o autor.

“Não conseguimos os resultados que desejávamos”, disse Postecoglou, segundo o artigo. “Tínhamos o objetivo de medir nosso desempenho diante dos melhores e acho que fizemos isso. Agora sabemos exatamente em que nível estamos.”

Para o atual campeão asiático Japão, que sonhava com o título mundial, a experiência no Brasil foi um verdadeiro choque de realidade. Embora tenham chegado a impressionar com seu tradicional estilo de troca de passes aliado a velocidade, os samurais foram atropelados pela Colômbia na última partida, perdendo por 4 a 1. O placar igualou a pior derrota do país na Copa do Mundo da FIFA, contra o Brasil na Alemanha 2006. O astro da companhia, Keisuke Honda, chegou a dizer publicamente que os japoneses pretendiam brigar pela taça, mas os resultados mostraram que eles ainda estão longe disso, como salientou um artigo publicado no Japan Times.

“O Japão selou sua eliminação precoce com uma derrota por 4 a 1 diante da Colômbia na terça-feira, exibindo mais garra do que nas duas partidas anteriores, mas no final perdendo para um adversário superior, que se mostrou implacável nos contra-ataques”, descrevia a reportagem. “Há poucos, para não dizer nenhum, pontos positivos a serem destacados da extremamente decepcionante campanha japonesa na Copa do Mundo, mas a seleção tem que se assegurar de que as lições do Brasil não serão ignoradas.”

O fato de sua seleção ter sido goleada apesar do domínio que teve contra a Colômbia dá ainda mais material para as análises Zaccheroni. “Isso significa que está faltando alguma coisa”, afirmou o italiano, que renunciou ao cargo após a partida, de acordo com outro artigo do Japan Times.

Já a Coreia do Sul, que deixou o Mundial sem vencer pela primeira vez desde que foi uma das sedes do torneio em 2002, teve seu desempenho examinado por um artigo publicadopela principal agência de notícias do país, Yonhap. “Na derrota por 1 a 0 contra a Bélgica, a equipe fez de tudo no ataque, menos o gol. Estatisticamente, não havia muitas dúvidas sobre qual seleção era mais ofensiva na Arena Corinthians, em São Paulo. A Coreia do Sul finalizou mais vezes do que a Bélgica, 18 contra 16, e também foi superior em chutes na direção do gol, 12 contra 11.”

Sorrisos na derrota
Nem tudo, porém, foi negativo no desempenho dos asiáticos. Houve também momentos de alegria para os torcedores, com Austrália e Irã quase protagonizando surpresas. OsSocceroos fizeram a badalada Holanda suar a camisa durante 90 minutos na derrota por 3 a 2, em que Tim Cahill marcou um dos gols que promete brigar pelo título de mais bonitoda competição.

Em artigo intitulado “Copa do Mundo 2014: o melhor e o pior da fase de grupos”, doSydney Morning Herald, o autor destacou o golaço do atacante do New York Red Bulls entre as pinturas do Brasil 2014. “Difícil superar o extraordinário sem-pulo de Tim Cahill, que empatou o jogo para a Austrália contra a Holanda”, dizia o jornal. “O fato de a bola ter tocado no travessão antes de entrar deu ainda mais beleza ao gol.”

O Irã de Carlos Queiroz, por sua vez, conseguiu segurar a favoritíssima Argentina até o último minuto de jogo, quando Lionel Messi marcou o gol da magra vitória por 1 a 0. Apesar do resultado, os torcedores persas reconheceram e celebraram o esforço de seus compatriotas, como reportou o Iran Daily. “Iranianos saíram às ruas para homenagear a valentia da seleção”, relatou o jornal mais lido do país. “A madrugada já ia alta, enquanto fogos de artifício explodiam no céu, buzinas de carros faziam barulho e as ruas permaneciam congestionadas em toda a cidade de Teerã como se fosse a hora do rush.”

 

FIFA.COM

Irã divulga pré-lista com 28 jogadores

Irã divulga pré-lista com 28 jogadores

A seleção do Irã divulgou uma lista com 28 nomes nesta terça-feira. Deste grupo, que participará de treinos antes da Copa do Mundo da FIFA, 23 serão convocados pelo técnico português Carlos Queiroz e formarão a lista definitiva no Brasil.

O maior destaque é o jovem Sardar Azmoun. O jogador de apenas 19 anos já é até chamado de Messi iraniano. Vestindo a camisa do time russo Rubin Kazan atualmente, o atleta nunca havia sido convocado para representar a seleção principal de seu país.

Com a presença da promessa, o treinador do Irã não convocou o já experiente Ali Kamiri, de 35 anos e que é conhecido como o Maradona da Ásia. Kamiri participou da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. No Grupo F da Copa, o Irã estreia contra a Nigéria, no dia 16 d ejunho, em Curitiba.

Confira a lista dos 28 nomes convocados para um treino antes da Copa:

Goleiros:
Daniel Davari – Eintracht Braunschweig (GER)
Alireza Haghighi – Sporting Covilha (POR)
Rahman Ahmadi – Sepahan Isfahan
Sousha Makani – Foolad Khuzestan

Defensores:
hosro Heidari – Esteghlal
Hossein Mahini – Persepolis
Steven (Mehrdad) Beitashour – Vancouver Whitecaps (CAN)
Pejman Montazeri – Umm Salal (QAT)
Jalal Hosseini – Persepolis
Amir Hossein Sadeghi – Esteghlal
Mohammad Reza Khanzadeh – Zob Ahan
Ahmad Alenemeh – Naft
Hashem Beikzadeh – Esteghlal
Ehsan Hajsafi – Sepahan Isfahan
Mehrdad Pooladi – Persepolis

Meias:
Javad Nekounam – Kuwait SC (KUW)
Andranik Teymourian – Esteghlal
Reza Haghighi – Persepolis
Ghasem Hadadifar – Zob Ahan Isfahan
Bakhtiar Rahmani – Foolad Khuzestan

Atacantes:
Ashkan Dejagah – Fulham FC (ENG)
Masoud Shojaei – UD Las Palmas (ESP)
Alireza Jahanbakhsh – NEC Nijmegen (NED)
Mohammad Reza Khalatbari – Persepolis
Mehdi Sharifi – Sepahan Isfahan
Reza Ghoochannejhad – Charlton Atheltic (ENG)
Karim Ansarifard – Tractor Sazi Tabriz
Sardar Azmoun – Rubin Kazan (RUS)

*As relações de cada seleção só se tornarão oficiais quando forem confirmadas e publicadas pela FIFA no dia 16 de maio, às 7h da manhã (horário de Brasília) / 12h CET