Rede Globo começa a entender a necessidade de unir TV com internet

Mariana Palma, do "G1 em 1 minuto", conversa com Fátima Bernardes

Mariana Palma, do “G1 em 1 minuto”, conversa com Fátima Bernardes

Ao encontro do que esta coluna tem falado, da importância do bom jornalismo no presente e futuro da televisão brasileira, a TV Globo veio com o “G1 em 1 minuto”, apresentado por Mari Palma e Cauê Fabiano.

São 4 boletins diários, com duração de 60 segundos, que entram ao longo da linha nacional, em programas como “Bem Estar”, “Encontro com Fátima Bernardes”, “Sessão da Tarde” e “Vale a Pena Ver de Novo”.
E algo que também passa a atender o telespectador de hoje na sua necessidade de ficar o tempo todo antenado com o que acontece do lado de fora. Esses boletins têm este propósito e também o de servir de preparação a tudo aquilo que será detalhado no “Hoje”, “Jornal Nacional” ou “Jornal da Globo”.
De uma maneira inteligente, bem apropriada para os tempos atuais, através desses drops noticiosos a Globo vai dando um passo significativo na tão reivindicada e necessária convergência da TV aberta com a internet.
Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Exposição na Internet pode ser motivo para justificar demissão

A falta de cuidados nas redes sociais já é utilizada como prova contra o empregado em ações trabalhistas

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As empresas têm o direito de controlar o uso dos equipamentos próprios, desde que avisem

Está ao alcance das mãos. Por meio de smartphones, tablets e computadores, o acesso ao mundo virtual nunca foi tão prático. A popularização das redes sociais e de aplicativos de compartilhamento de mensagens está diretamente ligada a esse comportamento. Publicar mensagens no Facebook ou Twitter, compartilhar imagens no Instagram ou conversar via WhatsApp são hábitos cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. É necessário, lembrar, contudo, que tudo aquilo que postado no mundo virtual pode refletir, não apenas nas relações pessoais, mas também no âmbito profissional.

Um exemplo de como o mau uso dos dispositivos ligados à rede pode ocasionar prejuízos à própria carreira ganhou grande repercussão durante a Copa do Mundo de 2014, quando uma enfermeira de um hospital particular de Fortaleza, utilizando-se de um aparelho celular, filmou o início do atendimento do jogador de futebol Neymar, após acidente em campo que o eliminou do campeonato. A princípio, a enfermeira compartilhou as imagens apenas com um grupo de amigos por meio do aplicativo WhatsApp.

Entretanto, o vídeo acabou se espalhando pela Internet, a enfermeira, que aparecia ao final do vídeo, foi identificada e, posteriormente, demitida por justa causa. À época, a direção do hospital justificou a medida afirmando que qualquer funcionário que houvesse exposto o paciente que fosse, também seria demitido. Além disso, o hospital possuía um acordo de confidencialidade com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), para garantir o sigilo dos pacientes em possíveis atendimentos.

A ocasião em questão é um dos exemplos que já estão tornando-se frequentes em causas da Justiça do Trabalho, devido à falta de maior cuidado das pessoas sobre os próprios perfis pessoais. “Ninguém pode ignorar essas novas tecnologias. Os meios, de fato, estão mais modernos. Antigamente, estávamos muito limitados às testemunhas, mas hoje temos as redes sociais. Já é possível encontrar demissões por justa causa por conta de empregados que não usam a Internet como deveriam, postam fotos internas da empresa, divulgam informações sigilosas ou falam mal do trabalho nas redes sociais”, coloca Konrad Mota, juiz do Trabalho.

Ações trabalhistas

O fato demonstra que, atualmente, a falta de cautela com os meios eletrônicos pode levar à obtenção de provas a serem utilizadas cada vez com maior frequência em ações trabalhistas, seja como parte da defesa, ou da acusação.

“Não existe legislação aos meios de prova, desde que eles sejam considerados lícitos. Informações compartilhadas pelos próprios funcionários de uma empresa em redes sociais são, a princípio, lícitas, e podem ser incluídas nos processos como provas. Mas, como qualquer outra prova, ela não é categórica ou absoluta. O juiz vai analisar juntamente com as demais provas e, então, colocar nos meios legais”, explica o magistrado.

Provas

Apesar da possibilidade de ser acusado por algum tipo de negligência por meio de uma prova involuntariamente produzida contra si próprio, o empregado ainda tem na Justiça o direito de rever a decisão da empresa que o tenha comprometido.

Os desembargadores da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Ceará, por exemplo, decidiram, em julho de 2014, em favor do pedido de anulação de demissão de um empregado de uma companhia de transportes aéreos.

O motivo alegado pela empresa para a justa causa foram mensagens publicadas pelo auxiliar de serviços operacionais no Facebook, reclamando do atraso no pagamento dos salários.

A companhia aérea alegou que as mensagens publicadas teriam ferido a honra e a boa imagem da empresa. Além disso, o funcionário teria mentido sobre o fato e ainda ofendido o empregador e utilizado palavras de baixo calão. O relator do processo chegou a declarar que a falta de pontualidade nos pagamentos dos salários retirou a credibilidade da empresa, o que permitiu o desabafo do empregado pelas redes sociais. A empresa em questão teve, então, que pagar ao funcionário demitido todas as verbas trabalhistas, como aviso prévio e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), com multa de 40%.

“Na Justiça do Trabalho, diante da celeridade dos casos, todos os meios de provas são viáveis. As redes sociais são mais um meio de prova que se pode levar para o processo, mas cada caso deve ser analisado individualmente. É uma instrumentalidade nova e, muitas vezes, as pessoas usam como meios de forjar provas, por isso é preciso muito cuidado com provas dessa natureza”, analisa Marcelo Pinheiro, advogado trabalhista e presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas do Ceará (Atrace).

O advogado alerta que as situações desagradáveis podem acontecer, não apenas nas relações de trabalho, mas interferir na própria vida pessoal de quem se expõe nas redes sociais sem avaliar as consequências.

“O mau uso desses instrumentos é em qualquer canto. Hoje já existe o costume de estar constantemente ligado ao WhatsApp ou ao Facebook. É preciso tomar cuidado, porque, logicamente, já é utilizado na Justiça do Trabalho como provas. As empresas têm as suas normas, não apenas legais, mas também estatutárias, que podem ser válidas para justificar uma demissão”, observa Marcelo Pinheiro.

Empresas podem monitorar a rede

Com a intensificação do uso da Internet, as próprias empresas passaram a preocupar-se cada vez mais com a integridade da própria imagem nos meios virtuais. Assim, o monitoramento aos equipamentos institucionais já é uma realidade, permitindo aos empregadores acompanharem o uso que os funcionários fazem dos recursos internos.

Pesquisa publicada em outubro de 2014, pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.Br), aponta que, em 2013, 80% das empresas brasileiras adotaram a orientação aos usuários como medida para garantir a segurança da informação de sua organização, além do uso de outros métodos.

“A empresa pode estabelecer suas regras. As redes sociais, muitas vezes são usadas também em favor da empresa, então ela pode disciplinar os funcionários quanto a isso. Se houver algum caso de desvio, pode-se aplicar um ato de indisciplina ao funcionário. Contudo, é necessário que a empresa faça as recomendações anteriormente”, diz o juiz do Trabalho, Konrad Mota.

Postura

A assessora de comunicação da Neuari, agência de lançamento de produtos digitais, Lara Brayner, coloca como necessária a prática das empresas em manter-se em alerta sobre o conteúdo postado pelos funcionários nas redes sociais. “Os empregados não devem encarar como uma vigilância, mas uma forma de proteção que a empresa tem em relação ao nome dela”, opina.

Brayner enumera, ainda, as atitudes que devem ser evitadas para não causar transtornos na vida profissional. “Sempre é preciso tomar cuidado. Deve-se evitar falar mal abertamente da empresa ou de outros funcionários. Fazer comentários racistas, postar fotos com teor sexual e discutir com as pessoas, além de ser deselegante, não traz benefícios para si, nem para a empresa”.

Ranniery Melo
Repórter

 

Diário do Nordeste – Cidade – 02/02/2015

James Akel comenta que a TV aberta está perdendo audiência para a internet

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O site Notícias da TV, editado por Daniel Castro, mostrou nesta semana que na quinta o ibope das emissoras mostrava que era baixo o número de TVs ligadas.

Mas em contrapartida esta coluna descobriu que na mesma quinta, a Alltv, a pioneira em webtv e que já ganhou Prêmio Esso por isso, estava com seu melhor desempenho de público.

Com certeza outras webmídias devem ter sido beneficiadas, mostrando que o povo começa a mudar ou experimentar novas mídias.

Pode ser um momento de maior criatividade nestas novas mídias pra manter este povo que de vez em quando as experimenta.

Talvez uma estratégia de fazer com que o povo tenha maior interesse fosse criar programas em que se possa dar prêmios, presentes ou coisas parecidas pra quem estiver vendo.

Estratégia é a palavra fundamental na mídia qualquer que seja ela pra fomentar maior números de interesse das pessoas.


Escrito por jamesakel@uol.com.br às 07h00 no dia 12.08.2014

Após críticas, Luciano Huck apaga post considerado ofensivo às mulheres

Após críticas, Luciano Huck apaga post considerado ofensivo às mulheres

 

O apresentador da GloboLuciano Huck, se envolveu meio que sem querer em uma polêmica desde a tarde desta terça-feira (24) na internet.

Em suas redes sociais, ele fez uma convocação para uma pauta do seu “Caldeirão do Huck”: “Carioca? Solteira? Louca para encontrar um príncipe encantado entre os ‘gringos’ que estão invadindo o Rio de Janeiro durante a Copa? Chegou a sua hora. Mande fotos e porque você quer um gringo ‘sob medida’ para este email – namoradaparagringo@globomail.com”.

O post pegou muito mal, fazendo o apresentador ser taxado de incentivar o turismo sexual. Um seguidor usou o artigo 227 do Código Penal, que fala sobre “induzir alguém a satisfazer a lascívia de outrem”. Já outro escreveu: “Se é leniência eu não sei, mas se idiotice fosse crime o Luciano Huck pegava perpétua”.

Com a péssima repercussão, Huck acabou apagando a publicação de sua página oficial no Facebook. A mensagem, porém, segue publicada no seu Twitter e na página oficial do “Caldeirão”.

Vale ressaltar que, meses atrás, Luciano já exibiu uma matéria sobre uma moça paulista, que queria encontrar na Suécia o seu “príncipe encantado“.

Atualmente, o “Caldeirão do Huck” tem marcado médias entre 12 e 14 pontos no Ibope da Grande São Paulo, tendo uma queda se considerados os números dos últimos anos, que chagavam até a 20 pontos de média.

 

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Cartoon Network censura “Tom e Jerry” e vira alvo de críticas na internet

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Todas as crianças que cresceram assistindo televisão sabem quem são “Tom e Jerry”. O desenho marcou toda uma geração e é famoso até hoje.

Porém, uma medida do Cartoon Network está criando muita polêmica nas redes sociais. Segundo o jornal “O Globo”, a emissora de TV por assinatura mandou tirar do ar cerca de 27 episódios do desenho, considerando que o clássico e tais episódios são violentos e que podem influenciar as crianças.

Esta não é a primeira vez que o canal infantil da Turner censura suas atrações: na lista de cortes, estão episódios de “Apenas um Show” e do blockbuster “Ben 10”, além de animes como “Naruto”.

Na internet, tal medida deu o que falar. O humorista Marcelo Médici tuitou: “Por um mundo cada dia mais chato!”. Já a internauta Anne Tremonti disse: “É tanta idiotice nessa história dos episódios de Tom e Jerry que me recuso a comentar”. Já Lara Bruxinha foi mais crítica: “O politicamente correto está tirando tudo que é bom na TV, em todos os gêneros!”.

O Cartoon Network é líder de Ibope na TV paga desde setembro do ano passado, mas as críticas contra o conteúdo cada vez mais censurado tem sido questionado pela audiência.

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