Fluminense 3 x 1 Avaí

Marca de Gum, golaço de Fred: Flu vence por 3 a 1 e deixa Avaí no Z-4

Zagueiro chega a 300 jogos e Fred vira o quinto maior artilheiro do clube em resultado que garante o Tricolor na Série A. Time catarinense continua ameaçado, no 16º lugar

O significado da vitória foi muito melhor do que o futebol apresentado pelo Fluminense. Porém, mesmo ao sofrer pressão do Avaí por alguns momentos, o Tricolor garantiu matematicamente a permanência na Série A do Brasileirão. Com a marca dos 300 jogos de Gum. Com golaço de Fred, o de número 161, o quinto maior artilheiro da história tricolor. O 3 a 1 deste domingo, em Cariacica, no Espírito Santo, determinou a volta do time catarinense à zona de rebaixamento .

O Flu se manteve na 14ª posição, agora com 46 pontos. São oito de vantagem para o Avaí, o 17º, primeiro integrante do Z-4. Faltam duas rodadas. Com 38 pontos, o time catarinense tem dois a menos do que o Figueirense, o primeiro livre. Jogam no sábado. Às 19h30 (de Brasília), no Maracanã, o Fluminense recebe o Internacional. O Avaí encara a Ponte Preta na Ressacada.

Gum, Fluminense x Avaí (Foto: Bruno Haddad / Fluminense.com.br)
Gum comemora primeiro gol do Fluminense contra o Avaí em Cariacica
(Foto: Bruno Haddad / Fluminense.com.br)

O clima de festa nas arquibancadas não se refletiu no gramado. Com disputas ríspidas, discussões e empurrões, os jogadores encararam a partida como uma final. Fred e Emerson quase brigaram. Afinal, ambos precisavam vencer para afastar risco de queda. O Flu foi mais eficiente, afinal, o número de finalizações mostrou equilíbrio: 9 a 9.

Gum, de cabeça, no primeiro tempo, após escanteio de Jean, Osvaldo, depois de cruzamento de Marcos Junior, e Fred, de fora da área, ao encobrir o goleiro Vagner, marcaram para o Tricolor. Deu tempo ainda para Léo Gamalho descontar.

O público presente de 9.183 pessoas determinou renda de R$ 506.620,00.

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Renato Maurício Prado comenta Fluminense 2 x 1 Palmeiras pela Copa do Brasil 2015

Marcos Junior gol - Fluminense x Palmeiras (Foto: André Durão / GloboEsporte.com)

 

O Fluminense fez um excelente primeiro tempo, abriu 2 a 0, no placar (Marcos Júnior e Gum), mas foi para o vestiário preocupado. Num dos últimos lances, antes do intervalo, Fred sofreu uma contusão aparentemente séria e teve que sair de maca do gramado, com torções no tornozelo e no joelho esquerdos. Desfalque preocupante que poderia acabar influenciando no desenrolar da partida. Como, de fato, influenciou.

O Palmeiras voltou melhor (Marcelo Oliveira deslocou Zé Roberto para o meio-campo e colocou Egídio na lateral), passou a dominar as ações e o seu gol acabou saindo, num pênalti infantil de Gum no jogador mais veterano em campo. O próprio Zé Roberto bateu e diminuiu a diferença para 2 a 1. Daí até o final, a pressão maior foi sempre dos paulistas, mas o placar não se modificou (os dois times tiveram gols anulados por impedimento). Com o resultado, o Flu se classificará para a final da Copa do Brasil com um empate no Allianz Parque, na próxima quarta-feira. Mas basta ao Palmeiras uma vitória por 1 a 0, para ficar com a vaga.

A provável ausência de Fred complica ainda mais a situação tricolor. É verdade que os jovens Marcos Júnior, Gustavo Scarpa e Vinícius têm jogado muito bem a Copa do Brasil e podem garantir ao tricolor um ataque insinuante em São Paulo. Mas Fred é sempre a principal referência e aquele que decide na hora H – vide o gol na Arena do Grêmio, na etapa anterior, e a cabeçada mortal, no lance do primeiro gol, diante do Palmeiras, feito por Marcos Júnior, no rebote.

Eduardo Baptista terá que quebrar a cabeça para arrumar uma forma de armar o time sem o seu principal craque. O veteraníssimo Magno Alves, que o substituiu esta noite, nem de longe parece capaz de cumprir com êxito tal tarefa. A missão do Flu continua a ser difícil. Mas não é impossível.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 24 de outubro de 2015

Copa do Brasil 2015 – Fluminense 2 x 1 Palmeiras

Fluminense vence, mas gol fora de casa mantém Palmeiras confiante

Tricolor abre dois gols de vantagem no primeiro tempo, e Verdão desconta com pênalti polêmico. Cariocas jogam por empate; paulistas precisam de vitória mínima

Com o regulamento nas mãos, o Palmeiras perdeu, mas deixou o Maracanã esperançoso em chegar à final da Copa do Brasil. Com Fred em campo, o Fluminense abriu dois gols de vantagem no primeiro tempo, nesta quarta-feira, e parecia encaminhar a classificação. Sem o centroavante, substituído pouco antes do intervalo com torções no joelho e tornozelo esquerdos, o Verdão cresceu na etapa final, descontou para 2 a 1 com um pênalti duvidoso e deixou a disputa aberta. Os paulistas ainda reclamaram de um gol de Amaral anulado por impedimento.

Marcos Junior gol - Fluminense x Palmeiras (Foto: André Durão / GloboEsporte.com)
Marcos Junior comemora primeiro gol do Fluminense na vitória sobre Palmeiras
(Foto: André Durão / GloboEsporte.com)

Com diferença mínima, o Fluminense joga por um empate, na próxima quarta, em São Paulo, para ficar com a vaga. O Palmeiras avança com uma vitória simples por 1 a 0. Se placar se repetir, agora a favor dos paulistas, a decisão será nos pênaltis. São Paulo e Santos disputam a outra semifinal.

Fred deixou o campo nos acréscimos do primeiro tempo preocupando o departamento médico. Antes, abriu caminho para o Fluminense vencer. Foi dele a cabeçada que Fernando Prass fez um milagre e deu rebote para Marcos Junior abrir o placar. Em seguida, com um corta-luz, permitiu que a bola passasse por entre suas pernas após sutil desvio de Gum e entrasse no canto esquerdo. Se tivesse continuado…

O Palmeiras poderia ter obtido um placar mais favorável. Antes de sofrer os dois gols, o Verdão chegou com muito perigo ao gol de Diego Cavalieri. Vitor Hugo e Gabriel Jesus tiveram duas chances claras logo no início da partida e não aproveitaram. A defesa, tão criticada, voltou a falhar em lances de bolas paradas e atrapalhou os planos. O time só reagiu no segundo tempo, quando Zé Roberto converteu um pênalti polêmico sofrido por ele mesmo em disputa com Gum. Amaral chegou a empatar, mas o árbitro Leandro Pedro Vuaden marcou impedimento, também bastante duvidoso. No fim, a derrota por 2 a 1 não foi considerada ruim.

O JOGO

O Palmeiras vai lamentar por dias as chances que desperdiçou no início de jogo no Maracanã. Oportunidades que, provavelmente, encaminhariam a classificação da equipe para a final. Os primeiros minutos foram amarrados, de muita marcação, sequências de faltas e pouco futebol. A partida começou mesmo após os oito minutos, quando os jogadores do Palmeiras pediram para trocar a camisa prateada pela branca e evitar confusões com o uniforme tricolor do Fluminense.

Fluminense x Palmeiras, Maracanã. (Foto: andré durão)
Gabriel Jesus cabeceia e perde grande chance de abrir o placar no primeiro tempo da partida
(Foto: André Durão)

Os paulistas despertaram primeiro e quase marcaram duas vezes em sequência. Vitor Hugo, com uma linda virada, quase uma bicicleta, por muito pouco não acertou o canto direito de Diego Cavalieri. Logo depois, Gabriel Jesus apareceu na área sem marcação e com tempo para escolher onde colocar a bola com a cabeça. Optou pela esquerda do goleiro e errou o alvo.

O Fluminense cresceu aos poucos, sem sufocar ou criar grandes chances. Na primeira vez, ficou em vantagem, aos 28, aproveitando uma velha falha palmeirense em bolas aéreas. Desta vez, um exagero de erro. Fred, o principal jogador tricolor, ficou livre na área para cabecear uma cobrança de escanteio. Fernando Prass fez um milagre, mas a bola sobrou para Marcos Junior apenas completar para o gol.

No embalo da torcida, em ótimo número no Maracanã, o Fluminense continuou melhor. E, para ajudar, sem ser incomodado pelo sonolento ataque palmeirense. O segundo gol, aos 41, saiu em uma jogada ensaiada. Gustavo Scarpa chutou quase de tornozelo, Gum desviou, e Fred fez o pivô com as pernas abertas. A bola passou por todo mundo e morreu no canto esquerdo de Prass.

Fluminense x Palmeiras, Maracanã. (Foto: andré durão)
Zé Roberto marca de pênalti e mantém Palmeiras vivo na briga por vaga na final
(Foto: André Durão)

Marcelo Oliveira optou por mudar o Palmeiras na volta do intervalo. Victor Ramos, já punido com cartão amarelo, deu lugar a Jackson na zaga. O treinador também trocou Andrei Girotto por Egídio, passando Zé Roberto para o meio de campo. O Flu perdeu poder ofensivo sem Fred. Magno Alves deu mais mobilidade ao ataque para explorar os contra-ataques, mas o time perdeu sua referência entre os zagueiros.

O Palmeiras reapareceu melhor. O time conseguiu descontar, aos 15, em um lance bastante polêmico. Barrios tocou de calcanhar para Zé Roberto na área. O meia recebeu a bola, trombou com Gum, e Vuaden marcou pênalti. O mesmo Zé bateu e diminuiu. Aos 22, foi a vez dos paulistas reclamarem em outra jogada muito duvidosa. Amaral marcou de cabeça, mas a arbitragem marcou impedimento.

A velocidade do ataque do Fluminense colocou a defesa palmeirense em apuros. Marcos Junior chegou a marcar, mas estava em claro impedimento. O atacante ainda perdeu uma grande chance ao receber a bola nas costas da defesa. Fernando Prass fez grande defesa. Já no fim, Lucas evitou o terceiro em finalização de Magno Alves. O Tricolor, vencendo, terminou o jogo tentando pressionar. O Verdão, perdendo, administrou o 2 a 1 para decidir em São Paulo.

 

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Fluminense 2 x 2 Atlético Mineiro

 2 x 2 

37ª RODADA
FLU VIRA O JOGO, MAS GALO EMPATA NO MARACANÃ E AMPLIA O DRAMA TRICOLOR
Empurrado pela torcida, time carioca marca com Gum e Biro Biro em jogo pegado, vacila na hora de segurar o placar e vai precisar secar os rivais
O drama continua. Mesmo com o apoio maciço de 44.699 torcedores no Maracanã (38.779 pagantes, com renda de R$ 459.330,00) o Fluminense não conseguiu superar o Atlético-MG, neste sábado. Sob chuva fina, o empate em 2 a 2 deixou o time carioca à mercê dos dos rivais para depender das próprias forças na última rodada, quando encara o Bahia, em Salvador, e escapar do rebaixamento. Em jogo pegado, Diego Tardelli abriu o placar, Gum e Biro Biro conseguiram a virada, mas o ex-vascaíno Alecsandro deixou tudo igual perto do fim.

Um grupo tentou invadir o vestiário tricolor e pelo menos quatro homens foram presos. O clube soma 43 e pode ser ultrapassado por Coritiba e Vasco, o que tornaria a tarefa de evitar a Série B ainda mais inglória. O resultado, aliás, ratificou a queda da Ponte Preta, que já não pode alcançar o Flu.

De olho no Mundial de Clubes, o Galo permanece em sexto lugar, agora com 56 pontos. Tranquilo, apenas cumpre tabela no domingo que vem contra o Vitória, em Belo Horizonte.

Enquanto o público se acomodava no estádio, o suspense pela escalação do goleiro Diego Cavalieri crescia. O camisa 12 fez um teste no campo e, apesar de a escalação oficial inclui-lo, a confirmação só saiu mesmo quando ele voltou de uniforme. No fim, a torcida do Atlético, de laços fortes com a do Vasco, entoou coro de Segunda Divisão para o adversário e cantou até a parodia cruz-maltina da música “Anna Júlia”, da banda Los Hermanos.

Antes de a bola rolar, os 22 atletas cruzaram os braços em apoio ao movimento Bom Senso FC, que luta por melhores condições de trabalho no futebol e mais transparência das diretorias.

Fernandinho Fluminense x Atlético-MG (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Luan disputa a bola com Igor Julião e tenta levar o Galo à frente (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Correria e jogo ótimo de se assistir

Agitado, pegado e apressado, o clima de vida ou morte foi incorporado desde o primeiro minuto. Nada de estudar o adversário ou trocar passes com cautela. O Galo entrou na onda, tentou pegar o Flu desprevenido e partiu para cima. Mas sofreu na mesma moeda, tornando o duelo aberto. Aos sete minutos, Victor saiu mal do gol, Sobis não conseguiu encobri-lo e quem levou a pior foi Marcos Rocha, que saiu machucado. Aliás, o Tricolor não aliviou e preocupou os mineiros, focados no Mundial. Luan apanhou bastante, e Pierre foi outro substituído.

Inseguro na defesa, o time de Dorival Júnior oferecia espaços, e Tardelli aproveitou. Após bola rebatida, aos 21, fuzilou a meta de Cavalieri, que não conseguiu espalmar – seja culpa do corte no dedo ou não. Sem baixar a cabeça, lá foi o Fluminense atrás do prejuízo. Perdeu duas chances incríveis – com Wagner, parando em Victor, e Euzébio, em bate e rebate dramático. Mas desafogou sua torcida com o empate aos 36, com Gum, também num lance estranho. Perto do fim da etapa, o Atlético tornou a conter o rival e assustou em lances pelas pontas.

Gum gol Fluminense x Atlético-MG (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Após confusão na área, Gum marca o gol de
empate (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Flu vira, recua e sofre castigo

No retorno do intervalo, o Flu manteve sua superioridade na posse de bola (59% a 41%), mas passou a errar passes demais, esfriando a reação. Só que o Galo parecia desconfortável, menos efetivo e deu espaços. Até que Wagner achou Biro Biro entre os zagueiros, e o garoto virou com um toque na saída do goleiro, logo aos oito minutos. Explosão no Maracanã! Sem a necessidade de correr mais riscos, o Tricolor recuou e esperou as chances nos contragolpes.

E a partida ganhou novos contornos de emoção neste estilo: o campeão da Libertadores na frente, à procura do encaixe de uma tabela fatal, e o atual campeão brasileiro apostando as fichas na correria de Rafinha e Biro Biro – o que quase deu certo. E assim foi até os 37 minutos. Alecsandro, que entrara na vaga de Michel, acertou cabeçada certeira no canto esquerdo e empatou. A festa nas arquibancadas, que já tinha virado apreensão, agora seguiu para o desespero. E poderia ser pior. Sem reação, o Fluminense ainda viu Tardelli carimbar o travessão aos 46.

Fluminense 2 x 1 São Paulo

 2 x 1 

 

Foi dramático. A torcida do Fluminense compareceu ao Maracanã e torceu muito até o fim. O Tricolor carioca precisava da vitória para tentar fugir da zona de rebaixamento. O Criciúma venceu no sábado e aumentou a pressão. O time pressionou por boa parte do jogo os reservas do São Paulo, mais preocupado com a Copa Sul-Americana. A maior parte dos 37.310 presentes ao estádio – 34.459 pagaram ingressos, para uma renda de R$ 365,825,00 – sofreu com as chances desperdiçadas até os 43 minutos, quando o zagueiro Gum, com uma cabeçada mortífera, fez o estádio explodir de alegria: a vitória de 2 a 1 tirava um pouco a equipe do sufoco.

Welliton abrira o placar para o São Paulo. Jean, um dos destaques da partida, levou o Flu ao empate, ainda no primeiro tempo, e Gum selou a vitória no fim, a segunda sob a direção do técnico Dorival Junior. Agora, o Fluminense está com 42 pontos ganhos, fora da zona de rebaixamento – pulou, virtualmente, para a 14ª posição. Na próxima rodada, sai para enfrentar o Santos no Prudentão, no interior paulista. Depois, receberá o Atlético-MG no dia 1º de dezembro e termina o Brasileirão contra o Bahia, dia 8, na Fonte Nova. O São Paulo, que se mantém com 49 pontos, na quarta-feira enfrentará a Ponte Preta na primeira partida das semifinais da Copa Sul-Americana, pegará o Botafogo em casa, domingo, e depois joga contra o Criciúma fora, no dia 1º de dezembro, e encerra dia 8, contra o Coritiba, no Morumbi.

Na saída de campo, enquanto Cavalieri ia perto da arquibancada e oferecia sua camisa de presente a uma menina, Rafael Sobis era um dos mais empolgados com a reação do time.

– Se o fim for sempre assim, não tem preço. Uma hora as coisas mudariam, e temos batalhado muito para que mudem. É a vitória que talvez faça a gente permanecer. Uma derrota aqui… A parte da derrota sabemos como é, a gente joga agora fora de casa, um lugar que a gente não conhece… É do futebol, sabe que isso dificulta. O grupo está unido, concentrado, ninguém faz polêmica, todo mundo aceita as críticas e trabalha.

No lado do São Paulo, Wellington, capitão do time na ausência de Rogério Ceni, lamentou a bobeada no fim.

– Não ficamos atrás esperando o Fluminense. Também tentamos a vitória e no fim, praticamente no último lance, tomamos o gol de bola parada – declarou Wellington.

Chances e gols

O empate por 1 a 1 no primeiro tempo acabou até modesto pela partida bem disputada, com boas chances e o domínio sempre mudando de lado – ficou mais tempo com o Fluminense. Com o apoio da torcida no Maracanã, o time sabia que teria de se lançar ao ataque logo de cara para surpreender o São Paulo. Em dois minutos, simplesmente criou duas chances de gol. Duas. Na primeira, Samuel se enrolou ao tentar driblar o zagueiro. Na segunda, em centro de Igor Julião, Wagner ficou com o grito de gol engasgado quando viu Denis fazer boa defesa.

Era a senha para o Tricolor carioca insistir. E a senha para o Tricolor paulista tratar de corrigir a marcação. Foi só reforçar a cobertura em Fabrício e adiantar o time que Muricy equilibrou a partida. Melhor, o São Paulo passou até a dominar. E com Jadson rápido na armação das jogadas e eficiente na cobrança de falta que passou perto do gol e assustou Cavalieri. O toque de bola do meio-campo começou a encaixar. E numa bela triangulação, que começou com o camisa 10 são-paulino, à la Ronaldinho, olhando para o outro lado, fez a bola chegar a João Schmidt. O toque de calcanhar foi para Welliton, que bateu no cantinho, aos 17: 1 a 0.

Mal o Flu se refazia do gol do São Paulo, levou susto com outro Wellington, num tirambaço para boa defesa de Cavalieri. Mas, dali em diante, o time carioca reequilibrou as ações, até porque. Jean e Wagner estavam incansáveis. Um no combate e chegando ao ataque. O outro porque chamava para si a responsabilidade de criar. Pela direita, pela esquerda ou pelo meio, de onde saiu o empate: Jean explodiu bomba no travessão. No rebote, Samuel arriscou. A bola foi na trave e contou com ajuda de Denis para Jean, de cabeça como um centroavante, não perdoar aos 25 minutos. Depois do empate, a torcida e a equipe se inflamaram. Sobis e Jean ainda tiveram chance de virar. Houve também um toque de mão de Fabrício na área, considerado involuntário pela arbitragem. Osvaldo, no fim, assutou o Flu. E o jogou seguiu empatado no primeiro tempo.

rafael sobis fluminense fabricio são paulo brasileirão (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)Rafael Sobis recebe o combate de Fabrício, do São Paulo (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)

Euforia com Gum

Muricy trocou Lucas Silva por Caramelo no intervalo. Parecia adivinhar que o Flu forçaria pelo lado esquerdo de ataque suas jogadas. E o time carioca repetiu o roteiro da primeira etapa. Começou melhor. Rhayner, e depois Jean, tiveram boas chances ali pela esquerda mesmo. O toque do camisa 7 foi bonito, e passou bem perto do gol.

O São Paulo procurava os contra-ataques, explorando a velocidade de Osvaldo. E teve também o seu lance para reclamar da arbitragem: Welliton fez o giro e caiu na área, mas o árbitro mandou seguir. Pouco depois, Dorival Júnior cedeu aos pedidos da torcida e pôs o garoto Biro Biro no lugar de Rhayner, ali mesmo pela esquerda. O time ficou mais aceso. Igor Julião bateu cruzado, a torcida ficou com o grito contido mais uma vez. Era boa a oportunidade. O São Paulo parecia desinteressado. Muricy, aos berros, reclamava e resolveu mexer, trocando Welliton por Ademilson.

Dorival também mexeu. Tirou o apagado Samuel para arriscar com Marcelinho. O jogo estava à feição do Flu, que não encontrava o caminho do gol. Muricy tentava melhorar o São Paulo ao pôr Maicon no lugar de Fabrício. O Tricolor carioca pressionou até o fim. Aos 43, já sob o coro de “À bênção, João de Deus”, música que acompanha o time nas dificuldades e nos bons momentos, a justiça foi feita para quem mais buscou o gol: em escanteio, Gum subiu mais que todos e mandou, de cabeça, a bola mortífera: era a virada tricolor que faltava no Brasileirão. A festa estava completa.

Flamengo 1 x 0 Fluminense

 1 x 0 

Era um Fla-Flu. O último clássico carioca do ano. Os dois times ainda brigando contra o risco do rebaixamento. Tudo bem que entraram desfalcados. Mesmo assim, os mais de 32 mil torcedores que foram ao Maracanã mereciam partida melhor que a deste domingo. Passes errados, bola batendo na canela… Tudo indicava um empate por 0 a 0, com as duas torcidas ainda preocupadas. Mas era um Fla-Flu. Algo inusitado podia acontecer, e no fim. Entre tantas jogadas erradas, o Flamengo acertou uma, aos 44. Pior: os torcedores saíram do estádio pensando que o gol foi de Hernane – o próprio Brocador saiu comemorando e assumindo a autoria do gol. Num centro de Rafinha, Gum deu o carrinho tocando na bola. O atacante rubro-negro garantiu ter resvalado depois, antes de ir para o fundo da rede. Mas na súmula o árbitro Leandro Vuarden deu gol contra do zagueiro tricolor.

– A bola ainda relou em mim e entrou. Como já falei, aqui no Maracanã me sinto em casa. Foi uma vitória muito importante, o Flamengo precisava disso, para sair de vez dessa zona de perigo. Demos uma aliviada e quarta temos um jogo difícil, a equipe do Goiás é muito boa – havia garantido o Brocador, que perdera gol feito no começo da segunda etapa.

Foi o terceiro Fla-Flu vencido pelos rubro-negros na temporada. E com um gosto de alívio. Com o resultado, o time chegou a 44 pontos ganhos e ocupa o 10º lugar. Está, para os matemáticos de plantão, a três pontos de fugir de vez da degola. A situação do Fluminense ficou mais crítica: está em 16º, com 36, mesma pontuação do Vasco, o primeiro do Z-4, mas o técnico Vanderlei Luxemburgo será mantido. Tanto o treinador como o presidente Peter Siemsen garantiram que nada muda no clube.

– Não houve conversa nenhuma, todos estamos chateados. Eu não vou sair, da minha parte não saio, vou até o final e trabalhar muito para sairmos dessa confusão. Não sou homem de chegar e ir embora, vou arregaçar as mangas e continuar o meu trabalho – disse Luxa.

Na 33ª rodada, o Rubro-Negro receberá no sábado, logo após o jogo decisivo na quarta-feira pelas semifinais da Copa do Brasil, o mesmo Goiás. Serão dois jogos seguidos contra o Esmeraldino. Depois, enfrentará fora de casa São Paulo e Grêmio. Na volta ao Rio, pegará o Corinthians. Depois sai para jogar contra o Vitória em Salvador e se despede da competição contra o Cruzeiro, no Maracanã.

No próximo domingo o Fluminense, que este ano não venceu um clássico carioca, enfrentará o Corinthians em São Paulo. Depois receberá o Náutico e o São Paulo, volta a sair para jogar contra o Santos, pega o Atlético-MG no Rio e o Bahia em Salvador.

Hernane gol Flamengo x Fluminense (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Hernane diz que tocou na bola, mas árbitro dá gol contra de Gum (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Flu melhor no primeiro tempo

Dava para perceber de cara as jogadas que os dois times explorariam. Muito parecidas, por sinal. Sempre buscando a velocidade era a palavra-chave. Do lado tricolor, Biro-Biro, que caía pela direita para se aproveitar da lentidão e pouco intimidade de Frauches com a lateral esquerda – o zagueiro jogou improvisado na posição. Do lado rubro-negro, a ordem era explorar o veloz Rafinha. E nesse ponto, a jogada tricolor era mais eficiente. Ali, pela direita, o Flu fez três lances seguidos com perigo, os dois primeiros com Biro-Biro. Na primeira bateu fraco, para defesa de Paulo Victor. Na segunda, a bola desviou na zaga. E na terceira e quarta, foi Jean quem mandou com perigo – a última obrigou o goleiro à melhor defesa, em dois tempos.

No caso do Flamengo, Rafinha não soube aproveitar o bom espaço e a também improvisação de Anderson na lateral esquerda tricolor. Carlos Eduardo e Gabriel não conseguiam dar velocidade com qualidade às jogadas. Luiz Antonio, quando subia, era mais eficiente que os dois na armação. Mas foi pelo lado direitoi a melhor jogada rubro-negra, quando Digão recuperou uma bola e centrou para Hernane, perto do gol, tocar para as redes… do lado de fora.

Antes, o Brocador já tinha tentado, de cabeça, abrir o placar, mas a bola saiu mascada com o zagueiro. No mais, apesar de não ter Carlinhos para apoiar pela esquerda e contar com um meio-campo bem burocrático com Edinho, Diguinho e Jean, a superioridade na primeira etapa foi do Tricolor, que tinha em Rafael Sobis o diferencial para chegar à vitória. E surgiu dos pés do camisa 23, inclusive, a melhor jogada, um míssil que paralisou Paulo Victor aos 40. E se essa bola não entrou, não havia mais o que fazer dos dois lados. Era esperar uma brecha no segundo tempo.

Gol rubro-negro no fim

Samuel Flamengo x Fluminense (Foto: Nelson Perez / Flickr do Fluminense)Samuel disputa jogada com Frauches: jogo foi truncado (Foto: Nelson Perez / Flickr do Fluminense)

O segundo tempo começou com cara diferente do primeiro. Rafinha, finalmente, acertou uma jogada pela direita. Centrou com o pé esquerdo no segundo pau. E Hernane perdeu até então o gol mais feito da partida, aos 3 minutos, ao escorar para fora. Poucos minutos depois, Vanderlei Luxemburgo trocou o apagadíssimo Bruno por Rafinha.

A partida caiu assustadoramente. O técnico Jayme de Almeida sacou Gabriel para pôr Bruninho. Vanderlei trocou Samuel por Marcelinho, que chegou do mundo árabe. Depois, tirou Diguinho para lançar Igor Julião… Os dois times trocavam passes com muitos erros. Por várias vezes a bola bateu na canela, como numa jogada com Digão pela lateral.

O Fluminense teve três momentos de perigo. Primeiro numa bola que Igor Julião recuperou pouco antes de sair e centrou para Marcelinho chegar décimos de segundo atrasado. Depois foi um chute de Rafinha que bateu na rede pelo lado de fora – alguns tricolores chegaram a comemorar. E depois, numa jogada de escanteio, Leandro Euzébio, colado no segundo pau, não conseguiu alcançar a bola.

Bruninho e Adryan entraram, a partida ficou lá e cá, e num centro de Rafinha, aos 44, Gum deu o carrinho e fez contra. Hernane comemorou como se fosse dele. Mas, para a torcida rubro-negra, que já cantava bastante na partida ainda com o 0 a 0, pouco importa o autor.  Além de ter ido à loucura, começou a provocar o adversário com gritos de “ão, ão, ão…segunda divisão”. Alívio rubro-negro, desespero tricolor.

Fluminense 1 x 1 Coritiba

 1 x 1 

O Fluminense não perdia há cinco jogos. E continua sem perder. O Coritiba não vencia há três rodadas. E continua sem vencer. Mesmo assim, o empate por 1 a 1 deste sábado, no Maracanã, tende a doer mais nos cariocas do que nos paranaenses. O Tricolor levou mais de 34 mil pessoas ao estádio e não conseguiu presenteá-las com uma vitória. O afastamento da vizinhança da zona de rebaixamento, tão desejado, não foi alcançado pelos tricolores – tampouco sua consequente aproximação do bloco superior da tabela, justamente aquele espaço de onde o Coritiba se afasta pouco a pouco.

Lincoln, no primeiro tempo, justificou a melhor atuação do Coxa e colocou os visitantes na frente. Na etapa final, o Fluminense voltou a crescer, repetindo a rotina dos últimos jogos, e buscou o empate com Gum.

O resultado levou o Alviverde à sexta colocação, com 31 pontos – sete atrás do G-4, aberto por seu maior rival, o Atlético-PR.

– Estava faltando peças, o Marquinhos conseguiu montar uma retranca boa no segundo tempo, conseguimos segurar. Acho que a gente fez um grande jogo e merecíamos a vitória – disse o coxa-branca Robinho após o apito final.

O Flu, com 30, é o oitavo. Neste domingo, porém, as duas equipes devem perder posições. Ambas voltam a jogar no próximo sábado, às 18h30m, fora de casa: o Tricolor contra o Goiás, o Coritiba diante do Náutico.

– O importante é continuar trabalhando, seguir pontuando, buscar uma vitória fora de casa para compensar esses pontos que perdemos aqui – comentou o zagueiro Gum, autor do gol tricolor.

Coritiba, com justiça, pula na frente

RAfael Sóbis fluminense coritba (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)Rafael Sobis, do Fluminense, recebe combate  (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)

O fato de o Coritiba ter tido quatro finalizações no primeiro tempo, contra apenas uma do Fluminense, serve para colocar todas as ressalvas na maior posse de bola tricolor (54% a 46%) no Maracanã. Tê-la é diferente de saber o que fazer com ela, afinal. O Coxa foi um time mais prático, mais dinâmico. Não por acaso, foi para o intervalo vitorioso, consequência do gol de Lincoln aos 30 minutos. Escudero apareceu livre pela esquerda e cruzou na cabeça do meia, que, feito centroavante, completou para o gol.

Foi justo. Antes, Vítor Júnior já havia acertado o travessão de Diego Cavalieri em cobrança de falta. O Fluminense, com atuação sonâmbula, só teve algo próximo a uma chance quando Bruno arriscou chute cruzado, para fora. Foi impressionte a facilidade dos paranaenses para desestruturar os cariocas. Em 45 minutos, os visitantes tiveram dez roubadas de bola e outros dez desarmes. E ainda quase marcaram um golaço, quando Robinho, após troca de passes impressionante do setor ofensivo, tentou mandar por cima de Cavalieri, que conseguiu defender.

Flu reage

Confronto Fluminense x Coritiba (Foto: Site oficial do Coritiba/Divulgação)Lincoln e Diguinho disputam jogada pelo alto (Foto: Site oficial do Coritiba/Divulgação)

E tudo mudou no segundo tempo. A exemplo do que aconteceu nos dois últimos jogos, contra Portuguesa e Criciúma, o intervalo fez muito bem ao time tricolor. Vanderlei Luxemburgo mexeu no time, com as entradas de Biro Biro e Ronan nos lugares de Diguinho e Carlinhos. Deu certo, especialmente por causa do primeiro. Foi do jovem atacante o cruzamento, aos cinco minutos, para o gol de Gum. O zagueiro recebeu a bola cruzada da esquerda, às costas da zaga, e desviou do goleiro Vanderlei: 1 a 1.

O Flu seguiu à caça do gol. Wagner arriscou de longe e acertou o travessão. Bruno tentou mais uma vez. Sobis foi travado na hora do chute após bela jogada de Biro Biro. A pressão, no entanto, foi em vão. O Coritiba segurou a onda e, em contra-ataque, quase virou, já nos acréscimos da partida. Gil carimbou a trave, e Dudu, no rebote, mandou para fora. Por ter dado uma entrada violenta durante a construção do lance, Rafinha, do Flu, foi expulso.

Ponte Preta 1 x 1 Fluminense

 1 x 1 

 

A Ponte Preta tentava melhorar seu desempenho como mandante e ainda se recuperar da derrota para o Coritiba. Já o Fluminense queria alcançar sua segunda vitória seguida sob o comando do técnico Vanderlei Luxemburgo. Mas nenhum dos dois adversários conseguiu alcançar seu objetivo na tarde deste domingo com o empate em 1 a 1 no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Gum abriu o placar para o Tricolor no início do segundo tempo e William empatou para a Macaca no fim do jogo.

Na segunda partida de Luxemburgo, o Fluminense perdeu muitas chances de garantir a vitória e acabou castigado. A principal lamentação dos tricolores, porém, aconteceu ainda na etapa inicial, quando o capitão Fred voltou a desperdiçar um pênalti. Mas ao contrário do que aconteceu diante do Cruzeiro na última quarta-feira, dessa vez o gol fez falta. Foi a 30ª cobrança do atacante com a camisa do clube das Laranjeiras – incluindo três em decisões por pênalti – e o sexto erro. Em compensação, a equipe conseguiu seu primeiro ponto atuando como visitante e viu o jovem lateral Igor Julião, de apenas 18 anos, se destacar como um dos melhores do jogo.

– Futebol é assim mesmo. O primeiro tempo foi disputado. No segundo, o nosso time jogou bem, mas erramos muito. Erramos o pênalti e o último passe – lamentou Fred.

Já a Ponte do técnico Paulo César Carpegiani segue irregular em casa. Em seis jogos até agora, apenas uma vitória, dois empates e três derrotas.

– Entro sempre na intenção de fazer o meu melhor e hoje eu pude ajudar o time da Ponte Preta. Saio de campo feliz – afirmou o atacante Alemão, autor da assistência para William.

william ponte preta gum fluminense série A (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Gum e William disputam a bola em Campinas: atacante e zagueiro marcaram os gols no empate em 1 a 1 entre Ponte Preta e Fluminense na tarde deste domingo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

O resultado pouco mudou a situação das duas equipes na tabela de classificação. O Fluminense chegou aos 13 pontos e subiu para a 11ª posição. Já a Ponte alcançou os 11 pontos ganhos e ocupa o 15º lugar. O Tricolor volta a campo na próxima quarta-feira para encarar o Vitória, às 19h30m (de Brasília), no Barradão. No dia seguinte, a Macaca encara o Vasco, às 21h (de Brasília), em São Januário.

Jogo morno, roteiro repetido no pênalti

roberto ponte preta fluminense série A (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Roberto comemora a defesa no pênalti de Fred
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

O jogo começou devagar no Moisés Lucarelli. Enquanto a Ponte Preta buscava melhorar sua campanha como mandante, o Fluminense queria mostrar que a má fase tinha ficado no passado. Entre passes errados e poucas faltas (apenas quatro nos primeiros 20 minutos de bola rolando), os rivais optaram pela cautela antes do ataque. Jogando em casa, a Macaca dominava a posse de bola, mas pouco ameaçava a meta de Diego Cavalieri. A primeira chance clara surgiu apenas na metade do primeiro tempo, quando Geovani deixou Régis na cara do gol e o lateral chutou por cima.

Enquanto isso, o técnico Vanderlei Luxemburgo gritava muito à beira do campo e tentava orientar o Fluminense. Com Fred apagado e chegando até a tropeçar sozinho em um lance, o Tricolor demorou a se encontrar no jogo. Mas quando o fez, passou a dominar as ações e quase abriu o placar. Primeiro com Rafael Sobis, que cobrou falta da entrada da área no travessão. Depois, em pênalti sofrido pelo jovem Igor Julião em bela jogada pela direita. Fred pegou a bola e repetiu o roteiro apresentado na última quarta-feira contra o Cruzeiro: viu Roberto defender a cobrança e o rebote. Na sequência, o goleiro da Ponte ainda fez outra grande defesa em cabeçada de Carlinhos após cobrança de escanteio.

Flu perde chances e a vitória

A cautela da etapa inicial deu lugar à velocidade no segundo tempo. E bastaram quatro minutos para o Fluminense abrir o placar. No primeiro lance de perigo, Wagner lançou Fred, mas a defesa fez o corte. Logo em seguida, a bola de Wagner achou Rafael Sobis na área. O atacante cruzou para trás e Gum, livre na pequena área, cabeceou para fazer 1 a 0. Foi o sétimo gol de cabeça do Tricolor no Brasileirão.

A vantagem do Flu no placar deixou o jogo mais aberto. E a Ponte Preta quase empatou em um lance de inteligência de Adrianinho. O apoiador bateu direto para o gol uma falta lateral e obrigou Cavalieri a se esticar todo para fazer grande defesa. Ainda assim, era o time carioca que mais criava. Em seu primeiro jogo como titular entre os profissionais, Julião era a principal válvula de escape e se destacava com boas jogadas pela direita. Em uma delas, o lateral achou Wagner livre na área, mas o meia chutou por cima. Gum também quase ampliou após escanteio.

Vendo seu time acuado, Carpegiani mandou a Macaca para o ataque. Além de Adrianinho, colocou em campo mais dois jogadores ofensivos: o meia Brian Sarmiento e o atacante Alemão. E chegou ao empate em um das poucas falhas da defesa tricolor. Alemão recebeu livre pela direita e cruzou rasteiro para William dar números finais ao jogo.

gum fluminense ponte preta série A (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Gum festeja seu gol contra a Ponte Preta neste domingo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Fluminense vira com erros de arbitragem

O Fluminense tomou um gol da Ponte Preta com apenas um minuto de jogo e sofreu até os 43 minutos, quando Gum, de cabeça, garantiu a virada e a vitória por 2 a 1, resultado que o manteve com a folgada vantagem de nove pontos em relação Atlético Mineiro – que também venceu o Sport por 2 a 1, com uma virada tão sofrida quanto a do tricolor.

O Grêmio, que era o segundo colocado (e será o próximo adversário do lider, no Engenhão), cedeu o empate ao Botafogo, nos últimos instantes de sua partida, no Olimpico. 

Uma vez mais, entretanto, o Flu não encantou. Ao contrário, precisou de dois erros da arbitragem para marcar os seus gols. No primeiro, o juiz interpretou como mão na bola um lance que me pareceu bola na mão, ou seja, não intencional. Samuel tocou de calcanhar dentro da área e a bola resvalou na mão de Luan, depois de bater em seu quadril. Fred bateu a penalidadde no meio do gol e empatou a partida, já aos 34 minutos do segundo tempo.

Aos 43, num lance na ponta-direita do ataque do Fluminense, Marco Júnior se dependerou na camisa de seu marcador, ao ser desarmado, e caiu. O árbitro achou que houve falta do jogador da Ponte Preta e marcou a favor dos cariocas.

Alçada a bola na área, Gum saltou mais do que a zaga e desviou de cabeça, para o fundo da rede. Estava garantida a sofrida, quase heróica, vitória de virada, a enorme vantagem sobre os demais e o quinto triunfo consecutivo.

Será que alguém ainda duvida do quarto título do Flu?

Coluna redigia pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal O GLOBO