
Novelas da Globo não decepcionam no Natal; veja comparativo com 2012

Silvio de Abreu foi escolhido para receber o Prêmio Quality Brasil, na categoria de melhor autor de novela, pelo seu trabalho em “Guerra dos Sexos”.
O evento vai acontecer no dia 22 de novembro na Amcham Business Center.
Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!
Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery
O Ratinho está fazendo, sem tirar nem por, o programa “Guerra dos Sexos”, apresentado pelo Osmar Santos, na Globo, há quase 30 anos.
Homens e mulheres respondendo perguntas sobre trechos de filmes, com os participantes acumulando pontos e ganhando uma TV no final. Até o prêmio é o mesmo. Uma cópia perfeita. E, pelo que se sabe, não existe autorização para isso.
Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery
Recém-estreada no horário das sete da Globo, “Sangue Bom” já tem conseguido elevar a audiência de “Guerra dos Sexos”.
Segundo dados do Ibope na Grande São Paulo, “Guerra dos Sexos” obteve 23 pontos em sua terceira semana de exibição.
Já “Sangue Bom” elevou a audiência em um ponto e fechou com 24 pontos no mesmo período.
A nova novela das sete tem autoria de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari.
Nesta quinta (25), a Nickelodeon exibiu para o Brasil o último episódio de “iCarly”, série infantil que pode ser considerada o último “hit” se tratando de programas infantis no mundo. E não é pra menos.
O seriado, que é criação de Dan Schneider, mesmo criador de outros sucessos da Nick como “Drake e Josh”, “Kenan e Kel” e “Victorious”, é disparado o maior sucesso do canal no ramo, e o seu roteiro ajuda a explicar.
Mesmo que seja um programa infantil, “iCarly” sempre teve tiradas inteligentes no seu texto. O próprio elenco é uma sátira aos estereótipos que esse tipo de série tem, como a protagonista loira e que canta – Sam, interpretada por Jennete McCurdy é totalmente o oposto disso.
E ainda, o personagem Gibby, interpretado por Noah Munick, é uma brincadeira de Dan aos garotos bonitões que gostam de aparecer com o seu corpo. Afinal, quantas vezes você viu um gordinho tirar a camisa em algum lugar? Quase nunca, mas em “iCarly” era em todo episódio. Ou seja, o seriado era infantil, mas sempre atraiu um outro público que não era seu alvo. Vai fazer muita falta, principalmente aqui no Brasil, onde cada vez menos se investe neste tipo de público.
O fim de “Guerra dos Sexos”
Olha, poucas vezes eu vi uma novela global com tamanha falta de repercussão como “Guerra dos Sexos”. A trama chega ao fim nesta semana e ninguém nem repara, nem fala, nem comenta. Ninguém está nem aí.
Confesso que não acompanhei muito a novela, mas pelo que vi, entendo porque o remake foi tão mal, tanto em audiência como em repercussão: o roteiro tinha humor infantil, bobo, estranho. Faltou escracho, que segundo relatos, sobrou na primeira versão. Porém, não posso deixar de destacar as atuações de Irene Ravache e Tony Ramos. Dois monstros, que em muitas vezes me atraíram a ver “Guerra”. Uma pena que o resto do elenco não tenha ido muito bem.
Ah, e por favor dona Globo, não insistam com Jesus Luz como ator. Isso é um convite para o nobre telespectador desligar a TV. Que “Sangue Bom” seja melhor. Se tiver metade da qualidade de “Ti Ti Ti”, que também foi de Maria Adelaide Amaral, teremos trama da melhor qualidade nos próximos meses.
48 anos da platinada
A Rede Globo completou nesta sexta (26) 48 anos de existência, e continua sendo, disparado, a líder de audiência.
E cá entre nós, a “plim-plim” faz por merecer. A Globo sempre teve os melhores produtos (menos no humor, que aliás, é defeito crônico dela faz tempo). A dramaturgia é de longe a mais forte da América Latina e uma das melhores do mundo. O seu jornalismo tem alguns princípios que são exemplo, mas algumas coisas são questionáveis, porém, ainda é o melhor se comparando às outras emissoras.
E pra mim, o principal motivo dela ser líder é o respeito que a Globo tem com seu telespectador. Ou você vê a platinada mudando de programação toda hora ou desgastando formatos? Eu não. Se ela está onde está, é porque é a mais competente e isso não se discute. E só será incomodada quando as outras emissoras aprenderem a respeitar o telespectador. É isso.
Gabriel Vaquer escreve sobre mídia e televisão há vários anos. Além do “Antenado”, é responsável pelo “Documento NaTelinha” e é comentarista esportivo na Rádio-web Equipe Show de Bola. Converse com ele. Twitter: @bielvaquer
Para além da análise fria dos números de audiência, uma forma de entender o sucesso de uma novela é ouvir o que as pessoas estão falando dela na rua, no trabalho, na escola e, hoje em dia, nas redes sociais. O quase silêncio a respeito de “Guerra dos Sexos”, que terminou nesta sexta-feira (26), não pode ser ignorado ao se fazer um balanço deste trabalho de Silvio de Abreu.
Os dados do Ibope são muito duros com o remake da novela, escrita originalmente em 1983 pelo mesmo autor. Foi a pior audiência do horário das 19h. Em entrevistas, Abreu argumentou que “Guerra dos Sexos padeceu dos mesmos problemas sofridos por “Lado a Lado”, a última trama das 18h, que também teve audiência sofrível. Ambas foram lançadas durante o horário político, em 2012, indo ao ar mais cedo do que de costume, e também enfrentaram o horário de verão, que “atrasa” a chegada em casa do potencial espectador.
Pode ser. Mas creio que “Guerra dos Sexos” também sofreu por conta da história que tinha para contar e do tom de farsa adotado para apresentá-la ao público. Na minha opinião, foi um projeto errado, que discutiu temas poucos atraentes, e não soube encontrar uma forma convincente para seduzir o público. Isso explica, creio, a indiferença em relação à novela.
Do primeiro ao último capítulo, “Guerra dos Sexos” girou em torno de uma mesma disputa boba, envolvendo a habilidade masculina e feminina de gerir um negócio. A ironia que podia haver nesta discussão há 30 anos não existe mais. Nada pior do que fazer piada sobre um assunto que não está na pauta.
A visão de São Paulo como uma cidade dividida entre uma elite “quatrocentona” e uma periferia “caipira” está totalmente superada. Há 30 anos, talvez fosse perdoável não enxergar que a cidade é muito mais rica e complexa. Hoje, não.
Novidades ou surpresas que a versão original apresentou, como o recurso de personagens falarem com o espectador olhando para a câmera, já foram incorporadas e não chamam mais a atenção.
Também acho que o diretor Jorge Fernando não conseguiu encontrar a medida certa para contar a história. A insistência no exagero, típicos da comédia pastelão e de cinema mudo, soou como recurso fácil, em busca do riso, e resultou repetitivo e canhestro.
Edson Celulari , por exemplo, passou a novela inteira com a camisa social para fora da calça, o nó da gravata frouxo e a cara de bobo, como se isso fosse o suficiente para caracterizar um “executivo aloprado”. Muito bem como vilões em “Passione”, Reynaldo Gianecchini (Nando) e Mariana Ximenes (Juliana, juntos na foto acima) não conseguiram convencer como casal romântico em “Guerra dos Sexos”. O ator exagerou nos maneirismos e a atriz parecia encenando teatro para crianças. Tony Ramos esteve muito à vontade em seu papel, mas acho que perdeu a medida, também, em vários momentos.
Drica Moraes
foi, para mim, a melhor coisa da novela. A personagem, uma fofoqueira da Mooca, bairro que abriga muitos imigrantes e descendentes de italianos na zona leste da cidade, inventou uma língua própria, repleta de erros, para falar e divertiu muito. No último capítulo soltou um: “Me tô parindo”. Também gostei de Marilu Bueno (Olivia) e de Bianca Bin, como a vilã Carolina. Daniel Boaventura (Nenê) e Debora Olivieri (Semiramis) tiveram boas cenas também.
O autor deixou para o último capítulo a decisão sobre com quem Nando ficaria. O galã escolheu Juliana, deixando o caminho livre para Roberta (Gloria Pires) ficar com Felipe. Outra surpresa foi a participação de Xuxa como Terezinha Romano, uma personagem sempre citada, mas que nunca aparecia. Ao final, a novela prestou mais uma homenagem a Paulo Autran e Fernanda Montenegro, protagonistas da primeira versão, fazendo Tony Ramos e Irene Ravache reencenarem pela segunda vez a briga com comida na cara (no alto, cena da primeira batalha).
Silvio de Abreu é um dos grandes autores da televisão em atividade. Tem mais é que defender sua novela, como fez nesta reta final. Mas não vai conseguir evitar que a segunda versão de “Guerra dos Sexos” seja esquecida rapidamente.
Maurício Stycer
Em entrevista à coluna “Na TV”, do jornalista Fernando Oliveira, a atriz e ex-BBB Thalita Lippi falou sobre como foi estar na novela “Guerra dos Sexos” e comentou como é ser uma ex-participante do “Big Brother Brasil”.
“Acho que já tô sentindo falta do processo de trabalho, da rotina de gravações e do meu ritual de transformação diário, quando virava a Lucilene”, disse a atriz sobre seu papel na trama de Silvio de Abreu.
Ela falou ainda sobre o paradigma de já ter participado do reality-show global.
“Claro que não tenho problema com qualquer comparação ou em falar do game! Como já disse em outras entrevistas, agradeço o dia que Boninho me escolheu pro ‘Big Brother Brasil’, pois foi através do jogo que consegui várias oportunidades. Quanto às comparações são normais. Tenho Grazi (Massafera) e Ju Alves como referências. Cada uma em seu caminho, à sua maneira, foram conseguindo se firmar na carreira. Eu estou lutando pra isso”, afirmou.
E completou: “Tem gente que acha q ser ex-BBB é uma profissão, mas na verdade é uma condição. Fico muito feliz de ter participado do game, mas essa página eu já virei. Eu sou atriz”.
Nesta quinta (25), a Nickelodeon exibiu para o Brasil o último episódio de “iCarly”, série infantil que pode ser considerada o último “hit” se tratando de programas infantis no mundo. E não é pra menos.
O seriado, que é criação de Dan Schneider, mesmo criador de outros sucessos da Nick como “Drake e Josh”, “Kenan e Kel” e “Victorious”, é disparado o maior sucesso do canal no ramo, e o seu roteiro ajuda a explicar.
Mesmo que seja um programa infantil, “iCarly” sempre teve tiradas inteligentes no seu texto. O próprio elenco é uma sátira aos estereótipos que esse tipo de série tem, como a protagonista loira e que canta – Sam, interpretada por Jennete McCurdy é totalmente o oposto disso.
E ainda, o personagem Gibby, interpretado por Noah Munick, é uma brincadeira de Dan aos garotos bonitões que gostam de aparecer com o seu corpo. Afinal, quantas vezes você viu um gordinho tirar a camisa em algum lugar? Quase nunca, mas em “iCarly” era em todo episódio. Ou seja, o seriado era infantil, mas sempre atraiu um outro público que não era seu alvo. Vai fazer muita falta, principalmente aqui no Brasil, onde cada vez menos se investe neste tipo de público.
O fim de “Guerra dos Sexos”
Olha, poucas vezes eu vi uma novela global com tamanha falta de repercussão como “Guerra dos Sexos”. A trama chega ao fim nesta semana e ninguém nem repara, nem fala, nem comenta. Ninguém está nem aí.
Confesso que não acompanhei muito a novela, mas pelo que vi, entendo porque o remake foi tão mal, tanto em audiência como em repercussão: o roteiro tinha humor infantil, bobo, estranho. Faltou escracho, que segundo relatos, sobrou na primeira versão. Porém, não posso deixar de destacar as atuações de Irene Ravache e Tony Ramos. Dois monstros, que em muitas vezes me atraíram a ver “Guerra”. Uma pena que o resto do elenco não tenha ido muito bem.
Ah, e por favor dona Globo, não insistam com Jesus Luz como ator. Isso é um convite para o nobre telespectador desligar a TV. Que “Sangue Bom” seja melhor. Se tiver metade da qualidade de “Ti Ti Ti”, que também foi de Maria Adelaide Amaral, teremos trama da melhor qualidade nos próximos meses.
48 anos da platinada
A Rede Globo completou nesta sexta (26) 48 anos de existência, e continua sendo, disparado, a líder de audiência.
E cá entre nós, a “plim-plim” faz por merecer. A Globo sempre teve os melhores produtos (menos no humor, que aliás, é defeito crônico dela faz tempo). A dramaturgia é de longe a mais forte da América Latina e uma das melhores do mundo. O seu jornalismo tem alguns princípios que são exemplo, mas algumas coisas são questionáveis, porém, ainda é o melhor se comparando às outras emissoras.
E pra mim, o principal motivo dela ser líder é o respeito que a Globo tem com seu telespectador. Ou você vê a platinada mudando de programação toda hora ou desgastando formatos? Eu não. Se ela está onde está, é porque é a mais competente e isso não se discute. E só será incomodada quando as outras emissoras aprenderem a respeitar o telespectador. É isso.
Gabriel Vaquer escreve sobre mídia e televisão há vários anos. Além do “Antenado”, é responsável pelo “Documento NaTelinha” e é comentarista esportivo na Rádio-web Equipe Show de Bola. Converse com ele. Twitter: @bielvaquer
Elenco de “Guerra dos Sexos” vai se reunir hoje no Pampa Grill, da Barra, para acompanhar a exibição do último capítulo da novela.
Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery