Ministério Público para setor elétrico foi falsa promessa de Dilma aos brasileiros

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Crédito/Foto: William Dias – ALMG

Medida provisória 579 trouxe prejuízo a consumidores e concessionárias. Tarifas não mantiveram queda e reajustes chegaram a quase 50%

Os deputados de oposição na Assembleia Legislativa de Minas fizeram, na tarde desta quarta-feira (23/08), duras críticas à Medida Provisória 579, editada pelo governo Dilma Rousseff em 2012 e responsável pelo o risco que a Cemig corre de perder três de suas principais hidrelétricas. O líder do bloco Verdade e Coerência, deputado Gustavo Corrêa, explicou que, em nome de uma falsa promessa de redução na conta de luz, o PT desestabilizou o setor elétrico no país e penalizou o consumidor.

“A Cemig vive hoje essa situação por causa da MP 579 da ex-presidente Dilma. Essa medida, que prejudicou a Cemig e tantas outras concessionárias, serviu para o PT iludir os brasileiros, e a redução na conta de energia prometida por ela não passou de balela. As tarifas baixaram num ano, mas voltaram muito mais caras nos anos seguintes. Mais uma das hipocrisias do PT para vencer as eleições”, afirmou Corrêa.

Em 2012, Dilma prometeu em rede nacional o corte médio de 20% na conta de luz. No ano seguinte, foi registrada uma queda no preço da energia que não durou muito tempo. Logo em seguida, especialmente em 2015, o consumidor se deparou com uma conta muito mais elevada, anulando completamente a redução média promovida em 2013. Ao ser reeleita, Dilma promoveu um verdadeiro tarifaço no setor, com reajustes de quase 50%.

Gustavo Corrêa lembra que, quando a Medida Provisória 579 foi editada, os deputados que hoje fazem oposição em Minas alertaram para os prejuízos da medida. Diante dos riscos que a MP traria, o governo de Minas, à época, preferiu aderir parcialmente a medida, deixando as usinas de São Simão, Jaguara e Miranda de fora por ter segurança jurídica quanto à renovação automática de seus contratos. Foi graças a essa decisão que a Cemig alcançou uma alta de 43% em seus lucros no trimestre seguinte à edição da MP.

“O que nos causa estranheza é ouvir deputados do PT em Minas dizerem que situação e oposição estão unidas pela Cemig. Nós sempre estivemos na mesma luta, desde de sempre defendendo a nossa maior estatal, enquanto eles jogavam contra e nunca se posicionaram em favor da empresa. Infelizmente a preocupação do PT só veio agora porque dependem da Cemig, porque não podem perder o cabidão de empregos que ela lhes proporciona. Esse governo não tem outra preocupação que não seja com seus companheiros políticos e a perpetuação do poder”, criticou.

 

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O PT quebrou Minas Gerais-Governo estadual continua atrasando salários de servidores

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Crédito/Foto: Daniel Protzner – ALMG
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Não bastasse divulgar cronogramas que empurram o pagamento para o fim do mês, Pimentel também não honra com os prazos prometidos

Com salários escalonados há mais de um ano e meio, servidores do governo de Minas estão sendo obrigados a conviver com atrasos nos pagamentos das parcelas. Ontem (23/08), mais uma vez, o governo deixou de creditar a segunda parcela na data prevista. Em julho, assim como agora, os servidores também não receberam em dia a segunda parcela do salário do mês. Isso demonstra que, no governo de Fernando Pimentel, nem mesmo os cronogramas de pagamento levam em consideração o planejamento e a transparência.

O líder da Minoria, deputado Gustavo Valadares, criticou a falta de comprometimento do governo. Em junho, os servidores aposentados não receberam em dia a segunda parcela de seus vencimentos, e, em maio, a última parcela de todo o funcionalismo público foi paga com um dia de atraso.

“Esse drama dos servidores já se encaminha para completar dois anos. Não é possível o governo ser tão insensível a ponto de não só parcelar os salários, mas, pior, atrasar ainda um pagamento que já está em atraso. Os servidores estão reféns de um calendário que só existe para inglês ver. Os prazos não são cumpridos e a cara de pau do governo em justificar essa falta de compromisso nos assusta. Dessa vez, colocaram a culpa até no governo federal, como se o pagamento dos salários dependesse dos repasses que são feitos ao Estado”, explicou Valadares.

Desde janeiro do ano passado, várias tabelas de escalonamento já foram publicadas pelo governo. Não bastasse empurrar, em cada cronograma, as datas mais para o fim do mês, o governador Fernando Pimentel ainda não honra os prazos prometidos. Sem respostas para o fim dessa novela, servidores protestaram durante o Fórum Regional realizado pelo governo na manhã desta quinta-feira (24/08) em Betim. Com cartazes e nariz de palhaço, eles cobraram o fim do escalonamento dos salários.

Desculpa esfarrapada

Por diversas vezes, o governador petista alegou ter urgência na aprovação do projeto de lei dos fundos imobiliários justamente para colocar os salários do funcionalismo em dia. Para isso, tratorou a tramitação do PL na Assembleia Legislativa. Em três meses, Pimentel passou a mão nos imóveis públicos pertencentes ao Estado e ainda não deu qualquer sinalização de que os salários voltarão a ser pagos no quinto dia útil, como foi feito nos 12 anos das gestões do PSDB e do PP em Minas.

 

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