Pai comemora seis meses de quadrigêmeos: ‘Melhor coisa da vida’

São mais de trinta mamadeiras preparadas e fraldas trocadas diariamente.
Família construiu quarto para os bebês com doações e empréstimo, em GO.

Bandeira de Goiás

A família dos quadrigêmeos que moram em Itumbiara, no sul goiano, comemora os seis meses de vida e a saúde dos bebês. Pai das crianças, o motorista Cleverson Machado, de 39 anos, afirma que todo o trabalho para cuidar das crianças é recompensado com o sorriso delas.

“Só tenho a agradecer. É a melhor coisa da nossa vida, é um presente de Deus que não tem explicação, não tem dinheiro nenhum que pague isso aqui”, declara o motorista, emocionado.

Heitor, Lorenzo, Laura e Vitória nasceram no dia 21 de dezembro de 2015. Eles pesavam menos de 1 kg cada e, atualmente, já estão com quase 7kg. Mãe dos quadrigêmeos, a professora Eliane Gonçalves conta que continuam sendo mais de 30 mamadeiras e fraldas trocadas diariamente, mas já consegue dormir.

“Está bem puxado, mas, graças a Deus, eles já estão bem melhor pra dormir a noite. Até eu estou conseguindo dormir também”, brinca.

A gravidez ocorreu após duas tentativas frustradas de fertilização. Os quadrigêmeos nasceram em Goiânia. Ao voltar a Itumbiara, eles passaram a morar na casa de uma das avós devido à falta de espaço na residência do casal, que está junto há seis anos.

Na última semana, a família conseguiu voltar para casa. Com doações e um empréstimo de R$ 18,5 mil, os pais construíram um quarto para os bebês. Eles estão radiantes com a mudança: “É tudo para eles”, declarou Machado.

Pais comemoram a saúde dos bebês, em Itumbiara, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Pais comemoram a saúde dos bebês (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Após quase 6 meses, quadrigêmeos ganham quarto, em Itumbiara, Goiás (Foto: Arquivo pessoal/Cleverson Machado)
Após 6 meses, bebês pesam quase 7 kg cada (Foto: Arquivo pessoal/Cleverson Machado)
Professora dá à luz quadrigêmeos em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Bebês nasceram em dezembro de 2015 (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
G1.COM.BR

Homem é preso no AM por morte de fazendeiro em Goiás há 23 anos

Crime teria ocorrido após uma discussão com a vítima.
Adelúbio Rodrigues afirma que irmão teria atirado no fazendeiro.

Bandeira do estado do Amazonas

Adelúbio foi preso na comunidade Nova Canaã, na rodovia BR-174 (Foto: Indiara Bessa/G1 AM)
Adelúbio foi preso na comunidade Nova Canaã, na rodovia BR-174 (Foto: Indiara Bessa/G1 AM)

Um homem de 48 anos foi preso na quinta-feira (16), na Comunidade Nova Canaã, localizada no km 71 da BR-174. Ele foi preso por envolvimento na morte de um fazendeiro ocorrida em Goiás, no ano de 1993. O homem confessou que estava no local do crime, mas que o irmão teria atirado na vítima. Os irmãos receberam ameaças e fugiram para Manaus. A prisão foi realizada após denúncia anônima.

A Secretaria de Segurança Pública realizou a apresentação do homem na manhã desta sexta-feira (17), na Zona Norte de Manaus. De acordo com a SSP,  Adelúbio Rodrigues, que usava o nome falso de Rodrigo Soares Netto, seria ex-policial militar e teria ido com o irmão à fazenda para a cobrança de uma dívida. Após uma discussão, o fazendeiro teria pegado uma arma e, antes que o irmão fosse atingido, Adelúbio teria atirado e matado a vítima

À imprensa, Adelúbio negou que tenha efetuado os disparos que mataram o fazendeiro. Ele contou que após a discussão, o irmão teria disparado quatro vezes, com duas armas diferentes. Adelúbio também negou ser um ex-PM. “Eu fui acompanhando ele [irmão], não sabia o que ia acontecer. Não sei se era dívida”, disse.

Após o crime, Adelúbio contou que os irmãos receberam ameaças de parentes da vítima que, segundo o homem, era um empresário influente na região. “Fugi porque sofria ameaças e perseguições dos parentes (da vítima). Fomos perseguidos em Tocantins e Mato Grosso”, declarou.

O irmão do suspeito ainda está foragido. Segundo a SSP, o homem se chama João José dos Reis, mas usa o nome de Renato Moraes. O secretário-executivo-adjunto de Operações Integradas (Seaop) da SSP-AM, Orlando Amaral, declarou que Adelúbio será encaminhado à Delegacia Especializada em Capturas e Polinter (DECP).

“O mandado de prisão dele ainda está válido, nós vamos encaminhá-lo para a Polinter e eles deve entrar em contato com a Justiça de Goiás. Possivelmente, ele será recambiado”, disse Amaral.

‘Peço perdão’
Adelúbio foi preso após denúncia anônima na comunidade Nova Canaã. No local, o homem informou à imprensa que trabalhava como comerciante e agricultor. A família do homem não sabia do envolvimento dele no crime em Goiás. Adelúbio tem quatro filhos em Manaus.

“A qualquer momento eu estava esperando por isso [a prisão]. Eu tenho quatro filhos, queria educá-los e peço perdão a eles, eles não sabiam de nada. Se a família da vítima ficar sabendo, eu também peço perdão, não tenho paz de espírito”, disse.

 

G1.COM.BR

Confira o histórico dos confrontos entre Ceará e Goiás

Pelas Séries A e B, as duas equipes já se enfrentaram 15 vezes

Site do Ceará Sporting Club

Mato Grosso entra em 2016 com orçamento estadual 21,2% maior

Lei Orçamentária Anual foi sancionada pelo governador Pedro Taques.
Montante de receitas e despesas em 2016 foi fixado em R$ 16,5 bilhões.

Bandeira do estado deMato Grosso

Vista aérea de Cuiabá, capital de Mato Grosso: orçamento do estado para 2016 teve montante de receitas e despesas fixado em R$ 16,5 bilhões. (Foto: GCom-MT/Divulgação)
Vista aérea de Cuiabá, capital de Mato Grosso: orçamento do estado para 2016 teve montante de receitas e despesas fixado em R$ 16,5 bilhões. (Foto: GCom-MT/Divulgação)

O estado de Mato Grosso deverá iniciar o ano de 2016 com um orçamento 21,24% superior ao do ano anterior, com um montante de receitas e despesas fixado em R$ 16,5 bilhões. O valor consta da Lei Orçamentária Anual (LOA), sancionada com veto parcial pelo governador Pedro Taques (PSDB) e publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (31).

Na divisão do orçamento entre os poderes, a LOA 2016 fixou receitas e despesas de R$ 13,7 bilhões para o Poder Executivo, R$ 817,7 milhões para o Poder Legislativo e R$ 1,3 bilhão para o Poder Judiciário. O Ministério Público deverá trabalhar com R$ 453 milhões e a Defensoria Pública com orçamento de R$ 123 milhões.

Em 2015, o estado trabalhou com um orçamento fixado em R$ 13,6 bilhões – R$ 2,3 bilhões a menos do que o montante fixado para 2016, ano para o qual foi previsto um incremento de 25% nas receitas correntes.

Mais receitas
O incremento nas receitas correntes – cujo valor é o mesmo fixado para o total de despesas na LOA – deverá ser puxado pela alta prevista na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principal fonte de arrecadação do governo do estado.

O tributo, que rendeu pouco mais de R$ 7,6 bilhões no orçamento de 2015, deverá gerar uma arrecadação de mais de R$ 9,7 bilhões em 2016, conforme fixado na LOA.

O aumento na arrecadação de ICMS, em mais de 27%, acabou refletindo no valor total do orçamento, a despeito das quedas em receitas correntes, como as agropecuárias e industriais, e em receitas de capital, como as operações de crédito e transferências de capital.

Centro-Oeste
Dentre os estados da região Centro-Oeste, o orçamento de Mato Grosso para 2016 acabou sendo superado pelo de Goiás, com montante de receitas e despesas previsto em mais de R$ 25 bilhões, mas superou o de Mato Grosso do Sul, que deverá manejar até R$ 13,9 bilhões.

Embora superado pelo montante do orçamento geral previsto em Goiás, o de Mato Grosso foi o que apresentou maior variação positiva na arrecadação. O aumento de receitas fixado para o estado, de 21,24%, supera os 6,6% de crescimento da receita sul-mato-grossense e o 1% de aumento na arrecadação goiana.

 

G1.COM.BR

Técnico do Goiás alerta para poderio ofensivo do meio-campo do São Paulo

Danny Sérgio cita Ganso, Michel Bastos e até o ex-esmeraldino Thiago Mendes para pedir atenção da equipe em relação ao setor: “Será ali que as coisas irão acontecer”

Danny Sérgio, técnico do Goiás (Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás E.C.)

Danny: preparador físico vai para o último jogo à frente do time (Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás)

Antes de secar os concorrentes diretos na luta contra o rebaixamento, o Goiás precisa vencer o São Paulo neste domingo para sonhar com a permanência. O que mais preocupa o técnico Danny Sérgio é a qualidade do meio-campo tricolor. O comandante esmeraldino alerta sobre o poderio desse setor no time adversário, sobretudo se alguns jogadores específicos estiverem inspirados.

– É um time de muita qualidade, principalmente no meio-campo, com Ganso, Michel Bastos e Thiago Mendes, que era daqui. Estamos bastante preocupados, mas ao mesmo tempo focados em termos uma boa apresentação. Precisamos comandar o meio-campo, pois será ali que as coisas irão acontecer no desenrolar da partida.

Da última partida do Goiás em casa, contra o Coritiba, a torcida compareceu em bom número. O mesmo deve acontecer desta vez, já que mais de 20 mil ingressos foram vendidos de forma antecipada. Naquela ocasião, porém, o Alviverde perdeu de 3 a 1 para o Coxa com direito a gol sofrido logo a 15 segunso de jogo. Danny quer evitar novo desastre e prega atenção aos atletas.

– Já falei com os jogadores, mas antes da partida vou alertar novamente. Não podemos errar nos minutos iniciais. Aquilo prejudicou toda a nossa partida. Precisamos entrar ligados para não termos que correr atrás depois de levar um gol muito cedo – avisou o treinador.

Em relação ao time que bateu a Chapecoense por 3 a 1, o Goiás terá uma única novidade para enfrentar o São Paulo. Após suspensão, David volta ao time. Possivelmente na vaga de Liniker, mas para isso Ygor, poupado no treino de sexta, precisa se recuperar das dores musculares. A provável escalação do Alviverde tem: Renan; Gimenez, Fred, Alex Alves e Rafael Forster; Ygor (Liniker), Patrick, David e William Kozlowski; Erik e Bruno Henrique.

 

GLOBO ESPORTE.COM

Estação de tratamento de rejeitos é a 1ª do país a gerar energia em laticínio

Processo libera biogás, que será usado nas caldeiras da indústria em Goiás.
Medida diminui o uso de recursos naturais e os gastos da empresa.

Bandeira de Goiás

Laticínio inaugura Estação de Tratamento de Efluentes em Bela Vista de Goiás (Foto: Divulgação)

Laticínio inaugura Estação de Tratamento de Efluentes em Bela Vista de Goiás (Foto: Divulgação)

O Laticínios Bela Vista inaugurou nesta quarta-feira (25) uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) que vai produzir energia através da filtragem sem oxigênio da água descartada pela empresa, localizada em Bela Vista de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia. Esse sistema é o primeiro em funcionamento no país e o único no mundo instalado dentro de uma indústria desse gênero.

Com essa nova estrutura, a água passa por um tratamento mais eficiente, podendo até ser reaproveitada dentro da indústria. Além disso, o procedimento produz biogás, que será usado para gerar energia para o laticínio. A medida diminui o uso de recursos naturais e os gastos da empresa. O custo de implantação foi de R$ 11 milhões.

A estação será utilizada para tratar os resíduos líquidos. A água misturada com leite e outros derivados é enviada para um reator, onde ficar parada em um grande tanque. Com isso, os microrganismos que formam o lodo vão se desenvolvendo e se alimentando da matéria orgânica presente na água. Neste processo é produzido o biogás, usado nas caldeiras. O procedimento é considerado anaeróbico, ou seja, sem oxigênio.

Anteriormente, a água era mandada para tanques onde ficava em agitação por um tempo para receber oxigênio. Assim, outros tipos de microrganismos podiam sobreviver e se alimentar da matéria orgânica. Em seguida, a água era depositada em reservatórios onde a parte sólida ficava presa no fundo. Por fim, a água limpa era retirada. O processo é denominado aeróbico.

Economia
De acordo com o gerente corporativo de meio ambiente da empresa, Jefferson Araújo, o processo antigo gerava uma média de 20 toneladas de lodo por dia, que precisavam ser retirados dos tanques. Com isso, o laticínio gastava cerca de R$ 50 mil por mês.

“O novo processo, anaeróbico, gera pouquíssimo lodo, pois o lodo que morre vira matéria orgânica e é consumido de novo dentro do próprio reator, gerando mais gás. Além de economizar com a retirada do material, fornece energia. É um investimento que acaba se pagando entre 4 e 7 anos”, disse.

Ainda segundo Araújo, a energia produzida por hora com o gás equivale ao suficiente para abastecer 20 caminhões circulando 500 km por dia. O novo combustível também evita que sejam cortados 400 eucaliptos, os quais seriam usados nas caldeiras.

Laticínio inaugura Estação de Tratamento de Efluentes em Bela Vista de Goiás (Foto: Vitor Santana/G1)
Estação de tratamento gera biogás usado nas caldeiras do laticínio (Foto: Vitor Santana/G1)

Diretor industrial do laticínio, Marcos Helou conta que a ideia vai permitir que o laticínio aumente a produção, pois conseguirá tratar uma quantidade maior de água. “O sistema anterior era bom, mas gerava muito lodo e consome muita energia. Com esse, há o aproveitamento do biogás, gera pouco lodo e aumenta a qualidade da água, que pode até ser reaproveitada”, explicou.

Tecnologia
Ainda segundo o diretor industrial, mesmo sendo moderna, a ETE anaeróbica já apresentou bons resultados e provas da qualidade de seu funcionamento. “Pode parecer chavão, mas é um empreendimento moderno e responsável”, destacou Helou.

Já José Luiz Papa, presidente da divisão brasileira da ADI Sistemas Ambientais, empresa canadense que forneceu a tecnologia e equipamentos, destaca que esse novo processo de tratamento da água descartada pelo laticínio tem vários benefícios ambientais, além dos econômicos já relatados.

“Existe algo muito importante para uma indústria como essa que é a ausência de odor. Além disso, nesse tipo de processo você pode jogar restos da produção na água que ela será filtrada com eficácia, o que não podia ser feito no outro sistema. Assim, você diminui o risco ambiental ao transportar e até descartar esses resíduos em locais não oficiais, por exemplo”, explicou.

Laticínio inaugura Estação de Tratamento de Efluentes em Bela Vista de Goiás (Foto: Vitor Santana/G1)
Chamas são causadas pela queima do biogás gerado no tratamento da água
(Foto: Vitor Santana/G1)G1.COM.BR

Procon-Goiás autua 8 distribuidoras por cobrança abusiva do gás de cozinha

Órgão fiscalizou 34 locais e verificou variação de 40% nos preços.
Empresários alegam que aumentaram valor porque não estão vendendo.

Bandeira de Goiás

A Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon-GO) notificou oito distribuidoras por aumentarem o preço do gás de cozinha sem justa causa, em Goiânia. Além disso, outras dez, que também estão com o preço alto, devem apresentar documentação que justifique o reajueste. Durante a fiscalização, realizada nesta terça-feira (17), o órgão verificou uma variação no preço de 40% no botijão comum entre os 34 estabelecimentos fiscalizados.

Segundo o Procon, a fiscalização começou por causa de reclamações dos consumidores. O aposentado Almir Miranda, por exemplo, contou ter encontrado  gás muito acima do valor normal. “Tem lugar que é R$ 80, R$ 90 e até R$ 110. Mas não encontrei o gás disponível assim. Só fala que não tem ou o portão está fechado e nem me atendem”, reclamou.

Os preços do botijão de gás de 13 kg encontrados nas distribuidoras variam entre R$ 50 e R$ 70, registrando uma diferença de 40%. Já os valores dos botijões de 45 kg vão de R$ 200 a R$ 244, variando, portanto, em 22%.

Durante a operação, o preço do galão de água também foi avaliado e foi registrada uma variação de 69%, indo de R$ 6,50 a R$ 11. O Procon criou uma tabela com os estabelecimentos avaliados e os preços dos produtos e informou que deve continuar a fiscalização durante a semana.

Empresas
Donos de distribuidoras alegam que aumentaram o preço para conseguir pagar contas, como é o cado da comerciante Lílian Batista. “Aumentamos um pouco preço para conseguir pagar os funcionários. Não está vendendo igual vendia antes também. E também alterou o valor para a gente”, afirmou.

O empresário Ronei Domingues Alves contou que vende o gás a R$ 55. Por isso, o estoque acabou em três dias e ela ainda aguarda o novo carregamento. “Não consegue renovar o estoque, a revendedora não está tendo também, conforme a greve da Petrobrás. Com isso, estamos sendo penalizados”, reclamou.

Procon autuou 8 distribuidoras por alto preço do gás de cozinha Goiânia Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Procon autuou 8 distribuidoras por alto no preço do gás de cozinha
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Preço abusivo
O gerente de fiscalização do Procon, Marcos Rosa, esclareceu que os locais autuados estão fora do padrão cobrado pelos demais. “Para esses fornecedores, estaremos realiazando as autuações por entendermos que esse preço é um preço abusivo. Muito fora do preço praticado pelos outros estabelecimentos”, explica.

A superintendente do Procon Goiás Darlene  Araújo, esclareceu que aqueles que apresentaram preços maiores que R$ 70 foram autuados de imediato.

“[Nos casos de gás] ate R$ 60, estamos buscando informações se há justificativa do valor. A partir de R$ 70 não vamos notificar os estabelecimentos para apresentar planilhas, vamos direto à infração de prática abusiva e também já comunicar a delegacia de polícia. Ele está infringindo não só o Código de Defesa do Consumidor na área administrativa, mas também a lei da relação de consumo”, afirmou.

 

G1.COM.BR

Goiás – Atendimento pelo SUS em hospitais particulares deve ser reduzido em 50%

Associação diz que crise foi gerada por falta de repasses de verbas públicas.
Órgão diz que leitos de oito unidades passarão de 420 para 210, em Goiás.

Bandeira de Goiás

A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) informou que, a partir do próximo dia 20, os leitos destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) serão reduzidos pela metade em oito unidades em Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia. O motivo, segundo o órgão, é a crise financeira agravada pela falta de recebimento de recursos públicos.

De acordo com o presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, os hospitais particulares firmam convênios para que os pacientes do SUS possam receber o atendimento especializado, mas há sete meses as unidades estão sem receber parte dos valores de diárias de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Ainda segundo ele, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, informou que a fatura dos serviços prestados, que deveria ser paga até dezembro, só será quitada em janeiro do ano que vem.

Com isso, Helou diz que a redução dos leitos, que atualmente são 420, e passarão a 210, foi a única alternativa encontrada pelos hospitais, já que as instituições viram seus gastos aumentarem nos últimos meses com a elevação de tarifas de energia, com insumos e equipamentos hospitalares e com reajustes dos salários dos funcionários.

“Essa dificuldade financeira é causada pela falta de reajuste nos valores e pelo atraso no pagamento por parte do SUS”, ressaltou o presidente da Ahpaceg.

A redução dos leitos para atendimento vão atingir o Instituto de Neurologia de Goiânia e os Hospitais da Criança, Infantil de Campinas, Monte Sinai, São Francisco de Assis e Santa Genoveva, em Goiânia; Hospital Santa Mônica, em Aparecida de Goiânia, e Hospital Evangélico Goiano, em Anápolis. Além disso, vai afetar a oferta de leitos de UTI e a realização de serviços, como internações, transplantes e cirurgias eletivas em especialidades como pediatria, cardiologia e neurologia.

A Ahpaceg destacou que notificou as secretarias Municipais e Estadual de Saúde, além do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), sobre a necessidade da redução dos leitos.

O G1 entrou em contato com o secretário de Estado da Saúde, Leonardo Vilela, que informou que “lamenta profundamente” a situação e destacou que o problema foi gerado por falta de repasses de recursos por parte do governo federal.

Essa dificuldade financeira é causada pela falta de reajuste nos valores e pelo atraso no pagamento por parte do SUS”
Haikal Helou, presidente da Ahpaceg

“A suspensão do atendimento de 50% dos leitos SUS dos hospitais privados prejudicará em muito a população. Culpa do corte de repasses do Governo Federal e da defasagem da tabela SUS. Lamentamos profundamente. Por isso haverá um grande movimento dia no dia 1º de dezembro, em Brasília, em protesto ao corte de R$ 6 bilhões no Orçamento Geral da União deste ano e de 16 bilhões para 2016”, afirmou o secretário, sem destacar quais serão as alternativas adotadas em relação aos pacientes que ficarem sem atendimento.

Já o Ministério da Saúde informou, em nota, que “tem assegurado investimento crescente para a saúde pública em todo o país e as transferências de recursos para o Estado de Goiás estão regulares. A gestão do SUS, bem como o financiamento da saúde, são compartilhados entre a União, que estabelece as diretrizes das políticas de saúde, e os estados e municípios, responsáveis pela execução dos serviços, bem como de toda a organização da rede de assistência à saúde da população”.

A nota ainda destacou que, “segundo a Constituição Federal, a União deve aplicar na saúde o mesmo valor destinado ao orçamento no ano anterior, mais a variação nominal do PIB [Produto Interno Bruti]. Já os estados e o DF devem investir 12% de sua receita própria, enquanto os municípios precisam aplicar o mínimo de 15%”.

O Ministério da Saúde ressaltou que “não repassa recursos financeiros diretamente aos estabelecimentos de saúde integrantes da rede do SUS. Esta atribuição é do gestor ao qual a unidade prestadora dos serviços esteja vinculada. Compete aos gestores do SUS contratar, habilitar, estabelecer e monitorar a programação físico-financeira, autorizar, aprovar e processar a produção dos serviços realizados e efetuar o pagamento aos estabelecimentos de saúde e prestadores de serviços ao SUS que se encontram sob sua gestão”.

Por fim, o ministério informou que, nos últimos três anos, “repassou mais de R$ 5,6 bilhões para o governo do Estado de Goiás, prefeituras e prestadores de serviços, como hospitais universitários, para o desenvolvimento e fortalecimento de ações de saúde, como atendimentos, exames, internações e também custeio de serviços estratégicos para o ministério, como os programas do Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência], UPAs [Unidades de Pronto Atendimento] e Unidades Básicas de Saúde. Apenas neste ano, foi enviado R$ 1,9 bilhão”.

“Somente para os serviços de Média e Alta Complexidade (Teto MAC), que incluem o custeio de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), foram enviados quase R$ 3,4 bilhões nos últimos três anos, o que representa uma ampliação de 23% entre 2012 e 2014”, concluiu a nota.

Motoboy Roniclei Bispo, 31, diz que situação preocupa quem não tem convênio médico, em Goiás (Foto: Murillo Velasco/G1)
Roniclei Bispo, 31, diz que situação preocupa
quem não tem convênio (Foto: Murillo Velasco/G1)

Secretarias municipais
Ao G1, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia informou que “ainda não foi oficialmente notificada sobre a redução dos atendimentos pelo SUS nos hospitais privados”.

Já a Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis (Semusa) destacou, em nota, que assim que o superintendente Ruiter da Silva teve o conhecimento da questão, comunicou o secretário de Saúde, Luiz Carlos Teixeira, e ambos começaram a negociar com o Hospital Evangélico Goiano “para que a medida não prejudique a atendimento de urgência e emergência do município”.

Sendo assim, a Semusa diz que “somente os leitos eletivos sofrerão com corte” anunciado pela Ahpaceg e a “Secretaria Municipal de Saúde vai remanejar esses pacientes para outras unidades da própria rede ou conveniada”.

A reportagem tenta contato com a Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia, desde a manhã de sexta-feira (13), mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

População preocupada
Enquanto não há um cenário de acordo para o problema, quem não tem convênio médico se diz preocupado com a redução dos leitos voltados ao SUS nos hospitais particulares. É o caso do motoboy Roniclei Bispo, de 31 anos, que acredita que a situação de quem depende da rede pública de saúde ficará ainda pior.

“Ficou ruim demais. Igual muita gente sofre acidente e tem dificuldades. A gente que anda de moto sabe que quando alguém tem uma queda e às vezes precisa de operar, consegue encaminhar pra hospital particular, agora ficou ruim mesmo”, disse.

Já controlador de transporte Fausto Rodrigues, de 27 anos, acha que a população vai sofrer com a medida. “O grande prejudicado nisso tudo é quem tem menos condições financeiras, pessoas menos favorecidas. Porque as coisas ao invés de melhorar fazem é piorar. A gente sabe que o trânsito hoje é o que mais mata, com menos atendimento especializado, a gente tem medo”, afirmou.

 

G1.COM.BR

Bahia e Rio de Janeiro lideraram queda da indústria em setembro, mostra IBGE

10 dos 14 locais pesquisados tiveram queda na produção frente a agosto.
Frente a 2014, São Paulo teve pior resultado para setembro desde 2003.

Ficheiro:Bandeira da Bahia.svg

A produção industrial caiu em 10 dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em setembro. As maiores quedas foram registradas na Bahia e no Rio de Janeiro, de 7,6% e 6,6%, respectivamente. No conjunto do país, a queda foi de 1,3% frente ao mês anterior.

Frente a setembro de 2014, a produção industrial recuou em 12 dos 15 locais pesquisados (Mato Grosso aparece apenas nessa comparação). Em São Paulo, o indicador registrou a nona taxa negativa consecutiva, de -12,8% – o pior resultado para um mês de setembro desde o início da série do IBGE, em 2003.

Agosto X setembro
Na comparação com agosto, as demais quedas foram registradas na Região Nordeste (-3,3%),Ceará (-2,7%), Minas Gerais (-2,3%), Rio Grande do Sul (-1,0%), Santa Catarina (-0,7%), Goiás (-0,6%), Pernambuco (-0,4%) e São Paulo (-0,2%).

Já os quatro locais que apontaram alta na produção industrial foram Pará (12,6%), Paraná (5,1%),Espírito Santo (1,3%) e Amazonas (0,1%).

Setembro de 2014
Frente a setembro do ano passado, o recuo mais intenso foi registrado pelo Rio Grande do Sul (-19,7%), pressionado, em grande parte, pela queda na produção dos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias, de máquinas e equipamentos, de metalurgia e de produtos do fumo. Amazonas (-13,1%), São Paulo (-12,8%), Ceará (-11,9%), Santa Catarina (-11,6%), Rio de Janeiro (-11,2%) e Minas Gerais (-11,1%), Bahia (-9,0%), Paraná (-7,8%), Região Nordeste (-7,4%), Pernambuco (-7,2%) e Goiás (-4,7%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas nesse mês.

Por outro lado, Mato Grosso (18,3%) e Pará(12,3%) assinalaram os maiores avanços, impulsionados, em grande parte, pelas altas nos setores de produtos alimentícios e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, no primeiro local; e de indústrias extrativas, no segundo. Espírito Santo, com ligeira variação de 0,1%, também mostrou taxa positiva em setembro de 2015.

 

G1.COM.BR

Cuiabá é a 14º capital com maior taxa de homicídio de mulheres, diz estudo

A cada 100 mil mulheres, 6,6 foram assassinadas em 2013 na capital.
Organização Mundial da Saúde divulgou novo ‘Mapa da Violência’.

Bandeira do estado deMato Grosso

Gráfico mostra que Cuiabá ocupa a 14ª posição entre capitais com mais casos de homicídios de mulheres. (Foto: Divulgação/OMS)

O novo “Mapa da Violência”, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (9), mostrou que, em Cuiabá, a cada 100 mil mulheres, 6,6 foram vítimas de homicídio em 2013. A taxa coloca a capital mato-grossense na 14ª posição entre as capitais mais violentas para as mulheres no Brasil.

Além disso, Cuiabá está em 7º lugar entre as capitais que mais apresentaram crescimento desse tipo de crime de 2006 a 2013. A taxa de mortes de mulheres no estado cresceu 82,5% nesse período.

Os dados são os mais recentes sobre feminicídio no Brasil e mostram que, entre os estados, Mato Grosso também ocupa posição preocupante: está na 11ª posição no ranking, tendo registrado morte violenta de 5,8 mulheres a cada 100 mil em 2013. Naquele ano, 90 mulheres foram assassinadas no estado, mesma quantidade registrada no início da pesquisa, em 2003.

As maiores incidências de mortes violentas de mulheres em Mato Grosso foram registradas em 2004 e 2012, anos em que o estado chegou a registrar 99 casos dessa natureza.

Violência em números
No país, 4,4 mulheres foram assassinadas a cada 100 mil em 2003, enquanto que Mato Grosso ocupa a 3ª posição desse ranking, registrando 7 mulheres assassinadas a cada 100 mil, acima da média nacional nesse ano. O estado fica atrás apenas dos estados do Espírito Santo (8,6) e de Rondônia (7,2).

No entanto, entre 2003 a 2013, a morte violenta de mulheres caiu 16,6% a cada 100 mil no estado, passando de 7 para 5,8 mortes nesse período. Mato Grosso foi um dos sete estados que registraram queda desse tipo de crime no período, juntamente com Mato Grosso do Sul (-0,1%), Amapá (-5,3%), Rondônia (-11,9%), Pernambuco (-15,6%), Rio de Janeiro (-33,3%) e São Paulo (-45,1%).

Município com mais mortes
Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá, tem 15 mil habitantes. O município ficou em 43º lugar no país com 13,3 mortes de mulheres a cada 100 mil, de 2009 a 2013. “Os municípios com as maiores taxas de assassinato de mulheres são os de pequeno porte, muito espalhados ao longo do território nacional”, concluiu o estudo, que não registrou nenhuma capital entre os 100 municípios do país com as maiores taxas desse crime.

Segundo estudo da OMS, taxas de homicídio de mulheres negras cresceu em MT. (Foto: Divulgação/OMS)
Segundo estudo da OMS, taxas de homicídio de mulheres negras cresceu em MT.
(Foto: Divulgação/OMS)

Vítimas por cor
O estudo destaca que, enquanto o número de mulheres brancas mortas caiu no país (-9,8%), o homicídio de mulheres negras vem crescendo (+54,2%). Em Mato Grosso, o número de assassinatos de mulheres brancas caiu 15,2% de 2003 a 2013. Com relação às mulheres negras, cresceu 15,1% no mesmo período no estado.

“Observando os estados, podemos conferir que, em 2013, Rondônia, Paraná e Mato Grosso lideram nos homicídios de mulheres brancas, com taxas acima de 5 por 100 mil”, informa o estudo. Já Espírito Santo, Acre e Goiás são as unidades com maiores taxas de homicídio de negras, com taxas acima de 10 por 100 mil.

As taxas de homicídio de mulheres brancas no país caíram 11,9%: de 3,6 por 100 mil brancas, em 2003, para 3,2 em 2013. Em contrapartida, as taxas das mulheres negras cresceram 19,5%, passando, nesse mesmo período, de 4,5 para 5,4 por 100 mil.

De acordo com o estudo, essa distância relativa entre as taxas de vítimas brancas e negras é chamada de índice de vitimização negra, ou diferença percentual entre as taxas de homicídio de mulheres de ambos os grupos. “Vemos que o índice de vitimização negra, em 2003, era de 22,9%, isso é, proporcionalmente, morriam assassinadas 22,9% mais negras do que brancas. O índice foi crescendo lentamente, ao longo dos anos, para, em 2013, chegar a 66,7%”, afirma o estudo.

 

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