Dono de lanchonete é morto a tiros ao reagir a assalto, diz polícia

Autores do crime ainda roubaram clientes do estabelecimento, em Goiânia.
Segundo delegado, vítima estava armada e também atirou contra assaltantes.

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O dono de uma lanchonete, de 43 anos, foi morto a tiros após reagir a um assalto ao seu estabelecimento no Setor Parque Industrial João Braz, em Goiânia. O delegado responsável pelo caso, Francisco Lipari, disseque a vítima estava armada e reagiu atirando contra os autores do crime.

O caso ocorreu na noite de quinta-feira (30). Segundo o delegado, dois homens chegaram anunciando assalto ao estabelecimento e um deles estava armado.

“A vítima também tinha uma arma e reagiu. Tudo indica que ele conseguiu acertar um dos autores, mas também foi alvejado e morreu no local. Os assaltantes levaram pertences de clientes, mas estamos levantando ainda quanto foi roubado e de quais pessoas”, disse ao G1.

Segundo Lipari, após o crime, os autores conseguiram escapar em um VW Gol que estava nas proximidades do local aguardando por eles. Testemunhas eram ouvidas na tarde desta sexta-feira (1º) na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic).

 

G1.COM.BR

Justiça condena Igreja Universal a pagar R$ 4 milhões por contratar PMs

Segundo juíza, militares faziam segurança dos templos em dias de folga.
Ela explica que caso é proibido por lei; defesa discorda e diz que recorrerá.

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Igreja Universal ficou lotada com presença de Andressa (Foto: Divulgação/Igreja Universal)

Igreja Universal foi condenada a pagar R$ 4 milhões por contratar PMs
(Foto: Divulgação/Igreja Universal)

A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada a pagar R$ 4 milhões por contratar policiais militares para realizar serviços de vigilância e transporte de valores. A decisão é da 10ª Vara do Trabalho de Goiânia, em faça de ação por danos morais coletivos proposta pelo Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO). A igreja informou que vai recorrer.

O valor indenizatório deverá ser revertido a alguma entidade beneficente que será escolhida na fase de liquidação. Além disso, a igreja também foi proibida de contratar policiais e terá que pagar multa de R$ 50 mil caso descumpra a medida e contrate novos policiais militares.

O G1 entrou em contato com as assessorias de comunicação da Polícia Militar, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

O despacho é da juíza auxiliar Viviane Silva Borges e é válido por todo o território nacional, exceto nos estados da Bahia, Maranhão e Rondônia, onde já existem ações da mesma natureza em trâmite.

No documento, a magistrada sustenta que, apesar de ter contratado uma empresa especializada de segurança, a igreja também firmava acordo com policiais, que trabalhavam no período de folga. Além disso, não eram feitas anotações nas Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS) dos militares.

Para embasar sua decisão, Viviane evoca o artigo 22 do Decreto-Lei nº 667/69, que diz: “pessoal das Polícias Militares, em serviço ativo, é vedado fazer parte de firmas comerciais de empresas industriais de qualquer natureza ou nelas exercer função ou emprego remunerados”.

Fora isso, a juíza também destaca que o acúmulo de função do policial pode incorrer em prejuízo na sua atuação principal, que é o de atuar de forma “atenta, vigilante e eficaz” para combater a criminalidade.

“A prestação de serviços à ré é realizada em dias de folga dos policiais, nos quais deveriam estar usufruindo pleno descanso, ou dedicando-se a família ou ao lazer, a fim de garantir sua higidez física e mental. Os períodos de descansos, por meio de escalas, visam a recuperação das energias despendidas na atividade de segurança, notoriamente estressante”, escreve.

Por isso, destaca a magistrada, é necessário combater a prática “com vistas a garantir o aprimoramento e a eficiência na prestação de serviços de segurança à sociedade, e melhor qualidade de vida aos policiais”.

Defesa
Em nota eviada ao G1, a assessoria de comunicação da Igreja Universal informou que vai recorrer do caso. O comunicado afirma ainda que “não há nenhuma legislação que proíba qualquer instituição de contratar policiais militares para a prestação de serviços”. A assessoria cita ainda que a prática é reconhecida como legítima e reconhecida pela Justiça do Trabalho em todo o país.

O advogado da igreja, Bruno Freire e Silva informou ao G1 que a contratação dos policiais contribuiu para que eles possam ter uma renda extra. “Nada proíbe, desde que seja nas horas vagas. Nada impede que o militar faça outro serviço. Muitos deles, inclusive, precisam desse complemento e sustentam as famílias com esse rendimento”, afirmou.

O defensor explica que essa questão está evidente no inciso II do artigo 5º da Constituição Federal, o qual cita que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.

Silva salienta ainda que este tipo de serviço é comum em várias outras empresas, não só na igreja e afirma que o templo já obteve decisão judicial favorável em relação ao mesmo assunto em processo que corre no Maranhão.

 

G1.COM.BR

Padre diz que imagens de santos com inspiração pop são um ‘desrespeito’

Juiz proibiu imagens onde são retratados ícones como Superman e Minnie.
Artista de Goiás alega que não tinha intenção de ‘agredir a fé’ e vai recorrer.

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O pároco Vítor Simão, da Arquidiocese de Goiânia, considera as esculturas de santos católicos inspiradas na cultura pop um ‘desrespeito’. Segundo ele, a reprodução distorcida das imagens fere a fé católica. Um juiz proibiu a fabricação e comercialização destas esculturas, o que causou polêmica entre a população.

“Há um desrespeito à nossa fé. Há um desrespeito ao que aquelas imagens representam”, afirmou o padre.

As imagens são feitas pela artista Ana Paula Dornelas Guimarães de Lima, conhecida como Ana Smile, de 32 anos. Segundo parecer do juiz Abílio Wolney Aires Neto, da 9ª Vara Cível de Goiânia,Ana terá de pagar uma multa de R$ 50 mil caso faça ou venda as estátuas. Nelas, a artista retrata personagens como Superman, Batman e Galinha Pintadinha.

O taxista Juvercino Garcia não gostou do que viu. “Não ficou legal a imagem de um santo com um vestuário desses”, afirma. O técnico em edificação Carlos Furtado segue a mesma linha. “Não pode misturar as coisas. Tem que ter mais zelo com a imagem do santo”, opina.

Já o universitário Jânio Pereira Júnior pensa diferente. Para ele, as peças provocaram uma polêmica desnecessária. “Algumas realmente se parecem com as imagens utilizadas pela igreja, mas não têm nada demais. É uma expressão da artista”, pondera.

Artista se defende
Além da comercialização, Ana também foi obrigada a excluir os perfis “Santa Blasfêmia” do Facebook e do Instagram, onde expunha seus produtos. Ela salienta que o intuito ao fazer as esculturas não era atingir qualquer religião e que as peças são apenas fruto “de um trabalho ligado à arte pop”.

Juiz proíbe artista de fazer esculturas de santos inspiradas na cultura pop em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)Superman e Galinha Pintadinha são alguns personagens retratados
(Foto: Reprodução/Facebook)

“Nunca quis agredir a fé de ninguém. É uma coisa para quem gosta de algo diferente. Sou de família católica e todos me apoiam, gostam do que eu faço e têm exemplares em casa. Minha avó, inclusive, que não sai da igreja, não viu problema”, disse ao G1.

Ela começou a fazer as esculturas há três anos depois que viu um meme na internet e se apaixonou pela ideia. Na foto, Batman carregava Robin no colo ao estilo das imagens sacras. Cada estátua custava entre R$ 230 a R$ 390.

Juiz proíbe artista de fazer esculturas de santos inspiradas na cultura pop em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)
Peças criadas pela artista provocaram polêmica
(Foto: Reprodução/Facebook)

Em nota, a Arquidiocese de Goiânia, autora da ação, disse que “a artista extrapolou, deliberadamente, o seu direito constitucional de livre manifestação de pensamento, ferindo o também direito constitucional da Igreja Católica, de inviolabilidade de consciência e crença”.

Ainda de acordo com o comunicado, além das estatuetas, as postagens em redes sociais sobre elas “ofendem a coletividade, violando o sentimento religioso, ao empregar escárnio, sátira e ironia”.

Justificativa
Para embasar seu posicionamento, o juiz evocou leis que versam sobre liberdade de expressão e de crença, afirmando que ambas são garantidas a todos sem distinção. Porém, alertou que é preciso intervir quando ambas se chocam.

“Embora os direitos e garantias fundamentais estejam na mesma ordem, sem hierarquia ou primazia de um sobre o outro, quando houver conflito entre eles, deve prevalecer o direito à dignidade pessoal, à honra e à vida privada”, relatou Aires Neto.

Imagens de Nossa Senhora que ganharam versão estilizada em loja de Brasília (Foto: Ana Smile/Divulgação)
Versões estilizadas de imagens sacras causaram polêmica
(Foto: Ana Smile/Divulgação)
G1.COM.BR

Motoristas do Uber criam associação após discussão com taxistas em GO

Objetivo é acelerar o processo de regulamentação do serviço pela prefeitura.
Categorias disputaram espaço de trabalho entre si na rodoviária de Goiânia.

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Os motoristas do Uber, empresa de transporte de passageiros via aplicativo de celular, criaram uma associação após alguns integrantes discutirem com taxistas, em Goiânia. O objetivo é tentar acelerar o processo de regulamentação do serviço pela prefeitura. Nesta semana, as duas categorias chegaram a disputar espaço para trabalhar na rodoviária da capital.

Em Goiânia, cerca de 2 mil motoristas estão cadastrados no aplicativo. Entretanto, sem a devida regulamentação, não são raros os relatos de brigas entre as motoristas do Uber e taxistas. “Tem motorista da empresa que passou até pelo trauma de ter o carro amassado, chutado, e que se descredenciou, parou de rodar por esse medo”, disse o motorista do Uber Orestes Rodrigues de Freitas.

O órgão criado foi a Associação dos Profissionais de Transporte Individual Remunerado de Passageiros do Estado de Goiás (Aptigo). De acordo com o presidente, Fábio Ferreira Barros, a criação da entidade é necessária para tentar amenizar as brigas entre os dois tipos de transportes.

“A gente entende que o serviço tem que ser regulamentado pelo prefeitura, porque o município está até deixando de arrecadar impostos. A gente entende que, regulamentando, vai ficar melhor tanto para o motorista quando para o município”, disse.

Na Câmara de Vereadores, um decreto com os direitos e deveres da categoria já foi criado e está sendo analisado pela prefeitura. Enquanto isso, profissionais das duas categorias seguem em clima acirrado.

“Se o poder público não tomar as devidas providências para poder regular o Uber ou tirar da praça, vai chegar um ponto em que essa bomba vai estourar”, disse o taxista José Ricardo Ramos.

Ameças
Na terça-feira (31), taxistas tentaram proibir motoristas do Uber de buscar e deixar passageiros dentro da rodoviária da capital. Um vídeo mostra quando um taxista conversando com um condutor ligado ao aplicativo.

“Para não ter conflito igual ao que está acontecendo, nós vamos entrar em um acordo. Vocês [motoristas do Uber] descarregam, só que não carrega aqui. Descarrega de fora. O pessoal aqui não aceita vocês carregarem. Não adianta”, disse.

Motoristas de Uber e taxistas discutem em rodoviária de Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Motoristas de Uber e taxistas discutem na rodoviária de Goiânia
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Os taxistas queriam que os motoristas do Uber, que começou a operar em Goiânia no dia 29 de janeiro deste ano, usassem apenas a área externa do estacionamento para buscar e deixar passageiros. Já os condutores da empresa alegam que entrar na rodoviária é questão de segurança.

“Nós somos orientados pelo batalhão [policial] que tem próximo à rodoviária que essa região é perigosa. Então, eu tirando o passageiro de dentro da rodoviária para vir para o lado de fora, eu estou colocando em risco o passageiro”, disse o motorista Leonel de Moura Brizola.

Os taxistas reclamam que precisam pagar pelo uso do ponto dentro da rodoviária. Já os motoristas do Uber não têm custo para pegar ou deixar um passageiro. Os taxistas consideram isso uma concorrência desleal.

Em áudios que circulam nas redes sociais, um motorista do Uber pede socorro à polícia após ser ameaçado por um grupo de pessoas. Ele tinha ido buscar um passageiro em uma chácara, onde ocorria uma festa. “Aqui na GO-070 os caras me pegaram. Começaram a chutar o carro, está a maior bagunça aqui. Tem alguém aqui perto?”, disse um homem.

Em outros áudios, taxistas aparecem reclamando do preço cobrado pelo concorrente. “Tem que ser desse jeito: ‘ah, quanto que o Uber cobrou? Tanto? Eu faço mais barato, eu levo você lá. Se o problema for corrida barata, vamos fazer corrida barata também”, sugere.

Taxistas ameaçam motoristas do Uber em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Taxistas ameaçam motoristas do Uber em Goiânia
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
G1.COM.BR

Veto a estátuas de santos inspiradas na cultura pop divide opiniões em Goiás

Juiz proibiu esculturas onde são retratados ícones como Superman e Minnie.
Enquanto alguns criticam ideia, outros defendem trabalho feito por artista.

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A decisão da Justiça de proibir a artista Ana Paula Dornelas Guimarães de Lima, conhecida como Ana Smile, de 32 anos, de fazer esculturas de santos católicos inspirados na cultura pop está dividindo opiniões em Goiânia. Enquanto algumas criticam o trabalho, outras aprovam e dizem que as peças de gesso são apenas uma manifestação artística.

Segundo parecer do juiz Abílio Wolney Aires Neto, da 9ª Vara Cível de Goiânia, Ana não pode mais fazer ou vender as estátuas. Nelas, ela retrata personagens como Superman, Batman e Galinha Pintadinha. Em caso de descumprimento, ela tem que pagar uma multa no valor de R$ 50 mil.

O taxista Juvercino Garcia não gostou do que viu. “Não ficou legal não a imagem de um santo com um vestuário desses”, afirma. O técnico em edificação Carlos Furtado vai na mesma linha. “Não pode misturar as coisas. Tem que ter mais zelo com a imagem do santo”, opina.

Já o universitário Jânio Pereira Júnior pensa diferente. Para ele, as peças provocaram uma polêmica desnecessária. “Algumas realmente se parecem com as imagens utilizadas pela igreja, mas não tem nada demais. É uma expressão da artista”, pondera.

Artista se defende
Além da comercialização, Ana também foi obrigada a excluir os perfis “Santa Blasfêmia” do Facebook e do Instagram, onde expunha seus produtos. Ela salienta que o intuito ao fazer as esculturas não era atingir qualquer religião e que as peças são apenas fruto “de um trabalho ligado à arte pop”.

Juiz proíbe artista de fazer esculturas de santos inspiradas na cultura pop em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)Superman e Galinha Pintadinha são alguns personagens retratados
(Foto: Reprodução/Facebook)

“Nunca quis agredir a fé de ninguém. É uma coisa para quem gosta de algo diferente. Sou de família católica e todos me apoiam, gostam do que eu faço e têm exemplares em casa. Minha avó, inclusive, que não sai da igreja, não viu problema”, disse ao G1.

Ela começou a fazer as esculturas há três anos depois que viu m meme na internet e se apaixonou pela ideia. Na foto, Batman carregava Robin no colo ao estilo das imagens sacras. Cada estátua custava entre R$ 230 a R$ 390.

Juiz proíbe artista de fazer esculturas de santos inspiradas na cultura pop em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)
Peças criadas pela artista provocaram polêmica
(Foto: Reprodução/Facebook)

Em nota, a Arquidiocese de Goiânia, autora da ação, disse que “a autora extrapolou, deliberadamente, o seu direito constitucional de livre manifestação de pensamento, ferindo o também direito constitucional da Igreja Católica, de inviolabilidade de consciência e crença”.

Ainda de acordo com o comunicado, além das estatuetas, as postagens em redes sociais sobre elas “ofendem a coletividade, violando o sentimento religioso, ao empregar escárnio, sátira e ironia”.

Justificativa
Para embasar seu posicionamento, o juiz evocou leis que versam sobre liberdade de expressão e de crença, afirmando que ambas são garantidas a todos sem distinção. Porém, alertou que é preciso intervir quando ambas se chocam.

“Embora os direitos e garantias fundamentais estejam na mesma ordem, sem hierarquia ou primazia de um sobre o outro, quando houver conflito entre eles, deve prevalecer o direito à dignidade pessoal, à honra e à vida privada”, relatou Aires Neto.

Imagens de Nossa Senhora que ganharam versão estilizada em loja de Brasília (Foto: Ana Smile/Divulgação)
Versões estilizadas de imagens sacras causaram polêmica
(Foto: Ana Smile/Divulgação)
G1.COM.BR

Casal vai à polícia após pagar R$ 16,7 mil e empresa não fazer casamento

Outros clientes do mesmo local também denunciaram golpes, em Goiânia.
Polícia Civil afirma que 8 já procuram Decon, que investiga se houve crime.

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Oito casais que contrataram uma empresa de eventos para fazer decoração, buffet ou cerimonial dos seus casamentos registraram ocorrência na Polícia Civil alegando que pagaram pelo serviço, mas não tiveram as festas realizadas, em Goiânia. Vítimas disseram que o casal que administrava o negócio avisava dias antes da cerimônia que não poderia organiza-lá, e não devolvia dinheiro. Uma noiva contou que perdeu R$ 16,7 mil por causa do golpe. A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) investiga se houve crime de estelionato.

O G1 tenta contato com os casal suspeito, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

A professora Anna Karolina Parreira, de 23 anos, foi uma das vítimas do golpe. “Fechei com ela buffet, decoração e mesa do bolo para o meu casamento a partir de uma indicação. Tudo ficou R$ 16,7 mil. Fiz o último pagamento em janeiro deste ano. Dois dias antes da cerimônia o marido da dona da empresa me mandou um áudio dizendo que ela havia sofrido um infarto e eles não poderiam fazer o meu casamento”, contou ao G1.

A noiva relatou que ficou desesperada com a notícia. Até poucas horas antes do casamento, ela estava contratando garçons. “Eu chorei muito, achei que não iria conseguir, mas deu certo. Tive ajuda de muitas pessoas com a decoração e o buffet. Acabei gastando ainda mais. Espero conseguir o dinheiro de volta e que eles sejam presos, porque já estragaram tantos sonhos e podem estragar muitos outros”, disse.

A funcionária pública Daniele Dias contou que fechou o contrato com a empresa no valor de R$ 23 mil, mas os administradores alegaram que não poderiam realizar a cerimônia como ela queria. “Combinei uma mesa de bolo com painel, não teve, nem os detalhes que eu combinei com ela, ela fez”, afirmou decepcionada.

Casais afirmam que precisaram pagar por nova decoração após golpe em Goiânia Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Casais afirmam que precisaram pagar por nova decoração após golpe
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

 

O empresário Ricardo Campos, de 38 anos, também relatou que um mês antes do seu casamento, depois de já ter pago R$ 2,6 mil para a empresa, recebeu um áudio do profissional dizendo que a mulher havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e que o casamento não seria realizado.

“Eles tinham uma sede, foram até nossa casa para negociar e fomos à casa deles também. Estava tudo certo. Até contrataram a minha empresa para fornecer chopp para outro casamento que eles estavam fazendo, mas depois não só não fizeram o casamento como também não me pagaram pelo serviço que prestei. Tentamos contato com eles de todas as formas, mas não conseguimos mais”, relatou.

Investigação
O delegado Webert Leonardo Lopes dos Santos explicou que a polícia ainda apura se houve crime de estelionato, ou seja, se a empresa assinava os contratos mesmo sabendo que não iria cumpri-los.

“Oito pessoas já vieram até a Decon denunciar essa empresa, mas ainda estamos na fase de ouvir as vítimas. Todos os casais falam que receberam informação de que a empresária teve algum problema de saúde e não poderia realizar o evento. Constatamos pelos depoimentos que a mesma desculpa foi dada para diferentes clientes em intervalos de até dois meses”,  pontuou.

Santos explicou ainda que algumas vítimas relatam que buscavam a suspeita para visitar as igrejas e fazer as medições. “Uma prática comum de estelionatários, se for esse o caso, é levar as pessoas na conversa sempre dizendo que o carro estava na oficina ou outros argumentos para conseguir favores. Algumas pessoas falaram sobre um vídeo que mostra a empresária indo viajar na rodoviária de Goiânia, mas ainda não recebemos essas imagens”, comentou.

G1.COM.BR

Juiz proíbe artista de fazer esculturas de santos inspiradas na cultura pop

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Ana Smile retratava ícones como Superman e Minnie em peças, em GO.
Ela diz que recorrerá e reclama da decisão: ‘Não quis agredir a fé de ninguém’.

Juiz proíbe artista de fazer esculturas de santos inspiradas na cultura pop em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)
Jesus é retratado como Superman e Maria, como a Galinha Pintadinha
(Foto: Reprodução/Facebook)

O juiz Abílio Wolney Aires Neto, da 9ª Vara Cível de Goiânia, proibiu a artista Ana Paula Dornelas Guimarães de Lima, conhecida como Ana Smile, de 32 anos, de fazer e vender esculturas de santos da Igreja Católica inspirados na cultura pop. Dentre os personagens retratados em seu trabalho estão Superman, Batman, Minnie, Malévola e Galinha Pintadinha. A artista disse ao G1que vai recorrer da decisão.

O magistrado estipulou uma multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. A ação foi proposta pela Arquidiocese de Goiânia alegando que Ana faz “sátira” com os personagens religiosos. A artista também deve, conforme a decisão, excluir os perfis “Santa Blasfêmia” do Facebook e do Instagram, onde comercializava seus produtos.

Em nota, a Arquidiocese de Goiânia diz que “a autora extrapolou, deliberadamente, o seu direito constitucional de livre manifestação de pensamento, ferindo o também direito constitucional da Igreja Católica, de inviolabilidade de consciência e crença”.

Ainda de acordo com o comunicado, além das estatuetas, as postagens em redes sociais sobre elas “ofendem a coletividade, violando o sentimento religioso, ao empregar escárnio, sátira e ironia”.

Ana diz que não entende o motivo da decisão. Ela salienta que o intuito ao fazer as esculturas não era atingir qualquer religião e que as peças são apenas fruto “de um trabalho ligado à arte pop”.

“Nunca quis agredir a fé de ninguém. É uma coisa para quem gosta de algo diferente. Sou de família católica e todos me apoiam, gostam do que eu faço e têm exemplares em casa. Minha avó, inclusive, que não sai da igreja, não viu problema”, disse.

Uma assessoria jurídica já foi contratada por ela e deve entrar com um recurso tentando reverter a decisão na próxima semana.

Juiz proíbe artista de fazer esculturas de santos inspiradas na cultura pop em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)
Ana fez imagem do Batman que a inspirou; em outra usa a Minnie (Foto: Reprodução/Facebook)

Meme originou ideia
As esculturas começaram a ser feitas há três anos depois que Ana viu um meme na internet e se apaixonou pela ideia. Na foto, Batman carregava Robin no colo ao estilo das imagens sacras.

“Achei aquilo sensacional, me encantou. Revirei a internet e não encontrei uma para comprar. Então resolvi fazer eu mesma. Fui a uma fábrica de gesso, pintei e postei. Vários amigos e conhecidos começaram a me pedir”, lembra.

No meio do ano passado, ela começou a lucrar com o serviço, que se tornou sua principal fonte de renda. Cada estátua custava entre R$ 230 a R$ 390. Em dezembro do ano passado, ela fechou uma parceria para revendê-las em uma loja de Brasília.

Juiz proíbe artista de fazer esculturas de santos inspiradas na cultura pop em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)
Peças criadas pela artista estão com a venda proibida (Foto: Reprodução/Facebook)

Desde que soube da decisão, ela parou toda produção. Disse que, enquanto não consegue derrubar a liminar, vai obedecer a ordem que a impede de comercializar os objetos. Ela também já deletou as contas das redes sociais nas quais anunciava os enfeites, também seguindo a determinação.

“Está tudo parado. Um ponto que a justiça não percebeu é que estão cerceando meu trabalho e a possibilidade de obter minha fonte de renda”, lamenta.

Justificativa
Para embasar seu posicionamento, o juiz evocou leis que versam sobre liberdade de expressão e de crença, afirmando que ambas são garantidas a todos sem distinção. Porém, alertou que é preciso intervir quando ambas se chocam.

“Embora os direitos e garantias fundamentais estejam na mesma ordem, sem hierarquia ou primazia de um sobre o outro, quando houver conflito entre eles, deve prevalecer o direito à dignidade pessoal, à honra e à vida privada”, relatou Aires Neto.

Imagens de Nossa Senhora que ganharam versão estilizada em loja de Brasília (Foto: Ana Smile/Divulgação)
Versões estilizadas de imagens sacras causaram polêmica (Foto: Ana Smile/Divulgação)
G1.COM.BR

Vigilante leva 12 pontos no pescoço após ser atingido por linha com cerol

Ele seguia em motocicleta por avenida quando foi ferido, em Goiânia.
Polícia alerta que quem usa fio cortante pode responder criminalmente.

O vigilante Patrício do Carmo sofreu um corte no pescoço ao ser atingido por uma linha de pipa com cerol, no Setor São Judas Tadeu, em Goiânia. Ele seguia em uma motocicleta e, ao perceber que tinha sido ferido, procurou ajuda médica. A vítima levou 12 pontos.

“Eu cheguei na casa da minha irmã já pedindo socorro. Eu disse que tinha sido atingido por uma linha com cerol e já me colocaram no carro e me levaram para o Cais [Centro de Atenção Integral à Saúde] Vila Nova”, conta.

Patrício diz que costuma passar pelo local e sempre vê muitas crianças e até adultos soltando pipas. Porém, ele não imaginou que corria riscos e agora está com medo.

No bairro, alguns meninos admitem que usam cerol para cortar a linha de outras pipas. “Muitos usam para cortar a linha do outro mesmo. Eles querem derrubar a raia do outro”, relata um garoto.

O uso do cerol é proibido, assim como a linha chilena, que é altamente cortante. Na semana passada, uma operação policial apreendeu diversos tubos de linhas irregulares em uma casa em Goiânia, além de duas máquinas para enrolar os fios cortantes.

Patrício se diz assustado com a situação, mas está aliviado por ter sobrevivido. “Por sorte foi o cerol, pois se fosse a linha chilena com certeza eu não estaria vivo”, disse.

Já Selma Pereira Vieira conta que o irmão dela não teve a mesma sorte e morreu após ser atingido por uma linha no trecho urbano da BR-153, em Goiânia. “O maior erro dele foi tentar tirar a linha do pescoço, pois enrolou no capacete. Aí ele desceu da moto, tirou o capacete e tirou a linha, que cortou até os dedos dele”, lamentou.

Segundo a Polícia Militar, quem usa cerol em linhas de pipas pode responder por crimes como lesão corporal, danos e até homicídio.

Vigilante Patrício do Carmo se diz assustado após ter pescoço cortado por linha com cerol, em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Patrício se diz assustado após ter pescoço cortado por linha com cerol
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Operação policial apreendeu diversos tubos de linha chilena em casa, em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Operação policial apreendeu tubos de linha chilena em casa, em Goiânia
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
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Preso reencontra irmão em cela após 14 anos sem se verem, em Goiás

Jovem foi preso por tentativa de homicídio e irmão, por receptação, em Goiás.
Segundo PM, os dois se emocionaram e choraram ao se verem na delegacia.

Irmãos se reencontram na cadeia após 14 anos sem se verem, em Goiânia, Goiás (Foto: Divulgação/PM)
Irmãos se reencontram na cadeia após 14 anos sem se verem, em Goiânia (Foto: Divulgação/PM)

Um jovem de 19 anos reencontrou o irmão que não via há 14 anos após ambos serem presos neste sábado (28), em Goiânia. O rapaz foi detido suspeito de tentativa de homicídio e o irmão, de 31 anos, por receptação ao tentar vender uma balança roubada. Os dois se encontraram na cela da Central de Flagrantes da Polícia Civil. De acordo com a Polícia Militar, o jovem chorou quando viu o irmão.

Segundo o soldado William Vargas, o suspeito fugiu de casa aos 5 anos de idade e, desde então, não o via. “Foi uma comoção grande, ele disse que saiu da residência da família quando era pequeno porque o irmão era usuário de drogas e dava muito trabalho para a família. Desde então ele morava na rua e já teve várias passagens pela polícia”, contou o PM.

O reencontro aconteceu na noite de sábado, na capital. Segundo o soldado, o jovem foi preso na Vila Mutirão, região noroeste de Goiânia. O suspeito foi encontrado após uma denúncia de que ele teria tentado matar três pessoas por dívida de drogas. A PM foi até o local e o prendeu com uma arma de fogo e munição. De acordo com a polícia, ele já tinha passagens por roubo.

Já o irmão dele foi preso por receptação quando tentava vender uma balança roubada. De acordo com a PM, o homem trabalha como reciclador e é usuário de drogas. Segundo Vargas, os carros da polícia em que cada um estavam chegaram praticamente na mesma hora na delegacia. De acordo com ele, o homem ficou emocionado ao ver que o irmão caçula havia o reconhecido.

“Eles só não se abraçaram porque estavam algemados e foram conduzidos de forma afastada, mas o mais velho se emocionou ao ver que o caçula o reconheceu e chorou ao vê-lo”, contou o soldado.

 

G1.COM.BR

Ranking dá ponto a aluno por tipo de mulher que ‘pegar’ durante InterUFG

Lista avalia beleza, cor da pele e estado civil; internautas repudiam ato.
Segundo publicação, rapaz que ficar com um travesti será ‘eliminado’.

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Regulamento causa polêmica nas redes sociais (Foto: Reprodução/ Facebook)
Regulamento causa polêmica nas redes sociais (Foto: Reprodução/ Facebook)

Uma lista que pontua o tipo de mulher que os estudantes vão se relacionar durante os Jogos Internos da Universidade Federal de Goiás (InterUFG) está causando polêmica nas redes sociais. Chamado de “Regulamento InterUFG 2016”, ele avalia a beleza, a cor da pele e o estado civil das universitárias. Além disso, diz que o rapaz que beijar travesti é “eliminado da competição”.

O evento começou na quarta-feira e segue até o próximo domingo (29), em Goiânia. Durante as tardes, são realizados os jogos esportivos e, à noite, festas open bar.

No regulamento, a maior pontuação é para quem tiver relações sexuais. Se a mulher for casada, o homem acumula 10 pontos. Se ela for “gostosa e gata”, ganha 8 pontos. Se a mulher for “pretinha bonitinha”, recebe 2 pontos. O estudante perde um ponto se beijar uma “mulher gorda” ou “preta e feia”. Ele ainda perde 0,5 ponto a cada meia hora que ficar com a mesma pessoa, o que chamam de ficar “casado” na festa.

Internautas repudiaram o ato e expuseram sua opinião nas redes sociais. “Racismo, sexismo e transfobia”, escreveu um internauta. Outro completou: “É apologia e incitação à violência sexual e de gênero e ao racismo. Num país onde mulheres sofrem violência a cada minuto, sobretudo mulheres negras, é preciso dar nome aos bois”.

Em uma nota publicada nas redes sociais, a organização do evento declarou que não apoia e repudia “todo e qualquer esquema de pontuação de conotação sexual divulgado em redes sociais”. A mensagem ainda diz que 10ª Edição do Inter UFG “prezará pelo bem estar, segurança, diversão e, acima de tudo, o respeito”.

A assessoria de imprensa da UFG destaca que o evento não é organizado pela instituição, mas por estudantes da universidade. A instituição ainda informa que “não compactua com qualquer manifestação de preconceito e violência de gênero”.

“A UFG atua em prol da garantia dos direitos que promovam a pluralidade de ideias e o fortalecimento de uma política universitária comprometida com o respeito às diferenças e para a superação de quaisquer manifestações que ferem os direitos humanos”, diz a nota.

Denúncia
A titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Ana Elisa Gomes Martins, disse que não recebeu nenhuma denúncia sobre a lista. Ela explica que, para o regulamento ser apurado, uma pessoa que se sentiu lesada precisa denunciar o caso à Polícia Civil.

“Nós, integrantes da Polícia Civil, quando formos procurados por mulheres que de alguma forma tenham se sentido ofendidas ou colocadas numa dessas escaladas vamos registrar, a Delegacia da Mulher funciona 24 horas por dia. É violência de gênero sim, sem dúvida e pode ser denunciado”, declarou.

A delegada classifica o regulamento como imoral. “É uma situação absurda, como mulher me sinto cada vez mais indignada, em especial por esse tipo de situação ter partido de universitários, pessoas que, em tese, teriam um pouco mais de conhecimento, têm acesso à cultura, aos meios de comunicação, mas, infelizmente, isso ainda ocorre”, declarou.

Organização do interUFG divulga nota de repúdio nas redes sociais (Foto: Reprodução/ Facebook)
Organização do interUFG divulga nota de repúdio nas redes sociais (Foto: Reprodução/ Facebook)
G1.COM.BR