A nova moda do nome e sobrenome no futebol

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Terça-Feira Gorda de Carnaval – e são tantas e diferentes as explicações da sua gordura, que é melhor ficar numa só: Mardi Gras, Terça-Feira Gorda em francês, é o último dia permitido para comer tudo que tem vontade, antes do jejum quaresmal.

Dia que, por ser feriado, permite divagar por outros assuntos, igualmente intrigantes, mas que também devem ter explicações das mais lógicas para todos eles.

Antes, era comum no nosso futebol, se ouvir no rádio as jogadas de Didi, Garrincha, Belini, Mazola, Tostão, Vavá, Pepe, Gilmar, Gerson, Clodoaldo, Dino, Jairzinho, Zito, Tatá, Zico, Zózimo, Dudu, Zagalo, Felix, Rivellino, entre tantos tão simples assim, até chegar ao maior de todos, Pelé, ante outros, mas poucos, chamados Domingos da Guia ou seu filho Ademir da Guia, Nilton Santos, De Sordi, Carlos Alberto.

Hoje, verifica-se, nos gramados, que uma boa maioria resolveu fazer uso do nome e sobrenome, como Felipe Rodrigues, André Castro, Pedro Carmona, Gabriel Leite, Martin Silva, Gustavo Scarpa, Diego Cavalieri, Thiago Neves, Rafael Sóbis, Felipe Melo, Michel Bastos, Marcos Rocha e Everton Souza, além de outros. Até no já aposentado Ronaldo inventaram um questionável “fenômeno”.

Nada que diminua ou aumente o tamanho da bola, mas que só fez crescer o trabalho dos narradores.

O número de palavras usadas em cada jogo, no mínimo, dobrou.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Tom Barros publica em sua coluna foto da cabine do avião que trazia de volta ao Brasil a seleção campeã da Copa de 1962

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Imagens das Copas. 1962. Brasil sagra-se bicampeão mundial na Copa do Mundo no Chile. Estafoto foi batida na cabine do avião na viagem de volta. A partir da esquerda, olhando para a câmera, o goleiro Gilmar e o lateral-esquerdo Altair. Gilmar foi titular nas duas Copas (1958 e 1962). Altar foi reserva de Nilton Santos na Copa de 1962 no Chile.

 

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 08.04.2014

Tom Barros publica em sua coluna foto da seleção brasileira campeã de 1958

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Recordando. Bellini, capitão do Brasil campeão do mundo em 1958, morreu no dia 20 passado. Foto de antes da decisão com a Suécia. Depois do jogo bateram outra foto na mesma posição, mas Bellini já com a taça. A partir da esquerda (em pé): Djalma San tos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar. Na mesma ordem: Garrincha, Didi, Pelé, Vavá, Zagalo e Mário Américo.

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 25.03.2014

Renato Maurício Prado comenta a superlotação no Estádio Frasqueirão

Torcida no alambrado - ABC x Palmeiras, no Estádio Frasqueirão, em Natal (Foto: Augusto Gomes)Torcedores saltam alambrado para não serem esmagados (Foto: Augusto Gomes)

 

O que aconteceu no Frasqueirão, pouco antes do início do jogo entre ABC e Palmeiras, pela série B, foi um escândalo de irresponsabilidade. Por muito pouco não se viveu em Natal tragédia semelhante à de Sheffield, na Inglaterra, onde, num jogo entre Liverpool e Nottingham Forest, em 1989, morreram 96 torcedores (esmagados contra a grande ou pisoteados) e 766 ficaram feridos.

É preciso que a CBF tome medidas rápidas, duras e drásticas para punir os culpados e evitar que absurdos como esses se repitam. É inadmissível que a um ano da Copa no Brasil nossos estádios ainda sejam palcos de cenas tão dantescas.

E ainda vem um conselheiro do ABC dizer, na TV, que não houve responsabilidade do clube e que algumas providências serão tomadas apenas porque “o que já está bom pode ser melhorado” — referindo-se ao portão onde a multidão se espremeu feito gado rumo ao abatedouro. É ou não é mais um querendo passar diploma de idiota pra todos?

Em tempo: no Atle-Tiba, no domingo, brigas entre torcedores dos dois clubes também atrasaram o reinício do jogo. Não custa lembrar, a torcida do Coxa é reincidente — vide a invasão de campo e a pancadaria, no Couto Pereira, na última rodada do Brasileiro de 2009, quando o Coritiba foi rebaixado.

Renato Maurício Prado

ABC de Natal 3 x 2 Palmeiras

 3 x 2 

Foram 35 minutos de atraso. Por pouco, o jogo entre ABC e Palmeiras, neste sábado à tarde, no estádio Frasqueirão, em Natal, pela 27ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, não foi realizado. A superlotação do estádio provocou tumulto (oficialmente, foram 15.636 pagantes). Pessoas pularam o alambrado e se atiraram no gramado para não serem esmagadas. Muita gente ficou trancada do lado de fora com ingresso na mão. Passada a confusão, afastado o risco de tragédia, a bola rolou, e o time potiguar levou a melhor: venceu por 3 a 2 um jogo muito movimentado principalmente no primeiro tempo. Gilmar, Rodrigo Silva e Lino marcaram para o ABC; Alan Kardec e Vilson fizeram para o Palmeiras.

Com o resultado, a ABC foi a 29 pontos e deixou a zona de rebaixamento: subiu para a 15ª posição. O Palmeiras, que sofreu com seus desfalques, permanece com 59 pontos, tranquilo na liderança, mas pedeu uma invencibilidade que durava nove partidas. Gilson Kleina não pôde contar com jogadores importantes como Leandro, Henrique, Valdivia, Vinicius, Bruno e Luis Felipe. No final, o Verdão armou uma blitz, chegou a ter uma falta em dois lances dentro da área, mas não conseguiu evitar a derrota.

Torcida no alambrado - ABC x Palmeiras, no Estádio Frasqueirão, em Natal (Foto: Augusto Gomes)Torcedores saltam alambrado para não serem esmagados (Foto: Augusto Gomes)

Verdão vira…

Controlada a confusão, o jogo começou com o ABC empolgado. Em velocidade, a equipe da casa, marcando forte as saídas de bola do Palmeiras, partiu para cima, encurralou o adversário e abriu o placar aos 8 minutos. Em boa troca de passes pela direita, Somália acertou cruzamento, e Gilmar escorou de direita. Fernando Prass se esticou, mas não alcançou a bola.

A empolgação da equipe potiguar, porém, durou pouco. O gol não assustou o Palmeiras, que logo tomou o controle do jogo, quebrou o ritmo do adversário e passou a criar chances, sobretudo em chutes de fora, com Charles e Kardec. Mas foi pelo alto que o Verdão chegou à virada. Aos 24. Wendel acertou excelente cruzamento da direita e achou Kardec na segunda trave. O atacante subiu bem e escorou de cabeça. A bola bateu no travessão e caiu após a linha.

À essa altura, o ABC tinha dificuldades até para acertar passes de lado. Com bom volume de jogo e bem distribuído em campo, o Verdão logo chegou à virada. Aos 31, Wesley cobrou falta da esquerda, Vilson se antecipou e marcou de cabeça.

O ABC parecia morto, mas acabou chegando ao empate numa escapada pela direita. Júnior Timbó invadiu a área pela direita e foi derrubado por Marcelo Oliveira, aos 38: pênalti, que Rodrigo Silva bateu e converteu.

ABC x Palmeiras (Foto: Rodrigo Sena/VIPCOMM)Com bola rolando, o ABC levou a melhor (Foto: Rodrigo Sena/VIPCOMM)

…E o ABC vence

O segundo tempo foi apenas morno. Nada da intensidade demonstrada na etapa inicial. Os dois times sentiram a correria e se dosaram mais. O Palmeiras ainda tinha mais a bola, mas não conseguia mais chegar com tanta força. Muitos chutões em direção à área e pouca criatividade.

O ABC apostava nos contra-ataques. Com o estádio lotado, o time da casa buscava inspiração no apoio da torcida, que fazia muito barulho. Aos 26, a massa potiguar foi recompensada. Wesley Bigu cobrou falta da direita, Lino subiu mais que Vilson e escorou de cabeça. Mais um gol marcado pelo alto na partida.

O Palmeiras se lançou à frente para tentar ao menos o empate. O técnico Gilson Kleina abriu o time trocando o lateral-direito Wendel, que vinha bem na partida, pelo atacante Caio. O time verde ficou escancarado, à mercê do contra-ataque do ABC. Só que o time da casa, mesmo com espaço, não soube acertar os passes e desperdiçou chances de ampliar.

Os visitantes partiram para o abafa e por pouco não empataram. Primeiro num cruzamento da esquerda. Vilson cabeceou para a área. Ela cruzou a frente do gol, mas ninguém apareceu para empurrar. Em seguida, Serginho mandou uma bomba de fora da área. Wilson Júnior espalmou, segurando o resultado e tirando o ABC do Z-4.

ABC 2 X 0 Chapecoense

 1 x 0 

O ABC ainda não sabe o que é perder no Estádio Frasqueirão desde que Roberto Fernandes assumiu o comando da equipe, há um mês e meio. Neste sábado, o Alvinegro derrotou a vice-líder Chapecoense por 2 a 0, pela 24ª rodada da Série B, e diminuiu para quatro pontos a distância até o Atlético-GO, primeira equipe fora da zona de rebaixamento da competição. Gilmar e Rodrigo Silva marcaram os gols da vitória do Mais Querido.

Agora o time potiguar tem 20 pontos e segue na lanterna do campeonato, mas com as esperanças de permanecer na Segundona renovadas. O triunfo sobre os catarinenses dá moral e um novo ânimo à equipe de Natal, que ocupa a última colocação desde a quarta rodada. Já a Chapecoense “estacionou” nos 46 pontos e vê o Palmeiras disparar cada vez mais na liderança. Mas nada que afete o planejamento da equipe de Gilmar Dal Pozzo rumo ao acesso à primeira divisão.

lance de ABC e Chapecoense série B (Foto: Frankie Marcone / Agência Estado)
ABC derrota vice-líder Chapecoense e continua vivo na Série B (Foto: Frankie Marcone / Agência Estado)

O ABC só volta a campo no próximo sábado, quando recebe o Boa Esporte no Estádio Frasqueirão, às 21h. Já a Chape encara o Paysandu na terça-feira, no Estádio Mangueirão, em Belém, às 19h30m. As duas partidas são válidas pela 25ª rodada da Série B.

ABC surpreende e sai na frente

A Chapecoense iniciou melhor a partida e não demorou até mostrar por que ocupa a vice-liderança da Série B. Logo aos dois minutos de jogo, Tiago Luis recebeu na área e emendou um bonito voleio, mas a bola acabou subindo demais. Sete minutos depois foi a vez de Nenén assustar o goleiro Wilson Júnior, em uma cobrança de falta. A primeira boa finalização do ABC só saiu aos 14 do primeiro tempo, quando Wesley Bigu cobrou falta e a bola passou perto do ângulo de Rodolpho. Somália ainda aproveitou uma falha do goleiro catarinense e tentou marcar por cobertura, mas pôs muita força e acabou mandando para fora.

Somente aos 24 minutos o placar foi inaugurado. Após cruzamento da esquerda, Rodrigo Silva tentou o domínio, mas se enroscou com André Paulino na área e a bola sobrou para Gilmar encher o pé e colocar os donos da casa em vantagem. O chute foi no canto esquerdo de Rodolpho, para alegria da torcida alvinegra. A partir daí o ABC passou a dominar o confronto, e quase ampliou com Giovanni Augusto, por cobertura. A Chape ainda chegou bem com Fabinho Gaúcho e Fabiano, mas pecou nas finalizações e não conseguiu o empate.

Chapecoense tenta, mas o ABC amplia

A Chapecoense voltou do intervalo disposta a buscar a virada e conquistar a 15ª vitória na Série B. Logo no primeiro minuto da etapa final, Nenén aproveitou o cruzamento de Athos e soltou a bomba, mas sem direção. O time do técnico Gilmar Dal Pozzo ainda chegou com perigo com finalizações de Tiago Luis e do artilheiro Bruno Rangel, mas foi o ABC quem balançou a rede novamente. Após cobrança de escanteio pela direita, aos 32 minutos, o centroavante Rodrigo Silva subiu livre na área e cabeceou com estilo para definir o placar final da partida: 2 a 0.

Depois de marcar o segundo, o Alvinegro potiguar passou a jogar apenas na defesa e explorando os contra-ataques. A Chepecoense esboçou uma reação, mas não chegou a ameaçar o goleiro Wilson Júnior. Então o ABC se fechou ainda mais no seu próprio campo e respirou aliviado quando o árbitro apitou pela última vez, encerrando a partida.

 

ABC 2 X 1 América Mineiro

 2 x 1 

A forte chuva que castigou Natal nesta terça-feira trouxe sorte para o ABC. Lanterna da Série B, o time alvinegro bateu o América-MG por 2 a 1, na última rodada do primerio turno da competição, o suficiente para trazer um alento para os torcedores que foram ao Estádio Frasqueirão. Os dois gols alvinegros foram marcados no segundo tempo, por Gilmar e Rodrigo Silva. Andrei Girotto descontou para o Coelho, que chegou ao quarto jogo sem vitória.

ABC x América-MG (Foto: Frankie Marcone / Futura Press)
Rodrigo Silva voltou a marcar e ajudou o ABC a vencer o América-MG (Foto: Frankie Marcone / Futura Press)

Com o resultado, o time potiguar fechou o primeiro turno com 14 pontos e mantém viva a esperança de sair da zona de rebaixamento, onde fincou os pés desde o início da competição. Já os mineiros caíram para a 10ª posição e têm todo o returno para buscar novamente o G-4, meta estabelecida pelo clube.

O América-MG busca a recuperação na sexta-feira, quando recebe o Guaratinguetá no Estádio Independência, em Belo Horizonte. Já o ABC volta a campo no sábado, encarando o Paraná no Durival de Britto, às 21h.

Rodriguinho tenta

Na arquibancada, uma faixa de protesto com a mensagem “Viemos pela camisa” recebia o time do ABC, que teve a estreia de três reforços – o goleiro Getúlio Vargas, o lateral-esquerdo Rodolfo Testoni e o meia Giovanni Augusto. Do outro lado, o América-MG tinha o futebol de Rodriguinho, cria do ABC, que se sentiu à vontade no Frasqueirão. Na primeira oportunidade, recebeu livre na direita e chutou forte por cima. Depois, tentou o arremate rasteiro, e Getúlio Vargas segurou. Também teve a chance em cobrança de falta, mas a bola foi para fora.

Na única vez que os donos da casa chegaram com perigo, Giovanni Augusto cruzou da direita e Erick Flores, meio desequilibrado, subiu sozinho para cabecear pela linha de fundo. Já o time mineiro ainda assustou com Kléber e Danilo, mas Getúlio Vargas fez boas defesas. Já nos acréscimos, o treinador Roberto Fernandes, do ABC, acabou expulso por ter chutado o microfone de uma emissora de TV, que estava próximo à área técnica.

Temporal de alegria

O ABC partiu para o ataque na segunda etapa, mas só conseguiu abrir o placar em uma bola parada, aos 11 minutos. Rodolfo Testoni cobrou falta pela esquerda, a bola ficou pipocando na pequena área, e Gilmar apareceu para chutar forte e balançar as redes: 1 a 0. Dois minutos depois, Giovanni Augusto quase ampliou.

O América-MG esteve perto de empatar por duas vezes. Na primeira, Leandro Silva cruzou e Claudinei cabeceou para levar perigo à meta de Getúlio Vargas. Na outra, Daniel Paulista se enrolou na saída de bola, Rodriguinho aproveitou, entrou na área, mas finalizou mal, por cima.

O segundo gol dos donos da casa só veio aos 31 minutos. Guto avançou bem pelo meio e serviu Rodrigo Silva na esquerda. O artilheiro alvinegro bateu rasteiro, por baixo de Matheus, e não desperdiçou: 2 a 0. Gilmar ainda teve a chance de ampliar, mas foi o América-MG que marcou. Aos 37 minutos, Andrei Girotto bateu de fora da área, a bola desviou na defesa e encobriu o goleiro GetúlioVargas.

James Akel comenta que Neymar não jogaria no Santos de Pelé

 

Numa conversa entre os antigos jogadores do Santos do tempo de Pelé, Coutinho comentava que naquele time Neymar não teria espaço pra jogar.
Gilmar, Lima, Dalmo e Mauro, Zito e Calvet, Dorval, Mengalvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
Aquilo era time.
Quem viu aqueles jogadores tem vergonha alheia dos atuais do Santos e de Neymar que se acha tanto.
Bola de couro pra Neymar é o que menos importa.

Escrito por jamesakel@uol.com.br às 01h01 no dia 28 de fevereiro de 2013