Torcida do Flamengo enche a Gávea, põe faixa e apoia o time durante treino

Rubro-negros gritam nome dos jogadores e acendem sinalizadores na sede do clube

O cenário é bem diferente do encontrado no início da semana, após a derrota por 4 a 0 para o Internacional. O técnico já não é mais Ney Franco, a torcida deu trégua e agora parece caminhar junto com o time. Neste sábado, em treino na Gávea, a arquibancada encheu. E parece que, por hora, tudo está em paz. Com faixas e apoio ao time, cerca de mil rubro-negros acompanharam a atividade desta manhã na sede do clube, que passou por mudanças durante a Copa do Mundo para receber a seleção da Holanda.

A semana, porém, não foi nada tranquila. Logo após a derrota para os gaúchos, em Porto Alegre, o lateral-esquerdo André Santos foi agredido pelos torcedores. Depois, Ney Franco acabou demitido e deu lugar a Vanderlei Luxemburgo. A tempestade, pelo menos agora, acalmou. Tanto que os torcedores acenderam sinalizadores com fumaças vermelha e preta, soltaram fogos e gritaram os nomes do técnico e dos jogadores.

Mas o time ainda precisa melhorar no Campeonato Brasileiro. Na lanterna, com sete pontos, o time encara o Botafogo neste domingo, às 18h30, no Maracanã.

Cerca de mil torcedores enchem a Gávea (Foto: Thales Soares)
Cerca de mil torcedores enchem a Gávea (Foto: Thales Soares)
Torcida põe faixa na Gávea (Foto: Thales Soares)
Torcida põe faixa na Gávea (Foto: Thales Soares)
GLOBO ESPORTE.COM

Renato Maurício Prado comenta que Patrícia Amorim precisa se explicar

 

A reprovação das contas de Patrícia Amorim no Conselho Deliberativo do Flamengo é absolutamente compreensível e amplamente justificada.
Por uma postura corporativista, esse tipo de cobrança não costuma existir nos nossos clubes de futebol porque os presidentes que estão no poder não querem criar atritos políticos para que, depois, seus sucessores não fiquem tentados a fazer algo parecido com eles.
Tudo errado. Essa é uma prática viciada, que só faz fortalecer a impunidade e aumenta nos clubes a sensação do “posso fazer o que bem quiser que depois ninguém vai me cobrar”.
Por isso mesmo, a reprovação das contas de Patrícia Amorim é mais um golaço da atual administração Bandeira de Mello. E não tem nada a ver com perseguição política, como quer fazer crer a ex-mandatária.
Se Patrícia fez tudo dentro das regras e foi vítima apenas de erros contábeis, que vá ao clube e explique tudo direitinho. Tintim por tintim. É sua obrigação e, afinal, quem não deve não teme.
Mas, curiosamente, o que se lê nas reportagens de hoje?
Patrícia Amorim dizendo que nunca mais vai botar os pés na Gávea…
Pano rápido.

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 28 de fevereiro de 2013

Aquele braço

A bola ainda nem rolara no Engenhão quando os dois se encontraram, no meio-campo. De um lado, 36 anos, o veterano campeão; do outro, 18, a jovem promessa. Adversários, tão logo o juiz trilasse o apito, mas, antes disso, um forte abraço os uniu. No olhar de Seedorf, o carinho, no de Rafinha, a admiração. Passado e futuro se encontrando no presente. Bonito e emocionante.
Como foram empolgantes e dignos de aplausos também os 15 minutos iniciais de Flamengo e Botafogo. Jogo franco, aberto e extremamente ofensivo. Como diz o velho bordão, “é disso que o povo gosta”. No final, Rafinha e seus companheiros levaram a melhor sobre Seedorf e a turma de General Severiano. Mas esse duelo ainda pode se repetir na final. Até porque o Mais Querido e o Glorioso jogarão, nas semifinais, com a vantagem do empate. Haverá novo e afetuoso abraço?

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLKOBO no dia 19 de fevereiro de 2013