Tom Barros comenta que o futebol do interior cearense não recebe o apoio devido

565dc-ceara

Desinteresse

Observo que o futebol no interior não tem recebido o apoio devido. Assim, como citei em coluna anterior, vimos cair da primeira divisão municípios importantes como Limoeiro do Norte, Russas, Boa Viagem, Iguatu, Itapajé, Uruburetama, Crato, Crateús, além de Maracanaú que é da Região Metropolitana.

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 05/02/2015

Coluna Tom Barros 26/01/2015

Image-1-Artigo-1785581-1

Vitória e vaias

Magra vitória do Ceará sobre o Maranguape: 1 a 0. E mais: sem o time de Mastrillo apelar para a retranca. Maranguape, mesmo diante de um Ceará mais qualificado, foi precavido, mas sem abrir mão de dois homens na frente: Adilson e Gugu. Sim, o Vozão criou mais chances de gol. Wescley, nessa parte, destacou-se. Em dois momentos, deixou Magno pronto para marcar. Magno fez 1 a 0. No Maranguape, Adilson teve a chance de empatar, mas errou. O melhor do visitante foi Felipe. Muito bom. Aliás, aos cinco minutos do segundo tempo, foi dele um dos belos lances da partida. Na conclusão, de fora da área, Felipe assustou. O Ceará foi melhor em boa parte do jogo, mas o Maranguape bravo, lutador, brioso, jamais se acovardou. E até poderia ter saído com um empate.

Ceará Sporting Club / 2003 - hoje

Observações

Mais uma vez, Magno, o homem da definição. O que mais concluiu. /// Assisinho, trabalha pelos lados, faz jogo individual, mas poderia ser mais agudo. Assim fica mais rara a sua possibilidade de assinalar gols. /// Goleiro Milton, do Maranguape, muito seguro. Fez milagre em cabeçada de Magno. /// Maranguape precisa ser mais ousado e confiante nas conclusões.

Ceará Sporting Club / 1970 - 2003

Número de jogos

Agora o Ceará lidera o Grupo A2 com 9 pontos, mas com um jogo a mais que os concorrentes. O Vozão já atuou 4 vezes contra 3 dos concorrentes. No Grupo A1, o Fortaleza, 3º colocado com 5 pontos, também está com um jogo a mais. Leão jogou 4 vezes contra 3 dos adversários. Não se pode perder de vista esse detalhe que será fundamental na hora da definição.

Recordando

1995. Jogo Fortaleza x Quixadá no PV. A partir da esquerda: Gilson Albuquerque (auxiliar de arbitragem), Alves (volante do Quixadá), Dacildo Mourão (único árbitro Fifa da história do futebol cearense), Edmar (do Fortaleza) e Aluísio Silva (auxiliar de arbitragem). Detalhe: não confundir o Edmar da foto com o volante Edmar Araújo, que brilhou no Ferroviário e no Ceará. Foto integrante do acervo de Elcias Ferreira).

Tempo

Disse no comentário de sábado que a torcida terá de praticar o jogo de paciência e os treinadores, o jogo de cintura. Lira estava insatisfeito com o Horizonte. Nedo, idem, com o Fortaleza. No final, o empate 1 x 1 acabou sendo justo. Mas restou provado que não há como exigir perfeição de times que se ajustam no correr do certame.

Divisão

A torcida do Fortaleza está dividia entre os mais apressados, que querem logo, de imediato, um time perfeito, e os mais pacientes, que compreendem a impossibilidade de ver um time ajustado, dando baile, sem que tenha havido pré-temporada. Apesar dos percalços, tenho notado avanço no Leão, embora lento e gradual.

Eficiente

Adalberto é o jogador do Fortaleza que mais rápido alcançou produção eficiente como provou nos quatro jogos do Leão, atuando em diferentes posições. No empate com o Horizonte, ele foi o melhor do jogo. Serve de referência aos demais do grupo. Claro, alguns atletas demoram mais até alcançar a forma ideal. Outros, como Adalberto, rápido dão resposta positiva.

Pesquisa

Lista feita por Eugênio Fonseca sobre os árbitros que atuaram no futebol cearense na década de 1940: Damasceno, Zé Augusto (também era goleiro), Adelino Ribeiro de Jesus, Raimundo da Cunha Rola (Rolinha), Teopisto de Carvalho, Aluísio Ribeiro, Corado (Augusto de Castro), Antonio Abnarder, João Alves Cavalcante, Humberto Ribeiro, Jurandir Machado, Aldo Silva (ex-goleiro do Ceará) e Francisco José Róseo de Oliveira (Jombrega). Amanhã divulgarei os demais nomes.

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 26/01/2015

Sem patrocínio, Federação cancela Taça dos Campeões Cearenses

03635-122750779219917607d89-escudo2bicasa

A Federação Cearense de Futebol não vai realizar a Taça dos Campeões Cearenses em 2015. Em entrevista à Rádio Verdes Mares, nesta quarta-feira, o presidente da entidade, Mauro Carmélio, confirmou o cancelamento.

“Não conseguimos patrocínio para bancar a despesa dos dois clubes e também não haveria tempo hábil para os times se prepararem”, argumentou Carmélio, que também não conseguiu com que o Esporte Interativo transmitisse a partida.

A Taça dos Campeões seria disputada por Ceará (atual campeão cearense) e Icasa (campeão da Copa Fares Lopes) no dia 11 de janeiro, no Castelão. O objetivo da FCF era oferecer uma partida para abrir a temporada no futebol cearense.

Criada no final do ano passado, a Taça até foi disputada neste ano, com vitória do Ceará por 2×0 sobre o Barbalha, mas com várias substituições permitidas durante a partida e também realizada depois do início do Estadual, a disputa acabou sofrendo duras críticas.

 

Blog do Mário Kempes – Diário do Nordeste – 17/12/2014

Arena Castelão inaugura Calçada da Fama com homenagem a 11 personalidades do futebol brasileiro

Erandy Montenegro foi eternizado como o primeiro a marcar um gol na história do maior estádio cearense, palco da última Copa do Mundo

Erandy Montenegro foi eternizado como o primeiro a marcar um gol na história do maior estádio cearense, palco da última Copa do Mundo

Os grandes nomes do futebol cearense e brasileiro ganharam um espaço especial no maior palco esportivo do nosso estado. As novas gerações agora têm a oportunidade de conhecer as histórias de jogadores como Gildo, Pacoti, Evandy Montenegro e Geraldino Saravá.

O torcedor vai poder conferir tudo na Calçada da Fama do Castelão, primeiro equipamento interativo instalado em estádio brasileiro de Copa do Mundo. A inauguração aconteceu ontem, no espaço cultural da arena.

A fase inicial do projeto contou com 11 homenageados. Pacoti estava na lista. “Vejo essa homenagem como um reconhecimento do meu serviço prestado ao futebol cearense. Em 1956, fui o artilheiro do Campeonato Brasileiro daquele ano, pela seleção cearense. É uma alegria imensa em saber que eu sou querido não só pela torcida do Ferroviário, mas também pela torcida cearense”, recorda o ex-jogador, que encerrou sua carreira no Ferroviário em 1967.

Ídolo do futebol cearense

Um tricampeonato cearense, jogos memoráveis e o título de maior artilheiro do Ceará. Merecidamente, as pisadas de Gildo foram gravadas na Calçada da Fama. Por problemas de saúde, o ex-atleta alvinegro ficou impossibilitado de comparecer ao evento. Coube ao amigo e comentarista esportivo Tom Barros representá-lo na cerimônia e descrever um dos grandes mitos do futebol cearense.

“Fico feliz em representar o Gildo nessa cerimônia, mas ao mesmo tempo fico triste porque queria mesmo era ver ele aqui, recebendo o reconhecimento do público pelo seu mérito, talento e dedicação ao futebol”, destaca.

Já o ex-zagueiro Ronaldo Angelim foi lembrado como ídolo do Fortaleza. “Não esperava uma homenagem dessas. Não me considero um jogador tão de alto nível assim, apesar dos gols importantes que fiz na carreira. Fico muito feliz pela homenagem e é uma honra representar a família tricolor”, comenta o ex-jogador, que pendurou as chuteiras em maio de 2013.

Ícones

Além dos ídolos dos times cearenses, os nomes de Garrincha, Pelé, Ricardo Rocha e Roberto Carlos também foram gravados na calçada por se destacarem nas conquistas dos títulos mundiais do Brasil. O autor do primeiro gol no Castelão (Erandy Montenegro), o maior artilheiro do estádio (Geraldino Saravá), o cronista esportivo (Paulino Rocha) e o destaque do futebol brasileiro de 2014 (Ricardo Goulart) receberam a honraria.

Wilton Rodrigues
Especial para o Jogada

 

Diário do Nordeste – Jogada – 17/12/2014

Tom Barros comenta que existem poucas obras literárias sobre o futebol cearense

565dc-ceara

É salutar ver, de certa época para cá, o interesse de pessoas que querem escrever livros biográficos sobre nomes de expressão do nosso futebol. A literatura esportiva cearense ainda é carente de títulos. O escritor Saraiva Júnior, em boa hora, escreveu o livro sobre o ídolo Mozart e já prepara um outro, agora contando a vida de Pacoti, eterno ídolo do Ferroviário.

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 12.09.2014

Tom Barros recorda a quantidade de jogadores importados para times cearenses

71ec5-adidas20brazuca20201420world20cup20ball201

 

Recordando

Até 1964 o futebol cearense era praticado, na maioria, por jogadores locais. “Estrangeiros”, quando muito, eram de perto e chegavam para Ceará, Fortaleza, Ferroviário, Calouros do Ar… Do Rio Grande do Norte vieram Ribamar, Tidão, Jacaré, Macrino, Jorginho; do Maranhão, Guilherme, Benício, Zé Augusto, Fernando Carlos, Wilson, Ribeiro; de Pernambuco, Gildo, Didica, Jurandir, Zezo, Almir, Dunga, Birungueta, Genival, Nélson, Milton Bailarino; da Paraíba, Harry Carey, Gilvan, Clóvis, Espanhol, Dedé, Jarbas; do Piauí, Carlito; de Alagoas, Oliveira Bodega. A prática dos “pacotes”começou quando Samuel Lopes era técnico do Ceará. Após perder o tetra de 1964 para o Fortaleza, “importou” do Rio, em 1965, cinco jogadores de uma só vez: Juca, Laudenir, Dionir , Neudeci e Amauri. (Colaboração de Wagner Monteiro – Aldeota).

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 06.08.2014

Tom Barros comenta novamente as derrotas dos times cearenses em momentos decisivos em 2013

Otimismo

Eu não quero acreditar que 2014 traga, numa repetição inaceitável, os fracassos em sequência para o futebol cearense. Correções de rumo estão sendo tomadas. Indicam reformas animadoras que evitarão novos vexames. A princípio, projetam a volta por cima que todos esperam. Teoricamente estão caminhando bem.

Sequência

O que causou frustração não foi apenas a série de eliminações enumeradas no comentário de abertura da coluna. A frustração veio em razão da forma como aconteceu. Tudo estava ali, ao alcance dos clubes cearenses. E estes foram caindo, um a um, como resultado de inexplicável efeito dominó. Pior ainda: eliminação em casa, nas barbas da torcida. A sequência de insucessos não poupou ninguém. E de nada valeu decidir em casa. Quanto mais em casa, mais eliminações. Foi terrível suportar tantos fracassos seguidos.

 

Diário do Nordeste-Jogada-Diário do Nordeste-31/12/2013