Futebol brasileiro perde para o europeu também no placar da televisão

Nunca, em tempo algum, se deu tanta visibilidade ao futebol europeu como nos tempos atuais. A Band, na aberta, porque a Globo só entra no momento para ela mais conveniente, tem colhido resultados bem interessantes com a “Liga dos Campeões”.

Liga dos Campeões que foi intensamente disputada pelos canais fechados e apresentou vitória do Esporte Interativo, com a Turner na retaguarda.

Emissoras como SporTV, ESPN e Fox, com os direitos que lhes cabem, têm dedicado forte espaço aos campeonatos de Portugal, França, Alemanha, Espanha, Itália e Inglaterra, que tudo junto, e misturado, está levando boa parcela do público saber de cor quem atua num Bayern, Barcelona, Real Madrid, PSG, Juventus, Roma ou qualquer outro da vida.

Hoje, em jogos de vídeo, ao se proceder a escolha dos times, a preferência sempre maior é por esses de fora. Só depois aparecem Flamengo, Corinthians, São Paulo etc.

Há casos, como revela o Mauro Beting, de alguns jovens preferirem ficar em casa a ir a um estádio, para ver um Barcelona ou Chelsea do que frequentar nossos estádios.

Isto pode ser uma simples consequência dos tempos, mas é o que está mais acontecendo.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Difícil, para não dizer impossível, entrada da Turner no futebol brasileiro

Bahia e Ceará foram os finalistas da Copa do Nordeste de 2015

Que o desejo da Turner, via Esporte Interativo, é entrar com tudo no campo dos direitos esportivos não chega a ser nenhuma novidade. A compra da Liga dos Campeões, ainda sem nenhuma condição de transmitir, já foi uma demonstração disso.

Agora, como próxima atração, dirigentes esportivos – e só eles por enquanto – falam do interesse da empresa americana em entrar na concorrência para a compra de todo o pacote do Campeonato Brasileiro, período 2019 a 2024. Nos bastidores do futebol, verifica-se, este já é um assunto frequente nas rodinhas de discussão.

Até aí, nada contra, desde que exista legitimidade na disputa. O problema é saber se até lá a Turner terá condições de encarar um desafio tão grande. Tudo indica que não, a começar pela sua base de assinantes, incapaz de gerar um volume tão alto de dinheiro como é necessário para a transmissão de um evento desse tamanho.

Hoje, em todas as plataformas, a Globo paga em média R$ 80 milhões por time entre as 20 equipes que disputam só a Série A do campeonato brasileiro. Uma conta que nunca fecha abaixo de R$ 1,5 bi por temporada, com despesas operacionais à parte.

Será que em dois ou três anos a Turner já terá condições de bancar uma operação deste porte? Ou reunirá meios para oferecer necessária reciprocidade comercial à altura? Difícil, para não dizer impossível.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Vem aí as festas de ano de ano do futebol brasileiro

 

Festa dos melhores

O Brasileirão do futebol vai terminar domingo e com o final dele teremos as costumeiras festas para premiar os melhores em campo.

Três delas, das mais tradicionais e conhecidas, com a do SporTV, TV Gazeta e ESPN Brasil com Placar.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Corporativismo é a marca e o mal dos comentaristas de arbitragem

Arnaldo César Coelho, Júnior, Galvão Bueno e Ronaldo em transmissão do jogo da seleção brasileira

Arnaldo César Coelho, Júnior, Galvão Bueno e Ronaldo em transmissão do jogo da seleção brasileira

Nada contra ninguém, mesmo porque são todos muito simpáticos, mas poderia ser bem diferente a postura dos comentaristas de arbitragem na televisão.
Salvo exceções, Godói, Sálvio e Paulo César de Oliveira entre elas, a maioria passa ao telespectador a existência de certo corporativismo, onde tudo é feito para justificar este ou qualquer engano daquele que está apitando.

Há sempre a tentativa de querer isentá-lo de responsabilidades que são próprias a ele mesmo e aos seus auxiliares. Coisas como “ao olho humano”, “não tem o replay”, “quantidade de câmeras” são repetidas e usadas como desculpas em todas as transmissões, apenas indo ao encontro do desejo daqueles que reivindicam o apito eletrônico.

Enquanto burramente ele não vem, vamos esperar por um comportamento diferente e mais equilibrado dos profissionais que desempenham essas funções. E que não se repitam tentativas de sempre querer desmentir o que a imagem está mostrando. Pega mal.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Sampaio Corrêa 0 x 0 Santa Cruz

Sampaio e Santa Cruz empatam no Castelão e permanecem fora do G-4

Com o resultado, o Sampaio ficou com 45 pontos e perdeu uma posição ficando na sétima colocação. O Santa também ficou com a mesma pontuação e caiu para sexto

Um jogo que começou com grandes chances e terminou com as defesas superiores aos ataques. No fim das contas, Sampaio e Santa Cruz ficaram no empate sem gols, pela 28 ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, na noite deste sábado, no Castelão, em São Luís. O empate fez as equipes perderem caírem na classificação e continuarem fora do G-4.

Com o resultado, o Sampaio ficou com 45 pontos e perdeu uma posição ficando na sétima colocação. O Santa Cruz também ficou com a mesma pontuação e caiu para a sexta colocação.

Na próxima rodada, O Sampaio joga às 21h de sexta, novamente no Castelão. Santa joga antes, às 21h de terça, contra o Bragantino, no Arruda.

Sampaio começou pressionando. Nos cinco minutos iniciais, a equipe maranhense conseguiu criar três situações de gol e o time visitante não chegava nem perto da área defendida pelo Sampaio.

Primeira chegada do Santa foi aos seis minutos com Lelê levantado bola na área em cruzamento de falta, mas a defesa maranhense estava atenta. Na sequência, Válber concluiu mais uma jogada de ataque e levou perigo ao adversário.

A melhor chance do Santa no começo de jogo foi aos 17 minutos com Luisinho, que em velocidade avançou, driblou Simões e perdeu uma boa chance para abrir o placar.

Aos 24 minutos, mais uma boa jogada do Santa. Luisinho foi à linha de fundo e bateu para trás para o Lelê chutou para fora. Jogadas envolventes, mas com conclusões erradas.

Aos 31, o Santa fez gol, mas a arbitragem anulou. Daniel Costa cobrou falta na área e Danny Moraes marcou, mas empurrou Edimar.

Sampaio e Santa Cruz ficaram no empate sem gols no Castelão (Foto: Biaman Prado / O Estado)
Sampaio e Santa Cruz ficaram no empate sem gols no Castelão (Foto: Biaman Prado / O Estado)

O Sampaio voltou a pressionar, aos 34 com Jheimy, que ganhou a jogada do lateral Vitor e bateu cruzado para área buscando Edgar. Danny Moares evitou o pior para o time pernambucano.

A primeira boa chegada de Grafite foi aos 38 minutos com um chute forte para a defesa de Rodrigo Viana.

Pimentinha entrou em campo aos 42 minutos quando Nádson pediu para sair sentindo dores musculares e logo no primeiro lance dele, quase marca. Entrou na área, passou pela marcação e chutou em cima do goleiro Tiago Cardoso.

No intervalo, um torcedor com a camisa do Sampaio teria atirado um objeto para perto do campo de jogo. Todos os outros torcedores que estavam próximos a ele, se revoltaram a com a situação e a Polícia Militar teve que o retirar do local rapidamente. Os policiais levaram o homem para a delegacia do torcedor, que fica no setor 6 do estádio.

Sampaio e Santa ficam no empate em São Luís (Foto: Biaman Prado / O Estado)
Jogo foi bem disputado e com lances de emoção concentrados no primeiro tempo
(Foto: Biaman Prado / O Estado)

O primeiro lance de perigo do segundo tempo foi do Sampaio. O lateral Daniel Damião foi até a linha de fundo e cruzou na área e Diones quase marcou de cabeça.

A segunda parte do confronto caiu em relação ao primeiro tempo. Menos velocidade e poucas jogadas de ataque.

Aos 21 minutos, Pimentinha não conseguiu ficar muito tempo em campo. Tinha voltado de tratamento sentiu de novo. Vanger entrou em seu lugar.

Nos lances seguintes, as defesas foram bem melhores que os ataques, por isso, sem grandes emoções.

 

GLOBO ESPORTE.COM

Renato Maurício Prado comenta que o futebol brasileiro pode recomeçar através de um investigação

A grande chance

Se essa quebra de sigilo bancário de dirigentes da CBF e empresários ligados a eles for extensa e séria, o futebol brasileiro vai tremer e, finalmente, teremos a oportunidade de recomeçar pra valer.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 21/08/2015

James Akel ironiza projeto da CBF para reformular o futebol brasileiro

TV MOSTRA AS PORCARIAS QUE A CBF VAI FAZER

Foi o SporTV que mostrou em primeira mão o projeto de merda da CBF.

Imaginem que querem fazer um conselho de ex técnicos da Seleção e trazer técnicos de fora pra dar ideias.

Vamos lembrar que o camelo é um cavalo desenhado por um comitê.

Na CBF não vai ser diferente.

Em 1966 selecionaram 66 atletas pra fazer parte da delegação.

Ao final o Brasil sequer passou da primeira fase e foi o maior vexame da história.

Com esta turminha que está ali, esqueçam algo produtivo com aquela turma.

 

Escrito por James Akel às 11h00 no dia 07 de julho de 2015

Renato Maurício Prado comenta que o futebol brasileiro precisa se reinventar com urgência

Há quem diga que o título da seleção na Copa América apagará a humilhação dos 7 a 1, diante da Alemanha, na semifinal de um Mundial em casa. Discordo. O mal que a goleada avassaladora expôs é muito maior do que qualquer conquista sul-americana. E o escândalo de corrupção que levou José Maria Marin à cadeia não há resultado, dentro de campo, que compense.
O futebol brasileiro precisa se reinventar. Com urgência. Seu calendário é desastroso, o nível do futebol praticado por aqui, desanimador e o pensamento da maioria de nossos cartolas, obtuso, pra não dizer coisa pior.

O grande problema é como fazer isso se, na estrutura atual de poder, quem decide o destino da CBF são as Federações Estaduais, tão ou mais obsoletas (uma vez mais, para dizer o mínimo) que ela.

Os clubes, alguns com administrações mais modernas e empreendedoras, poderiam ser a salvação. Mas, endividados como estão, cadê coragem de romper com o daninho “status quo”?

Faça o que fizer o time de Dunga, no Chile, o futebol brasileiro continuará a ter um longo caminho pela frente, se quiser voltar a ser, de fato e de direito, um dos melhores do mundo.

Algo que não creio ter possibilidade de acontecer dentro dos moldes vigentes e com os atuais cartolas da CBF e das Federações que a suportam.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 14 /06 /2015

CBF institui a lei da mordaça no futebol brasileiro

 

Mais essa agora

A lei da mordaça, há quem assegure, foi estabelecida no futebol brasileiro. Por enquanto, informa-se, é uma coisa meio disfarçada, mas todo repórter que fizer críticas a CBF estará sujeito a punições. De forma oficial, ninguém confirma nada. É esperar para ver.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Tom Barros divulga casos de censura a jogadores de futebol

 

Mordaça. O TJD/RJ suspendeu por dois jogos atacante Fred, do Fluminense. Motivo: Fred, microfones abertos, criticara a arbitragem após o Fla x Flu válido pela 1ª fase do certame carioca. Aqui, quiseram enquadrar o goleiro Deola, do Fortaleza, também porque diante de microfones abertos lançou um libelo contra a arbitragem após um clássico. Wanderley Luxemburgo, num protesto, deixou-se fotografar amordaçado. Tudo isso porque a verdade dói. E como dói…

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 17/04/2015