Bayern München 5 x 1 Kaiserslautern

Bayern goleia Kaiserslautern e vai à final

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Quando é o futebol alemão, o Bayern de Munique continua sobrando. Nesta quarta-feira, o campeão alemão deu mais um show ao golear o Kaiserslautern por 5 a 1 na tarde desta quarta-feira, na Allianz Arena, pelas semifinais da Copa da Alemanha.

Os gols foram de Schweinsteiger, Kroos, Muller, Mandzukic e Gotze, pelos donos da casa. Já para os visitantes, quem marcou foi Zoller. O adversário da equipe na decisão será o Borussia Dortmund, que na terça venceu o Wolfsburg. A partida será uma reedição da final da temporada passada e acontecerá no Estádio Olímpico de Berlim, no dia 17 de maio.

O primeiro gol chegou aos 25, com os donos da casa abrindo o placar com Schweinsteiger. O escanteio cobrado por Ribéry foi na cabeça do jogador, que mandou para o fundo das redes e, aos 33 minutos, Kroos ampliou. Bela jogada de Robben, que tocou para o companheiro na entrada da área. Ele bateu colocado e com muita categoria.

No início da segunda etapa, o holandês tentou jogada individual, caiu e o árbitro sinalizou o pênalti. Muller bateu, convertendo para o Bayern, aumentando a vantagem no placar aos 7 minutos. Entretanto, aos 15, o Kaiserslautern reagiu com Zoller. Dick cruzou para o jogador, que ganhou de Boateng e cabeceou firme para o gol.

O anfitrião não deixou por menos e, aos 34, Mandzukic fez virar goleada. Gotze deu assistência para o croata, que invadiu a área e finalizou cruzado sem chances para o goleiro adversário. Aos 46 minutos, o Bayern fechou a conta com Gotze, vencendo tranquilamente e avançando à final.

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ESPN Brasil transmitirá a entrega da Bola de Ouro na Suíça

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Na próxima segunda-feira, às 15h30, a ESPN Brasil irá transmitir a cerimônia de premiação do Bola de Ouro da Fifa diretamente de Zurique, na Suíça.
O português Cristiano Ronaldo, o argentino Lionel Messi e o francês Franck Ribéry são os craques que disputam o principal prêmio do futebol mundial.
Para essa cobertura, a ESPN escalou o apresentador Paulo Andrade e o comentarista Mauro César Pereira.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Consagração alemã e surpresa anfitriã

Consagração alemã e surpresa anfitriã

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Se quase tudo que Pep Guardiola toca se transforma em ouro, imagine quando ele disputa uma competição à frente de uma equipe que, semanas antes de sua chegada, já havia conquistado o Campeonato Alemão, a Copa da Alemanha e a Liga dos Campeões da UEFA. Foi assim, com uma boa dose de talento e confiança, que o Bayern de Munique desembarcou no Marrocos para participar da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2013.

Nada mais natural, portanto, que ver os bávaros faturarem o título do torneio pela primeira vez, após já terem sido bicampeões da Copa Intercontinental, em 1976 e 2001, contra Cruzeiro e Boca Juniors respectivamente, dois gigantes do futebol sul-americano. “Todo mundo quer ganhar essa competição, principalmente os sul-americanos, que acreditam que o vencedor é realmente o melhor time do mundo”, explicou o peruano Claudio Pizarro, campeão mundial em 2001 e agora bi em 2013. Após tudo que o Bayern fez este ano, nem precisa ser sul-americano para reconhecer que não há ninguém acima dele.

O primeiro adversário a constatar essa realidade foi o chinês Guangzhou Evergrande, que perdeu por 3 a 0 nas semifinais, apesar de todo o conhecimento tático do técnico italiano Marcello Lippi, campeão mundial com a Azzurra em 2006. Em seguida, foi a vez do anfitrião Raja Casablanca, que sucumbiu diante do rolo compressor bávaro, conduzido brilhantemente por Franck Ribéry, Bola de Ouro adidas do torneio.

Raja desafia a lógica
Mas se a vitória do Bayern na decisão apenas confirmou a lógica, o mesmo não se pode dizer do resto da competição, que será sempre lembrada pela grande surpresa protagonizada pelo Raja. Um Raja que se classificara depois de vencer o Campeonato Marroquino de 2013, mas que aparentemente havia perdido seu encanto na nova temporada, tendo iniciado o Mundial na esteira de uma série de três derrotas e um empate. Como se não bastasse, o clube de Casablanca havia demitido o técnico Mhamed Fakhir pouco antes do torneio para substituí-lo pelo tunisiano Faouzi Benzarti, que, embora fosse experiente, conheceu o elenco apenas três dias antes da estreia contra o Auckland City!

Ainda assim, os donos da casa conseguiram eliminar a equipe australiana com um gol de Adelilah Hafidi no último minuto de jogo, após terem saído na frente e sofrido o empate. Um roteiro que se repetiria mais duas vezes e contra adversários de calibre muito maior. Primeiro, nas quartas de final, o Monterrey não foi páreo para o Raja. Na fase seguinte, foi o Atlético Mineiro que se curvou diante dos marroquinos. Para realizar tamanhas proezas, eles não contaram apenas com o talento e a inspiração de seus melhores jogadores, como o goleiro Khalid Askri, o meio-campista Mohsine Moutaouali e o atacante Mouhssine Iajour, mas principalmente com o apoio de uma eufórica torcida, que proporcionou uma das atmosferas mais incríveis da história do Mundial de Clubes.

Os torcedores brasileiros do Atlético Mineiro, que vieram ao Marrocos em número superior a 10 mil, foram simplesmente sufocados pelo público anfitrião, assim como o próprio time, considerado favorito para a disputa da final, não só pela condição de campeão da Copa Libertadores como pela presença de jogadores com história na Seleção, sendo Ronaldinho o mais ilustre deles. Apesar do golaço de empate do craque em cobrança de falta, o Galo não resistiu a dois contra-ataques mortais, perdeu por 3 a 1 e, repetindo o Internacional em 2010, se tornou o segundo campeão sul-americano a voltar para casa sem sentir o gostinho da final.

Para os jogadores, o consolo veio com a conquista da medalha de bronze e a satisfação de terem entrado na história do clube como protagonistas de um inédito título continental. Um sentimento compartilhado pelo Guangzhou, que perdeu a disputa pelo terceiro lugar e terminou em quarto na primeira participação de um time da China no torneio. O que ficou, acima de tudo, foi o sentimento de dever cumprido após a conquista do tricampeonato nacional e de uma inédita Liga dos Campeões da Ásia. Todas essas vitórias passaram pelos pés do argentino Darío Conca, que disputou seu último jogo com a camisa do clube chinês antes de retornar ao Fluminense, de onde havia saído.

A única vítima do Guangzhou no Mundial foi o Al Ahly, que participou pela quinta vez do torneio e ficou longe de entusiasmar o público, tanto na derrota por 2 a 0 contra os chineses nas quartas de final quanto na goleada por 5 a 1 sofrida diante do Monterrey na decisão do quinto lugar. Vale lembrar, porém, que os egípcios chegaram ao Marrocos tendo disputado nesta temporada apenas as partidas válidas pela Liga dos Campeões, já que o campeonato nacional havia sido suspenso por questões de segurança. Isso pode não ter impedido o clube de erguer seu oitavo troféu continental, mas jogadores como Mohamed Aboutrika, Wael Gomaa, Sherif Ekramy, Sherif Abdelfadeel, Emad Meteab e Mohamed Naguib, todos acima dos 30 anos, já não conseguiram exibir o mesmo fôlego de antes.

Delgado faz história
A falta de ritmo de jogo talvez também esteja na origem do fracasso do Monterrey, cuja última partida antes do Mundial datava de mais de um mês antes. Após a quinta colocação em 2011 e o bronze em 2012, o time mexicano esperava chegar mais longe em sua terceira participação consecutiva. No final, foi barrado pelas grandes defesas do goleiro do Raja nas quartas, antes de faturar a quinta posição e fazer de César Delgado o maior artilheiro da história do torneio. Autor de três gols nas duas campanhas anteriores, o argentino balançou as redes mais duas vezes contra o Al Ahly, chegando a um total de cinco, o suficiente para superar Lionel Messi, Denilson e Aboutrika, que marcaram quatro cada um. Delgado, no entanto, não poderá ampliar sua conta em 2014, já que o Monterrey não se classificou para a fase final do Campeonato Mexicano e, portanto, já não tem mais chances de disputar a Liga dos Campeões da CONCACAF.

O Auckland City, por sua vez, continua sonhando com o dia em que deixará de ser um mero figurante na festa. Esta foi a sexta participação do clube neozelandês, das quais cinco terminaram em eliminação na primeira fase, incluindo a edição de 2013. Mas a única equipe amadora da competição sucumbiu apenas no último minuto do confronto diante dos anfitriões. “É verdade que perdemos, mas foi por pouco”, destacou o espanhol Ramón Tribulietx, técnico do Auckland. “Mostramos que temos condições de jogar de igual para igual neste nível. Isso é um grande passo para nós. Foi uma boa experiência. Agora queremos continuar evoluindo e nos tornar um time mais importante.”

Afinal, esta é a característica que os sete clubes participantes têm em comum, independentemente do continente de origem, do estilo de jogo, do elenco ou da experiência: todos são importantes e deixam sua marca na história da competição. A do Bayern apenas ficou gravada de maneira um pouco mais profunda…

 

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Franck Ribéry: “A atmosfera será sensacional”

Ribéry: "A atmosfera será sensacional"

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Um jogador está sendo considerado um símbolo do bom futebol apresentado pelo Bayern de Munique em 2013: Franck Ribéry. O francês jogou muito ao longo dos últimos 12 meses e foi decisivo para os títulos conquistados no período pelo time alemão.

O Bayern de Ribéry venceu o Campeonato Alemão com uma longa distância em relação ao segundo colocado, estabelecendo um novo recorde na Bundesliga. Além disso, também levantou os troféus da Copa da Alemanha e da UEFA Champions League, bem como da Supercopa da UEFA.

Na atual temporada, o Bayern mais uma vez está na ponta da Bundesliga, além de ainda estar na luta pela Copa da Alemanha e pela Liga dos Campeões. Mas o ano ainda não chegou ao fim, e Ribéry ainda quer mais de 2013. O título da Copa do Mundo de Clubes da FIFA no Marrocos poderá ser a cereja do bolo para um ano de muito sucesso.

Apesar dos muitos títulos, o atacante francês ainda não está satisfeito e quer acumular ainda mais conquistas, conforme revelou ao FIFA.com. “Foi uma ótima temporada, jogamos muito bem”, disse. “Mas quero sempre continuar ganhando, esta é a minha mentalidade. A pressão também não diminuiu. Precisamos e queremos sempre ganhar.”

O próximo título pode chegar já este sábado em Marrakech. O adversário da decisão do Mundial de Clubes será o Raja de Casablanca. Os marroquinos contam com o apoio de quase todo o país e de uma torcida maravilhosa nas arquibancadas. O clima na semifinal contra o Atlético Mineiro foi grandioso, assim como nos jogos anteriores. Ribéry está esperando por uma atmosfera parecida na decisão. “Acompanhamos a semifinal pela televisão no hotel”, afirmou. “A atmosfera na final certamente será sensacional.”

Com o coração
O atual campeão marroquino é a surpresa do torneio. Portanto, não é de admirar que Ribéry não queira de forma alguma subestimar o adversário, mesmo que ele tenha certeza de que o Bayern é a melhor equipe. “Não podemos pensar que será fácil”, declarou o jogador. “Precisamos estar muito concentrados e jogar com seriedade. A equipe marroquina é muito forte.”

Depois do apito final na semifinal, os jogadores do Raja não conseguiam se conter de alegria e começaram a recolher souvernires com os adversários. Os materiais usados por Ronaldinho Gaúcho eram os mais cobiçados. As imagens do craque brasileiro deixando os adversários levarem até as chuteiras obviamente chegaram também ao conhecimento do melhor jogador europeu de 2013.

O francês também é muito admirado no Marrocos, e por isso não é improvável que algo parecido possa acontecer com ele. Mas Ribéry não tem medo disso. Ele acha até que é algo positivo, como contou com um sorriso. “Acho isso legal”, afirmou. “Eles jogam com o coração e também são torcedores. Achei legal o que o Ronaldinho fez.”

Após a final, Ribéry pretende fazer as malas para entrar de férias durante a pausa de inverno naAlemanha. Durante o período de férias, que vai até o início da preparação para o segundo turno, o francês quer descansar bastante, já que ele acredita que isso é importante tanto para o corpo quanto para a mente. E ele já decidiu o destino da sua viagem. “Vou com a família para a França e vou passar lá as minhas férias.”

Mas para que possa realmente aproveitar as férias com os seus entes queridos, Ribéry ainda tem um desejo: “Se possível, quero ganhar no sábado”, comentou. “Então, tudo será muito mais bonito.”

 

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GUANGZHOU EVERGRANDE FC 0 x 3 FC BAYERN MÜNCHEN

Bayern a um passo de conquistar o mundo

Depois de dominar a Alemanha e a Europa, o Bayern de Munique está a uma vitória conquistar o mundo. Sem qualquer dificuldade, a equipe bávara nem precisou se esforçar na estreia da Copa do Mundo de Clubes da FIFA para derrotar o Guangzhou Evergrande, campeão asiático, por 3 a 0, na semifinal disputada em Agadir. Agora, resta uma partida para fechar um ano quase perfeito, contra o vencedor de Atlético Mineiro e Raja Casablanca, que jogam nesta quarta.

De todos os campeonatos que disputou, o Bayern faturou quatro – Campeonato Alemão, Copa da Alemanha, UEFA Champions League e Supercopa da Europa –, perdeu apenas um – Supercopa da Alemanha – e vem quebrando novamente recordes na nova temporada, agora com Pep Guardiola, que pode no próximo sábado se tornar tricampeão do Mundial da FIFA, após os títulos de 2009 e 2011 com o Barcelona.

E justamente por já ter vivido esta experiência no torneio, Guardiola não quis dar espaço para surpresas, colocando em campo contra os chineses uma equipe praticamente titular, apenas com nomes como Dante e Thomas Mueller no banco. Com a bola rolando, o ataque liderado por Franck Ribéry e Mario Götze sufocou o modesto Guangzhou desde o início, obrigando os chineses a defender muitas vezes com cinco ou seis jogadores dentro da área.

As chance, então, foram se acumulando a partir dos 15 minutos, quando a defesa chinesa já parecia perdida com a movimentação alemã. Thiago foi o primeiro a quase marcar, acertando a trave após um cruzamento de Rafinha.

A pressão aumentaria quando Toni Kroos tabelou com Götze e também disparou no travessão e deu enfim resultado aos 40 minutos, quando Ribéry pegou a sobra na área e mandou para o gol, contando com a ajuda de Cheng Zeng. Ainda caberia um antes do intervalo, e foi Mario Mandzukic que marcou, de cabeça, após belo cruzamento de Thiago da direita.

Do outro lado, o Guangzhou pouco aparecia no ataque, com o trio Conca, Elkeson e Muriqui sendo facilmente dominado pela defesa. E mesmo quando houve pequeno espaço, Muriqui não aproveitou, perdendo uma boa chance em arrancada logo no início do segundo tempo. Pior ainda, com a bola de volta ao Bayern, Götze acertou um lindo chute no ângulo e praticamente definiu a vitória.

Com quase um tempo inteiro ainda por jogar, o Bayern seguiu no ataque, mas já sem o mesmo ímpeto. Ribéry ainda acertou a trave pela terceira vez, Götze quase aumentou em duas oportunidades, mas já não era mais preciso. Guardiola então fez alterações, colocou Javi Martinez, Shaqiri e Claudio Pizarro, enquanto a equipe tinha 70% de posse de bola e superava os 25 chutes ao gol. O Bayern poupou energia, mas, a um passo de conquistar o mundo, promete acelerar o ritmo na final.

 

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Qual seleção você quer ver de perto na Copa do Mundo?

Qual seleção você quer ver de perto na Copa do Mundo?

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O Uruguai derrotou a Jordânia nesta quarta-feira, noite em Montevidéu, e pôs fim a uma longa – e, para muita gente – sofrida trajetória de eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Tudo para definir as 32 seleções que desembarcarão no país do futebol daqui a alguns meses em busca de resultados históricos.

São elas, confederação por confederação:

CAF: Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Nigéria.

AFC: Austrália, Coreia do Sul, Irã e Japão.

CONMEBOL: Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Uruguai e Brasil (anfitrião).

CONCACAF: Costa Rica, Estados Unidos, Honduras e México.

UEFA: Alemanha, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Croácia, Espanha, França, Grécia, Holanda, Inglaterra, Itália, Portugal, Rússia e Suíça.

 

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França vence Ucrânia por 3 a 0 e está na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014

Revolução francesa

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A França deu uma senhora resposta no Stade de France. Criticados e extremamente pressionados depois da derrota no jogo de ida, os Bleus não deram a menor chance para a Ucrânia nesta terça-feira e conseguiu uma grande virada.

Com uma postura completamente diferente, agressiva, sufocando seu adversário desde o primeiro minuto de jogo, a seleção francesa venceu por 3 a 0 e deixou o Stade de France em polvorosa para assegurar, na última hora possível, sua vaga na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Eles se juntam aCroácia, Grécia e Portugal como os classificados na fase de playoffs das eliminatórias europeias.

Uma das novidades na escalação de Didier Deschamps, o lateral direito Mamadou Sakho marcou o primeiro aos 22 minutos, completando na grande área após sobra no jogo aéreo. O centroavanteKarim Benzema fez o segundo logo aos 34 minutos, dando ao seu time o conforto de ao menos ter descontado o placar do jogo de ida ainda na etapa inicial.

No segundo tempo, o abafa ficou ainda maior depois da expulsão do zagueiro Yevhen Khacheridi, que fez falta dura em Franck Ribéry – uma ameaça constante em campo –, recebendo o segundo cartão amarelo. Conseguindo combinar paciência e intensidade, a França anotou o terceiro aos 72 minutos. Foi um gol contra de Oleg Gusev, na pequena área, tentando cortar um chute cruzado de Ribéry. Sakho, um herói improvável, estava logo atrás do ucraniano, ajudando a pressionar o adversário.

Com os franceses garantidos, agora só falta o Uruguai despachar a Jordânia, nesta quarta-feira, para que a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 tenha todos os campeões mundiais reunidos na disputa.

Confirmação
Em Bucareste, depois de construir uma boa vantagem no jogo de ida, a Grécia confirmou sua vaga, ao segurar um empate por 1 a 1 com a Romênia, fora de casa. Destaque da primeira partida, tendo anotado dois gols, o atacante Konstantinos Mitroglou, do Olympiakos, fez mais um no confronto, abrindo o placar aos 23 minutos, complicando de vez a equipe romena, se tornando um pesadelo para os defensores adversários.

A equipe anfitriã ainda conseguiu o empate, graças a um gol contra de Vasileios Torosidis aos 55 minutos, mas não teve forças para tocar uma reação na segunda etapa. Eram necessários mais dois gols para, ao menos, forçar a prorrogação contra os comandados do português Fernando Santos. Esta será a terceira participação da seleção helênica no Mundial, e a segunda consecutiva, depois de ter participado dos Estados Unidos 1994 e da África do Sul 2010.

Mandzukic, aliviado
Em situação menos confortável quando do apito inicial, os croatas enfim se desvencilharam da aguerrida equipe nórdica, que sonhava com sua primeira participação em um Mundial. Antes de ser expulso, o artilheiro Mario Mandzukic deixou sua marca aos 27 minutos, completando cruzamento rasteiro, no segundo pau.

Mesmo com um homem a menos, o time da casa ampliou logo no início do segundo tempo, com o veterano Darijo Srna, companheiro de diversos brasileiros no Shakhtar Donetsk, clube da Ucrânia. Foi um gol que serviu como um balde de água fria para qualquer pretensão dos visitantes: 2 a 0 e a vaga encaminhada.

 

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É vaga ou nada

É vaga ou nada

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Os jogos de volta de uma repescagem para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 não podem ser mais tensos. Oito seleções europeias vão ter de lidar com toda essa pressão nesta terça-feira, com 90 minutos para decidirem se terão uma vaga na grande competição, ou se vão ter aceitar a derrota, pensando a longo prazo.

França e Romênia se complicaram ao perderem por dois gols de diferença nas respectivas visitas a Ucrânia e Grécia, e agora precisam se tornar os primeiros países da história das eliminatórias a superarem essa desvantagem caso queiram estar no próximo Mundial. Já a Islândia e os seus 320 mil habitantes continuam sonhando em participar da grande festa do futebol pela primeira vez, mas para isso a equipe precisará buscar a classificação na Croácia.

O dono da quarta e última vaga será definido no embate entre Suécia e Portugal. Cristiano Ronaldo garantiu a diferença mínima em Lisboa, e sua equipe agora tem de proteger esse placar nos domínios do atacante do Zlatan Ibrahimovic & Cia.

Em caso de empate no placar agregado, ao final do tempo regulamentar em todas as partidas, o primeiro critério serão os gols marcados fora de casa. Se a igualdade prosseguir, haverá prorrogação em dois tempos de 15 minutos e, havendo necessidade, decisão por pênaltis.

O jogo
França x Ucrânia, Paris, Stade de France, 19 de novembro de 2013, 21h (horário local)

Vinte anos após a surpreendente virada búlgara em Paris na última rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA EUA 1994, com um gol sofrido nos acréscimos que acabou derrubando a França, o país corre sérios riscos de não estar representado em gramados brasileiros. “É preciso acreditar, e acreditar fundo, para reverter a tendência”, repete o técnico dos Bleus, Didier Deschamps. “Todos precisarão estar unidos.”

O torcedor francês, anfitrião da UEFA Euro 2016,  ainda se pergunta se é necessário revolucionar tudo, mudar os jogadores, o sistema tático ou simplesmente as mentalidades, depois de ver a seleção patinar em Kiev. O atacante Franck Ribéry foi neutralizado com perfeição e o meia Paul Pogba não encontrou muitos espaços no setor ofensivo.

No jogo de ida, os ucranianos deram uma demonstração da solidez da sua defesa, que cedeu apenas quatro gols em todo o torneio classificatório. Por outro lado, o técnico Mikhail Fomenko precisará fazer mudanças expressivas com as suspensões do lateral Artem Fedetskyy e do zagueiro Oleksandr Kucher. Mas a margem de manobra dos franceses será pequena, já que eles não poderão partir em busca dos três gols de que necessitam e, ao mesmo tempo, se expor aos contra-ataques de Yevhen Konoplyanka e Andriy Yarmolenko.

E o que mais?
Suécia x Portugal
Os portugueses dominaram a partida em Lisboa em termos de oportunidades de gol e posse de bola, mas acabaram desperdiçando boas chances. Cristiano Ronaldo, que chegou a carimbar o travessão, foi o primeiro a dizer que que poderiam ter saído mais gols. “Construímos ocasiões para um resultado mais dilatado e agora temos de preparar a equipa para ganhar na Suécia”, disse o técnico de Portugal, Paulo Bento. Antes de se render ao gol de cabeça do atacante do Real Madrid, já aos 37 do segundo tempo, a Suécia se mostrou perigosa nos contra-ataques.

Em casa, porém, os suecos serão forçados a apresentar uma imagem mais ofensiva ou, pelo menos, oferecer bolas melhores para um Ibrahimovic que já marcou dez gols na Friends Arena desde que o estádio foi inaugurado há um ano. Além disso, a nação escandinava sabe que recuperar a desvantagem de um tento é algo perfeitamente possível para uma equipe que perdia de quatro com pouco mais de meia hora por jogar em Berlim antes de empatar com a Alemanha em outubro de 2012.

Romênia x Grécia
A tarefa promete ser delicada para os romenos, derrotados por 3 a 1 na Grécia, com o desfalque do zagueiro Vlad Chiriches, jogador do Tottenham. Agora, o técnico Victor Piturca será obrigado a assumir mais riscos no setor ofensivo. Mas ele sabe que a missão é possível graças ao importante gol marcado em Atenas, e não esqueceu de lembrar os jogadores da vitória bósnia por 3 a 1 contra os gregos na fase de grupos. Contudo, a seleção helênica é especialista em defender resultados e, mais experiente, busca uma terceira participação em Mundiais.

Islândia x Croácia
A Croácia não conseguiu encontrar referências no setor ofensivo desde o começo da campanha nas eliminatórias, apesar de contar com diversos talentos individuais de destaque. De fato, os 12 gols marcados na fase de grupos explicam as dificuldades encontradas na última sexta-feira, diante de uma valente Islândia que manteve o placar zerado com um homem a menos e que não deixou de acreditar.

Nomes como Mario Mandzukic, Danijel Pranjic e o brasileiro naturalizado Eduardo não chegaram a apresentar o seu melhor futebol, apesar das boas jogadas criadas por Luka Modric. Já os islandeses, que buscam a classificação inédita para a Copa do Mundo da FIFA, demonstraram um impressionante espírito de união. “A atuação defensiva no segundo tempo foi absolutamente fabulosa”, avaliou o técnico sueco Lars Lagerbäck, cuja Islândia terminou na segunda colocação do Grupo E atrás da Suíça. “O empate sem gols teve sabor de vitória, considerando as circunstâncias.”

 

 

Fique de olho
Titular da meta da Islândia desde o dia 6 de setembro de 2011, Hannes Thór Halldórsson provou o seu talento no primeiro jogo contra a Croácia fazendo diversas defesas decisivas. Eleito o melhor jogador do seu país pelos colegas de profissão em 2011, o goleiro de 29 anos do Reykjavik disputou uma única partida por clubes do exterior, durante uma curta passagem pela Noruega. Bastante à vontade nas bolas aéreas e seguro nas suas intervenções, o atleta de 1,93 metro de altura sofreu apenas 15 gols nos dez jogos da primeira fase das eliminatórias, e boa parte do destino da Islândia estará nas suas mãos em Zagreb.

O número
60 — A seleção ucraniana não foi vazada em 60% dos 20 jogos que disputou ultimamente. Além disso, a última derrota da Ucrânia por pelo menos três gols de diferença aconteceu no dia 6 de setembro de 2011, por ocasião de um amistoso na República Tcheca perdido por 4 a 0.

O que eles disseram
“Quando recuperávamos a bola, não tínhamos a qualidade de que precisávamos. Se devemos aproveitar mais o Zlatan, precisamos conseguir trabalhar os passes. Houve muitos lançamentos longos”,  Erik Hamren, técnico da Suécia

Dê a sua opinião
Será que franceses e romenos conseguirão tirar a diferença de dois gols aberta por ucranianos e gregos?

 

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Tymoschuk: Ribery deserves Ballon d’Or

Tymoschuk: Ribery deserves Ballon d’Or

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Ukraine’s 2-0 first-leg win over France was arguably the biggest shock of the 2014 FIFA World Cup Brazil™ European Zone play-offs so far. The Yellow-Blues’ dream of qualifying for their second World Cup finals since 2006 is now within their grasp.

Friday’s clean sheet was in no small measure due to the fact that they managed to stifle the attacking threat of 2012/13 UEFA Best Player in Europe Franck Ribery. The 30-year-old was often surrounded by three Ukrainian defenders during the match, giving him little space to execute the flashes of brilliance we have come to expect from the Bayern Munich winger.

France’s other star players, such as Samir Nasri, Olivier Giroud and Karim Benzema who, like Ribery, ply their trade at some of Europe’s top clubs, were likewise unable to make their mark on the game. By contrast, over 95 per cent of the Ukrainian squad play for clubs in their own domestic league.

‘Good friends’
For Anatoliy Tymoschuk, Friday’s battle with Ribery took on added significance: The pair were team-mates at Bayern for four years and were part of the side that won the treble of the Bundesliga, DFB-Cup and UEFA Champions League last season.

“I was happy to come up against him. We’re good friends,” said Tymoschuk, who was an unused substitute for the game in Kiev. The 34-year-old also backed his pal to win the FIFA Ballon d’Or 2013 award. “I would vote for him,” he told FIFA.com. “He deserves it. He’s very strong mentally and physically, and he had a magnificent season with FC Bayern.

“He may have scored fewer goals than Messi or Ronaldo, but he’s very important for the club. In the last two years, Bayern have beaten Spain’s two top clubs, Real Madrid and Barcelona, in the semi-final of the Champions League and Franck was one of the key players on both occasions.”

Only one of the two friends can qualify for Brazil, however. After the victory in Kiev, Ukraine are brimming with confidence ahead of Tuesday’s return leg at the Stade de France. “We have to stick to our game plan,” said Tymoschuk. “That helped us through difficult parts of the group stage and won us second place. We are well organised, confident and play with discipline and with a lot of fight. We will do everything to make our World Cup dream come true.”

Up against it
If Ukraine survive the second leg, the tournament in Brazil is likely to be Tymoschuk’s last. At 34, he is now in the twilight of his career. After four successful years in Munich, during which he made 131 appearances and scored four goals, Tymoschuk joined Zenit St. Petersburg in the summer, returning to the club he had previously represented between 2007 and 2009.

The midfield enforcer is not thinking about hanging up his boots any time soon, however: “I can’t predict the future. But I’ve been playing for the national side since 2000 and I’m still prepared to do my utmost for the team.”

This resolution may well be put to the test on Tuesday, as Ukraine’s record in Saint-Denis makes for sober reading. They have lost two and drawn one of their three visits to the Stade de France, conceding three goals and scoring none.

Ukraine’s overall record against Les Bleus is hardly any better. In eight matches, Michail Fomenko’s charges have drawn four and lost three against France, their sole victory coming when the two sides met last Friday.

Ninety minutes stand between Ukraine and football’s showcase event next year. If his team keep their focus, Tymoschuk may well be the one consoling his friend on Tuesday evening. Hardly anyone would have expected that a few days ago.

 

FIFA.com