Coluna do Tom Barros – 12/06/2013

Escudo do Ceará Sporting Club

Escudonovofortaleza.png

Técnicos de futebol

Faz muitos anos Ceará e Fortaleza optaram por técnicos do Sul/Sudeste. Mas os resultados não mudaram: nem subiu o Ceará, nem subiu o Fortaleza. Quem subiu foi o Icasa, que trouxe do Rio Grande do Norte Francisco Diá. Mas há nitidamente rejeição contra técnicos nordestinos. “Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria casa” (Marcos, 6, 1-4). No futebol também é assim. Os “profetas” Oliveira Lopes, Flávio Araújo, Francisco Diá, se tiverem chances nesses dois grandes, serão efêmeras porque para eles a tolerância é zero.

Time dos Sonhos. O vereador e professor Evaldo Lima, membro do conselho deliberativo coral, antecipou que, na votação que elegeu os melhores da história do Ferroviário, o ídolo Pacoti já tem vaga assegurada. Resultado total e oficial será divulgado este mês.

Contradição

O cearense Oliveira Lopes Canindé foi campeão da Copa do Nordeste pelo Campinense, mas o Ceará preferiu trazer o técnico vice-campeão dessa Copa, Leandro Campos. Motivo simples: Leandro nasceu em Porto Alegre; Oliveira, em Canindé.

Contraste

O paulista Vica, com todo o aparato logístico do Fortaleza, não subiu o Leão para a Série B. Diá, com o Icasa cheio de problemas e até com jogadores em greve, subiu o Verdão para a Série B. Diferença de salário: o do Diá, bem pequenininho.

“A gente vai melhorar a cada dia, a cada jogo. Nos treinos eu dou o máximo de esforço para aparecer bem nos jogos”.

Dico
Atacante do Fortaleza
(no site do clube)

Almanaque

Será no dia 25 de junho, às 20h30, no Náutico Atlético Cearense, o lançamento do “Almanaque do Ferrão”, escrito por Evandro Ferreira Gomes, vice-presidente do Ferroviário. Ficha técnica dos 3.449 jogos oficiais e amistosos do clube, dados sobre os 1.956 jogadores que atuaram pelo time coral, além de curiosidades e fotos sobre a vida do Ferrão.

Notas & notas

A torcida do Fortaleza sabe quem é Acrísio Militão de Castro? Esse é o verdadeiro nome de Dico, atacante tricolor. /// Quem fez o maior sucesso no Programa Enio Carlos, na TV Diário, foi a princesa dos pezinhos (embaixadas), Gabriela de Castro. Ela também cantou três canções. Quixadá e Juatama vibram com o êxito da Gabriela.

Cearense salvou

O Fortaleza há muito tenta voltar à Série B. Em 2010, Tentou com o goiano Zé Teodoro, não deu. Em 2011, o carioca Arthur Bernardes e o mineiro Ademir Fonseca (foto), deixaram o time na pior. Foi preciso o cearense Júlio Araújo salvar o Leão do rebaixamento para a Série D no último jogo com o CRB. Em 2012, o paulista Vica quase chegou. Agora a missão é do mineiro Hélio.

Recordando. Ontem, no programa A Grande Jogada (TV Diário), Sebastião Belmino recebeu uma inesperada visita que o levou ao túnel do tempo. Na memória, retornou à década de 1960 na Ceará Rádio Clube. O plantonista da época, Narcez Neves, para surpresa de todos, entrou lépido e fagueiro no estúdio do Canal 22 como se o mundo tivesse estacionado nos anos 60. Narcez, com quem também trabalhei, está conservadíssimo. No papo, não faltaram referências às salas de escuta, onde bons receptores captavam as ondas curtas das emissora de outros estados e do exterior. Não faltava um rádio Transglobe. Obrigatório um gravador Akai (de rolo). Dos plantonistas daquele tempo, creio que só Sousa Filho continua na ativa.

 

Técnicos de futebol

Faz muitos anos Ceará e Fortaleza optaram por técnicos do Sul/Sudeste. Mas os resultados não mudaram: nem subiu o Ceará, nem subiu o Fortaleza. Quem subiu foi o Icasa, que trouxe do Rio Grande do Norte Francisco Diá. Mas há nitidamente rejeição contra técnicos nordestinos. “Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria casa” (Marcos, 6, 1-4). No futebol também é assim. Os “profetas” Oliveira Lopes, Flávio Araújo, Francisco Diá, se tiverem chances nesses dois grandes, serão efêmeras porque para eles a tolerância é zero.

Time dos Sonhos. O vereador e professor Evaldo Lima, membro do conselho deliberativo coral, antecipou que, na votação que elegeu os melhores da história do Ferroviário, o ídolo Pacoti já tem vaga assegurada. Resultado total e oficial será divulgado este mês.

Contradição

O cearense Oliveira Lopes Canindé foi campeão da Copa do Nordeste pelo Campinense, mas o Ceará preferiu trazer o técnico vice-campeão dessa Copa, Leandro Campos. Motivo simples: Leandro nasceu em Porto Alegre; Oliveira, em Canindé.

Contraste

O paulista Vica, com todo o aparato logístico do Fortaleza, não subiu o Leão para a Série B. Diá, com o Icasa cheio de problemas e até com jogadores em greve, subiu o Verdão para a Série B. Diferença de salário: o do Diá, bem pequenininho.

“A gente vai melhorar a cada dia, a cada jogo. Nos treinos eu dou o máximo de esforço para aparecer bem nos jogos”.

Dico
Atacante do Fortaleza
(no site do clube)

Almanaque

Será no dia 25 de junho, às 20h30, no Náutico Atlético Cearense, o lançamento do “Almanaque do Ferrão”, escrito por Evandro Ferreira Gomes, vice-presidente do Ferroviário. Ficha técnica dos 3.449 jogos oficiais e amistosos do clube, dados sobre os 1.956 jogadores que atuaram pelo time coral, além de curiosidades e fotos sobre a vida do Ferrão.

Notas & notas

A torcida do Fortaleza sabe quem é Acrísio Militão de Castro? Esse é o verdadeiro nome de Dico, atacante tricolor. /// Quem fez o maior sucesso no Programa Enio Carlos, na TV Diário, foi a princesa dos pezinhos (embaixadas), Gabriela de Castro. Ela também cantou três canções. Quixadá e Juatama vibram com o êxito da Gabriela.

Cearense salvou

O Fortaleza há muito tenta voltar à Série B. Em 2010, Tentou com o goiano Zé Teodoro, não deu. Em 2011, o carioca Arthur Bernardes e o mineiro Ademir Fonseca (foto), deixaram o time na pior. Foi preciso o cearense Júlio Araújo salvar o Leão do rebaixamento para a Série D no último jogo com o CRB. Em 2012, o paulista Vica quase chegou. Agora a missão é do mineiro Hélio.

Recordando. Ontem, no programa A Grande Jogada (TV Diário), Sebastião Belmino recebeu uma inesperada visita que o levou ao túnel do tempo. Na memória, retornou à década de 1960 na Ceará Rádio Clube. O plantonista da época, Narcez Neves, para surpresa de todos, entrou lépido e fagueiro no estúdio do Canal 22 como se o mundo tivesse estacionado nos anos 60. Narcez, com quem também trabalhei, está conservadíssimo. No papo, não faltaram referências às salas de escuta, onde bons receptores captavam as ondas curtas das emissora de outros estados e do exterior. Não faltava um rádio Transglobe. Obrigatório um gravador Akai (de rolo). Dos plantonistas daquele tempo, creio que só Sousa Filho continua na ativa.

 

Coluna redigida pelo jornalista Tom Barros para o jornal cearense Diário do Nordeste no dia 12 de junho de 2013

Coluna do Tom Barros – 06/06/2013

Escudo do Ceará Sporting Club

Escudo Icasa.jpg

 

A gota d´água

Mota substituído. O zagueiro Potiguar em seu lugar. Ceará abriu mão da possibilidade de assinalar gol pela possibilidade de sofrê-lo. Sofreu.

E justamente pela infelicidade de Potiguar que escorregou e caiu quando tentava intervir no lance. Pronto: nessa substituição, compreendi que estava selada a sorte de Leandro Campo.

Os erros de leitura de jogo em Natal e em Itápolis, máxime pela derrota para o Oeste, foram a gota d´água que faltava para a demissão de Leandro.

Ele ganhou o título estadual, mas nem assim ganhou a confiança da torcida.

Os resmungos de Mota foram a senha para o alto comando alvinegro. Este não se fez de rogado: entendeu o recado do jogador.

DERRUBADO

Uma coisa é cair. Outra coisa é ser derrubado. Francisco Diá foi derrubado pela diretoria do Icasa, que deu sinais ostensivos de que não o queria mais na equipe. Diá indicava jogadores. A diretoria trazia outros. Diá queria fazer futebol. A diretoria preferia ouvir empresários. Diá, injustiçado, não suportou. Entregou o cargo. Futebol ingrato. Vida que segue.

Lições

Na decisão do Estadual, Maciel implorou a Argeu dos Santos para continuar em campo. Argeu não cedeu. Fez a substituição. O Bugre não fez o gol. Perdeu o título. Ora, não se tira goleador que pede para seguir em campo. Mota queria continuar contra a ABC e Oeste. Mas o técnico Leandro Campos não quis. Leandro se deu mal.

Polêmica

A renitência de um atleta que quer ficar em campo significa insubordinação? Nem sempre. É preciso ter sensibilidade para entender a diferença. É sutil, mas existe. Por exemplo: nos casos de Maciel e Mota, não vejo insubordinação. Entendo como vontade de servir porque ambos estavam bem no jogo.

Tipo do jogo em que a bola parecia não querer entrar. Além disso, o goleiro do Oeste estava numa noite muito feliz, sempre muito bem posicionado.

Lulinha
Meia do Ceará (explicando os dois gols que perdeu)

Recordando

O ex-presidente emérito do Iate Clube, Chico Martins, que morreu domingo, 2, teve seus momentos de glória no futebol. Há 59 anos, em 12 de junho de 1954, o Botafogo, com Garrincha, Dino, Carlyle e Vinícius, enfrentou o Calouros do Ar no PV. Chico foi o goleiro do Calouros, que ganhou (1 a 0), gol de Orlando Ciarlini. Memorável vitória. Certa feita, Chico me deu detalhes do momento inesquecível. Ficou a saudade desse ser humano admirável. (Dados de Airton Fontenele).

Sem placas

Na época em que as substituições não eram anunciadas em placas, mas ditas pelo técnico ao jogador, houve caso interessante. Na década de 1960, um jogador foi avisado de que entraria no lugar de fulano. Mas achou que o técnico estava errado. Para surpresa do técnico, o atleta à beira do gramado disse que quem deveria sair era beltrano. Substituição foi feita não como queria o técnico, mas pelo que pensou o jogador. Parece ter sido Mozart o autor da proeza.

Na Espanha

O médico Anchieta Maciel esteve em Barcelona no dia da apresentação de Neymar. Ficou impressionado com a festa da cidade ao receber o brasileiro. Mas esta foto foi batida em Sevilha, defronte ao estádio do Sevilla Fútbol Club. Conselheiro do Ceará, Anchieta fez questão de vestir a camisa alvinegra ao mostrar a camisa do Barcelona, já com o nome de Neymar.

 

Coluna redigida pelo jornalista Tom Barros para o jornal cearense Diário do Nordeste no dia 06 de junho de 2013

Paulo César Norões revela que Ceará fechou contrato de exclusividade com a Arena Castelão e muito mais

Leão quer arrendar PV
Descrentes quanto a um acordo vantajoso com a Arena Castelão, dirigentes do Fortaleza já trabalham nos bastidores um acordo com a Prefeitura, no sentido de transformar o PV, de fato e de direito, na casa do Leão. A ideia é arrendar o “Gigantinho do Benfica”, nos moldes do acordo existente entre o Governo do Rio e o Botafogo, que administra o Engenhão. Entendem os dirigentes que o contrato longo e os altos custos para jogar na Arena, mormente nos jogos de menor apelo, inviabilizam o negócio, mesmo com a boa verba prometida pelo Consórcio.

Maestro Não foi uma atuação de gala, mas uma promissora estreia do novo (de novo) meia tricolor. Guaru trouxe a qualidade que faltava ao meio-campo do Fortaleza. Tem tudo pra fazer a diferença na série C.

Compensação
O Fortaleza teria, não só um estádio para mandar seus jogos, bem como a possibilidade de explorá-lo comercialmente, com a venda do naming right e espaços para publicidade, além do aluguel para jogos de outros times, e ainda shows e eventos similares.

Sem problemas
E jogos de grande apelo? Segundo os tricolores, alugariam o Castelão, como foi até aqui. Parece um bom negócio, também, para a Prefeitura, que se livraria dos custos de manutenção do PV. É esperar para ver se haverá acordo.

‘‘Estou muito feliz. Sei que fui muito mal em 2012 e precisava dar a volta por cima para retribuir a confiança de quem apostou em mim.”
Magno Alves
Craque do Campeonato Cearense

Ceten garantido
Contrato fechado com a Arena Castelão, o Ceará espera só o dia 2 de Junho – aniversário do clube – para anunciar oficialmente a compra do tão sonhado CT. Um presentão, já por conta do centenário, em 2014.

Olho na elite
Evandro Leitão não esconde que, além do CT, o grande sonho é fazer o Ceará entrar o ano do centenário na 1ª divisão. Se conseguir, chuta pro alto a promessa que fez à esposa Cristiane, de não pleitear a reeleição.

Estreia
Ceará bem que poderia ter tido melhor sorte contra o São Caetano. Mandou no jogo até a expulsão de Lulinha. E ainda teve uma grande chance com Vicente, depois. Empate até terá sido bom resultado, desde que agora vença em casa.

Não entendi
Francisco Diá pegou o Icasa no bagaço e o levou à série B. Fez bela campanha no Estadual, por pouco não chegando à final. Não entendo, então, o porquê dessa desconfiança da diretoria. A não ser que haja algo mais nos bastidores…

 

Coluna redigida pelo jornalista Paulo César Norões para o jornal cearense Diário do Nordeste no dia 27 de maio de 2013

Coluna do Tom Barros 24 de abril de 2013

 

Fortaleza e Ferroviário tomaram rumos diferentes. O Leão segue entre os da elite nordestina; o Ferrão continua tateando. Na atual conjuntura, não há como comparar. O Ferrão virou o espectro da derrota, desmanchando no returno a esperança que tão bem edificara na fase classificatória. Mas isso não quer dizer que já perdeu o clássico de hoje. Não é por aí. O Ferrão tem ainda a terceira melhor história de títulos do futebol cearense. Tradição que deve ser respeitada. E o Fortaleza respeita. Mas em campo, no momento, a superioridade técnica do Fortaleza é muito grande.

Ausência. Marinho Donizete tem sido importante ao modelo adotado por Hélio dos Anjos, máxime no apoio ao ataque pela esquerda. Hoje, a sua ausência certamente será muito sentida, máxime pela turma da frente.

Sem risco

Fabrício e Esley de volta. A necessidade de ganhar o clássico coincide com o retorno dos dois importantes atletas. Quanto a Esley, o velho recado: não esquecer a prudência. Uma entrada precipitada, mesmo que não haja maldade, traz risco de graves consequências.

Liderança

Previsão de jogo complicado hoje em Juazeiro. O Icasa poderá dormir líder, mas terá de dobrar o Guarany (4º lugar). Segurar a dupla Luís Carlos e Maciel requer muita atenção. Verdão sem direito a tropeço.

´´Com essas arbitragens, agora entendo porque aqui time nenhum do interior consegue ganhar um título estadual”.

Francisco Diá
Técnico do Icasa

Selecionadas

Hoje, no Mineirão, Brasil (apenas jogadores que atuam aqui) x Chile. De 1916 a 2010, foram 66 jogos entre as seleções principais, com 47 vitórias do Brasil, 7 do Chile e 12 empates. O último triunfo do Chile aconteceu há 13 anos, ou seja, em 2000, por 3 x 0, pelas Eliminatórias da Copa 2002. (Dados de Airton Fontenele).

Consequência

Repercute de forma positiva a explicação dada por Daniel Frota sobre a situação do Fortaleza, que mantém controle financeiro, mas comportando naturais variações pela receita resumida. Daniel quer identificar de onde partiram as maldosas insinuações que tinham o objetivo de quebrar a estabilidade do grupo. O Leão está firme e imune.

Lição de vida

O que terá a dizer um técnico que vê seu time ferido na autoestima, impregnado pela descrença e humilhado por seguidas derrotas? Ora, é aí que entra a força do treinador. No caso em tela, Sérgio Alves, do Ferroviário. Foi exatamente quando o Corinthians, humilhado, caiu para a segunda divisão que Tite começou a reação que o levou ao título mundial.

Recordando. O querido Francisco Gadelha da Silveira é procurador de Justiça. Fez brilhante carreira no Ministério Público. Os desportistas da nova geração certamente não lembram dele como narrador de futebol da Ceará Rádio Clube. Lá o conheci na década de 1970, numa equipe tinha também Halmalo Silva, Wilson Machado e Guilherme Pinho. Mas Gadelha optou pelo Direito. Vocacionado, estudioso, inteligente. Trajetória vitoriosa, desde a aprovação no concurso para promotor de Justiça. Antes, como advogado, já provara sua competência. Hoje, dedico ao meu velho amigo, Chico Gadelha, esse espaço. E expresso minha gratidão por tudo o que com ele aprendi. Francisco Gadelha da Silveira, exemplo de retidão, de caráter, de ser humano excepcional.

 

Coluna redigida pelo jornalista Tom Barros para o jornal cearense Diário do Nordeste no dia 24 de abril de 2013

Gangorra verde

 

Líder do Estadual, o Icasa volta a mostrar sua capacidade de ressurgir quando está desacreditado

A liderança do Icasa no Campeonato Cearense 2013, alcançada na rodada do último fim de semana, volta a expor uma característica bem peculiar do Verdão do Cariri nos últimos anos: a oscilação, que parece ser algo constante. Quando o time está na pior, encontra forças sabe-se lá de onde para voltar ao topo. O contrário também acontece.

Desde 2005, o Icasa tem alcançado grandes feitos em âmbito regional. Mas pode-se dizer que o maior “sobe e desce” do clube alviverde de Juazeiro do Norte teve início em 2009, com a bela campanha que culminou no então inédito acesso à Série B.

Aquele ano teve um primeiro semestre desastroso para o clube, então presidido por Zacarias Silva. Com uma trajetória pífia no Estadual, o time de Juazeiro acabou na lanterna da competição – com apenas 15 pontos em 18 jogos – e foi rebaixado.

Adalgiso Pitbull tem sido destaque no bom momento vivido pelo Verdão do Cariri FOTO: ALEX COSTA

Escaldados com a decepção, o que poucos torcedores esperavam era a virada completada no fim de 2009. Mesmo entrando desacreditada no Nacional, com poucos recursos financeiros, a equipe chegou às semifinais da competição e garantiu sua vaga na Segundona do ano seguinte.

Boa campanha

Em 2010, após garantir a volta à elite cearense sem atropelos, o Icasa fez uma campanha decente em sua estreia na Série B. O time assegurou vaga na competição no ano seguinte, terminado em 12º lugar, com 49 pontos.

Só que a estabilidade alcançada ficou apenas na aparência. Em 2011, os caririenses voltaram a mergulhar num mau momento, com uma campanha apenas modesta na volta à Primeira Divisão do Estadual (terminou apenas em 8º). Sem conseguir patrocínios, o Verdão não resistiu mais um ano na Série B.

Fênix do Cariri

O espírito de “Fênix” voltaria ao Cariri no ano passado. Outra campanha fraca no Estadual (8º) foi sucedida pelo “milagre” na Série C, no 2º semestre.

Após ficar boa parte da competição na zona de descenso, o Icasa contratou o técnico Francisco Diá. Ele sacudiu o elenco e levou a equipe à final da competição. O acesso, de novo, estava garantido. “Quando cheguei, a equipe estava desacreditada e sem receber salários. Falei com a diretoria e dei minha palavra de que se honrassem os atletas eu subiria. E não deu outra”, recorda o treinador, que hoje se mantém no comando o time líder do atual Campeonato Cearense.

No octogonal do Estadual 2013, o Icasa repete o roteiro. Na primeira fase, “patinou” bastante, mas terminou em 3º.

A campanha irregular deste ano tem explicação, segundo Diá. “Perdemos muitos jogadores no fim da Série B. Tivemos de recomeçar do zero e não tivemos tempo hábil para entrosar a equipe. Ela foi se moldando no decorrer da competição. Hoje, com os reforços que chegaram, posso dizer que vamos dar trabalho”.

O atual presidente do clube, Francisco Paz de Lira, diz acreditar que essas viradas em espaços de tempo tão curtos se devem à tradição do clube, que, para ele, já é uma realidade. “O Icasa é grande. Time grande, quando chega à reta final de uma competição, cresce e os times pequenos, não”, dispara o dirigente, na esperança de que a gangorra, enfim, seja desativada.

Melhora

18 pontos já possui o Icasa na segunda fase do Estadual 2013. Na primeira fase, fez 25 pontos em 16 partidas, terminando em 3º lugar na classificação.

´Se a final for no Romeirão, seremos campeões´

Para o presidente do Icasa, Francisco Paz de Lira, o ótimo momento vivido pelo time – que tem 18 pontos em oito jogos na segunda fase do Estadual – pode proporcionar voos ainda maiores. Para ele, sonhar com o título cearense não é nada absurdo. Especialmente se puder levar a decisão para o Romeirão.

“Já que o regulamento mudou e agora permite a final em nosso domínios, deixo o aviso: se os grandes deixarem o Icasa chegar às semifinais, vamos dar trabalho. E se a final for no Romeirão, o Icasa será campeão. Seria um reconhecimento para todos que ajudaram a construir um Icasa forte nesses últimos dez anos”, finalizou o mandatário alviverde.

PERY NEGREIROS/GIORAS XEREZ
EDITOR/REPÓRTER

 Diário do Nordeste – JOGADA – 02 de abril de 2013