“Flor do Caribe” é exportada para a República Tcheca

Exibida por aqui em 2013, “Flor do Caribe” acaba de desembarcar em mais um país. Após ser adquirida por países como Argentina, Moçambique, Uruguai, Paraguai, Guatemala e Hungria, a novela de Walther Negrão irá ao ar também na República Tcheca.
O folhetim protagonizado por Henri Castelli e Grazi Massafera é uma das mais recentes aquisições da Barrandov TV. O canal tem apenas cinco anos e parte de sua programação é composta por conteúdo internacional, como séries norte-americanas e alemãs.
“Flor do Caribe” será dublada na língua tcheca e deverá estrear no país logo no início do ano que vem. A estreia está marcada para ocorrer em janeiro.
Com esta exportação, “Flor do Caribe” se consolida, ao lado de “A Vida da Gente”, como dois dois maiores fenômenos de comercialização da história da faixa das 18h dos últimos anos. Ambos folhetins tiveram forte aceitação do mercado externo mesmo não tendo ganhado indicações ou premiações, como o Emmy, ou de terem sido alvo dos mesmos investimentos feitos em produções da faixa das 21h.

NaTelinha

Grazi Massafera viajará para Portugal depois de amanhã

Embarque
Grazi Massafera viaja a Portugal no próximo sábado, especialmente para participar de várias ações envolvendo a novela “Flor do Caribe”, da qual foi protagonista.
A história escrita por Walther Negrão tem feito muito sucesso naquele país.
Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Globo vendeu Lado a Lado , Flor do Caribe e outras atrações para vários países

 

Outros títulos também do catálogo da Globo chamaram atenção na mesma feira, como a ganhadora do Emmy, “Lado a Lado”, “Flor do Caribe”, “Serra Pelada” e os filmes “Até que a Sorte nos Separe” 1 e 2.

Programadores de diversos países já apresentaram interesse no licenciamento desses produtos.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Ritmo lento talvez tenha prejudicado “Flor do Caribe” na audiência

Nilson Xavier

13/09/2013 19:03

Sérgio Mamberti como Dionísio no último capítulo de “Flor do Caribe” (Foto: Divulgação/TV Globo)

Inquestionável a qualidade das imagens de “Flor do Caribe”, a novela das seis da Globo que terminou nesta sexta-feira, 13/09. Sob a batuta de Jayme Monjardim – reconhecido pelo apuro estético em seus trabalhos na TV -, a novela brindou o telespectador com belas imagens do Rio Grande do Norte, onde se passava a história.

O autor, Walther Negrão, bastante experiente, conhece bem seu público das seis horas. Ligou chaves que já havia acionado em novelas anteriores e que sabia que funcionariam. O vilão enlouquecido pela amada, capaz das maiores artimanhas para roubá-la de seu rival, é recorrente na obra do novelista. A trama começou com uma história de vingança que sugeria “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas. Mas nas mãos de Negrão e sua equipe de roteiristas, a história tomou rumo próprio. O charme da aviação remeteu ao filme “Top Gun” – o que também ficou apenas na sugestão.

A alusão ao nazismo confundiu por conta da idade do personagem Dionísio Albuquerque (Sérgio Mambertiirrepreensível no personagem). Ele era o carrasco nazista responsável pela desgraça da família do judeu Samuel Schneider (Juca de Oliveira), uma criança na época da Segunda Guerra. O problema é que Sérgio Mamberti, em cena, parecia mais novo que Juca. Este pormenor chamou a atenção e poderia ter sido evitado. De qualquer maneira, vale a abordagem ao nazismo, raramente vista em nossa Teledramaturgia – cito  a minissérie “Aquarela do Brasil” (2000), de Lauro César Muniz, dirigida pelo próprio Monjardim.

O ritmo sem pressa de “Flor do Caribe” talvez a tenha prejudicado: a novela fechou com uma média final de 21 pontos no Ibope da Grande São Paulo, abaixo do esperado pela emissora. Apesar de Negrão ter recorrido a explosões de minas e a algumas perseguições cinematográficas – no céu e na terra -, no geral, o autor cozinhou a história de “Flor do Caribe” em fogo brando ao longo de seus seis meses de exibição. Bom por não ter tido atropelos. Mas, por outro lado, cobrava-se um pouco mais de dinamismo no desenrolar das tramas. Na última semana da novela, a história de “Flor do Caribe” já tinha praticamente se esgotado na terça-feira, com a prisão do nazista Dionísio.

Além da direção de imagens, Jayme Monjardim também preza pela direção de atores. Não faltaram momentos emocionantes, com muito choro, envolvendo os personagens de Laura Cardoso (Dona Veridiana), Juca de Oliveira (Samuel), Elias Gleizer (Manolo), Grazi Massafera (Ester), Aílton Graça (Quirino), José Loreto(Candinho), Bete Mendes (Olívia), e outros. Mas as cenas de maior impacto emocional ficaram por conta de duas duplas: Luiz Carlos Vasconcelos e Cyria Coentro (ótimos como o casal Donato e Bibiana), e Cláudia Netto e Igor Rickli(Guiomar e Alberto, mãe e filho).

Igor Rickli, aliás, merece todos os elogios e já pode ser considerado uma revelação na TV em 2013. Ao longo da novela, vimos o ator crescer com seu personagem. Da metade em diante, Alberto já monopolizava toda a ação. Sorte do ator, em ganhar um personagem tão rico (mais do que o casal protagonista, Cassiano/Henri Castelli e Ester/Grazi Massafera, diga-se de passagem). E mérito dele em conseguir levar o personagem de forma tão intensa e verdadeira. Algumas das cenas divididas com Cláudia Netto foram as mais bonitas da novela. Cláudia, outra atriz revelada em “Flor do Caribe” (apesar de já ter atuado em outras novelas anteriormente), soube responder à altura. Ambos merecem mais papeis de destaque.

Igor Rickli será muita exigido na reta final de Flor do Caribe

 

Uma aposta do diretor Jayme Monjardim, Igor Rickli, vilão de “Flor do Caribe”, será um dos mais exigidos nesta semana de encerramento da novela.

Estão reservadas inclusive cenas submarinas ao estilo do cinema.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Simone Soares estará na novela Em Família

 

 

Depois de “O Astro” e uma participação especial em “Flor do Caribe”, Simone Soares acertou novo trabalho na Globo…
… Ela já tem presença confirmada na novela “Em Família”, do Manoel Carlos, substituta de “Amor à Vida” na faixa das 21 horas.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery