Paysandu 2 x 0 Bragantino

Fahel marca duas vezes, Paysandu vence Bragantino e volta ao G-4

Resultado no Mangueirão dá vice-liderança provisória da Série B ao Papão.
Massa Bruta segue estacionado na 10ª posição e vê times da ponta mais distantes

Paysandu x Bragantino - gol Fahel (Foto: Fernando Torres/Paysandu)

Fahel comemora um de seus dois gols contra o Bragantino (Foto: Fernando Torres/Paysandu)

Se faltou inspiração com o jogo correndo, o Paysandu soube se aproveitar da bola parada para derrotar o Bragantino por 2 a 0 na tarde deste sábado e entrar no G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro. Foram dois gols parecidos no Mangueirão: após cobranças de escanteio pela direita, Fahel apareceu na área para marcar de cabeça.

Temporariamente, o Papão assume a vice-liderança da Série B com 36 pontos. Mas ainda aguarda o resultado do Bahia, que visita o Mogi Mirim às 21h. O Bragantino já sabe onde vai terminar essa 21ª rodada da Série B: na 10ª colocação, com 27 pontos.

Os dois times voltam a jogar na terça-feira (1º). O Paysandu visita o Ceará às 19h30 na Arena Castelão. O Bragantino recebe o Vitória, às 20h30, no Nabi Abi Chedid.

O Jogo

A partida começou em ritmo de treino no Mangueirão. Muitos passes errados e bolas espirradas marcaram o tom dos primeiros minutos de jogo. Os times só conseguiram colocar a bola no chão e armar jogadas mais incisivas de ataque depois dos 15. O Bragantino tomou as rédeas do jogo e deu trabalho a Emerson: o goleiro defendeu chutes de fora da área, saiu bem em cruzamentos e também funciou como um zagueiro quando necessário, saindo do gol e cortando um contra-ataque dos visitantes. O Paysandu foi pressionado e só foi acordar na segunda metade do primeiro tempo. Pikachu mandou na trave em cobrança de falta, e Leandro Cearense chutou em cima de Douglas em contra-ataque. Em tarde quente de Belém, jogo de muita transpiração e pouca inspiração.

A coisa não acelerou muito no segundo tempo. Os times apostavam nas bolas aéreas e jogadas pela ponta. O duelo ficou muito pegado, com muitas faltas. As únicas boas chances vinham de bolas paradas ou jogadas individuais. O Massa Bruta quase abriu o placar com Moisés, que arrancou pela esquerda e bateu cruzado. Quase Jobinho conseguiu completar para o gol. Quando o Braga começava a crescer, a cabeça calibrada de Fahel entrou em ação. Após dois escanteios pela direita, o jogador apareceu livre na área do Braga para marcar duas vezes e determinar a vitória do Papão por 2 a 0.

 

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Paysandu 1 x 1 Mogi Mirim

Paysandu pressiona, mas Mogi Mirim segura empate no Olímpico do Pará

Resultado deixa os bicolores na sexta colocação, enquanto os paulistas permanecem na penúltima posição desta Série B. Papão joga na sexta-feira e o Sapo no sábado

Depois de um primeiro tempo equilibrado, com um gol para cada lado, o que se viu na etapa complementar foi domínio absoluto do Paysandu, que não conseguiu vencer a defesa do Mogi Mirim e acabou empatando em 1 a 1 nesta sexta-feira, dia 31. Os gols da partida, que aconteceu no Estádio Olímpico do Pará, foram assinalados por Fahel e Franco.

O resultado deixa os donos da casa fora do G4, na sexta colocação, enquanto os paulistas permanecem na penúltima posição desta Série B. O Papão volta a campo na próxima sexta, dia 7, para enfrentar o Luverdense, fora de casa. O Mogi, por outro lado, receberá o ABC, no sábado, no Romildo Ferreira.

Jogo equilibrado no primeiro tempo  

Dado Cavalcanti manteve a mesma formação do último triunfo com três atacantes e, talvez por isso, foi o Paysandu que começou ditando o ritmo da partida, explorando o meio-campo com Carlos Alberto e as jogadas pelos lados com João Lucas e Yago Pikachu. Já o Mogi Mirim não se intimidou e também trabalhava os lances em profundidade, principalmente com Rivaldinho se movimentando bastante e descendo até a linha de fundo.

Paysandu x Mogi Mirim - Yago Pikachu (Foto: Fernando Torres/Ascom Paysandu)
Paysandu pressionou, mas esbarrou na defesa do Mogi (Foto: Fernando Torres/Ascom Paysandu)

Com 15 minutos de jogo, um gol para cada lado. Primeiro os donos da casa abriram o marcador com Fahel. Pouco tempo depois, Franco empatou e a partida perdeu em qualidade, desacelerou. O Sapo buscava os contra-ataques e o Paysandu tinha dificuldade de penetrar na defesa adversária, o que só conseguiu fazer quando voltou a trabalhar as laterais. Na reta final do primeiro tempo, o Mogi foi quem pressionou e teve chance de passar a frente.

Mogi segura o empate  

O Papão retornou para a etapa complementar com a mesma equipe, mas apresentou uma postura diferente, trocando passes no meio, articulando a bola e até arriscando arremates de longa distância. Enquanto isso, os visitantes pareciam satisfeitos com o empate e davam sinais claros de que tentariam jogar no erro dos paraenses.

Dado Cavalcanti fez nova investida para tentar a vitória quando promoveu as entradas de Valdívia, estreante, e Aylon. As substituições até que surtiram algum efeito, principalmente por conta da movimentação do atacante, que teve pelo menos cinco oportunidades de balançar as redes. Mas o jogo acabou mesmo empatado em 1 a 1.

 

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Paysandu 2 x 1 Ceará

O Vovô não conseguiu repetir as boas atuações anteriores

Site do Ceará Sporting Club

Jogando fora de casa, Ceará perde para o Paysandu

O Vovô não conseguiu repetir as boas atuações anteriores

Site do Ceará Sporting Club

Bahia 1 x 2 Atlético Paranaense

1 x 2

36ª RODADA
ATLÉTICO-PR VENCE O BAHIA NA FONTE NOVA E DEIXA TRICOLOR PERTO DA SÉRIE B
Mais de 15 mil torcedores vão ao estádio e veem Furacão sair vitorioso por 2 a 1. Rebaixamento dos baianos pode ser confirmado já neste domingo.
Às vezes, a fé não é suficiente para mover montanhas. A exemplo deste sábado, quando a esperança de mais de 15 mil torcedores não bastou para empurrar o Bahia na briga contra o rebaixamento. Sem pena do tormento tricolor na temporada e indiferente à pressão da Arena Fonte Nova, o Atlético-PR venceu o rival baiano pelo placar de 2 a 1,  em partida válida pela 36ª rodada do Brasileirão. Fahel, contra, e Bady marcaram os gols que frustraram os gritos de “eu acredito” vindos das arquibancadas e deixaram o Bahia a um passo da degola. Henrique descontou e encerrou um jejum de quase três meses sem balançar as redes.

O Bahia sobrevive com chances de permanecer na Série A para 2015 na base de milagres. Com 34 pontos, quatro a menos que o primeiro time fora do Z-4, o Tricolor pode ser rebaixado matematicamente neste domingo, no complemento da rodada. Para tanto, basta que Vitória e Chapecoense vençam seus jogos. Sem maiores aspirações no campeonato, o Atlético-PR segue no meio da tabela, com 50 pontos, sem brigar pelo G-4 ou contra o Z-4.

A via crucis do Bahia tem sequência no próximo fim de semana. No domingo, dia 30, o Tricolor encara o Grêmio, às 19h30 (horário de Brasília), na Arena Fonte Nova. No mesmo dia e horário, o Atlético-PR recebe o Goiás na Arena da Baixada.

Bahia x Atlético-PR  (Foto: Felipe Oliveira / Getty Images)
Derrota para o Furacão deixa Bahia a um passo da Série B (Foto: Felipe Oliveira / Getty Images)

Muitas chances e nenhum gol

Apesar de ter Henrique como único homem de frente, o Bahia mostrou poder ofensivo. Logo nos primeiros minutos, o atacante recebeu pela esquerda, se livrou do marcador e chutou com perigo pela linha de fundo. No lance, o zagueiro Gustavo se machucou e precisou ser substituído por William Rocha. Com a necessidade do triunfo, os baianos seguiram no campo de ataque, enquanto o Atlético-PR apostava nos contra-golpes. Em um deles, Marcos Guilherme ficou cara a cara com Marcelo Lomba, mas tocou para fora. O jogo seguiu aberto e o Tricolor teve chances de balançar as redes com Galhardo e novamente com Henrique. Apesar das 19 finalizações em 45 minutos, o intervalo chegou com o placar zerado.

Torcida silenciada

Para tentar fazer com que o marcador ganhasse novos números, Charles Fabian decidiu mudar o Bahia. Lincoln iniciou o segundo tempo na vaga de Railan. O Atlético-PR não sofreu modificações no time ou na postura. Seguiu no campo de defesa à espera de uma chance para marcar. E quase ocorreu com Marcelo, que acertou belo chute de fora da área. Aos 16 minutos, o golpe que silenciou a Fonte Nova. Natanael cobrou escanteio, William Rocha desviou, a bola tocou no ombro de Fahel e foi parar no fundo das redes. O torcedor tricolor mal havia assimilado a dura realidade quando Bady chutou de fora da área e ampliou aos 25 minutos.

Com a vantagem, os poucos torcedores atleticanos que compareceram na Arena Fonte Nova passaram a ironizar a multidão tricolor. Os rubro-negros entoaram o grito “eu acredito”, mantra utilizado pelos torcedores do Bahia durante o primeiro tempo. Com 27 minutos, a esperança tricolor voltou a se iluminar. Henrique aproveitou cruzamento e de carrinho, na pequena área, marcou. O Bahia se lançou ao ataque com tudo. Charles tirou o lateral Pará e colocou o atacante Jeam para tentar deixar o time mais ofensivo. Contudo, Guilherme Santos acabou expulso e o marcador seguiu com vantagem para o Atlético-PR, com a indicação de que o ano de 2015 tricolor pode estar mesmo destinado à Série B.

 

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São Paulo 2 x 1 Bahia

2 x 1

29ª RODADA
SÃO PAULO SUPERA CANSAÇO, VENCE O BAHIA E VOLTA À VICE-LIDERANÇA
Ceni e Ganso acertam chutes perfeitos e garantem triunfo do São Paulo, que terá de secar o Inter neste domingo; time de Salvador se complica
O São Paulo superou o cansaço da viagem ao Chile e o pouco tempo de preparo para o jogo contra o Bahia, neste sábado, no Morumbi, com a qualidade técnica de seus jogadores. Comandado por Kaká, e com Ganso e Rogério Ceni acertando chutes certeiros, o Tricolor paulista bateu o time baiano por 2 a 1, em duelo válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Fahel descontou para os visitantes.

Neste domingo, os tricolores terão de secar concorrentes. Com a vitória, o São Paulo foi a 52 pontos e assumiu momentaneamente a vice-liderança do Brasileirão. Precisará  torcer para o Internacional, que tem 50, não vencer o Corinthians, neste domingo, em Porto Alegre. O Cruzeiro, que lidera com 56, joga neste domingo contra o Vitória, em Salvador. O Bahia, com 30, segue na zona de rebaixamento, e pode ser ultrapassado por Coritiba e Botafogo e terminar a rodada na penúltima colocação.

Marcelo Lomba, São Paulo X Bahia (Foto: Marcos Ribolli)
Marcelo Lomba pula para tentar defender o chute de Rogério Ceni, mas não alcança (Foto: Marcos Ribolli)

– Estamos brigando pelo campeonato e vamos brigar até a última rodada – avisa Ganso.

Do outro lado, o técnico Gilson Kleina lamentava.

– Qualquer derrota tem um peso muito grande, ainda mais porque tivemos uma sequência ruim. Temos de levantar a cabeça e acreditar.

O jogo

Os dois times times tiveram uma semana complicada, com jogos no exterior pela Copa Sul-Americana. O São Paulo colocou em campo neste sábado a base que atuou contra o Huachipato, no Chile, quarta-feira. O Bahia, por outro lado, trocou seis jogadores que atuaram contra o Cesar Vallejo, no Peru, também na quarta. Por isso, o time de Salvador teve muito mais perna para correr e marcar bem os donos da casa, que, apesar de terem mais a bola, tiveram dificuldades para criar jogadas.

Como estava difícil para chegar tocando, o São Paulo apelou para a bola parada. O primeiro tempo se encaminhava para o fim, quando, aos 39, Ganso tentou chute. A bola bateu na mão de Rafael Miranda, e a arbitragem assinalou falta na entrada da área; para Rogério Ceni, quase um pênalti. O capitão acertou cobrança perfeita. Marcelo Lomba se esticou todo, chegou a encostar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol de número 123 do goleiro são-paulino.

Ganso, São Paulo X Bahia (Foto: Marcos Ribolli)
Autor do segundo gol, Ganso éi um dos destaques da vitória são-paulina (Foto: Marcos Ribolli)

O segundo tempo foi melhor, com o Bahia tentando se soltar, mas deixando espaços para os contra-ataques do São Paulo. O time de Salvador ameaçou o gol de Rogério Ceni duas vezes, mas o goleiro conseguiu segurar. Com mais qualidade e campo para jogar, os meias são-paulinos foram criando chances. Luis Fabiano, que entrou no lugar de Kardec, perdeu um gol feito após jogada de Alvaro Pereira pela esquerda. Aos 33, Ganso mostrou ao atacante como se faz: recebeu pela meia direita, avançou, percebeu o canto esquerdo de Marcelo Lomba aberto e acertou chute milimétrico, ampliando o placar.

O Bahia se lançou de vez para o ataque e conseguiu diminuir, com Fahel completando de cabeça cruzamento da direita, aos 42, mas não teve forças para o empate. Melhor para o São Paulo, que volta a ganhar confiança na caça ao líder Cruzeiro.

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Bahia 1 x 0 Goiás

 1 x 0 

14ª RODADA
NA BASE DA FÉ: COM GOL DE FAHEL, BAHIA VENCE O GOIÁS NA FONTE NOVA
Tricolor vence após dez rodadas de jejum na Série A e respira na briga contra a zona de degola. Esmeraldino perde chance de se aproximar do G-4
Nas últimas semanas, as preces dos torcedores do Bahia contaram com um novo item na lista de pedidos. Com o time na zona de rebaixamento, a recuperação da equipe na Série A ocupava um lugar entre o “Livrai-me de todo mal” e o “Amém”. Com fervor, a torcida reforçou as orações nesta noite, das arquibancadas da Arena Fonte Nova, no duelo contra o Goiás. E na terra de todos os santos, Deus resolveu dar uma forcinha ao time azul, vermelho e branco. E como se diz entre os torcedores do Bahia que “Deus é Fahel”, o único gol da partida saiu da cabeça do volante: o Tricolor venceu o Esmeraldino pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro e encerrou o jejum de dez jogos sem triunfos dentro da competição nacional. Técnico interino, Charles Fabian se mantém invicto no Bahia, com três jogos, dois triunfos e um empate.

O gol nasceu de lance polêmico: um escanteio que não foi escanteio, precedido por falta a favor do Bahia, levou ao cabeceio de Fahel. E, apesar da vitória, o time baiano ainda não deixou a zona de rebaixamento: subiu para a 16ª colocação com 13 pontos, mesma pontuação do Botafogo, primeiro time fora da área de degola e que leva vantagem no saldo de gols. A equipe carioca ainda joga neste domingo, no complemento da rodada, e pode se afastar da briga contra a Série B. Na próxima rodada, o Tricolor encara o Corinthians, em São Paulo.

Enquanto o torcedor baiano comemora a prece parcialmente atendida, o do Goiás olha para o céu e pergunta o que fez de errado. Com duas derrotas consecutivas, o Esmeraldino estaciona nos 20 pontos e perde a oportunidade de se aproximar do G-4 do Brasileiro. A equipe goiana ocupa a 8ª colocação, mas pode terminar a rodada na parte de baixo da tabela de classificação com o complemento da rodada. No próximo sábado, o Goiás enfrenta o Internacional no Serra Dourada.

Fahel comemora gol do Bahia contra o Goias (Foto: Getty Images)
Fahel comemora gol do Bahia contra o Goiás (Foto: Getty Images)

 

Nervosismo e gol de Fahel

Como se 11 jogadores do lado rival não bastassem, Bahia e Goiás acharam um novo adversário: o nervosismo. Com mais transpiração do que criatividade, os dois times iniciaram a partida com vontade, mas erros bobos estragaram boas chances de gol. Um pouco superior, o Bahia ameaçava principalmente quando a bola passava pelos pés de Léo Gago. O gol, no entanto, saiu da jogada de outro volante: Fahel subiu mais que a defesa esmeraldina aos 30 minutos, após cobrança de um escanteio controverso – que não havia sido, de fato, lance para escanteio e que foi precedido por uma falta de Erik sobre o lateral tricolor Roniery.

Mas o jogo seguiu e, a partir daí, o Bahia se sentiu à vontade e se sobrepôs ao adversário. Apesar de uma boa tentativa de Bruno Mineiro de cabeça – em que Lomba fechou a meta tricolor –, o Bahia poderia ter fechado a etapa com vantagem maior, se Rhayner tivesse um pouco mais de sorte no chute colocado ou se Renan tivesse falhado na cobrança de falta de Marcos Aurélio. Do lado de fora da Arena, dezenas de torcedores não puderam assistir às chances perdidas pelo Bahia: devido a um problema em uma das bilheterias, muitos desistiram de entrar no estádio e outros só conseguiram ver parte do segundo tempo.

Evolução do Goiás

Em time que está ganhando não se mexe. Já no que está perdendo… Atrás no marcador, Ricardo Drubsky decidiu fazer duas substituições para o segundo tempo. Ramon foi substituído por Murilo, enquanto Tiago Real entrou no lugar de Rodrigo. As mudanças surtiram efeito, e o Esmeraldino melhorou. Em bobeira de Guilherme Santos, Murilo chutou de longe e obrigou Lomba a fazer boa defesa. Para conter o ímpeto do Goiás, o Bahia jogava com seriedade. Os defensores tricolores lutavam para ocupar espaço e impedir a criação das jogadas adversárias. A dedicação empolgou o torcedor, que cantava a plenos pulmões na Fonte Nova. O gol de Fahel, ainda no primeiro tempo, foi o lance que decidiu a partida. Para os tricolores, preces atendidas. Agradecimentos a Deus e ao volante. Ou ao dois ao mesmo tempo.

 

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Figueirense 0 x 2 Bahia

 0 x 2 

2ª RODADA
BAHIA APROVEITA CAMPO NEUTRO E BATE O FIGUEIRA DIANTE DE 777 PAGANTES
Tricolor faz 2 a 0 na Arena Barueri, gols de Lincoln e Fahel, em jogo que marca reencontro entre os amigos Marquinhos Santos e Vinícius Eutrópio .

Depois de 11 anos, Marquinhos Santos e Vinícius Eutrópio se reencontraram em campo. Desta vez em lados opostos. E o jovem treinador do Bahia saiu de campo como vencedor diante do homem quem em 2003 lhe deu oportunidade de treinar a equipe sub-15 do Atlético-PR. Na ocasião, Eutrópio era coordenador da base do Furacão. Bahia e Figueirense colocaram a amizade de lado e, com o placar de 2 a 0 para os tricolores, apenas Marquinhos teve motivo para comemorar.

O jogo pela segunda rodada do Brasileirão foi realizado na Arena Barueri, uma vez que o time de Santa Catarina cumpre suspensão por perda do mando de campo, e teve 777 pagantes – número menor do que o de qualquer partida na edição de 2013. A renda foi R$ 20.480. Lincoln abriu o placar no primeiro tempo, e Fahel marcou no segundo.

Sem poder ofensivo, o Figueirense foi um adversário que não custou a ser batido – pela segunda vez no nacional. A chance de reação do lanterna será no clássico contra o Criciúma, no domingo, no Heriberto Hülse, às 16h. O Tricolor comemora o primeiro triunfo, fica em nono lugar e agora recebe o Botafogo, no mesmo dia e horário. Antes, na quarta-feira, pega o Villa Nova-MG, pela Copa do Brasil, na Fonte Nova, às 21h.

O Bahia começou melhor a partida e chegou logo ao gol com Lincoln, enquanto o Figueira iniciou o jogo estudando o adversário e parecia surpreendido pela sua postura ofensiva. Depois do 1 a 0, o Tricolor passou a esperar as ações catarinenses e apostar na bola parada, nos pés de Lincoln ou Talisca. O Figueirense esbarrou na falta de criatividade dos homens de frente e no baixo poder ofensivo. A única chance veio com Marco Antônio, numa bola que passou perto.

O segundo tempo foi no mesmo ritmo, um samba de uma nota só. O Bahia chegava com perigo no ataque, e o Figueirense não assustava Marcelo Lomba. O goleiro praticamente assistiu ao jogo e fez poucas intervenções. Administrando a vantagem, o time baiano chegou com perigo em diversas ocasiões e poderia ter saído de Barueri com um placar mais elástico. Balançou a rede apenas mais uma vez. Após cobrança de falta batida por Lincoln, Titi ajeitou, e Fahel fez alegria dos poucos, porém barulhentos tricolores na Arena Barueri.

Maxi Biancucchi e Giovanni Augusto, Figueirense x Bahia (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press)
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Bahia 1 x 3 Cruzeiro

 1 x 3 

Se o Campeonato Brasileiro premiasse o campeão do primeiro turno, hoje seria dia de festa em Minas Gerais. Nesta quarta-feira, na Fonte Nova, o Cruzeiro venceu o Bahia e garantiu, com uma rodada de antecedência, a primeira colocação na virada do turno da Série A. Com os gols de Borges, Éverton Ribeiro e Julio Baptista – Fahel descontou para os baianos –, a equipe mineira venceu por 3 a 1, chegou aos 37 pontos e não pode ser alcançada no próximo fim de semana.

Festa de um lado e preocupação do outro. A reta final do primeiro turno tem sido cruel para o Bahia. Sensação nas primeiras rodadas, o Tricolor só venceu uma vez nas últimas seis partidas da competição. A queda deixa o time na nona colocação, com 23 pontos, e acarreta na obrigação de vencer o Fluminense, sábado, às 18h30m (de Brasília), para voltar a se aproximar dos primeiros colocados.

– Não se pode errar ao jogar contra um time perigoso como o Cruzeiro. Começamos muito bem, tivemos a oportunidade de matar e não fizemos. No futebol, quem não faz leva – lamentou o volante Fahel.

O título do primeiro turno do Brasileirão não passa de uma coroação simbólica. Mas que vai muito além de um possível crescimento na motivação dos jogadores. Nos dez anos da Série A em pontos corridos, apenas três vezes o chamado campeão do primeiro turno não levantou a taça verdadeira no fim da competição.

– Sabemos que é uma coisa simbólica, mas é importantíssimo porque abrimos diferença para o pessoal que está atrás. Nosso objetivo era esse – comemorou William.

Adepto da simbologia ou não, o Cruzeiro terá no próximo domingo a chance de ratificar sua liderança. O time de Marcelo Oliveira receberá o Flamengo às 16h (de Brasília), no Mineirão.

Everton Ribeiro e Borges comemoração Cruzeiro (Foto: Felipe Oliveira / Ag. Estado)
Everton Ribeiro e Borges comemoram o segundo gol na Fonte Nova (Foto: Felipe Oliveira / Ag. Estado)

Cruzeiro cirúrgico no ataque

A última vez que Bahia e Cruzeiro se enfrentaram na Fonte Nova pelo Brasileiro, o time mineiro aplicou uma goleada de 7 a 0 e coroou a conquista do Campeonato Brasileiro de 2003. Dez anos depois, o reencontro. Cristóvão decidiu mudar o esquema do Bahia reforçando a defesa: entrou em campo com três zagueiros. Mas isso pouco importou diante de um ataque que já havia balançado as redes 103 vezes na temporada.

O Cruzeiro mostrou o motivo por que é líder. Pressionou e foi cirúrgico nas oportunidades criadas. Foram três chances claras: Júlio Baptista, Borges e Éverton Ribeiro. O placar do primeiro tempo ficou no 2 a 0 porque o primeiro acertou a trave. De cabeça, Borges abriu a contagem, aos 24 do primeiro tempo. O segundo veio com Éverton Ribeiro, após boa jogada e finalização precisa, nos minutos finais da etapa inicial.

O Bahia chegou na área de Fábio, mas a qualidade nas finalizações não era a mesma. Antes de Borges fazer o primeiro gol do jogo, Madson desperdiçou uma oportunidade clara. Na sequência, Fernandão não conseguiu evitar o impedimento em dois lances. Na defesa, os zagueiros e os laterais não se entendiam no novo esquema.

Cristóvão muda, Bahia diminui, mas Cruzeiro vence

O esquema adotado no primeiro tempo não deu certo, e Cristóvão decidiu mudar. Madson saiu, Wiliam Barbio entrou. O Bahia mudou também a postura. Com a marcação mais avançada, impediu o jogo do Cruzeiro e manteve a bola no pé por mais tempo. Faltou calibrar a pontaria. O Tricolor até que chegou a balançar as redes. Fahel fez de cabeça e incendiou o jogo. Animada com a possibilidade do empate, a torcida voltou a cantar na arquibancada.

O Cruzeiro passou a administrar o resultado. A primeira defesa de Marcelo Lomba só aconteceu nos minutos finais. Sem se lançar tanto ao ataque, mas com a defesa bem postada, a Raposa manteve a objetividade do primeiro tempo. Na segunda oportunidade de gol, Julio Baptista aproveitou a bobeira da zaga do Bahia, fez o terceiro, garantiu a 11ª vitória do Cruzeiro na Série A e a liderança isolada para a virada do turno.