Atores sem jeito para o improviso ajudaram a afundar o “Tomara que Caia”

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Exibidos sete episódios, não resta dúvidas que “Tomara que Caia” é o programa de humor mais sem graça exibido pela televisão em 2015. Apesar de engenhosa e bem intencionada, a proposta da atração fracassou completamente.

A boa ideia de promover improviso por meio de interação com o público sofreu com textos pouco inspirados e, especialmente, esbarrou na escolha de um elenco sem traquejo para a tarefa – Priscila Fantin, Ricardo Tozzi, Marcelo Serrado, Nando Cunha e Eri Johnson muitas vezes pareceram apavorados diante das situações propostas.

Mudanças e adaptações foram feitas nas últimas semanas com o objetivo de tornar o programa mais atraente. As histórias ficaram mais simples e populares, as “troladas” deram mais liberdade aos atores, a participação do público diminuiu, mas nem assim “Tomara que Caia” decolou.

Quem sabe em uma eventual segunda temporada, com um texto melhor e um elenco de atores mais à vontade em situações de improviso, o humorístico consiga ir mais longe.

Repito algo que escrevi depois da estreia. Acho que a aposta em um formato original merece apoio. Pela sua tradição e tamanho, a TV brasileira tem a obrigação de desenvolver programas próprios. E só vai aprender fazendo.

 

Mauricio Stycer

31/08/2015

 

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Pro bem dela, Globo tem que assumir o fracasso do “Tomara que Caia”

Bastidor do programa "Tomara que caia", com a Cia. Barbixas de Humor e os atores Priscila Fantin, Eri Johnson, Heloisa Périssé, Nando Cunha, Marcelo Serrado, Dani Valente e Fabiana Karla

Bastidor do programa “Tomara que caia”, com a Cia. Barbixas de Humor e os atores Priscila Fantin, Eri Johnson, Heloisa Périssé, Nando Cunha, Marcelo Serrado, Dani Valente e Fabiana Karla

O melhor que a Globo tem a fazer com o “Tomara que Caia” é sumir rapidamente com ele. Se convencer que foi uma experiência que, apesar das condições oferecidas, não deu certo. Em se tratando de um erro, como é o caso, também deve-se agir rapidamente.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

“Tomara que Caia” evidencia dificuldade da Globo em produzir bom humor

Estreou neste domingo (19) o novo programa de games ou humorístico da Globo, como ela mesma fez questão de brincar nas chamadas, o “Tomara que Caia”, que tem grande elenco, com Daniela Valente, Priscila Fantin, Fabiana Karla, Marcelo Serrado, Ricardo Tozzi, Eri Johnson, Heloisa Perissé e Nando Cunha.
Porém, os atores não foram capazes de esboçar um riso sequer na maioria dos telespectadores. É muito válido destacar que o formato é uma criação da Globo, não sendo importado de lugar nenhum, como virou praxe na TV brasileira. Mas de que tudo isso adianta?
A premissa de um programa de humor é exatamente fazer rir. Se ele não alcança isso, é porque não conseguiu chegar ao seu objetivo, e há algum tempo a emissora não acerta um bom produto do gênero.
“Tomara que Caia” apresenta uma série de improvisos e “trolladas” com cartões específicos a princípio confusos e tem como grande trunfo essa coisa de não saber o que vai acontecer de quem vai ditar o ritmo da história e da piada, que é o telespectador. Mas o poder maior de quem assiste, na realidade, é mudar de canal.
Com um texto pobre, sem graça e até colocando os atores em situações constrangedoras, o “Tomara que Caia” tem tudo para ser o novo alvo fácil de Silvio Santos nos fins das noites de domingo, embora tenha liderado na estreia.
Enquanto no jornalismo ou na área de dramaturgia a Globo dá show, o mesmo não pode se dizer no que tange ao humor. Até mesmo “A Grande Família”, produto que terminou no ano passado, já não empolgava tanto como nas primeiras temporadas e deu adeus no momento certo.
Um exemplo recente do humor onde houve muito investimento e foi uma experiência fracassada atende pelo nome de “Divertics”. Um orçamento milionário, elenco estelar, mas também foi um programa onde a graça passou longe, e o “Tomara que Caia”, se não for acertado, tende a seguir pelo mesmo caminho. Sem deixar saudades.
Quem deu uma oxigenada nos últimos tempos foi o “Tá no Ar: A TV na TV”, ditando tendências em até outros programas da casa como o “Zorra”, que foi reformulado, lipoaspirado e recauchutado, como dizia antes da estreia. Um bom primeiro programa que não teve uma sequência regular e as críticas novamente recaíram sobre a nova versão do humorístico, que permaneceu sem fazer o telespectador achar graça.
A estreia do “Tomara que Caia” contou com o nervosismo normal dos atores. Afinal, é um primeiro episódio ao vivo diante de uma plateia enorme e a responsabilidade de se sobressair num horário que a emissora vem enfrentando problemas desde que Silvio Santos estende seu programa até a meia-noite.
A ideia, bem verdade, como ressaltado, é original, mas de nada adiantará tanta originalidade de criação se a ideia de um programa humorístico é simplesmente fazer rir. Não colou.
Thiago Forato é jornalista, escreve sobre televisão há dez anos e assina a coluna Enfoque NT há quatro, além de matérias e reportagens especiais no NaTelinha. Converse com ele: thiagoforato@natelinha.com.br  |  Twitter e Instagram: @tforatto
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Flávio Ricco divulga bastidor do Tomara Que Caia

Olho gordo

Caiuá Franco/TV Globo

Priscila Fantin, Eri Johnson, Heloisa Périssé, Nando Cunha, Marcelo Serrado, Dani Valente e Fabiana Karla estão no elenco de “Tomara que Caia”

Bastidor do programa “Tomara que caia”, que estreia domingo, 19, na Globo, após o “Fantástico”, com a Cia. Barbixas de Humor e os atores Priscila Fantin, Eri Johnson, Heloisa Périssé, Nando Cunha, Marcelo Serrado, Dani Valente e Fabiana Karla.

Aliás, sobre o título escolhido para o programa, com toda certeza, é o que já devem estar torcendo os seus concorrentes do horário.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

OFICIAL: Após saída da Unimed, Fluminense volta a ser menor que o America-RJ

Fred se emociona ao saber que o Flu vai acabar (FOTO: Conca)

Fred se emociona ao saber que o Flu vai acabar
(FOTO: Conca)

Agora é oficial: America > Fluminense. Depois da saída da Unimed, o Fluzão voltou a ser o que era. Ou seja, um clube marromenos. Sem a ajuda da principal parceira, que transformou um time 100% dependente do extra-campo em um time 50% dependente, o time foi ultrapassado pelo charmoso America-RJ no ranking de clubes grandes do Rio.

“O Fluminense estreou como time grande em 1999, quando a Unimed estampou pela primeira vez a sua camisa. Agora, o time está reestreando como time pequeno, sem o patrocínio. Sendo assim, o time voltou a ficar atrás de times como America-RJ”, disse o presidente da Federação Carioca de Futebol, Eri Johnson.

Para piorar, o Flu está perdendo suas principais estrelas, fato que faz com que despenque a qualidade técnica do elenco: “Os  maiores salários são dos advogados, que representam praticamente 80% da folha salarial do Fluminense, já que são eles que salvam o clube no momento decisivo. Nada mais justo. Mas sem a Unimed, não vamos conseguir bancar tanto dinheiro”, disse o gerente de futebol.

Devido ao aporte financeiro, o Fluminense tem sido chamado de “Chelsea brasileiro”.Comparação ridícula, já que Fluminense nunca venceu um título internacional.

 

Globo está apostando alto na novela Falso Brilhante

 

O ator português Paulo Rocha deverá viver um presidiário em “Falso Brilhante”, substituta de “Em Família”.

E numa dessas reviravoltas, Eri Johnson, também poderá aparecer no elenco da próxima novela das nove.

Como tudo que sobe, desce, tem gente apostando nesse efeito, também na área de direção de núcleo da Globo.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Para Fátima Bernardes, Carnaval é ‘lindo’, ‘muito legal’ e burocrático

A Globo escalou a jornalista Fátima Bernardes para ser a grande estrela da transmissão do Carnaval do Rio. Mas quem brilhou no “estúdio Globeleza” foi Tiago Leifert. O apresentador do Globo Esporte SP, sim, entrou no clima de informalidade e alegria pedido pela emissora. Fez entrevistas nos intervalos e tiradas durante os desfiles, como o comentário “Se acontecer algo com a Grande Rio o Projac acaba” e referências “estéticas” bem carnavalescas (“A partir daí, o silicione está liberado”).

Fátima foi coadjuvante de Luís Roberto de Múcio, o comandante das transmissões no vídeo. A ex-apresentadora do Jornal Nacional não conseguiu se libertar da bancada de telejornal e foi burocrática. Anunciava alas e carros alegóricos que as legendas muitas vezes identificavam antes. “Aí estão as carrancas”, afirmou, enquanto a TV mostrava… carrancas. Eventualmente, acrescentava alguma informação de bastidor ou algum número volumoso apurado pela produção.

No desfile da União da Ilha, Tiago Leifert, de infância mais próxima, tomou a liderança e apresentou personagens do universo infantil retratado no desfile. “O enredo é sobre ser criança”, explicou logo de cara. E a mulher de William Bonner dizia “sim” e “exatamente” para quase tudo.

Fátima, enfim, foi burocrática, óbvia. Para o telespectador mais exigente, ela foi irritante. Não houve um desfile que não dissesse no mínimo uma dezena de adjetivos. “Emocionante”, “impressionante”, “muito legal”, “legal”, “máximo”, “lindo” e “linda” eram seus mantras. “Olha como seria o frevo no espaço. Muito legal”, “Muito legal o efeito das portas se fechando”, “Que efeito lindo, né? Que lindo!”, “Linda, linda, não? Linda”, “Tá lindo esse carro, hein? Lindo, lindo. E é o abre-alas, abriu muito bem”, “Olha vocês na tela como vocês estavam lindos dançando! Olha que maravilha!”.

Na equipe de transmissão da Globo no Rio, merece “destaque” ainda o ator Eri Johnson. Depois de dois dias de desfiles, não deu para entender o que ele estava fazendo e por qual motivo estava no estúdio da emissora. Suas intervenções eram raríssimas e ainda mais óbvias do que as de Fátima Bernardes: “No final, tudo dá certo”, comentou sobre um carro alegórico que tinha problemas.