Argentina 0 x 2 Equador

O JOGO

A zebra pode se chamar Erazo ou Caicedo, mas o fato é que ela deu às caras na primeira rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo. A Argentina começou sem Messi, perdeu Agüero e, no final, amargou uma derrota histórica. Não bastasse o fato de iniciar o caminho rumo à Rússia com o pé esquerdo, os bicampeões mundiais perderam pela primeira vez para o Equador dentro de casa: 2 a 0 em pleno Monumental de Nuñez. O gremista Erazo abriu a conta e, no minuto seguinte, Caicedo deu números finais ao duelo.

 

DESTAQUE

SEM MESSI E AGORA SEM AGÜERO

Sem Messi, a Argentina sofreu um duro golpe logo no início da partida, com a saída de Agüero, lesionado. Entrou Tevez, mas o atacante do Boca Juniors esteve longe de apresentar um bom futebol (Mascherano foi o destaque da equipe de Martino). Em muitas ocasiões, o Equador chegou bem no ataque, liderado por Valencia, e não dá para dizer que o resultado foi injusto.

 

LADO A LADO COM A SELEÇÃO

Em uma rodada sem empates, a Argentina começa na lanterna ao lado de Brasil (que estreou com derrota para o Chile), Bolívia e Peru – a Venezuela tem melhor saldo de gols. Ainda sem Messi e também sem Agüero, a equipe de Tata Martino volta a campo na próxima terça-feira para encarar o Paraguai no Defensores del Chaco, enquanto o Equador tem um duelo teoricamente fácil contra a Bolívia dentro de casa (confira a tabela).

 

DESTAQUE

RETROSPECTO

Até hoje a Argentina não disputou apenas quatro edições da Copa do Mundo: 1938, 1950, 1954 e 1970 (apenas na última delas não conseguiu se classificar). Venceu em duas ocasiões: 1978 e 1986. Já o Equador só jogou o torneio pela primeira vez em 2002, voltando em 2006 e 2014.

 

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Grêmio 2 x 1 Joinville

Joinville dá susto, mas Grêmio vira com golaço de falta e vence na Arena

Tricolor bateu o Joinville por 2 a 1 neste domingo, na Arena, pela 19ª rodada do Brasileirão; gremistas encerram turno em 3º, e catarinenses seguem no Z-4, em 18º

Parecia que os 33.454 torcedores que tomaram a Arena neste domingo para assistir ao Grêmio de Roger Machado, sensação da última semana após goleada histórica sobre o Inter e vitória diante do Atlético-MG, deixariam as arquibancadas após o jogo contra o Joinville frustrados. Abaixo do esperado, o Tricolor não repetiu o futebol envolvente das duas últimas atuações. Pelo contrário, foi envolvido por um surpreendente JEC, que abriu o placar aos dois minutos, com Bruno Aguiar, e, absoluto em campo, dominou a primeira etapa. A zebra surgiu com iminência em Porto Alegre, mas foi contida. Não pela tão saudada intensidade gremista, mas pela bola parada, com direito a golaço na segunda etapa. Primeiro, com Erazo, após escanteio. Depois, com Galhardo, em cobrança de falta perfeita, indefensável a Agenor.

Com a vitória, a terceira seguida, o Grêmio encerra o turno como terceiro colocado, com 36 pontos – mesma pontuação do vice-líder Atlético-MG e a seis do líder, Corinthians. O JEC segue no Z-4. É 18ª, com 18 pontos, dois a menos que o Avaí, primeiro time a escapar da degola no Nacional. Serve de consolo a PC Gusmão, que conheceu sua primeira derrota no comando da equipe, a boa atuação diante de uma das sensações do campeonato.

As duas equipes voltam a campo no próximo domingo, pela 20ª rodada do campeonato. O Tricolor viaja a Campinas para encarar a Ponte Preta, às 11h, no Moisés Lucarelli. O JEC recebe o Fluminense, às 16h, na Arena Joinville. Antes, o Grêmio visita o Coritiba, às 19h30 de quarta-feira, no Couto Pereira, pela Copa do Brasil. Já o JEC recebe o Atlético-PR pela Sul-Americana.

Grêmio x Joinville JEC Arena do Grêmio Bobô (Foto: Lucas Uebel/ Divulgação Grêmio)
Grêmio bateu o Joinville por 2 a 1 neste domingo, na Arena (Foto: Lucas Uebel/ Divulgação Grêmio)

O jogo

Intensidade, velocidade e toques envolventes. As características que fizeram do Grêmio a sensação da semana foram as mesmas que vitimaram o Tricolor no primeiro tempo. Tudo isso foi apresentado pelo JEC, que abriu o placar logo aos dois minutos, com Bruno Aguiar, após cobrança de escanteio de Edigar Junio. Apático em campo sem o artilheiro Luan, suspenso, o Tricolor não soube responder – o substituto, Bobô, não conseguiu suplantar a ausência do garoto. Pelo contrário. Escapou de ir aos vestiários com desvantagem ainda maior. Aos 21, Marcelinho Paraíba cruzou para Edigar Junio, que chutou no travessão. Depois, aos 29, Mário Sérgio tirou de Grohe, mas Pedro Geromel limpou em cima da linha. A melhor chance gremista foi perdida por Pedro Rocha. O garoto recebeu livre aos 38, mas tocou para fora, na saída de Agenor.

Para a segunda etapa, Roger Machado mexeu na equipe. Sacou Pedro Rocha e mandou a campo Fernandinho, para atuar aberto pela esquerda. E a substituição surtiu efeito. O Grêmio passou a pressionar o JEC e levar perigo com jogadas pelos lados do campo. Criou duas boas oportunidades com Giuliano. O empate, porém, veio da mesma arma utilizada pelo rival. Após cobrança de escanteio de Galhardo, aos 15, Erazo subiu mais que os rivais para completar de cabeça, sozinho, sem chances para Agenor. Com a igualdade no placar, os catarinenses voltaram a crescer em campo e esfriaram o ímpeto dos Tricolor. Parecia, inclusive, que sairiam da Arena com um importante ponto contra a degola. Não contavam, contudo, com a precisão de Galhardo, que cobrou falta indefensável no ângulo de Agenor, aos 39 para dar a vitória aos gremistas.

 

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