Karine Alves e Lívia Nepomuceno falam de carreira e programa no Fox Sports

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Duas mulheres que são representantes claras da nova geração do jornalismo esportivo e que provam que futebol também é lugar para elas. É assim que dá pra definir as jornalistas Karine Alves e Lívia Nepomuceno, apresentadoras de “O Melhor do Fox Sports”, que vai ao ar no Fox Sports 2 e é um dos grandes sucessos da emissora atualmente. A atração é exibida de segunda a sexta, das 15h30 às 17h e tem elevado os números do canal esportivo.

Karine e Lívia ainda estão começando. A primeira já havia trabalhado no Rio Grande do Sul, na RBS/Globo, e está na Fox desde seu início, em 2012. Já Lívia é a caçula do canal, e chegou no início do ano, onde se destacou na cobertura da Copa do Mundo de 2014.

Nesta entrevista exclusiva para o NaTelinha, feita na sede do Fox Sports em São Paulo, Karine e Lívia falam dos desafios de comandar um programa à tarde, sobre o momento atual da emissora e também sobre a participação delas na produção de “O Melhor do Fox Sports”.

Confira os melhores momentos da entrevista:

NaTelinha – Meninas, qual é o principal desafio de apresentar um programa esportivo à tarde, num horário que vocês não têm tanta concorrência, se comparado ao horário do meio-dia? Como vocês encaram isso?

Karine Alves (foto/esquerda) É um horário mais tranquilo, mas ao mesmo tempo, como é no horário da tarde, a gente não quer só trazer o jogo, a gente não quer só levar isso pro programa. A gente quer levar isso e outras informações. A gente quer levar Instagram do jogador, redes sociais, quer conversar com as pessoas pelo Facebook, a gente quer trazer o público pra gente, mas também levar o lado B da informação. Por exemplo: o Palmeiras quase foi rebaixado. Hoje, vamos trazer um convidado para falar melhor disso.

Lívia Nepomuceno – Engraçado que você falou que a concorrência não é tão forte como no horário do “Fox Sports Rádio”, mas acho que a nossa concorrência é até diferente. Porque a tarde é o público que vai da mulher até o adolescente, e tem filme, tem novela, tem programa de interatividade, o leque é entretenimento e o leque abre demais. Então, a gente tem que captar o que a molecada gosta hoje em dia, que é essa coisa de rápido, de ser dinâmico. A redes sociais bombando e a gente traz as rede sociais. A molecada está no Twitter, no Facebook e a gente usa justamente pra deixar o programa mais dinâmico, porque o horário da tarde tem filme em um canal, novela no outro, programa feminino no outro, então a gente tem que trazer essa leveza da tarde, de um jeito dinâmico, para entreter o nosso público.

NaTelinha – Até porque, o público da tarde é meio que uma incógnita, você não sabe exatamente o que ele é…

Karine Alves – Quem tá em casa, e a gente sabe, tá lá no seu sofá, relaxando depois do almoço, e a gente tenta levar essa coisa descontraída. Muita gente diz pra nós assim: “nossa, parece que vocês estão na sala da minha casa”. É isso que a gente quer. Não é aquela coisa de ler o teleprompter, a gente descontrai, a gente improvisa, muitas vezes falamos algo que não está no roteiro. São coisas nossas pra levar aquela coisa mais humana para o programa.

NaTelinha – Vocês são mulheres, e há algum tempo havia esse estigma de que o jornalismo esportivo era um meio muito masculino, principalmente nos anos 70 e 80. Como vocês veem este antigo estigma quebrado?

Karine Alves – Acho que não é o fato de ser mulher, hoje, na nossa realidade, é o fato de ter competência. Nós duas, por exemplo, nos envolvemos totalmente na produção do programa, não chegamos lá e só apresentamos. Por exemplo: Campeonato Inglês. A gente vê os gols, quem fez os gols e damos ideias para os editores. É um grupo, seja homem ou mulher, só muda a idade. Mas a questão de conhecimento, de intelecto, a gente acompanha tudo da mesma forma. A gente traz sugestões, mas também aceita sugestões. Essa questão de mulher que acompanha futebol ou esportes que muitas pessoas ainda alimentam, pelo menos aqui na Fox, a gente não sente.

Lívia Nepomuceno (foto/acima)Até porque, a mulher gosta de esportes. A mulher pratica esporte. A mulher assiste esporte. Se você ver algum campeonato no fim de semana, vai ter várias mulheres na arquibancada. Então, isso acabou se tornando normal. Virou uma coisa normal. A gente sabe do que faz, a gente sabe do que está falando. Então, por que a gente não pode estar fazendo também? Então, assim, muitas pessoas questionam, já foi pior, hoje em dia está mais fácil, está aumentando a cada dia e a gente acha isso ótimo.

Karine Alves – Ainda sobre isso, acho que não é a questão de ser mulher, acho que o toque feminino é que faz diferença. Na hora do programa, a gente brinca: “Ah, tô fazendo um tricô aqui com a Lívia”, pra dizer que estamos conversando e tal. É uma brincadeira, lógico, mas é uma linguagem que o homem entende, que a mulher entende, que a molecada entende e que nenhum homem vai trazer, ou vai trazer de uma outra forma.

NaTelinha – Em quem vocês se inspiraram para serem jornalistas?

Lívia Nepomuceno – Ah, foi uma coisa muito engraçada, no meu caso…

NaTelinha – Você foi miss, não é, Lívia?

Lívia Nepomuceno – Sim, eu fui miss. (risos) Eu fui miss, mas sempre fui uma pessoa muito do esporte. Eu treinava volêi, eu treinava jiu jitsu, eu gostava de assistir futebol, de assistir corrida com o meu pai no domingo. Minha grande paixão, meu motivo para vir trabalhar com esporte, foi a minha paixão por esporte. Quando eu estudava de manhã e o pessoal queria dar um “rolê” depois, dava 11h30, 12h, eu falava que tinha que ir embora, que tinha marcado algo com minha mãe, mas eu ia para casa ver a prévia e o pós da rodada do fim de semana, as matérias que eles bolavam, a forma que os jornalistas contavam as histórias do fim de semana, o enredo, a narração do final do Campeonato Carioca, de um Flamengo e Vasco, essas coisas me cativavam. É estar na rua, é procurar notícias para estar sempre lendo, é se juntar para ver a corrida, isso tudo me influenciou a escolher minha profissão, o simples fato de gostar do esporte. Isso que me trouxe a paixão pelo esporte.

Karine Alves – O caminho dela, ouvindo aqui, é meio parecido com o que eu fiz. (risos) Claro, queria ser jornalista, me tornei jornalista, mas eu não comecei pelo futebol, comecei com esportes olímpicos. Então, fui experimentando muito, fazendo muita matéria participativa, quando eu ainda trabalhava no Rio Grande do Sul. Eu fui gostando disso, eu sempre fui muito curiosa. Eu fui gostando do formato, da linguagem, do diferente. Eu prestava atenção em todos os repórteres, para aprender. E aqui na Fox, no dia a dia, a gente acaba aprendendo com nossos colegas, com o Osvaldo Paschoal, com o Mauro Beting, que é monstro, com o futebol na carreira, né, claro, mas eu sempre gostei de prestar a atenção na linguagem, eu sempre gostei de ver para aprender a misturar essa coisa de entretenimento com informação. Sempre busquei isso na minha carreira, por isso a gente fica tão feliz em vir trabalhar com o que a gente gosta.

Lívia Nepomuceno – A Karine citou o Osvaldo e o Mauro. Imagina como é pra gente, que via essa turma no sofá de casa e agora trabalha com eles, numa emissora do peso da Fox? Desculpa, mas o Mauro Beting é meu parceiro de trabalho! O Paschoal, que é uma pessoa super querida, super competente no que faz, é meu parceiro! É um prazer enorme, trabalhar na emissora que a gente trabalha, com o peso da Fox, com a estrutura que tem e trabalhar com essas caras que a gente vê desde o berço.

Karine Alves – E é legal que a gente conversa com eles. Vamos supor: estamos conversando sobre o rebaixamento do Palmeiras. A gente pede a visão do Mauro, ouve o que ele tem a dizer como jornalista e como torcedor também, porque ele é palmeirense, a visão dele de um cara brincalhão e a gente vai aprendendo, observando. O Paschoal na Copa, por exemplo, a gente fez alguns programas com ele algumas vezes e nós aprendemos tanto, porque ele já cobriu Copa tantas vezes. Copa do Mundo era a minha primeira e ele me ajudou muito.

Lívia Nepomuceno – Na Copa, eu dividi bancada muito com o Flávio Gomes, que é um cara super culto, que entende muito. Tem o gênio dele, mas o que ele falou é ponta firme, eu assino embaixo. Mesmo com a experiência que eles tem, eles abrem o leque para os mais novos e aprendem também, falam: “olha, não tinha pensado nessa visão”. Então, é uma experiência muito boa.

Karine Alves – Aqui é uma coisa meio familiar, né? De verdade. Se entrar o Mauro Beting aqui, já senta, já brinca, já descontrai. Não tem esse negócio de você aqui, eu ali. Se quiser ligar, pode ligar, eles dão muita abertura, eles se dão muita abertura. Na época de lançamento do canal, era todo mundo no camarim se arrumando, um ajudando o outro e tal.


Foto: NaTelinha

NaTelinha – A Karine tá desde o início, não é? A Lívia é mais caçula….

Karine Alves – Sim, eu entrei aqui seis meses depois do início, em 2012. Sou da segunda leva.

Lívia Nepomuceno – E eu sou a caçula. Eu cheguei aos 45 do segundo tempo. Eu fechei com a Fox no final do ano passado, comecei a trabalhar em janeiro e tem sido um ano mágico. Como eu falei: trabalhar na Fox, numa empresa respeitada, que se vende onde ela passa, trabalhar com pessoas como Mauro Beting, Osvaldo Paschoal, Benjamin Back, Renata Cordeiro, pessoas que estão no meio há muito tempo, peguei o ano em que o Brasil recebeu a Copa no quintal de casa, que não terminou muito bem, mas faz parte, né? No meu primeiro ano, trabalhando, eu fiz uma Copa do Mundo no Brasil, trabalhando, de segunda a segunda, passei meu aniversário dentro da Fox. Eu lembro que no dia do meu aniversário, falaram que eu podia folgar, e eu falei “não!”. Eu queria trabalhar, eu queria mostrar a Copa no meu país. Uma final de Copa no Maracanã? Quantos anos esperamos por isso de novo? Reviver uma história como essa foi incrível. E o programa é um programa que me identifico, eu me identifico com a Karine. Então, você ter uma parceria, ter um programa ao vivo diário, trabalhar na Copa… Eu só tenho a agradecer. Eu amo o que faço, eu não tenho do que reclamar.

NaTelinha – Você estava no Rio e veio para São Paulo, não é, Karine?

Karine Alves – Isso. Eu sou de Porto Alegre e fui chamada pro Rio. Fiquei lá quase dois anos, comecei como repórter, após fui apresentar jornal, depois como eu era meio louquinha, meio cara de pau, eu fui fazer o “Parada Fox” e com a exposição, surgiu esse projeto para vir para São Paulo fazer o programa, que era uma coisa mais descontraída. A Lívia, o Ricardo Martins e eu. O Ricardo acabou indo para outro projeto, mas já tinha essa coisa, essa identidade de ser mais descontraída, de misturar essa coisa de jornalismo e entretenimento. Fica mais descontraído, mais agradável, né? Eu me sinto mais Karine. A gente se sente muito Karine e Lívia no ar. As mesas que ficam trocando WhatsApp durante o jogo rolando. Isso eu acho que a gente preza muito, essa coisa da personalidade. A gente veio de caminhos diferentes, como você viu. Ela foi miss e eu vim de um outro berço lá no Sul, passei por outra empresa, até chegar na apresentação do que eu queria. A gente se complementou.

NaTelinha – Tem aquele estigma de que TV fechada não se preocupa com audiência. Se preocupa ou não?

Lívia Nepomuceno – Isso é lenda. Qual é o objetivo de se preocupar com a audiência? É você saber que o programa está dando certo, se está no foco, se está no rumo certo, se é isso mesmo. Se não for, vamos rever os conceitos, então eu tenho isso como lenda. Você tem que se preocupar com o seu produto, com o que o seu público quer. Você tem que olhar os números e ver qual é o rumo, ver qual dia foi bem, falar que esse dia foi bem ou não.

Karine Alves – Até porque, a gente trabalha para o público. Então, a gente quer agradar, informar mais, satisfazer o desejo daquele telespectador. Por exemplo: vamos seguir por esse caminho de trazer coisa mais alternativa, de história de fora do gramado? As pessoas estão gostando? Nosso programa é uma revista eletrônica, não é um telejornal. E na revista, a gente circula por tudo. Quantos eventos tem a Fox? WWE, Campeonato Inglês, Campeonato Italiano… Então tem um leque gigantesco e a gente precisa trazer aquilo. E para saber se o pessoal está gostando, a gente precisa estar ligado nos números.

NaTelinha – Mas não é uma paranoia, como algumas vezes é na TV aberta, não é?

Karine Alves – Claro, é diferente. E qual seria a outra razão? A gente se preocupa para trazer o melhor para aquelas pessoas. Como a Lívia falou, a gente tem uma gama gigante de público: o idoso, a criança, o adolescente… Quando eu fazia o “Parada Fox”, eu ia entrevistar o idoso e ele virava criança. (risos) É bem isso. Eu perguntava e todos respondiam com a mesma alegria. Então por que a gente não pode atingir todos com a mesma linguagem?

Lívia Nepomuceno – Existe o cuidado com a audiência, mas deixa a neura para as outras. (risos)

Karine Alves – Olha a quantidade de eventos da Fox. WWE que bomba pra caramba, por exemplo, campeonatos de futebol exclusivos… Então, para que se preocupar? (risos)

 

NaTelinha

Apresentador do “Domingo Show”, Geraldo Luís diz: “não queria o domingo”

Geraldo falou sobre sucesso do programa, esclareceu boato sobre proposta de R$ 1 milhão do SBT e disse que não lê as críticas que recebe

Apresentador do

Fotos: Divulgação/TV Record

No ar desde o dia 23 de março na Record, o “Domingo Show” de Geraldo Luís vem alcançando o segundo lugar isolado de audiência na Grande SP, com 869 minutos acumulados na liderança.

Em entrevista exclusiva concedida ao NaTelinha por telefone, na tarde desta segunda-feira (21), o apresentador falou sobre o sucesso que vem alcançando.

Geraldo relembrou seus tempos de “Balanço Geral” e comentou que inicialmente não queria comandar um programa aos domingos: “Não queria ir para o domingo, por causa da minha estabilidade do jornalismo no Balanço Geral”.

Mas agora que está em um dia desejado por tanta gente, pretende trabalhar para se manter. “Está muito gostoso aos domingos”, diz.

Ainda na entrevista, o apresentador falou sobre as críticas que recebe: “Não leio absolutamente nada”.

E comentou sobre a notícia de que teria recebido uma proposta de R$ 1 milhão para se transferir para o SBT: “Tem gente que fabrica e gosta de colocar o tempero da maldade”.

Na conversa, Geraldo Luís também fala sobre suas formas de trabalhar, preferências, exemplos como profissional e muito mais.

Confira na íntegra:

NaTelinha – Você comandava o “Balanço Geral” para SP, quando recebeu o convite para assumir um programa dominical. Como foi?

Geraldo Luís – Não esperava porque eu estava super feliz no “Balanço”. Com uma audiência consolidada, no horário do almoço. Eu me sentia muito bem desde o começo. Fui contratado para fazer o “Balanço Geral”, na época deu muito certo, uma grande audiência em 2007. Fui para o horário do almoço, voltei para de manhã e fui para fazer o horário de almoço. Eu estava muito contente, não esperava esse convite para o domingo.

Quando começou aquele rodízio de apresentadores, que estava a Galisteu, todo mundo… Achei que ia cumprir, me falaram para fazer um (“Domingo da Gente”). E foi gravado, ficou bom. Depois a Record pediu para que fizesse ao vivo, porque o gravado não valeu, aí falei que tudo bem.

Fiz o ao vivo, deu audiência, voltei a fazer o “Balanço” normal e veio o convite. Fiquei surpreso. Não queria ir para o domingo, porque a estabilidade minha do jornalismo no “Balanço”… Eu estava tranquilo. Você sai do semanal para ir para uma responsabilidade gigante, sai do local para ir para o nacional, o domingo que é um dia diferente de fazer televisão. Um dia de grandes apresentadores. E sempre falo que o domingo tem dono. O dono do domingo é o Silvio Santos. O SBT tem tradição de programas aos domingos. A Record até então… A Record está lutando por essa tradição. Estou tranquilo porque entramos em acordo para que o núcleo de jornalismo me coordenasse, me dirigisse e me deu uma tranquilidade.

NaTelinha – No ar desde março, o “Domingo Show” é sempre vice-líder e acumula mais de 800 minutos de liderança. Como você vê isso?

Geraldo Luís – Algumas pessoas quando falam que ganham da Globo, falam dando risada, eu não. Para mim ganhar da Globo é uma responsabilidade, é uma honra. Eu respeito todos os meus concorrentes. Portioli está há 20 anos no SBT, a Eliana tem um público muito grande… Eu pego o “Esporte Espetacular”, Regina Casé, filmes e o “Domingo Show” que é um programa tão recente tem uma resposta tão rápida.

Eu estreio a cada domingo. Todo domingo pra mim é uma estreia. Televisão é habito. Você tem que criar o hábito das pessoas em ligarem a TV, para as pessoas se acostumarem. Essa resposta rápida da audiência só me dá mais responsabilidade. Mas isso não me ilude. Tenho total pé no chão. Estou preparado pra um dia ver que o “Domingo Show” perdeu. Tem domingo que fazemos uma grande reportagem e é o público que define… Estou tendo sorte e consequência de trabalho. Estou viajando semana sim, semana não.

Esses 800 e poucos minutos de liderança à frente da principal emissora no país demonstra que estamos no caminho certo. Claro, a gente sempre tenta fazer um domingo diferente do outro. São quatro horas de programa ao vivo. Jamais faria um programa gravado, nem na Globo, Record, SBT… Jamais faria gravado. Apresentador que faz gravado, no ao vivo apanha depois. Tem apresentador que só faz gravado e se fizer ao vivo, fica perdido.

Estou muito feliz com essa resposta tão rápida do Brasil e do público. O programa está engatinhando. Tem só quatro meses, é novo demais. É a consequência de um trabalho. A maioria do meu pessoal é de gente que faz programa popular, ex-diretor de “Balanço Geral”, editor… Pra fazer plano sequência é difícil. Para pegar um editor, que edita uma matéria, sonoriza uma reportagem dando sequência, onde tem história, tem emoção…

O grande segredo do “Domingo Show” é que não temos vergonha de falar com o povo. São histórias simples, como essa do pianista ex-morador de rua. Não existe truque, viagens internacionais, nada. É uma produção barata que funciona. Porque é simples. O povo é simples. Se inventar demais… É um bolo de fubá no máximo com uma cerejinha em cima. Não inventa de botar glacê em cima que fica chato e falam que o Geraldo está ficando fresco.

NaTelinha – Você segue o Ibope em realtime enquanto apresenta o programa?

Geraldo Luís – Tempo real. Minuto a minuto. Não tem como, porque hoje, infelizmente, todos nós… Fausto Silva, Rodrigo Faro, Silvio Santos… Somos números. E essa instantaneidade televisiva que o domingo exige. E estamos ao vivo. Começamos às 11 horas, tem que colocar a turbina e o boing no ar. Essa questão da audiência… Às vezes estamos com bom material, mas está dando 5 ou 6 pontos. 6 ou 7 pontos no domingo é ponto pra dedéu. Esse domingo deu pico de 11,4. Essa resposta, esse número, ele me acelera e nos impulsiona a ver que o sucesso só é consequência do trabalho em equipe. Estamos no caminho certo. Não podemos achar que estamos acima de Globo ou SBT. O apresentador que pensa assim, um dia cai.

O realtime me orienta. Eu pego esses números como orientação para saber se aquilo está agradando. Se tal matéria é boa para o horário. Podemos errar, mas no “Domingo Show” não vai ter rotina. Estamos preparando novos quadros para começar um novo formato de abertura, para não ficar aquela coisa previsível. A questão da internet mudou. O telespectador se tornou internauta. Meu maior concorrente é o internauta. Na palma da mão, você me desliga.

A televisão perde para a internet e quem não acompanhar isso aí, vai ficar para trás. Se não tornar a coisa mais simples e ágil… A própria Globo está revendo seus conceitos. A questão da Fátima Bernardes, ninguém imaginou ela dançando Lepo-lepo e Beijinho no Ombro. Botou ela lá, tornou ela popular. É uma mudança necessária. E a Record tem sido o calcanhar de aquiles nisso. Como temos uma suavidade de mudar as coisas no ar… Se a gente errar, na próxima a gente não erra, a gente acerta.
NaTelinha – Você acompanha as críticas que a atração sofre desde a estreia, como por exemplo quando a chamam de “sensacionalista”?

Geraldo Luís – Não, nada. Não leio. Respeito vocês, o que escrevem. Hoje eu entendo. No começo, quando fui contratado pela Record, vi uma reportagem no jornal principal do país falando bem de mim. Achei o máximo. Um mês depois saiu uma notinha em 2007 em outro jornal, uma notinha de três linhas, quase morri. Vomitei, passei mal… Eu faço televisão, e vocês escrevem sobre televisão. E você tem o direito de achar meu programa ruim. Não leio absolutamente nada. É óbvio que chega alguma coisa, dizendo que alguém criticou ou falou coisa boa. Aceito as críticas, porque televisão é muito difícil de fazer.

Uma coisa que eu faço é ouvir as pessoas na rua. Os frentistas pra mim são meus melhores pauteiros. “Ah, aquela matéria lá ficou boa”, “Aquela não ficou”… Criei esse vínculo com o povo. É para ele que eu trabalho. Se eu me importasse com críticas, estaria em Limeira (interior de SP) lavando defunto. Hoje eu entendo (o trabalho do crítico), mas não gosto quando inventam, eu atendo todo mundo. Eu só brigo pelo respeito profissional. Posso até errar, mas sou um profissional tentando acertar.

NaTelinha – Tem algum formato que você mais gosta de fazer no “Domingo Show”?

Geraldo Luís – Eu gosto de rua. Minha redação é a rua. Tem apresentador que é de estúdio, eu respeito. Eu, se pudesse, sonho, tenho tesão, que a Record um dia me dê um caminhão palco. Que deem mais dinheiro pro “Domingo Show”, que venda o “Domingo Show”, que venha patrocinador… O que eu queria? Nunca falei isso, estou falando pela primeira vez, eu queria um caminhão palco. Sempre tem uma desculpa, mas eu tenho esse desejo de fazer isso na Record.

O ‘tchan’ do “Balanço Geral” era o Geraldo nas ruas. No “Domingo Show”, as reportagens especiais. Toda semana eu vou buscando matérias especiais. É a alma do “Domingo Show”, são as matérias de ruas que eu faço.
NaTelinha – Você tem um desejo de entrevistar alguém no quadro “Roleta da Morte”?

Geraldo Luís – Gostaria. Tentei várias pessoas. Gostaria de ter Pelé, o ex-presidente Lula. Tem tanta gente interessante… Gostaria de ter a Xuxa, pedi ao vivo, sei que é da Globo. O Pelé seria interessante. Tem gente muito bacana que tem história. Já falaram um monte de artista pra mim e eu vetei. Tem que ter história. Qual é a história dele? Tem que ter identificação com o povo. O Pelé é um sonho.

NaTelinha – Qual a sua participação nas pautas do “Domingo Show”, na decisão do que vai pro ar?

Geraldo Luís – 102%. Acompanho tudo. Exatamente tudo. Sei o que está acontecendo, com os repórteres… Já teve diretor na Record que não falava com editor, só com o apresentador. O Virgílio Abranches (diretor) conversa com todo mundo, ele deixa falar.

Eu acho que nem a Record percebeu, mas existe uma pessoa que está se tornando gênio em televisão. Primeiro é um homem inteligente, não preciso ser puxa-saco de diretor não, já mandei à $%#@ várias vezes, já me pediu desculpa… A gente se dá muito bem, que é o Virgílio Abranches. Ele é um gênio, rápido… Ele vai da criação de “Pânico” à “Porta da Esperança”, “Domingo Show” e “Balanço Geral”. Estamos muito bem. Os repórteres falam, todo mundo fala com todo mundo, não tem divisão. Não tem essa.

NaTelinha – Você nos disse que não queria comandar um programa aos domingos. Mas agora que está neste dia, vai lutar pra continuar?

Geraldo Luís – Sim, está muito gostoso aos domingos. Tinha gente que estava louco para ir aos domingos, e eu não estava. Eu estava tranquilo no “Balanço Geral”. Eu fiquei muito deprê nas primeiras duas ou três semanas. Aquele cordão umbilical que eu tinha com o “Balanço” era muito forte. A Record está me dando essa oportunidade de fazer aos domingos de ser o Geraldo que eu sou. Meio rádio, aquela coisa meio conversada.

Não tenho medo nenhum, estou preparado para se um dia perder para o SBT ou Band. Televisão é igual bunda de neném: se você fizer carinho, você não sabe se ele vai chorar ou ficar quietinho. Quando você olha um número maior e a Globo em segundo, eu falo: “poxa, que bacana, estou no caminho certo”! Eu me dedico. Acompanho tudo, acompanho edição. A minha externa eu que dirijo. Eu tenho todo esse cuidado de colocar o material no ar. Ninguém vai colocar baixaria, é um programa gostoso. Domingo realmente é dia de alegria.

NaTelinha – Tem algum exemplo como profissional?

Geraldo Luís – Sou das antigas, comecei aos 22 anos no rádio. Tem o Gil Gomes, assistia o “Comando da Madrugada” com o Goulart de Andrade, Silvio Santos… até pelo que o Silvio fez na minha vida.

O que ele provocou na minha vida depois que ele me chamou e ela melhorou. A questão do respeito… Falei recentemente para o Silvio, há umas três semanas: “Se eu trabalhasse um dia no SBT, ia fazer uma coisa que ninguém nunca fez. Eu ia ficar uns quatro ou cinco programas no último banco do auditório sem ninguém me ver, e ficar te assistindo”. Assim a gente aprende. Silvio Santos é só um, o estilo dele é outro. Não tem nenhum louco ou idiota que diz que será como Silvio Santos.
E tenho grande respeito pelo Gugu. Se tem um cara rápido pra fazer televisão, é o Gugu. E pode escrever aí, eu acho que um dia Gugu volta aos domingos. Ele volta. Ele tem que voltar, é muito bom.

NaTelinha – Surgiu na imprensa que Silvio Santos teria te oferecido uma proposta de 1 milhão de reais para se transferir para o SBT. Procede?

Geraldo Luís – Isso não foi recentemente. Eu expliquei, mas tem gente que gosta de deturpar… Tem gente que fabrica e gosta de colocar o tempero da maldade. Esse convite do milhão foi em luvas em 2008, na época do “Balanço Gersal”. Melhorou minha vida na Record e tudo… Foi isso.
 

NaTelinha

Luciano Faccioli fala sobre TV Jornal/SBT: “Diferente de tudo que já fiz”

Jornalista estreia novo programa em Pernambuco no próximo dia 22

Luciano Faccioli fala sobre TV Jornal/SBT:

Divulgação

Consagrado apresentador popular, com mais de 30 anos de profissão e passagens por Record e Band, o jornalista Luciano Faccioli vai encarar um novo desafio a partir do dia 22 de setembro.

Ele apresentará um programa na faixa do almoço na TV Jornal, afiliada do SBT em Pernambuco. Um horário concorrido, com nomes importantes. Mas Faccioli aceitou a proposta justamente pelo desafio.

Em entrevista exclusiva para o NaTelinha, o apresentador não nega que ficou surpreso com a ligação para marcar uma reunião: “Foi uma grande surpresa quando recebi no meu celular uma ligação de um DDD 081 pedindo para marcar uma conversa”.

Outro detalhe que Faccioli diz na entrevista é que mesmo sendo de fora, de São Paulo, ele sabe dos problemas do estado pernambucano: “Um mês antes eu cheguei à cidade para conhece-la, bem como muitos dos seus problemas”.

O jornalista está empolgado para o trabalho e elogia a estrutura encontrada: “Dentre as afiliadas, aqui na TV Jornal encontrei a melhor estrutura”.

Confira a entrevista na íntegra:

NaTelinha – Com este novo contrato, você volta às telinhas após quatro meses em uma proposta totalmente diferente em um novo lugar, Recife. Como ocorreu toda esta negociação?

Luciano Faccioli – Foi uma grande surpresa quando recebi no meu celular uma ligação de um DDD 081 pedindo para marcar uma conversa. Foi uma proposta bastante interessante e diferente de tudo que já fiz em 30 anos de profissão.

NaTelinha – O que levou a deixar o mercado de São Paulo, onde você já é conhecido e prestigiado, e arriscar migrar para Recife, onde lidará com a concorrência de nomes de peso e consagrados?

Luciano Faccioli – Igualdade de condições para todo mundo, um mercado e grupo forte me impulsionou ainda mais a migrar para Recife. Antes mesmo de fechar o contrato estive na capital para conhecer e me inteirar do local.

NaTelinha – Na época em que deixou a Record em sentido a Band, sua contratação foi vista como um troco à saída de Marcelo Rezende, hoje maior audiência diária do canal. Você tem alguma relação com Rezende? Como é?

Luciano Faccioli – Tenho muito respeito, é um amigo e apresentador consagrado, inovador.

NaTelinha – Agora na TV Jornal, como acredita que conseguirá se aproximar do público em um horário tão concorrido como o do meio-dia? Acredita que fatores como desconhecer a cidade a fundo, bairros, ruas e outras peculiaridades dificultarão seu trabalho?

Luciano Faccioli – Não, a única diferença de São Paulo para cá foi apenas a mudança de personagens e ocorrências, pois muitos problemas passados lá também são vivenciados aqui. Outro aspecto importante é que um mês antes eu cheguei à cidade para conhecê-la, bem como muitos dos problemas enfrentados.

NaTelinha – O que a TV Jornal se diferencia das emissoras nacionais em que trabalhou?

Luciano Faccioli – Sem diferença, tem uma ótima estrutura. Dentre as afiliadas, aqui na TV Jornal encontrei a melhor estrutura.

NaTelinha – Conte mais sobre o seu novo programa, dos diferenciais em relação ao “1-9-0” e o “Cardinot Aqui na Clube” e da proposta que levará ao telespectador.

Luciano Faccioli – Não gosto de uma postura agressiva. Berrar, gritar não é o meu perfil. O programa terá muita prestação de serviço, orientação à população, prevenção, esclarecimento e principalmente apresentar o problema e cobrar solução.

 

NaTelinha

Nova âncora do “Domingo Espetacular” diz: “foi uma grata surpresa pra mim”

Com Gabriel Vaquer

 

Thalita Oliveira faz a linha reservada, não gosta muito de se expor, tanto que até bem pouco tempo, nem rede social tinha.

Porém, hoje ela é um dos principais nomes do jornalismo da Rede Record. Chegou para comandar o bloco de esportes do “Fala Brasil” e agora é uma das apresentadoras do “Domingo Espetacular“, a maior audiência do canal, substituindo Fabiana Scaranzi. Mas Thalita já é vista na TV há algum tempo.

A moça de 29 anos participou de um concurso para a nova loira do “É o Tchan”, em 2003, e até chegou a ter uma curta carreira de dançarina. Mas foi no jornalismo que ela se realizou e encontrou sua vocação.

Formada pela Universidade Santa Cecília, de Santos, região praiana de São Paulo, ela acumula passagens por Globo Minas e pela TV TEM, afiliada da Globo em Sorocaba, onde foi apresentadora e editora de texto. Thalita ganhou destaque nos últimos anos pelas coberturas dos Jogos Panamericanos de Guadalajara, em 2011, e das Olimpíadas de Londres, em 2012.

Em entrevista exclusiva ao NaTelinha, uma das raras concedidas por ela, Thalita Oliveira fala sobre o seu passado, sobre o presente e sobre o futuro que ela sonha: “Sou uma pessoa muito sonhadora e realizadora. Gosto de desafios, sou movida a isso”.

 

Confira:

NaTelinha – Como você recebeu a notícia de que faria o “Domingo Espetacular”?

Thalita Oliveira – Foi uma grata surpresa para mim, eu não esperava. Mas eu fiquei muito feliz quando soube que eu tinha sido escolhida para ser a nova apresentadora do “Domingo Espetacular” e que eu já estrearia no próximo domingo. Fiquei muito motivada com o novo desafio!

NaTelinha – Como se sente apresentando agora o principal jornalístico da emissora?

Thalita Oliveira – Muito realizada e honrada por fazer parte do trio de apresentadores do programa. A responsabilidade cresceu já que o “Domingo Espetacular” é tão importante e tão assistido. Estou me dedicando integralmente à essa nova fase.

NaTelinha – Como foi o primeiro dia no comando do “Domingo Espetacular”? Ficou nervosa? Foi bem recebida por Paulo Henrique Amorim e Janine Borba?

Thalita Oliveira – Foi um dia muito feliz, um dos mais importantes da minha carreira. Aquele “friozinho” na barriga faz parte, mostra que temos paixão pelo que fazemos e que levamos a sério ao ponto da gente ficar nervosa. Mas na verdade, eu estava mais ansiosa do que nervosa, queria muito estrear no “Domingo Espetacular” e sentir aquele sonho realizado.

Fui muito bem recebida por toda aequipe do programa, camareira, figurinista, cabeleireiro, maquiador, diretores e os apresentadores. Me senti muito bem acolhida na nova casa. Os diretores foram no camarim me desejar boa sorte, a Janine já na sala de maquiagem, veio me dar as boas vindas, o Paulo Henrique me apresentou para toda equipe técnica que fica com a gente no estúdio. Os dois conversaram comigo antes do “Domingo Espetacular” começar. Foi ótima a recepção, não poderia ser melhor.

NaTelinha – Você estava no bloco de esportes do “Fala Brasil” por um bom tempo. Qual é a sua relação com o esporte?

Thalita Oliveira – Minha relação com o esporte surgiu desde criança. Meu pai foi jogador profissional. Meu marido também é jogador de futebol. Então o esporte está na minha vida, sou aquela mulher que gosta de assistir futebol.

NaTelinha – Como você começou sua carreira de jornalista?

Thalita Oliveira – Comecei, aos 19 anos, em uma TV Universitária de Santos, cidade que nasci. Apresentava boletins sobre cinema, tema que gosto muito. Depois passei a apresentar um programa diário sobre assuntos variados para público jovem. Quando me formei fui morar em Itapetininga, interior de São Paulo, eu tinha 22 anos e fui trabalhar na afiliada da Globo de lá. Eu era apresentadora do telejornal local e editora de texto.

Aos 23 anos, fui para a afiliada da Globo de Minas, também como apresentadora do jornal local e editora-executiva. Depois voltei para o interior de São Paulo, também afiliada Globo da cidade de Sorocaba. Lá eu fui apresentadora do jornal da noite, do “Globo Esporte” local e também editora de texto. Aos 24 anos, eu vim trabalhar na Record, fui contratada para o bloco de esportes do “Fala Brasil”. Na emissora já fiz “Esporte Fantástico”, “Jornal da Record News”, ao lado do Heródoto Barbeiro, “Tudo a Ver”, “Fala Brasil”, “Jogos Panamericanos” de Guadalajara, México e agora “Domingo Espetacular”.

NaTelinha – Você foi dançarina, fez parte de algumas bandas, até participou de um concurso para eleger uma loira para o “É o Tchan”, em 2003. Existiu algum preconceito por parte de alguns colegas seus por isso?

Thalita Oliveira – Quando participei eu nem pensava em ser jornalista, faz mais de 10 anos. Eu era uma adolescente. Nunca senti esse preconceito por parte dos meus colegas, inclusive, trabalhei ao lado de um dos melhores jornalistas do país, Heródoto Barbeiro, que sempre me tratou com muito respeito, carinho e amizade.

NaTelinha – Oficialmente, você não tem nenhum tipo de rede social. Por que dessa decisão?

Thalita Oliveira – Bem propícia essa pergunta. Acabei de fazer um Instagram que é @thalitaoliveirareal. E também um perfil no Facebook. Realmente eu nunca tive nenhum tipo de rede social. A minha última tinha sido o Orkut, há muitos anos.

Sou uma pessoa muito reservada apesar de trabalhar em TV. Sempre optei por ficar na minha, mas, agora acho importante ter rede social porque sei que muita gente gosta e torce por mim e acho bacana dividir um pouco com essas pessoas. Acredito que esse contato será importante para ter um feedback melhor e mais real do meu trabalho, recebendo elogios e críticas.

NaTelinha – O que você ainda pretende alcançar na sua carreira, Thalita?

Thalita Oliveira – Muita coisa, só tenho 29 anos. Sou uma pessoa muito sonhadora e realizadora. Gosto de desafios, sou movida a isso. Me sinto realizada em saber que dentro da Record eu já fiz todos os programas do Jornalismo, “Balanço Geral”, “Fala Brasil”, “Tudo a Ver”, “Esporte Fantástico”, “Jornal da Record News”, “Esporte Record News”, “Jornal da Record” e o “Domingo Espetacular”. Sou muita grata a emissora por isso. Agradeço muito ao vice-presidente de Jornalismo, Douglas Tavolaro, e toda a direção da Record por confiarem no meu trabalho. Agora meu sonho é crescer no “DE”, conquistar e consolidar meu espaço dentro do programa e contribuir com a equipe.

 

NaTelinha

Após estreia, Rodrigo Faro diz: “vamos tentar o primeiro lugar com humildade”

Após estreia, Faro diz:

Colaboraram João Gabriel Batista e Thiago Forato

No último domingo (27), Rodrigo Faro estreou sem mais novo projeto na Record, o “Hora do Faro“, que entrou no lugar de “O Melhor do Brasil” e garantiu a vice-liderança no Ibope da Grande SP.

A emissora fez grandes investimentos na nova atração, que conta com formatos comprados e gravações em três estúdios, tudo para se consolidar nos domingos.

Em entrevista exclusiva concedida ao NaTelinha por telefone na tarde desta quarta (30), pouco antes de gravar no estúdio Quanta, Rodrigo Faro falou sobre seu novo programa, comemorou a audiência conquistada na estreia, mas manteve os pés no chão: “A gente ganhar ou perder, depois vem outro domingo… Cada domingo é uma história, não podemos ter a pretensão ou orgulho de dizer que esse programa é vice-líder”.

Questionado, o apresentador achou correta a decisão da Record de extinguir a marca “O Melhor do Brasil” e lançar uma nova: “o nome ‘O Melhor do Brasil’ remete ao sábado. No domingo precisava ter um novo nome, um programa novo”.

Sobre os boatos de que teria ameaçado pedir demissão após a emissora mexer em sua equipe, ele explica: “a única discussão que houve foi quando me separaram da Ritinha [diretora Rita Fonseca], a troca de direção”.

Rodrigo Faro também falou dos seus motivos para não querer fazer programas ao vivo no momento e qual a sua próxima meta: chegar ao primeiro lugar de audiência.

Confira a conversa:

NaTelinha – Rodrigo, “Hora do Faro” estreou no último domingo (27) na vice-liderança. Como você prevê a guerra no Ibope contra Faustão e Eliana para os próximos meses?

Rodrigo Faro – Como vem sendo desde que estreei. Desde que televisão é televisão. O domingo não é moleza para ninguém. É o dia mais concorrido, onde as três maiores emissoras concorrem em condições de igualdade. Fizemos um programa de estreia, a Globo fez de tudo para tentar atrapalhar, o SBT também, colocando a Eliana mais tarde, o “Troféu Imprensa” entrando mais cedo. Mas, que bom que conseguimos manter a vice-liderança, e agora a cada domingo é uma história diferente.

A gente ganhar ou perder, depois vem outro domingo… Cada domingo é uma história, não podemos ter a pretensão ou orgulho de dizer que esse programa é vice-líder, não é assim. Vamos ter que batalhar o nosso espaço a cada domingo. É a luta da melhor estratégia, dos melhores quadros… Estávamos com “O Melhor do Brasil” adaptado. A Record está investindo nisso, e agora temos tendo um programa com investimento para crescer cada vez mais na audiência.

NaTelinha – Como vê a escolha da Record em acabar com a marca “O Melhor do Brasil”, que já existia há nove anos?

Rodrigo Faro – “O Melhor do Brasil” ficou caracterizado como programa de sábado à noite. A minha história na televisão como apresentador explodiu no sábado à noite com o “O Melhor do Brasil”, com o “Dança Gatinho”, com o “Vai dar Namoro” e o nome “O Melhor do Brasil” remete ao sábado. No domingo precisava ter um novo nome, um programa novo. Mas fui informado que iria para o domingo na quinta, e com sete programas gravados. O jeito era colocar no ar e torcer.

NaTelinha – Na época que saiu a notícia de que seria lançado o programa “Hora do Faro”, surgiram boatos de que você teria se irritado com as alterações na equipe e ameaçado pedir demissão. O que realmente aconteceu?

Rodrigo Faro – A única discussão que houve foi quando me separaram da Ritinha [diretora Rita Fonseca], a troca de direção. Mas quando soube que a Rita tinha uma missão importante, de implementar a Sabrina Sato na Record, tive uma conversa com ela e decidimos deixar tudo como está. A Sabrina precisava dela, mais do que eu. As coisas aconteceram sem estresse, apenas com esse desentendimento. Nada além disso.

NaTelinha – E a relação da nova equipe liderada por Ignácio Coqueiro, como está sendo?

Rodrigo Faro – O “Ig” [apelido de Ignácio Coqueiro] veio para somar. Trouxe a experiência dele, de vários programas que dirigiu, de apresentação, trouxe uma nova cara. Tudo diferente. Graças a Deus, a resposta do público, de audiência, tem sido muito positiva. Está sendo ótima a convivência com ele. A própria Rita continua minha amiga. Tudo igual, como era antes, mas com o Ignácio trazendo a visão dele para o programa.

NaTelinha – Você declarou em outras ocasiões que não pretende fazer programa ao vivo nos domingos porque é dia de ficar em casa com a família, de cueca… Você não tem mesmo vontade de fazer ao vivo?

Rodrigo Faro – Não. Ao não ser que seja um programa como o do Fausto, Silvio, que tenha menos trocas de cenários. Nós temos três cenários de 1 mil metros quadrados. Como faço isso ao vivo em três locais diferentes? Não tem como. Se fosse só em um palco, daria tranquilamente. Mas nada que no futuro não possamos fazer, mas aí não poderia ser esse formato de programa.

NaTelinha – Você está gostando desse novo formato com gravações em produtoras e cenários grandiosos?

Rodrigo Faro – Estou muito animado, trabalhando muito mais do que trabalhava. Agora, estou feliz com o resultado, o programa está lindo no ar. A nossa estreia foi emocionante e ver o  investimento da Record. A grandiosidade do projeto me deixou muito feliz.

NaTelinha – Você realizou um sonho em ir para os domingos. Qual a próxima meta?

Rodrigo Faro – É óbvio que quando você entra num domingo, você precisa pensar em crescer. Embuscar com trabalho, humildade e ser o número 1. Mas é muito difícil, eu sou um novato. Estou chegando agora no domingo. Preciso primeiro buscar meu espaço, e graças a Deus isso vem acontecendo.

Preciso ir aumentando cada vez mais meu público no domingo, fazer com que as pessoas liguem a televisão para me ver. Para isso tem que ter trabalho, e demanda tempo. Vamos tentar buscar esse primeiro lugar com humildade, não podemos ficar contando vitória antes do tempo. Tem muito trabalho pra mim, que sou um apresentador de domingo iniciante. Agora, é trabalho.

NaTelinha – Você chegou a dizer que pretende reduzir sua aparição em comerciais. É pela sua imagem e por estar trabalhando demais?

Rodrigo Faro – Eu estava com muitas campanhas. Quero ficar somente com as grandes empresas, que já venho fazendo. Não dá para fazer muitas propagandas, porque você pode ficar muito tempo no ar e desgastar sua imagem. É só ficar atento na quantidade e o excesso de exposição. Eu sou chamado para fazer muitas campanhas, não dá para fazer todas.

NaTelinha – Você tem ganhado vários prêmios como melhor apresentador e no “Troféu Imprensa” é eleito há cinco anos. Como você se sente com esse prestígio?

Rodrigo Faro – Me sinto muito feliz, cada prêmio que ganho é um incentivo para continuar trabalhando. Para mim o  melhor apresentador do Brasil é e sempre vai ser Silvio Santos. Só eu sei qual a emoção em receber um troféu das mãos dele pelo quinto ano consecutivo. É a maior emoção da minha vida. É uma satisfação incrível. É um incentivo de cada vez crescer mais, e a crítica vem me elogiando como apresentador, acho muito bom, é importante.

NaTelinha

Marcelo Rezende relembra: Só faria o “Cidade Alerta” se fosse do meu jeito

Jornalista conseguiu fazer o programa do “seu jeito” e se tornou um fenômeno

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Marcelo Rezende é um daqueles que fazem bastante sucesso com o povo, mas que só aparecem de tempos em tempos.

Mesmo conhecido do grande público e com mais de 40 anos de carreira, passando por diversos veículos e apresentando um programa no horário nobre da Globo, o “Linha Direta” em 1999, talvez agora ele sinta a repercussão de seu nome nas ruas, devido ao grande sucesso de seu “Cidade Alerta”, na Record.

Mesmo já tendo feito o jornal em 2004, e até com sucesso no Ibope, ele não esperava essa repercussão toda. “Eu nunca imaginei que faria esse sucesso todo, ainda mais porque eu não queria fazer de novo o Cidade Alerta”, falou, em uma breve entrevista no lançamento de seu livro, o “Corta Pra Mim”, em Salvador, na tarde do último sábado (21).

Confira na íntegra:

NaTelinha – Você imaginava que o “Cidade Alerta” faria este sucesso todo?

Marcelo Rezende – Rapaz, não, porque eu não queria fazer de novo o “Cidade Alerta”…

NaTelinha – E virou um fenômeno pop em 2013, hein…

Rezende – É, a vida tem dessas coisas (risos). Mas foi o seguinte, me chamaram para fazer e eu disse que não ia, a não ser que eu fizesse do meu jeito. “Mas como é o seu jeito”, perguntaram. O jeito como eu sou, o jeito como eu falo com as pessoas, com os meus amigos. E aí, deu certo, né. Colocamos umas coisas que o povo gostou, os bordões, as brincadeiras, o Malloy, que a criançada adora. Fiquei feliz, nessa altura da vida, ver crianças dizendo que gostam de mim. É prazeroso demais.

Agora, eu fico tentando entender o que as meninas veem no Luiz Bacci. É um sujeito inteligente, um menino de ouro, como eu falo, mas usa aquelas roupas estranhas. É muito estranho, fica falando um monte de nome gringo que eu não entendo nada! (risos)


Foto: NaTelinha

NaTelinha – Rezende, você acha que o Brasil tem jeito?

Rezende – Ah, tem, claro que tem. O que acontece é o seguinte: nós viemos de uma geração de políticos que fez o que fez com o Brasil e acha que pode continuar fazendo. A nossa política é em estilo de capitania hereditária, passa de pai para filho. O menino, ou a menina, tá na barriga da mãe eles: “Ah, nossa, olha aqui, esse é o meu futuro senadorzinho, meu futuro deputado, meu futuro governador”.

É nojento, confesso, eu fico enojado só de pensar. Mas já tendo um começo para mudar isso, que foi o julgamento do Mensalão. Todos foram condenados e o pessoal está sendo preso. Pensa comigo: quando é que eles pensaram que iriam ser presos? Os caras são deputados, senadores, cometeram um crime e achavam que ia ficar por isso mesmo, agora estão presos. Não é nem questão de justiça, é de ego mesmo. Eles são egocêntricos demais. Pergunta se eles estão gostando de está lá?

NaTelinha – Lógico que não.

Rezende – Estão odiando, eu posso te falar isso. E isso é um começo. Não é da noite pro dia que o Brasil vai resolver esse problema da corrupção, mas já é algo. Eu tenho certeza que os seus tataranetos vão ver e te falar que o Brasil está melhor. E eu digo tataranetos, porque você tem cara de japonês e japonês fica vivo até dizer chega (risos)!

NaTelinha – Rezende, o que você acha dessa polêmica das biografias não-autorizadas, já que você escreveu um livro sobre você?

Rezende – Olha, eu acho isso uma tremenda de uma bobagem. É a tentativa de alguns artistas de censurarem a si mesmo, porque a partir de o momento que ele fica famoso com sua música, seu talento, ele é uma pessoa pública, e ele tem que aprender a lidar com esse sucesso todo.

As pessoas querem saber da vida dele e tem todo o direito, no meu ver. Ele é uma pessoa conhecida, isso muda o status. E ele sabe que, a partir do momento em que ele quer ser famoso com a música e o talento dele, ele vai ter que aprender a lidar com isso, que acontece no mundo inteiro.


Divulgação/TV Record

Então, pra mim, o Roberto Carlos devia só ficar cantando e lançando as músicas dele, que já tá bom. Não tá pegando bem pra ele falar isso, que é contra as biografias. É censura, e ele viveu na época da ditadura, sabe o sofrimento. Então, fica só cantando Roberto Carlos, é melhor assim.

* Colaborou Mell Rodriguez

“Cheguei a escrever aos prantos”, diz autora de “José do Egito”, da Record

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Jacó (Celso Frateschi) reencontra José (Angelo Paes Leme) no último episódio – Fotos: Divulgação/TV Record

* Com João Gabriel Batista

No ar desde o dia 30 de janeiro e após 37 episódios, a minissérie “José do Egito” chega ao fim na noite desta quarta (09) na Record.

Em seu desfecho, Jacó (Celso Frateschi) e sua família caminham em direção à Avaris, com grande expectativa de reencontrar o filho perdido. De longe, Benjamin (Gustavo Leão) logo avista José (Angelo Paes Leme) e trata de comunicar ao restante de seus irmãos, deixando-os muito empolgados.

Jacó não aguenta esperar e caminha com pressa em direção a José, que também vê o pai. O reencontro finalmente acontece e lágrimas escorrem de seus olhos, tanto do pai quanto do filho. Os dois se contemplam em um abraço demorado, cheio de amor e saudades.

A trama foi produzida com base na Bíblia, mas muitas histórias também foram criadas pela autora Vivian de Oliveira, que se especializou em minisséries na Record – ela também assinou “A História de Ester” e “Rei Davi”, e já foi confirmada nas próximas produções da emissora, “Os Dez Mandamentos” e “Jesus”.

Em entrevista exclusiva ao NaTelinha, Vivian falou sobre o árduo trabalho com “José do Egito”, comparou as outras minisséries, falou sobre as próximas tramas e comentou sobre a emoção de escrever tais histórias.

“Todas elas impactaram muito minha vida pessoal. Cheguei a escrever aos prantos”, contou.

Confira a entrevista na íntegra:

NaTelinha – “José do Egito” chega ao fim após quase 9 meses em cartaz e como a minissérie mais longa da história da Record. Que saldo faz desta adaptação?

Vivian de Oliveira – Em “José do Egito” tive mais tempo para aprofundar as relações entre personagens e trabalhar melhor os conflitos. O público teve mais tempo também para conhecer, se envolver e se apaixonar pela história. Não que nas outras minisséries isso não tenha acontecido, mas em “José” as tramas foram se desenrolando com mais calma. Em “Rei Davi”, por exemplo, tinha muita trama para poucos capítulos. Já “José” é uma trama relativamente curta para muitos capítulos. Foi necessário contar a história de maneira diferente, até porque não havia guerras e grandes eventos para mostrar. O forte de “José” foi realmente o drama humano.

NaTelinha – Você já escreveu “A História de Ester” e “Rei Davi”. Qual análise tem da experiência ganha neste período?

Vivian – “A História de Ester” era uma história linear, sem grandes saltos no tempo, muito romântica e tinha uma grande heroína como protagonista. Como foi a primeira, ainda estava descobrindo a melhor forma de adaptar um texto bíblico de um período tão remoto para a teledramaturgia atual. Optei por uma linguagem mais rebuscada, formal e na época funcionou muito bem. O público ficou encantado.

Depois veio “Rei Davi”, que era uma história muito masculina, politizada e com um anti heroi comandando uma trama cheia de guerras e conspirações pelo poder. Tinha muitos personagens masculinos e poucas mulheres. O grande trunfo nesse caso foi criar mulheres fortes e atuantes. Por ser polêmico, Davi despertava no público simpatia e compaixão em alguns momentos, e ódio em outros. Foi maravilhoso poder trabalhar isso, mostrar o ser humano como ele é, com sombras e luzes. Em “Rei Davi” optei por usar uma linguagem mais naturalista, coloquial, o que foi um salto na narrativa. Isso aproximou o público da minissérie ainda mais.

“Rei Davi” tinha o tom de épico, era uma história grandiosa. Costumo dizer que “Rei Davi” tinha três minisséries e um filme de longa-metragem dentro da mesma minissérie. A cada dez, quinze capítulos, surgiam novos personagens e novas tramas. Mostramos Davi desde a juventude até sua velhice e morte. Aprendi a pensar mais como produtora fazendo “Rei Davi”.

E, por fim, “José do Egito” é uma minissérie construída a partir de um heroi clássico, sem máculas, e uma história recheada de dramas humanos. Esse foi o maior trunfo de José. Foi um desafio contar uma história centrada apenas nos personagens e fazer com que o público se importasse com eles. Já dominava melhor a linguagem coloquial em “José” e já tinha também maior entendimento do que era viável ou não, do que funcionava ou não. Também optei por não ter muitas tramas paralelas. O foco principal foi realmente José e o que acontecia em volta dele. A chegada do Egito também trouxe um frescor, veio como uma novidade.

O que posso dizer é que cada minissérie me ensinou muita coisa e fui me aprimorando cada vez mais. Não só eu, mas todos os outros departamentos envolvidos como figurino, arte, cenografia, e assim por diante.


Vivian de Oliveira vem escrevendo várias minisséries bíblicas na Record

NaTelinha – Por serem versões feitas para a TV, alguns personagens e situações são criados. Como é trabalhar neste sentido de forma que se mantenha a linearidade da Bíblia e sem ofender ou espantar os telespectadores que leram a história original?

Vivian – O que faço é dosar muito bem as duas coisas. Sou muito rigorosa em não deturpar o texto original. Crio onde existem brechas na história bíblica. Por exemplo, na Bíblia a personagem Azenate é citada muito brevemente. Ali diz que faraó dá Azenate como esposa para Zafenate Paneia (nome egípcio recebido por José) e que ela é mãe dos dois filhos de José. Considerando esses dados, criei um história de amor entre Azenate e José. Na minissérie, eles se conhecem no instante em que José, ainda adolescente, coloca os pés no Egito. Por conta de suas posições sociais e crenças religiosas, o amor entre eles se torna impossível. Eles passam grande parte da minissérie sofrendo e lutando por esse amor, mas nada do que foi criado fere o que está na Bíblia. A história vai sendo construída até chegar o momento em que ela é dada como esposa para José exatamente como está no texto bíblico.

O mesmo aconteceu com Pentephres, pai de Azeanate. Em muitas versões, o nome Pentephres aparece como Potífera. Escolhi o nome Pentephres para não confundir com Potifar, outro personagem importante na trama. Na Bíblia, Pentephres só é citado como pai de Azenate e sacerdote de Om. Ali não diz se ele era bom ou mau, ambicioso ou não. Usei a informação bíblica e o mantive como pai de Azenate e sacerdote. O restante foi tudo imaginação. Ele foi mostrado com um homem corrupto, capaz de tudo para se manter no poder. Isso ajudou a dificultar o amor entre José e sua filha, o que foi um ótimo conflito para a minissérie.

A mulher de Potifar também entra nesse mesmo raciocínio, assim como muitos outros personagens. Na Bíblia, também está indicado que os irmãos odiavam José. Mas odiavam como? Baseado nisso, criei situações para mostrar como esse ódio se dava, quando começou e como foi evoluindo até chegar ao ponto dos irmãos venderem José como escravo. E depois que venderam, como foi o tormento da culpa, do remorso? E o que aconteceu com José ao chegar no Egito? Todos esses questionamentos e muitos outros me ajudaram a desenvolver os personagens e conflitos de toda a minissérie.

NaTelinha – A Record tem investido cada vez mais na dramaturgia e as minisséries bíblicas foram as que mais viram este crescimento a ponto de escalar seu principal diretor e o maior orçamento para “José do Egito”. Como vê esta decisão da casa?

Vivian – A Record descobriu um nicho e se especializou nisso. A decisão de investir cada vez mais no produto se deve ao retorno maravilhoso do púbico. As minisséries conseguiram fidelizar um público diversificado. Ela atrai tanto crianças como idosos, mulheres como homens, independente do credo religioso. Judeus, muçulmanos, evangélicos, espíritas, ateus, enfim, todos fazem parte do público das minisséries, porque não estamos fazendo pregação e sim contando ótimas histórias, que podem ser vista por toda a famíia.

NaTelinha – “José do Egito” começou em janeiro e chega ao fim em outubro. Neste período, três novelas foram exibidas (“Balacobaco”, “Dona Xepa” e “Pecado Mortal”) e “José” teve audiência superior às três. Ao que credencia este sucesso?

Vivian – Não gosto de fazer comparações, são produtos diferentes. É preciso avaliar muitos critérios que influenciam direta ou indiretamente a audiência. O que posso dizer é que as minisséries conseguiram fidelizar uma fatia importante do público e isso foi sendo construído aos poucos desde a primeira.

NaTelinha – Após três minisséries de êxito, pretende voltar às novelas? Há planos para emplacar um projeto solo?

Vivian – O meu plano é continuar escrevendo. No momento, já estou escalada para escrever duas minisséries: “Os Dez Mandamentos” para 2015 e “Jesus” para 2016. Não penso em novelas por enquanto, mas tudo pode acontecer.

NaTelinha – Trabalhar com histórias bíblicas é uma tarefa complexa e que exige uma grande carga emocional. Dentre as três produzidas, há alguma fala, cena ou situação que te marcou?

Vivian – Muitas situações, cenas e falas me marcaram, difícil pensar numa só. Em todas as minisséries, pedia a Deus que me inspirasse. Muitas vezes, escrevi bastante emocionada.

Em “José”, a mais recente, cheguei a escrever aos prantos. Todas elas impactaram muito minha vida pessoal também. As histórias me fizeram refletir sobre certas questões que inquietavam meu coração. Em “José”, por exemplo, estava vivendo um conflito grande por causa de uma pessoa que eu prezava muito e que agiu de forma desleal comigo. Fiquei arrasada, muito decepcionada mesmo. Mas como poderia manter esse sentimento depois de escrever sobre o perdão? Claro, acabei perdoando essa pessoa, influenciada pela postura de José.

Também aprendi a não ter medo de recomeçar com Davi, a confiar mais em Deus e depender Dele para vencer os Golias que surgem em nossa vida o tempo todo.


Marcos Pitombo e Gabriela Durlo protagonizaram “A História de Ester”,
enquanto “Rei Davi” foi estrelado por Leonardo Brício

Com Ester, aprendi, entre tantas coisas, o que um ato de fé é capaz. As minisséries tratam de temas que falam fundo na alma de qualquer ser humano. Nos dias de hoje, temos deixado muitas questões do nosso íntimo mal resolvidas. Muitas relações são superficiais e isso nos atinge de alguma forma. As minisséries mostram personagens vivendo intensamente. As pessoas eram capazes de morrer por sua fé, por honra, por um amigo, por um grande amor. As emoções eram extremadas. Isso tudo nos comove, já que colocam o dedo em muitas feridas que temos e não tratamos.

NaTelinha – Você já foi escalada para escrever a minissérie de Moisés, que foi adiada, e também uma outra sobre a vida de Jesus Cristo. Os trabalhos relacionados a elas, como pesquisa, texto, escolha de elenco e definição de diretor já começaram?

Vivian – Moisés, que será chamada “Os Dez Mandamentos”, será dirigida pelo Spinello, e Jesus pelo Avancini. Estamos focando na primeira delas, por enquanto. As pesquisas e sinopse para “Os Dez Mandamentos” já estão bem adiantadas, mas ainda estamos no início do projeto.

NaTelinha – “José do Egito” começou com bons índices mas se enfraqueceu no decorrer de seu caminho devido à Copa das Confederações, voltando a subir tempos depois. Acredita que a escolha da emissora pela exibição semanal em detrimento de três ou quatro capítulos por semana foi a mais adequada?

Vivian – Não sei dizer. Muitas pessoas reclamam, pedem que a minissérie seja exibida em mais dias, mas, ao mesmo tempo, o sucesso se manteve ainda que tenha sido exibida somente às quartas.

NaTelinha

“Não estou entrando nessa pra vencer Datena e Rezende”, diz Neila Medeiros

A partir do dia 23, jornalista assume o novo “Aqui Agora” no SBT

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Divulgação

Na noite da última quarta-feira (11), o SBT mais uma vez surpreendeu os telespectadores com uma nova alteração.

Por ordem de Silvio Santos, a reprise da novela “Carrossel” será cancelada, e no dia 23 estreia no lugar uma nova versão do “Aqui Agora”, com Neila Medeiros, que recém chegou de São Paulo, vinda da filial de Brasília.

O que também repercutiu foi o anúncio sobre a mudança. Lido no ar pelo locutor da emissora, o texto diz: “A reprise de Carrossel não deu o resultado esperado pela direção artística desta emissora. Por esta razão, deixará de ser exibida, voltando a nossa programação dentro de 1 ano. Esse horário terá como atração Neila Medeiros, a unica jornalista capaz de apresentar sozinha o programa Aqui Agora, enfrentando Datena e Marcelo Rezende. Estreia segunda-feira, dia 23 de setembro”.

Assim como o público, Neila Medeiros também ficou surpresa com a novidade. Em entrevista exclusiva ao NaTelinha, a jornalista comentou: “Recebi a notícia com muita surpresa, como todo o Brasil. Mas o desafio é o que move o jornalista e nós gostamos disso”.

Ela se disse honrada pela chamada, e rasgou elogios a Silvio Santos, que muito provavelmente foi o autor do texto. “A ousadia, pioneirismo e genialidade do Silvio Santos não são novidades para ninguém. (…) De televisão ele entende, e se acha que eu posso, eu quero poder”, comentou.

Neila está empolgada com o novo desafio, mas mantém os pés no chão. “Pode parecer estranho mas não estou entrando nessa pra vencer Datena e Rezende. Estou entrando para preencher uma demanda de mercado e da emissora”, comenta.

Confira a entrevista na íntegra:

NaTelinha – Você passou 5 anos no SBT de Brasília e consagrou várias vitórias por lá. Quão importante foi este ciclo em sua carreira?

Neila Medeiros – Muito importante. Comecei na TV em Natal-RN e sempre foi um ambiente de muito aprendizado. Em Brasília me aproximei de uma realidade mais nacional, foi um amadurecimento.

NaTelinha – A possibilidade de emplacar o “Aqui Agora” ou qualquer outro jornal já estava em pauta quando você foi convidada para vir para São Paulo?

NM – Certamente não me tiraram de uma praça forte e com excelentes resultados sem nada em vista. Mas eu realmente não sabia o que estava por vir.

NaTelinha – Como você recebeu a notícia de que iria assumir o “Aqui Agora” em uma nova versão?

NM – Com muita surpresa, como todo o Brasil. Mas o desafio é o que move o jornalista e nós gostamos disso.

NaTelinha – Qual foi sua reação ao assistir a chamada no SBT que dizia que você era a única jornalista capaz de comandar o “Aqui Agora” sozinha e enfrentar os concorrentes – cujo texto possivelmente foi escrito pelo próprio Silvio Santos?

NM – Foi inesperado. Não sei se foi ele mesmo quem ditou, mas se foi só posso me sentir honrada. A ousadia, pioneirismo e genialidade do Silvio Santos não são novidades para ninguém. Não se pode negar o magnetismo desse artista e o sucesso do empresário que construiu uma emissora querida, popular e que dá o que falar. O SBT é querido nas ruas e entre os concorrentes há 32 anos. De televisão Silvio entende, e se acha que eu posso, eu quero poder.

NaTelinha – O horário das 18h é bastante competitivo, afinal há o “Cidade Alerta”, da Record, e o “Brasil Urgente”, da Band. Como vê seus concorrentes e como pretende disputar com eles? Acha que tem chance de vencê-los?

NM – Pode parecer estranho mas não estou entrando nessa pra vencer Datena e Rezende. Estou entrando para preencher uma demanda de mercado e da emissora. O horário é bom sim e não é de ninguém, é do povo.

Quanto mais opções forem oferecidas, melhor pra sociedade. Quem trabalha com jornalismo diário tem concorrência à porta todos os dias, e não importa se é o fenômeno do Datena ou a experiência do Rezende. Num programa de emissora pequena o apresentador da concorrente na região também expira atenção. Audiência e concorrência são desafios diários da nossa profissão.

NaTelinha – Você comandou durante algumas semanas a edição matinal do Jornal do SBT. Como foi essa experiência?

NM – Deliciosa. Foi um ano de participação. Conheci profissionais de outras cidades, São Paulo e o Brasil me conheceram um pouquinho também. Fazer o jornal no lugar do César Filho é uma responsabilidade também porque a experiência dele vem de outros carnavais, já fez muito na televisão e é amado pelo público. Ele é um artista generoso. No “SBT Manhã” são duas horas segurando no gogó. Adoro.

NaTelinha –  Houve, tanto em Brasília como em SP, algum tipo de censura por parte do SBT na suas cobranças de políticos e da administração pública?

NM – Graças a Deus e a essa emissora, não. Isso é liberdade de imprensa e editorial. É isso que as pessoas esperam em casa. É poder fazer a denúncia grave e se indignar como todo mundo. Apresentador não é manequim, pensa, sente… Acho que o importante é ser ético e ter responsabilidade.

NaTelinha – O SBT não tem um bom histórico recente de jornalísticos na faixa das 18h e 19h. Experiências como o “SBT São Paulo”, “Boletim de Ocorrências”, “Aqui Agora” e “SBT Manchetes” foram algumas das apostas dos últimos 10 anos mas nenhuma vingou. Como e por que acredita que desta vez o resultado possa ser diferente?

NM – Se eu não acreditar nem saio de casa. Se está na minha mão vou fazer a minha parte para que dê certo e sei que a nossa equipe também. O SBT vive um momento muito positivo. É líder de audiência em algumas faixas de horário e vice líder em dezenas de programas espalhados pelo Brasil.

Erra quem pensa que as mudanças que mais prejudicam são as que vão para o ar. Isso não é nada. Quem arrisca mais está mais sujeito ao sucesso e a descoberta do que não cabe. A direção de Marcelo Parada no jornalismo acrescentou muito a emissora e valorizou as pratas da casa. Eu participei ativamente das mudanças que só solidificam o jornalismo.

Muitos profissionais novos estão mostrando seu talento e gente experiente nós também temos. O jornalismo está estruturado e nós já temos essas experiências passadas para entender com confiança o que funciona e o que não funciona.

NaTelinha – Apresentar em rede nacional exige responsabilidades maiores. Recentemente, programas foram extintos, apresentadores dispensados e existe toda uma pressão por resultados. Você se vê preparada para aceitar uma possível rejeição ou até mesmo um fim prematuro do Aqui Agora?

NM – Sei de todas as possibilidades, mas nada disso vai me fazer parar. Estou na minha verdade, fazendo o que eu amo e acredito. Meu trabalho e dos meus colegas é importante, ajuda pessoas, informa, esclarece, traz dignidade a quem grita por isso e pede justiça. Se não for em rede nacional, vai ser em algum lugar. Eu trabalho para Deus, para o próximo e para mim. Isso é sucesso.

NaTelinha –  Mulheres como âncoras de jornais policiais não é algo comum. Acredita que exista preconceito ou que se trata de falta de interesse das emissoras nestas apostas? Como o toque feminino pode melhorar uma atração que tende a ser tão pesada?

NM – Nem quero caracterizar o programa de policial porque nem só de polícia se monta o programa que todo mundo quer. Tem que ter um pouco de tudo. Mulheres também sentem a dor da violência, também tem força pra lutar pelo que é certo, pra administrar a casa cheia de demandas por todos os lados. Acho que a mulher faz a coisa de forma mais humanizada e graciosa, mas com toda força e energia que a situação pedir. Não se preocupe que já já tá cheio de mulher em toda parte.

NaTelinha –  Marcelo Rezende ganhou destaque na Record por sua afinidade com sua produção, por brincadeiras e por amenizar o clima em meio a tantas informações chocantes e tristes. Como você avalia seu futuro concorrente, que já tem mais de 30 anos de carreira?

NM – Quero mais é que ele continue fazendo o que faz e bem. Vida longa e sucesso. Me informo com ele todos os dias.

NaTelinha –  Há algum tempo, Datena vem dizendo que não aguenta mais apresentar programa policial. Você entende o sentimento dele? Qual sua opinião sobre isso?

NM – Entendo demais. Quem pensa que jornalista ama violência e mostrar desgraça está enganado. Quem gosta disso é o povo. Se o jornal tem menos violência o povo muda de canal. É fato. Se você abrir um site de notícias e tiver várias manchetes positivas e uma bomba, qual você vai ler primeiro?

NaTelinha –  Apresentar um jornal policial exige uma estabilidade emocional grande, afinal a maioria das notícias nenhum âncora gostaria de dar. Como é lidar com isso e depois do fim do programa seguir com sua vida sem se abater?

NM – Oração e fé. Quem tem fé não cai. Já vi Datena assumir ao vivo que não vive sem Jesus e chorei de emoção em casa.

NaTelinha –  O “SBT Brasília” cresceu também por conta de matérias de prestação de serviço, como falta de saneamento básico, filas nos hospitais e da falta de assistência do governo junto à comunidade. Pretente levar estas abordagens para o “Aqui Agora” ou o foco será o mesmo da essência do jornal, que é nas pautas de polícia?

NM – Um jornal é feito para a sua comunidade. Tem que tratar das questões da comunidade. “Aqui Agora” é um jornal para todo mundo participar. Há de ser um palco para brilharem as notícias mais relevantes e as informações mais precisas. “Tamo junto”.
 

* Com João Gabriel Batista

 

NaTelinha

“Em nenhum momento fui tratada como interina”, diz âncora do “SBT Rio”

Em entrevista exclusiva, Isabele Benito fala sobre o telejornal do SBT no Rio de Janeiro

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Divulgação/SBT

No comando o “SBT Rio” desde janeiro, a jornalista Isabele Benito tem levado o noticiário à vice-liderança de audiência na capital carioca, com médias de 7 pontos no Ibope.

Mas isso é o de menos para a paulista de Santo Anastácio, que começou na rádio de sua cidade natal e já foi contratada do Canal Rural. O que ela quer mesmo é ajudar a solucionar os problemas do Rio de Janeiro, cidade onde mora e aprendeu a amar, colocando o seu dedo na cara de quem for necessário.

Em entrevista exclusiva ao NaTelinha, Benito destacou que faz o jornal do jeito dela, mas destaca bastante a sua equipe: “Temos uma equipe muito guerreira, talentosa demais e por isso o SBT Rio consegue resultados tão positivos”.

Confira a entrevista na íntegra:

NaTelinha – Como você começou sua carreira?

Isabele Benito  Comecei numa rádio pequena na cidade onde nasci, na Rádio Cultura de Santo Anastácio no interior de São Paulo. Depois fui estagiária, produtora, repórter e apresentadora na afiliada da Rede Globo em Presidente Prudente, TV Fronteira.

Cobri férias e licenças no Globo de São Paulo e trabalhei como setorista de economia pelo Canal Rural, RBS na BM&F Bovespa até a mudança para o Rio de Janeiro.

NaTelinha – Você está no SBT há quatro anos. O que mudou desde sua chegada até agora?

IB  Eu cheguei para cobrir férias na reportagem de rede, só depois que fui para cobertura do local. Participei da mudança do SBT Rio para um jornalismo mais dinâmico e me identifiquei muito com este perfil de programa.

Desde minha chegada até agora, o SBT Rio se consolidou neste formato, um jornalismo dinâmico, ligado no factual, mas sem esquecer a prestação de serviço para a população. Além, claro, de um investimento grande em equipamentos e contratações de novos profissionais. Temos uma equipe muito guerreira, talentosa demais e por isso o SBT Rio consegue resultados tão positivos.

Agora a frente do “SBT Rio”, há cinco meses vice-líder consecutivo, minha marca é cobrar para que esses direitos sejam realmente cumpridos. E como sou jornalista de alma faço isso com muita paixão.

NaTelinha – Você assumiu o “SBT Rio” depois que Rogério Forcolen foi para a Record. Alguns sites diziam que você era interina e que o canal contrataria alguém mais forte, mas você foi ficando. Desde o começo, você sabia que seria fixa no jornal? E como tem sido a recepção nas ruas?

IB  Era uma sexta-feira quando o nosso gerente de jornalismo, Diego Sangermano, me deu a notícia e avisou que na segunda-feira eu assumiria como apresentadora do “SBT Rio”. Não pensei duas vezes e lembro que na hora falei que estava realizando um sonho. Em nenhum momento fui tratada como interina, nem pela equipe e direção, pelo contrário. Pois além de já apresentar o programa nas folgas, pesquisas também já apontavam meu nome fortemente para assumir o “SBT Rio”.

E a recepção sempre foi muito boa, adoro este contato direto. Como apresentadora isso ficou muito mais claro. É muito legal quando me encontram na rua e falam “dedo na cara” ou “tamo junto”, que são bordões do “SBT Rio”, ou comentam alguma matéria. Dou o telefone da minha mesa, leio todas as mensagens que chegam pelo Facebook, e-mail, Twitter. Eu gosto de ouvir as histórias das pessoas e elas sentem isso.

NaTelinha – Algumas pessoas me pediram pra perguntar sobre o seu fôlego. E vendo o jornal, eu percebi que você fala muito rápido e bem! Como você cuida da sua voz?

IB  (risos). Falo rápido mesmo e por incrível que pareça estou me preocupando com o futuro da minha voz agora e com o ritmo do jornal. Faço os exercícios básicos de fono para o aquecimento e procuro me “policiar” no que diz respeito falar “muito rápido”. O que acontece é que quando embalo é porque estou verdadeiramente ali. Se fico muito indignada então com um assunto ‘ai a metralhadora dispara’.

NaTelinha – Tem alguma previsão de novo cenário pro “SBT Rio”?

IB  Ainda não há previsão, mas já existe um projeto em andamento.

NaTelinha – Qual o seu trabalho mais marcante e por quê?

IB  Fiz grandes coberturas, fiz reportagens marcantes, mas nada foi mais impactante que a tragédia na Serra.

Gostaria muito de retratar aqui uma reportagem como a exclusiva com o Roberto Carlos no navio, mas infelizmente marcante mesmo foi o que vimos na serra.

A minha equipe tinha uma missão difícil, chegar de helicóptero onde nem o resgate havia chegado. Reportamos o desespero das pessoas, a dificuldade dos bombeiros.

Foi importante a cobertura para mostrar no Brasil que pouco se faz para prevenir este tipo de tragédia. Pessoas que até hoje sofrem as consequências.

NaTelinha – O que gostaria de fazer no jornalismo que ainda não fez?

IB  Uma reportagem especial fora do Brasil. Sempre foi um sonho e espero um dia realizar.

NaTelinha – Quem te inspirou a ser jornalista?

IB  A inspiração vem de grandes mestres. Eu não me canso de ver os colegas. Minha alma de repórter tem muitas referências, mas seria injusto citar apenas uma pessoa.

NaTelinha – Bom, obrigado pela entrevista, e eu vou pedir que deixe um recado para os internautas do NaTelinha.

IB  Galera do NaTelinha, fazemos o SBT Rio para vocês e por vocês, por isso somos um programa onde a sua participação é efetiva. Entre no Facebook oficial do “SBT Rio” http://www.facebook.com/sbtriooficial, mande e-mail sbtrio@sbt.com.br ou twitter @sbtrio

Aqui é o manifesto diário do povo, e o jornalismo é a grande arma para a gente lutar por um Brasil melhor! Beijo, NaTelinha! Tamo Junto! E se precisar é Dedo na Cara.

 

NaTelinha

NaTelinha entrevista Jason David Frank, o ranger verde de “Power Rangers”

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Com Gabriel Vaquer
Uma das séries mais famosas em todo o mundo está completando 20 anos: “Power Rangers”.

E quando se pensa no seriado, logo vem à cabeça o personagem mais popular: Tommy Oliver, o Ranger Verde da primeira temporada.

Ele foi interpretado por Jason David Frank, de 39 anos, que virá ao Brasil em setembro. Jason atuou em seis temporadas do programa, e hoje é lutador de MMA, esporte que mais cresce no mundo.

Em comemoração aos 20 anos de “Power Rangers”, o ator voltará a vestir a armadura verde que o fez famoso em todo o mundo.

Antes de chegar ao Brasil, Jason David Frank concedeu uma entrevista exclusiva ao NaTelinha, falou sobre a série e sobre o evento “4FunFest”, que já teve como destaque o Sr. Barriga e Kiko do “Chaves”, e que agora irá receber o Ranger verde como atração principal.

“Estou muito ansioso para finalmente conhecer meus fãs brasileiros. Vou comemorar meu aniversário de 40 anos aí no Brasil!”, disse ele.

A festa acontecerá no dia 7 de setembro, a partir das 14h, no Carioca Club em São Paulo. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site da Ticket Brasil.

Confira a entrevista na íntegra:

NaTelinha – Como é ser reconhecido como o personagem mais popular de uma série conhecida no mundo inteiro, como Power Rangers?

Jason David Frank – É uma sensação única sentir todo esse carinho dos fãs por um personagem que eu interpretei. Eu vejo o Green Ranger como o Wolverine dos X-Men, ele é um ícone!

NaTelinha – Como você entrou na produção do programa, em 1993?

Jason – Bem, eu fui até uma agência de atores para que eles me representassem e me pediram para cortar o cabelo “porque eu precisava ter uma imagem mais limpa”. Então, eu cortei e voltei na agência com o meu novo penteado. Eles não deram a mínima, mas eu me recusei a deixar o local. O cara estava tão ocupado com um comercial da Coca-Cola e jogou um script na minha mão somente para que eu o deixasse em paz. Esse script contava a estória de um grupo de heróis chamado “Power Rangers”.

NaTelinha – Qual é o melhor momento que você se recorda deste tempo de Mighty Morphin?

Jason – Com certeza os momentos de descontração com os meus amigos do elenco foram os melhores. E também poder atuar junto com o meu irmão na temporada “Zeo” foi uma grande experiência para mim.

NaTelinha – Você voltou à franquia em 2004, em Dino Thunder. Como foi o convite?

Jason – Na época, os produtores executivos de Power Rangers me pediram para ajudá-los, pois a audiência do programa não estava boa. Eles achavam que o retorno do Tommy alavancaria a audiência (o que realmente aconteceu) e eu fui para a Nova Zelândia gravar a série.

NaTelinha – Você começou a lutar MMA. O que você acha dos lutadores brasileiros?

Jason – Como um lutador de MMA e artista de artes marciais por mais de 30 anos, eu sei quanta energia é investida em cada uma das lutas. Eu respeito e reconheço todos os atletas que mantém os seus corpos em forma em todas as lutas. Com certeza os lutadores brasileiros estão entre os mais durões de todo o mundo!

NaTelinha – Jason, o que você fará na temporada de 20 anos de Power Rangers?

Jason – Tommy está de volta! Eu acho que os fãs vão adorar a “mega batalha”. Vai ser demais ver todos aqueles rangers diferentes lutando duro contra os vilões. Os fãs precisarão ficar ligados para não perder nenhum lance desse momento épico.

NaTelinha – Em setembro você estará no Brasil para conhecer os seus fãs. Qual é a sua expectativa?

Jason – Uau, eu estou muito empolgado! Esta será a minha primeira vez no Brasil e eu espero poder conhecer muitos dos meus fãs. Eu adoro manter contato com os meus fãs e espero todos vocês no #4FunFest em São Paulo e no Carioca Anime no Rio de Janeiro.

NaTelinha – Bom, deixe um recado para os internautas do NaTelinha e os convidem para vê-lo no próximo mês.

Jason – Estou muito ansioso para finalmente conhecer meus fãs brasileiros. Vou comemorar meu aniversário de 40 anos aí no Brasil! Então, apareçam nos shows e vamos nos divertir juntos! Vai ser demais!

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