GloboNews comemora Ibope da cobertura das Eleições; entenda

GloboNews comemora Ibope da cobertura das Eleições; entenda

Reprodução/Instagram

A GloboNews, canal de notícias das Globosat, alcançou expressivos resultados de audiência ao longo do domingo passado (05), em que dedicou praticamente toda sua programação à cobertura das Eleições.

Segundo a coluna Controle Remoto, no decorrer das 17 horas de perspectivas eleitorais e repercussão da ida do brasileiro às urnas e dos resultados, a emissora alcançou mais de 6 milhões de assinantes diferentes. Além disso, o tempo médio de permanência foi superior a uma hora.

Apenas com a “Central das Eleições”, que ocupou parte da programação, atingiu o dobro da audiência do segundo colocado.

Estes dados são baseados na preferência de telespectadores de todo o Brasil aferidos pelo Ibope.
 

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Agnaldo Timóteo anuncia saída da política após eleição fraca: estou chocado

Agnaldo Timóteo anuncia saída da política após eleição fraca: estou chocado

Divulgação

Cantor com mais de 45 anos de carreira e ex-deputado estadual e vereador por São Paulo, Agnaldo Timóteo anunciou que irá deixar a política depois das eleições de 2014.

Em entrevista ao jornal Extra, Agnaldo não esconde o seu desapontamento por ter recebido apenas pouco mais de 18 mil votos na votação para deputado federal, no Rio de Janeiro: “Estou chocado. Eu esperava que eu teria pelo menos 60 mil votos”.

Com a nova derrota, o cantor afirma que vai desistir da política, depois de quase vinte anos se dedicando inteiramente a ela: “Vou voltar a vender meu CD nas ruas. Não quero mais saber desse negócio de política. Se o povo não me escolheu, é porque não me querem mais. Então, vou sair disso. A não ser que o Marcelo Crivella receba o apoio do candidato Garotinho, vença as eleições para Governador do Rio de Janeiro e me convide para trabalhar com ele, me dando um bom cargo”.

Para Timóteo, sua campanha teve um desempenho fraco por conta da falta de patrocinadores de campanha para investir em propaganda, já que ele não tem dinheiro: “O meu resultado se justifica numa farsa, porque não se pode fazer eleição sem condições de competir. Entrei para apoiar o Garotinho, mas não recebi dinheiro para fazer meu material de campanha e divulgar nas ruas. Fiz apenas 100 cavaletes, que foram apreendidos numa ação do TRE”.

Nos últimos tempos, o cantor Agnaldo Timóteo deu algumas declarações criticando homossexuais e a cantora Daniela Mercury, por ter se assumido e “ter feito de sua opção um espetáculo”.

NaTelinha

Tom Barros comenta o que faz um esportista ter sucesso nas eleições

 

Ligação

Muitas vezes, o sucesso ou o insucesso do candidato ligados ao esporte dependerá do momento do clube a que pertence ou ao qual sua imagem esteja vinculada. Nesse caso, o resultado em campo terá profunda influência na decisão do eleitor. Não por acaso as vitórias em campo na época da eleição rendem mais votos.

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 08.10.2014

Tom Barros comenta esportistas que conseguiram se eleger

Êxito nas urnas

O esporte populariza personagens. Dá muita visibilidade. Há os que, por essa popularidade, alcançam mandatos políticos. Caso de Mário Américo que, nas Copas de 1950, 54, 58, 62, 66, 70 e 74, foi massagista da Seleção Brasileira. Ganhou tanta popularidade que, anos depois, foi eleito vereador em São Paulo. Não sei se foi o primeiro caso, mas, pelo menos, é o primeiro que de que tenho lembrança. Romário é o exemplo mais vitorioso dos atuais tempos. Na eleição passada, com extraordinária votação, foi eleito deputado federal. Já agora, senador da República. Romário tem surpreendido positivamente. Já Roberto Dinamite, segue caminho inverso: de ídolo vascaíno tantas vezes eleito a derrotado nas urnas e vaiado nos estádios. Lamentável.

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 08.10.2014

Erros de pesquisas do Ibope nas Eleições geram revolta e deboche nas TVs

Erros de pesquisas do Ibope nas Eleições geram revolta e deboche nas TVs

Divulgação

No último domingo (05), como se sabe, aconteceram as eleições que escolheram novos deputados, senadores, governadores, além do primeiro turno para presidente da República.

Porém, dentro das emissoras de televisão, o que mais repercute não são os resultados, e sim os erros nas pesquisas de intenção de voto dos institutos, principalmente do Ibope.

Segundo informações obtidas com exclusividade pelo NaTelinha, o tema está sendo tratado com revolta e deboche. O principal argumento é o seguinte: se eles erram com tamanha grosseria nas eleições, como podem estar certos na audiência da televisão?

A reclamação acontece principalmente no SBT e na Band. Profissionais da Globo, que já disseram ter ampla confiança no trabalho do instituto, também estão começando a questionar os números, por conta dos erros mais acentuados desta eleição. Há quem defenda matérias questionando os métodos da empresa nos principais jornais da emissora.

Nesta segunda (06), nas entrelinhas, uma matéria do “Jornal Nacional” criticou o resultado diferente das eleições, quando se comparado com as pesquisas. Em baixa nos números, o “CQC”, da Band, também fez piada com a diferença do resultado em vários estados, no programa exibido na noite de ontem.

O exemplos mais citados são as pesquisas do dia anterior da Bahia e do Rio Grande do Sul. No primeiro estado, o candidato Rui Costa (PT) estava nove pontos atrás de Paulo Souto (DEM) na pesquisa de sábado (04). Já no resultado final, ele venceu em primeiro turno.

E no RS, José Ivo Sartori estava na terceira colocação nas intenções de voto. No fim, acabou indo para o segundo turno em primeiro lugar, com 40% das intenções de voto, sendo o grande favorito para vencer o governo do estado.

Por fim, há um certo alívio, principalmente nos canais menores, por conta da chegada do GFK ao Brasil. Dentre as novidades, o instituo alemão deverá implantar o real-time na TV paga.

NaTelinha

Nas coberturas da TV aberta, RedeTV! vence eleições do primeiro turno

Antenado

Nas coberturas da TV aberta, RedeTV! vence eleições do primeiro turno

Divulgação/RedeTV!

Domingo de eleições é um dia bem emocionante, dependendo do lugar onde você esteja e para o partido que você mais simpatize. Acompanhar a apuração pela internet, rádio, TV, etc, é algo sensacional.

Na televisão, houve uma intensa cobertura desde às 8 da manhã, em emissoras abertas e de notícias da TV paga. Comecei meu dia vendo a Record News, e lá estava Lidiane Shayuri. Fiquei duas horas e me impressionei com o descaso. Duas horas de matérias repetidas de 20 em 20 minutos. Eu mesmo, perdi as contas de quantas vezes vi uma reportagem sobre quociente eleitoral, que foi feita em Vitória, no Espírito Santo.

Depois, fiquei entre Globo News e Band News. Boas coberturas, mas nada muito diferente do que já era esperado. Na Globo News, destaco muito a Renata Lo Prete, praticamente perfeita. Mas vamos ao que interessa aqui: televisão aberta.

A Band, dentro de sua tradição toda, foi excelente mais uma vez, com os debates e com Ricardo Boechat. Porém, senti falta de uma maior rotatividade em links de externas em todo o País. Ficou muito restrito à São Paulo. Se fosse uma eleição municipal, até se justificava, mas não é o caso.

O SBT não cortou nenhum programa para exibir cobertura política. Teve boletins durante a programação, nos intervalos, mas nada do que já acontece no dia a dia com notícias normais. Já o programa especial, exibido à meia-noite, foi bom, mas curto demais, e num horário deveras ingrato. O SBT tem avançado no jornalismo, mas precisa avançar mais.

Já a Record ficou aquém do que eu esperava. Não houve muitos boletins durante a programação, e a apuração foi até discreta dentro do “Domingo Espetacular”. O destaque, porém, foi para os dois horários locais, um de manhã e outro à noite. Grande ideia da direção de jornalismo.

A Globo, de uma certa forma, fez o de sempre, e bem feito: Boca de Urna (aliás, que eleição terrível pro Ibope…), análise mais curta e repercussão no “Fantástico”. Nada muito diferente ou ousado, que marcasse. Como sempre falo: as eleições poderiam ser um grande trunfo do canal, mas não são. Direção de jornalismo deveria rever um pouco a cobertura.

Deixei por último a RedeTV!, por um motivo: para mim, dentre as abertas, foi a melhor. Você pode questionar que a administração do canal tem lá seus erros, e são muitos, que o entretenimento é fraco e que atrasou salários, mas nunca pode-se questionar a qualidade de seu jornalismo, mesmo com a estrutura reduzida que ela tem. E neste domingo (05), a RedeTV! venceu em qualidade, com muito destaque.

Foram oito horas ao vivo, com opinião, links por todo o Brasil (até em lugares que ela não tem alcance, como Acre e Sergipe), análise dos números e entrevistas, como a excelente feita por Erick Klein e Érica Reis com o senador não reeleito Eduardo Suplicy. Vale destacar: desde que chegou, o novo superintendente de jornalismo e esportes, Franz Vacek, tem feito a diferença por lá. Ele tem ideias, arrojamento e ousadia, mostrando um ótimo trabalho.

De fato, se teve uma emissora que pode ser considerada a vencedora neste primeiro turno das eleições, quem diria, esta emissora é a RedeTV!.
Fale com o colunista: gabriel@natelinha.com.br

 

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Horário eleitoral para Governo recomeça nesta quinta

Os programas eleitorais no rádio e na televisão voltarão a ser veiculados, no Ceará, a partir da próxima quinta-feira (9). A data foi definida na manhã de hoje em audiência pública promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) com representantes das coligações e das emissoras de rádio e televisão.

A veiculação da propaganda dos candidatos ao Governo para o segundo turno no Estado independe do início da propaganda da disputa presidencial, que vai ser definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda hoje, começará na quinta.

Os programas de Camilo Santana (PT) e de Eunício Oliveira (PMDB) serão exibidos todos os dias, inclusive aos domingos, iniciando às 7h20 e às 12h20, no rádio, e às 13h20 e às 20h50, na televisão. A propaganda dos candidatos à Presidência começarão vinte minutos antes  dos locais.

 

Blog Política – Diário do Nordeste – 07.10.2014

Emissoras passam pelo primeiro turno sem grandes equívocos

Campanhas eleitorais geram deslizes graves de emissoras, assim como também verdadeiras lendas urbanas. Em 2014, surpreendentemente, as TVs ficaram fora do foco de teorias conspiratórias sobre supostas parcialidades de seus grupos. Ao menos no primeiro turno.

Situação bem diferente de 1989, quando a edição do debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello exibida no “Jornal Nacional” do dia seguinte ao confronto gerou uma das maiores manchas do jornalismo global.

Desde então, a emissora tem por regra não reprisar momentos dos debates em seus telejornais, o que vem se repetindo nesto ano.

Recentemente, a Globo se viu no centro de polêmicas: em 2006, quando foi acusada de subdimensionar a cobertura do acidente aéreo do voo 1907 da Gol para mostrar denúncias de corrupção, e em 2010 de superdimensionar a atirada de uma bolinha de papel contra o então candidato José Serra.

Em 2014, a emissora passou sem grandes sobressaltos pelo período da primeira fase de disputa. As entrevistas de “Jornal Nacional”, “Jornal da Globo” e “Bom Dia Brasil” mantiveram o padrão de intensidade com todos os ouvidos, assim como não houve distorções de tempo entre os três primeiros colocados nos telejornais de rede. O mesmo pode ser aplicado para Record, que realizou entrevistas no “JR”.

Nas coberturas locais, a situação não foi radicalmente diferente, mas houve pontos de tensão. O evento que chamou mais atenção foi o processo feito pelo candidato Alexandre Padilha para que a Globo São Paulo o destacasse com a mesma periodicidade feita aos também postulantes ao Palácio dos Bandeirantes Geraldo Alckmin e Paulo Skaf mesmo quando ele tinha percentual de nanico nas pesquisas.

No Maranhão, a entrevista realizada com Flávio Dino, candidato do PCdoB, na TV Mirante, afiliada da Globo que pertence ao clã Sarney, chamou atenção por perguntas de tom despropositado sobre se ele pretende implantar o comunismo no estado.

Outras afiliadas que têm ligações com grupos políticos, como em Alagoas, Bahia e Rio Grande do Norte não tiveram problemas similares.

Enquanto isso, o entrevistado que roubou a atenção nas sabatinas do “RJTV”. Anthony Garotinho acusou a Globo de sonegar impostos, sendo prontamente respondido pela apresentadora Mariana Gross.

O deputado do PR ainda citou o apoio do canal aos militares no período da ditadura ao ser questionado sobre mudanças de postura entre seus tempos de governador e candidato.

Outra que ativou sua munição contra a Globo foi Luciana Genro, que reclamou do tempo escasso de TV, mas gastou alguns de seus programas no começo da disputa para criticar a empresa.

Dentre esses quatro casos citados, os mais competitivos são Dino, que lidera as pesquisas no Maranhão, tendo perspectiva de vencer no primeiro turno, e Garotinho, que duela com Marcelo Crivella por uma vaga no segundo turno no Rio de Janeiro.

Curiosamente, pode acabar sendo mais confortável para Globo receber o sobrinho de Edir Macedo, proprietário da Record. Contradições de tempos eleitorais…

 

No NaTelinha, o colunista Lucas Félix mostra um panorama desse surpreendente território que é a TV brasileira.

Ele também edita o http://territoriodeideias.blogspot.com.br e está no Twitter (@lucasfelix)

 

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Apesar de formatos equivocados, debates evoluíram ao longo da campanha

Confira análise geral da coluna Território da TV sobre os encontros entre presidenciáveis

Apesar de formatos equivocados, debates evoluíram ao longo da campanha

William Bonner mediou o último debate do primeiro turno

Ainda não há nenhum voto computado nas urnas eletrônicas, mas a disputa eleitoral de 2014 já pode ser considerada uma das mais surpreendentes da história.

Midiaticamente, o país saiu do clima de Copa para o eleitoral exatos 30 dias depois do tetracampeonato da Alemanha. E por causa de uma tragédia.

O acidente aéreo que vitimou fatalmente Eduardo Campos, então terceiro colocado, ocorreu dias antes dos primeiros debates estaduais na Band. Por causa do desastre, os embates entre os postulantes aos governos foram adiados, assim como o também inicial entre os presidenciáveis.

Mas a Band, mesmo que com atraso, manteve a tradição de dar a largada nos confrontos. Já com Marina Silva como postulante pelo PSB, ali foi dada a virada em que a desconstrução de adversários se sobressaiu diante das propostas.

Só que quem brilhou diante dos ataques foi Eduardo Jorge, que surpreendeu pelo tom sincero e desapegado, como quando abriu mão de tempo de resposta.

Na sequência, o debate do SBT ousou pelo horário (17h45), mas não mostrou grandes variações no quadro de disputa. De positivo, a plena recuperação do mediador Carlos Nascimento sendo evidenciada.

Nesses dois primeiros encontros, chamou atenção a prática de alguns dos jornalistas que fizeram perguntas ao vivo utilizando tons bem diferentes dependendo do candidato questionado. Uma firmeza seletiva que não ocorreu nas sabatinas, por exemplo.

Na TV Aparecida, que teve seu debate retransmitido também pela Canção Nova e redes Vida e Século 21, as perguntas vieram principalmente de bispos. A emissora foi a única a convidar José Maria Eymael, além dos sete de partidos que tem representação na Câmara dos Deputados.

O confronto entre os candidatos virou uma entrevista dos membros da CNBB com eles. Apesar da fórmula questionável, o horário nobre fica de exemplo, já que o embate iniciado por volta de 21h30 terminou antes da 0h, enquanto Band, Record e Globo entraram pelo dia seguinte ao de começo dos seus debates.

A Record foi a primeira a ter audiência significativa (apesar da Band ter ficado acima de sua média habitual) e a única a contar com uma dupla de mediadores: Celso Freitas e Adriana Araújo.

E o que foi falado na emissora paulista ecoou na Globo: Eduardo Jorge e Luciana Genro usaram o debate global, nesta quinta (02), para questionar Levy Fidelix por declarações homofóbicas realizadas 4 dias antes na emissora rival.

O debate da Globo teve mais audiência que a soma dos quatro confrontos anteriores e foi marcado por polêmicas.

Luciana Genro foi a primeira a falar de acordo com a ordem definida por sorteio e abriu seu discurso criticando a cobertura do canal por priorizar os três primeiros colocados nas pesquisas e lembrou que sua presença se devia ao peso da lei eleitoral.

Por causa dessa obrigação de convite para alguns nanicos, afiliadas de diversas emissoras no Paraná dispensaram a realização de debates.

Mas quem quis mais tempo foram justamente candidatos do chamado “G3”: Aécio Neves e Dilma Rousseff pediram direitos de resposta, negados pelo mediador William Bonner, que pouco precisou intervir por estouros de tempo, mas se viu obrigado a interromper o pastor Everaldo quando o candidato do PSC não respeitou o tema sorteado para formular um questionamento, e também como quando Marina Silva se irritou com Dilma Rousseff e começou a falar com o embate já encerrado.

O formato que colocou os candidatos frente a frente aumentou a intensidade dos duelos, mas poderia ter ficado mais atraente ao público com a tela dividida entre quem pergunta e responde, como fez a Record.

Aliás, os debates repercutiram bem em geral nas redes, concentrando comentários enquanto eram exibidos, mas o público pouco pode interagir pela web. A louvável exceção ficou com a Band Rio.

Agora, resta a expectativa sobre quem estará nos debates de um quase certo segundo turno, em que os formatos pesam menos, mas a atenção despertada será ainda maior.

 

No NaTelinha, o colunista Lucas Félix mostra um panorama desse surpreendente território que é a TV brasileira.

Ele também edita o http://territoriodeideias.blogspot.com.br e está no Twitter (@lucasfelix)

 

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