Coritiba 0 x 1 Flamengo

Com um a menos, Flamengo vence fora, deixa o Z-4 e afunda o Coritiba

Jonas é expulso no primeiro tempo, mas Rubro-Negro garante vitória no Couto Pereira com gol de Eduardo da Silva, na estreia de Ney Franco no comando do Coxa

Se não vai na técnica, vai na raça. O Flamengo não teve uma grande exibição na tarde deste sábado, mas bateu o Coritiba por 1 a 0 no Couto Pereira e engatou a segunda vitória seguida no Brasileirão. Apesar de atuar com um homem a menos durante todo o segundo tempo – Jonas foi expulso na primeira etapa -, o time carioca suportou a pressão do Coxa e deixa o Paraná com três pontos na bagagem. Eduardo da Silva, de cabeça, fez o gol do triunfo rubro-negro sobre a equipe paranaense, que teve a estreia do técnico Ney Franco.

A vitória trouxe oxigênio para o Flamengo. Com a segunda vitória seguida, o time soma sete pontos e deixa a zona de rebaixamento. No momento, a equipe carioca está na 14ª colocação. O Coritiba, por sua vez, segue no Z-4, com apenas três pontos. O Coxa perdeu seis dos sete jogos que disputou no Brasileirão. Os dois times voltam a jogar no próximo fim de semana. No sábado, o Flamengo recebe o Atlético-MG, no Maracanã. Já o Coritiba tem o clássico contra o Atlético-PR, domingo, na Arena da Baixada.

Apesar do péssimo momento do Coritiba no Campeonato Brasileiro, 12.043 torcedores pagaram ingressos para acompanhar a partida no Couto Pereira. A renda foi de R$ 267.380.

Eduardo da Silva gol Flamengo Coritiba (Foto: Geraldo Bubniak / Agência Estado)
Eduardo da Silva dá um beijo em Everton para comemorar o gol da vitória
(Foto: Geraldo Bubniak / Agência Estado)

Croata garante vitória

O primeiro tempo foi duro… de assistir. Os times não foram bem, o gramado não colaborou e, apenas na etapa inicial, foram quase 40 passes errados. O Flamengo teve mais posse de bola, mas pouco ameaçou. O Coritiba também não. No entanto, em umas das raras oportunidades em que chegou à área adversária, o clube carioca marcou. Aos 38, Luiz Antônio cruzou na medida, e Eduardo da Silva cabeceou com categoria: 1 a 0. A primeira etapa, porém, ainda reservava emoções. Nos acréscimos, Jonas foi expulso por entrada em Wellington Paulista.

Cristóvão não mexeu na volta do intervalo, mas precisou de apenas 13 minutos para usar as três substituições e trocar todo o ataque de uma vez: Gabriel, Everton e Eduardo da Silva deram lugar a Paulinho, Marcelo Cirino e Arthur Maia. Com isso, ainda não foi neste sábado que os reforços Alan Patrick e Ayrton estrearam. Do outro lado, o estreante apostou em Marcos Aurélio e no ex-rubro-negro Negueba, no segundo tempo. As mudanças, no entanto, não surtiram efeito, e o Flamengo, apesar do sufoco nos minutos finais, segurou a vitória até o fim.

 

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Renato Maurício Prado comenta brevemente Coritiba 0 x 1 Flamengo

Alívio

Enquanto Guerrero não vem, o Fla, ao menos, se livrou da zona de rebaixamento, com uma vitória sofrida, com um jogador a menos, sobre o Coritiba.

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 14 /06 /2015

Renato Maurício Prado comenta que Cristóvão Borges já está sendo ameaçado de perder o emprego no Flamengo

Decisão maluca

É verdade que Marcelo Cirino não tem sido nem sombra do atacante insinuante e goleador que pintou assim que chegou ao Flamengo. Mas colocá-lo no banco de um ataque formado por Gabriel, Eduardo da Silva e Éverton me parece um exagero e até uma certa falta de inteligência. Já que a diretoria resolveu liberar Alecsandro bem antes da chegada de Paolo Guerrero (outra medida incompreensível), que Cirino assuma, então, o comando do ataque, onde, bem ou mal, vinha sendo o destaque do time rubro-negro, sob o comando de Vanderlei. É o mínimo que se espera.

E que Cristóvão abra bem os olhos. Pois com Oswaldo de Oliveira na área, qualquer tropeço pode se transformado em pênalti. Contra ele. Porque Oswaldo sempre foi um dos sonhos de consumo dos atuais dirigentes.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 12/06/2015

 

Renato Maurício Prado comenta a vitória do Fluminense sobre o Flamengo no último domingo

Banho tricolor

Independentemente dos (vários) erros de arbitragem, o Fluminense foi muito melhor do que o Flamengo, no Fla-Flu. Por um simples motivo: ainda tem alguns jogadores talentosos, coisa que não existe mais no adversário.

O jovem Gérson, mesmo saindo machucado, no início do segundo tempo, foi o melhor em campo. Um maestro. Se o Fluminense vendê-lo, de fato, como dizem que já o fez, para o Barcelona, estará cometendo um crime de lesa futebol contra o clube das Laranjeiras. O garoto é uma joia rara. Ainda mais atuando no meio-campo, como autêntico meia — essa raridade no mundo de hoje.

Do lado rubro-negro, quando se viu com um jogador a mais (fruto de uma absurda expulsão, claramente, para compensar o erro grotesco no pênalti), o time expôs todas as suas limitações. Não sabia o que fazer com a bola a não ser alçar zilhões de centros erráticos saltos sobre a área. E o estreante técnico Cristóvão ainda disse que gostou da morfética atuação de sua equipe…

Renato Maurício Prado – O GLOBO -0 02/06/2015

Renato Maurício Prado comenta Bangu 0 x 3 Botafogo e Flamengo 5 x 1 Cabofriense

Botafogo e Flamengo fizeram a alegria de suas torcidas nesta quarta-feira. O Glorioso, à tarde, sapecou três (a zero)  no Bangu, e o Mais Querido, à noite, fez cinco (a um) na Cabofriense.

Deram show de bola? Acho um exagero soltar foguetes porque, como se sabe, o Estadual do rio, faz tempo, não serve de parâmetro pra nada.

De qualquer forma, Botafogo e Flamengo mostraram boa evolução no entrosamento de seus times, que estão sendo profundamente reformulados. Se vão ser fortes o suficiente para enfrentar a dura campanha do Brasileiro é outra história. Particularmente, ainda acho que ambos precisam de reforços. Inclusive o alvinegro, para a série B. Mas, bem ou mal a base das duas equipes vai sendo montada.

No Flamengo, os destaques da vitória foram Canteros e Arthur Maia (que vão garantindo ao rubro-negro um mínimo de inteligência no meio-campo e bons passes na passagem da defesa para o ataque). Marcelo Cirino também foi bem, voltando a marcar, algo que Eduardo da Silva igualmente fez, ao entrar já na metade do segundo tempo, confirmando a sua incrível vocação de artilheiro. Os outros gols foram de Samir (de cabeça), Everton e Alecsandro.

No Botafogo, quem se destacou foi a dupla Bill e Jobson. Foram deles os gols (dois de Bill, um de Jobson). Mas, como de hábito, apesar do triunfo fácil, o técnico Renê Simões viu defeitos no seu time e só elogiou a seguda etapa. Cá entre nós, está correto. Se quiser disputar bem a segundona e voltar para a primeira com o título da série B, há que ser exigente mesmo. Até porque qualidade não é produto de sobra no seu elenco.

Do jeito que a coisa vai, tudo indica uma semfiinal com os quatro grandes. Aí, sim valerá a pena. Até lá, estamos vendo apenas jogos-treinos da pré-temporada.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 12/02/2015

Botafogo 2 x 1 Flamengo

2 x 1

31ª RODADA
BOTAFOGO VOLTA A BRILHAR NA ARENA DA AMAZÔNIA E BATE O FLAMENGO
Rogério e Wallyson garantem novo triunfo do Alvinegro em Manaus. Mal e dominado no primeiro tempo, time rubro-negro reage tarde no clássico
Manaus faz bem ao Botafogo. No difícil mês de outubro, marcado por demissões de medalhões e pela chegada à lanterna na briga contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o Alvinegro venceu somente na Arena da Amazônia – já havia batido o Corinthians há duas semanas. Na noite deste sábado, passou pelo Flamengo com um merecido triunfo por 2 a 1. Dominou o arquirrival nos 45 minutos iniciais e foi cirúrgico no segundo tempo. Rogério e Wallyson marcaram os gols alvinegros, e Eduardo da Silva descontou para os rubro-negros.

Com a vitória, o Glorioso ganha novo fôlego no Z-4: é o 17º colocado, com 33 pontos, um a menos que o Vitória, primeiro time fora do grupo que leva à Segunda Divisão. Com 40 pontos, o Flamengo manteve-se em 11º lugar. As duas equipes voltam a campo pelo Brasileirão no domingo, 2 de novembro. O Botafogo enfrenta o líder Cruzeiro no Mineirão, às 17h (de Brasília), e o Rubro-Negro recebe a Chapecoense no Maracanã, às 19h30.

Antes, no entanto, o Fla tem seu primeiro compromisso pelas semifinais da Copa do Brasil, contra o Atlético-MG – razão por que Vanderlei Luxemburgo poupou vários jogadores no clássico carioca. O jogo contra o Galo está marcado para quarta-feira, às 22h, no Maracanã.

Rogério e Carlos Alberto, gol Botafogo (Foto: Danilo Mello / Ag. Estado)
Carlos Alberto e Bolatti comemoram com Rogério, autor do primeiro gol (Foto: Danilo Mello / Ag. Estado)

Botafogo faz por onde e sai na frente

O primeiro tempo não apresentou uma partida de alto nível técnico aos torcedores que compareceram à Arena da Amazônia – 42.391 pessoas, com 39.561 pagantes, números abaixo dos 43.675 ingressos esgotados em 10 horas no primeiro dia venda, o que garantiria recorde de público no estádio construído para a Copa do Mundo. Ruim, todavia, também não foi. As equipes se movimentaram bastante, mas o Botafogo era mais ofensivo e, sobretudo, incisivo. Antes de marcar, aos 33 minutos, já havia chegado com perigo em finalizações de Carlos Alberto e Wallyson.

O gol, conquistado merecidamente, saiu em bela jogada coletiva. Bolatti partiu da intermediária de ataque e deu a Wallyson, que esperou o momento certo de devolver. O argentino se projetou, recebeu e rolou para Rogério, com um tapa de primeira, abrir o placar. Justo prêmio a um time que agrediu muito mais. O número de finalizações (6 a 3) e escanteios (6 a 0), ambos favoráveis ao Glorioso, refletiram a superioridade alvinegra. Desentrosado e atrapalhado pela falta de ritmo do lateral-direito Léo, o Flamengo não fez nada de relevante. Mugni até balançou a rede com um bonito toque de chaleira, mas estava impedido.

Wallyson define vitória com golaço

A volta do intervalo foi muito morna. Luxa até tentou aquecer seu time com as entradas de Eduardo da Silva e Elton nos lugares de Luiz Antonio e Nixon, respectivamente. Não deu. Aos 10, nova tentativa: sacou Mugni para a entrada de Igor Sartori. Nada feito. O jogo era fraquíssimo. O Flamengo nada fazia, e o Botafogo só se defendia. Até um lindo lance dar graça à etapa. Aos 22, Marcelo errou na saída de bola, Bolatti a recuperou e adiantou para Wallyson, que, em chute de rara felicidade, colocou no ângulo. Um golaço.

A fatura parecia liquidada. O Rubro-Negro seguia inerte, e o Alvinegro tentava administrar o placar. Veio o lampejo do Fla e dos pés do atleta que merecia. Melhor do Fla em campo, Anderson Pico pegou bola na lateral esquerda, cortou dois adversários e tocou para Gabriel, que só ajeitou. Pico disparou bomba na trave direita de Jefferson, e no rebote Eduardo da Silva empurrou para o gol vazio: 2 a 1, aos 29.

Aos 48, Jefferson, pouquíssimo exigido durante o jogo, fez jus à condição de titular da seleção brasileira. O Rubro-Negro aproveitou desatenção da defesa rival e cobrou escanteio rapidamente com Pico. Elton finalizou à queima-roupa, e o camisa 1 alvinegro operou um milagre para garantir o resultado. E que resultado para o Botafogo.

 

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Atlético Paranaense 2 x 1 Flamengo

2 x 1

29ª RODADA
ATLÉTICO-PR SAI ATRÁS, MAS VIRA, VENCE O FLAMENGO E RESPIRA NA TABELA: 2 A 1
Cariocas conseguem gol com Eduardo da Silva logo no início da partida, mas pênalti no fim do primeiro tempo decreta a virada com dois de Cléo

O Flamengo teve tudo para chegar aos 40 pontos na tabela do Brasileiro, mas quem respirou foi o Atlético-PR. Jogando em casa, na Arena da Baixada, o time paranaense ficou atrás no placar logo no início da partida, com gol de Eduardo da Silva. Mas pouco depois Cléo empatou e, no fim da primeira etapa, de pênalti, fez o gol da virada: 2 a 1. Com o resultado, a equipe de Curitiba se igualou aos cariocas com 37 pontos e na próxima rodada tenta se distanciar ainda mais da zona de rebaixamento contra o Criciúma, em Santa Catarina. O Flamengo, por sua vez, pega o Internacional no Maracanã, com o mesmo objetivo.

O jogo começou morno, com o Atlético-PR, tentando tomar a iniciativa das ações, mas quem saiu na frente foi o Flamengo, logo aos sete minutos, em lance bastante complicado para a arbitragem. Canteros se livrou bem da marcação pela direita e invadiu a área. Rolou para Éverton, que finalizou. A bola bateu no braço de Eduardo da Silva, que estava colado ao corpo, e foi para o gol. O árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima foi conversar com o assistente, por conta da possibilidade de impedimento e da infração de mão na bola, e decidiu validar o gol instantes depois. Foi o oitavo gol de Eduardo da Silva, segundo na lista de artilheiros do Flamengo em 2014.

Comemoração do Atlético-PR contra o Flamengo (Foto: Joka Madruga / Agência estado)
Comemoração do Atlético-PR em gol contra o Flamengo (Foto: Joka Madruga / Agência estado)

 

A partir daí, o ritmo ficou intenso – e se manteria assim até o fim. Menos de 10 minutos depois, em outro lance complicado para os assistentes, Cléo marcou seu quinto gol no Brasileiro. Dellatorre apareceu na área, driblou Anderson Pico, deslocou Paulo Victor, mas Chicão salvou em cima da linha. Na sobra, Cléo mandou para a rede, em posição legal. O Flamengo não se intimidou e respondeu com grande jogada de Éverton. O meia partiu em velocidade para o ataque, limpou a marcação, mas acabou facilitando a defesa ao bater sem força. Dellatorre, pouco depois, ainda arriscou de novo do outro lado do campo, mas sem tanto perigo.

Um dado que merece destaque: até os 25 minutos do primeiro tempo, nenhuma falta do Flamengo, e duas do Atlético-PR. Fair play em alta com as duas equipes até então. O time da casa passou a ter a posse de bola no campo de ataque e começou a ameaçar os cariocas com mais consistência. Dellatorre perdeu boa chance, de cabeça, e Sueliton, aos 37, fez a bola cruzar a pequena área, mas ninguém apareceu para completar. A pressão compensou já nos acréscimos, em duelo de Marcelos. O atacante do Furacão invadiu a área em velocidade e foi derrubado pelo zagueiro rubro-negro. Pênalti que decretou a virada antes do intervalo: outro gol de Cléo.

Segundo tempo intenso, mas sem gols

Everton, Atlético-PR X Flamengo (Foto: Joka Madruga / Agência estado)
Everton armou jogadas em velocidade pelo Fla
(Foto: Joka Madruga / Agência estado)

Atrás no placar, o Flamengo voltou do vestiário disposto a retomar o controle da partida. Chegou a conseguir em parte nos primeiros dez minutos, mas não demorou para o Atlético-PR perceber que voltando a atacar dificultaria a vida do rival. Aos 12, quase Marcelo ampliou a vantagem. Foi a deixa para Vanderlei Luxemburgo, que resolveu então promover três mudanças de uma só vez: Eduardo da Silva saiu para a entrada de Nixon, Anderson Pico deu lugar a João Paulo, e Muralha substituiu Cáceres. Não surtiu muito efeito. O Atlético-PR continuou a ir para cima com Dellatorre e a cobrança de falta venenosa de Nathanael. Ele ainda teve outra grande chance, cara a cara com Paulo Victor, que conseguiu abafar aos 21 minutos.

A pressão acordou o Flamengo, que devolveu em contra-ataque com Nixon. Ele avançou pela direita e cruzou à meia altura, mas ninguém conseguiu completar. O jogo passou a ficar lá em cá, em ritmo forte, muita correria de ambos os lados. O técnico Claudinei Oliveira só fez sua primeira substituição aos 25 da etapa final, renovando o fôlego no ataque: saiu Dellatorre para a entrada de Douglas Coutinho, artilheiro do time no Brasileiro com sete gols e atleta da seleção brasileira que vem sendo preparada para a Olimpíada de 2016.

Mesmo depois dos 30 minutos, o ritmo não pareceu diminuir. Atlético-PR e Flamengo buscavam o ataque, lá e cá, com a colaboração da chuva, que proporcionava alguns escorregões e tentativas perigosas para aproveitar a bola molhada, como a batida de Marcelo aos 32. Apesar da desvantagem no placar, os cariocas não conseguiam manter a bola no campo de ataque e tentavam retomar a posse enquanto o Atlético-PR tocavam na intermediária. A grande chance do Flamengo foi em cruzamento de Éverton. O corte desastrado de Nathanael, que mandou a bola no lado de fora da rede, assustou a torcida. A partir daí, além de grande oportunidade de gol para Douglas Coutinho, que parou em Paulo Victor, o anfitrião não teve trabalho para administrar o resultado.

 

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Figueirense 1 x 2 Flamengo

1 x 2

27ª RODADA
COM GOL NO ÚLTIMO MINUTO, FLA VENCE O FIGUEIRENSE E SE AFASTA DA CONFUSÃO
Em jogo de chances desperdiçadas, Nixon salva o clube carioca e garante triunfo por 2 a 1, no Estádio Orlando Scarpelli, pelo Campeonato Brasileiro
O rebaixamento é um fantasma que atormenta quem se aproxima da confusão e não costuma ser piedoso com quem perde a oportunidade de exorcizá-lo. Pautados na fuga da queda, Figueirense e Flamengo fizeram um jogo intenso nesta quarta-feira, no Orlando Scarpelli, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Um jogo de correria, chances desperdiçados e dramas. No fim, literalmente – o gol saiu no último minuto –, Nixon garantiu a vitória rubro-negra por 2 a 1, aliviando a vida do clube carioca e deixando o adversário mais próximo do Z-4.
Na próximo domingo, o Figueirense, com 32 pontos, vai a Curitiba enfrentar o Atlético-PR na Arena da Baixada, às 18h30. No mesmo dia, mas às 16h, o Flamengo, com 34, recebe o líder Cruzeiro, no Maracanã. O primeiro time da zona de rebaixamento é a Chapecoense, com 28, que ainda joga nesta quinta-feira contra o Internacional, em Chapecó.
Flamengo comemora gol contra o Figueirense (Foto: Thiago Pedro / Agência estado)
Flamengo comemora gol contra o Figueirense (Foto: Thiago Pedro / Agência estado)
Jogadores comemoram com Eduardo da Silva, que abriu o placar (Foto: Thiago Pedro / Agência estado)
Blitz visitante surte efeito
O Flamengo começou com uma blitz ofensiva. Com os jogadores do meio-campo adiantados, pressionou o Figueirense. Logo aos três minutos, França cortou um cruzamento de Léo Moura com a mão, mas o árbitro Fábio Rodrigues Guerra, de São Paulo, não entendeu como pênalti. No minuto seguinte, o Rubro-Negro abriu o placar depois de um cruzamento de João Paulo na cabeça de Eduardo da Silva, aproveitando o erro de marcação do zagueiro Thiago Heleno.
O Figueirense também teve suas chances. Marcão, duas vezes, levou perigo em cabeçadas praticamente dentro da pequena área. O Flamengo demorou a conseguir conter as bolas cruzadas em cobranças de faltas e escanteios. Preocupado com o que via em campo, o técnico Argel ainda fez uma substituição nos minutos finais do primeiro tempo, colocando Mazola no lugar de França, que já havia levado cartão amarelo.
Alívio na bacia das almas
O segundo tempo começou com o Flamengo tendo as melhores chances. Marcelo fez grande jogada, entrou livre, mas parou em Tiago Volpi. Aos 10 minutos, Eduardo da Silva recebeu lançamento de Canteros, mas tentou fazer o gol de calcanhar, e o goleiro do Figueirense defendeu. O castigo à displicência aconteceu no minuto seguinte. Marcão deu bom passe para Mazola empatar o jogo.
O Figueirense poderia ter virado o jogo aos 17, quando Marcão recebeu lançamento em profundidade e tentou encobrir Paulo Victor, que salvou o Flamengo com ótima defesa. Canteros também teve duas grandes oportunidades de marcar, acertando a trave numa delas. A dificuldade era dos dois times em encontrar o caminho do gol. Mas num lance confuso, aos 47, Nixon aproveitou a sobra e, de cabeça, fez o gol da vitória rubro-negra.
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