Socorro despacha na segunda (28) pedido de afastamento de José Melo e posse de Eduardo Braga

Desembargadora esteve hoje (23) no TCE-AM e quando questionada sobre o processo respondeu: ‘Eu estou trabalhando nele e na segunda-feira despacho’

A Crítica

Editorial: Perto do colapso

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O novo ministro das Minas e Energia, em brincadeira de gosto muito duvidoso, disse que a intervenção divina garantiria tranquilidade ao sistema elétrico. “Deus é brasileiro. Temos que contar que ele vai trazer um pouco de umidade e chuva para que possamos ter mais tranquilidade”,  afirmou Eduardo Braga, um dia depois do apagão que deixou 11 estados e o Distrito Federal sem luz por mais de uma hora.

A brincadeira revela que o governo federal insiste em atribuir a fatores climáticos a grave situação do sistema de energia: o apagão ocorreu após um pico de consumo quando o país começou a usar mais energia do que estava produzindo e o Operador Nacional do Sistema determinou a redução do fornecimento. É evidente que o fornecimento está perto do colapso. Mas a falta de chuva, que reduz a capacidade dos reservatórios, e o calor, que aumenta o consumo, são apenas uma parte da crise energética.

As obras das usinas hidroelétricas de Jirau e Belo Monte, ambas na Amazônia e estratégicas para o aumento da produção, estão muito atrasadas. Há usinas de geração de energia no Amazonas e no Mato Grosso que funcionam, mas ainda estão sem linhas de transmissão. Os parques eólicos são mal aproveitados e, muitos deles, inclusive na Bahia, também sofrem com a falta de linhas de transmissão.

A crise no setor elétrico ainda foi agravada pelas intervenções indevidas no sistema de preços feitas pelo governo: com isso, há geradoras de energia com graves desequilíbrios financeiros e distribuidoras atoladas em dívidas. Nenhum desses componentes da crise foi gerado pela falta de chuva: todos são responsabilidade da política do governo para o setor.

Com os níveis dos reservatórios lá embaixo, as temperaturas deste Verão lá em cima e todos esses problemas no sistema, é evidente que o país corre o risco de novos apagões. Há três anos, pelo menos, especialistas vêm alertando o governo da necessidade de promover a redução do consumo e fazer campanhas para racionalizar o uso.

Dois anos atrás, os reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste estavam com 60% de sua capacidade; em janeiro de 2014, os níveis dos reservatórios tinham caído para 40%. E o governo repetia que o sistema era seguro. E, a cada apagão, apontava como culpado um problema pontual em algum ponto do país. Após o blecaute de segunda-feira, não foi diferente e as autoridades divergiram nas explicações. O ministro falou em falhas técnicas e problema na linha de transmissão. O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema, Hermes Chipp, disse que os sistemas de proteção de  usinas geradoras de energia tiveram que ser acionados e, por isso, o abastecimento foi interrompido.

A crise no sistema é grave e o país está ameaçado de passar por outros apagões. Por isso, o governo precisa agir para evitar problemas ainda maiores. Deus deu ao Brasil água abundante, ventos e sol – fontes de energia. São os homens – do governo – os responsáveis pela crise na energia.

Fonte : Correio 24 horas

James Akel comenta mais uma bobagem dita pelo ministro Eduardo Braga sobre a falta de energia elétrica no país

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Depois de pedir pra população rezar pra ter água o ministro das minas e energia disse que uma determinada usina de força que causou a falta de energia da semana.

Mas o que não contaram ao ministro desavisado era que a tal usina estava desligada desde dezembro.

A descoberta foi feita pela Folha e deixou o ministro com cara de marido traído.

Ainda resta tirar o sofá onde a traição se realizou.

Mas acredito que nem sofá exista mais.

Viva a baderna de dilmista.

 

Escrito por jamesakel@uol.com.br às 17h15 no dia 25/01/2015