Vitória 1 x 1 Coritiba

1 x 1

35ª RODADA
VITÓRIA E CORITIBA EMPATAM E CONTINUAM PERTO DA ZONA DA DEGOLA
Com gols de Dinei e Luccas Claro, baianos e paranaenses permanecem com sinal de alerta ligado e podem ser ultrapassados pela Chapecoense

Vitória e Coritiba entraram em campo sabendo que quem conquistasse os três pontos daria  passo importante para permanecer na divisão de elite do futebol nacional. No entanto, ao fim dos 90 minutos, o empate por 1 a 1 frustrou os dois times, que permanecem empatados em número de pontos e mantêm ligado o sinal de alerta. Dinei, para os baianos, e Luccas Claro, para os paranaenses, anotaram os gols da partida realizada na noite desta quarta-feira, no Barradão, válida pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o empate, o Vitória, 15º, e o Coritiba, 16º, seguem colados na tabela, com 38 pontos cada um. As atenções dos dois agora se voltam para a Chapecoense, que tem 36 pontos e pode ultrapassá-los caso vença o Fluminense, em partida nesta quinta-feira. Se isso acontecer, o Coxa termina a rodada na zona de rebaixamento.

Vitória e Coritiba voltam a campo no fim de semana. Enquanto o Rubro-Negro baiano vai até Santa Catarina enfrentar o Figueirense, no domingo, às 17h (horário de Brasília), os paranaenses recebem o Palmeiras no mesmo dia, só que às 19h30, no estádio Couto Pereira.

Vitória x Coritiba (Foto: Eduardo Martins / Agência a tarde / Agência Estado)
Vitória e Coritiba fazem jogo nervoso no Barradão (Foto: Eduardo Martins / Agência a tarde / Agência Estado)

Dinei e Luccas Claro marcam

Os erros de passes de lado a lado e as poucas chances de gols nos primeiros minutos de jogo no Barradão evidenciavam um jogo nervoso. Não era para menos. Com as duas equipes na luta contra o rebaixamento, qualquer erro poderia ser fatal. Quando a bola finalmente passou a ser tratada com um pouco mais de carinho, foi o Vitória que comandou as ações e teve as melhores oportunidades, sempre com Marcinho tentando acionar Dinei na área. E foi justamente do pé direito do camisa 9 rubro-negro que saiu o primeiro gol da partida, aos 19 minutos, após boa jogada de Vinícius. Atrás no placar, o Coritiba se lançou ao ataque e por pouco não empatou quatro minutos depois com Zé Love, que obrigou Wilson a fazer grande defesa. O empate, no entanto, saiu da cabeça de Luccas Claro, aproveitando-se de um cochilo da defesa adversária, aos 36.

Dilema dos desesperados

Lançar-se ao ataque em busca do gol da vitória ou se resguardar na defesa para não correr o risco de sair de campo derrotado? Parece ter sido essa a dúvida que persistiu na cabeça de jogadores dos dois times durante boa parte da etapa final. Vitória e Coritiba voltaram do intervalo apáticos, errando quase tudo o que tentavam, e travaram um duelo duro de assistir. Tanto que a primeira boa chance de gol só aconteceu aos 26 minutos, quando Dinei aproveitou cruzamento de Edno, desviou de cabeça e obrigou Vanderlei a fazer uma defesa de puro reflexo. Outra chance de gol apenas 20 minutos depois, de novo com Dinei, que nos acréscimos arrancou suspiros do torcedor ao mandar uma bola na rede, só pelo lado de fora.

 

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Chapecoense 0 x 1 Vitória

0 x 1

34ª RODADA
VITÓRIA BATE CHAPE NA ARENA CONDÁ, SAI DO Z-4 E PÕE NA DEGOLA O OPONENTE
Em jogo truncado e de pouca qualidade técnica, atacante Dinei faz 1 a 0 após forte chute dentro da área e tira os baianos da zona de rebaixamento
Num confronto direto pela permanência na Série A, o Vitória bateu a Chapecoense por 1 a 0 na Arena Condá, em Chapecó, e conseguiu deixar a zona de rebaixamento na noite deste domingo. Apesar do histórico ruim como visitante, o time baiano soube aproveitar sua oportunidade e obteve os três pontos necessários para sair e colocar o adversário no Z-4. Aos 35 minutos do segundo tempo, Dinei soltou a bomba dentro da área e fez o único gol do duelo, válido pela 34ª rodada do Brasileirão.

A partida foi truncada em boa parte do tempo. A Chapecoense tomou a iniciativa, mas parou na marcação do adversário e na ineficiência do setor de armação do time. O Vitória apostou mais nos contragolpes e na marcação na meia-cancha. As equipes abusaram dos erros, e os atacantes perderam boas chances de gol.

Com o resultado, o time verde e branco caiu para a 17ª posição, com 36 pontos. O Rubro-Negro baiano tem 37 pontos e ganhou a 15ª colocação na tabela do Brasileiro. Pela próxima rodada do Brasileiro, a Chapecoense encara o Fluminense às 19h30 da próxima quinta-feira, no Maracanã. O Vitória vai receber o Coritiba no Barradão, às 21h da quarta.

Leandro e Willie, Vitória X chapecoense (Foto: Márcio Cunha / Agência estado)
Fora de casa, Vitória equilibra partida, bate Chape e troca de posição (Foto: Márcio Cunha / Agência Estado)

 

O jogo

Logo no início, a Chapecoense, com a vantagem de jogar em casa, foi para cima do adversário. Com velocidade e boa articulação pelo lado direito, os anfitriões incomodaram o Vitória. Já no segundo minuto, após bate-rebate na área dos baianos, o lateral Fabiano pegou a sobra, e a bola explodiu no travessão. Apesar de ter mais iniciativa e volume de jogo, a equipe verde e branca falhava muitas vezes no último passe.

Com o tempo, o técnico Ney Franco tratou de ajustar o meio-campo do Leão. Os visitantes acertaram a marcação no setor, e o confronto ficou mais equilibrado. Da metade para o fim do primeiro tempo, o time rubro-negro chegou a ter superioridade em alguns momentos da partida, mas sem assustar o goleiro Danilo.

O técnico Jorginho promoveu uma substituição ainda no intervalo. Colocou Nenén no lugar de Ricardo Conceição e deixou a Chape com dois armadores no meio-campo. A qualidade do passe de Nenén melhorou o setor de criação do time. E a volta do intervalo teve a Chape novamente superior. Aos 13 minutos, Camilo tocou na área para Leandro, que ajeitou de primeira para o atacante Tiago Luis. O camisa 7 chutou de bico, mas para fora.

Com o cenário favorável para o Verdão, Ney Franco mexeu no Vitória. Pôs Juan no confronto. E no seu primeiro lance, o lateral perdeu chance incrível de gol. Aos 17, Nino cruzou na área, e a bola passou pelo goleiro Danilo. Sozinho no lado esquerdo da área, Juan bateu de primeira, com categoria, só que para fora. A partida ficou truncada, com a Chape tendo iniciativa e o Vitória apostando nos contragolpes. Aos 27, Tiago Luis ainda desperdiçou chance na frente do goleiro. Mas o atacante Dinei não errou quando teve a oportunidade. Na parte final do confronto, aos 35 minutos, ele tabelou com Cáceres e soltou a bomba para o fundo das redes. A Chape ainda tentou o gol de empate, mas mostrou nervosismo e pouco conseguir fazer nos últimos minutos da partida.

 

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Vitória 3 x 1 Criciúma

3 x 1

31ª RODADA
EDNO MARCA DE BICICLETA, VITÓRIA DERROTA O CRICIÚMA E DEIXA O Z-4
Atacante ainda marca de pênalti no 3 a 1 no Barradão, em partida com grandes atuações dos goleiros Wilson e Bruno
Um gol daqueles para não ser esquecido. O movimento plástico perfeito no ar, a perna firme na direção da bola e o grito explosivo na arquibancada. Foi com a beleza de uma bicicleta que Edno roubou a cena na noite deste sábado no Barradão e ajudou o Vitória a derrotar o Criciúma, por 3 a 1, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. O atacante também marcou de pênalti. Dinei abriu o placar (em gol comemorado por Cáceres), e Rodrigo Souza chegou a empatar.

A bicicleta de Edno foi muito comemorada não somente pelo movimento raro e de elevado grau de dificuldade. Foi por causa dela que os 8.374 pagantes no Barradão e o técnico Ney Franco – que vinha sendo xingado – se sentiram aliviados, já que o placar apontava 1 a 1 até os 33 do segundo tempo. O Vitória, com a ajuda do empate entre Coritiba e Grêmio, deixou o Z-4. Soma 34 pontos e está em 16º lugar. O Criciúma, com 30, continua na lanterna.

O Vitória terá uma semana mais tranquila para se preparar para enfrentar o Grêmio, em Porto Alegre, no próximo sábado. O Criciúma, com três derrotas consecutivas, terá como desafio o São Paulo, no próximo domingo, no Heriberto Hülse.

Em show de goleiros, Edno rouba a cena

Com os dois times desesperados para deixar as últimas colocações, o jogo começou intenso. Logo no primeiro minuto, após cobrança de escanteio, Souza desviou de coxa, e Wilson salvou no reflexo. O goleiro do Vitória mostrou que estava atento, mas não era o único. Do outro lado, Bruno respondeu à altura. O Leão criou mais, teve mais posse de bola, finalizou mais, mas encontrou uma barreira. Foram três grandes chances que ele conseguiu evitar. Dinei, duas vezes, e Nino Paraíba pararam nas mãos de Bruno, o herói da meta catarinense.

Na saída para o intervalo, Dinei afirmou que o Leão precisaria manter o ritmo que uma hora a bola entraria. Até que foi assim, mas antes disso a torcida rubro-negra viu Souza mandar a bola na trave – mesmo sozinho na pequena área – e Wilson salvar chute de Cléber Santana. O alívio se transformou em alegria quando Cáceres invadiu a área e bateu cruzado. Dinei ainda desviou. O volante comemorou muito, foi em direção à torcida, mas o árbitro Leandro Vuaden deu o gol para o atacante.

A alegria não durou muito. Em vacilo da zaga na cobrança de escanteio, Rodrigo Souza tocou de cabeça e empatou a partida. Torcedores gritaram “burro” para Ney Franco, que chamou Willie e Wiliam Henrique para entrar em campo. A dupla estava à beira do gramado, pronta para entrar, e assistiu ao golaço de Edno – que fez o treinador desistir da mudança. O atacante ainda marcou outro, de pênalti, depois que Vinícius foi derrubado na área.

Dinei, Vitória x Criciúma (Foto: Getty Images)
Em jogo equilibrado, o Vitória consegue vencer o Criciúma e deixa a zona da degola (Foto: Getty Images)
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Vitória 3 x 1 Fluminense

 3 X 1 
22ª RODADA
BLITZ EM NOVE MINUTOS: VITÓRIA VIRA E SEGURA O FLU, MAS FICA NA LANTERNA
Pressão no 2º tempo gera 3 a 1, e time baiano sobe para a 18ª posição temporariamente. Tricolor desperdiça chance de G-4 e pode cair para 7º
A fórmula de pontos corridos pode até ser criticada por, em alguns momentos, deixar a desejar em emoção. Porém, mostra com exatidão o que ocorre em qualquer campeonato. Separa times com mais e menos qualidade. O barato do futebol é que isto, nem sempre, determina o resultado de um jogo. É o caso de Vitória 3 x 1 Fluminense, na noite desta quarta-feira, em Salvador, no Barradão, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Uma virada construída em nove minutos de um time que luta para sair da zona do rebaixamento sobre outro que sonha entrar na zona da Libertadores.

O clima era tenso antes da partida. A crise e a derrota parcial geraram discussão entre os torcedores do Vitória – dois deles passaram dos limites no intervalo e foram retirados pela polícia. Mas o público no Barradão viu algo raro: o time da casa vencer em seus domínios. Pela terceira vez em 11 duelos, o Rubro-Negro triunfou como mandante. Só não conseguiu sair da lanterna pois concorrentes da parte de baixo, como Bahia e Coritiba, também venceram: é o 20º, agora, com 21 pontos. Amarga o Z-4 há 11 rodadas. O Flu que, além de não mostrar o futebol exuberante de outras jornadas, pecou na marcação. Perdeu a chance de voltar ao G-4 e, ao permanecer em quinto, com 35 pontos, pode ser ultrapassado pelo Grêmio.

Na próxima rodada, domingo, às 16h (de Brasília), as duas equipes tem clássicos estaduais. O Flu encara o Flamengo no Maracanã enquanto, na Fonte Nova, o Vitória desafia o Bahia.

comemoração do Vitória contra o Fluminense (Foto: Getty Images)
Time do Vitória comemora, enquanto tricolores mostram abatimento (Foto: Getty Images)

 

Pressão dá certo

A situação na tabela ditou o ritmo do começo da partida. Precisando do resultado, o Vitória partiu ao ataque. Nos primeiros cinco minutos, chegou a ter 60% de posse de bola. Mas…  faltou acertar passes, posicionamento e finalização para o domínio que se estendeu até os 18 minutos surtir efeito. Foi quando o Fluminense, que se mostrou um tanto burocrático para quem almejava chegar ao G-4, abriu o placar, com Cícero, que completou cruzamento de Conca. À exceção de chutes de Fred e de Caceres, um de cada time, nada de melhor ocorreu até o intervalo. Muito pela quantidade de erros de passes: 13 a 19 em favor do time carioca.

Com o atacante William Henrique no lugar do volante José Welison, o Vitória voltou mais ofensivo. Pecou, novamente, na falta de conclusão. Tanto que a primeira finalização na segunda etapa foi do Flu: com Cícero, após passe de Rafael Sobis. Um passe errado de Diguinho, interceptado por William Henrique, gerou o primeiro lance de perigo rubro-negro- Diego Cavalieri fez boa defesa. Pois o gol foi sair, com Dinei de cabeça, após escanteio cobrado por Marcinho, aos 21, em erro de marcação. E gerou uma blitz. A zaga do Flu voltou a falhar na virada protagonizada por William Henrique, aos 25, sem marcação, que aparou, de primeira, cruzamento da direita, de Nino Paraíba. Abatido e sem Fred, sacado por Cristóvão Borges, o Flu mal teve reação. Sobis desperdiçou boa chance, defendida por Fernandez, e perdeu a chance de ingressar no G-4. Até porque a pá de cal, em novo contragolpe, com Vinícius, determinou o 3 a 1 aos 30 minutos.

 

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Santos 3 x 1 Vitória

 3 x 1 

19ª RODADA
COM DOIS GOLS DE DAVID BRAZ, SANTOS VENCE NO PACAEMBU E AFUNDA VITÓRIA
Com bola aérea poderosa, Peixe mata Leão no segundo tempo da partida. Damião também deixa sua marca. Equipe baiana se complica na lanterna

Após uma primeira etapa sonolenta, sem nenhuma inspiração, o Santos despertou mais disposto no segundo tempo, marcou três vezes e venceu o Vitória, por 3 a 1, neste sábado à noite, no Pacaembu. Com o triunfo, o Peixe interrompe sequência de duas derrotas seguidas, vai a 26 pontos e está na nona posição do Campeonato Brasileiro. Já o Leão segue seu calvário na competição. Acumulou a 10ª derrota e segue na lanterna, com apenas 15 pontos.

O destaque do jogo foi o zagueiro David Braz, que marcou os dois primeiros gols santistas em jogadas semelhantes: cobranças de escanteio de Lucas Lima, Dracena ajeitando e Braz completando. Nunca o defensor santista havia marcado dois gols em uma mesma partida. Damião completou para o Peixe, e Dinei fez para o Vitória. Um bom início para Enderson Moreira, que estreou no comando do Santos.

Os dois times voltam a campo na próxima quarta-feira, pelo início do returno. O Peixe encara o Sport, às 21h (horário de Brasília), na Arena Pernambuco. Às 22h, o Vitória recebe o Internacional, no Barradão.

Comemoração do Santos contra o Vitória (Foto: Leandro Martins / Agência estado)
Jogadores do Peixe festejam gol de David Braz (Foto: Leandro Martins / Agência Estado)

O jogo

Um primeiro tempo duro de assistir. Os dois times, demonstrando problemas de relacionamento com a bola, protagonizaram um festival de chutões, passes errados, entradas duras. O Vitória teve mais a bola (65% da posse na etapa inicial), esteve bem posicionado e, em certos momentos, dominou a partida. No entanto, não foi efetivo no ataque. Já o Santos, sob nova direção, deixou de ser veloz. Embora estivesse jogando no contra-ataque, o Peixe amarrou as jogadas. Quando tentou ser rápido, apostou nas bolas esticadas sem direção. Ainda assim, o time da casa criou mais chances: em um chute de Thiago Ribeiro, que raspou a rede, em falta cobrada com perigo por Souza, e em cabeçada de David Braz.

O Santos acordou no segundo tempo e, aos 6 minutos, já vencia por 2 a 0. Os dois gols saíram em jogadas idênticas: escanteio cobrado por Lucas Lima, bola ajeitada por Dracena, e lance concluído por David Braz. O Peixe agora tinha tranquilidade para tocar a bola. Assim, girava o jogo, criava chances (Damião perdeu oportunidade clara chutando para fora com o gol aberto), mas deixava espaços atrás. E aí o Vitória se aproveitou, com Dinei, de cabeça, diminuindo o placar após jogada pela direita de Nino Paraíba, aos 19.

Esqueça a pasmaceira do primeiro tempo. O segundo foi bem mais movimentado. Ainda que seguissem apresentando problemas técnicos, os times agora tinham vontade, acertavam um pouco mais de passes e, assim, criavam chances. O Peixe ampliou com Damião, aos 30, mas o Vitória seguia perigoso nos contra-ataques às costas do lateral-esquerdo do Peixe, Zé Carlos. Cicinho salvou o Peixe rebatendo chute de Willie a centímetros da linha fatal.

Aos poucos, o Leão foi perdendo o seu ímpeto, permitindo que o Santos relaxasse mais um pouco, esperando o tempo passar até o apito final.

 

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Botafogo 1 x 1 Vitória

 1 x 1 

7ª RODADA
BOTAFOGO CEDE EMPATE PARA O VITÓRIA E CONTINUA NA ZONA DE REBAIXAMENTO
Emerson Sheik marca no primeiro tempo, mas Dinei faz 1 a 1 na etapa final. Jogo tem a estreia do técnico Jorginho no Leão, que segue próximo do Z-4 .
Ruim para os dois lados, mas pior para o Botafogo. O empate por 1 a 1 na noite deste domingo, no Moacyrzão, em Macé, manteve o Alvinegro na zona de rebaixamento doCampeonato Brasileiro, agora com cinco pontos (17º lugar). Emerson Sheik fez o gol da equipe, mas Dinei impediu a derrota do Rubro-Negro na estreia do técnico Jorginho, diante de um público de 2.389 pagantes (2.759 presentes). A renda da partida foi de R$ 34.180,00. Apesar do ponto conquistado fora de casa, o time baiano também vê o Z-4 bem próximo. Em sete jogos, tem seis pontos ganhos e está em 15º. Na próxima rodada, o Bota visita o Palmeiras, quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Prudentão. No mesmo dia, só que às 21h, o Vitória terá pela frente o Goiás, no Serra Dourada.

O Botafogo segue com a pior defesa da competição, com 11 gols sofridos em sete jogos. A escalação surpresa de Vagner Manicini, com Edílson no meio de campo, apresentou falhas. O lateral, improvisado como volante, ficou em muitos momentos perdido em campo, e no intervalo chegou a admitir a dificuldade de atuar na posição. Porém, a entrada de Wallyson comosubstituto do lesionado Carlos Alberto foi o saldo positivo. Jogando pelos dois lados do campo, o atacante criou os principais lances de perigo, entre eles o cruzamento que, após bola mal afastada pela defesa, resultou no gol de Sheik.

Já o Vitória, do estreante Jorginho, após só um treino com o novo comandante, manteve o time que perdeu em casa para o Atlético-MG no meio de semana. A defesa voltou a falhar – Luiz Gustavo cortou mal o cruzamento que culminou no gol de Sheik -, e o ataque decepcionou nos raros momentos na cara de Renan. Marquinhos, que completou seis partidas pela equipe e anunciou depois do jogo que está deixando o Leão, foi mais uma vez figura apagada em um empate que saiu melhor que a encomenda.

Edilson botafogo e vitória (Foto: Rui Porto Filho / Agência Estado)
Improvisado no meio de campo, Edílson não foi bem pelo Botafogo (Foto: Rui Porto Filho / Agência Estado)

Depois de passar por um momento de sufoco no começo da partida, o Botafogo soube recuperar o controle do jogo até chegar à rede no fim do primeiro tempo. O gol de Emerson Sheik, após Luis Gustavo afastar mal um cruzamento, foi fruto da pressão que teve Wallyson como protagonista, para o bem e para o mal. Ele criou muitas jogadas, porém, perdeu uma chance incrível sem goleiro na área. Quando teve o domínio, o Vitória também desperdiçou dois lances cara a cara com Renan, com Souza e Caio, e acabou punido pelo placar.

O bom momento do Botafogo começou a se dissipar ainda no intervalo. No vestiário, Airton passou mal e precisou ser substituído. Além dele, Bolatti sentiu dores logo no início dosegundo tempo e foi mais um a sair. Gabriel e Rodrigo Souto entraram e não conseguiram impedir o empate de um time que tinha pouca força ofensiva. Jorginho jogou o Vitória parafrente com Willie, Dinei, Caio e Marquinhos, porém perdeu o meio de campo. Mas encontrou o gol numa bobeada da defesa alvinegra, que permitiu que Danilo Tarracha recebesse livre na área, pelo lado esquerdo. O cruzamento do jogador do Leão atravessou a pequena área e encontrou os pés de Dinei livres na segunda trave. Castigo que só não foi pior porque a falta batida por Ayrton, no último minuto, foi na rede pelo lado de fora.

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Vitória 2 x 3 Atlético Mineiro

 2 x 3 

6ª RODADA
GALO SUPERA DESFALQUES, BATE O VITÓRIA E CHEGA AO TERCEIRO TRIUNFO SEGUIDO
Atlético-MG, com 16 desfalques entre titulares e reservas, usa bola aérea como trunfo para fazer 3 a 2 em Feira de Santana e chegar ao sétimo lugar .
Para se dar bem em uma competição de pontos corridos, é necessário um elenco qualificado. Na noite desta quinta-feira, o Atlético-MG mostrou que pode chegar longe no Campeonato Brasileiro. Mesmo desfalcado de 16 jogadores, não tomou conhecimento do Vitória em Feira de Santana e venceu por 3 a 2, pela sexta rodada. E a bola aérea foi o grande trunfo dos mineiros. Dátolo, Alemão (contra) e Réver balançaram as redes dessa maneira. Dinei e Willie descontaram para os baianos diante de 4.694 torcedores no Joia da Princesa.

Os mineiros subiram quatro degraus e agora ocupam a sétima colocação, com dez pontos, três a menos do que o líder e rival Cruzeiro. Os baianos caíram uma posição e estão em 15º, com cinco pontos, um a mais do que o Botafogo, time que abre a zona do rebaixamento.

Vitória e Atlético-MG voltam a campo no fim de semana. O primeiro vai até Macaé para enfrentar  o Botafogo no domingo, às 18h30 (horário de Brasília), no Moacyrzão. O segundo recebe o Criciúma no Ipatingão, no mesmo horário.

O Atlético-MG não teve qualquer dificuldade para impor seu ritmo de jogo mesmo longe de Belo Horizonte. Com muito espaço para trabalhar, principalmente pelo lado direito da defesa do Vitória, mandou na partida nos primeiros 45 minutos. Com Fernandinho, pelos lados do campo, e Dátolo comandando as ações de ataque, o Galo fez dois gols nos 15 minutosiniciais. O primeiro foi do argentino, de cabeça, após contra-ataque fulminante. O segundo foi contra. Dátolo cobrou escanteio, e Alemão jogou contra o próprio patrimônio. O Atlético-MG balançou a rede outra vez, com André, mas o árbitro anotou impedimento e anulou corretamente o gol.

O panorama não mudou na segunda etapa. O Galo continuou a atacar perigosamente pelo lado direito da defesa adversária, sempre com os avanços rápidos de Fernandinho. Sem conseguir se defender com eficiência, muito menos armar jogas de ataque, o Vitória assistiu passivamente aos mineiros mandarem na partida. Assim, não demorou a sair o terceiro gol. E de novo pelo alto, com Dátolo cobrando falta na cabeça de Réver. O Leão ainda diminuiu logo depois, com Dinei, que aproveitou vacilo de Edcarlos e venceu Giovanni com um toque sutil, aos 19 minutos. Mas só chegou ao segundo gol já nos acréscimos, com Willie, que acertou um belo chute de fora da área.

Réver comemoração jogo Vitória x Atlético-MG (Foto: Felipe Oliveira / Agência Estado)
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Vitória 2 x 2 Atlético Paranaense

 2 x 2 

2ª RODADA
VITÓRIA É VÍTIMA DA PRÓPRIA ARMADILHA E CEDEEMPATE AO ATLÉTICO-PR: 2 A 2
Leão faz 2 a 0 explorando velocidade nos contra-ataques. Mas atacantes cansam no segundo tempo, Mosquito entra e melhora Furacão, que reage .
Às vezes uma armadilha pode se tornar fatal para quem a arquitetou. Foi isso o que aconteceu no estádio de Pituaçu, no domingo à tarde, no duelo de rubro-negros Vitória x Atlético-PR. O técnico Ney Franco lançou na partida um ataque veloz – Caio, Vinicius e Dinei – para, nos contra-ataques, dar o bote no visitante. A tática deu certo no primeiro tempo, quando o time teve fôlego e fez 2 a 0. Mas na segunda etapa os jogadores cansaram. E o técnico Miguel Àngel acertou em cheio nas mudanças no Furacão. A entrada do jovem Mosquito foi fundamental para a reação e o empate por 2 a 2.

Os paranaenses até começaram melhor a partida, mas se empolgaram no ataque e deixaram espaços. A defesa, pressionada pela marcação do Leão da Barra, começou a errar a saída de bola. Foi assim que o Vitória abriu o placar. Cléberson perdeu a jogada para Caio e cometeu pênalti. Mas a bola sobrou para Dinei, que fez 1 a 0 aos 11 minutos.

O gol abalou o Atlético-PR. Bom para o time da casa, que começou a explorar mais ainda as jogadas velozes. Caio, Vinicius e Dinei levavam a melhor e só não aumentaram o placar porque encontraram um valente zagueiro chamado Dráusio. Mas José Welison vinha de trás e surpreendia. Foi assim que o volante-meia arrancou em várias jogadas, como a do sem-pulo maravilhoso em bola que chegou mascada do lado direito. Não tinha defesa: 2 a 0, aos 36 minutos.

Mas, na segunda etapa, o cansaço tomou conta do Vitória. Vinicius cansou, entrou William Henrique. Caio ficou exausto, saiu sob aplausos para Mauri tentar dar mais ritmo. Dinei ficou em campo aos trancos e barrancos – Ney Franco já trocara Euller por Tarracha. Do lado do Furacão, o time procurava criar tudo para Marcelo Cirino, mas a velocidade solitária do camisa 7 não era capaz de resolver. Felipe entrou para melhorar a armação. Mas o que melhorou mesmo foi a entrada de Mosquito.

jovem de 18 anos assustou em bela cabeçada e mais tarde testou com precisão, aos 33 minutos. No fim da partida, liderou pressão do Furacão até a bomba santa de Marcelo Cirino aos 37. Justamente o mais veloz, o mais perigoso, dava o empate com sabor de triunfo. O Furacão chega aos quatro pontos e recebe o Cruzeiro no sábado. O Leão tem um ponto e visita o Fluminense no mesmo dia.

vitoria x Atletico-PR (Foto: Romildo de Jesus/Agência Estado)
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