Fora da Globo, Daniel Filho passa a apostar também na TV paga

O ator e diretor Daniel Filho recebe o Troféu Cidade de Gramado

O diretor Daniel Filho, que em janeiro deste ano não renovou contrato com a Globo “por divergências sobre o período de sua duração”, não está envolvido apenas em produções para o cinema.

O Daniel está desenvolvendo também vários projetos para a televisão paga.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Em 1990, Globo tentou inovar com Rainha da Sucata e quebrou a cara

Tony Ramos e Regina Duarte em Rainha da Sucata, novela de 1990 que não funcionou como chanchada
Por THELL DE CASTRO, em 07/06/2015 · Atualizado às 11h45

Quando tentou inovar em seu principal horário de novelas, o das oito (atualmente das nove), na maioria das vezes a Globo não se deu bem. São inúmeras as tramas e os mais diversos motivos: Espelho Mágico (1977), que mostrava os bastidores da produção de uma novela e de uma peça de teatro, e Rainha da Sucata (1990), que começou muito puxada no lado humorístico, são dois exemplos históricos.

Rainha da Sucata ainda que conseguiu se recuperar: passou de chanchada a dramalhão e terminou bem. Na novela seguinte, Meu Bem, Meu Mal, a emissora voltou a apostar no modelo tradicional de trama, com mocinhos e vilões bem definidos e muita intriga, paixão e ódio.

Em reportagem de Sônia Apolinário na Folha de S.Paulo de 28 de outubro de 1990, o próprio autor de Meu Bem, Meu Mal, o veterano Cassiano Gabus Mendes (1929-1993), definia bem a história: “Uma novela tradicional, sem loucurinhas”, galgada no “jeito Janete Clair de ser”. “O público desse horário gosta de coisas mais sérias”, completou.

Gabus Mendes e Silvio de Abreu são considerados até hoje os reis das 19h, com várias tramas que fizeram sucesso no horário, principalmente nos anos 1980.

Abreu, com Rainha da Sucata, em seu primeiro desafio às oito, teve que fazer alterações na estrutura da trama. A partir de junho de 1990, sua novela carregou no drama e viu a audiência crescer de 59 para 63 pontos em São Paulo. Ainda era época de Pantanal na Manchete, mas as duas não concorriam.

A reportagem da Folha também contou que Meu Bem, Meu Mal foi escrita às pressas. A substituta de Rainha da Sucata originalmente seria Araponga, de Dias Gomes, também com muito humor na trama.

A Globo encomendou, basicamente, uma história de amor, que começou a ser feita em agosto de 1990. “Não tive muito tempo para pensar. Vou me basear mais no folhetim e atacar o problema do amor que está meio fora das telas”, disse Gabus Mendes à Folha.

A produção estava atrasada em 20 capítulos e vários papéis de destaque na novela acabaram ficando na mão de jovens atores, na época, em virtude da produção aquecida da própria Globo, Manchete e SBT.

“Foi por causa da escassez de atores que alguns personagens-chave ficaram na mão de iniciantes, como Adriana Esteves (Patrícia), Lisandra Souto (Jessica) e Fábio Assunção (Marco Antônio)”, informou a Folha. Isso sem contar a estreante Silvia Pfeifer, uma modelo, logo como uma das protagonistas, que foi muito criticada.

Público gosta de sofrer

Os diretores de Meu Bem, Meu Mal foram os mesmos de Tieta, sucesso anterior a Rainha da Sucata _Paulo Ubiratan, Reinaldo Boury e Ricardo Waddington. Boury, hoje no SBT, falou sobre as mudanças pretendidas e abortadas. “Havia um sentimento de que as coisas deveriam mudar. Mudaram tanto que tivemos que voltar ao passado. O fato de Rainha da Sucata ser mais moderna [que Tieta] não agradou. Ela virou um novelão no final. Acho que o povo gosta de sofrer um pouco”, destacou.

Meu Bem, Meu Mal não foi um grande sucesso, mas manteve a audiência do horário. Em seguida, veio O Dono do Mundo, outra tentativa de inovação em certos pontos da trama, também rejeitada pelo público. Coincidentemente, trama de Gilberto Braga, que passa sufoco em 2015, desta vez com Babilônia.

James Akel comenta que o PC do B está destruindo o cinema brasileiro

O cinema brasileiro lança 40% dos títulos no ano mas só obteve 12,5% do público! Em 2015 a queda sobre o ano anterior já beira 30% e nada indica reversão de tendência.

O ex-Midas Daniel Filho fez um filme recheado de atores globais mas estreou com o ínfimo público de 17000 espectadores. Esta semana a Globo Filmes acaba com um programa de apoio de mídia realizado por 10 anos favorecendo dezenas de filmes em que a Globo Filmes não havia participado.

O Festival do Cinema Nacional foi substituído na TV Globo por séries antigas reprisadas com formato de cinema. A 3.a gestão do Presidente da Ancine, membro do PC do B e sua aproximação com o Grupo Globo foi a pá de cal no projeto de desenvolver uma indústria de cinema no Brasil.


Escrito por jamesakel@uol.com.br às 21h27 no dia 25/05/2015

James Akel comenta a saída de Daniel Filho da Rede Globo

Em 2010 Daniel Filho deu uma entrevista ao jornal do grupo fazendo críticas ao jornalismo da emissora.

O superintendente de jornalismo era Carlos Henrique Schroder.

Schroder não esqueceu e esperou pra se vingar.

Nesta semana quando deveria renovar o contrato de Daniel Filho, simplesmente ofereceu a Daniel um salário bem abaixo do que ele ganhava sabendo que Daniel se sentiria humilhado.

E Daniel se recusou a assinar o contrato.

Schroder deve ter ficado bastante feliz


Escrito por jamesakel@uol.com.br às 08h32 no dia 16/01/2015

Daniel Filho deixa a TV Globo por divergência sobre contrato

27.jul.2007 - Daniel Filho entrou na rede Globo em 1967, convidado por Boni

O diretor Daniel Filho, por meio de sua assessoria de imprensa, confirma que não renovou seu contrato com a TV Globo “por divergências sobre o período de sua duração”.

Ainda de acordo com sua assessoria, nos próximos meses, ele irá se dedicar ao lançamento do filme “Obra Prima”, previsto para chegar aos cinemas no final de março, com nomes como Susana Vieira, Lázaro Ramos, Deborah Secco e Marcos Caruso no elenco. Paralelamente, começa a produção de dois longas-metragens previstos para filmagem em 2015. São eles “A Fada Veio me Visitar” e “Dias Perfeitos”.

Seus últimos trabalhos na emissora foram “O Astro”, em 2011, e “As Brasileiras”, em 2012.

Daniel Filho, que tem 77 anos, entrou na Globo em 1967, convidado por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, com a missão de substituir o consagrado diretor Ziembinski à frente da novela “A Rainha Louca”, da escritora cubana Glória Magadan. Deixou a emissora  em 1991 e voltou a trabalhar na casa em 1995, como diretor de núcleo.

É uma baixa considerável, por se tratar de um dos mais antigos e importantes diretores da nossa televisão. Entre seus principais trabalhos na Globo estão as novelas “Irmãos Coragem” (1970), “Selva de Pedra” (1972) e “Pecado Capital” (1975), todas de Janete Clair, autora com quem firmou uma bem-sucedida parceria no início de sua trajetória na emissora.

Daniel também foi um nome importante no desenvolvimento de séries nacionais. Após o sucesso de “Ciranda Cirandinha” (1978), comandou ainda produções como “Malu Mulher” (1979), “Carga Pesada” (1979) e “Plantão de Polícia” (1979), e participou da concepção de um grande sucesso da TV, “A Grande Família”. Além disso, dirigiu o especial “A Vida Como Ela É” (1996) e participou da elaboração do “Sai de Baixo” (1996), entre outros trabalhos importantes.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Vanessa Giácomo , Regina Duarte e Daniel Filho poderão participar da novela Falso Brilhante

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Vanessa Giácomo fechou uma participação especial na primeira fase de “Falso Brilhante”.
Agora, aguarda-se também um “ok” de Regina Duarte e Daniel Filho para a mesma novela.
Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Se Eu Fosse Você irá para o teatro

 

Depois do cinema e da televisão paga, “Se Eu Fosse Você” vai ganhar uma versão nos palcos. O projeto é liderado pelo diretor Daniel Filho e vai reunir no elenco Fafy Siqueira, Cláudia Ohana e Nelson Freitas. A estreia do espetáculo está prevista para março, no Rio de Janeiro.

Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

James Akel comenta troca de comando na TV Globo

Começou um grande momento na TV Globo que é o que antecede a troca de comando de entretenimento.
Nos bastidores da emissora considera-se provável que o novo diretor geral, Carlos Henrique Schroder, escolha um novo nome para o lugar de Manoel Martins.
O nome de Daniel Filho está sendo citado em muitas salas da TV Globo.
Paralelo ao seu nome também  está o de Ricardo Waddington, atual diretor de novelas.
Daniel Filho tem muito mais experiência em todas as áreas e pode ser a grande alternativa para a posição por entender de todos os setores de entretenimento e não apenas de novelas.
Exatamente por ser muito talentoso é que Daniel Filho pode não ser o escolhido.

Escrito por jamesakel@uol.com.br às 00h45 no dia 05 de fevereiro de 2013