Cruzeiro 1 x 0 São Paulo

O JOGO

Pressões similares acompanhavam Cruzeiro e São Paulo na largada do Brasileirão. E agora elas cabem apenas ao Tricolor, porque a Raposa venceu por 1 a 0 neste domingo, no Mineirão, e amenizou o incômodo pela perda do título mineiro e pela eliminação na Sul-Americana. O Tricolor, com equipe modificada por Rogério Ceni, largou mal na quarta competição do ano – após fracassar nas três primeiras. Ábila fez o gol da partida.

DESTAQUE

COMO FOI

O primeiro tempo foi muito ruim até os minutos finais. As defesas se sobrepuseram e, encaixadas aquém da intermediária, esperaram os adversários trocarem passes em uma zona morta do campo. Mesmo assim, pintaram algumas chances – com Ábila para o Cruzeiro e Cueva para o São Paulo.

DESTAQUE

OPORTUNISTA

Ábila perdeu uma chance clara no primeiro tempo. Desarmou Rodrigo Caio e então, frente a frente com Renan Ribeiro, não conseguiu vencer o goleiro. Mas guardou na etapa final, após cruzamento de Alisson.

A etapa final teve outra cara: começou frenética, com o gol de Ábila e chances de lado a lado. Mas aí o Cruzeiro se organizou, deu a bola ao São Paulo e levou o resultado sem sustos até o fim.

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BOBEOU

O São Paulo cometeu muitos erros individuais na partida. No principal deles, levou o gol. Maicon mandou a bola para a lateral e deu um bico nela. Na sequência, ficou reclamando, enquanto o Cruzeiro cobrava arremesso com velocidade. Sem o zagueiro na marcação, o São Paulo viu a bola chegar até Ábila, que empurrou para o gol.

DESTAQUE

DE VOLTA

O goleiro Fábio foi a principal novidade do Cruzeiro. Ídolo da torcida, ele foi o escolhido de Mano Menezes para começar o Brasileirão depois da grave lesão que o afastou por sete meses no ano passado. Teve atuação segura – bem pelo alto e tranquilo nos chutes de longe do São Paulo.

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MODIFICADO

Rogério Ceni montou o São Paulo em um novo esquema: 3-4-2-1. Militão entrou na defesa, Thiago Mendes foi para o flanco direito, Marcinho entrou na frente. O esquema foi relativamente sólido na defesa, mas foi pouco agressivo. Acabou modificado depois do gol, quando o São Paulo se adonou da bola, mas não soube o que fazer com ela. Praticamente não teve chances na etapa final.

DESTAQUE

FECHADINHO

O Cruzeiro se fechou depois de fazer o gol e teve sucesso na tática. O São Paulo não conseguiu furar seu bloqueio. Faltou mais perícia, porém, para aproveitar os contra-ataques que pintaram.

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PRÓXIMOS JOGOS

As duas equipes têm a semana livre. O Cruzeiro volta a campo no domingo, às 19h, fora de casa, contra o Sport. O São Paulo, na segunda-feira, fecha a rodada ao receber o Avaí.

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NÚMEROS

Posse de bola: Cruzeiro 40% x 60% São Paulo
Finalizações: Cruzeiro 8 x 14 São Paulo
Chances reais de gol: Cruzeiro 4 x 5 São Paulo
Escanteios: Cruzeiro 5 x 5 São Paulo
Passes errados: Cruzeiro 44 x 37 São Paulo

DESTAQUE

PÚBLICO E RENDA

Público pagante: 6.528.
Renda: R$ 125.549,00.

GLOBO ESPORTE.COM

Seca faz governo declarar situação de emergência nas área agrícolas do Distrito Federal

Medida vale por 180 dias; secretaria deve recorrer a apoio para produtores.
Só em relação ao milho, prejuízo estimado é de R$ 116 milhões, diz GDF.

Bandera de Distrito Federal

Trecho do Diáro Oficial do DF sobre decreto que declara situação de emergência em áreas agrícolas por causa da seca (Foto: Diário Oficial do Distrito Federal/Reprodução)

Trecho do Diáro Oficial do DF sobre decreto que declara situação de emergência em áreas agrícolas por causa da seca (Foto: Diário Oficial do Distrito Federal/Reprodução)

O governador Rodrigo Rollemberg decretou situação de emergência nas áreas agrícolas do Distrito Federal por causa da queda no índice de chuvas entre os meses de fevereiro e abril. O GDF estima que o prejuízo só com a produção de milho seja de R$ 116 milhões, com redção de 70% na colheira.

O decreto vale por 180 dias e foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (7). No período, a Secretaria de Agricultura deve coordenar ações em apoio às áreas atingidas e recorrer ao apoio de organismos externos e de crédito para atendimento às áreas atingidas.

A pasta calcula que haverá, por exemplo, 2,5 milhões de sacos de 60 quilos de milho a menos na colheita. A secretaria emitiu nota técnica para embasar e apoiar produtores que não puderem cumprir contratos ou solicitar novos financiamentos.

Estudo do GDF apontou que o fenômeno El Niño, que ocorre no Oceano Pacífico, afetou as chuvas no Brasil. A média pluviométrica de Brasília em abril é de 123,8 milímetros; de março, de 180,6 milímetros; e de fevereiro, de 217,5 milímetros. Neste ano, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 10,8 milímetros em abril, 151 milímetros em março e 84,9 milímetros em fevereiro.

Produtor rural caminha por propriedade com plantação de milho em Brasília; homem calcula produzir 90 toneladas a menos neste ano por causa da estiagem (Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)
Produtor rural caminha por propriedade com plantação de milho em Brasília; homem calcula produzir 90 toneladas a menos neste ano por causa da estiagem
(Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)
G1.COM.BR

Justiça manda hospitais particulares manterem alas pediátricas no Distrito Federal

Decisão é de caráter liminar e contra os hospitais Alvorada e Santa Luzia.
AGU alega que bloqueio fere o direito à saúde e sobrecarrega rede pública.

Bandera de Distrito Federal

Profissional de saúde no Hospital de Base, na Asa Sul, em Brasília (Foto: Renato Araújo/Agência Brasília  )

Profissional de saúde no Hospital de Base, na Asa Sul, em Brasília
(Foto: Renato Araújo/Agência Brasília )

A Justiça Federal acatou pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e determinou, em caráter liminar, que que dois hospitais particulares de Brasília reabram os leitos de UTIs e as alas pediátricas fechadas nos últimos meses. A AGU alega que o bloqueio nos hospitais Alvorada e Santa Luzia fere o direito à saúde, já que as unidades são credenciadas para os serviços.

Segundo o órgão, os hospitais argumentaram que o atendimento em pediatria não era tão procurado quanto o de adulto e idoso e que por isso não valia a pena ser mantido. À TV Globo, os donos da Rede Dór, responsável pelo Santa Luzia, disseram que nunca fecharam a emergência da pediatria. A reportagem não conseguiu contato com a assessoria do Hospital Alvorada.

A decisão é do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Ainda de acordo com a AGU, a interrupção dos atendimentos pediátrico e intensivo infringe normas do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina. Portarias editadas pelo ministério em 2002 e citadas na ação, por exemplo, obrigam hospitais particulares desse porte a manterem pediatras de plantão nos prontos-socorros.

O agravo escrito pelos advogados da União também cita risco de “sobrecarga” nas UTIs e pediatrias da rede pública, caso os serviços sejam interrompidos nos centros de saúde particulares. Segundo o texto, a situação é ainda mais grave nessa época do ano, quando a baixa umidade aumenta o número de casos de doença respiratória.

Menos leitos
Levantamento do Conselho Federal de Medicina divulgado nesta terça mostra que o DF foi proporcionalmente a terceira unidade da federação a mais perder leitos na rede pública de saúde entre 2010 e 2015. A oferta passou de 4.872 para 4.055 no período. A queda foi de 16,7%.

Relatório da OMS que considerava os períodos entre 2006 e 2012 apontava que o Brasil possuía 2,3 leitos hospitalares (públicos e privados) para cada grupo de mil habitantes. A taxa era equivalente à média das Américas, mas inferior à média mundial (2,7) ou as taxas de países como Argentina (4,7), Espanha (3,1) ou França (6,4).

 

G1.COM.BR

Polícia Civil do Distrito Federal prende 18 foragidos da Justiça em cinco dias

Eles são condenados por roubo, homicídio, tráfico e violência doméstica.
Prisões foram em oito regiões administrativas e uma cidade do Entorno.

Bandera de Distrito Federal

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu 18 pessoas foragidas da Justiça entre os dias 30 de maio e 3 de junho, condenadas por crimes como roubo, homicídio, estelionato, tráfico de drogas e violência doméstica. As ações aconteceram nas regiões administrativas de Taguatinga,Samambaia, Ceilândia, São Sebastião,Sobradinho, Recanto das Emas, Guara I e Cruzeiro, além de Cidade Ocidental (GO).

De acordo com a corporação, os presos têm entre 20 e 67 anos. Na lista também constam crimes como furto, porte ou posse ilegal de arma de fogo, disparo de arma de fogo, falso testemunho e lesão corporação. A polícia informou que os presos foram recolhidos à carceragem.

 

G1.COM.BR

GDF prevê gastar até R$ 727 mil com serviços de chaveiro em um ano

Edital cita 8,6 mil trocas de chave e 4,7 mil confecções de novas chaves.
Secretaria de Planejamento não tem balanço de gastos em anos anteriores.

Bandera de Distrito Federal

Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal (Foto: Raquel Morais/G1)
GDF espera gastar R$ 727 mil com manutenção e serviços de chaveiro em um ano
(Foto: Raquel Morais/G1)

O governo do Distrito Federal prevê gastar até R$ 727 mil com serviços de chaveiro durante um ano. O edital foi publicado no Diário Oficial do dia 16 de maio e é válido para 57 órgãos do Executivo. A lista cita 8,6 mil trocas de chave, 4,7 mil confecções de novas chaves, 2,2 mil instalações de maçaneta, 2,7 mil consertos de fechadura e 1,5 mil extrações de chaves quebradas. De acordo com a Secretaria de Planejamento, os contratos são válidos por um ano e podem ser prorrogados por mais quatro.

Publicação do Diário Oficial do DF com a licitação da SEPLAG sobre a contratação de chaveiros. (Foto: Divulgação) (Foto: Divulgação)
Publicação do Diário Oficial do DF com a licitação da SEPLAG sobre a contratação de chaveiros. (Foto: Divulgação) (Foto: Divulgação)

A pasta afirmou que fez pesquisas de mercado para chegar ao valor. A secretaria explicou que não ser obrigada a gastar todo o valor e disse não ter balanço dos custos dos serviços para o governo nos anos anteriores.

O G1 entrou em contato com chaveiros do Lago Sul, Samambaia e Riacho Fundo para verificar preços dos serviços descritos na licitação. A cópia de uma chave varia entre R$ 7 e R$ 10 e para conserto de fechadura, de R$ 20 a R$ 70.

O GDF já havia feito licitação do tipo em 2013, por R$ 753 mil.  Segundo o Executivo, nesses editais são firmados preços e o fornecedor fica obrigado a mantê-los pelo período de validade do certame. A Câmara Legislativa também abriu licitação para serviços de chaveiro. O pedido foi feito nesta segunda-feira (30) e prevê gastos de R$ 118,5 mil durante um ano.

 

G1.COM.BR

Governo do Distrito Federal volta atrás e reduz preço de refeição em restaurantes comunitários

Para conter crise, preço tinha subido de R$ 1 para R$ 3 em outubro de 2015.
Reajuste dos valores tinha provocado queda de 47% na demanda, diz GDF.

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Restaurante comunitário de Santa Maria, no Distrito Federal (Foto: Dênio Simões/GDF/Divulgação)
Restaurante comunitário de Santa Maria, no Distrito Federal (Foto: Dênio Simões/GDF/Divulgação)

Oito meses após aumentar o preço da refeição nos restaurantes comunitários, o governo do Distrito Federal decidiu voltar atrás neste sábado (21) e abaixar a tarifa. A partir desta segunda-feira, os valores cairão de R$ 3 para R$ 2. Quem ganhar menos de meio salário mínimo – hoje em R$ 880 – ou tiver renda familiar de até três salários mínimos poderá pagar R$ 1.

Em setembro do ano passado, o governador Rodrigo Rollemberg anunciou uma série de medidas para tentar contornar a crise financeira vivida pelo DF. O pacote incluía suspensão de reajustes salariais e aumento das tarifas de ônibus e metrô.

Na ocasião, o GDF também anunciou que o preço da refeição passaria de R$ 1 para R$ 3, a partir de 1º de outubro de 2015. Até então, o valor nunca tinha sido reajustado desde a inauguração do primeiro restaurante, em 2001.

Segundo o GDF, o motivo da nova mudança anunciada neste sábado é a queda no número de pessoas atendidas. Ao G1, Rollemberg afirmou que o público nos restaurantes comunitários do DF caiu 47% após o reajuste – passando de 32 mil pessoas por dia para 17 mil.

Na época, não foi uma decisão errada. Mas no governo, a gente tem que ajustar as coisas permanentemente. Quem imaginava que o Brasil ia ter uma recessão de 3,2% no ano passado?”
Rodrigo Rollemberg, governador

A queda da demanda fez empresas desistirem de contratos, como o caso da que venceu uma licitação para o restaurante de Itapoã – que até a publicação desta reportagem seguia fechado à espera de uma licitação para ser reformado. Como solução, outras empresas tentaram negociar com o GDF para aumentar o valor do subsídio, disse o governador.

Pelos cálculos do governo, caso fosse feita uma “repactuação”, o GDF gastaria R$ 21,2 milhões para atender as empresas, que estando lucrando menos com o cenário atual. Com a redução das tarifas, o montante subiria para R$ 22,3 milhões.

“Nós entendemos que o custo-benefício beneficiaria bastante a população, especialmente a população mais pobre”, afirmou Rollemberg. “Com uma diferença de R$ 1,1 milhão, é possível incorporar 10 mil pessoas e reduzir o preço para todo mundo. Especialmente em um momento de grave crise econômica.”

Prato servido no Restaurante Comunitário de Planaltina, no Distrito Federal, reinaugurado em maio (Foto: Tony Winston/GDF)
Prato servido no Restaurante Comunitário de Planaltina, no Distrito Federal, reinaugurado em maio (Foto: Tony Winston/GDF)

Justificativa
O governador Rodrigo Rollemberg negou ao G1 que aumentar o preço da tarifa dos restaurantes comunitários em setembro de 2015 fosse uma medida desacertada. Ele declarou que o governo “não imaginava que a crise econômica fosse se aprofundar tanto e que caísse tanto o número de usuários”.

[O GDF] Não imaginava que a crise econômica fosse se aprofundar tanto e que caísse tanto o número de usuários”
Rodrigo Rollemberg, governador

“Na época, não foi uma decisão errada. Mas no governo, a gente tem que ajustar as coisas permanentemente. Quem imaginava que o Brasil ia ter uma recessão de 3,2% no ano passado? Temos que nos adaptar à realidade. Temos que ser dinâmicos.”

Além do aumento do preço da refeição nos restaurantes públicos, também houve reajuste no valor do ingresso do Zoológico de Brasília. Junto com o anúncio das medidas de “ajuste fiscal”, o preço subiu de R$ 2 para R$ 10. Com isso, o movimento no zoo caiu 30% logo no primeiro mês após a mudança.

Mesmo com a redução no público no zoológico, não há previsão para o GDF rever o valor do ingresso, disse Rollemberg. “Estão sendo feitas muitas promoções, com o preço caindo para R$ 5. Não há nenhuma modificação em vista.”

Restaurantes comunitários
A partir desta segunda-feira, todos os restaurantes passarão a cobrar R$ 2. Prevista para ser inauguarada também nesta segunda, a unidade do Sol Nascente será a primeira a cobrar R$ 1. A previsão do governo é de que a mudança passe a valer para todos os restaurantes comunitários até o fim deste mês.

O DF conta com 12 restaurantes comunitários em funcionamento. Segundo a Secretaria de Trabalho, são servidas em média 338 mil refeições por mês – mais de 4 milhões por ano. Os restaurantes públicos ficam em Brazlândia, Ceilândia, Estrutural, Gama, Paranoá, Planaltina,Recanto das Emas, Riacho Fundo, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião e Sobradinho II. A unidade do Sol Nascente será a 13ª a servir refeições a preços mais baixos.

 

G1.COM.BR