O PT quebrou Minas Gerais-Falhas da Copasa colocam 35 municípios em racionamento

Resultado de imagem para Copasa

Atendidas pela Copasa, 35 cidades mineiras estão em racionamento de água. Em Bom Despacho, no Centro-Oeste mineiro, famílias chegam a ficar duas semanas sem uma gota caindo em suas caixas d’água. Em Arcos, também no Centro-Oeste, bairros ficavam dias sem abastecimento. A situação ficou tão crítica que a prefeitura entrou na Justiça para garantir, pelo menos, o abastecimento com caminhão-pipa. “A Copasa enviava nove por dia, não era suficiente. Conseguimos, na Justiça, o envio de caminhões que atendam toda a cidade”, relata o prefeito de Arcos, Denilson Teixeira.

Segundo ele, a prefeitura solicitou na Justiça que a Copasa pague uma multa diária de R$ 20 mil enquanto não conseguir fornecer água para a população, e aguarda a decisão. “Faltam as obras. Estamos conversando com a Copasa desde janeiro e apelamos à Justiça porque ela não faz os investimentos”, afirma.

Os problemas no abastecimento atingem não se resumem a cidades que estão oficialmente em racionamento. Em Extrema, no Sul do Estado, onde casas e empresas ficam até dois dias sem receber o recurso, a prefeitura e o Ministério Público estão entrando com uma ação civil pública contra a Copasa para garantir o abastecimento. “Estamos assinando a ação civil pública e protocolando no Ministério Público hoje (26)”, diz o secretário de Desenvolvimento e Empreendedorismo de Extrema, Adriano Carvalho.

Os constantes problemas de abastecimento podem fazer com que a Copasa perca contratos de fornecimento de água. “Na nossa avaliação, a empresa entrou em colapso”, afirma Carvalho. A prefeitura se reunirá hoje com uma empresa privada que pode substituir a Copasa. “Na próxima terça-feira, a Copasa virá a Extrema tentar reverter a situação, mas espero que no ano que vem a mudança já tenha sido feita”, diz Carvalho.

O prefeito de Bom Despacho, Fernando Cabral, também estuda “expulsar” a estatal. “A Copasa não fica se não fizer com urgência os investimentos necessários. Vou pedir a nulidade do contrato”, afirma Cabral. No mês passado, a prefeitura chegou a promoveu intervenção no escritório da Copasa na cidade.

Denilson Teixeira, prefeito de Arcos, também estuda substituir a empresa. “São problemas que já existem há mais de três anos, não temos retorno. Só nos resta cancelar o contrato”, diz.

A Copasa afirmou, em nota à reportagem, que “a insatisfação dos prefeitos, compreensível, é consequência da falta de investimentos que deveriam ter sido realizados no passado, mas não foram feitos. Com a severa estiagem em Minas Gerais, essa falta de investimentos fica muito evidenciada”. A empresa informa que desde 2015 já investiu cerca de R$ 1,1 bilhão em implantação, ampliação e melhorias de sistemas de abastecimento de água.
Crítica. O deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSDB) diz que “o problema não é de estiagem, é de falta de planejamento da Copasa”. Ele estima que 20% dos mineiros estão sem abastecimento.
Atendidas pela Copasa
Cidades em racionamento
Abaeté
Arcos
Astolfo Dutra
Campanha
Campo Azul
Campos Altos
Capitão Enéas
Caratinga
Catuti
Divisa Alegre
Engenheiro Caldas
Iapu
Ibiracatu
Igaratinga
Inhapim
Mato Verde
Matutina
Montes Claros
Paracatu
Patis
Periquito
Riacho dos Machados
Rodeiro
Santa Efigênia de Minas
Sardoá
Sobrália
Taiobeiras
Tarumirim
Teixeiras
Ubá
Urucânia
Vargem Alegre
Visconde do Rio Branco

Comunidades da zona rural não têm nem caminhão-pipa
Na zona rural de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, cerca de 1.500 pessoas que vivem em cerca de 14 comunidades rurais ficam várias semanas sem receber água da Copanor, a empresa subsidiária da Copasa que atua no Norte do Estado. A informação é do secretário de Desenvolvimento Sustentável do município, Marcos Antônio Souza Otoni. “Dois mananciais da região, o Gravatá e o Piauí, estão secos. Eles atendiam essas pessoas. A Copanor abandonou as obras para levar água a essas regiões. O próprio rio Araçuaí, que hoje abastece o perímetro urbano, está secando. Já falamos com a Copasa. Se não tomar atitude agora, em três anos o Araçuaí seca também”, afirma Otoni.

“Na zona rural pode demorar até um mês para o caminhão-pipa chegar”, diz o contador Luiz Carlos Vieira Neres, morador da cidade. Ele conta que, para chegar ao distrito de São José das Neves, são 40 quilômetros de estrada de terra, o que dificulta a chegada de veículos. “Apresentamos o projeto de uma barragem para a Copanor, conversamos com a prefeitura, mas não se resolve nada”, conta.

“Nunca vi uma empresa que cuida tão mal do seu produto”, diz o prefeito de Arcos, Denilson Teixeira. Segundo ele, falta investimento, por parte da Copasa, na recuperação de mananciais. Já a empresa afirma, em nota, que “foram realizados serviços de levantamento de campo e ações ambientais em mais de 150 municípios, com o plantio aproximado de 205 mil mudas nativas, instalação e manutenção de 4.850 metros de cercas existentes”.

Site Minas de Verdade

O PT quebrou Minas Gerais-Copasa é cobrada por prefeitos sobre falta de àgua

copasa

Estatal não realizou investimentos necessários para evitar a crise e descumpre contratos firmados com municípios

Prefeitos e vereadores das cidades que estão em situação de emergência por falta d’água cobraram da Copasa uma solução para a crise de abastecimento vivida no Estado. Em audiência pública realizada nesta segunda-feira (23/10), os prefeitos afirmaram que a estatal não está realizando os investimentos necessários nem cumprindo os contratos firmados com os municípios, o que reflete diretamente na qualidade do serviço prestado. Segundo dados apresentados na audiência, cerca de 20% da população mineira está sofrendo com problemas de abastecimento.

“A Copasa tenta se justificar pela falta de chuva, existe realmente uma falta de chuva, mas isso era um fenômeno já esperado. A concessionária precisava fazer investimentos na captação de água adicional, usando poços artesianos ou outros rios. Não fez. Não se pode dizer que a falta de água é por um problema de clima. É por falta de investimento. Se não chover hoje na cidade terá que ser iniciado de novo o rodízio, com todo sofrimento que isso acarreta”, criticou o prefeito de Bom Despacho, Fernando José Castro Cabral.

O deputado Antônio Carlos Arantes, autor do requerimento para a realização do debate, lamentou a ausência da diretora-presidente da estatal, Sinara Inácio, e cobrou do governo explicações para essa crise. “Nosso requerimento era para que a presidente da Copasa estivesse aqui dando esclarecimentos sobre as ações e investimentos da empresa para o enfrentamento do problema. É um absurdo o que eles estão fazendo. Hoje podemos dizer que a Copasa mente e dá calote no cidadão porque ela cobra o esgoto e não trata, cobra água e não entrega”, disse.

Arantes ressaltou ainda que, mesmo sem realizar os investimentos necessários, a Copasa continua cobrando caro por um serviço que não está sendo prestado. Segundo o deputado, a situação é tão absurda, que os consumidores estão pagando pelo ar que passa pelos hidrômetros.

Situação de emergência

Reportagem do jornal O Tempo, publicada no final do mês passado, mostrou que 266 municípios mineiros estão em situação de emergência decretada em razão da seca. Isso significa que três em cada dez cidades mineiras (31%) sofrem com a falta de chuvas e problemas de abastecimento de água. Em cidades como a de Bom Despacho, é preciso recorrer a poços artesianos e caminhões-pipa para garantir fornecimento de água.

Em Arcos, o prefeito Denilson Teixeira, disse que os moradores estão tendo que conviver com o racionamento de água. “O que vemos é uma falta de respeito com a população. Sem um trabalho de revitalização das minas, das nascentes, das encostas, das matas ciliares, dos topos de morro, infelizmente, esse problema vai continuar. Enquanto isso, estamos lá, “apagando fogo” com caminhões-pipa”, disse.

Para Teixeira, essa situação poderia ter sido evitada com planejamento e boa gestão da Copasa. “Não tem surpresa nessa situação. Existe é falta de gestão da Copasa. Todos nós sabemos que a estiagem está aí há vários anos, que os rios estão secando. Não foi feito um trabalho para o produto que a Copasa vende, que não é dela. A água é nossa, ela só beneficia a água e vende. Ou seja, a Copasa não trata bem o seu produto”.

Assessoria de Imprensa do Bloco Verdade e Coerência

Site Minas de Verdade

O PT quebrou Minas Gerais – Copasa vai aumentar conta de água

copasa

 A conta de água vai ficar mais cara a partir de maio para os consumidores da Copasa. A confirmação foi feita pela presidente da companhia, Sinara Meireles, que reconhece que a qualidade do líquido tem piorado em Minas. Em função disso, serão necessários gastos para melhorar a água, o que terá como consequência um peso a mais no bolso do consumidor.

O tamanho do reajuste ainda não foi revelado. “Quem determina esse percentual é a agência reguladora. Nós ainda não temos nenhuma sinalização da agência”, afirma Sinara.

A presidente da Copasa também falou sobre os riscos de desabastecimento em Minas Gerais. Segundo ela, não há possibilidade de faltar água na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no mínimo, pelos próximos 20 anos, em função de obras realizadas, mas no Norte de Minas o racionamento pode ocorrer.

Sinara explica que aquela região do estado sofre historicamente com a indisponibilidade hídrica e a falta de chuvas, mas, atualmente, há ações para amenizar o problema. “Há risco de racionamento nessa região. Caminhões-pipa estão mobilizados, perfuração de poços estão acontecendo, mas nada que gere uma situação de colapso total”, explica.

 

Site Minas de Verdade

Aumento de 13,9% na conta de água é mais um assalto no bolso do contribuinte em Minas

O aumento de 13,9% na tarifa de água e esgoto realizado pela Copasa, considerando anúncio feito em 2015, através da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento do Estado de Minas Gerais (Arsae) foi debatido em audiência na Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quinta-feira, 5/5/2016.

No início da reunião, o deputado Sargento Rodrigues, autor do requerimento, destacou a matéria veiculada pelo jornal O Tempo, no dia 14/4/2016, quando explicou que a conta de água ficará 13,9% mais cara a partir de junho e que a Arsae afirmou que 8,5% é inflação e 5,4% é revisão tarifária.

Segundo o deputado Sargento Rodrigues, não se sabe de onde vem tantos reajustes para os mineiros. “Quando a gente acompanha e vê quase 14% de reajuste, nos deixa muito espantados. Ainda mais com a fala da Arsae dizendo que é para equilibrar a receita”, disse.

“Os consumidores ficam entregues a própria sorte se não cobrarmos do Governo do Estado, através da Arsae. O aumento da conta de luz não é uma explicação para o aumento da conta de água. Em sua campanha, o Governador Fernando Pimentel, do PT, disse que não haveria aumento das contas de água e luz, mas ano passado, aumentou de 18% para 25% o ICMS da energia elétrica em Minas Gerais. Agora, nos presenteou, no dia 1 de maio, dia do trabalhador, com o aumento de quase 14% na conta de água. O cidadão não aguenta mais reajustes! Isso é um absurdo e não podemos permitir”, ressaltou Sargento Rodrigues.

Durante a reunião, o Coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa, afirmou que há um enorme distanciamento entre o órgão e a Arsae. Segundo ele, deve haver justificativa legal para o aumento de 13,9%. “Que seja apresentada uma planilha de como chegou neste índice, uma vez que prejudica os consumidores, com base no Código de Defesa do Consumidor”, solicitou.

O defensor público, Lucas Diz Simões, informou que deve haver uma divulgação mais ampla, como também um debate pela sociedade civil. “Este é um problema antigo e o consumidor não pode optar por não consumir estes produtos. Dessa forma, há monopólio destas empresas”, disse. Segundo ele, o aumento tem que ser com base nos cálculos da inflação. “Os consumidores já sofrem prejuízos em outros setores. Por isso, as tarifas devem ser módicas”, afirmou.

Já o coordenador técnico de Regulação e Fiscalização Econômico-Financeira da Arsae-MG, Raphael Castanheira Brandão, explicou que a recomposição tarifária realizada pela agência busca reavaliar as condições de mercado. Ele informou que a revisão de tarifas foi solicitada pela Copasa ainda em 2015 e foi aprovada em abril deste ano pela Arsae. Para ele, o reajuste considerou a questão da inflação de 8,5%. “Todas as informações são avaliadas pela agência até chegar no índice final que é discutido durante audiência pública com a população”, afirmou.

No dia 12/4/2016, a Arsae emitiu uma nota técnica, onde fundamentou sua decisão de reajustar a conta de água, justificando o aumento em dividir o risco com a Copasa e os usuários.

O deputado Sargento Rodrigues achou um absurdo a Arsae e a Copasa não respeitarem o Código de Defesa do Consumidor e a Lei que trata da concessão e permissão da prestação de serviços públicos devido aos argumentos superficiais aportados, como também com falta de clareza, pelos representantes de ambas as empresas durante a reunião.

“Primeira falha da Arsae é que nenhum movimento da defesa do consumidor foi convidado para a audiência pública para discutir este aumento tarifário. Eu não sei o que a Arsae, Copasa, Cemig, entendem por modicidade de tarifas porque 13,9% que a Copasa, através da Arsae, estabeleceram para os mineiros pagarem é um absurdo!”, afirmou Rodrigues.

Rodrigues destacou, ainda, que o representante da Copasa não conseguiu explicar nada em relação ao reajuste de 14%. O deputado também solicitou as planilhas com os cálculos dos índices por ser um direito dos consumidores.

Ao final, a Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte aprovou requerimento, de autoria do deputado Sargento Rodrigues, para que seja apresentado a Arsae pedido de informações consistente na demonstração por meio de planilhas de composição do reajuste tarifário do serviço de água e esgoto, uma vez que o aumento deve assegurar a MODICIDADE E CONTROLE SOCIAL DAS TARIFAS. Requerendo, ainda, o percentual de lucro da concessionária.

Sargento Rodrigues também apresentou requerimento para que o Ministério Público e a Defensoria Pública para promover ação civil pública para anular o aumento da conta de água de 13,9%. Naquele momento, o deputado Cristiano Silveira, do PT, saiu da reunião para não haver quórum para votar o requerimento.

“Não sei o que aconteceu, mas o deputado Cristiano Silveira, do PT, levantou para não votar o requerimento em defesa dos consumidores mineiros, mas contamos com o apoio dos membros da Comissão para que seja aprovado na semana que vem”, destacou Rodrigues.

O deputado Sargento Rodrigues se reunirá com sua assessoria jurídica para também promover uma ação judicial, buscando anular o absurdo aumento da conta de água.

 

Site Minas de Verdade