Ceará Sporting Club vai tentar disputar a Copa Total Sudamericana e a Copa do Brasil ao mesmo tempo

Ceará Sporting Club / 2003 - hoje

Frustração

Para o vice-presidente do Ceará, Robinson de Castro, o clube ainda vai tentar sensibilizar a CBF para tentar disputar os dois torneios. “Conquistamos o direito de participar das duas competições dentro de campo. Queremos jogar. Nos planejamos para isso, formamos um grande elenco, fizemos contratações caras para disputarmos, então será uma frustração muito grande se não pudermos disputar. Por isso, vamos tentar sensibilizar a CBF para rever essa situação”.

Sobre desistir da Copa do Brasil para participar da Sul-Americana, o dirigente foi taxativo: “o Ceará não entra em campo para perder. Se vamos jogar, queremos vencer”, concluiu.

 

Jogada – Diário do Nordeste – 23/05/2015

Bahia elimina a Portuguesa da Copa Total Sudamericana

  0 x 0   

Depois de 24 anos, o Bahia voltará a deixar o Brasil para disputar um jogo por uma competição internacional. O Tricolor empatou com a Portuguesa em 0 a 0, na noite desta quarta-feira, na Arena Fonte Nova, e conseguiu a classificação para as oitavas-de-final da Copa Sul-Americana, já que havia vencido o primeiro jogo por 2 a 1. O adversário na próxima fase será o Nacional de Medellín, da Colômbia, que eliminou o Guarani-PAR.

Apesar da possibilidade da disputa da competição internacional e do lucro que o torneio pode gerar, os dois times entraram em campo sem tanta importância. Tanto os baianos quanto os paulistas mandaram times alternativos para o jogo. Desinteresse que se refletiu no futebol sonolento durante os 90 minutos e no público total de 5.981 pessoas no estádio.

Após o duelo pela Sul-Americana, os dois times voltam a atenção para o Brasileiro. Com suas equipes titulares e força total, Bahia e Portuguesa voltam a se enfrentar no fim de semana. As duas equipes entram em campo no sábado, às 18h30m (horário de Brasília), no Canindé.

Bahia x Portuguesa (Foto: Romildo de Jesus / Futura Press)
Bahia garante a classificação após empatar em 0 a 0 com a Lusa (Foto: Romildo de Jesus / Futura Press)

Um primeiro tempo duro…de se ver

Quem leu as escalações de Bahia e Portuguesa antes de a bola rolar já poderia imaginar o que viria dentro de minutos. Times desentrosados e, em grande parte, sem muita vontade. Azar do torcedor que foi à Arena Fonte Nova e teve 45 minutos de sonolência na arquibancada.

A maresia se abateu principalmente depois dos 15 primeiros minutos. Logo no início do jogo, o Bahia até que tentou atacar. Freddy Adu, em sua primeira partida como titular, era a maior inspiração. Mas foi pouco. Sem sucesso nas oportunidades criadas, o Tricolor se acomodou. A Portuguesa, por sua vez, pouco fez para tentar reverter a vantagem criada pelo adversário no primeiro jogo.

Classificação sem grandes sustos

O cenário do jogo não mudou muito na volta do intervalo. Jogadores saíram, jogadores entraram, mas o ritmo continuou o mesmo: sonolento. Com a vantagem para garantir a classificação, o Bahia mais parecia preocupado em poupar esforços dentro de campo.

Do outro lado, a Portuguesa não esboçava muito perigo para a defesa tricolor. No fundo, o duelo serviu mais para que os treinadores de Bahia e Portuguesa pudessem conhecer melhor os elencos que possuem e saber com quais jogadores poderão contar daqui para frente.

Ponte Preta se classifica para as oitavas-de-final da Copa Total Sudamericana

 

As reviravoltas que o futebol proporciona levaram a Ponte Preta do inferno à redenção em três dias. Em baixa após a derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro e o pedido de demissão de Paulo César Carpegiani no último sábado, a Macaca aliviou a crise com uma classificação histórica na noite desta terça-feira. O empate por 0 a 0 com o Criciúma, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, levou a Ponte às oitavas de final da Copa Sul-Americana e garantiu o direito de o clube disputar pela primeira vez uma partida no exterior em 113 anos de existência.

Temperatura baixa fora e dentro de campo

A partida começou mais fria que a baixa temperatura em Campinas, onde os termômetros marcavam 12º. Com a vantagem, a Macaca até atendia ao pedido de Jorginho de manter a posse de bola no ataque, com Fernando Bob ditando o ritmo, mas faltava objetividade. Quando tentava uma jogada mais aguda, esbarrava em erros individuais. Os laterais Régis e Uendel apareceram livres na linha de fundo, porém, falharam nos cruzamentos.

O Criciúma tinha dificuldade para sair da marcação adiantada da Ponte, o que forçava a ligação direta e reforçava o controle das ações dos campineiros. A primeira vez que um dos goleiros trabalhou efetivamente foi aos 17 minutos, em um chute de longe de Baraka que desviou e obrigou Galatto a ir buscar no canto.

Com poucas alternativas com a bola rolando, os times chegavam em lances despretensiosos. Foi assim em cobrança de falta fechada de Fabinho que fez Roberto mostrar reflexo e depois em um cruzamento direto de Régis que Galatto espalmou. Da metade para o fim da etapa inicial, o Criciúma cresceu e assustou em finalização de Lins dentro da área, desviada pela defesa, e depois em cabeçada de Marlon. Mas rapidamente a partida esfriou novamente.