Renato Maurício Prado transcreve em sua coluna e-mail de amigo sobre a Comissão Selecionadora Nacional

Por falar em conselhos e que tais, meu amigo Alfredo Osório me manda e-mail com uma lembrança das antigas, mas muito divertida:

“Renato, em tempos de crise inventamos comissões. Lembra-se da “CoSeNa”? Comissão Selecionadora Nacional, criada depois do vexame brasileiro na Copa de 66, na Inglaterra? É tudo a lesma lerda… Deu em nada até que veio o bom senso e o “João sem medo” (João Saldanha) foi chamado, botou um misto de Santos e Botafogo para jogar contra a Inglaterra (campeã do mundo) e o resto sabemos… (vitória do Brasil por 2 a 1, com um gol deitado, de Tostão e outro de Jairzinho). Pena que não temos mais Santos nem Botafogo não é?

A escalação daquele dia (que seria também a base das eliminatórias e do tri, em 70, no México): Gilmar (S), Carlos Alberto (S), Djalma Dias (S), Joel (S) e Rildo (B), Clodoaldo (S) e Gérson (B); Jair (B), Tostão (Cruzeiro), Pelé (S) e Edu (S). O Tostão era o intruso e o Paulo César (B) também jogou, no segundo tempo, no lugar do Edu. Timaço baseado em apenas Santos e Botafogo!”

Foi nesse amistoso (disputado junho de 1969) que o goleiro bicampeão do mundo, Gilmar dos Santos Neves, despediu-se da seleção.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 06 de julho de 2015