Plebiscito pode definir o futuro da Coelce

CPI sugere realização de plebiscito para decidir sobre renovação da concessão. Documento está com o governador.

O plebiscito sugerido para definir sobre a renovação, ou não, da concessão da Coelce está nas mãos do governador Camilo Santana. A sugestão está no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada em 2015 na Câmara Municipal de Fortaleza, que investigava irregularidades na distribuidora.

Na sessão de ontem, o vereador Robert Burns (PTC), reiterou o pedido de plebiscito. “Não podemos ficar com uma empresa que só tem a finalidade de lucrar, que cobra taxas absurdas, deixa postes caindo. Já foram 20 anos”, disse.

O relatório final foi apresentado pelo presidente da CPI, o vereador Deodato Ramalho (PT), no plenário na última terça. Entre as conclusões, estão a de que a empresa não respeitava a legislação quanto ao descarte de resíduos sólidos.

Teriam sido verificadas, também, condições de trabalho análogas à escravidão em relação a alguns terceirizados, que trabalhariam na destruição de postes velhos sem usar equipamentos de segurança. Eles não receberiam salário regular, mas um valor de R$ 10 por poste.

Além disso, a empresa fez com que alguns consumidores perdessem benefícios do Estado para a baixa renda ao realizar cobrança em duplicidade. Deodato ressaltou o dever da Coelce de reparar os danos causados a esses clientes.

A comissão não confirmou informação da empresa de que isso não resultou em cobrança a mais, tendo sido uma fragmentação da conta de um mês.

Por meio de nota, a Coelce informou que “a empresa visitada pelos vereadores possui contrato com a Coelce para coleta, transporte e reciclagem de materiais”. Também disse que, “por se tratarem de resíduos inertes (ferro e cimento), não causam contaminação ao solo”. Ainda assim, afirmou que retirou todo o material da área. A empresa alegou também que “possui um sistema de gestão ambiental certificado pela Norma Ambiental”.

Sobre as condições de trabalho dos funcionários terceirizados, o plebiscito e a cobrança em duplicidade, a Coelce não se manifestou.(Colaborou Andreh Jonathas)

 

Jornal O POVO – 15/04/2016

Aneel: não há tendência de alta de 2 dígitos

09.04.2014

A Agência já aprovou altas nesse patamar. Distribuidoras, como a Coelce, pleiteiam reajuste na mesma faixa .

Image-0-Artigo-1585579-1

Consumidor deverá se preparar para pagar mais caro pela energia elétrica em 2014 e também em 2015. Além da Coelce, a Aneel ainda definirá os reajustes anuais de mais 46 distribuidoras de energia neste ano
FOTO: ALEX COSTA

Brasília/Fortaleza. Apesar dos reajustes anuais significativos nas tarifas de três companhias de distribuição aprovados na última segunda-feira, 7, o diretor-geral daAgência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse ontem que o órgão regulador não confirma a existência de uma tendência de aumentos de dois dígitos na contas de luz este ano. Ontem, a Cemig (MG) teve um reajuste médio de 14,76%, a CPFL (SP) de 17,23% e a Cemat (MT) de 11,89%, enquanto a projeção do Banco Central, segundo seu último relatório de inflação, divulgado no fim de março, aponta para a alta dos preços da eletricidade em 2014 de 9,5%.

Pleito de dois dígitos no CE

Enquanto isso, a Companhia Energética do Ceará (Coelce) também pleiteia junto à Agência reajuste tarifário na casa dos dois dígitos.Conforme publicado com exclusividade pelo Diário do Nordeste na edição desta terça-feira, 8, a distribuidora cearense pediu um aumento de 13,83% sobre as tarifas por ela praticadas, o qual deverá ser votado em reunião ordinária de diretoria da Aneel na próxima terça-feira, 15, com o índice que for aprovado passando a vigorar já a partir do dia 22 de abril do ano em curso.

A definir

Além da Coelce, a Aneel definirá os reajustes anuais de mais 46 distribuidoras neste ano. “A Agência não faz previsão de qual vai ser o índice de reajuste de cada empresa. Isso depende do custo da energia no mercado de curto prazo, da contratação das companhias, da demanda de cada uma e de outra série de fatores. A Aneel não pode falar em tendência de aumentos de dois dígitos este ano”, afirmou Romeu Rufino.

“O BC usa uma metodologia própria para estimar os preços do setor no Relatório de Inflação, mas nós não fazemos previsão”, completou. Rufino explicou ainda que a variação do dólar desde o ano passado pesou no reajuste da Cemig e da CPFL, que, segundo ele, possuem cotas significativas da energia proveniente da Usina Binacional de Itaipu, influenciada pela moeda estrangeira. “Outras distribuidoras não serão tão impactadas por isso, por exemplo”, explicou.

Empréstimos

Rufino confirmou ontem que a “melhor estimativa” para o empréstimo que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) deve tomar junto aos bancos passou de R$ 8 bilhões para R$ 10,8 bilhões. O aumento ocorrerá porque a maior parte dos recursos anunciados pelo Tesouro Nacional no pacote de ajuda ao setor elétrico não poderá ser usada para cobrir a descontratação das distribuidoras de energia. O pacote previa uma necessidade de R$ 12 bilhões em 2014 para arcar com o custo da energia de curto prazo que vem sendo adquirido pelas distribuidoras desde o início do ano, já que o leilão do fim de 2013 não foi suficiente para garantir toda a demanda das empresas. De acordo com o anúncio feito no mês passado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, R$ 4 bilhões seriam aportados pelo Tesouro – R$ 1,2 bilhão já pagos em fevereiro – com essa finalidade e os outros R$ 8 bilhões seriam captados pela CCEE junto a instituições financeiras. Mas o Tesouro acabou colocando os R$ 2,8 bilhões restantes da sua parte no orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para o pagamento de encargos e obrigações do fundo, mas sem a possibilidade de cobrir essa exposição das distribuidoras de energia.

Por isso, a CCEE precisará captar esse montante também com os bancos. “Podemos dizer que R$ 10,8 bilhões é a nova melhor estimativa para o empréstimo, mas os valores são refinados mês a mês de acordo coma necessidade do setor”, explicou Rufino.

Segundo ele, não há sinalização sobre um eventual novo aporte do Tesouro Nacional para compensar esses R$ 2,8 bilhões adicionais.

NE pagará menos por fundo setorial

Brasília/Fortaleza. Consumidores das regiões Nordeste e Norte vão contribuir com um valor menor para o orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo usado pelo governo federal para financiar ações no setor elétrico, entre elas o programa Luz para Todos e o pagamento de indenizações a concessionárias.

É que conforme resolução publicada ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os consumidores das duas regiões vão pagar R$ 1, 06 a mais na conta de luz para cada megawatt-hora (MWh) consumido nos próximos 10 meses a título de contribuição para a CDE. Já os consumidores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste ão pagar mais: R$ 4,80 para cada MWh.

Para se ter uma ideia do valor a ser desembolsado, em média, uma residência no País consome cerca de 150 quilowatts-hora (kWh) por mês, segundo a Aneel. Se multiplicarmos esse consumo por dez meses, teríamos um total de 1,5 MWh e, nesse período, uma contribuição para a CDE de R$ 1,59, para os consumidores do Norte e Nordeste e de R$ 7,20 para aqueles que residem no Sul, Sudeste e no Centro-Oeste.

Impacto

O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, avalia que esses valores deverão representar um aumento médio de menos de 1 ponto percentual nas tarifas de energia praticadas pelas distribuidoras no ano em curso.

Valor da cota caiu

O orçamento da CDE foi aprovado na última segunda-feira (7) pelo órgão regulador. Nele ficou definido que a “cota” dos consumidores para cobrir as despesas do fundo em 2014 vai ser de R$ 1,6 bilhão, a ser repassado às contas de luz durante os próximos meses. Esse valor é bem menor que o previsto inicialmente pela Aneel, que era na faixa de R$ 5,6 bilhões.

De acordo com a Aneel, uma das razões para essa redução foi a decisão do governo de desviar para o orçamento da CDE parte (R$ 2,8 bilhões) dos R$ 4 bilhões de um aporte anunciado pelo Tesouro Nacional para o plano que vai financiar o uso mais intenso das termelétricas e a consequente compra de energia mais cara pelas distribuidoras neste ano. Anunciado em meados de março último, o plano previa uma injeção de R$ 12 bilhões no setor elétrico.

 

arte neg

Diário do Nordeste – Negócios – 09.04.2014

 

Coelce quer reajustar conta de luz em 13,83%

Agência vai analisar

08.04.2014

O índice definitivo só será conhecido na próxima terça-feira, dia 15, quando a diretoria do órgão vota o pleito .

Image-0-Artigo-1584736-1

Conta de luz: pleito da Coelce supera expectativa do mercado. Estimativa do BC é de um reajuste médio de 9,5% nas tarifas praticadas no País

FOTO: KID JÚNIOR
Se depender do pleito encaminhado pela Companhia Energética do Ceará (Coelce) à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a conta de luz do cearense poderá sofrer, neste ano, um aumento bem superior ao esperado pelo mercado. Segundo disponibilizado pela Aneel em sua página na internet, a distribuidora cearense solicitou um índice de reajuste tarifário de 13,83% sobre os preços por ela praticado. Enquanto isso, em seu último relatório de inflação, divulgado no fim do mês passado, o Banco Central (BC) apontava para uma expectativa de reajuste médio nas tarifas de energia no País de 9,5%. Dessa forma, o índice pedido pela Coelce está a mais de quatro pontos percentuais acima da estimativa da autoridade monetária.Se aprovado, o aumento sobre os valores praticados pela distribuidora passará a vigorar a partir do próximo dia 22 de abril. Porém, o reajuste final só será conhecido na terça-feira da semana que vem, dia 15, quando a diretoria da Aneel vota o pleito da Coelce em sua reunião pública ordinária.

Entretanto, conforme fontes ligadas ao mercado, o índice proposto pelas distribuidoras de energia não são determinantes para o reajuste autorizado pela Agência. Apenas subsidiam a tomada de decisão, visto que esta é baseada na avaliação de sua área de Regulação Econômica, que fiscaliza as concessionárias e acompanha os desempenhos.

Acima da inflação

O pleito solicitado pela Coelce chama a atenção ainda quando comparado com a inflação acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), indicador utilizado pelo setor para corrigir preços. De acordo com a proposta de reajuste tarifário apresentado pela companhia, o IGP-M considerado para os cálculos foi de 5,97%, portanto, bem inferior aos 13,83% sugeridos pela concessionária de energia.

A observação gerou, assim, críticas por parte do mercado, a exemplo do presidente do Conselho de Consumidores da Coelce, Erildo Pontes, para quem o reajuste solicitado superou suas expectativas. “O índice de reajuste pedido pela Coelce é alto. Se o IGP-M nos 12 meses que antecedem o aumento foi de 5,97%, o que a Coelce está pedindo representa quase oito pontos percentuais a mais, o que não se justifica”, explica.

Outro fator que poderia contribuir para um reajuste menor neste ano, lembra Pontes, é o saldo de R$ 300 milhões a favor do consumidor, referente à última revisão tarifária, em 2012, aplicada somente em 2013, e que ficou para ser compensado no reajuste de 2014. “Portanto, tínhamos a expectativa de que o pleito da Coelce fosse inferior, mesmo com mais uso das térmicas, como agora”, argumenta.

Reajustes já autorizados

Ontem, a Aneel aprovou o índice final da terceira revisão tarifária periódica da distribuidora Ampla, do mesmo controlador da Coelce, que fornece energia a 2,5 milhões de unidades consumidoras em 66 municípios do Rio de Janeiro. Com a revisão, os consumidores residenciais terão redução de 0,74% nas tarifas, e as indústrias terão aumento de 8,11%. Os índices são retroativos a 15 de março. Ao mesmo tempo, a Agência também aprovou ainda a revisão anual das tarifas da distribuidora Cemig-D (aumento de 14,24% para as residências e 12,41% para as indústrias) e os reajuste da CPFL Paulista (16,46% e 16,1%, respectivamente) e para a Cemat (11,16% e 13,42%, por sua vez).

Mecanismos de aumento

O reajuste anual é um dos três mecanismos de atualização das tarifas previstos nos contratos assinados entre as distribuidoras de energia e a União, com objetivo de manter o equilíbrio econômico-financeiro da concessão dos serviço. Os outros dois são a revisão tarifária periódica e a revisão extraordinária.

A periódica acontece a cada quatro anos e se diferencia do reajuste anual por ser mais ampla e levar em conta todos os custos, investimentos e receitas para fixar um novo patamar de tarifa, mais adequado à estrutura da empresa e ao seu mercado.

Já a revisão extraordinária destina-se, especificamente, a atender casos muito especiais de desequilíbrio econômico justificado, podendo ocorrer a qualquer tempo.

O QUE ELES PENSAM
Aumento inoportuno e fora da realidade

O que a Coelce está pedindo é abusivo e não condiz com os números da economia apresentados. A inflação do período está na casa dos 6%. Então, um reajuste de quase 13% é mais do que o dobro da inflação. A gente entende que o setor elétrico está carente de mais investimentos, mas o consumidor e o setor produtivo, sobretudo, não podem ser apenado dessa forma.

Cid Alves
Presidente do Sindilojas

Se o índice pleiteado pela Coelce for aprovado pela Aneel, isto significará um aumento inoportuno. A indústria em geral será prejudicada. Um reajuste nessa proporção afetará a competitividade dos produtos brasileiros tanto lá fora como aqui, pois dará mais chances para que entrem itens importados bem mais baratos. E, infelizmente, nós teremos que repassar o reajuste para o consumidor.

Fernando Castelo Branco
Presidente do Conselho de Economia da Fiec

Aneel reduz valor de encargo ao consumidor

Brasília/Fortaleza A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reduziu ontem o valor que as distribuidoras de energia terão que pagar para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) neste ano. Em decisão anterior, a cota da CDE havia sido calculada em R$ 5,6 bilhões, mas a agência refez os cálculos, incluindo novos aportes anunciados pelo governo, e o valor acabou caindo para R$ 1,66 bilhão.

O valor, que é parte das receitas da CDE, será dividido entre as empresas na proporção de seus mercados e consequentemente terá reflexo nos reajustes anuais das distribuidoras. As cotas da CDE que devem ser pagas pelas distribuidoras é resultado da diferença entre o total de despesas e as receitas da conta. Para 2014, a estimativa de despesas da CDE é R$ 18,07 bilhões.

A redução das cotas da CDE foi possível porque o governo anunciou, no mês passado, um aporte extra, para cobrir os gastos das distribuidoras com a compra de energia no mercado livre e com o uso maior de energia de termelétricas, que é mais cara. Dos R$ 4 bilhões anunciados, R$ 2,8 bilhões irão para a CDE. Além disso, também entraram na receita da CDE R$ 1,175 bilhão de parcelamentos de dívidas de agentes inadimplentes.

Hidrelétricas

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indicou ontem uma ligeira melhora na situação dos reservatórios hidrelétricos do Nordeste, tendo em vista que as estimativas apontaram para uma evolução de 42,8% para 43,4% no fim de abril. Para o Norte, a projeção permaneceu no mesmo patamar, de 91%.

Com a previsão de menos chuvas no Sul, o ONS revisou para baixo a estimativa de estoque nos reservatórios das usinas da região no fim do mês, passando de 43,6%, para 40,3%. O mesmo aconteceu com o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o principal do país, já que a estimativa de estoque dos lagos das usinas das duas regiões caiu de 40,6% para 36,6%, revelou o ONS. A queda foi motivada principalmente pela redução da expectativa de chuvas para abril.

Anchieta Dantas Jr.
Repórter
INDICES

Diário do Nordeste – Negócios – 08/04/2014

Coelce é criticada por sua deficiência

 

A situação da iluminação pública nos municípios do Interior do Estado deverá ser tema de uma audiência pública entre Assembleia Legislativa, Coelce e a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados no Estado do Ceará (Arce). Durante pronunciamento, ontem, alguns parlamentares demonstraram preocupação com o “sucateamento” da rede de iluminação pública no Estado do Ceará.

O deputado Dedé Teixeira (PT) levou o tema à tribuna e ressaltou que muitos prefeitos de diversos municípios têm se queixado da Coelce por conta dos serviços muito aquém do ideal, inclusive, propôs que a Associação dos Prefeitos do Ceará (Aprece) participasse do encontro, visto que a situação, de acordo com ele, é “epidêmica” e atinge, praticamente, todas as regiões do Estado.

Ele ressaltou ainda que é preciso regularizar a situação urgentemente, pois as cobranças de taxas de iluminação pública são feitas ainda que os serviços não estejam sendo prestados de forma devida. “Nós vamos fazer um requerimento solicitando uma audiência pública para que a Coelce, que é a maior ‘repositora’ de iluminação, possa dizer o que está havendo. Se ela está querendo deixar esse tipo de serviço no Ceará. Que saia, mas o problema é que ela arrecada a taxa de iluminação pública e desconta no consumo das pessoas e só repassa para o Município o que quer, e quando tem”, disse.

Segundo ele, a Coelce tem a obrigação de fazer a reposição das lâmpadas da iluminação pública, o que não estaria acontecendo. “As cidades estão ficando escuras, o que acaba por se transformar em um lugar para uso de drogas, marginalidade e todo tipo de coisa errada. Essa é uma reclamação geral dos municípios”, disse o petista, afirmando que a população tem cobrado e os prefeitos têm procurado a Coelce sem resposta. “Que ela deixe de prestar os serviços, mas do jeito que está não podemos deixar”, lamentou.

De acordo com João Jaime (DEM) é papel da Arce cobrar a Coelce para cumprir suas atividades e realizar os serviços de forma correta, o que não está acontecendo. “É preciso chamar a Aprece, associação dos consumidores e a Arce para o debate”.

 

Diário do Nordeste – Política – 07/02/2014

Ceará registra 7.111 raios durante três dias

Entre 2000 e 2011, foram registrados no Estado 51 mortes por raios. Neste ano, já houve um caso

Nos últimos três dias, a Companhia Energética do Ceará (Coelce) registrou 7.111 descargas atmosféricas em todo o Estado. Russas, que fica a 165 Km da Capital, foi o município mais atingido, com 831 raios, seguido de Amontada, com 462 descargas, e Santa do Acaraú, com 452. Em Fortaleza, não foram contabilizados raios nesse período.

Os municípios com maior incidência de raios foram Santa Quitéria, com 10.450; Granja, com 6.604; e Sobral, 5.636. Em Fortaleza, houve registro de 122

Até agora, em 2013, o sistema da Coelce registrou 152.849 descargas atmosféricas no Ceará. Os municípios com maior incidência de raios foram Santa Quitéria, com 10.450; Granja, com 6.604; e Sobral, com 5.636 raios. Já em Fortaleza, houve apenas 122 descargas nestes quatro primeiros meses.

Nesta época do ano, é importante que a população se previna, já que os raios são perigosos por serem portadores de energia intensa. Se uma pessoa for atingida pelo fenômeno ou estiver perto do de onde o feixe cai pode até morrer, dependendo do local do corpo em que a energia passará.

A melhor maneira de se prevenir dos raios dentro de casa, durante os dias de chuva, é evitar o contato com objetos de estrutura metálica, além de desconectar aparelhos eletroeletrônicos das tomadas. Na rua, além de ficar distante dos objetos metálicos, as pessoas devem evitar o uso de linhas telefônicas e procurar ficar longe de piscinas, praias e árvores isoladas.

Mortes

Entre 2000 e 2011, foram registradas, no Ceará, 51 mortes causadas por raios, quase cinco óbitos por ano. Neste ano, foi registrada uma vítima. Um jovem de 14 anos faleceu, em Parambu, distante 400 Km de Fortaleza. Ele estava trabalhando na roça junto com seus familiares quando foi atingido pelo fenômeno.

No Brasil, conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as causas mais comuns associadas à morte por descarga atmosférica é atividade agropecuária com 19% dos casos, 12% são devido a proximidade de árvores, permanência em campo de futebol é 10% das causas e permanência em praia é responsável por 7% desses falecimentos. A maior parte das mortes ocorre na zona rural, com 60%. Na zona urbana, são 25% dos casos, 10% no litoral e 5% foram em rodovias.

Monitorar as descargas atmosféricas no Ceará é um trabalho feito pela Coelce por meio do seu Centro de Controle do Sistema (CCS). A atividade realizada pelos operadores do CCS tem o objetivo de acompanhar o sistema e orientar as equipes de manutenção do Estado sobre ocorrências na rede elétrica provocadas por descargas atmosféricas.

 

Diário do Nordeste  -Cidade  – 01 de maio de 2013

Supermercados devem fechar em todo o Estado do Ceará hoje

Ficheiro:Bandeira do Ceará.svg

 

No feriado do Dia do Trabalhador os supermercados de todo o Estado não vão funcionar, segundo a Associação Cearense dos Supermercados (Acesu). O sindicato patronal e o dos trabalhadores realizaram uma convenção coletiva para que fosse decidida a folga neste 1º de maio. Por isso, quem for comprar alguma coisa no supermercado deve deixar para fazer suas compras somente na quinta feira, dia 2.

Além disso, as lojas dos shoppings centers, do Centro da Cidade e também as que são localizadas na Avenida Monsenhor Tabosa estarão fechadas durante todo o feriado, de acordo com informações do Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas).

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) funcionará em esquema de plantão. Qualquer solicitação deverá ser feita pelo telefone 0800.275.0195.

A Coelce manterá equipes de plantão em pontos estratégicos em todo o Estado. A Central de Relacionamento fará parte do plano pelo 0800.285.0196.

Para qualquer serviço prestado pela Oi, os seus clientes devem ligar para o 10331, que estará funcionando 24h por dia.

SAIBA MAIS

O que funciona

Farmácias
Padarias
Praças de alimentação de shoppings
Área de lazer dos shoppings
Cinemas
O que não funciona
Lojas dos Shoppings Centers
Lojas do Centro
Supermercados
Mercado Central
Bancos
Universidades
Escolas
Repartições públicas municipais e estaduais
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
Plantões
Cagece – 0800.275.0195
Coelce – 0800.285.0196
Oi – 10331 

 

Diário do Nordeste-Cidade-30 de abril de 2013

Número de raios em 2013 já supera estatísticas de todo o ano de 2010 e de 2011

Os números partem do Sistema de Monitoramento de Raios da Companhia Energética do Ceará (Coelce)

FOTO: FCO FONTENELE/ O POVO

Só em Fortaleza, neste ano, foram 122 descargas elétricas captadas pelo Sistema de Monitoramento

Mais de 138 mil raios já foram registrados neste ano, no Ceará. O número, calculado de janeiro até esta quarta-feira, 24, já representa mais que o dobro das descargas captadas durante todo o ano de 2011 (aproximadamente 65 mil raios) e 2010 (cerca de 45 mil raios).

As estatísticas partem do Sistema de Monitoramento de Raios da Companhia Energética do Ceará (Coelce), existente desde 2008 e único no Estado, de acordo com o responsável pela operação técnica da Companhia, Eduardo Gomes. Ele destaca que a ausência de um comparativo com 2012 deve-se a um defeito no equipamento que computou, parcialmente, o registro de 18 mil raios nas estatísticas cearenses do ano passado. De acordo com a Coelce, só em Fortaleza, neste ano, foram 122 descargas elétricas captadas pelo Sistema. As cidades com maior número de incidência de raios são Santa Quitéria, com 10359, Hidrolândia, 3929, e Tamboril, 3515 raios.

O setor de Meteorologia da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) informou ao O POVO, no início desta noite de quarta, 24, que seria necessário um estudo mais aprofundado sobre o comparativo apresentado pela Coelce e comprometeu-se a investigar nos próximos dias o porquê da grande incidência de raios de 2013 em relação aos anos anteriores.

Necessidade de aperfeiçoamento do Sistema de Monitoramento deve ser avaliado por especialista 

Nesta quinta-feira, 25, o professor doutor do Departamento de Ciências Atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP,chega a Fortaleza para averiguar o Sistema. Ele deve ficar até a próxima quinta-feira, 26, para reuniões com a Coelce com o propósito principal de conversar com especialistas da empresa sobre o aperfeiçoamento do Sistema.

Cuidados em casa durante chuvas com raios

Eduardo Gomes, da Coelce, diz que alguns cuidados dentro de casa podem ser tomados a fim de se evitar choques e defeitos em equipamentos eletroeletrônicos, durante as chuvas com raios.”Um raio é, em poucas palavras, a passagem de corrente elétrica. Ainda que haja isolamento, isso só é possível até um determinado nível de tensão. Dessa forma, a descarga muito elevada que vem do raio que cai distante da sua casa pode ser trafegada pela rede elétrica e danificar equipamentos dentro de casa”, explica Eduardo.

Ele dá dicas de como evitar choques e aparelhos eletroeletrônicos “queimados” dentro de casa, durante tempestades: 

– Evitar o uso de ferro de engomar e tirar da tomada geladeira, televisão, microondas e afins, além de telefone sem fio ou carregadores de celulares.
– Ficar longe de cercas elétricas, arames farpados e antenas.
– Como a descarga elétrica dos raios escoa pelo solo, evitar também banhos em lagoas, açudes e piscinas.
– Se estiver em área descampada, tentar manter-se agachado até que as descargas diminuam.
– Jamais proteger-se debaixo de árvores altas e isoladas.
– Preferir ficar em casa a sair, durante as chuvas.

Saiba Mais

O Centro de Controle do Sistema (CCS), da Coelce, monitora as descargas atmosféricas no Ceará. A atividade tem o objetivo de acompanhar o sistema, prever tempestades e orientar as equipes de manutenção da Companhia sobre ocorrências na rede elétrica provocadas por descargas atmosféricas, em todo Estado, além de minimizar o tempo de atendimento.

A iniciativa é fruto de um projeto de Pesquisa & Desenvolvimento financiado pela Coelce, com participação técnica dos engenheiros da empresa e realização de pesquisas de estudiosos da USP e da Uece.

 

Jornal O POVO – Fortaleza – 25 de abril de 2013

Coelce é condenada a pagar R$ 40 mil

 

A Companhia Energética do Ceará (Coelce) e uma construtora que presta serviço à companhia foram condenadas a pagar R$ 40 mil aos pais de um adolescente morto ao cair em um buraco, no Município de Limoeiro do Norte, a 194 Km de Fortaleza. A decisão foi julgada pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE) na última segunda-feira (25). As informações são do Diário do Nordeste Online.

O acidente ocorreu quando a vítima voltava de uma festa na garupa da moto de um amigo. Ao tentar desviar de uma lombada, o condutor perdeu o controle do veículo e o garupeiro caiu dentro do buraco, aberto há dias pela construtora para instalar poste de energia elétrica.

As empresas já haviam sido julgadas como responsáveis pelo fato pela comarca de Limoeiro do Norte em fevereiro de 2006, mas recorreram da sentença. A Coelce e a construtora alegaram culpa exclusiva do motorista da moto, que também era menor de idade e pilotava sem habilitação. Segundo as empresas, os dois ainda estavam sem capacete.

No início da semana, o desembargador Francisco Gladyson Pontes manteve a decisão à favor dos pais da vítima. “Conduta omissiva e culposa da construtora contratada pela concessionária de serviço público de energia”, detalhou Pontes.

A Coelce informou que não foi comunicada pelo TJ-CE sobre o caso. A companhia completou que só poderá se pronunciar após ser notificada oficialmente.

Ocorrências

No último dia 12, os franceses Jean Dominique e Jean Claude Defranché sofreram queimaduras causadas por um fio de média tensão da Coelce parcialmente coberta por dunas móveis em Acaraú. Dominique morreu após complicações e Defranché está internado. Já no dia 17, no bairro Dunas, uma criança de 11 anos foi socorrida após tocar em um fio de baixa tensão que havia caído no chão.

 

Diário do Nordeste – Cidade – 28/02/2013

Famílias entram com ação contra a Coelce

Parentes dos franceses atingidos por fio de alta tensão em Acaraú querem indenização da Companhia

O francês Jean Dominique Martini, 64, morreu no último dia 18 por complicações nas queimaduras causadas pela descarga elétrica. Já o quadro de Jean Claude Defranché, 69, é grave, mas estável. Ele está internado no IJF Foto: J. L. Rosa

Familiares dos franceses que sofreram choque elétrico na terça-feira de Carnaval (12), em Acaraú, litoral Oeste do Ceará, pretendem entrar com ação indenizatória contra a Companhia Energética do Ceará (Coelce). Jean Claude Defranché, 69 anos, e Jean Dominique Martini, 64 anos, passeavam pelas dunas, em Carrapateiras, quando sofreram descargas elétricas devido a um fio de alta tensão da Companhia, que estava parcialmente coberto pela areia.

Devido a complicações das queimaduras causadas pela descarga elétrica, o aposentado Jean Dominique morreu no último dia 18. O estado de saúde de seu cunhado, o também aposentado Jean Claude, continua grave. Mas, de acordo com informações da assessoria de comunicação do Instituto Doutor José Frota (IJF), seu quadro de saúde é estável. Diariamente, o francês passa por banhos anestésicos.

Leandro Vasques, advogado das famílias, está acompanhando o inquérito policial instaurado em Acaraú, que já ouviu algumas testemunhas. Em seguida, ele disse que pretende ingressar com ações indenizatórias contra a Companhia. Conforme afirma, as testemunhas apontam que houve uma omissão “imperdoável e inexplicável” por parte da Coelce, uma vez que o problema já havia sido constatado há cerca de três meses, mas nenhuma providência havia sido tomada.

“Só o fato de existirem testemunhas já ouvidas pelas autoridades policiais locais que relatam que, há mais de três meses, aquele cenário de risco existia revela a irresponsabilidade e a grave omissão da Coelce que, por ser uma concessionária de serviço público, deveria zelar por uma boa prestação de serviço e não pôr em risco vidas humanas”, avalia Vasques.

O advogado comenta que o francês Jean Claude Defranché reside no Brasil há mais de dez anos, no município de Jijoca, Noroeste cearense, onde é proprietário de um restaurante. O aposentado Jean Dominique estava na região há duas semanas. Ele teria vindo passar o Carnaval e pretendia investir na área imobiliária. Tinha, inclusive, antecipado a passagem de volta para França. Enquanto estava internado no Frotão, o aposentado chegou a ter uma perna amputada.

Segurança

Eduardo Gomes, gerente de Operação Técnica da Coelce, esclarece que a rede em questão foi construída dentro dos padrões de segurança, assim como qualquer outra rede do Estado. Ele explica que o que aconteceu é que os franceses adentraram em um terreno particular através de uma duna móvel e, ao subirem, encontraram um cabo de média tensão de 13.800 volts que, por conta da duna móvel avançou, se aproximando da rede elétrica.

Com esse nível de tensão, acrescenta o gestor, a pessoa pode sentir a descarga elétrica simplesmente por se aproximar do local, não precisando necessariamente entrar em contato. Ele afirma que a Coelce foi notificada da situação da rede em 30 de janeiro deste ano. Na ocasião, técnicos fizeram uma análise onde constataram que a duna se aproximava da fiação, mas não oferecia risco iminente, por ser um local de difícil acesso. O desligamento da rede foi programado para 14 de fevereiro. Como, de fato, procederam.

LUANA LIMA
REPÓRTER

Diário do Nordeste – 21/02/2013

Conheça os melhores e piores bairros de Fortaleza

Pesquisa leva em conta índices relacionados à proporção de domicílios ligados à rede de água, coleta de lixo e energia

Qual a relação entre os bairros Bom Futuro e Cidade 2000 e Manuel Dias Branco e Sabiaguaba? À primeira vista, nenhuma. Entretanto, os dois primeiros são considerados os bairros com melhor infraestrutura domiciliar de Fortaleza, enquanto os últimos têm as piores condições, conforme pesquisa divulgada, ontem, pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), tendo como base dados do Censo Demográfico de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Liderando o ranking dos bairros com melhor infraestrutura domiciliar da Capital está o Bom Futuro (próximo ao Montese), em seguida, Cidade 2000, Conjunto Ceará I, Meireles, Cocó, Praia de Iracema, Bairro de Fátima, Estância (Dionísio Torres), Damas e Varjota. Com os dez piores índices, estão: Manuel Dias Branco (próximo à Cidade 2000), Sabiaguaba, Pirambu, Pedras (próximo ao Conjunto Palmeiras), Parque Presidente Vargas, Arraial Moura Brasil, Praia do Futuro II, Siqueira, Praia do Futuro I e Ancuri.

A pesquisa leva em conta indicadores relacionados à proporção de domicílios ligados à rede geral de água, existência de banheiro exclusivo, esgotamento sanitário adequado, presença de energia elétrica e coleta de lixo realizada por serviço de limpeza. Foi gerado, também, um Índice Sintético de Condições Domiciliares (ICD), visando identificar quais bairros têm as melhores e piores condições, levando-se em consideração a análise conjunta dos cinco indicadores.

Coleta de lixo

Em relação à coleta de lixo, a pesquisa aponta que Fortaleza caminha para a universalização, com 98,75% das residências com coleta realizada por empresa de serviço de limpeza. Três bairros tiveram percentuais abaixo de 90%: Manuel Dias Branco (87,33%), Pedras (79,46%) e Sabiaguaba (78,18%).

Na Capital, 93,31% das residências estão ligadas à rede geral de água. No entanto, em alguns bairros, essa proporção foi abaixo de 80%, a exemplo da Vila Velha (77,36%), Sabiaguaba (66,84%) e Jardim Guanabara (55,84%). O dado mais positivos que a pesquisa traz é no quesito fornecimento de energia elétrica, no qual o Ceará caminha para a universalização. Em todo o Estado, 98,94% das residências possuem abastecimento de energia. Na Capital, essa proporção é ainda maior (99,70%).

Avaliando as residências com existência de banheiro de uso exclusivo, o Ceará apresentou uma média de 84,38%, enquanto Fortaleza 98,60%. O único bairro com média abaixo de 90% é o Manuel Dias Branco.

Menos de 60% das casas da cidade estão ligadas à rede geral de esgoto. No Ceará, 32,76% apresentavam esse serviço em 2010, enquanto em Fortaleza 59,56%. Chama atenção a desigualdade na oferta deste serviço. Enquanto a Cidade 2000, Conjunto Ceará I, Meireles, Bom Futuro e Parreão possuem mais de 98% dos domicílios ligados a rede geral de esgoto, o Parque Santa Rosa, Parque Manibura, Curió, Parque Presidente Vargas e Pedras têm menos de 5%.

Em nota, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) diz que não teve acesso ao estudo, mas informa que o índice de cobertura de abastecimento é de 98,47% e o de esgotamento sanitário é 53,63%.

A professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenadora do Observatório das Metrópoles, Clélia Lustosa, destaca que, nos anos 1990, com a implantação do projeto Sanear I e II, ocorreu uma ampliação da rede de esgoto para 60%. No entanto, afirma que a cidade cresceu descontroladamente para áreas sem esta infraestrutura, regiões de ocupação e favelas.

Nos conjuntos habitacionais, espaços planejados, como Conjunto Ceará, José Walter, Cidade 2000 e Conjunto Palmeiras, as estações de tratamento de esgoto foram construídas quando nasceram os bairros. “O Estado tem que investir na rede de esgoto, levando em conta a densidade populacional”, frisa.

LUANA LIMA
REPÓRTER