Chapecoense 2 x 1 Atlético Mineiro

 

O jogo que fechou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro levou à Arena Condá 8.133 torcedores. Num jogo movimentado e com muito equilíbrio, A Chapecoense bateu o Atlético-MG. Resultado que deixou o Verdão com 28 pontos, na 9ª posição e com uma invencibilidade de cinco jogos.

        Os primeiros minutos de jogo foram dos mineiros. Com mais posse de bola, o Galo criou as oportunidades e deu trabalho ao sistema defensivo da Chape. Aos poucos, o Verdão foi encontrando os espaços e Bruno Rangel, de cabeça, por pouco não abriu o placar.

        Então, a Chapecoense começou a pressionar a saída de bola do dos visitantes e numa dessas jogadas, Ananias recebeu na meia lua da grande área e foi atropelado por Leonardo Silva. Falta frontal e expulsão do zagueiro atleticano. Após a segunda cobrança, já que árbitro mandou voltar a primeira, Cleber Santana bateu no canto esquerdo de Victor e marcou o primeiro gol dele com a camisa da Chape.

        No segundo tempo, mesmo com um a menos, foi o time de Minas Gerais quem tomou as ações da partida. Depois da cobrança de escanteio da direita, Lucas Pratto cabeceou, o goleiro Danilo defendeu, mas a bola bateu nas costas de Neto e entrou. A partir daí a Chapecoense retomou as rédeas do jogo. Depois de um longo lançamento na direita, Apodi ganhou na velocidade, invadiu a área, driblou o marcador e de perna esquerda marcou um golaço.

        O próprio Apodi teve a chance de ampliar, mas foi barrado pela zaga. Maranhão e Camilo, que entraram no segundo tempo, também pararam na defesa atleticana. O resultado de 2 a 1 marcou a 8ª vitória da Chape no turno e deixou o time do oeste catarinense entre os 10 primeiros colocados na tabela. Na quarta (19), o Verdão dá uma pausa no Brasileirão e estreará pela primeira vez numa competição internacional. O confronto será pela Copa Sul-Americana, em Campinas, contra a Ponte Preta.

Site da Chapecoense

Sampaio Corrêa 3 x 1 Criciúma

Sampaio vira, se aproxima dos líderes e deixa o Criciúma perto do Z-4

Tricolor chega aos 14 pontos, segue colado no G-4 da Série B, enquanto o Tigre permanece na parte de baixo da tabela com apenas quatro pontos em sete jogos

Sampaio Corrêa x Criciúma (Foto: Honório Moreira / Futura Press)
Sampaio Corrêa x Criciúma (Foto: Honório Moreira / Futura Press)

De virada, o Sampaio venceu o Criciúma por 3 a 1 na noite desta sexta-feira, no Castelão. O Tigre saiu na frente com Cléber Santana, mas ainda no primeiro tempo, Willian Simões empatou o jogo. Na etapa final, Diones e Robert garantiram a vitória para o Tricolor maranhense.

Com a vitória, o Sampaio se mantém próximo dos líderes, agora com 14 pontos, enquanto Criciúma segue colado no Z-4, com apenas quatro pontos. O Tigre volta a campo na próxima terça-feira, para encarar o Luverdense, enquanto o Tricolor entra em campo somente na próxima sexta-feira, quando recebe o Bahia, no Castelão.

Catarinenses saem na frente
O Sampaio começou o jogo buscando as primeiras oportunidades. O Tricolor apostava nos avanços de Pimentinha, para buscar Robert na área, mas sem êxito nos minutos iniciais. Apesar de chegar menos ao ataque, o Criciúma saiu na frente, com gol de Cléber Santana.

O Tricolor manteve a busca pelo gol e chegava com perigo, obrigando o goleiro Luiz a fazer boas defesas. Até que aos 36, Willian Simões acertou bela cobrança de falta e deixou tudo igual no Castelão.

Diones e Robert garantem a virada
Na volta para o segundo tempo, o Tricolor manteve a pressão ofensiva. Até que Pimentinha fez grande jogada e cruzou para Diones virar o jogo para o Sampaio.

Com o Criciúma sem poder de reação, o Tricolor seguia pressionando. O time maranhense ainda chegou ao terceiro gol, com Robert aproveitando o rebote para ampliar e fechar a contagem no Castelão.

 

GLOBO ESPORTE.COM

Flamengo 1 x 1 Criciúma

1 x 1

36ª RODADA
EM JOGO DE TESTES, FLA EMPATA COM O CRICIÚMA, PRIMEIRO REBAIXADO À SÉRIE B
Rubro-negro Elton aproveita oportunidade, assim como Roger Guedes, do Criciúma, que faz um jogaço no confronto no Castelão.

Vanderlei Luxemburgo avisou minutos antes de a bolar rolar no Castelão: o domingo era de vestibular para os postulantes a seguirem na Gávea em 2015. Embora o técnico Luizinho Vieira não admitisse o conformismo com o rebaixamento no Criciúma, as 13 dispensas ocorridas durante a semana deixavam claro esse sentimento. Assim, o importante era testar jovens. Do lado rubro-negro, o aluno mais aplicado foi Elton, autor do gol de seu time e dono de desarmes improváveis e até mesmo capaz de aparecer como garçom pelo lado de campo. O Tigre teve num calouro seu destaque: Roger Guedes, autor de jogada magistral no gol de sua equipe, anotado por Cleber Santana. É bom frisar: os lances de alta habilidade não se resumiram à trama do gol. Resultado: 1 a 1. O Flamengo segue seu papel de coadjuvante na competição, e os catarinenses, como já era esperado, deram adeus à elite.

Flamengo e Criciúma voltam a campo no próximo sábado. O Rubro-Negro, em outro jogo negociado por sua diretoria, vai a Manaus, onde enfrenta o Vitória, às 21h (de Brasília). O Tigre, às 19h30, no Heriberto Hulse, recebe o Sport.

Caceres Flamengo x Criciúma (Foto: Fernando Ribeiro / Futurapress)
Cáceres e Fábio Ferreira disputam a bola no Castelão: empate (Foto: Fernando Ribeiro / Futurapress)

Elton desencanta

O primeiro tempo no Castelão teve toda pinta de amistoso. Jogo ruim, poucos lances de emoção e uma inquestionável superioridade do Flamengo. Foram oito finalizações contra três do Criciúma, mais posse de bola (54%) e uma postura ofensiva. Com os cariocas fora da confusão, e os catarinenses conformados com a degola – 13 atletas foram dispensados na semana -, Elton entrou em campo para jogar uma decisão. Já somava 10 jogos pelo Rubro-Negro e nenhum gol. Em seu último jogo, contra o Sport, teve atuação sofrível com direito a chute que não chegou nem à bandeirinha de escanteio. Neste domingo, a mudança foi rápida. Entrou aos 33, substituindo Gabriel, lesionado, e marcou cinco minutos depois. Com o pé direito, pegou rebote de Canteros e colocou na rede. Instantes após desencantar, aplicou balão na ponta esquerda de ataque e completou com toque de calcanhar.

Gol de cinema do Tigre

A etapa final começou tão morna quanto a inicial, porém um belo lance foi tramado pelo Rubro-Negro aos nove minutos: Anderson Pico roubou bola no círculo central e tabelou com Elton, que, mesmo ao sofrer o tranco, preferiu seguir jogando e devolveu para o companheiro receber em ótimas condições. Pico cortou para o meio e chutou com muito perigo. Aos 20 minutos, um lance lindíssimo empatou o jogo: Roger Guedes pegou bola pelo lado esquerdo de defesa e simplesmente limpou Nixon, Canteros, Chicão e rolou para Cleber Santana igualar: 1 a 1. Golaço. Não pela finalização, mas pelo colírio que foi a jogada.

Após o empate, o jogo ficou morno. Lance relevante só aos 31 minutos, quando Chicão, em cobrança de falta, obrigou Edson a uma boa defesa. Pouco depois, Roger reapareceu. Com um drible da vaca e corte seco, tirou Chicão e Cáceres e bateu para grande defesa de Paulo Victor. Na sequência, Rafael Pereira, em cabeçada à queima-roupa, obrigou PV à outra intervenção crucial.

Aos 47 minutos, Roger Guedes quase manteve viva a raríssima chance de o Criciúma permanecer na Série A, mas Paulo Victor defendeu bem. Grata surpresa o garoto. Um minuto depois, Elton, o destaque rubro-negro, quase desempatou em lance que seria uma pintura, numa bicicleta.

 

GLOBO ESPORTE.COM

Joinville 0 x 1 Avaí

 0 x 1 

AVAÍ MARCA NO FIM, ACABA COM SÉRIE INVICTA DO JOINVILLE E ENTRA PARA O G-4
Cleber Santana cabeceia para o fundo da rede aos 40 do segundo tempo na Arena Joinville e encerra série de 291 dias sem derrotas do rival em casa

A força do Joinville dentro de casa, diante do seu torcedor, ruiu na tarde deste sábado, 26 de julho, em uma cabeçada de Cleber Santana, aos 40 minutos do segundo tempo. No clássico catarinense da Série B, a postura compacta do Avaí, com um trio de volantes, travou o ataque Tricolor e pôs fim a uma invencibilidade de 291 dias – pouco mais de 9 meses – da equipe tricolor na Arena Joinville. Ao Leão, que rugiu forte na casa do rival, o prêmio de poder entrar no G-4 pela primeira vez nesta Segundona após a terceira vitória seguida na competição.

Em um jogo em que a proximidade na tabela fazia o receio de não sair do gramado derrotado prevalecer sobre a vontade de vencer, de criar e assustar o rival, o Avaí encontrou o seu gol em uma bola. A tarde da cautela, no Norte de Santa Catarina, penalizou o JEC, que havia procurado mais o gol do que o adversário e agora passa a enxergar a liderança mais longe. Ainda, vê o rival catarinense encostar, com os mesmos 23 pontos na tabela, mas ainda em terceiro pelo saldo de gols. O Leão é o quarto.

A disposição, a luta e a transpiração, tanto de JEC quanto de Avaí, só fez encurtar os espaços da Arena Joinville e fazer do duelo catarinense na Série B truncado, combaixo nível técnico, muitas faltas e erros de passes, mas com muita movimentação e chances de gols. Tidos como pensadores, Marcelo Costa e Cleber Santana, ambos pressionados por volantes, deixaram a desejar na criação, apesar de tabela bem feita pelo 10 do JEC no início do jogo com Jael. Com o jogo disputado em uma faixa do gramado de aproximadamente 40 ou 50 metros, a criatividade sucumbiu para a força física. Chances claras, na primeira etapa, surigram principalmente em bola aéreas, com Diego Felipe, duas vezes, para o Avaí. Edigar Junio conseguiu em lance individual chegar na cara do gol, mas foi parado pela face do goleiro Vágner na melhor oportunidade do jogo. Chutes de fora da área também assustaram, pelo lado dos donos da casa. O artilheiro da Série B, depois de isolar uma finalização por cima da meta ,quase marcou em cobrança de falta, que o arqueiro do Leão “tirou” com os olhos.

Com o meio de campo travado, o Joinville buscou no lado do campo, principalmente o esquerdo, uma saída para assustar. Com Fabinho e Marcelo Costa mais próximos no segundo tempo, além dos avanços de Bruno Collaço, os donos da casa pressionaram na fragilidade defensiva do lateral Bocão. Com a fraca atuação do trio mais adiantado – Cleber Santana, Anderson Lopes e Paulo Sérgio, o Leão se mostrava praticamente inofensivo. As entradas de Chico, no lado do JEC, e de Diego Jardel e Willen, no lado do time de Florianópolis, até abriram o campo, mas a não ser pela defesa de Vágner, em chute de longa distância de Daniel Pereira, as chances eram escassas.

Contudo, o lançamento de Roberto, uma das substituições de Geninho no segundo tempo, no lugar de Paulo Sérgio, aos 40 minutos, encontrou um apagado Cleber Santana livre dentro da área do Joinville. O cabeceio, certeiro no canto esquerdo, entrou na hora certa para o Leão e decretou a vitória avaiana: 1 a 0 para o JEC lamentar, 1 a 0 para o Leão crescer com três vitórias após a parada na Copa do Mundo e alcançar o G-4.

Edigar Junio e Vagner Joinville x Avaí (Foto: José Carlos Fornér/JEC)

Edigar Junio na frente de Vágner: goleiro avaiano teve boa atuação e conseguiu travar o ataque avaiano
(Foto: José Carlos Fornér/JEC)

O Joinville irá até Bragança Paulista, encarar o Bragantino, no estádio Nabi Abi Chedid, sábado, às 16h20. O Avaí, por outro lado, terá duelo importante se deseja entrar no G-4 da Segundona. Pela frente, o Luverdense, quarto colocado, com a mesma pontuação, mas com saldo melhor. O Leão entra em campo, na Ressacada, pela 14ª rodada, na sexta-feira, às 21h.

 

GLOBO ESPORTE.COM

Paysandu 0 x 2 Avaí

 0 x 2 

Quebra-quebra, bombas no gramado, spray de pimenta e muita gritaria. Este foi o saldo da partida desta sexta-feira, na Curuzu, entre Paysandu e Avaí, que acabou interrompida aos 35 minutos da etapa complementar logo após o Leão da Ilha fazer 2 a 0, placar que foi homologado depois que arbitragem constatou, junto ao policiamento, que não havia mais condições para o jogo prosseguir.

Cinco minutos após o segundo gol do Leão, feito por Cleber Santana – o primeiro foi de Betinho – parte da torcida presente que já havia jogado objetos no banco do visitante passou a ganhar força hostilizando também os jogadores do time anfitrião. Os jogadores avaianos chegaram a ir para o centro do gramado, com medo de serem alvejados. Quando uma bomba foi atirada dentro do gramado, chegando a explodir perto de um dos cães, os policiais passaram a agir com mais rigor, usando até spray pimenta. O árbitro Grazianni Maciel Rocha então encerrou o jogo.

O resultado deixou o time paraense ainda mais afundado na zona de rebaixamento da Série B do Brasileiro, enquanto os catarinenses conseguiram recuperar a vaga no G4. Apesar do maior volume de jogo, o Paysandu não conseguiu concluir em gols e foi penalizado depois que Gilton errou na saída de bola e Betinho abriu o placar. Cleber Santana ampliou. Com o resultado, o Papão estacionou na 18ª colocação com 29 pontos e se prepara para enfrentar o ABC na próxima terça. Enquanto isso, o Avaí subiu três colocações e chegou ao terceiro lugar. Volta a jogar em casa, contra o Bragantino, na sexta, dia 25.

Paysandu melhor no primeiro tempo

A partida começou com as duas equipes demonstrando excesso de vontade, com muitas faltas cometidas no centro do gramado.

O Paysandu marcava no campo de defesa do Avaí na tentativa de forçar o erro adversário, mas o time catarinense conseguia sair jogando com a bola no pé, tocando rápido, mostrando mais entrosamento e dando sinais de que buscaria os três pontos importantes na corrida para retornar à zona de acesso.

O time de Belém do Pará melhorou somente depois dos 15 minutos, quando conseguiu desarticular, em alguns momentos, a marcação do Avaí e chegar ao ataque adversário com mais velocidade. Eduardo Ramos era o jogador mais acionado no meio-campo bicolor, arriscou alguns chutes de longa distancia e tinha o papel fundamental na criação. Era o principal homem do Paysandu no primeiro tempo.

Já o Leão sentiu a mudança de postura do Papão e se segurou na defesa. Cleber Santana e Marquinho, dois dos principais jogadores do time, não apareciam para o jogo, neutralizados pela marcação dos bicolores. O goleiro Diego, por outro lado, teve bastante trabalho e, quando acionado, fez boas defesas, inclusive, num lance a queima roupa do atacante Dennis em mais uma investida do Paysandu.

Cleber Santana comemoração Avaí contra Paysandu (Foto: Thiago Gomes / Agência Estado)Cleber Santana comemora o segundo do Avaí (Foto: Thiago Gomes / Agência Estado)

Avaí faz dois, e torcida do Papão se revolta

O Paysandu voltou para a etapa complementar no mesmo ritmo em que terminou o primeiro tempo. Eduardo Ramos carimbou a trave logo no minuto inicial. Pikachu também aparecia mais esperto e se movimentava bastante pela direita, mas o banho de água fria veio num erro na saída de bola do Papão. Gilton vacilou, Marquinhos aproveitou, fez o pivô, tocou para Cleber Santana que cruzou para Betinho abrir o marcador: 1 a 0 Avaí.

O técnico Vagner Benazzi, então, promoveu a primeira mudança. Tirou o lateral-esquerdo que falhou e colocou Caio, jovem de apenas 17 anos. A torcida do Paysandu já demonstrava seu total descontentamento com o time e chegou a atirar pedras no gramado. Em contrapartida, o Leão da Ilha passou a dominar, cresceu no jogo e aproveitou os erros da equipe de Belém, visivelmente nervosa e abatida depois do gol catarinense.

O Avaí consolidou a vitória aos 27 minutos da etapa complementar. Num contra-ataque rápido, Marcio Diogo perdeu sozinho, de frente para o goleiro Matheus, mas Cleber Santana recuperou a posse de bola e ampliou de bico: 2 a 0 Avaí. Depois disso, a confusão tomou conta na Curuzu. Spray pimenta, bombas caseiras, e o policiamento atuando de forma ostensiva dentro e fora do gramado era o que se via em campo. O jogo foi encerrado aos 35 minutos, sem condições de que pudesse continuar, tamanha era a confusão.

Avaí 1 x 2 Chapecoense

 1 x 2 

O clima favorecia ao Avaí. Sol em Florianópolis, Ressacada com o maior público nesta Série B – 17.108 pessoas –, com famílias aproveitando o feriado de Nossa Senhora Aparecida e o Dia das Crianças. As atrações eram muitas, mas o convidado do Oeste de Santa Catarina queria estragar a festa. E o fez. Na semana que antecedeu a partida, o técnico da Chapecoense, Gilmar Dal Pozzo, havia afirmado que o jogo deste sábado seria como uma partida de xadrez, com variações táticas e muita movimentação. Foi assim que a vice-líder da Série B venceu o Avaí por 2 a 1 para seguir firme rumo à Série A. Mesmo derrotado, após cinco jogos invicto, o Leão fica no G-4, mas cai para o quarto lugar.

Talvez confuso pela distribuição da Chapecoense em campo, o Avaí viu o adversário abrir o placar logo a três minutos. Foi o tempo de Athos, que teve papel diferente neste sábado, se ver livre no meio e achar Tiago Luís avançando pela direita. O atacante ganhou de Bruno Maia e fez um golaço, ao finalizar por cima de Tiago. Perdido em campo, o Avaí só foi criar uma jogada ‘de verdade’ aos 43, quando Reis abriu para Héracles cruzar para Cleber Santana empatar. Assim como fez na etapa inicial, a Chape voltou a marcar de forma rápida na final. Dessa vez com Fabinho Gaúcho, aos dez minutos.
Na próxima rodada, a 30ª desta Série B, a Chapecoense, agora com 56 pontos, viaja de volta para jogar em casa. Diante da sua torcida, no Índio Condá, o Verdão encara o Ceará, na terça-feira, às 19h30m. Já o Avaí, que fica com 47 pontos, entra em campo apenas na sexta-feira, mas pela 31ª rodada, contra o Paysandu, em Belém, já que a partida contra o Atlético-GO foi transferida para o dia 29 deste mês.

Avaí, chapecoense, série b, resssacada, marquinhos, bruno rangel, (Foto: Jamira Furlani / Divulgação Avaí FC)Marquihos disputa bola com o atacante Bruno Rangel, da Chapecoense, na Ressacada
(Foto: Jamira Furlani / Divulgação Avaí FC)

Peças se movimentam, e times empatam
Do xadrez citado pelo técnico da Chapecoense, algumas peças tendem a se movimentar mais. Athos foi uma delas. Antes do apito inicial, o camisa 21 foi falar com Dal Pozzo para pedir ou passar alguma orientação. Segundos depois, com a bola rolando, a resposta: o meia teria um novo papel em campo. Sem quase passar do meio-campo, Athos grudou em Héracles, lateral-esquerdo do Avaí. Na sua ‘vaga’, Augusto passou a fazer a função de um meia mais avançado.

Mas o jogo era de xadrez também, e as peças se movem. Athos se moveu, foi para o meio, sua posição de origem, e brilhou. Solto, viu Tiago Luís abrir pela direita e lançou. O atacante adiantou a bola, mas ganhou de Bruno Maia na dividida. Avançou e, num belo chute, por cima de Tiago, em seu primeiro jogo como titular no gol avaiano, abriu o placar para o Verdão do Oeste, logo a três minutos de bola rolando.

Do outro lado, o Avaí parecia perdido, principalmente no meio-campo. De volta ao time após algumas rodadas fora, lesionado, e querendo mostrar serviço, muito em função do placar adverso, Cleber Santana até tentava ‘agredir’ os volantes da Chape, mas acabava achando Marquinhos quase no mesmo lugar, e o jogo do Leão travava. Uma das saídas era tentar o chute de fora, como fez Anderson Uchôa aos dez. Dois minutos além, ótima chance criada pelo Avaí, dos pés de Marquinhos. Aberto pela esquerda, para tentar se livrar da marcação de Wanderson, o camisa 10 colocou a bola com precisão para Reis na grande área. Mas o atacante não achou a bola ao tentar o domínio, e ouviu a torcida chiar.

Na metade da etapa, a Chape passou a fazer uma espécie de carrossel defensivo, sem se retrancar, marcando com inteligência. Por vezes, era Augusto, ou até mesmo Wanderson, o primeiro volante, o último homem no ataque. O Avaí rodava, rodava, mas não achava saída. E quando achava, eram tentativas frustradas de cruzamento na área. Quando podia, o Verdão subia. Rafael Lima, de cabeça, aos 35, fez Tiago se jogar para evitar o empate. Aos 40, Tiago Luís foi parado pelo travessão, evitando seu segundo no jogo. Foi o último lance de perigo da Chape no primeiro tempo.

Depois, o Avaí só não empatou com Betinho, cara a cara com o goleiro rival, porque Nivaldo fez milagre. Mas aos 43, o Leão, enfim, criou uma bela jogada, com as tais peças se mexendo. De Bruno Maia para Reis, que girou e achou Héracles passando em velocidade pela esquerda. Na área, o camisa 6 cruzou rasteiro e achou Cleber Santana, como centroavante, que marcou logo no seu retorno aos gramados.

Rápida de novo, Chape vence
Se por um lado o Avaí contava com a técnica refinada de Marquinhos e Cleber Santana, o Verdão oferecia mais vigor físico e velocidade, principalmente com Tiago Luís. Autor do gol que abriu o placar na Ressacada, o atacante que certa vez foi denominado de o ‘novo Messi’, fez às vezes do craque argentino. Aos dez minutos, ele arrancou do meio, tirou de Alex Lima, esperou Fabinho Gaúcho passar em velocidade e rolou para o lateral. O camisa 99 invadiu a área e viu o artilheiro Bruno Rangel livre ao seu lado, mas encarou de frente a marcação e chutou no alto, sem chance para Tiago, para fazer o segundo do Verdão, também no começo da etapa, como na inicial.

O mesmo vigor físico e juventude da Chape tentou Hemerson Maria dar ao Avaí ao colocar o meia ofensivo Luciano no lugar do volante Rodrigo Thiesen. A resposta de Dal Pozzo foi na mesma moeda. Para o lugar de Athos, exausto pela função exercida, evitando as subidas de Héracles, a Chape ganhou Diego Felipe em campo. Atrás do placar, o Leão sofreu um baque. Aos 22 minutos, após tentar evitar gol quase certo de Bruno Rangel, o goleiro Tiago levou a pior e teve de ser substituído pelo jovem Vitor, em sua primeira partida oficial nesta Série B.

Mas o novo arqueiro só tocou na bola com os pés. Com os 2 a 1 no placar, a Chapecoense praticamente deixou de atacar. Diferente do Avaí, que chegava a colocar todos os seus jogadores de linha no campo de ataque. Mas a ofensividade não significava grandes chances de gol. O time da casa, quando chegava perto da meta de Nivaldo, o fazia na base da vontade, pouco para um time que entrou em campo querendo diminuir a diferença para a vice-líder para três pontos.

 

Avaí 2 x 2 Oeste

 2 x 2 

Na rodada de abertura da Série B, o Avaí largou na frente, jogando em Itápolis. Nos acréscimos, no entanto, o goleiro do Oeste, Fernando Leal, tentou a sorte no ataque e marcou, de cabeça, o gol de empate. Na revanche, nesta sexta-feira, na Ressacada, em Florianópolis, não teve gol de goleiro, mas o gostinho de estar vencendo até os momentos finais e deixar a vitória escapar foi o mesmo para o Leão catarinense, que ficou à frente duas vezes no placar, mas deixou o Rubrão também fazer dois gols para deixar a partida em Santa Catarina empatada por 2 a 2.

Num primeiro tempo movimentado, o Avaí até tomou a iniciativa, mas não chegava ao gol no começo. Isso mudou aos 20 minutos, quando Cleber Santana completou para gol após jogada ensaiada em escanteio batido por Marquinhos. O Oeste também chegou de bola parada, e fez o gol de empate com Piauí, em bela cobrança de falta aos 26. Se começou sem grandes lances, a etapa final também foi de gols, com o mesmo roteiro da inicial. Primeiro, aos 32 minutos, Marquinhos fez o segundo tento avaiano, de falta, gol que só não foi o vitorioso para o time da casa porque Bruno Nunes deixou tudo igual em Florianópolis.

O ponto deixa o Avaí com 31 e faz o time deixar de entrar no G-4. Já o Oeste foi a 23, ainda não muito longe da zona de rebaixamento. Pela segunda rodada do segundo turno da Série B, o Avaí vai a São Paulo. No interior, enfrenta o Guaratinguetá, no Dario Rodrigues Leite, às 16h20m de terça-feira. Já o Oeste retorna aos gramados já na próxima segunda-feira. Em casa, às 19h30m, mede forças com a vice-líder Chapecoense.

Avaí x Oeste (Foto: Jamira Furlani/Avaí FC)
Iguais: Avaí marca primeiro em cada tempo, mas Oeste busca empate em SC (Foto: Jamira Furlani/Avaí FC)

Etapa movimentada e empatada

Talvez tenha sido o tempo sem atuar nesse esquema, mas o 4-5-1 sem um atacante pivô que o técnico Hemerson Maria voltou a montar no Avaí demorou a engrenar. Do outro lado, a forte marcação do Oeste no meio-campo se mostrava primordial para evitar as investidas do time da casa, que, nos primeiros minutos, só criou em bola parada, em falta bem cobrada por Marquinhos. Os visitantes, claramente, se fechavam atrás para apostar – e bem – nos contra-ataques, muito pela direita, com Pablo e Marcos Paraná, mas sem sucesso. Com dificuldade em criar no começo, a técnica dos avaianos começou a aparecer pouco antes dos 20 minutos. Na primeira tentativa, Eduardo Costa saiu do meio, tabelou com Cleber Santana e entrou na área, mas impedido pelo goleiro Fernando Leal.

O camisa 1 do Oeste, no entanto, não conseguiu parar o chute de Cleber em jogada ensaiada de escanteio batido bem por Marquinhos – o Oeste reclamou de uma possível falta do meia em Ligger, no lance que gerou o canto. De trás, o camisa 88 se antecipou à zaga e fuzilou de direita. Se antes tentava nos contragolpes, o Oeste chegou ao empate ‘sem querer’. Ao disputar pelo alto com Leandro Silva, Jheimy foi ao chão e ganhou falta. Com extrema categoria, Piauí fez o goleiro Diego só observar a bola ir no canto esquerdo e morrer no fundo das redes. Com mais qualidade, o Avaí assustou para valer por duas vezes, com Cleber Santana e Leandro Silva, obrigando Fernando Leal a fazer grandes defesas. No último lance da etapa inicial, o Oeste achou contra-ataque quase mortal, não aproveitado por Pablo, que pegou mal na bola.

Roteiro igual: empate no final

Iniciando o segundo tempo da mesma maneira que do primeiro, ou seja, sem conseguir passar pela boa marcação do Oeste, o técnico avaiano, Hemerson Maria, decidiu agir. Vendo seu time afunilar muito as jogadas pelo meio, a saída foi tentar abrir o time. Para isso, entraram os meia-atacantes Higor e Luciano, deixando apenas Eduardo Costa como volante. O time de Itápolis, por sua vez, satisfeito com o empate, chegava na boa, principalmente no erro avaiano. O contra-ataque do Oeste passou a ser opção mais uma vez a partir dos 28 minutos, quando o atacante Tauã substituiu o lateral-direito Ricardinho, abrindo ainda mais a equipe azurra, atrás da vitória para encostar ainda mais nos primeiros colocados. E ela passou a ficar perto por um dos substitutos, Luciano, que sofreu falta perto da área.

Dono da bola parada no Avaí, Marquinhos voltou a atacar, e para ser mortal. Confiante, do mesmo lugar que já havia marcado nesta Série B, o camisa 10 do Leão da Ilha parece ter colocado a bola com a mão, no ângulo direito da meta do Oeste, para fazer o segundo do time da casa. Também com sangue novo no time, os paulistas não se intimidaram, e foram para frente. Aos 38, em cobrança de falta traiçoeira de Piauí, Bruno Nunes, em seu primeiro lance no jogo, ficou com a bola na pequena área e, quase de costas para o gol, deu números finais na Ressacada, resultado que pouco serve às duas equipes.