Vasco 2 x 5 Corinthians – Serie A 2017

O JOGO

JOGÃO

Não fosse o susto nos primeiros minutos do segundo tempo, o Corinthians poderia se gabar de ter feito sua melhor apresentação em 2017. Numa noite de finalizações precisas, mas alguns vacilos na defesa, o Timão goleou o Vasco por 5 a 2, nesta quarta-feira, em São Januário, e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro. Marquinhos Gabriel, Jô, Maycon e Clayton, duas vezes, construíram o placar. Luis Fabiano, com dois gols, diminuiu.

DESTAQUE

COMO FICA?

O Timão chega aos 13 pontos na tabela e só pode ser alcançado pela Chapecoense, que enfrenta o Grêmio nesta quinta-feira. O Vasco, por sua vez, fica com seis pontos, mais perto da parte de baixo da tabela.

DESTAQUE

90 MINUTOS

A agitação começou cedo. Logo com um minuto, Kelvin torceu o joelho esquerdo e teve de ser substituído. Dois minutos depois, gol do Corinthians. Marquinhos Gabriel chutou de primeiro após cruzamento de Arana. O Vasco não se abateu e criou boas chances. Só que o Timão foi certeiro aos 38 minutos. Jô recebeu, driblou Martín Silva e fez o segundo.

 

Na etapa final, o Vasco voltou com uma postura bem mais ofensiva. E precisou de apenas dois minutos para empatar o jogo, com dois gols de Luis Fabiano. Mas o Timão não se acomodou e encontrou espaço para golear. Aos 12, Maycon fez o terceiro, depois de passe de Clayson. Aos 38 e aos 46, Clayton deu números finais à partida.

DESTAQUE

INVICTIMÃO

Com a vitória expressiva fora de casa, o Corinthians chega a 18 jogos de invencibilidade na temporada. Longe de sua Arena, o desempenho também é notável: 17 partidas, com 11 vitórias, cinco empates e só uma derrota.

DESTAQUE

O CARRASCO

Com os dois gols marcados nesta quarta, o atacante Luis Fabiano  tem 13 em sua carreira contra o Corinthians, com as camisas de Ponte Preta, São Paulo e Vasco.

 

Ponte Preta 0 x 1 Figueirense

Com pênalti polêmico, Figueira vence, segura a Ponte e vê Z-4 mais longe

Árbitro Francisco Carlos Nascimento assinala penalidade máxima em lance que a bola bate na cabeça de Ferron, e Clayton decreta vitória do time catarinense por 1 a 0

Com um gol marcado em cobrança de penalidade, um tanto polêmica, o Figueirense venceu a Ponte Preta na noite desta quarta-feira, no estádio Moisés Lucarelli. Clayton foi o responsável por converter o pênalti, bastante reclamado pela equipe paulista. O placar de 1 a 0 deixa a Macaca com chances remotas de chegar ao G-4 e dá um novo alívio ao clube catarinense na fuga contra o rebaixamento.

Aos 11 minutos do primeiro tempo, Clayton cruzou e a bola tocou na cabeça do zagueiro Ferron, dentro da área da equipe paulista. O árbitro Francisco Carlos Nascimento assinalou penalidade ao atender a posição do auxiliar e causou a revolta nos jogadores da Ponte. Clayton, que nada teve com isso, bateu e marcou o único gol do jogo, aos 13 minutos.

Ponte Preta x Figueirense (Foto: Estadão Conteúdo)
Figueirense levou a melhor sobre a Ponte Preta nesta quarta-feira (Foto: Estadão Conteúdo)

Ferron defendeu a camisa do Figueirense até o mês de agosto, mas na noite desta quarta-feira ele estava entre os titulares da zaga da Ponte Preta e foi juntamente o zagueiro o responsável pelo lance polêmico da partida. O atacante Clayton, aos 12 minutos, cruzou para a área da equipe paulista e Ferron desviou a bola para a linha de fundo. Com uma certa demora, o árbitro Francisco Carlos Nascimento assinalou penalidade máxima por entender que a bola tocou no braço do zagueiro – a imagem do Premiere exibiu que o desvio foi com a cabeça e não com o braço. Após muita reclamação dos donos da casa, Clayton bateu a penalidade e abriu o placar.

Empurrada pela torcida, a Macaca acuou o Figueirense, que passou a buscar o contra-ataque. A dona da casa assustou mesmo foi com os chutes de fora da área, com Elton e Fernando Bob. Pouco mais tarde, aos 37, Alexandro cabeceou  com muito perigo e quase empatou. Apesar dos esforços ofensivos, a Ponte foi segura na primeira etapa pela defesa catarinense.

Na 36ª rodada, ainda com a esperança de chegar ao G-4, a Ponte Preta encara o Flamengo, no estádio Mané Garrincha, às 18h, no domingo. No mesmo dia, mas às 17h, o Figueira recebe a Chapecoense no intuito de dar mais um passo longe do Z-4, no estádio Orlando Scarpelli.

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Renato Maurício Prado comenta Figueirense 3 x 0 Flamengo

Clayton gol Figueirense x Flamengo (Foto: CRISTIANO ANDUJAR - Agência Estado)

Tempo perdido

A atuação do Flamengo, na derrota para o Figueirense foi pavorosa. Inadmissível para um time que teve 10 dias para se preparar e andou em campo como se o resultado não fosse importantíssimo. Se o Fla tivesse vencido, estaria no G-4.

Depois de um início avassalador, com seis vitórias consecutivas, Oswaldo de Oliveira vai vendo sua carruagem virar abóbora – já são quatro derrotas, nos últimos cinco jogos. A esperança rubro-negra está na volta de Paolo Guerrero que, quando estreou, conseguiu transformar uma equipe que vinha sendo medíocre, num time flamejante, que passou a brigar por vaga na Libertadores. É fato que, após a contusão, o peruano ainda não voltou a jogar bem. Mas, ao menos, já fez gol, nas eliminatórias. Se desencabular, o Fla ainda se mantém no páreo.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 24 de outubro de 2015

Figueirense 3 x 0 Flamengo

Clayton marca dois, Figueira faz 3 a 0 em um apático Flamengo e sai do Z-4

Dudu completa o placar para a equipe da casa, que sobe três posições na tabela. Rodada ajuda, mas Rubro-Negro não mostra poder de reação e segue fora do G-4

Nem parecia que os dois times tinham sérios objetivos no Campeonato Brasileiro. Brigando contra o rebaixamento, o Figueirense mostrou garra, apesar das limitações técnicas, e encontrou do outro lado um apático Flamengo, que sonhava voltar ao G-4 nesta 30ª rodada. Com dois gols de Clayton e um de Dudu, o time catarinense derrotou o Rubro-Negro por 3 a 0 no Orlando Scarpelli, em Florianópolis, na noite desta quarta-feira, e conseguiu sair do Z-4. Os cariocas, sem brio, tiveram desempenho muito fraco e perderam oportunidade de dormir na zona da Libertadores.

Com a vitória, o Figueirense subiu três degraus na tabela e agora aparece na 15ª posição, com 34 pontos. O time catarinense volta a campo neste sábado, às 21h, contra o Joinville, na Arena Joinville. O Flamengo, por sua vez, segue em sétimo, com 44 pontos, e a apenas dois do G-4, já que foi beneficiado pelas derrotas de São Paulo e Palmeiras – o Santos ainda joga nesta quinta, contra o Grêmio. O clube da Gávea recebe o Internacional no Maracanã às 16h de domingo.

Clayton gol Figueirense x Flamengo (Foto: CRISTIANO ANDUJAR - Agência Estado)
Clayton comemora um de seus gols na vitória sobre o Flamengo
(Foto: CRISTIANO ANDUJAR – Agência Estado)

Apesar de mandante, o Figueirense jogou na retranca na maior parte do tempo. Aproveitou-se de erro grosseiro dos volantes do Flamengo para abrir o placar em chute cruzado de Clayton, aos 21 minutos, e se fechou, esperando novas falhas dos cariocas. O Rubro-Negro, no entanto, não mostrou a que veio e parou em Alex Muralha e na falta de pontaria nas poucas vezes em que atacou. Kayke, por exemplo, perdeu chance clara ao errar cabeçada no início do segundo tempo, frente a frente com o goleiro. Mostrando oportunismo, Clayton pegou sobra na área aos 20 minutos da etapa final e voltou a vencer Paulo Victor. Sem poder de reação, o Flamengo aceitou a derrota. Ainda deu tempo para Dudu ampliar no fim, colocando a bola com calma no cantinho de PV após pegar mais uma sobra da defesa rubro-negra.

 

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Renato Maurício Prado comenta Figueirense 3 x 0 Flamengo e Fluminense 2 x 0 São Paulo

Clayton gol Figueirense x Flamengo (Foto: CRISTIANO ANDUJAR - Agência Estado)

Enquanto o Fluminense, jogando bem, derrotava o São Paulo por 2 a 0, no Maracanã, afastando-se mais da zona do rebaixamento e ganhando tranquilidade para disputar as semifinais da Copa do Brasil, competição que pode salvar sua temporada, garantindo vaga na Libertadores, do ano que vem; o Flamengo fazia um papelão em Santa Catarina, levando de 3 a 0 do Figueirense, time até então do Z-4, desperdiçando fenomenal oportunidade de voltar ao G-4 – todos os outros resultados da quarta-feira lhe foram favoráveis.

Se os tricolores encontraram mais motivos para sonhar com um final de temporada à altura de suas tradições, os rubro-negros foram dormir de cabeça inchada, com uma pergunta que não quer calar: o que Oswaldo de Oliveira e sua comissão técnica fizeram nos 10 dias de folga que as eliminatórias lhes proporcionaram, paralisando o Campeonato Brasileiro?

O Flamengo, que poderia ter dormido no G-4, se tivesse vencido um rival fraco e desesperado, conseguiiu a proeza de chegar a ter 70% de posse de bola, durante a partida, e mal ameaçar o gol defendido por Alex Muralha. Em compensação, seus volantes inúteis (ninguém merece Márcio Araújo e Canteros – ainda mais juntos!) e sua zaga estabanada (como são ruins Pará e César Martins!) foram capazes de levar três gols do Figueirense!

O Mais Querido ainda tem possibilidades de obter uma vaga na principal competição do continente, em 2015, porque Palmeiras, São Paulo e Internacional, rivais diretos nesta briga, também perderam. E o Santos, que ainda jogará nesta quinta-feira (contra o Grêmio, no Sul) igualmente pode acabar a rodada sem somar pontos.

Só que diante da inaceitável passividade com que seus jogadores atuaram e aceitaram uma derrota vergonhosa e acachapante fica muito difícil crer nesse milagre. A menos que Paolo Guerrero volte a vestir a capa de super-herói que chegou a ser nos seus primeiros quatro jogos com a camisa do Fla. Seu substituto, Kaike, desta vez chegou a dar pena, no Orlando Scarpelli. Na única boa oportunidade que teve cabeceou ridiculamente para o chão e para fora a bola que recebeu, cara a cara com Muralha…

Voltando ao Fluminense, Marcos Júnior fez mais um golaço, o segundo do tricolor carioca. O primeiro foi de Fred, voltando ao time. Vinícius, que substituiu Gerson, também entrou muito bem na partida e Gustavo Scarpa, como de hábito, também foi desataque. Jogando assim, o Flu tem chances reais de ganhar a Copa do Brasil, onde enfrentará o irregular Palmeiras, na semi, e talvez até o mesmo São Paulo (ou o Santos), na final.

Impossível ter a dupla Fla-Flu junta na Libertadores não é. Mas do jeito que o Fla está jogando, as chances maiores parecem ser mesmo do Flu.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 16/10/2015

Figueirense 1 x 1 Atlético Paranaense

Figueirense e Atlético-PR empatam e secam rivais para não caírem na tabela

Catarinenses e paranaenses ficam no 1 a 1, e Alvinegro pode entrar na zona de rebaixamento, enquanto Rubro-Negro torce para não perder a quinta colocação

Os resultados na última rodada do Campeonato Brasileiro traziam a Figueirense e Atlético-PR a necessidade de vencer para caminhar rumo aos seus objetivos na competição. Nesta quarta-feira, no estádio Orlando Scarpelli, um empate que não foi de total agrado a nenhum dos dois, ainda que os paranaenses tenham mais motivos para comemorar. Com gols de Walter e Clayton, um 1 a 1 que obriga as equipes a secarem Goiás e Flamengo para não caírem na tabela.

Com o resultado, o Figueira ocupa a agora a 16ª colocação, com 24 pontos e pode entrar na zona de rebaixamento caso o Goiás vença o Sport nesta quinta. O time catarinense volta a campo no sábado, às 21h, diante do Palmeiras, em São Paulo. Os paranaenses seguem em quinto e secam o Flamengo, que na quinta enfrenta o Cruzeiro. Os comandados de Milton Mendes jogam novamente fora de casa na próxima rodada. O adversário desta vez é o Vasco, às 16h de domingo.

Figueirense x Atlético-PR Walter (Foto: Ag Estado)

O JOGO

A arbitragem foi motivo de reclamação no primeiro tempo entre Figueirense e Atlético-PR. As equipes faziam um primeiro tempo equilibrado até que Clayton recebeu lançamento aos 26 minutos e marcou. Contudo, o auxiliar anulou o gol, sinalizando um impedimento que não existiu. O erro desestabilizou os donos da casa, e o time paranaense balançou a rede aos 40. Depois de desvio de Kadu na cobrança de escanteio, Walter completou e parecia levar a vantagem para o intervalo.

Um minuto depois, nova reclamação da arbitragem. Yago foi derrubado na área, e Clayton converteu o pênalti no gol de empate. A bronca do Atlético-PR foi no lance que originou a jogada, com o pedido de um toque de mão de Marquinhos Pedroso. Nada marcado, e igualdade no final dos 45 minutos.

O empate não agradava nem a Figueirense, nem a Atlético-PR. René Simões e Milton Mendes tentaram novas alternativas nas equipes, mas a pontaria não ajudou. Os donos da casa fizeram uma pressão, mas não conseguiram marcar. Do outro lado, Walter e Nikão estiveram à frente de Alex Muralha, mas não superaram o camisa 1 alvinegro. Como no primeiro tempo, os dois times reclamaram da arbitragem e pediram pênaltis não marcados. No fim, valeram os gols da etapa inicial e pontos divididos em Florianópolis.

 

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Atlético Mineiro 1 x 1 Figueirense – Copa do Brasil 2015

Galo marca no fim, impede vitória do Figueira, que leva vantagem para SC

Leonardo Silva marca gol aos 47 do segundo tempo e evita derrota atleticana. Time catarinense joga bem e precisa de empate sem gols, no 2º jogo, para se classificar

Atlético-MG; Giovanni Augusto (Foto: Bruno Cantini/CAM)

Galo pressionou até o fim e conseguiu o empate aos 48 do 2º tempo (Foto: Bruno Cantini/CAM)

Foi mais uma vez dos pés dele, ou melhor, da cabeça dele que o Atlético-MG foi salvo. Não foi uma vitória, sequer um título, mas o zagueiro Leonardo Silva proporcionou, mais uma vez, um sentimento de alívio e alegria na torcida atleticana. Com um gol marcado aos 47 do segundo tempo, o defensor garantiu o empate do Galo por 1 a 1 com o Figueirense, no Independência, nesta quarta-feira, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O resultado ainda foi bom para os catarinenses, que jogam por um empate sem gols, na volta, para se garantirem na próxima fase da competição. O público foi de 16.123, com renda de R$ 389.000,00.

O segundo jogo será na próxima quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no estádio Orlando Scarpelli. Na centésima partida como mandante dentro do caldeirão do Horto, o time de Levir teve mais a bola, pressionou em busca do gol, mas acabou esbarrando nas defesas de Alex, que fez jus ao sobrenome Muralha. Apenas no fim, o Galo conseguiu o gol. Valente, o time de Santa Catarina abriu o placar com um gol de Clayton, aos 48 do primeiro tempo, mas sucumbiu à pressão atleticana no fim.

O Galo amargou o quarto jogo seguido sem vitória, com duas derrotas e dois empates, contando também o Brasileirão. O Figueirense, por sua vez, mostrou não intimidar-se pelas adversidades impostas pelo rival, pelos desfalques e pela falta de um treinador efetivo no banco de reservas, já que Renê Simões, contratado para a vaga de Argel Fucks, ficou apenas num camarote do estádio.

Antes de se enfrentarem pela segunda vez, as atenções dos times retornam ao Brasileirão. No sábado, às 21h (de Brasília), o Figueira recebe o Sport em seu estádio. No domingo, às 18h30, vai ser a vez do Galo jogar novamente em seus domínios, no Horto, contra o Palmeiras.

Castigo no fim

A escrita do Atlético-MG dentro do Horto foi um pouco diferente daquela que o torcedor se habituou a ver. O time fez pressão, claro, mas não aquela alucinante e com muita velocidade da maioria dos jogos dentro do Independência. Um pouco mais lentos, os jogadores da casa controlaram o primeiro tempo, mas tiveram dificuldades para chegar até a meta catarinense. Quando chegaram, duas com Giovanni Augusto, Alex fez jus ao apelido de Muralha e evitou a abertura do marcador.

Atlético-MG; Luan (Foto: Bruno Cantini/CAM)
Luan disputa bola com jogador do Figueirense, em partida disputada no Independência
(Foto: Bruno Cantini/CAM)

Repleto de desfalques e se defendendo bem, o Figueirense se dava por satisfeito com o empate sem gols, mas conseguiu algo melhor, ainda mais em se tratando de Copa do Brasil, em que o gol fora de casa vale muito. Nos acréscimos, aos 48 minutos, Clayton conseguiu escapar nas costas de Marcos Rocha, invadiu a área e bateu cruzado, na saída de Victor, 1 a 0. Depois do gol sofrido, Leonardo Silva ainda parou em Muralha mais uma vez antes do encerramento da primeira etapa.

Muralha do Figueira

Com o peso da desvantagem em casa, o Atlético-MG voltou pressionando, assim como na etapa inicial. Guilherme entrou no time na vaga de Donizete, e a equipe passou a ter um volante. Mas isso não significou organização, já que a equipe abusou do jogo aéreo e viu os defensores Saimon e Bruno Alves ganharem a maioria das jogadas. João Vitor ainda quase ampliou numa falta que contou com desvio na barreira, mas o goleiro do Galo conseguiu se recuperar. No fim, alívio atleticano. Leonardo Silva subiu mais alto, assim como fez na final da Libertadores de 2013, e garantiu o empate e novo ânimo ao time atleticano.

 

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Renato Maurício Prado comenta lances polêmicos de Fluminense 2 x 1 Figueirense

 

Um pênalti no jogo entre Fluminense e Figueirense provocou reações antagônicas: o jovem e promissor zagueiro Marlon, do Flu, reconheceu, na saída do campo, que colocou a mão na bola, admitindo a falta. Já o treinador tricolor, Enderson Moreira, na entrevista coletiva, não somente discordou da marcação como criticou a atitude de seu jogador ao admitir publicamente o toque!

Pior: ontem, em entrevista ao Seleção SporTV, o técnico ratificou sua postura esdrúxula, defendendo-se com uma declaração que garante ter ouvido do seu zagueiro:

— Ele me disse que não foi intencional.

A posição de Enderson é absurda e indefensável, enquanto a de Marlon, reconhecendo a infração, altamente elogiável. Vendo e revendo a jogada, em vários ângulos e velocidades, é claríssima a intenção do zagueiro em tocar a bola com a mão. Pode até ter sido um mero reflexo, mas o fato é que, ao ser driblado, ele olha para a pelota e tenta cortar a sua trajetória com a mão. Penalidade máxima cristalina e indiscutível. Qualquer juiz de qualquer parte do planeta a marcaria. A explicação de Enderson, segundo ele baseada na biomecânica, foi risível.

Uma vez mais, palmas para Marlon, pela honestidade, e sonoras vaias para Enderson, pela absurda atitude e também pela incrível teimosia — recusando-se a admitir o que as imagens mostram com clareza. Menção honrosa também para o apresentador Marcelo Barreto, que teve paciência de Jó ao contestá-lo com extrema educação, mas mantendo a sua própria posição firme (que, como a minha, viu a penalidade). Confesso: acho que eu não conseguiria ser tão diplomático…

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 18 de agosto de 2015

Fluminense 2 x 1 Figueirense

 

Na estreia de R10 e Fred, Cícero dá vitória e G-4 ao Flu: 2 a 1 no Figueira

Meia faz um gol e dá assistência ao centroavante após Clayton abrir o placar no Maracanã. Com resultado, time catarinense fica perto do Z-4 do Brasileirão

Era a estreia da dupla Ronaldinho Gaúcho e Fred. Também o primeiro jogo sem Argel Fucks. Porém, nem os astros tricolores e tampouco o interino Hudson Coutinho foram os principais destaques, neste domingo, no Maracanã. Cícero roubou a cena: fez um gol e deu passe a outro, do centroavante, que determinou o 2 a 1 do Fluminense contra o Figueirense, pela 19ª rodada do Brasileirão. Com o resultado, o Tricolor voltou à zona da Libertadores. O Figueira ficou perto da zona de rebaixamento.

O Flu chegou aos 33 pontos, no G-4. O time catarinense, com 20, é o 15º. A Copa do Brasil entra em cena agora. Na quarta-feira, o Figueirense vai a Belo Horizonte, no Independência, às 19h30 (de Brasília), encarar o Atlético-MG. No dia seguinte, o Fluminense recebe, no Rio, no Maracanã, o Paysandu. Duas partidas de ida das oitavas de final. O Brasileirão é no final de semana. Sábado, o Figueira recebe o Sport, às 21h, no Orlando Scarpelli. Domingo, o Flu vai a Joinville encarar o time local. A partida é às 16h.

Fluminense Figueirense comemoração (Foto: André Durão / GloboEsporte.com)
Fred presta homenagem a Cícero, o nome da vitória do Flu contra o Figueira
(Foto: André Durão / GloboEsporte.com)

O Fluminense tomou a iniciativa. Pecou pela falta de velocidade. O Figueirense apostou na marcação, com rápidos contragolpes. O jogo era igual, com maior volume de jogo ao Flu. Com uma única chance, perdida por Fred. Até que o erro de Marlon fez a diferença: errou domínio e cometeu pênalti ao meter a mão na bola. Clayton abriu o placar. Após o intervalo, Wellington Paulista substituiu Osvaldo, machucado. E fez a jogada do gol de empate: cruzou na cabeça de Cícero. Fred, Jean, Ronaldinho e Cícero arriscaram finalizações. Cícero, da intermediária, levantou, Fred dominou e, na saída de Muralha, desviou: 2 a 1. João Vitor ainda seria expulso.

Houve bom público no Maracanã: 23.130 (19.444 pagantes). A renda foi de R$ 643.170.

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Figueirense 3 x 1 Goiás

Com golaços e em casa, Figueirense
volta a vencer e coloca o Goiás no Z-4

Thiago Santana, Clayton e Paulo Roberto marcam e garantem triunfo de 3 a 1 para o Alvinegro, que está 19 partidas sem perder no Scarpelli; Felipe Menezes desconta

Na disputa direta na parte de baixo da tabela de classificação, quem levou a melhor na noite desta quinta-feira foi o Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli, onde a equipe não perde há 19 confrontos. Em jogo válido pela décima rodada do Campeonato Brasileiro, os jogadores alvinegros marcaram belos gols e conseguiram a vitória por 3 a 1 diante do Goiás. O time catarinense estava três jogos sem vencer e retomou o caminho dos triunfos. Além disso, colocou o rival, que também teve golaço, na zona do rebaixamento.

Figueirense x Goiás - gol (Foto: EDUARDO VALENTE - Agência Estado)
Figueirense vence Goiás por 3 a 1 no Orlando Scarpelli e coloca rival no Z-4
(Foto: Eduardo Valente/Agência Estado)

Os dois times voltam a campo no próximo domingo. O Goiás recebe o Corinthians no Serra Dourada, às 16h. O Figueira embarca ao Rio de Janeiro, onde tem duelo com o Flamengo às 18h30. Com o resultado, o grupo comandando pelo técnico Argel Fucks chega a 12 pontos e está na 12ª colocação. O Esmeraldino segue com nove pontos e caiu para a 17ª posição.

Quem mostrou mais ímpeto no início do duelo foi o Goiás. O time visitante tinha mais posse de bola e iniciativa. No entanto, sem criar grandes oportunidades. O Figueirense apostou na marcação. Tanto que a primeira chance ocorreu aos 12 minutos, quando Diogo Barbosa chegou à linha de fundo pela ponta esquerda e cruzou para Bruno Henrique. O embate passou a ficar mais equilibrado, e o atacante Thiago Santana foi efetivo na frente. Após erro da zaga do rival, a bola sobrou limpa para o jogador colocar o Figueira na frente.
A partir daí, os donos da casa se acertaram em campo e contaram com o nervosismo do adversário. Aí saíram os golaços. Aos 32 minutos, Clayton recebeu no bico da grande área, limpou para a perna direita e mandou a bola no ângulo. Depois, os comandados de Argel quase ampliaram.
Foi com um susto que o Goiás apareceu no segundo tempo. No primeiro minuto da etapa complementar, Felipe Menezes arriscou de longe com a perna canhota, assim como Clayton. A bola foi no ângulo. Outra pintura Com o 2 a 1, a equipe goiana começou a acreditar na possibilidade de empate e pressionou. Mas durou até o bonito lance do volante Paulo Roberto. Na marca dos 33, o meio-campista recebeu passe no meio-campo, deu uma forte arrancada, encobriu o marcador e tocou no cantinho da meta. Clayton ainda foi expulso no final, e o Goiás tentou diminuir. Só que o Figueira segurou a vitória de 3 a 1.

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