Chove em mais de 70 cidades do Interior; precipitações chegam a 108.4 mm

Redação Web | 11h15 | 16.03.2014

Maior volume foi em Ipaumiram com 108.4 mm

chuva

Chuvas se concentraram principalmente na região do Sertão do Inhamuns e Jaguaribana
HONÓRIO BARBOSA

O domingo está sendo de muita chuva para algumas cidades do interior do Estado. A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) registrou precipitações em 72 municípios até esta manhã.

As chuvas se concentraram principalmente naregião do Sertão do Inhamuns e Jaguaribana. Entretanto, a cidade que apresentou o maior volume foi em Ipaumiram com 108.4 mm, na região do Crato,.

Também choveu em Banabuiu (101.4 mm), Quixeramobim (90.0 mm), Solonopole (87.0 mm), Jaguaretama (83.0 mm), Senador Pompeu (79.6 mm), Choro (78.0 mm) e Quixadá (77.4 mm). Os dados foram extraídos até as 11h deste domingo (16).

Funceme prevê mais chuva na região Centro-Sul

A Funceme prevê que mais chuvas aconteçam no interior do Estado com nebulosidade variável no Centro-Sul em virtude da atuação de um ramo da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e possibilidade nas demais regiões.

 

Diário do Nordeste – Regional – 16.03.2014

Funceme registra chuvas em mais de 90 cidades do Ceará

Maior precipitação ocorreu em Aurora, no Cariri

Choveu em 96 cidades do Ceará nas últimas 24 horas, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme). O maior índice pluviométrico registrado foi na cidade de Aurora, na região do Cariri, com 51 milímetros.

Cidade de Aurora, no Cariri, amanheceu com céu nublado. Foto: divulgação

Ainda no Cariri, a localidade de Sítio Saco, em Porteiras, registrou precipitação de 43 mm, e no distrito de Felizardo, em Ipaumirim, a chuva foi de 42,4 mm.O município de Banabuiú, localizado na região jaguaribana, teve chuva de 45,8 mm.

No Sertão Central, choveu 40 mm na cidade de Milhã. No maciço de Baturité, foi registrada precipitação de 23 mm no município de Itapiúna. Em Fortaleza, registro de chuva de 5 mm, no Bairro Água Fria.

De acordo com a Funceme, o ramo da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) que estava atuando sobre o Estado nos últimos dias mantém-se sobre o oceano, próximo da costa cearense, deixando o céu nublado e com possibilidade de  chuva em todas as regiões do Estado.

Diário do Nordeste-Regional-02 de maio de 2013

 

Semiárido vive pior seca dos últimos 50 anos

Estado de calamidade já foi decretado em 1.046 municípios

Mesmo com a súplica do sertanejo por chuva, a estiagem na região do Semiárido não dá trégua. É a pior registrada nos últimos 50 anos. De acordo com o governo federal, 1.415 municípios sofrem com a seca, que afeta a vida de quase 22 milhões de brasileiros.

Falta d´água tem provocado a morte de diversos animais na região do semiárido. Foto: Wellington Macedo

A falta de chuva atinge mais de 90% dos municípios do Semiárido e ultrapassou a extensão das 1.135 cidades que o compõem.

A Secretaria Nacional de Defesa Civil já decretou situação de emergência e estado de calamidade pública em 1.046 municípios. A área mais atingida pela seca, o Semiárido brasileiro, estende-se por oito estados da Região Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), além do norte de Minas Gerais, totalizando uma extensão territorial de mais de 980 quilômetros quadrados.

O agricultor José Alírio de Macedo, de 61 anos, morador da zona rural de Petrolina (PE) conta que até o momento choveu apenas 28 milímetros (mm) na região onde vive. O período chuvoso no município, que tem início em dezembro e pode se estender até maio, tem em média 530 mm.

Apesar da estiagem atual, o agricultor cultiva feijão, milho e sorgo para alimentar seu pequeno rebanho. “A situação já é feia. Se Deus não tiver compaixão, ninguém vai ficar com nada. E o período mais crítico ainda não começou, que é de agosto para a frente. Ano passado não plantei nada por causa da seca. Nunca vi dois anos diretos sem chuva, como já está acontecendo”.

Com os frequentes problemas causados pela seca, Macedo passou 14 anos trabalhando em São Paulo. Os seis filhos resistiram e ficaram na cidade, mas o agricultor e a mulher voltaram para o sertão. “O cidadão fica velho e quer estar perto das suas origens”.

Governo investe em obras de abastecimento de água

A gravidade da situação levou o governo federal a investir R$ 32 bilhões nas chamadas obras estruturantes, que garantem o abastecimento de água de forma definitiva, como barragens, canais, adutoras e estações elevatórias. Além disso, anunciou no início deste mês mais R$ 9 bilhões em ações de enfrentamento à estiagem.

A previsão é que cada município atingido pela seca receba uma retroescavadeira, uma motoniveladora, dois caminhões (um caçamba e um pipa) e uma pá carregadeira. O governo também vai distribuir 340 mil toneladas de milho até o fim do mês de maio para serem vendidas aos produtores a preço subsidiado.

Para o coordenador-geral da Organização não Governamental Caatinga, Giovanne Xenofonte, a realidade do Semiárido é atenuada com os programas de transferência de renda do governo federal, como o Bolsa Família e o Garantia Safra. “É tanto que, mesmo sendo a maior seca dos últimos 50 anos, a gente não está vendo o que tradicionalmente ocorria nas secas passadas: saques e invasões das famílias na região. Então, esse é o panorama. Se por um lado a gente tem um ambiente muito mais vulnerável, por outro a gente tem algumas ações governamentais que amenizam a situação”.

O coordenador cita a crise da economia local como uma das consequências da estiagem prolongada. Além da alta nos preços dos alimentos na região devido a queda na produção, os animais que sobrevivem à estiagem perderam seu valor de mercado e podem ser vendidos por até metade do preço. “As famílias agricultoras estão descapitalizadas, elas perderam sua poupança [o rebanho]. Elas tiveram que vender [esses animais] por causa da seca e [cobraram] um preço bem abaixo do que normalmente é comercializado”.

Segundo Xenofonte, isso tudo tem um impacto forte no comércio, porque estamos numa região eminentemente agrícola. “E quando tem uma seca dessa, que afeta as famílias agricultoras, todo comércio sente. A gente nota uma paralisação, uma desaceleração na economia. O que tem mantido de fato são as rendas dos programas governamentais”, argumenta.

Pesquisador diz que Brasil ainda não está preparado para enfrentar a seca

O engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Semiárido, Pedro Gama, destaca que a seca é um fenômeno recorrente e cíclico da região do Semiárido, mas que o país ainda não está suficientemente preparado para enfrentar. “A seca, como esse fenômeno de estiagem que é recorrente, é muito comum . A população sabe disso. Mas isso que estamos vivendo, essa estiagem prolongada, é uma crise climática e ocorre a cada 40, 50 anos. Houveram avanços, mas ainda é pouco. Precisa de muito investimento em pesquisas, políticas públicas para que estejamos preparados para enfrentar crise desse tipo”.

Gama também ressalta que as políticas de transferências de renda do governo federal amenizam os efeitos da seca, mas não impedem de desencadear outros três impactos: social, de produção e climático. “O que ocorre com a seca é que ela sempre leva a uma crise de produção. Ou seja, não se produzem alimentos [suficientes] para a população e para os animais. A outra [crise] é o problema da segurança alimentar, que se chama abastecimento de água. Esgotam-se os mananciais e [isso] passa a ser um grande limitante, não só de produção, como para a população”.

Segundo Gama, há também a crise social, que aparecia fortemente nas secas anteriores e provocava os fenômenos migratórios. Ele lembrou que hoje não se vê isso, porque de alguma forma, os programas de subvenção social atuam como um amortecedor dos impactos sociais. “De certa forma, eles protegem essa população pobre dos impactos de uma seca desse tipo”.

Para o pesquisador o aumento do valor dos alimentos, com o agravamento da seca, gera uma segunda etapa na “crise climática” com a corrosão do apoio social das políticas de transferência. “Esse impacto todo pode ser atenuado pela área irrigada, não há crise próxima de uma fonte de água. Onde existe um dinamismo levado por essa cultura irrigada, muda totalmente no entorno”, diz.

Diário do Nordeste-Regional-24 de abril de 2013

Queimadas causam estado de emergência

todo o Ceará. Esse número é 50,6% maior do que os 1.110 do ano passado. Devido a esse aumento alarmante, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) decretou, ontem, através do Diário Oficial da União, estado de emergência ambiental em todo o Estado, mas somente a partir do mês de junho até janeiro de 2014.

Neste ano, a Funceme registrou um total de 1.672 focos de queimadas em todo o Estado. Iguatu é o município que mais sofre com o problema FOTO: HONÓRIO BARBOSA

Essa decisão do MMA também vai valer para outras 19 unidades da federação: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

A declaração tem como objetivo agilizar a contratação temporária de brigadistas para o controle dos focos de incêndio. Nesses casos, a lei permite que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) contrate até 2.520 pessoas para esse tipo de trabalho, sendo que cada um deles poderá ficar vinculado somente por seis meses.

O orçamento para a contratação de todo esse pessoal já está garantido devido aos programas de Monitoramento e Controle do Desmatamento e dos Incêndios Florestais e Prevenção e Combate a Incêndios Florestais e Controle de Queimadas.

Além disso, o texto publicado no Diário Oficial da União destaca que acabar com esses incêndios também vai evitar emissões de gás carbônico para a atmosfera. Assim, o Brasil poderá honrar os compromissos internacionais no sentido de evitar emissões desse tipo de gás.

Os dados obtidos pela Funceme, através dos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que, ao comparar o período entre os quatro primeiros meses de 2011, último ano com chuvas regulares, e igual período deste ano, houve um aumento de 757,4%. Pois, há dois anos, foram identificadas 195 queimadas e, até agora, em 2013, já foram 1.672.

Chuva

Segundo a Fundação, o elevado número de queimadas em 2013 se deve à irregularidade da chuva. Parcialmente, Estado tem precipitações cerca de 60% abaixo da média, e isso deixa a terra seca, propícia às queimadas.

Neste ano, os municípios que mais sofreram com o problema foram Iguatu, com 61 focos, Beberibe, que registrou 59 incêndios, e Jaguaribe, com 56. Em 2012, Mombaça e Amontada, com 34 incêndios, cada, e Jaguaretama com 33, foram os piores.

As previsões não são positivas para o restante de 2013, pois a Funceme prevê chuvas abaixo da média até o fim de junho. No segundo semestre, a velocidade dos ventos é mais elevada no Ceará, e isso é um fator favorável às queimadas, ou seja, a tendência é que esse quadro se agrave no segundo semestre.

Alerta
50% foi o aumento do número de focos de queimadas, no Ceará, nos primeiros quatro meses deste ano em comparação com igual período do ano passado.

THIAGO ROCHA
REPÓRTER

 

Diário do Nordeste -Cidade – 18 de abril de 2013

Funceme registra chuva em 81 municípios

Maiores precipitações ocorreram no litoral leste e no Cariri

Choveu em 81 municípios do Ceará nas últimas 24 horas, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme). A maior precipitação foi registrada em Fortim, no litoral leste do Estado, com 63 milímetros.

Chuvas foram registradas em 81 municípios. Foto: Akex Pimentel

Em Juazeiro do Norte, no Cariri, choveu 45 mm. Já na Região da Ibiapaba, a Funceme registrou 41 mm no município de Graça. Nos Inhamuns, a maior precipitação foi em Antonina do Norte, com 37 mm.

Em Fortaleza, o dia amanheceu nublado, mas a chuva foi de apenas 2 mm, no bairro Castelão. A previsão do tempo na Capital é de céu parcialmente nublado com possibilidade de chuvas nas próximas 24 horas. A temperatura mínima deve ficar em torno dos 25º e a máxima em 32º.

Diário do Nordeste-Cidades-04 de abril de 2013

Chuvas causam estragos na região do Cariri

Precipitações de 130 milímetros acarretaram transtornos para moradores de cidades da região

Juazeiro do Norte A região do Cariri mais uma vez registrou a maior quantidade de precipitações no Estado do Ceará nesta Semana Santa. Os 130 e 100 milímetros verificados nos municípios do Crato e Juazeiro do Norte, respectivamente, causaram danos em vários pontos destas cidades. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), choveu em 16 municípios da região Sul do Estado, entre as 7 horas da última sexta-feira (29) e 7 horas deste sábado (30).

Parte da ponte metálica sobre o riacho, entre os bairros Vila Fátima e Timbaúbas, desabou com as chuvas durante a madrugada, impedindo praticamente, logo cedo, tráfego de veículos. O asfalto ameaça ceder na área Foto: Elizângela Santos

Em Juazeiro do Norte e Crato, a forte chuva deixou casas alagadas, ruas interditadas e trânsito prejudicado em alguns trechos. No Crato, uma casa desabou na Rua Cícero Araripe, no bairro Pimenta, por volta das 4 horas. O Corpo de Bombeiros foi chamado ao local, para a retirada da família. Não houve vítimas, mas parte do telhado da sala desabou e a casa está ameaçada de cair.

Também em Juazeiro do Norte, foram registrados alagamentos em vários pontos da cidade, como no bairro Triângulo, Vila Fátima, Vila Carité e nas Timbaúbas. Parte de uma ponte metálica, na Avenida Virgílio Távora, desabou e o asfaltamento na área alagada ameaça romper. Caso isso ocorra, a via ficará totalmente interditada. Na Avenida Carlos Cruz, próximo à via férrea, os moradores precisaram romper parte de uma ponte, para a água não invadir as casas.

Registros

Na cidade de Lavras da Mangabeira, a quantidade de chuva registrada foi de 52,8mm. Também houve precipitações em Cedro (35,9mm), Granjeiro (32,2mm), Caririaçu (31mm), Ipaumirim (30,2mm), Missão Velha (25mm), Santana do Cariri (22,2mm), Várzea Alegre (20,4mm), Farias Brito (14mm), Aurora (13mm), Barro (3,2mm), Brejo Santo (2,4mm), Jati (1,4mm) e Mauriti (1mm).

A Funceme, ainda, registrou chuva em outros 42 municípios nas demais regiões do Estado. De acordo com o órgão, a previsão para as próximas 24 horas é de tempo nublado com possibilidade de chuvas em todo o Ceará.

“Em virtude da proximidade de um ramo da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e da atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) o céu permanecerá parcialmente nublado a claro com chuva em todas as regiões do Estado”, informa a Funceme.

ELIZÂNGELA SANTOS/ILO SANTIAGO
REPÓRTERES

Diário do Nordeste – CIDADE – 30 de março de 2013

Funceme prevê chuvas isoladas no Ceará durante a Semana Santa

 

O feriadão da Semana Santa não deve ser de muita chuva no Ceará. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a previsão do tempo para o período compreendido entre quinta (28) e domingo (31) é de chuvas isoladas em todas as regiões cearenses, principalmente na faixa litorânea, serras, região jaguaribana e sul do Estado.

Conforme a Funceme, há uma irregularidade espacial e temporal das chuvas no Estado FOTO: Silvana Claudino

Vórtice Ciclônico de Altos Níveis, que vinha provocando chuvas no Ceará desde a semana passada, deve perder intensidade nos próximos dias, impactando na quantidade de precipitação que deve cair no Estado durante a Semana Santa.

Neste ano, de acordo com Cláudia Rickes, meteorologista da Funceme,  é notada uma irregularidade espacial e temporal das chuvas.

Chuvas devem ficar abaixo da média

A Funceme reafirmou o prognóstico para a estação chuvosa deste ano no Ceará. As condições atmosféricas e oceânicas continuam desfavoráveis às precipitações no Estado e persiste uma maior probabilidade de chuvas abaixo da média até o fim de maio.

 

Diário do Nordeste -Regional – 27 de março de 2013

Tendência é de mais chuvas no Ceará

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De acordo com Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), existem 80% de chances de mais precipitações até dia 19

Após enfrentar vários dias de muito calor, o fim de semana começou com chuvas no Ceará. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), entre 7h da sexta-feira e 10h deste sábado, Fortaleza registrou 20 milímetros de precipitações. Além disso, a tendência, confirma o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é há 80% de probabilidade de as chuvas continuarem no Estado, principalmente nas regiões litorânea e Sul (Cariri), até o próximo dia 19, Dia de São José, padroeiro do Ceará.

Segundo a meteorologista Deysiane Quaresma, as precipitações são ocasionadas por dois fatores: a Zona de Convergência Intertropical bem próxima do Litoral e o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis, no Sul do Estado. “Assim, o calor dos últimos dias deve amenizar, trazendo alento para a população, em especial, para o agricultor”, afirma.

Dos dois sistemas, explica a meteorologista, o primeiro, a Zona de Convergência Intertropical – uma faixa de nuvens – é a principal formadora de chuvas na nossa quadra invernosa, que é de fevereiro a maio. Por isso, diz, o ideal é que ela continue sobre o Estado. “É rezar para o padroeiro para que isso ocorra”.

LÊDA GONÇALVES
REPÓRTER

 

Diário do Nordeste – Cidades – 17/03/2013

Funceme mantém previsão abaixo da média histórica

Diário do Nordeste 23 de fevereiro de 2013

 

Atualização do prognóstico da quadra não tem maiores alterações com relação ao divulgado em janeiro

Fortaleza. As chuvas para o período de março, abril e maio deste ano tendem mais a ser abaixo da média histórica do Estado. A avaliação foi divulgada, ontem, pela Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), numa atualização de prognóstico, tendo como parâmetro o divulgado em janeiro passado.

Com isso, não houve maiores alterações com relação à última análise. Mesmo neste mês tendo uma soma pluviométrica superior as da pré-estação, também ficou abaixo da média. Do dia primeiro a 21 passados, choveu cerca de 68 mm em todo o Estado, o que representou um desvio negativo de 40%, com a relação à média histórica, que é de 112,8mm.

A meteorologista Deysiane Quaresma informou que houve uma melhora no quadro de chuvas durante este mês. No entanto, a zona de convergência intertropical que prepondera na quadra da região encontra-se agora afastada da região.

Veranicos

Do mesmo modo, Deysiane informou que a previsão de chuvas para as próximas horas deverá ocorrer de forma isolada, atingindo a faixa litorânea cearense. “As chuvas no Ceará se comportam de forma bastante irregular, tanto no aspecto espacial quanto temporal”, disse.

A meteorologista observa que essa situação explica porque os veranicos deverão atuar na quadra, entendidos como períodos chuvosos interrompidos por hiatos prolongados de estiagem. Lembrou que uma nova atualização deverá ser divulgada pela Funceme em março próximo, em data ainda a ser estabelecida. Pelo quadro de chuvas caídas nos primeiros 21 dias deste mês, a maior pluviometria ocorreu no Litoral Norte, com 95mm, enquanto que a média é de 127,8mm, representando um desvio de 25% negativos. A mais baixa pluviosidade aconteceu no Sertão Central e Inhamuns 42, enquanto a média histórica é de 89,3mm, representando uma variação negativa de 52%. A divulgação do prognóstico atualizado deu-se após a reunião dos técnicos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE), da Funceme e dos núcleos de meteorologia dos estados no Nordeste, para atualizar o prognóstico de chuvas para a Região.

O encontro aconteceu na Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), em Natal, e, segundo consenso dos meteorologistas, a previsão climática para os meses de março, abril e maio no Semiárido Nordestino, incluindo o Estado do Ceará, aponta probabilidade de 40% para as precipitações ficarem abaixo do normal.

Para a categoria em torno da normal, foi apontada uma probabilidade de 35%, e há ainda 25% de probabilidade de chover uma quantidade acima da normal no período. Para chegar a essa conclusão, os meteorologistas analisaram assim as condições termodinâmicas dos oceanos, principalmente o Atlântico, e da atmosfera, na comparação com janeiro. Os meteorologistas são unânimes em descartar a influência de fenômenos como El Niño ou La Niña, que agem no Oceano Atlântico.

Comparação

No dia 25 de janeiro, a Funceme havia divulgado probabilidade de 45% de chuvas abaixo da normal, diferente dos 40% divulgados hoje. Essa diferença se deve a dois fatores, o primeiro foi a leve melhora nas condições do Oceano Atlântico e o segundo é o fato de que as duas previsões apontam para períodos diferentes. Em janeiro, abrangia os meses de fevereiro, março e abril, e o de fevereiro se refere aos meses de março, abril e maio.

Assim como aconteceu em janeiro, também foi considerado um modelo atmosférico global gerado pela Funceme, único núcleo estadual do Brasil a fornecer esse tipo de informação em escala mundial. O novo produto foi analisado assim como os modelos do Inmet e CPTEC/INPE.

Mais informações:

Funceme
Avenida Rui Barbosa, 1246 – Aldeota, Fortaleza
Telefone: (085) 3101-1088
http://www.funceme.br/

MARCUS PEIXOTO
REPÓRTER

Produtores aguardam milho da Conab

Na zona rural de Crateús, animais ainda sofrem as consequências da falta de água e pasto. Chuvas ainda são insuficientes FOTO: WELLINGTON MACEDO

Iguatu As chuvas caídas nas duas últimas semanas no Ceará ainda são insuficientes para reverter o quadro de escassez de água e de alimentação para o rebanho no Interior. A mortandade dos animais é crescente e o temor de uma nova estiagem deixa os produtores rurais cada vez mais preocupados.

Em quase todas as regiões do sertão cearense, o relato dos criadores é de tristeza em decorrência da morte de bovinos. Nas áreas de criação e nas margens das rodovias, as carcaças de bovinos mortos denunciam a gravidade da seca que se prolonga neste ano. Na localidade de Riacho Vermelho, zona rural de Iguatu, o criador Aldeci Alves Vieira, já perdeu 30 animais, vacas e bois, em sua propriedade. “Os mais fracos estão morrendo de fome”, disse. “Ontem mesmo, meu filho puxou mais duas vacas que amanheceram mortas. É triste ver os bichos morrerem”.

No Sertão de Crateús, a cena se repete. O criador Jefferson Alves Bezerra disse que os animais passam sede e fome e nenhuma ajuda do governo estadual chega aos pequenos produtores do município. “Os bois estão fracos e, muitos, quase não se levantam. Há alguns que até parecem estar chorando. Dá para perceber que escorrem lágrimas dos olhos dos bichos”.

Oficialmente, a quadra invernosa começou no Ceará, neste mês, mas até o momento as precipitações têm sido abaixo da média. Em decorrência da gravidade da situação da pecuária no Ceará, o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec), Flávio Saboya, defendeu uma verdadeira operação de guerra para salvar o rebanho. “O gado está morrendo nas roças e, se configurar uma nova seca, até julho teremos um quadro de dizimação do rebanho”, disse. “Precisamos vencer essa inércia e manter a atividade pecuária ativa”.

O superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no Ceará, Agenor Pereira, disse que no início deste ano foram contratadas 31 mil toneladas de milho do Programa de Venda em Balcão. “Já recebemos a metade e o restante começa a chegar aos 17 locais de venda. Para março, apresentamos uma demanda mais de 36 mil toneladas e estamos aguardando retorno da Conab, em Brasília”, disse ele.

Segundo afirmou, seriam necessárias 68 mil toneladas de milho por mês para atender à necessidade dos criadores no Estado. “O nosso esforço é para amenizar as dificuldades dos criadores, priorizando a agricultura familiar”, disse. “A nossa preocupação é grande mediante o quadro de seca que castiga o sertão”.

Até o fim deste mês, o preço do milho na Conab permanece segundo a portaria interministerial que está vigorando. Varia de acordo com a quantidade adquirida: até três mil quilos, a saca de 60kg custa R$ 18,12; entre mil quilos e sete mil quilos, custa R$ 21,00; e entre sete mil quilos e 14 mil quilos, custa R$ 24,60. É um valor bem abaixo do mercado, cuja saca de 60 quilos custa R$ 40,00.

Anteontem, na reunião do Agropacto, com a participação de deputados federais, senadores e do Governo do Estado, Saboya apresentou o projeto emergencial para produção de forragem. A ideia é implantar 10 mil hectares em áreas públicas do Dnocs ociosas nos perímetros irrigados e em unidades particulares, que dispõe de terra e água. “Esse é um projeto coletivo, de todas as lideranças do setor, e não da Faec”, frisou. “Seria formada uma Parceria Público-Privada”, defende ele.

De acordo com o projeto, o Governo do Estado participaria com recursos para compra de equipamentos de irrigação, pivô central. Já o Governo Federal disponibilizaria linha de crédito especial para os produtores interessados em participar da produção de forragem. Haveria um acordo para produção e comercialização, com preço pré-definido. “A pecuária responde por 53% do valor bruto da produção do Estado”, observou.

O secretário de Políticas Agrícolas da Fetraece, Luiz Carlos Ribeiro de Lima, criticou a falta de ação concreta e efetiva em socorro aos produtores rurais. “As políticas públicas são importantes, discutidas todas as semanas no Comitê da Seca, mas são insuficientes para atender a demanda, não se concretizam dentro do esperado”. Ele lamenta atraso na liberação de recursos.

Mais informações

Superintendência da Companhia Nacional de Abastecimento do Ceará (Conab) – Fortaleza
Gerência de Operações
Telefone: (85) 3252. 172

HONÓRIO BARBOSA
REPÓRTER