ABC 1 x 3 Clube de Regatas Brasil

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QUE ESTREIA!

Não poderia ser melhor a estreia do técnico Dado Cavalcanti no CRB. No Frasqueirão, em Natal, o Galo venceu o ABC na noite desta terça e acabou com uma invencibilidade de 35 partidas do adversário no estádio. Não perdia desde o dia 10 de março do ano passado. Marcaram para o time alagoano Zé Carlos, Neto Baiano, os dois de pênalti, e Chico. Echeverría descontou. O goleiro Edson ainda foi expulso de campo no segundo tempo e complicou a equipe potiguar. A vitória fora de casa também quebra uma sequência negativa de cinco partidas do CRB.

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CLASSIFICAÇÃO

Por enquanto, o CRB é o 17º colocado da Série B, com 10 pontos. Time alagoano ainda está na zona do rebaixamento. Com 12, o ABC é o 13º.

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A PRÓXIMA

O CRB volta a jogar na próxima sexta, às 19h15, contra o Paysandu, no Rei Pelé, em Maceió/AL. No mesmo dia, o ABC visista o Boa Esporte em Varginha/MG, às 20h30.

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PRIMEIRO TEMPO

O técnico Dado Cavalanti radicalizou. Fez cinco mudanças no time do CRB, mudou o esquema tático e surpreendeu o ABC. O Galo entrou em campo atuando num 4-1-4-1, pressionou a saída de bola e abriu o placar logo aos oito minutos. Zé Carlos acertou um lindo passe para Chico, que tentou passar pelo goleiro Edson e foi derrubado. Pênalti. Zé bateu muito bem, deslocando o camisa 1 e abriu o placar. O ABC avançou depois dos 30 minutos, mas pouco ameaçou o goleiro Edson Kolln. Na descida para o intervalo, jogadores do time potiguar foram vaiados pela torcida.

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SEGUNDO TEMPO

O ABC foi pra cima no segundo tempo, mas, bem posicionado, o CRB soube controlar o jogo. Kolln defendeu algumas vezes em dois tempos e preocupou a torcida do Galo, mas não comprometeu. Gegê ainda obrigou o camisa 1 do CRB a defender de manchete e, aos 19 minutos, o goleiro Edson, do ABC, foi expulso de campo. Tinha amarelo, reclamou do árbitro e recebeu o vermelho. Zé Carlos sentiu cãibras e foi substituído por Neto Baiano. No primeiro lance dele, sofreu pênalti de Léo Fortunato. O próprio Neto bateu bem e marcou o segundo do CRB. O ABC não se entregou e marcou na sequência, aos 29, com Echeverria, que recebeu de Caio Mancha e chutou cruzado. O jogo ficou aberto, mas o Galo matou no contra-ataque. Marcos Martins deu um chapéu em Léo Fortunato, tirou de Bocão e deixou para Chico, que finalizou e viu a bola bater na trave, nas costas do goleiro Beliato e entrar.

 

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Bragantino 2 x 1 Vitória

Chico faz aos 45 do segundo tempo, e Bragantino derruba o Vitória de virada

Massa Bruta consegue reabilitação na Série B e abre distância da zona da degola. Leão, por outro lado, acumula três jogos sem vitória e perde a liderança do torneio

Frame Diego Maurício Bragantino x Vitória (Foto: Reprodução)

Diego Maurício comemora gol do Bragantino sobre o Vitória (Foto: Reprodução)

Foi no sufoco, mas o Bragantino conseguiu se reabilitar no Campeonato Brasileiro da Série B na noite desta terça-feira. Com um gol de Chico aos 45 minutos do segundo tempo, a equipe venceu o Vitória de virada por 2 a 1, no estádio Nabi Abi Chedid, pela 22ª rodada. Em um primeiro tempo de poucas chances claras de gol, só quem conseguiu balançar as redes foi Robert, para os visitantes. Na etapa final, os anfitriões foram superiores e passaram à frente do placar com gols de Diego Maurício e Chico.

Com o resultado, as equipes passam a viver momentos opostos. O Massa Bruta, que entrou em campo pressionado para vencer e abrir distância da zona de rebaixamento, segue na décima posição, com 31 pontos e a oito da degola. O Leão, por outro lado, acumula o terceiro confronto sem vitória. Com isso, perde a liderança da Série B e cai para segunda colocação, com 38.

Na 23ª rodada, as equipes entram em campo no sábado, 5. Às 15h, o Vitória recebe o Botafogo, no Barradão. E às 21h, o Bragantino encara o América-MG, no estádio Independência.

O jogo

Vencer era uma necessidade para Bragantino e Vitória na noite desta terça-feira. Por isso, os times entraram frenéticos em campo e não demoraram para ir ao ataque. Logo aos três minutos, Lincom aproveitou um cruzamento na área e, de cabeça, quase abriu o placar para os anfitriões. Dois minutos depois, o primeiro gol saiu. Mas marcado pelos visitantes. Diego Renan, de longe, tentou fazer um gol de cobertura no goleiro Douglas. A bola acertou o travessão e voltou para a área. No rebote, Robert cabeceou no chão e balançou as redes. À frente do marcador, o Vitória passou a se preocupar mais com a defesa e diminuiu o ritmo no setor ofensivo. O Bragantino, com isso, passou a ter mais posse de bola. Porém, com dificuldades para criar boas jogadas, não levou muito perigo ao gol defendido por Gatito Fernández. Melhor para o Leão, que garantiu a vitória parcial no primeiro tempo graças à boa marcação.

Na etapa complementar, o Massa Bruta se lançou todo ao ataque para buscar o empate. E o gol dos donos da casa só não saiu no começo do segundo tempo por causa das boas defesas de Gatito. Foram, ao menos, três grandes defesas do arqueiro até os 20 minutos do período. O Leão, bastante recuado em campo, não levava perigo ao adversário e apenas se defendia. De tanto insistir, o Bragantino conquistou o empate aos 35 minutos. Diego Maurício aproveitou um cruzamento e deixou tudo igual. O gol do Massa Bruta fez os visitantes deixarem o campo de defesa. Mas os anfitriões queriam mais. E com o jogo aberto, chegaram à virada aos 45 minutos do segundo tempo. Após cobrança de escanteio de Jocinei, a zaga do Vitória afastou mal, e a bola sobrou para Chico. De fora da área, o atacante acertou um chute no canto direito do gol.

 

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Vitória 4 x 1 Bragantino

Vitória ameniza crise com goleada sobre o Bragantino pela Série B

Dominante do início ao fim, Leão faz 4 a 1 sem dificuldades no Barradão.
Resultado sela as pazes entre equipe baiana e torcedor

O Vitória colocou a crise de lado na noite desta sexta-feira ao golear o Bragantino por 4 a 1, no Barradão, pela terceira rodada da Série B do Brasileiro. Se antes do jogo, a equipe era contestada por torcedores, o conjunto baiano deixou o campo aclamado pelo público presente no estádio. Escudero, Rogério, Elton e Diogo Mateus marcaram para os donos da casa. Chico foi o autor do gol de honra do Massa Bruta.

O resultado deixa o Vitória temporariamente na quinta colocação com seis pontos conquistados e quatro gols de saldo. O Bragantino cai para a 16ª posição e pode até terminar a rodada na zona de rebaixamento, dependendo dos resultados deste sábado.

Frame Vitória x Bragantino comemoração (Foto: Reprodução)
Vitória comemora a vitória sem sustos sobre o Bragantino nesta sexta-feira (Foto: Reprodução)

O Bragantino volta a campo na próxima sexta-feira, às 19h30, quando recebe o América-MG no Nabizão. O Vitória volta a campo no sábado, às 16h30, quando visita o Botafogo, no Engenhão.

O jogo

Nas entrevistas antes do confronto, o técnico Osmar Loss, do Braga, repetia a importância de segurar o ímpeto do Vitória nos primeiros 15 minutos. Não adiantou. Com quatro minutos, Vander errou uma cabeçada sem goleiro. Logo depois, aos sete minutos, mais um vacilo do Massa Bruta. Alemão afastou mal o cruzamento e a bola sobrou no pé de Escudero. Da entrada da área, o meia bateu com classe para abrir o placar e transferir a pressão de lado. Forçado a buscar o empate, o Bragantino foi ao ataque e deu brecha para a velocidade do Vitória. Os baianos até poderiam ter aumento, mas perderam chances claras de gol.

As oportunidades desperdiçadas no fim da primeira etapa não se repetiram no segundo tempo. O Vitória veio avassalador, o Bragantino veio sonolento e o resultado foi dols gols em cinco minutos. Com um minuto, Douglas saiu jogando errado, Elton recebeu livre, dentro da área e ampliou. Logo depois, foi Pedro Henrique quem errou na saída de bola. O Vitória recuperou, Rogério foi lançado, limpou Douglas e marcou o terceiro.

O terceiro gol fez com que o Vitória recuasse, e o Bragantino dominasse o jogo. Em um lance polêmico, Alan Mineiro até balançou as redes, mas a arbitragem marcou pênalti antes, quando Jobinho foi derrubado. Erick cobrou rasteiro, e Fernando Miguel fez grande defesa. Os paulistas só conseguiram o gol aos 28 minutos, quando Chico invadiu a área com liberdade, e bateu com classe na saída do goleiro. Quando o Braga aumentava o ritmo, Diogo Mateus colocou fim à reação dos paulistas. Em jogada pela direita, ele deixou Moisés no chão e acertou uma bomba, no ângulo de Douglas para fechar o placar e selar a goleada do Leão.

 

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Tom Barros comenta retorno de Luís Carlos ao gol do Ceará

Luís Carlos Dallastella

 

O goleiro Luís Carlos estará em ação hoje pelo Ceará diante do Náutico na Arena Pernambuco. Luis voltou bem contra o América/MG. Bom goleiro. Ocupa espaço onde fizeram história Pintado, Ivan Roriz, Harry Carey, Aloisio Linhares, George, Lulinha, Gilvan Dias, Ita, Pedrinho, Hélio Show, Sérgio Gomes, Ivanhoé, Washington, Chico.

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 12/09/2014

São Paulo 2 x 2 Coritiba

 2 x 2 

3ª RODADA
NA BRIGA DE ATAQUE CONTRA DEFESA, SÃO PAULO E CORITIBA FICAM NO EMPATE
Paranaenses são mais organizados em campo, mas Ademilson, que entrou no segundo tempo, salva os paulistas da derrota no Pacaembu .
O São Paulo saiu de campo na noite deste sábado com uma certeza: ter muitos atacantes não garante criatividade, muito menos eficiência. A organização que faltou aos comandados de Muricy Ramalho sobrou para o Coritiba que, mesmo limitado tecnicamente, foi muito bem taticamente. No final, a disputa entre ataque e defesa terminou empatada por 2 a 2, resultado que frustrou a torcida paulista, que lotou o Pacaembu – mais de 31 mil pagantes.

O Tricolor abriu o marcador com Alexandre Pato, viu o Coxa virar com tentos de Robinho e Chico e esteve muito perto de sofrer sua primeira derrota no nacional. Mas Ademilson, após belo passe de Paulo Henrique Ganso, fez um lindo gol e deixou tudo igual no marcador. Com o resultado, paulistas e paranaenses estão separados por dois pontos na tabela de classificação (cinco a três).

Os dois times voltarão a campo no próximo domingo pelo nacional. O São Paulo fará o clássico diante do Corinthians, em Barueri, às 16h, enquanto o Coritiba receberá o Sport no Couto Pereira, às 18h30. No meio de semana, a equipe paulista definirá sua vida na Copado Brasil diante do CRB, novamente no Paulo Machado de Carvalho, já que o Morumbi segue cedido para os shows da banda One Direction.

Pato gol São Paulo x Coritiba (Foto: Marcos Ribolli)
Alexandre Pato marcou o primeiro gol do São Paulo no Pacaembu (Foto: Marcos Ribolli)

Logo que a bola rolou no Pacaembu, o desenho da partida ficou muito nítido. O São Paulo, com seu quarteto ofensivo, tomou a iniciativa, mas encontrou o paredão armado pelo Coritiba. Com cinco peças no meio e apenas um atacante, os paranaenses se defendiam com todos seus jogadores atrás do meio-campo quando não tinham a bola. Diante de tamanha retranca, o gol do Tricolor usou a bola parada para abrir o placar, com Alexandre Pato aproveitando cobrança de escanteio. Mas isso acordou o Coxa, que encontrou nas costas de Luis Ricardo o caminho para empatar. Chegou ao gol e com Robinho e perdeu outras boas chances. A zaga são-paulina passou sufoco no final. As vaias da torcida mostraram um pouco do que foi a etapa inicial.

No segundo tempo, o Coritiba seguiu fiel ao seu estilo, marcando forte e esperando uma brecha rival para surpreender. E ela veio com Chico, de cabeça, após cruzamento na área. Perdido, o São Paulo fez mais duas alterações, com as entradas de Ganso e Ademilson nas vagas de Osvaldo e Pabon. Foi o suficiente para melhorar bastante a equipe. Em sua primeira jogada, Ademilson recebeu de Ganso e empatou.  Nos 15 minutos finais, o jogo ficou aberto e ganhou em emoção. Mas faltou capricho para os dois lados na hora do passe final. O placar não mudou mais e foi justo pelo que foi apresentado no Pacaembu.

Antonio Carlos Coritiba x São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Partida foi muito disputada no Pacaembu, com várias faltas dos dois times (Foto: Marcos Ribolli)

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Flamengo 2 x 2 Coritiba

O Flamengo foi melhor no primeiro tempo, o Coritiba se superou no segundo e tirou uma desvantagem de dois gols no placar. No fim, os torcedores que encheram o estádio Mané Garrincha neste sábado, em Brasília, saíram frustrados com o empate por 2 a 2 na estreia do técnico Mano Menezes no comando rubro-negro na volta dos times após a paralisação para a Copa das Confederações. Já o meia Alex não conseguiu comemorar os seus 150 jogos pelo Coxa com uma vitória, mas voltou a ter uma grande atuação, com belos passes, uma assistência e um gol.

O público pagante foi de 52.825 torcedores, o segundo maior do Brasileiro até agora (atrás dos 63.501 de Santos 0 x 0 Flamengo, também em Brasília, na primeira rodada), com renda de R$ 2.705.050.

Com o resultado, a equipe paranaense segue na liderança do Brasileirão, com 12 pontos, e continua como única invicta. O Flamengo – que perdeu um pênalti, batido por Moreno – chegou aos seis pontos, em 13º, e ainda não venceu na competição como mandante (derrotas para Náutico e Ponte Preta, além do empate deste sábado).

Alex destacou o poder de reação do Coritiba, que levou o segundo gol logo três minutos após a volta do intervalo.

– Nosso time tem várias limitações, mas é organizado. Tomamos o segundo gol, conversamos, acertamos e chegamos ao empate. A busca pelo resultado foi feita em cima da organização.

O Coritiba chegou ao primeiro gol quatro minutos depois, em cabeçada de Chico após cobrança de escanteio de Alex.

– Demos mole na defesa. Foi descuido, desatenção individual, até minha, em bola parada – afirmou o zagueiro Wallace, que na jogada marcava dois adversários. – Depois sofremos outro gol, em seguida, e isso deu uma desestabilizada na equipe.

Na sétima rodada do Brasileiro, no próximo fim de semana, os dois times jogam clássicos. O Coritiba terá pela frente o Atlético-PR, no Couto Pereira, no domingo. No mesmo dia, o  Flamengo enfrenta o Vasco, novamente no Mané Garrincha. Antes disso, no entanto, joga contra o ASA-AL, em Arapiraca, pela partida de ida da terceira fase da Copa do Brasil.

Caceres e Alex Flamengo x Coritiba (Foto: Ed Ferreira / Ag. Estado)
O volante Cáceres disputa a bola pelo alto com Alex, do Coritiba (Foto: Ed Ferreira / Ag. Estado)

Moreno abre o placar para o Fla

Depois de um bom período de treinos em Pinheiral e no Ninho do Urubu, a expectativa era grande pelo que o time de Mano poderia apresentar. No primeiro tempo a equipe ficou bem postada na marcação, com movimentação constante de Gabriel, Paulinho e Carlos Eduardo no ataque. Os volantes apareciam bem como surpresas na frente, sem rifar a bola, um pedido constante de Mano nos treinamentos. Líder do campeonato até o início da rodada, o Coritiba pareceu atordoado diante do bom público no Mané Garrincha. O time paranaense até teve uma cabeçada na trave de Junior Urso logo no início, mas sentiu o golpe do primeiro gol do Fla, aos oito minutos. Em boa trama ofensiva, Moreno deixou a bola passar para Gabriel, depois aproveitou o chute cruzado do meia-atacante e tocou para a rede.

O Flamengo forçou o ritmo e dominou as ações. Sem cometer erros bobos (foram apenas dez passes errados na primeira etapa), poderia ter até matado a partida no primeiro tempo, mas parou no goleiro Vanderlei. Na primeira chance, Marcelo Moreno deu uma bela colaborada. Depois de pênalti duvidoso anotado de Leandro Almeida sobre o boliviano, ele cobrou muito mal e facilitou a defesa. Foi o terceiro pênalti seguido perdido pelo Flamengo (Renato contra a Ponte Preta e Léo Moura contra o São Paulo em amistoso). Pouco depois, o lateral João Paulo fez grande jogada pela esquerda e bateu colocado da marca do pênalti, mas o goleiro do Coxa voltou a salvar.

Alex brilha no segundo tempo

Logo no início da etapa final, o Flamengo ampliou com Cáceres, de cabeça, em cobrança de escanteio, e ficou a sensação de que o jogo ficaria tranquilo para o time de Mano. No entanto, o Coxa mostrou grande poder de reação, contando com boa colaboração da zaga rubro-negra e momentos decisivos do meia Alex. No gol de Chico, o camisa 10 cobrou escanteio com perfeição, e a defesa do Fla parou. Pouco depois, o próprio Alex aproveitou uma bola dentro da área e fuzilou Felipe.

A torcida se calou na arquibancada e começou a perder a paciência. O Flamengo tentou se organizar para reconquistar o comando da partida. No entanto, a entrada do meia Everton Santos no lugar do volante Gil, ainda antes dos gols do Coxa, mudaram a dinâmica do time, que passou a ocupar mais o campo do rival. O Rubro-Negro teve pelo menos mais duas boas chance com Marcelo Moreno e Val, mas o empate se manteve em Brasília.

O negro no futebol brasileiro e na novela

“O caso de Carlos Alberto, do Fluminense. Tinha vindo do América, com os Mendonças, Marcos e Luis. Enquanto esteve no America, jogando no segundo time, quase ninguém reparou que ele era mulato. Também Carlos Alberto, no America, não quis passar por branco. No Fluminense foi para o primeiro time, ficou logo em exposição. Tinha de entrar em campo, correr para o lugar mais cheio de moças na arquibancada, parar um instante, levantar o braço, abrir a boca num ‘hip, hip, hurrah’.

Era o momento em que Carlos Alberto mais temia. Preparava-se para ele, por isso mesmo, cuidadosamente, enchendo a cara de pó-de-arroz, ficando quase cinzento. Não podia enganar ninguém, chamava até mais atenção. O cabelo de escadinha ficava mais escadinha, emoldurando o rosto, cinzento de tanto pó-de-arroz.

Quando o Fluminense ia jogar com o America, a torcida de Campos Sales caia em cima de Carlos Alberto:

– Pó-de-arroz! Pó-de-arroz!

A torcida do Fluminense procurava esquecer-se de que Carlos Alberto era mulato. Um bom rapaz, muito fino.

A história de Carlos Alberto, jogador do Fluminense nos primeiros anos do século 20, está contada em “O Negro no Futebol Brasileiro”, livro que Mario Filho, irmão de Nelson Rodrigues, publicou em 1947, com prefácio de Gilberto Freyre. É uma entre as muitas histórias dolorosas e dramáticas que tratam do processo de popularização do futebol brasileiro, nascido como um esporte de elite, no final do século 19.

Esta história foi reencenada, com as devidas adaptações e simplificações, no capítulo de terça-feira (5) de “Lado a Lado”, a novela das 18h da Globo, escrita por João Ximenes Braga e Claudia Lage. Bom de bola, o personagem Chico (César Mello), negro, é convocado por Albertinho (Rafael Cardoso) para ajudar o time dos riquinhos.

Assim como Carlos Alberto no Fluminense, Chico enche a cara de pó-de-arroz, o que chama a atenção de seus colegas de equipe e de Zé Maria (Lazaro Ramos), seu amigo. O jogador impressiona por seu talento e ginga. Dribla, faz gol de bicicleta e arma jogadas incríveis.

A reação negativa, inclusive por parte de colegas de equipe, é associada na cena a racismo. “Foi a única maneira que encontrei de ele não ser expulso. Ninguém ia aceitar um negro aqui jogando futebol. Agora que todo mundo viu o talento do seu amigo, não importa mais se ele é preto ou branco”, diz Albertinho a Zé Maria.

Foi mais um bom momento de “Lado a Lado”, uma novela que tem sido muito feliz ao apresentar um panorama histórico não muito conhecido em meio a um tradicional melodrama, com tudo a que tem direito.

Leia mais: Além de O Negro no Futebol Brasileiro”, de Mario Filho, recomendo a leitura, para quem tem interesse sobre este período do futebol brasileiro, do excelente “Footballmania – Uma história social do Futebol no Rio de Janeiro, 1902-1930)”, de Leonardo Affonso de Miranda Pereira.

 

Mauricio Stycer – UOL