Renato Maurício Prado comenta chances do Flamengo eliminar o Atlético Mineiro da Copa do Brasil

Se o Flamengo entrou com quatro volantes, contra a Chapecoense, no Maracanã, quantos usará no jogo decisivo de amanhã, diante do Atlético Mineiro, em Belo Horizonte? No domingo, pelo Brasileiro, após um primeiro tempo insosso, os gols saíram e a vitória por 3 a 0 exorcizou o fantasma do rebaixamento. Mas no Mineirão, pela Copa do Brasil, será bem mais complicado…

Dá para o Flamengo voltar de Minas com a vaga para a final? Claro que dá. Mas não será fácil, especialmente, se o time pisar o gramado preocupado apenas em defender a vantagem de dois gols. Aí é que entram as histórias dos zilhões de cabeças-de-área e dos desfalques. Mesmo sem Leonardo Moura, Alecsandro e, possivelmente, Gabriel e Éverton, Vanderlei precisa armar uma equipe que seja capaz também de atacar. Se virar ataque contra defesa, as possibilidades de a casa cair são muito grandes.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 04/11/2014

Flamengo 2 x 0 Atlético Mineiro

2 x 0

Semifinal
FLAMENGO VENCE O ATLÉTICO-MG NO MARACANÃ E SAI NA FRENTE NA SEMIFINAL
Com Gabriel inspirado, Rubro-Negro supera ótima noite de Victor e faz 2 a 0. Galo terá que repetir feito contra o Corinthians para sonhar com a decisão
Empurrado pela torcida, o Flamengo deu um passo importante na disputa por uma vaga na final da Copa do Brasil. Na noite desta quarta-feira, num Maracanã animado por mais de 45 mil pessoas, o Rubro-Negro contou com uma noite inspirada de Gabriel para superar a muralha Victor, fazer 2 a 0 no Atlético-MG e quebrar uma sequência de seis jogos invictos do adversário. O ensaboado meia-atacante deu o passe para o gol de Cáceres e, após fazer fila em linda arrancada, sofreu o pênalti convertido por Chicão. Agora, os cariocas vão para Belo Horizonte em vantagem. E com uma motivação extra: nas quatro vezes em que superaram o Galo em um confronto eliminatório, faturaram o título. Já o Alvinegro, para continuar sonhando com a inédita conquista, precisará repetir o feito que conseguiu diante do Corinthians, quando perdeu o primeiro duelo pelo mesmo placar e, depois, venceu por 4 a 1.

Foi um jogo nervoso, típico da rivalidade acirrada nos anos 80 entre os dois clubes, com muita marcação. Por sinal, os dois gols do jogo foram marcados por jogadores de defesa. A preocupação de Levir Culpi era tanta que ele adotou uma esquema mais defensivo, tirando Luan para a entrada de um segundo volante: Pierre, que perdeu tragicamente o irmão no início da semana, assassinado no interior da Bahia. Mas nem isso, tampouco os milagres de Victor, foram suficientes para segurar um Fla empurrado por 40.909 pagantes (45.642 presentes). A renda da partida foi de R$ 2.858.215,00. A torcida atleticana também compareceu em grande número ao Maracanã.

Flamengo e Atlético-MG voltam a campo para a partida decisiva, valendo uma vaga na final do torneio, na próxima quarta-feira no Mineirão. Antes, porém, os dois têm compromissos importantes no domingo pelo Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro recebe a Chapecoense às 19h30 (de Brasília) no Maracanã atrás de uma vitória que deixaria o time praticamente sem riscos de rebaixamento. No mesmo horário, o Galo visita o Atlético-PR na Arena da Baixada para defender sua posição na zona de classificação para a Libertadores.

Flamengo x Atlético-MG - Chicão (Foto: André Durão)
Cáceres (ao fundo) e Chicão: os autores dos gols da vitória rubro-negra no Maracanã (Foto: André Durão)

Victor faz milagres e segura o Fla

O primeiro lance agudo do jogo já era sinal de qual seria a tônica do duelo: velocidade da parte rubro-negra, representada pela chance clara de gol com um minuto de bola rolando; e a muralha alvinegra, simbolizada por Victor ao salvar o fim da jogada cara a cara com Eduardo da Silva. Foi só o primeiro milagre da noite do goleiro, que evitou o gol de Everton e o de Jemerson, que seria contra, ao tentar cortar um cruzamento. Tudo isso com menos de meia hora. O Galo demorou a encaixar a marcação e a escapar da adversária. Tardelli flutuava em campo para tentar fugir dos carrapatos Chicão e Cáceres. Maicosuel tentou usar a habilidade, mas se passava por um, dois, lá vinha o terceiro para desarmar. Estava difícil.

Tanto que, mesmo com o Fla se jogando ao ataque, o Galo só conseguiu criar um contragolpe com perigo. Foi no fim do primeiro tempo: Tardelli cruzou, e Marcos Rocha apareceu na área para cabecear tirando tinta da trave de Paulo Victor, que apenas observou. A única chance atleticana foi um grande susto para os rubro-negros, que ficaram mais receosos em avançar nos minutos finais. Gabriel recebeu uma bola no ataque e olhou a sua volta. Viu Eduardo da Silva sozinho na área no meio de quatro marcadores. Estava difícil lá e cá.

Gabriel faz fila, e Paulo Victor brilha

Panorama insuficiente para que nenhum dos técnicos alterasse suas peças. Vanderlei Luxemburgo e Levir Culpi deram um voto de confiança a suas escalações. Mas os cartões amarelos fizeram os treinadores mudarem de ideia rápido. Foram quatro em menos de 15 minutos, dois para cada lado. Canteros e Pierre, amarelados, deram vagas a Amaral e Luan, respectivamente. Já as saídas de Everton e Douglas Santos foram forçadas por problemas musculares. Luiz Antonio e Alex Silva entraram. Só uma das três alterações dos comandantes foi tática: Nixon no lugar de Eduardo da Silva para dar mais velocidade ao ataque rubro-negro, e Marion no de Carlos, pelo mesmo motivo. Em meio a tantas substituições, o Fla abriu o placar aos 15 minutos aproveitando cochilo da defesa.

Flamengo x atlético-MG (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Ensaboado, Gabriel fez fila no segundo tempo e deu trabalho à defesa atleticana (Foto: André Durão)

Começou com Marcos Rocha, que fez uma falta no limite da área em Gabriel e por pouco não foi pênalti. Na cobrança, João Paulo foi cruzar e acertou o travessão. Enquanto zagueiros, volantes e o goleiro ficaram parados, parecendo não entender a jogada, Gabriel pegou a sobra e levantou na cabeça de Cáceres, que ganhou de Edcarlos e fez 1 a 0. Herói no primeiro tempo, Victor dessa vez nem se mexeu e ficou pedindo uma falta no lance. O protagonista da vez passou a ser Gabriel. O ensaboado meia-atacante, na sequência, comprovou a grande fase, escapou de uma falta no meio de campo, driblou Marcos Rocha, deixou Edcarlos para trás, invadiu a área e sofreu pênalti de Josué, que se atirou de cabeça nos pés do jogador para tentar, sem sucesso, o desarme. Chicão cobrou para ampliar o marcador, aos 33 minutos.

Para não ter que subir de novo uma enorme montanha no Mineirão, como fez contra o Corinthians, o Galo foi para o abafa. Um gol seria o suficiente para deixar o Alvinegro na boa. No tudo ou nada, teve uma chance, clara, com Marion. No rebote de um chute de fora da área de Maicosuel, Marion pegou duas vezes na pequena área, mas parou, nas duas, em Paulo Victor. Foi a vez de o goleiro rubro-negro virar herói. Ali, aos 37 minutos, a torcida teve a certeza de que já podia comemorar.

 

GLOBO ESPORTE.COM

Com vínculos até o fim do ano, seis jogadores aguardam decisões do Flamengo

Caso não sejam procurados para renovação, Léo Moura, Chicão, João Paulo, Márcio Araújo, Nixon e Arthur ficarão livres para assinar pré-contratos com outros times .

João Paulo Flamengo x Internacional (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)

Na lista dos que têm contrato até dezembro, João Paulo é um dos mais contestados pelos torcedores (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)

Ao mesmo tempo em que se movimenta na busca por reforços visando livrar-se da penúltima colocação do Campeonato Brasileiro, o Flamengotem no mês de junho a missão de decidir o futuro de alguns dos jogadores de seu elenco. Seis atletas que compõem o grupo principal comandado por Ney Franco têm seus vínculos atuais com vencimento no dia 31 de dezembro de 2014. Caso a diretoria rubro-negra não os procure, ficam livres para assinar pré-contrato com outros clubes a partir do primeiro dia de julho.

A situação acontece com jogadores de quase todas as posições. Léo Moura, João Paulo, Arthur, Márcio Araújo, Nixon e Chicão são os que têm contrato até o fim desta temporada e esperam o início das negociações. Os três últimos agradam a diretoria e devem ser procurados em breve para prorrogar seus vencimentos.

– São três jogadores que nós temos interesse de permanecer, e isso tudo passa pela avaliação do treinador. São bastante interessantes – disse o presidente Eduardo Bandeira de Mello.

Ao ser questionado sobre João Paulo, o mandatário desconversou. A respeito do jovem Arthur, utilizou o acerto recente com um dos destaques do elenco como exemplo.

– Todos eles, falando como torcedor, pois não estou participando diretamente do processo de avaliação dos jogadores, devem seguir nisso aí. O Arthur acabou de chegar, mas esperamos o momento certo de renovar esse contrato que vai até o fim do ano. Foi como aconteceu com o Paulinho quando veio para o Flamengo.

A situação de Leonardo Moura, ídolo do clube e com muitas conquistas no currículo, no entanto, é a mais tranquila, já que suas renovações têm sido anuais desde 2011 e o acerto só costuma ocorrer em dezembro.

*Por Thiago Benevenutte, estagiário

 

GLOBO ESPORTE.COM

Flamengo poupa Léo Moura, Chicão, Elias e Carlos Eduardo contra o Goiás

Quarteto terá o fim de semana de descanso para ‘não correr riscos’, de acordo com Jayme de Almeida. Paulinho será reavaliado e também pode ficar fora da partida.

 

Leo Moura, André Santos e Elias treino do Flamengo (Foto: Marcos Tristão / Agência O Globo)

Leo Moura e Elias serão poupados, Paulinho será reavaliado (Foto: Marcos Tristão / Agência O Globo)

O planejamento do Flamengo para decisão da Copa do Brasil, contra o Atlético-PR, já começou nesta sexta-feira. Preocupado em recuperar fisicamente o elenco, Jayme de Almeida não relacionou quatro titulares para o reencontro com o Goiás, na noite de sábado, no Maracanã: Léo Moura, Chicão, Elias e Carlos Eduardo. Paulinho, que deixou a semifinal de quarta com um desconforto na coxa, vai para concentração e será avaliado para saber se terá condição de entrar em campo pela 33ª rodada do Brasileirão.

O treinador rubro-negro se apressou em deixar claro que não há problema de lesão. O desejo da comissão técnica é descansar os jogadores. Para partida contra o Grêmio, por exemplo, a última antes do jogo de ida da final, a tendência é que o Flamengo entre em campo somente com reservas.

– Vamos cuidar de detalhes que eles sentiram no jogo. Não é nada demais. É para não correr riscos.

A Copa do Brasil é dia 20, e até lá temos Goiás, São Paulo e Grêmio. Jogos dificílimos. Com 44, ainda é arriscado. Acho que precisamos de 47. Com esses três pontinhos teremos a tranquilidade.
Jayme de Almeida

Com as mudanças, a equipe titular deve ser formada por Paulo Victor, Digão, Wallace, González e André Santos; Amaral, Diego Silva, Luiz Antonio e Gabriel; Paulinho (Rafinha) e Hernane. Apesar da empolgação pela vitória da última quarta-feira, Jayme promete que o Fla não entrará relaxado diante do Esmeraldino e se mostrou preocupado em conquistar mais uma vitória para se livrar de vez do risco de rebaixamento.

– Os jogadores sabem o que alcançaram. Foi muito bonito de ver o que fizeram em um momento difícil que o clube passava. Se uniram e, graças ao esforço e determinação deles, o Flamengo chegou a uma final que ninguém acreditava. Para todo mundo, o ano era perdido. Estamos muito felizes, mas sabemos que temos que voltar a cabeça para os três jogos do Campeonato Brasileiro e focar nisso. Precisamos somar pontos. A Copa do Brasil é dia 20, e até lá temos Goiás, São Paulo e Grêmio. Jogos dificílimos. Com 44, ainda é arriscado. Acho que precisamos de 47. Com esses três pontinhos teremos a tranquilidade.

Por fim, o treinador rubro-negro elogiou o adversário. Em três confrontos na temporada, o Fla tem duas vitórias e um empate. O retrospecto, por sua vez, não deixa Jayme tranquilo.

– O Goiás, pelo que fez até agora no Brasileiro, é um time muito credenciado. Vai ser muito difícil. Eles estão voltados para esta competição, estão pertinho do Botafogo, e vai ser uma parada dificílima. Vai ser pegado, mas espero que possamos vencer. Espero o Goiás forte. Saiu de um torneio, mas segue sonhando com uma classificação possível para Libertadores. Não vai ser um jogo de ressaca. Precisamos ficar muito alerta em relação a ele.

Flamengo e Goiás se enfrentam às 21h (de Brasília) neste sábado, pela 33ª rodada do Brasileirão. Com 44 pontos, o time carioca é o décimo colocado no Brasileirão, enquanto o Esmeraldino, em quinto, tem 52.

Renato Maurício Prado comenta Goiás 1 x 2 Flamengo pela Copa do Brasil Perdigão 2013

Reprodução / TV Verdes Mares

 

O resultado foi excelente para o Flamengo. A atuação nem tanto. Por causa de um segundo tempo acovardado e substituições muito mal feitas, por pouco o time carioca não deixou escapar uma vitória importantíssima.

Ao bater o Goiás por 2 a 1, no Serra Dourada, o Mais Querido adquiriu o direito de garantir a vaga para a final da Copa do Brasil até mesmo com uma derrota por 1 a 0, no Maracanã. Uma vantagem considerável.

O rubro-negro construiu sua vitória no primeiro tempo, quando  jogou bem e soube neutralizar a pressão inicial dos goianos, explorando com eficiência os contra-ataques: Paulinho abriu o placar com um belo gol (após tabela com André Santos), Vitor empatou (após falha de Elias na saída de bola) e Chicão deu números definitivos ao placar, cobrando falta com perfeição (e contando com a colaboração do goleiro Renan, que escorregou quando tentava fazer a defesa).

Após o intervalo, porém, o Fla voltou a ser o time mediocre do Campeonato Brasileiro. Completamente dominado, só não sofreu gols porque os goianos, sem Walter e Amaral (seus dois melhores valores), se mostraram absolutamente incompetentes nas finalizações e a arbitragem ainda ajudou ao não marcar um pênalti de Diogo Silva (por que sera que Jayme ainda escala esse jogador?) em Wellinton Júnior.

Carlos Eduardo, uma vez mais, foi peça rigorosamente nula. Apático, como de hábito, atrapalhou todos os contra-ataques (principalmente na segunda etapa) e voltou a deixar no ar aquela conhecida dúvida: por que é escalado se, com ele, o Flamengo atua com 10? Só pode ser para agradar os dirigentes (?) que o contrataram: Walim Vasconcellos e Paulo Pelaipe – o que depõe contra Jayme de Almeida, apesar do seu mérito indiscutível, diante dos progressos que o time do Fla passou a apresentar desde que ele substituiu Mano Menezes.

Mas além da insistência com Carlos Eduardo, Jayme cometeu outros erros em Goiania. As entradas de Gabriel no lugar de Paulinho (que sentiu uma contusão muscular) e de Diego Silva no de Carlos Eduardo (que também alegou o mesmo) também se mostraram totalmente equivocadas. Por causa da primeira, o time perdeu o contra-ataque (que poderia ter sido mantido com Rafinha ou Nixon) e com a segunda, assumiu por completo a retranca, passando a jogar como time pequeno.

Paulinho, André Santos, Leonardo Moura e a dupla de zaga foram os principais destaques. Mas no primeiro tempo, fora Carlos Eduardo, todos jogaram bem – até Elias, que falhou feio no gol do Goiás.

Após o intervalo, porém, o futebol rubro-negro desapareceu e o que passou a valer foi apenas a garra desesperada para segurar o resultado.

Seja como for, é importante repetir, o resultado foi realmente excelente. Ainda que a atuação, como um todo, por causa da segunda etapa, tenha ficado bem longe disso.

 

Renato Maurício Prado-O GLOBO-31/10/2013

Flamengo derrota Goiás na primeira semifinal da Copa do Brasil Perdigão 2013

 1 x 2 

Na arquibancada do Serra Dourada, em alguns pontos, era possível ver mensagens para Walter. A torcida do Goiás não esquece o seu ídolo. Mas, machucado, ele não pôde atuar. E fez falta. O Flamengo, que não teve o goleiro Felipe, viu Paulo Victor ajudar a segurar a pressão. E viu também Paulinho ter outra boa atuação, marcar um bonito gol e Chicão fazer de falta o seu segundo com a camisa rubro-negra (novamente no Serra Dourada). Vítor até que dimiunuiu na noite desta quarta-feira, mas o placar de 2 a 1 para o Fla nesta partida de ida da semifinal da Copa do Brasil dá vantagem para os cariocas na volta, no Rio de Janeiro, próxima quarta-feira – até uma derrota por 1 a 0 garante a vaga na final ao time de Jayme de Almeida.

Antes de a bola rolar, o público de 37.555 presentes (35.112 pagantes) fez a festa. Eram balões nas cores do Goiás, rubro-negros que, mesmo em minoria, gritavam alto… Parecia fazer falta apenas a ausência de um personagem. Eram várias faixas citando Walter, com direito a pedido por convocação, inclusive. Fora do jogo por lesão, o atacante assistiu à partida do estádio, mas fora de campo. Ouviu ainda uma brincadeira dos torcedores ao cantarem: “ah, eu vou deitar e rolar”, em referência a um vídeo publicado durante a semana com uma declaração do atleta que geraou polêmica.

O Goiás recebe outro carioca no fim de semana. Na luta para entrar no G-4 do Campeonato Brasileiro, o time recebe o Botafogo domingo, às 17h, no Serra Dourada. O Flamengo tem um clássico contra o Fluminense, às 19h30m, no Maracanã.

Paulinho Flamengo x Goiás (Foto: Luiz Pires / Vipcomm)Paulinho disputa jogada com Vítor. Atacante foi o autor do gol do Flamengo (Foto: Luiz Pires / Vipcomm)

A falta e o escorregão

Parecia o Flamengo em casa. A torcida incomodava. Bastava Paulinho dominar bem uma bola e os rubro-negros vibravam. O Goiás, nervoso, chegou a 20 minutos de bola rolando com 12 passes errados contra três do adversário. Eduardo Sasha e Roni trocavam constantemente de lado, tentavam arrumar alguma coisa pelas pontas, e nada. Júnior Viçosa, substituto de Walter, passou a maior parte do tempo fora da área.

Faltava espaço para a criação de uma chance mais clara. Aí Paulinho deu um passo mais a frente para cair nas graças da torcida. Uma tabela bonita com André Santos, um drible curto em Rodrigo e o toque por baixo de Renan: 1 a 0. Mas Elias escorregou ao sair jogando aos 38 minutos, e Viçosa, agora muito útil fora da área, tocou para Vítor empatar.

Só que na Copa do Brasil as coisas têm dado certo para o Fla. Quando Hernane cai junto com Rodrigo, a falta parece para o Goiás. Mas Wilson Luiz Seneme deu a Chicão a oportunidade de marcar novamente um gol de falta no Serra Dourada, assim como na sua estreia, contra o mesmo adversário. O goleiro Renan escorregou, olhou para o gramado, fez cara de decepção, mas era tarde. Hugo ainda quase empatou de cabeça. E o jogo chegou a ficar paralisado por conta de um sinalizador aceso na parte destinada aos rubro-negros.

Pressão, pressão, mas nenhum gol

O Goiás voltou mais calmo, disposto a mudar o placar. A saída pelas pontas passou a funcionar, e Paulo Victor a trabalhar com mais intensidade. O Flamengo parecia apenas esperar o momento ideal para avançar em contra-ataque. Mas sua maior arma em lances de velocidade sentiu. Paulinho levou a mão à coxa esquerda, caiu no gramado e pediu substituição. Nenhum adversário jogou a bola pela lateral e houve discussão. Hugo e Chicão levaram amarelo, e o primeiro está suspenso para a partida de volta.

Junior Viçosa, apagado, saiu para entrada de Paulo. Welinton Junior entrou na vaga de Eduardo Sasha. E deu trabalho. As finalizações do time goianos quase triplicaram em comparação ao adversário: 14 a 5. Welinton Junior, por duas vezes, teve a chance clara de empatar. E bola não entrou. Melhor para o Flamengo.

 

Globo Esporte

Galã rubro-negro, Chicão diz que Fla de Jayme é mais atento nos jogos

Candidato no Troféu Largo Tudo, zagueiro cita vacilos contra o Atlético-PR e acha que concentração durante 90 minutos tem facilitado subida na tabela

 

Chicão treino Flamengo (Foto: Cahê Mota)

Chicão exalta momento do Fla e espera ganhar
eleição do GLOBESPORTE.COM (Foto:Cahê Mota)

Xerife e galã. Agora, Chicão tem posto duplo no elenco do Flamengo. De volta à condição de titular com a lesão de Samir, o zagueiro tem feito sua parte na arrancada que levou o time ao sétimo lugar no Brasileirão e, de quebra, luta por uma conquista individual: o Troféu Largo Tudo, do GLOBOESPORTE.COM, que elege o jogador mais bonito da competição. Representante rubro-negro após ganhar disputa com Marcelo Moreno em votação popular, o camisa 33, durão dentro de campo, garante ser acanhado fora dele.

Candidato em um concurso de beleza pela primeira vez na vida, Chicão se mostrou lisonjeado com a escolha e nem mesmo a timidez diante do assunto o impediu de pedir a ajuda da imensa torcida do Flamengo para vencer a eleição.

– Sou bastante tranquilo, fico mais na minha, tímido também. É a primeira vez que isso acontece (participar deste tipo de disputa). Fico feliz e espero que estejam votando em mim. Sou muito feliz no Flamengo.

Falando de futebol, o zagueiro fica mais à vontade. Questionado sobre o que fez com que um Flamengo inconstante com Mano Menezes mudasse tanto sob o comando de Jayme, Chicão apontou a mudança de postura durante os 90 minutos como fundamental. Ele citou até mesmo o comportamento exatamente na partida que determinou o pedido de demissão do ex-treinador como algo que não pode se repetir.

Jogar no Maracanã é sempre bom. Vamos respeitar o Botafogo. São 13 anos (de invencibilidade do Fla em Brasileiros contra o rival), mas também não vencíamos o Coritiba há 15. Temos que ter cuidado.”
Chicão

– Os gols começaram a sair, paramos de tomar uns gols bobos.  A concentração é fundamental nos 90 minutos. Pagamos caro pelos erros, como no jogo contra o Atlético-PR. Hoje, cobramos muito a manutenção da atenção do início ao fim do jogo.

Concentração que o Rubro-Negro precisará ter no clássico de domingo, diante do Botafogo. Com 37 pontos, o Fla é o sétimo colocado no Brasileirão e pode terminar a rodada até em quinto. Para vencer e seguir subindo na tabela, Chicão prega respeito ao rival e deixa de lado a invencibilidade rubro-negra de 13 anos no confronto em competições nacionais.

– Clássico é um campeonato à parte. Temos que nos dedicar mais, nos empenhar mais. Então, a vontade de vencer é maior. Jogar no Maracanã é sempre bom. Nada melhor do que vencer um clássico. Vamos respeitar o Botafogo. São 13 anos, mas também não vencíamos o Coritiba há 15. Temos que ter cuidado.

A partida é uma prévia do duelo pelas quartas de final da Copa do Brasil, marcado para o dia 23, no próprio Maracanã. Apesar do encontro pela disputa em mata-mata ter um caráter mais decisivo, Chicão não acredita em nenhuma das equipes escondendo o jogo no domingo.

– É indiferente. Temos que pensar nesse campeonato agora. Vamos respeitar o Botafogo e, se vencermos, podemos encostar para, aí sim, pensarmos no G-4.

Neste ano, Flamengo e Botafogo já se enfrentaram quatro vezes, com uma vitória para cada um e dois empates.

Transmissão - Premiere FC 1 (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)

Renato Maurício Prado comenta a qualidade do elenco do Flamengo

 

Carlos Eduardo, Elias, João Paulo, Wallace, Paulinho, Diego Silva, Bruninho, Val, Marcelo Moreno, André Santos e Chicão. Onze reforços e, até agora, somente um disse ao que veio: Elias. Que dedo podre anda indicando jogadores ao Fla?

Ganso, Giuliano (ex-Inter, atuamente no Dnipro Dnipropetrovsk, da Ucrânia) e Mariano (ex-Flu, jogando no Bordeaux) são alguns dos sonhos de consumo para 2014. Mariano já estaria apalavrado.

 

Renato Maurício Prado

Goiás 1 x 1 Flamengo

  1 x 1  

Antes da partida, um dos duelos previstos era entre o artilheiro gordinho Walter, do Goiás, e o experiente zagueiro Chicão, que fazia sua estreia pelo Flamengo. O embate aconteceu dentro da área rubro-negra, mas também se projetou no placar. O artilheiro do Centro-Oeste deixou o seu no primeiro tempo, e o camisa 3 do time de Mano Menezes respondeu na etapa final na sua especialidade, a cobrança de falta. No final, 1 a 1 no Serra Dourada, para um público de 32.049 pagantes, com renda de R$ 769.400.

Walter chegou aos cinco gols no Campeonato Brasileiro e, embora tenha cansado no segundo tempo, mostrou mais uma vez que pode ser muito útil ao time esmeraldino, mesmo acima do peso. Tem 92kg, segundo o site do clube, embora aparente mais. Já Chicão tem o que comemorar na estreia: voltou a balançar a rede depois de mais de três anos. O seu último gol em cobrança de falta havia sido pelo Corinthians, em maio de 2010.

– Fico feliz não pelo gol, mas pelo desempenho de procurar ajudar ali. São quatro jogos sem perder, e no segundo tempo não demos chances para o Goiás e conseguimos empatar. É complicado jogar no domingo e na quarta, é difícil recuperar o atleta. E quem acaba perdendo é o torcedor, pois o nível acaba caindo – analisou Chicão, que não cometeu falta, nem roubou bola em sua estreia.

Com o resultado, o time do Goiás segue invicto em casa no Brasileiro, agora com três vitórias e quatro empates em sete partidas. Está em 12º lugar, com 18 pontos. O Flamengo está logo acima, em 11º, com os mesmos 18 pontos, mas um saldo de gols superior (de um contra cinco negativo). Mas  continua sem vencer o adversário. Desde 2007, são quatro empates e três derrotas em sete jogos. O time de Mano Menezes também continua sem conseguir duas vitórias seguidas no Brasileiro.

O Goiás volta a jogar no domingo, às 16h (de Brasília), contra a Ponte Preta, em Campinas. O Flamengo entra em campo no mesmo dia e horário, contra o São Paulo, às 16h (de Brasília), no Mané Garrincha (DF).

André Santos Goiás x Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)
Tartá tenta chegar na marcação do rubro-negro André Santos (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)

Walter comanda o Goiás e abre o placar

Com a marcação avançada, no campo do adversário, o Goiás começou sufocando a saída  rubro-negra para o ataque. Quando tinham a bola, os esmeraldinos procuravam tocar a bola em velocidade, comandados por Walter, que não se limitou a ficar fixo na área, como centroavante. Muitas vezes ele pôde ser visto caindo pelas pontas, principalmente pelo lado direito, ou começando os contra-ataques com passes precisos. Inofensivo pelas pontas, pois Nixon e Gabriel não acertavam nada, o Flamengo afunilava o jogo pelo meio e, embora André Santos tenha feito um bom primeiro tempo, não conseguiu encontrar espaço no congestionamento de defensores goianos.

O técnico Mano Menezes optou pelo volante Cáceres no lugar de Luiz Antonio, justamente para reforçar a marcação na frente da área rubro-negra, já que Chicão fazia sua estreia e formava a zaga pela primeira vez com Wallace. A dificuldade no posicionamento do trio ficou clara logo nos primeiros minutos e foi justamente naquele setor do campo que Walter ficou livre para abrir o placar. Após cruzamento da direita, um chute seco da entrada da área, de primeira, sem chance para Felipe. A partir daí o Flamengo até passou a controlar mais a bola, mas não chegou a criar uma oportunidade sequer que oferecesse perigo ao gol de Renan. Desesperado, Mano gritava da linha lateral para o time explorar as laterais, sem resultado.

Chicão faz gol de falta da estreia

A dinâmica do jogo mudou logo no início do segundo tempo, em um lance de bola parada. Quando Hernane sofreu falta na entrada da área, a torcida imediatamente pensou em Chicão para a cobrança. Estreante da noite, o zagueiro bateu com sutileza. A bola, quase em câmera lenta, fugiu do alcance de Renan e ainda bateu no travessão antes de entrar. O Goiás sentiu o empate e não repetiu a postura agressiva da primeira etapa. A bola passou a ficar mais com o Flamengo, mas a falta de qualidade na criação – Elias não repetiu as boas atuações de jogos anteriores – prejudicava as ações ofensivas da equipe.

Com Paulinho e Rafinha nos lugares de Gabriel e Nixon, Mano tentou dar sangue novo ao time. O Goiás, por sua vez, buscava sair nos contra-ataques, mas o excesso de peso começou a jogar contra Walter, que já não conseguia disputar as jogadas com o mesmo vigor da etapa inicial. Assim, a bola pouco parava no ataque. Enderson Moreira lançou o jovem Erik no lugar de Renan Oliveira para aumentar o poder de fogo dos goianos. O jogo seguiu muito disputado, mas caiu muito em qualidade. E apenas na base da vontade, as equipes não conseguiram mexer novamente no placar do Serra Dourada