Internacional 4 x 2 Náutico

O JOGO

Neste sábado, o Internacional venceu o Náutico e engatou o terceiro jogo sem perder, voltando ao G-4. O Colorado marcou quatro vezes, mas podia ser ainda mais. Isto porque, só no segundo tempo, o time teve quatro penalidades a favor – perdeu duas em defesas de Tiago Cardoso. Com gols de Carlos, D’Alessandro, William Pottker e Cirino, os gaúchos chegaram aos 11 pontos e ocupam a terceira posição. O Náutico, que diminuiu com Vinícius e Iago, continua com dois pontos, na lanterna.

DESTAQUE

PRIMEIRO TEMPO

Empurrado pela torcida, o Inter começou a todo vapor. E deu mostras de que o que era “lógico” iria acontecer. Colocou-se no papel de favorito e amassou o Náutico. Logo aos três minutos, Carlos fez um gol, mas o juiz anulou erroneamente. Mas, aos nove, o camisa 11 marcou de novo e, desta vez, valeu. O Colorado, na frente, continuou pressionando os pernambucanos, mas à medida em que o tempo foi passando, as coisas foram ficando equilibradas. Depois dos 30 minutos do primeiro tempo, o Timbu começou a fazer-se mais presente, mesmo que de forma tímida, no campo de ataque. Eis que Erick fez uma ótima jogada pela direita, cruzou e Vinícius, um dos estreantes do dia, marcou o seu primeiro gol com a camisa alvirrubra.

DESTAQUE

SEGUNDO TEMPO

Prepare-se: Você vai ler muito a palavra “pênalti” nas próximas linhas. Isto porque o Inter teve quatro – isto mesmo, quatro – marcados a seu favor no segundo tempo. No primeiro, o juiz marcou falta de Nirley sobre Marcelo Cirino. William Pottker foi para a bola e converteu. Quatro minutos depois, Pottker, sozinho, chutou para o gol e Nirley deu um carrinho, mas usou o braço para ajudar no corte. Novo pênalti marcado. D’Alessandro na bola: 3 a 1. Não parou por aí. Aos 18 minutos, o zagueiro Aislan cometeu outra penalidade. Só que desta vez, Marcelo Cirino bateu fraco e Tiago Cardoso fez a defesa. Com um a mais e com 3 a 1 no placar, coube ao Inter administrar o placar. O Timbu ainda diminuiu com um gol de outro estreante, o atacante Iago. E para quem pensa que acabou… Aconteceu mais um pênalti. Tiago Cardoso derrubou Juan, mas, na cobrança, o arqueiro alvirrubro foi mais uma vez decisivo e pegou. Só que, um minuto depois, Cirino marcou o quarto do Náutico.

DESTAQUE

PRÓXIMOS JOGOS

O Internacional volta a jogar na próxima terça-feira, às 21h30, contra o América-MG, fora de casa. O Náutico também atua, no mesmo dia, só que às 19h30, quando recebe o Paraná na Arena de Pernambuco.

DESTAQUE

FESTIVAL DE PÊNALTIS

 Só no segundo tempo, o Inter teve quatro pênaltis a seu favor. Os dois primeiros foram convertidos por William Pottker e D’Alessandro. Marcelo Cirino e William Pottker, por outro lado, perderam outras duas cobranças – Tiago Cardoso defendeu os dois.

DESTAQUE

ESTREANTES APROVADOS

 O primeiro gol do Náutico foi marcado pelo estreante Vinícius, que desviou de cabeça após uma boa jogada de Erick. A jogada do segundo gol do Timbu foi construída por outros dois estreantes que saíram do banco de reservas: Giovanni deu um bom lançamento para Iago diminuir para o Alvirrubro.

DESTAQUE

DUAS PARA VALER UMA

 Carlos não marcava um gol pelo Inter desde a vitória de 3 a 0 sobre o Sampaio Corrêa-MA, pela Copa do Brasil, no dia 15 de março (naquele dia, marcou duas vezes). Desta vez, também teve de fazer dois, mas para valer um. Logo aos três minutos, teve um gol mal anulado pela arbitragem. Mas depois, aos nove do primeiro tempo, completou – de novo de cabeça – um cruzamento de Pottker para tirar o jejum.

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Goiás 2 x 1 Santa Cruz

O JOGO

Em má fase e até então sem nenhuma vitória em quatro jogos pela Série B, o Goiás contou com noite inspirada de Carlos para bater o Santa Cruz por 2 a 1, no Serra Dourada. O atacante marcou os tentos do Esmeraldino e garantiu o primeiro triunfo da equipe na competição. Anderson Salles descontou para os pernambucanos de pênalti.

DESTAQUE

TABELA

Apesar do resultado, o Goiás segue na zona de rebaixamento. Com 5 pontos, o time está na 17ª posição. Já o Santa Cruz caiu para 4º lugar, com 9 pontos.

DESTAQUE

PRIMEIRO TEMPO

Precisando desesperadamente da vitória, o Goiás começou o jogo partindo para cima. Tanto que em apenas dois minutos, Pedro Bambu e Victor Bolt, ambos em chutes de longe, obrigaram Júlio César a trabalhar. A supremacia se transformou em vantagem aos 10 minutos. Após cruzamento de Tony pela direita, Carlos se antecipou à zaga para cabecear e abriu o placar. Até então acuado, o Tricolor saiu para o jogo e empatou aos 45, em cobrança de pênalti de Anderson Salles.

DESTAQUE

SEGUNDO TEMPO

No segundo tempo, o duelo ficou mais igual. As duas equipes, no entanto, diminuíram o ritmo e as chances ficaram mais escassas. Mas brilhou novamente a estrela de Carlos. Aos 27, após escanteio, Bambu desviou e a bola sobrou livre para o camisa 7 só empurrar para o gol. Tiago Luís e Léo Gamalho, pelo Verdão, e Bruno Paulo, para os pernambucanos, ainda tentaram, mas não conseguiram alterar o marcador.

DESTAQUE

PRÓXIMOS JOGOS

O Santa Cruz volta a jogar agora já na sexta-feira desta semana. Recebe o Londrina, às 20h30, no Arruda. O Goiás vai até Belém, onde enfrenta o Paysandu no sábado.

DESTAQUE

ACABOU O JEJUM!

Principal jogador do Santa Cruz no começo da temporada com gols importantes de falta e pênalti, o zagueiro Anderson Salles passou dois meses sem conseguir marcar. No período, errou algumas faltas de muito perto da área e até um pênalti. Nesta terça-feira, no entanto, da marca da cal ele pôs fim ao jejum marcando o único gol do Tricolor na derrota por 2 a 1 contra o Goiás.

 

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Cruzeiro 1 x 1 Atlético Mineiro

Em clássico com emoção até o fim,
Cruzeiro e Galo empatam no Mineirão

Resultado não é bom para nenhum dos dois: Raposa não abre boa vantagem do Z-4,
e Atlético-MG vê líder se afastar. Duelo tem pênaltis polêmicos para a equipe celeste

Mena e Giovanni Augusto (Foto: Douglas Magno)
Mena e Giovanni Augusto disputam bola no disputado clássico deste domingo no Mineirão
(Foto: Douglas Magno)

Sensacional define bem o clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG disputado na tarde deste domingo, no Mineirão, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O empate em 1 a 1, gols de Willian e Carlos, teve ingredientes dignos de um filme de suspense campeão de bilheteria, já que não faltaram emoção, arrepios e muito frio na barriga. O Cruzeiro saiu na frente e, com um jogador a menos durante quase todo o segundo tempo, segurou o resultado até os 43 minutos da etapa final, quando sofreu o empate.

A Raposa ainda teve a bola do jogo, num pênalti mal marcado por Leandro Vuaden aos 46, uma vez que Jemerson derrubou Willian fora do área – Victor, que falhara no gol celeste, se redimiu ao defender cobrança do próprio Willian. E não foi o único lance polêmico do duelo. Aos 13 do primeiro tempo, a bola bateu no braço de Leonardo Silva após cabeçada de Manoel. Os jogadores celestes pediram penalidade máxima, mas o árbitro mandou seguir..

O resultado mantém o Atlético-MG na vice-liderança do Brasileirão, com 49 pontos, cinco a menos que o Corinthians. O Cruzeiro é o 14º colocado, com 29 pontos, dois a mais que o Coritiba, primeiro time do Z-4. Na próxima rodada, o Cruzeiro recebe o Vasco, no Mineirão, enquanto o Atlético-MG enfrenta o Santos, na Vila Belmiro. Os dois jogos serão às 22h (de Brasília) de quarta-feira.

Equilíbrio

O clássico começou nervoso e com os dois times muito cautelosos em campo. O Cruzeiro veio com postura um pouco mais ofensiva, e o Atlético-MG ficou postado no campo de defesa, esperando o rival. Este panorama, porém, durou apenas 10 minutos, quando o time alvinegro passou a adiantar as linhas e equilibrado. Isso no que diz respeito ao domínio territorial, porque as chances reais de gol foram escassas. O placar poderia ter sido movimentado aos 13. Depois do cruzamento de Marquinhos para a área, Manoel cabeceou, e a bola bateu no braço de Leonardo Silva. Os jogadores da Raposa pediram pênalti, mas Leandro Vuaden mandou o lance seguir.

Entre os 25 e os 35 minutos, o Galo teve mais posse de bola. O posicionamento retraído do arquirrival, no entanto, não significou espaços livres, e o Atlético-MG pouco finalizou. Depois disso, as ações se equilibraram novamente. Como as defesas seguiam levando vantagem sobre os ataques, o primeiro ficou com cara de 0 a 0 até os 37. A zaga atleticana cochilou. Willian se antecipou ao lance e bateu para o gol. A bola saiu fraca, mas o goleiro Victor aceitou – a bola passou por enter as suas pernas.

Emoção até o fim

Atrás no placar, o Atlético-MG voltou com mudanças para o segundo tempo. A primeira foi a saída de Patric para a entrada de Carlos. A segunda foi de atitude. Mais ofensivo, o time fez uma verdadeira blitz, com muitos chutes a gol e cruzamentos na área. A expulsão do lateral Mena aos seis minutos intensificou ainda mais a pressão alvinegra, mas o Cruzeiro passou a ter muitos espaços para contra-atacar. O meia Alisson, por muito pouco, não faz o segundo gol azul.

A partida se tornou imprevisível. O Atlético-MG continuou atacando com todas as suas. Leonardo Silva aparecia infiltrado entre os zagueiros como se um atacante, e o bicampeão brasileiro se defendia como podia. Inclusive, com o apoio da torcida, que cantou ininterruptamente dos 20 minutos até o fim. E de tanto tentar o Galo chegou ao empate. Aos 43 minutos, o jovem Carlos aproveitou escanteio de Dátolo e cabeceou para vencer Fábio.

Quando as emoções do jogo pareciam ter se encerrado, o Cruzeiro teve um pênalti mal marcado aos 45 minutos. Willian, que havia sofrido falta de Jemerson fora da área, cobrou para a defesa de Victor. Na sequência, Fábio impediu a virada do Galo ao parar as tentativas de Giovanni Augusto e Leonardo Silva.

Lucas Pratto e Willians (Foto: Douglas Magno)
Rivais buscaram o gol até o último minuto do jogão deste domingo (Foto: Douglas Magno)
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Goiás 4 x 1 Santos

O JOGO

Goiás goleia e aumenta crise no Santos Carlos Costa/Lancepress!

No dia em que o mais famoso 7 a 1 do futebol completou um ano, o Goiás teve seu momento de Alemanha e transformou o Santos, por instantes, naquele Brasil do Mineirão da Copa de 2014. O massacre – ou “apagão”, dependendo do ponto de vista – aconteceu no início do segundo tempo, desta vez. No Serra Dourada, depois de uma etapa inicial sem emoção, os donos da casa desandaram a fazer gols: foram quatro em 16 minutos. Ricardo Oliveira marcou de pênalti, no fim, o tento de honra do paulistas.

O Goiás se aproveitou do “apagão” e das falhas do Santos e matou o jogo rapidamente. O primeiro gol foi marcado por Felipe Menezes, em pênalti cometido por Lucas Otávio, após vacilo de Thiago Maia, que também falhou no terceiro. Depois, foi Fred quem agradeceu à zaga rival, que não conseguiu afastar bola de cobrança de falta. Aos 13 minutos, Thiago Maia errou de novo e Felipe Menezes fez o seu segundo na partida, de fora da área. Depois, Daniel Guedes cabeceou para trás no campo de defesa, Bruno Henrique ficou com ela e cruzou na medida para Carlos fazer o quarto.

Ricardo Oliveira marcou, de pênalti, o único gol do Santos na partida contra o Goiás. Após balançar as redes adversárias, o centroavante sequer comemorou, talvez pela goleada sofrida pelo Peixe.

A goleada de 4 a 1 deu fôlego ao time alviverde, que chegou aos 13 pontos, na 14ª posição, e um pouco mais longe da zona de rebaixamento, onde o Santos permanecerá, com seus 10 pontos – os campeões paulistas têm a pior defesa do torneio, vazada 21 vezes em 12 rodadas.

Mais longe da zona de rebaixamento, o Goiás volta a campo no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Mineirão. O Santos atua novamente no sábado, às 18h30 (de Brasília), contra o Figueirense, na Vila Belmiro. As duas partidas serão válidas pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.

 

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Avaí 1 x 4 Atlético Mineiro

Atlético-MG joga bem, goleia o Avaí com facilidade por 4 a 1 e entra no G-4

Galo tem boa atuação fora de casa, com ousadia e muita velocidade, e dorme na terceira colocação do Brasileirão; Leão tem noite ruim e pouco consegue fazer

Quatro atacantes fora de casa, um time com postura ofensiva e muita velocidade. O Atlético-MG visitou o Avaí na noite desta quarta-feira e, com facilidade e um bom futebol, goleou por 4 a 1. Os gols de Carlos, duas vezes, Antonio Carlos – contra – e Pratto, colocaram o Galo no G-4 do Brasileirão, com 10 pontos, dois a menos que o líder Atlético-PR. O Leão, que descontou com André Lima, é o 10º colocado.

O Avaí tenta a recuperação longe da torcida. No próximo domingo, às 19h30, visita o Goiás, no estádio Serra Dourada. O Atlético-MG tem pela frente um clássico contra o Cruzeiro, sábado, no Independência. A bola rola às 18h30.

Avaí x Atlético-MG (Foto: Jamira Furlan/Avaí)
Atlético-MG venceu o Avaí na Ressacada e sobe na tabela (Foto: Jamira Furlan/Avaí)

O jogo
A diferença entre um time que é sério candidato ao título e outro cuja primeira missão é permanecer na Série A ficou evidente no primeiro tempo. O Atlético-MG teve postura e apostou na velocidade contra um Avaí incapaz de parar as ações do visitante e tampouco criar. Foi assim no gol de Carlos, aos 13 minutos, que abriu o placar na Ressacada. Aos 23, Antonio Carlos fez contra e a vantagem do Galo só não foi maior porque Pratto perdeu uma grande chance. No fim, as seis chances de gol do time mineiro contra nenhuma do Leão retrataram a etapa inicial.

A volta do intervalo foi de uma melhora na postura do Avaí. O Atlético-MG, confortável com o resultado, passou a administrar, e Victor trabalhou, mas sem grande exigência. Pratto, em uma bela jogada, ampliou a vantagem aos 22. André Lima até descontou, mas novamente o Galo resolveu jogar e, em bela jogada trabalhada, decretou a goleada com Carlos.

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Renato Maurício Prado comenta Atlético Mineiro 4 x 1 Flamengo

Palco da maior humilhação já sofrida pela nossa seleção (os inacreditáveis 7 a 1, diante da Alemanha), o Mineirão sediará a final da Copa do Brasil. O Atlético Mineiro conseguiu mais uma virada épica e, assim como já acontecera diante do Corinthians, na fase anterior,foi capaz de reverter uma desvantagem impressionante: derrota por 2 a 0, no primeiro jogo, e inferioridade no placar (1 a 0), no segundo. Do outro lado, o Cruzeiro, empatou com o Santos, em 3 a 3, e também se classificou (tinha vencido a primeira partida por 1 a 0).

Esta noite, no Mineirão, o Flamengo chegou a fazer um bom primeiro tempo, embora tenha sido sempre muito pressionado pelo Atlético. Uma jogada espetacular de Everton, porém, permitiu que os rubro-negros abrisse o placar. O jogador arrancou da intermediária, se livrou de quatro marcadores e finalizou com precisão, batendo Vitor. O Atlético, porém, empatou ainda no primeiro tempo e foi com 1 a 1 que os dois times desceram para o vestiário, no intervalo.

Na segunda etapa, só deu Atlético. E Vanderlei Luxemburgo, o grande responsável pela virada do Flamengo na atual temporada, acabou errando nas substituições e entregando o campo inteiro para os mineiros. Primeiro, tirou Eduardo da Silva, para colocar Luís Antônio. Depois, trocou Nixon por Élton e, por fim, Everton (o melhor jogador do Fla na noite) por Matheus, o filho de Bebeto. Acabaram assim os contra-ataques do Fla e os gols atleticanos foram saindo naturalmente, tamanha era a superioridade da equipe de Levir Culpi, graças à total renúncia rubro-negra de atacar.

No final das contas, fez-se justiça. Minas joga, atualmente, o melhor futebol brasileiro e a inédita final da Copa do Brasil é resultado direto disso.

Com o time medíocre e o elenco fraquíssimo que tem, o Flamengo foi até longe demais. Ou a diretoria entende que precisa contratar jogadores à altura da história do clube, ou o ano de 2015 será mais um que a fuga do rebaixamento será a única coisa a ser comemorada.

Não é todo dia que se ganha um torneio nacional, como a Copa do Brasil, por pura sorte.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 06/11/2014

Atlético Mineiro 4 x 1 Flamengo

4 x 1

Semifinal
QUEM NÃO ACREDITA? MILAGROSO, GALO GOLEIA FLA E FAZ FINAL MINEIRA COM RIVAL
Com gols no fim do segundo tempo, Atlético-MG supera Flamengo e consegue o improvável 4 a 1. Baixinho Luan é novamente um gigante

A massa entrou no Mineirão gritando “eu acredito”, e o mantra da Libertadores 2013 mais uma vez foi respeitado pelos Deuses do Futebol. A exemplo do ocorrido nas quartas de final contra o Corinthians, o Galo saiu perdendo por 1 a 0, mas conseguiu a improvável virada por 4 a 1 e chegou pela primeira vez a uma final de Copa do Brasil. Carlos, Maicosuel, Dátolo e Luan, a alma do Atlético-MG, um baixinho gigante, fizeram o milagre possível. Victor, nos acréscimos, justificou mais uma vez a fama de santo. Everton descontou. Após passar por talvez seu segundo maior rival, o time de Levir Culpi decidirá a competição com seu arquirrival, o Cruzeiro, que eliminou o Santos na Vila Belmiro.

As finais estão marcadas para os próximos dias 12 e 26 e provavelmente serão disputadas no Mineirão.

Luan gol Atlético-MG (Foto: Cristiane Mattos / Futura Press)
Luan comemora o gol do Galo: baixinho foi um gigante em campo (Foto: Cristiane Mattos / Futura Press)

Fla aproveita rara chance em tempo de domínio atleticano

Atlético-MG e Flamengo justificaram todas as expectativas colocadas sobre seus ombros. O primeiro tempo foi eletrizante, e o Galo, obrigado a tentar vitória elástica, partiu para cima. Terminou os 45 minutos iniciais com 63% de posse de bola, sete finalizações contra duas de seu adversário e um 6 a 0 em números de escanteios. Com 10 minutos jogados, um lance de perigo para cada lado e uma polêmica. Aos cinco, Carlos caiu dentro da área após ser tocado por Léo. O comentarista de arbitragem da TV Globo, Arnaldo Cezar Coelho, considerou a jogada normal. Aos nove, Dátolo cobrou escanteio, Léo Silva cabeceou como manda o figurino, e seu xará, o Léo flamenguista, salvou. Na mesma volta do ponteiro, Everton puxou contra-ataque e deixou Eduardo da Silva livre para marcar. O croata demorou demais e acabou travado por Marcos Rocha. Ufa!

O Galo seguia melhor e, comandado por Luan e Tardelli, levava pânico aos flamenguistas constantemente. Aos 31, o primeiro fez ótima jogada pela direita e cruzou para o centroavante da Seleção dominar bonito e tirar Wallace e Léo do lance antes de carimbar a trave direita de Paulo Victor. Todavia, o menos esperado ocorreu aos 34: Everton, num lance de sorte e persistência, livrou-se de Josué, Dátolo e Leonardo Silva e soltou uma bomba cruzada para abrir o placar.

A justiça no Mineirão foi feita aos 41: Douglas Santos, com muito espaço pela esquerda de ataque alvinegra, alçou na área, e Carlos ganhou de Chicão e igualou. Que primeiro tempo!

Cáceres e Carlos Flamengo x Atlético-MG (Foto: João Godinho / Ag. Estado)
Carlos comemora, e Cáceres, lamenta: noite foi de festa atleticana (Foto: João Godinho / Ag. Estado)

“Eu acredito” vence novamente

O Galo voltou do intervalo tão elétrico quanto no primeiro tempo. Antes do primeiro minuto, duas bolas já haviam sido lançadas na área rubro-negra, e Paulo Victor errou nas duas. Aos dois, Tardelli chutou sem perigo, e Carlos, na entrada da pequena área, quase virou. A resposta flamenguista veio em chute de Canteros, que passou muito perto da trave direita de Victor.

Eduardo da Silva, mal demais no primeiro tempo, encerrou sua participação no jogo com displicência que poderia ter custado a vaga ao Flamengo – e acabou ajudando. Tentou ligar o contra-ataque com passe de calcanhar no campo de defesa. Leonardo Silva recuperou e adiantou a Luan, que limpou Chicão e Cáceres. João Paulo chegou para travá-lo, mas o desvio não foi feliz, e a bola sobrou para Maicosuel bater no contrapé de Paulo Victor: 2 a 1. Eram jogados 12 minutos da etapa final. Após o lance que redundou em gol, Eduardo deu lugar a Luiz Antonio antes mesmo de o Fla dar a saída.

O tempo foi passando, e os técnicos, mexendo. Luxa colocou Elton no lugar de Nixon, e posteriomente Everton deu lugar a Mattheus, que pouco agregou ao time. Já Levir foi cirúrgico ao colocar Marion no lugar de Maicosuel, que havia pedido para sair.

Marion participou dos dois gols que deram ao Galo mais um milagre para seu currículo. Aos 36, ajeitou de peito para Dátolo marcar um golaço. Três minutos depois, cruzou na área, a bola carambolou e sobrou para Luan, grande figura atleticana em campo, colocar na rede: 4 a 1. Uma virada para ficar na história. Mais uma.

Aos 46 minutos, o santo milagreiro da Libertadores Victor entrou em ação. Fez defesaça em bomba de Canteros. No escanteio seguinte, outra grande intervenção. Apito final, festa dos atleticanos no Mineirão e em todo o Brasil. O sonho segue vivo, e a fé da torcida, cada vez mais inabalável.

 

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Atlético Mineiro 3 x 2 Sport

3 x 2

31ª RODADA
DE VIRADA, GALO DERROTA O SPORT E DORME NA VICE-LIDERANÇA DO BRASILEIRO
Atlético-MG supera gol no começo e desfalques e mantém bom desempenho no segundo turno. Leão continua em má fase

O Atlético-MG superou os desfalques e a expulsão do goleiro Victor no início do segundo tempo para conseguir uma virada sobre o Sport na noite deste sábado, no Independência. O placar de 3 a 2 deixa o Galo provisoriamente na vice-liderança, dependendo de uma derrota do São Paulo para o Goiás na segunda-feira.

O Sport bem que tentou estragar a noite atleticana no Horto e saiu na frente com Rodrigo Mancha no primeiro tempo, mas viu a reação começar com Tiago, estreante da noite. No segundo tempo, Dátolo e Carlos marcaram os outros gols. Danilo ainda fez o segundo dos pernambucanos.

O Atlético-MG soma 54 pontos, um a mais do que o São Paulo e sete a menos do que o líder Cruzeiro. A lista de desfalques teve 14 nomes, entre eles os suspensos Tardelli, Luan e Edcarlos.

O Sport, que acumula oito partidas sem vencer (seis derrotas e dois empates), fica mais próximo da zona de rebaixamento. Está em 12º lugar e tem 37 pontos, quatro a mais do que o Coxa, 17º colocado.

O Galo chega embalado para o primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil, contra o Flamengo, quarta-feira, no Maracanã. Pelo Brasileirão, o próximo jogo será no domingo (2 de novembro), contra o Atlético-PR, às 19h30 (de Brasília), na Arena da Baixada. No mesmo dia, o Sport recebe o Figueirense, às 17h, na Ilha do Retiro.

gol do Atlético-MG x Sport (Foto: Cristiane Mattos / Ag. Estado)
Tiago marcou o primeiro gol do Atlético-MG e abriu o caminho da vitória (Foto: Cristiane Mattos / Ag. Estado)

Reação

O Atlético-MG sentiu bastante os desfalques ofensivos no início da partida. Com isso, as principais investidas eram em bolas alçadas na área pela direita, com Marcos Rocha, que atuava quase como ponta. Após segurar a pressão inicial, o Sport começou a sair mais para o jogo e, na primeira chance, marcou. Após cruzamento de Diego Souza, Rodrigo Mancha precisou de duas chances para superar Victor.

O gol sofrido não abalou a confiança da torcida, e o Galo melhorou em campo. Criou boas chances e chegou ao empate com o estreante da noite. Em cobrança de falta, o zagueiro Tiago aproveitou a falha da barreira, que abriu, e deixou Magrão vendido no lance.

O Atlético-MG continuou no ataque no início do segundo tempo, e a pressão surtiu efeito logo de cara. Aos dois minutos, Dátolo virou o jogo. Nem mesmo a expulsão de Victor, que fez falta sendo o último homem da defesa, tirou o ímpeto atleticano, que marcou o terceiro gol com Carlos – que perdeu chance incrível logo antes de marcar. O Sport partiu pra cima e conseguiu diminuir com Danilo, mas parou por aí.

 

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Criciúma 3 x 1 Atlético Mineiro

3 x 1

26ª RODADA
PEGADOR, CRICIÚMA VENCE, GANHA ÂNIMO, E ATLÉTICO-MG SEGUE NO G-4
Tigre encarna o espírito de Libertadores, e torcida transforma estádio em “Bombonera” contra o Galo, que luta para voltar à competição continental
Levir Culpi comandou o Criciúma numa campanha memorável da equipe catarinense na Libertadores de 1992. Neste sábado, da área técnica do Atlético-MG, ele viu o Tigre com uma pegada similar à do time que foi quinto lugar naquela competição. Pegadores, os mandantes fizeram 3 a 1 no Galo, com direito a duas bolas na trave, e ajudaram a maior parte dos 8.468 nas arquibancadas a transformarem o Heriberto Hülse em Bombonera. Era “jogo de competição sul-americana”, como previu o técnico atleticano.

O Atlético-MG aceitou a marcação adiantada do Criciúma e foi punido com dois gols – um do do estreante Rafael Pereira e outro do centroavante Souza, ainda que tenha balançado as redes entre os dois tentos sofridos, com Carlos. Na etapa final, ainda que mais agressivo, o Galo sucumbiu à pegada tricolor. Não marcou, sofreu o terceiro, também de Souza, e ainda levou duas bolas na trave.

Com o triunfo em casa, o Criciúma ganhou ânimo e foi aos 27 pontos, mas não saiu da zona de rebaixamento, em 17º lugar. Tentará na próxima rodada, quando encontra o Coritiba, no Couto Pereira, na quarta-feira. No dia seguinte, o Atlético-MG, quarto colocado com 43 pontos, estará no Maracanã para enfrentar o Fluminense. O time mineiro tenta voltar a vencer e se consolidar no G-4.

Souza, do Criciúma, comemora gol sobre o Atlético-MG (Foto: Agência Estado)
Souza desencantou pelo Criciúma e fez dois em cima do Galo (Foto: Agência Estado)

O jogo

O Criciúma começou com agressividade, fruto da marcação no campo de ataque. Por isso, finalizou mais no primeiro tempo (9 a 5). Dois dos arremates balançaram as redes do goleiro Victor, o primeiro aos quatro, de Rafael Pereira após escanteio, e o segundo de Souza, aos 18, quando estava um pouco à frente dos marcadores, mas o impedimento não foi marcado. Gols que tiveram a participação decisiva do meia Cleber Santana. Mas o Galo até soube fazer uso da maior posse de bola, porque chegou a empatar, aos 13, com Carlos.

Estudar e especular, somente na segunda metade da etapa inicial, com o time mineiro numa aparente tranquilidade apesar de estar atrás no placar. Frieza que refletiu em displicência de Dátolo, que perdeu uma chance clara de empate no finalzinho, com a baliza protegida apenas por defensores do rival. O Atlético-MG voltou ao segundo tempo sem mudanças, mas reclamou da arbitragem. No lance do primeiro gol sofrido, os atleticanos apontaram que não houve escanteio. O Tigre não alterou nem a escalação, nem a proposta.

O Galo jogou mais em cima e deu oportunidade aos mandantes de tentar ampliar. Tanto que, antes do 10º minuto da etapa final, o Tigre colocou uma bola na trave. Souza não marcou, mas fez a torcida cantar junto, e o Heriberto Hülse parecia a Bombonera. A equipe encarnou o espírito de Libertadores e, na luta, chegou ao terceiro gol, o segundo de Souza. Expostos, os atleticanos tomaram outro balão no poste de Victor, aos 23. Não entrou, mas esfriou o Atlético-MG, que perseguiu sem tanta gana uma reação que não ocorreu e parou nas mãos do goleiro Bruno.

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