Renato Maurício Prado comenta Flamengo 2 x 1 Campinense e a qualidade do elenco do MAIS QUERIDO

 

O Flamengo voltou a derrotar o Campinense, por 2 a 1, se classificou para a próxima fase da Copa do Brasil, mas, uma vez mais, deixou evidente como precisa de bons reforços para disputar o próximo Brasileiro com chances reais de obter no mínimo uma vaga para a Libertadores.

É verdade que o time de Jorginho começa a se conhecer melhor e, com isso, a mostrar algum entrosamento. Mas falta brilho à maioria de seus jogadores e são claras suas limitações.

O meio-campo com Amaral, Elias e Renato Abreu (Gabriel está jogando mais avançado, quase como ponta) não arma rigorosamente nada.

Amaral é inútil na criação e anteontem, no primeiro tempo da partida em Juiz de Fora, praticamente todas as bolas passavam por ele — uma garantia absoluta de que nada de produtivo ia acontecer.

Renato Abreu, por sua vez, é atualmente apenas um grande chutador. Capaz até de decidir alguns jogos, principalmente em cobranças de falta, mas isso é pouco para quem atua numa posição que deveria ser a do cérebro do time: a de meia-armador.

No ataque, as deficiências rubro-negras também são nítidas, pois Rafinha e Gabriel ainda não passam de promessas. E Hernane é o que se sabe: ou faz gol ou não faz nada. Anteontem, não fez…

Seja como for, o Fla avançou. Mas é preciso que a diretoria tenha plena consciência de que o seu time ainda é muito fraco.

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOB no dia 17 de maio de 2013

Blogueiro do Flamengo comenta classificação na Copa do Brasil

A viagem pra Juiz de Fora foi quase perfeita. A cidade é hospitaleira, a comida é barata e as locais são muito bonitas. O estádio é simpático e o clima era de paz total. Mas o futebol do Flamengo foi tão bizarro que quase põe tudo a perder. Impossível não se emputecer com aqueles peladeiros. Pra resumir, os 90 minutos do jogo contra o Campinense foram os piores 90 minutos da viagem toda. Que pelada nauseabunda.

Mas estamos classificados, sabe-se lá como. Ontem corremos riscos reais de perder pros caras e acabamos ganhando no puro sufoco. Agora nosso destino na Copa do Brasil já está esboçado. Vamos pegar mais uma babinha na próxima fase, com todo respeito ao ASA de Arapiraca, e nos preparar espiritualmente pra sermos esculachados a partir das oitavas. Hoje não temos a menor condição de fazer frente aos times que que ainda vão entrar na CB. Não temos um time bom que eventualmente joga mal uma ou duas partidas. É exatamente o contrário. E quem não consegue ver isso é porque está cego de amor e paixão.

Amigos, independentemente do lamentável, e não surpreendente, faniquito de Renato ao ser substituído de um jogo em que não merecia ser sequer escalado, não aguento mais a família Moura no Flamengo. Leonardo, Ramon, Amaral e Renato Moura já não contam com a minha tolerância. Com eles em campo vejo o Flamengo escravizado à exasperante rotina da interrupção de todas as nossas progressões ofensivas por bolinhas roladas para os lados, passes errados, bicudas inofensivas e cruzamentos toscos. E fico muito preocupado em perceber que no elenco do Flamengo não exista ninguém melhor que eles para substitui-los.

Com esse time aí vamos penar muito no Brasileiro, isso é evidente. E vai ser uma catástrofe de proporções gigantescas se os carecas deixarem que o excelente trabalho que estão fazendo fora de campo seja julgado e fatalmente condenado por um desempenho pífio do time no Brasileiro. Mas é loucura esperar algo além do que agonia e tensão por 38 rodadas se nada radical for feito pra mudar o espírito desse elenco que me parece excessivamente acomodado.

O Brasileiro não é daqui a três meses, é daqui a 15 dias! Eu não esperaria até que o time perca um jogo pra dar uma sacudida. A hora de dar esporro, cobrar atitude, cortar asas, enquadrar nas normas de conduta aos sem noção e botar fogo no rabo dos indolentes é agora. Que convoquem imediatamente uma reunião casca grossa com o elenco e coloquem o pau na mesa. Se na direção do Flamengo existir algum respeito aos cânones motivacionais em voga na esfera corporativa o time do Flamengo não pode jogar como jogou contra o Campinense e sair impune.

Flamengo 2 x 1 Campinense

Em campo pela quarta vez com a mesma escalação, o Flamengo desta vez não repetiu as atuações dos últimos jogos. Mesmo assim, fez a festa da torcida em seu primeiro jogo no ano no Municipal de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Na noite desta quarta-feira, o Rubro-Negro carioca suou para derrotar o Campinense e repetir o placar do jogo na Paraíba: 2 a 1. Com um gol contra de Roberto Dias e uma pintura concluída por Elias, após bela jogada coletiva, o Fla garantiu a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil. Bismarck anotou para o campeão da Copa do Nordeste. O público foi de 18.211 pagantes (19.286 presentes) no estádio, que vai receber outro jogo dos cariocas no dia 29, contra a Ponte Preta, pelo Campeonato Brasileiro. A renda da partida foi de R$ 653.612,50.

Na próxima fase, o Flamengo vai enfrentar o o ASA de Arapiraca. O time alagoano eliminou o Ceará, nos pênaltis, na semana passada. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda vai divulgar as datas dos jogos.

– No segundo tempo nós soubemos usar os lados, conseguimos fazer algumas jogadas, amarramos mais o jogo, e o resultado veio. Estamos fazendo nosso trabalho bem. Alguns podem pensar que o time do Campinense é fraco, mas não é bem assim – avaliou Renato Abreu após o apito final.

Desvio de lá e de cá criam os gols

Leo Moura gol Flamengo x Santa Cruz (Foto: Fernando Priamo / Ag. Estado)Léo Moura, autor do cruzamento que resultou no primeiro gol, celebra (Foto: Fernando Priamo/Ag. Estado)

O Flamengo começou ganhando mimos em Juiz de Fora. Recebeu o apoio da torcida local e um presente do adversário com cinco minutos de jogo. Wellington cortou mal o cruzamento de Léo Moura e cabeceou em cima do companheiro Roberto Dias, que desviou a bola contra o próprio patrimônio. Só que o time carioca sequer teve tempo de comemorar o gol contra. Um minuto depois, outro desvio matou os cariocas, dessa vez de Elias no chute de Jeferson Maranhense. A bola sobrou limpa para Bismarck, livre na área, empatar para o Campinense. A origem da jogada mostrou a tática armada pelo técnico Oliveira Canindé: explorar as costas de Léo Moura com as subidas de Panda. No primeiro lance, Renato Santos teve que sair para marcar o lateral e deixou um atacante livre na área. Depois, Rafinha é quem voltou para marcar o camisa 6, lançado na ponta esquerda. Ele saiu na cara de Felipe e estufou a rede, mas o árbitro flagrou impedimento no momento do passe.

Apesar de ter espaços no meio de campo, o Flamengo encontrava dificuldade para invadir a área adversária. Acabava abusando dos chuveirinhos, que só deram resultado no gol contra do Campinense. No único lance em que conseguiu chegar com perigo próximo da meta do goleiro Pantera, Roberto Dias se redimiu da falha. Após Léo Moura dar um bolão para Rafinha, o zagueiro se esticou todo e cortou o chute cruzado do atacante quase na pequena área, aos 25 minutos. Hernane não teve chance de gol e só apareceu ao dar uma caneta no meio de campo. Ao perceber o baixo poder de fogo do rival, o Campinense viu que não precisava ficar recuado. Saiu para o jogo e até terminou o primeiro tempo com mais posse de bola: 51% contra 49%.

Paulinho estreia com o pé direito e vira garçom de Elias

Rafinha Campinense x Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)Rafinha recebe combate de Alberto, do Campinense (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)

Jorginho não gostou do que viu e mexeu no time para a etapa final. Sacou Amaral para a entrada de Luiz Antonio e pediu paciência com a bola no pé. A orientação do treinador não mudou o fato de que o time não conseguia finalizar. A não ser na bola parada. Autor de dois gols de falta no jogo de ida, Renato Abreu só teve uma cobrança no jogo, mas de muito longe. E dessa vez Pantera apareceu bem. O goleiro até fez grande defesa numa pancada à queima-roupa de Hernane. Elias passou a ser a solução para o desafogo: aos 17 minutos, recebeu de Rafinha na área, mas chutou para fora. Os contra-ataques do Campinense assustavam, mas o técnico do Fla colocou o time ainda mais para frente com Rodolfo e Paulinho, reforço vindo do XV de Piracicaba.

O atacante, que treinou durante a semana na lateral direita para suprir a carência de reservas de Léo Moura, foi lançado em sua posição de origem. E mesmo com poucos minutos em campo, teve um papel decisivo no lance que resultou no gol da vitória, aos 32, em misto de sorte e técnica. Elias tentou a tabela com Hernane, mas o camisa 9 devolveu sem força. No meio do caminho, Paulinho conseguiu o toque por cima dos zagueiros e deixou o volante livre para marcar o gol do desafogo. O belo lance fez a torcida esquecer a atuação ruim, com direito a gritos de “olé” no fim.

Renato Maurício Prado comenta Campinense 1 x 2 Flamengo

Três cobranças de falta, dois gols e uma bola no travessão. O espetacular aproveitamento de Renato Abreu, em Campina Grande, garantiu a vitória do Flamengo sobre o Campinense, pela Copa do Brasil.

 Não tivesse Renato desperdiçado uma outra bola, limpa, que recebeu em cruzamento de Rafinha, na cara do goleiro, dentro da área (isolou, por cima da baliza), ele poderia ter, sozinho, garantido a classificação, sem necessidade de jogo de volta.

Mas seria querer demais. O que Renato fez já foi mais do que digno de aplausos. O Flamengo, como um todo jogou bem, com destaques (além do goleador do jogo) para Elias, Gabriel, Gonzalez e Rafinha.

Amaral, que destoava, com péssima atuação na primeira etapa, foi substituído por Luís Antônio, no intervalo, e a equipe melhorou.

Faltou apenas sorte para que a parada fosse liquidade no confronto de ida. As traves salvaram o goleiro Pantera em duas ocasiões (numa falta de Renato Abreu e numa cabeçada de Gonzalez) e o gol dos paraibanos foi fruto do acaso. O chute de Jeferson Maranhense desviou em Renato Santos e traiu Felipe.

Com a necessidade de um novo jogo, há a possibilidade de que ele seja realizado no Maracanã, no dia 15. Por causa disso, muitos torcedores até preferiram que o terceiro gol não tenha saído.

A saudade do velho estádio e a curiosidade para ver o novo é grande.

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 02 de maio de 2013

Vitória satisfaz Jorginho: ‘Cada vez mais temos uma cara como equipe’

Técnico lamenta gol que evitou classificação direta, mas elogia atuação no triunfo por 2 a 1 diante do Campinense: ‘Já é a quarta vitória consecutiva’

A feição de lamentação ao apito final deixou claro: Jorginho achou que era possível eliminar o jogo de volta. A atuação consistente e a quarta vitória consecutiva, no entanto, são fatores suficientes para que o treinador do Flamengo volte para o Rio de Janeiro satisfeito com sua equipe. No 2 a 1 sobre o Campinense ,

nesta quarta-feira, em Campina Grande, pela segunda fase da Copa do Brasil, o Rubro-Negro não atropelou como fez diante de Remo e Fluminense, mas voltou a mostrçar uma evolução coletiva.

Se não fosse o desvio em Renato Santos no chute que resultou no gol dos paraibanos, não seria exagero dizer que o atual campeão do Nordeste quase não deu trabalho a Felipe. Após a vitória, no acanhado banco de reservas do Amigão, Jorginho analisou a partida e elogiou os comandados.

– Tivemos a infelicidade de tomar o gol no início do jogo, mas conseguimos nos recompor rapidamente. Tivemos o comando do jogo em todos os momentos. Praticamente não fomos ameaçados e criamos oportunidades. Poderíamos ter saído com a classificação. Não faltaram vontade e disciplina tática. Já é a quarta vitória consecutiva. Temos jogado bem, repetido a escalação, e isso é importante. Cada vez mais termos uma cara como equipe.

Ao repetir uma escalação pela terceira vez – não consecutiva por ter optado por reservas diante do Macaé -, Jorginho acredita que o Flamengo passa a ter uma identidade. Para isso, o clube pagou o preço da eliminação do Carioca enquanto o treinador dava oportunidade a todos os jogadores do elenco. Situação que o comandante encara com naturalidade.

Toda mudança precisa de um tempo para adaptação. Minha a eles e deles a mim. Tínhamos uma proposta clara de conhecer bem o grupo para saber com quem contaríamos. As coisas estão acontecendo e só tendem a melhorar”
Jorginho, técnico do Flamengo, sobre a
repetição da equipe nos últimos jogos

– Toda mudança precisa de um tempo para adaptação. Minha a eles e deles a mim. Tínhamos uma proposta clara de conhecer bem o grupo para saber com quem contaríamos. Podemos ter deixado escapar um ponto ou outro, mas se formos lembrar pressionamos bem em todos os jogos do Carioca. Vamos conhecendo o grupo cada vez mais. As coisas estão acontecendo e só tendem a melhorar – ponderou.

Com a vitória, o Flamengo pode até perder por 1 a 0 no jogo de volta, ainda sem local definido, que avança para pegar ASA de Arapiraca ou o Ceará. Jorginho, por sua vez, não quer saber de favoritismo ou relaxamento.

– Tomamos um gol tão rápido que o jogo ficou perigoso. A vantagem é boa, mas temos que entrar no próximo jogo concentrados e firmes. Lamento porque o nosso planejamento de intertemporada longa não será possível. Agora, vamos pensar no jogo de volta.

A delegação do Flamengo deixou Campina Grande em direção a João Pessoa de ônibus, onde pego um voo com destino ao Rio de Janeiro. O desembarca na capital carioca está previsto para a manhã desta quinta-feira.

De volta para casa: Fla quer mandar jogo contra Campinense no Maracanã

Clube aguarda negociação da Ferj com a secretaria de Esporte e Lazer do Rio para tentar usar o estádio na Copa do Brasil.

 

Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) tenta levar a decisão da Taça Rio, marcada para o dia 5 de maio, para o Maracanã, que será reaberto no próximo sábado, 27 de abril, num amistoso entre Amigos de Bebeto e Amigos de Ronaldo. A diretoria do Flamengo está atenta e aguarda o desfecho das tratativas da entidade com a secretaria de Esporte e Lazer do Rio para tentar se beneficiar.

instalação grama sintética Maracanã (Foto: Divulgação)Maracanã vai ser reinaugurado neste sábado, dia 27 de abril (Foto: Divulgação)

Segundo o vice de futebol, Wallim Vasconcellos, o Flamengo trabalha com a possibilidade de mandar o jogo de volta contra o Campinense-PB, pela segunda fase da Copa do Brasil, no palco reformado. O confronto pode ocorrer em duas datas: 15 ou 22 de maio. A primeira partida, em Campina Grande, deve ocorrer em 1º ou 8 de maio.

– Se estiver disponível dia 15, seria maravilhoso. Tenho certeza de que estará lotado – disse Wallim.

A Ferj também vai tentar que o estádio seja usado pelo Fluminense, no jogo de volta pelas oitavas de final da Libertadores, contra o Emelec, do Equador, marcado para 8 de maio.

Caso o Flamengo não consiga jogar no Maracanã, o Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, está entre as opções. Foi na Cidade do Aço que o Rubro-Negro derrotou o Remo na primeira fase e avançou. O estádio Municipal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, também seria uma alternativa.

Cabe a ressalva: caso vença o jogo de ida por dois ou mais gols de vantagem, o Flamengo elimina a partida de volta contra o Campinense. A definição das datas por parte da CBF está prevista para esta semana.

* Colaborou Raphael Bózeo, estagiário

 

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